Acompanhe, abaixo, o resumo das operações da Bolsa de Mercadorias de Chicago CBOT) na sessão do último dia útil:
SOJA: a soja fechou a sexta-feira em baixa acentuada. Em sessão abreviada, de poucos negócios e de virada de mês, os investidores aproveitaram para posicionar carteiras. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul e a forte queda do petróleo no mercado internacional contribuíram para a forte retração dos contratos. Após o feriado do Dia de Ação de Graças, a sessão do dia teve pouco mais de três horas. O tempo exíguo, no entanto, foi suficiente para provocar um recuo consistente nos preços. Quem optou por negociar preferiu realizar lucros, mesmo com números favoráveis para as exportações semanais americanas. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2014/15, com início em 01 de setembro, ficaram 1.485.400 toneladas na semana encerrada em 20 de novembro. O número bem acima do registrado na semana passada e 34% maior que a média em quatro semanas. Um fator que ajudou a pressionar o mercado foi o segundo dia consecutivo de perdas acentuadas no petróleo. Com a produção de biodiesel, há uma correlação entre as cotações do petróleo e do óleo de soja. O subproduto, aliás, apresentou as perdas mais acentuadas nesta sexta-feira, contaminando as negociações com grão e farelo. Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 31,00 centavos de dólar por bushel, a US$ 10,16 por bushel. A posição março de 2015 teve cotação de US$ 10,22 1/2 por bushel, perda de 30,25 centavos.
TRIGO: o trigo encerrou as operações com preços acentuadamente mais altos. O mercado subiu após a divulgação dos dados de exportações semanais dos Estados Unidos. As preocupações com as lavouras americanas e da Rússia também garantiram a sustentação das cotações. As temperaturas baixas poderão comprometer a produtividade. Apesar da tendência de pouca movimentação na sessão do dia, devido ao feriado de Ação de Graças, nos Estados Unidos, os bons números de exportações dos EUA impulsionaram as cotações à uma forte alta em todos os contratos ativos. As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2014/15, que tem início em 1o de junho, ficaram em 431.500 toneladas na semana encerrada em 20 de novembro. O número subiu 19% frente à semana anterior e ficou 16% acima da média das últimas quatro semanas. O destaque foi a venda de 131.800 toneladas para o Japão. Os contratos com entrega em dezembro fecharam negociados a US$ 5,77 1/4 por bushel, alta de 15,25 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março/15 fecharam negociados a US$ 5,78 1/2 por bushel, com ganho de 15,75 centavo em relação ao fechamento anterior.
MILHO: o milho fechou as operações com preços mais baixos. O mercado realizou
lucros, em dia de pouca movimentação, após os ganhos registrados na última sessão. Os bons números de exportações limitam as perdas e atuam como fator de alta. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2014/15, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 944.900 toneladas na semana encerrada em 20 de novembro. O número ficou 4% acima do registrado na semana passada e 59% maior que a média em quatro semanas. O mercado apostava em número entre 500 mil e 750 mil toneladas. A posição dezembro finalizou cotada a US$ 3,75 3/4, com baixa de 2,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição março/15 finalizou cotada a US$ 3,88 3/4 por bushel, baixa de 2,75 centavos de dólar.
