Informações Confiáveis,
Negócios Rentáveis

Notícias

Videos

+

Nossos Produtos

NewsLetter

Mercado em Foco

MERCADO: Algodão fecha semana próximo da paridade de exportação

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - A valorização do dólar em 
relação ao real e a recente lateralização dos preços internacionais 
permitiram que os preços domésticos do algodão se aproximassem da paridade de
exportação. "O resultado disso foi um estancamento da trajetória de baixa 
pela segunda semana consecutiva", como destaca o consultor de SAFRAS & 
Mercado, Élcio Bento. Ao final da penúltima semana de agosto, a fibra nacional
era indicada a uma média de R$ 2,43/libra-peso no CIF de São Paulo, valor que
superava o de fechamento da anterior em 0,86%. Comparado ao mês passado as 
perdas acumuladas estão em 5,6% e ao ano anterior em 21,2%. 
 
    No FOB de Santos/SP indicação ficou em 60,40%, valor 2,05% inferior ao 
fechamento da semana anterior e acumulando queda de 14,4% frente ao mesmo 
período do mês passado. "O recuo mais expressivo da pluma brasileira em 
dólar que em real - verificado quando comparado ao mês anterior - é o 
resultado da valorização da moeda norte-americana em relação à brasileira, 
que na manhã desta sexta-feira era de +9,3%", conclui o consultor.
 
 
NY
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou 
com preços mais baixos nesta sexta-feira.
 
    Segundo traders, o mercado acompanhou o petróleo e outras commodities em 
dia de aversão ao risco com as notícias negativas sobre as relações 
comerciais entre Estados Unidos e China. 
 
   A China vai adotar tarifas de importação ao equivalente a US$ 75 bilhões 
em produtos dos Estados Unidos para retaliar a decisão do governo dos Estados 
Unidos de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 
setembro. Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão 
aplicadas em duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de 
dezembro - as mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas 
pelos Estados Unidos entrarão em vigor.
 
    Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou 
que irá responder às últimas tarifas impostas pela China nesta tarde. "Não 
precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela", afirmou ele em sua conta 
do Twitter. Segundo ele, "a China roubou trilhões de dólares durante anos dos
Estados Unidos. Eles nos roubaram o equivalente a milhares de bilhões de 
dólares em propriedade intelectual todo ano e querem continuar". 
 
     No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou baixa de 3,19%.
 
    Dezembro/2019 fechou a 58,21 centavos de dólar por libra-peso, com 
desvalorização de 0,73 centavo, ou de 1,2%. Março/2020 fechou a 59,15 
centavos, com queda de 0,71 centavo, ou de 1,2%. 
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,10%, sendo 
negociado a R$ 4,1220 para a compra e a R$ 4,1240 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1320 e a mínima de R$ 
4,0520.
 
     Na semana, o dólar subiu 2,97%.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) - Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 

EUA: Relação com o Brasil é forte e as perspectivas são animadoras - Trump

 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - O presidente dos Estados Unidos, 
Donald Trump, afirmou que as relações com o Brasil são fortes e as 
perspectivas são animadoras para o futuro das duas nações. Segundo ele 
escreveu em sua conta no Twitter, Trump e o presidente do Brasil, Jair 
Bolsonaro, conversaram.
 
   "Eu disse a ele que se os Estados unidos podem ajudar com os incêndios na 
Floresta Amazônica, nós estamos prontos para o auxílio", escreveu ele.
 
  A mensagem vem logo depois que vários chefes de Estado declararam a 
situação na Amazônia uma "crise internacional". O presidente da França, 
Emmanuel Macron, pediu que o assunto fosse discutido como primeiro item na 
reunião de cúpula do G7, que ocorrerá neste fim de semana em Biarritz, na 
França.
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Milho encerra semana com atenções na paridade de exportação

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - O mercado brasileiro de milho não 
teve maiores alterações nos preços nesta sexta-feira. Segundo o analista de 
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a paridade de exportação 
permanece essencial para o ritmo das negociações no mercado doméstico. "A 
movimentação cambial é o grande ponto de suporte no momento, impedindo que as
cotações no porto cedam de maneira agressiva. De qualquer maneira, as 
indicações vigentes não desencadeiam bom ritmo de negócios", aponta.
 
    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,00/38,50 a saca. Em Santos,
 o preço girou em torno de R$ 36,50/38,00 a saca.
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,00 a saca em Cascavel. Em São
Paulo, preço de R$ 33,50/34,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 
36,50/37,50 a saca.
 
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em 
Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço 
esteve em R$ 27,50/29,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, 
preço ficou a R$ 27,00/29,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.
 
Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 
mais altos. O mercado foi pressionado acirramento do conflito comercial entre 
Estados Unidos e China. Hoje os chineses disseram que vão adotar tarifas de 
importação ao equivalente a US$ 75 bilhões em produtos dos EUA para retaliar 
a decisão do governo norte-americano de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em
produtos chineses a partir de setembro. O presidente estadunidense, Donald 
Trump, prometeu revidar.
 
    Os registros de menores produtividades em áreas de milho nos Estados 
Unidos, por outro lado, evitaram maiores retrações nos preços. As lavouras de
milho em Iowa, no oeste dos Estados Unidos, estão se desenvolvendo pior neste 
ano, na comparação com a média dos últimos três anos e também em relação
ao ano passado, segundo avaliação dos participantes da "Crop Tour", 
realizada pela Pro Farmer. A produtividade média do milho deve ficar em 182,83 
bushels por acre em Iowa, ante 185,39 bushels por acre dos últimos três anos e
 de 188,20 acres obtidos no ano 
passado. 
 
    Em Minnesota, no oeste dos Estados Unidos, a produtividade média do milho 
foi estimada em 170,37 bushels por acre em Minnesota, abaixo da média do ano 
passado, de 178,67 bushels por acre e à frente também da média dos últimos 
três anos, de 184,18 bushels por acre.
 
     Na semana, a posição setembro acumulou queda de 3,03%;
 
    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,59 
3/4, baixa de 3,50 centavos de dólar, ou 0,96%, em relação ao fechamento 
anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,67 3/4 por bushel, recuo 
de 3,25 centavos de dólar, ou 0,87%, em relação ao fechamento anterior.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,10%, sendo 
negociado a R$ 4,1220 para a compra e a R$ 4,1240 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1320 e a mínima de R$ 
4,0520.
 
     Na semana, o dólar subiu 2,97%.
 
      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

CARNES: ABPA cobra punição aos responsáveis pelas queimadas na Amazônia

 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - A Associação Brasileira de 
Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do Brasil,
emitiu nota na qual diz ser contra o desmatamento ilegal e na qual defendeu a 
punição aos responsáveis pelas queimadas na Amazônia.
 
   A entidade, as atividades exercidas por seus associados estão instaladas 
fora do bioma amazônico também defendeu a adoção de ações concretas para 
evitar a propagação dos focos e os impactos ambientais que o fogo pode causar.
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

CARNES: Marfrig afirma adotar procedimentos contra o desmatamento

 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - Em meio à polêmica entre o governo
brasileiro e países da União Europeia, que ameaçam boicotar produtos 
agrícolas do Brasil em resposta às queimadas e aumento do desmatamento na 
Amazônia, a Marfrig reiterou seu compromisso com a sustentabilidade e disse que
 vem trabalhando para reduzir o impacto de suas atividades ao meio ambiente.
 
  "A companhia mantém um compromisso público com o desmatamento zero para o 
bioma Amazônia desde 2009, que consiste em não adquirir animais provenientes 
de áreas de desmatamento, unidades de conservação, de terras indígenas e 
áreas embargadas pelo Ibama".
 
    Segundo a companhia, para assegurar o cumprimento deste critério, foi 
desenvolvido uma plataforma de monitoramento de fornecedores, por meio da qual a
companhia adota um sistema de georreferenciamento e geomonitoramento via 
satélite para monitorar as áreas de produção e informações socioambientais
 de todos os seus fornecedores.
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 
 
 
 
 

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 3.241 sacas em 23/08

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - Os estoques certificados de café nos 
armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na 
posição de 23 de agosto de 2019 estão em 2.360.607 sacas de 60 quilos, com 
queda de 3.241 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da 
ICE Futures.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 

CAFÉ: Iapar descarta risco de geada em regiões cafeeiras do Paraná amanhã

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - O Serviço de Alerta de Geadas do 
Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), em conjunto com o Instituto 
Tecnológico Simepar, em seu boletim diário, indica que NÃO HÁ chance de 
geadas na região cafeeira paranaense nas próximas 24 horas. Veja abaixo a 
previsão:
 
"Data de Emissão: 23/08/2019 - Sexta-feira - 08h45
 
GEADAS
 
    Na zona cafeeira do Paraná NÃO há condições favoráveis à formação 
de geadas.
 
CONDIÇÕES DO TEMPO
 
    Sábado com temperaturas amenas entre as regiões central, sul e sudeste 
paranaense, porém não há previsão para a formação de geadas para nenhuma 
das regiões do Estado.
 
RECOMENDAÇÕES
 
'Chegamento de terra'
MEDIDA PREVENTIVA
 
Realizar o procedimento no início de maio
 
    Em lavouras de 6 a 24 meses após o plantio, amontoar terra no tronco até 
o primeiro par de folhas ou ramos, para proteção das gemas vegetativas no caso
de ocorrência de geadas. Essa prática é chamada de 'chegamento de 
terra'.
 
   Em meados de setembro, retirar a terra com as mãos. Se esse procedimento 
não for realizado, as plantas poderão sofrer danos no caule por altas 
temperaturas.
 
Enterrio e desenterrio das mudas de café
MEDIDA EMERGENCIAL 
Realizar o procedimento quando for emitido o Alerta Geada
 
    Em lavouras novas (até 6 meses) fazer o enterrio total das mudas e retirar
 a terra assim que cessar o risco de geada.
 
    Em viveiros, proteger as mudas com duas a três camadas de plástico e/ou 
aquecimento. Remover as coberturas assim que passar o risco de geada."
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Com dólar em alta, preços da soja seguem firmes no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - Os preços da soja ficaram de 
estáveis a mais altos nesta sexta-feira no Brasil. Nos portos, os preços 
estão chegando na importante marca dos R$ 90,00 a saca. Mesmo com a Bolsa de 
Chicago tendo perdas para a oleaginosa, o dólar subiu garantindo suporte às 
cotações. Com os valores firmes, o dia foi de boa movimentação de negócios,
 chegando a pelo menos 500 mil toneladas.
 
    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 82,50 a saca. Na 
região das Missões, a cotação se manteve em R$ 82,00. No porto de Rio 
Grande, preço permaneceu em R$ 88,00.
 
    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 82,50 a saca. No porto de 
Paranaguá (PR), a saca se manteve em R$ 88,50.
 
    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou estável em R$ 77,50. Em Dourados (MS),
a cotação avançou de R$ 76,50 para R$ 77,00. Em Rio Verde (GO), a saca 
passou de R$ 76,00 para R$ 77,00.
 
     Chicago
 
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago 
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. A intensificação da 
guerra comercial entre China e Estados Unidos pressionou o mercado. 
 
    A China vai adotar tarifas de importação ao equivalente a US$ 75 bilhões
em produtos dos Estados Unidos para retaliar a decisão do governo dos Estados 
Unidos de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 
setembro. Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão 
aplicadas em duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de 
dezembro - as mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas 
pelos Estados Unidos entrarão em vigor.
 
    Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou 
que irá responder às últimas tarifas impostas pela China nesta tarde. "Não 
precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela", afirmou ele em sua conta 
do Twitter. Segundo ele, "a China roubou trilhões de dólares durante anos dos
Estados Unidos. Eles nos roubaram o equivalente a milhares de bilhões de 
dólares em propriedade intelectual todo ano e querem continuar". 
 
    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de
12,75 centavos de dólar, ou 1,48%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 
8,43 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,56  por 
bushel, com perda de 12,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,41%.
 
    Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 
3,80 ou 1,29% a US$ 289,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento 
em setembro fecharam a 28,34 centavos de dólar, com perda de 0,20 centavo ou 
0,7%. 
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,10%, sendo 
negociado a R$ 4,1220 para a compra e a R$ 4,1240 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1320 e a mínima de R$ 
4,0520.
 
     Na semana, o dólar subiu 2,97%.
 
 
     Agenda de segunda
 
 
- O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a 
economia.   
 
- Inspeções de exportação semanal dos EUA - USDA, 12hs.
 
- Balança comercial das quatro primeiras semanas de agosto - Ministério da 
Economia, 15hs.
 
- Condições das lavouras nos Estados Unidos - USDA, 17hs.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Café fecha semana com preços estáveis no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - O mercado físico brasileiro de café 
teve uma sexta-feira de preços estáveis. Com a Bolsa de Nova York tendo queda 
para o arábica e o dólar subindo, as cotações ficaram pouco alteradas no 
país. O dia foi lento na comercialização.
 
    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 
405,00/410,00 a saca, estável. No cerrado mineiro, o preço ficou entre R$ 
410,00/415,00 a saca, inalterado.
 
    Já o café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 
20% de catação, teve preço de R$ 300,00/305,00 a saca, inalterado.
 
    O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 
278,00/283,00 a saca, estável.
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica 
encerrou as operações desta sexta-feira com preços mais baixos, interrompendo
 uma sequência de três sessões seguidas de ganhos.
 
    Segundo traders, o mercado recuou diante de fatores técnicos e dos 
fundamentos baixistas da ampla oferta global. Mas, foi pressionado especialmente
no dia pela alta do dólar contra o real no Brasil e por perdas em outros 
mercados. O petróleo e outras commodities caíram em um dia de maior aversão 
ao risco, por conta de notícias negativas quanto às relações comerciais 
entre Estados Unidos e China.
 
    A China vai adotar tarifas de importação ao equivalente a US$ 75 bilhões
em produtos dos Estados Unidos para retaliar a decisão do governo dos Estados 
Unidos de sobretaxar cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 
setembro. Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão 
aplicadas em duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de 
dezembro - as mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas 
pelos Estados Unidos entrarão em vigor.
 
    Em contrapartida, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou 
que irá responder às últimas tarifas impostas pela China nesta tarde. "Não 
precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela", afirmou ele em sua conta 
do Twitter. Segundo ele, "a China roubou trilhões de dólares durante anos dos
Estados Unidos. Eles nos roubaram o equivalente a milhares de bilhões de 
dólares em propriedade intelectual todo ano e querem continuar". 
 
     No balanço da semana, o contrato dezembro acumulou uma baixa de 0,3%.
 
    Os contratos com entrega em setembro/2019 fecharam o dia a 92,60 centavos 
de dólar por libra-peso, com baixa de 0,90 centavo, ou de 1,0%. Dezembro fechou
 a 96,05 cents, com desvalorização de 1,25 centavo, ou de 1,3%.
 
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,10%, sendo 
negociado a R$ 4,1220 para a compra e a R$ 4,1240 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1320 e a mínima de R$ 
4,0520.
 
     Na semana, o dólar subiu 2,97%.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

EUA: Trump anuncia aumento de 5 p.p nas tarifas impostas à China

 
    Porto Alegre, 23 de agosto de 2019 - O presidente dos Estados Unidos, 
Donald Trump, anunciou que os produtos provindos da China que valem um total de 
US$ 250 bilhões de dólares, atualmente sendo taxados por 25% a partir de 1 de 
outubro, receberão uma taxa de importação de 30%. Além disso, os outros US$ 
300 bilhões de dólares em produtos chineses que seriam taxados em 10% a partir
 de 1 de setembro, agora serão taxados em 15%.
 
   Segundo Trump, os Estados Unidos "vêm perdendo milhares de bilhões de 
dólares todo ano para China". "Infelizmente, administrações passadas 
permitiram que a China conseguisse tanta vantagem em uma relação que deveria 
ser balanceada e justa, o que se tornou um peso para o contribuinte 
norte-americano", escreveu ele em sua conta do Twitter. "Não posso deixar 
isso acontecer."
 
   Mais cedo, Trump havia informado, também por seu perfil na rede social, que
tomaria providências contra as recentes tarifas impostas pela China aos 
produtos americanos. O país disse que vai adotar taxas de 5% e de 10% sobre o 
equivalente a US$ 75 bilhões em produtos importados dos Estados Unidos para 
retaliar a decisão do governo norte-americano de sobretaxar cerca de US$ 300 
bilhões em produtos chineses a partir de setembro.
             
   Segundo o Ministério de Finanças da China, as tarifas serão aplicadas em 
duas etapas: a primeira em 1 de setembro e a segunda em 15 de dezembro -as 
mesmas datas em que as tarifas aos produtos chineses anunciadas pelos Estados 
Unidos entrarão em vigor. A lista de produtos inclui petróleo.
 
   "Não precisamos da China e ficaremos bem melhor sem ela", afirmou ele em 
sua conta do Twitter.
    
   Segundo ele, "a China roubou trilhões de dólares durante anos dos Estados
Unidos. Eles nos roubaram o equivalente a milhares de bilhões de dólares em 
propriedade intelectual todo ano e querem continuar". 
     
   Trump também disse estar "ordenando" que todas as empresas 
norte-americanas com unidades de produção na China a pararem com as 
operações no país. "Façam seus produtos aqui em casa", disse ele.
     
   Depois, Trump pediu às empresas de entrega como Fed Ex, Amazon, UPS e os 
Correios a "procurarem em seus estoques e recusarem todas as entregas de 
Fentanil da China (ou de qualquer outra coisa)." Fentanil é um opioide 
utilizado como medicação para dores intensas que, segundo Trump, é importado 
da China para os Estados Unidos e, para ele, causa vício em seus usuários.
     
   "Fentanil mata 100 mil norte-americanos por ano. O presidente Xi disse que 
isso se encerraria e não parou", escreveu ele em sua última mensagem.
     
   Por último, o presidente disse que os ganhos dos últimos dois anos e meio 
de seu mandato tornaram a economia norte-americana "muito maior que a da 
China".
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA