Informações Confiáveis,
Negócios Rentáveis

Notícias

Videos

+

Nossos Produtos

NewsLetter

Mercado em Foco

MERCADO: Algodão mantém estabilidade no Brasil, apesar de tombo em NY

 
 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - A possibilidade clara da taxação do
algodão norte-americano pela China derrubou as cotações na Ice Futures para 
os menores níveis desde 25 de maio de 2018. Nas últimas quatro sessões o 
contato spot saiu de uma máxima de 90,55 cents de dólar por libra-peso para 
uma mínima de 86,60 cents/libra-peso nessa segunda-feira. Mas, no mercado 
interno, a indicação segue em R$ 3,77/libra-peso.
 
    Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, em condições normais uma queda 
de quase 5% na Ice Futures teria impacto direto sobre os preços no mercado 
doméstico brasileiro. No atual momento, no entanto, a tendência é que não 
ocorra uma correção na mesma intensidade. "Isso deve-se a dois motivos 
principais. O primeiro é que a colheita nacional ainda não é suficiente para 
gerar excesso de oferta no mercado disponível. O segundo é que, se por um lado
a possível taxação do algodão norte-americano pela China derruba os preços
em Nova York, por outro abre a possibilidade de maiores volumes de pluma 
brasileira para o grande consumidor da Ásia", comenta.
 
     Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou 
com preços acentuadamente mais baixos nesta segunda-feira.
 
    O mercado foi severamente pressionado pelas notícias envolvendo a guerra 
comercial Estados Unidos-China. A decisão da China de impor tarifas de 25% a 
545 produtos importados dos Estados Unidos a partir de 6 de julho, de acordo com
o Conselho de Estado do país, derrubou as cotações. A lista inclui produtos 
agrícolas, automóveis, peixes e frutos do mar. As informações são da 
agência de notícias "Dow Jones".
 
    Esta foi a resposta aos Estados Unidos, após a Casa Branca anunciar a 
implementação de uma tarifa de 25% sobre US$ 50 bilhões de produtos chineses 
que contenham tecnologias industrialmente significativas.
 
    Julho/18 fechou o dia a 87,32 centavos de dólar por libra-peso, baixa de 
3,40 centavos, ou de 3,7%. Dezembro fechou a 87,77 centavos, com 
desvalorização de 2,08 centavos, ou de 2,3%.
 
     Câmbio 
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,29%, cotado a R$ 
3,7390 para a compra e a R$ 3,7410 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7330 e a máxima de R$ 3,7660. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 
 

TRANSPORTES: ANTT vai aguardar STF antes de decidir sobre tabela do frete

 
     Porto Alegre, 18 de maio de 2018 - A Agência Nacional de Transportes 
Terrestres (ANTT) vai aguardar até a audiência com o Supremo Tribunal Federal,
marcada para quarta-feira, antes de decidir sobre a nova versão da tabela de 
fretes mínimos para o transporte rodoviário de carga, disse à Reuters uma 
fonte do órgão regulador.
 
    "Nada vai ser definido antes do STF", disse a fonte, que falou sob a 
condição de anonimato.
 
    Em parecer encaminhado ao STF, o Conselho Administrativo de Defesa 
Econômica (Cade) considerou que o tabelamento gera resultado semelhante ao de 
um cartel.
 
    Em nota nesta segunda-feira, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros 
(Abcam) voltou a defender a tabela, que, segundo a entidade, é 
"imprescindível para reprimir o abuso nas contratações dos serviços de 
transporte, em especial, dos serviços dos caminhoneiros autônomos".
 
    "A criação do piso evitará a exploração do trabalho do transportador
e garantirá o custeio mínimo de suas despesas, especialmente com o óleo 
diesel, que chega a representar 40 por cento do custo total", diz a Abcam.
 
    Em manifestação formal enviada ao STF, a ANTT afirmou que a adoção de 
tabela de fretes para transporte rodoviário de cargas, instituída pelo governo
federal para colocar fim à greve dos caminhoneiros foi "emergencial, mas 
pode ser reavaliada".
 
     As informações partem da Reuters Brasil.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

TRANSPORTES: Tabelamento de frete foi emergencial e pode ser reavaliado

 
     Porto Alegre, 18 de maio de 2018 - A Agência Nacional de Transportes 
Terrestres (ANTT) afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a adoção de 
tabela de fretes para transporte rodoviário de cargas, instituída pelo governo
federal para colocar fim à greve dos caminhoneiros que parou o país por 11 
dias no fim de maio, foi "sim emergencial, mas pode ser reavaliada".
 
    "As negociações ainda não estão definitivamente encerradas. Pode-se 
dizer que a adoção do tabelamento foi sim medida emergencial, mas pode ser 
reavaliada", afirmou a agência em ação movida por associação de cargas 
que contesta as normas adotadas pelo governo, por meio da Medida Provisória 
832, e pela Resolução da ANTT, de 5.820.
 
    Procurada por meio da assessoria de imprensa, a agência não quis se 
pronunciar.
 
    A manifestação do órgão de regulação ao STF, favorável à política 
de preços mínimos, diverge da apresentada anteriormente pelo Conselho 
Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para quem a medida gera resultado 
semelhante ao de um cartel.
 
    Para a ANTT, a tabela de preços do frete é necessária para restabelecer 
"equilíbrio do mercado". Segundo ela, essa medida em nada afronta os 
princípios da concorrência e da livre iniciativa e ainda garante que os 
preços do mercado não sejam subestimados, como vinha ocorrendo até então.
 
    A agência disse que a resolução teve por objetivo não apenas 
"promover a saúde econômico-financeira das empresas, cooperativas e 
autônomos que atuam no mercado de transporte rodoviário de cargas, mas também
contemplar questões relativas à segurança da sociedade. A prática de fretes
com preços aviltados tem se tornado impeditivo para uma adequada manutenção 
dos veículos", afirmou.
 
    A manifestação da ANTT, que é assinada pelo procurador-geral Federal 
Leonardo Silva Lima Fernandes, destacou ainda que o princípio da livre 
iniciativa e da concorrência não são "absolutos" e que a Constituição 
de 1988 prevê a possibilidade de o Estado intervir no domínio econômico.
 
    Para a ANTT, conceder liminar para suspender os efeitos da medida 
provisória "lançará o país no mesmo caos que se encontrava dias atrás".
"A tutela ora pleiteada não pode ser concedida sob pena de retornarmos ao 
estado de cizânia. Entre os interesses rentistas da associação e a paz 
social, preferível esta", concluiu.
 
    A associação Abcam, que representa cerca de 600 mil e 700 mil 
caminhoneiros autônomos no país, afirmou na semana passada, quando entregou à
ANTT uma sugestão para a tabela de frete com valores para carga geral cerca de
20 por cento menores que os vigentes, que não pretende organizar nova 
paralisação de caminhoneiros caso o governo não aprove uma tabela mínima de 
frete. "Esperamos que a manifestação geral que já realizamos sirva como 
aprendizado para que o governo aprenda a dialogar conosco", disse o presidente
 da entidade, José da Fonseca Lopes, na ocasião.
 
 
     As informações partem da Reuters Brasil.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 
 

MERCADO: Milho registra preços fracos e ausência de negócios no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - O mercado brasileiro de milho teve 
uma segunda-feira de preços fracos, pressionados e de ausência de negócios. 
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado teve 
tentativas de pressão maior por parte de consumidores internos diante da 
ausência das tradings. "As tradings têm dificuldades de fechamento de 
negócios enquanto a tabela de fretes não for reformulada", destaca Molinari.
A acomodação na Bolsa de Chicago e o comportamento do dólar mantiveram 
estáveis as cotações nos portos. 
 
    Nos portos de Santos e Paranaguá, o preço ficou entre R$ 38,00/39,00 a 
saca de 60 quilos para entrega na safrinha. 
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 37,00/38,00 a saca em Cascavel. Em São
Paulo, o preço esteve em R$ 37,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF, preço 
de R$ 40,00/41,00.
  
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 40,00/41,00 em Erechim. Em Minas 
Gerais, preço em R$ 36,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 
28,00/30,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou entre R$ 22,00/27,00 a 
saca.
 
Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 
mais baixos. A tensão comercial entre Estados Unidos e China pressionou as 
cotações, bem como o clima favorável ao desenvolvimento das lavouras 
norte-americanas de milho.
 
    Nem mesmo o bom desempenho das inspeções de exportação norte-americanas
de milho foram capazes de impedir perdas significativas. As inspeções de 
exportação norte-americana de milho chegaram a 1.688.835 toneladas na semana 
encerrada no dia 14 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo 
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
 
    Na semana anterior, haviam atingido 1.410.564 toneladas. Em igual período 
do ano passado, o total inspecionado foi de 1.220.450 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 42.640.062 
toneladas, contra 46.616.326 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
 
    Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 3,56, baixa de 
5,25 centavo de dólar, ou -1,45%, em relação ao fechamento anterior. A 
posição setembro de 2018 fechou a US$ 3,65 1/2 por bushel, recuo de 5,25 
centavos ou -1,41%.
 
CÂMBIO
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,29%, cotado a R$ 
3,7390 para a compra e a R$ 3,7410 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7330 e a máxima de R$ 3,7660. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

AÇÚCAR/ETANOL: Raízen e São Martinho compram canaviais da Usina Furlan

 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - A Raízen Energia, joint venture 
entre Cosan e Shell, e a São Martinho fecharam um acordo para assumir a moagem 
de 1 milhão de toneladas de cana que hoje são processadas pelo tradicional 
grupo Furlan em sua usina de Santa Bárbara d'Oeste (SP), na região de 
Piracicaba, conforme apurou o Valor. A negociação levantará para a Usina 
Furlan cerca de R$ 180 milhões.
 
    Pelo que foi acertado, esse volume de cana sairá de uma área de cerca de 
7 mil hectares que a família Furlan arrendará por 20 anos para as duas 
companhias e de produtores que atualmente fornecem cana para a usina de Santa 
Bárbara d'Oeste.
 
    A Raízen Energia, que tem um polo com quatro usinas na região, deve ficar
com dois terços dessa cana, enquanto a São Martinho, também dona de uma 
usina nas proximidades, deve ficar com o outro terço.
 
    Embora o contrato contemple a possibilidade de venda da usina em Santa 
Bárbara d'Oeste, o plano do grupo Furlan é desativá-la. Com a venda do ativo
biológico, a companhia pretende operar apenas sua segunda usina, localizada em
Avaré (SP). A perspectiva é inclusive transportar alguns equipamentos para 
essa unidade.
 
    A negociação realizada com Raízen e São Martinho ainda precisa ser 
aprovada pelos acionistas do grupo Furlan, que decidirão sobre o assunto em uma
 assembleia extraordinária convocada para o dia 20 deste mês.
 
    Tanto para o vendedor como para os compradores, a transação resolve um 
problema que outras companhias do setor também enfrentam neste ano: a baixa 
oferta de cana. Com a transação, Raízen e São Martinho conseguem elevar a 
moagem de suas unidades da região já nesta safra e ainda garantem 
matéria-prima para aumentar o processamento nas próximas temporadas.
 
    Para o grupo Furlan, a transação permitirá focar os investimentos 
industriais na unidade de Avaré, que tem capacidade de processar 1,4 milhão de
toneladas de cana por safra. Com o transporte de equipamentos da usina de Santa
Bárbara D'Oeste e eventuais aportes, a unidade poderá chegar a uma 
capacidade de 2,5 milhões de toneladas de cana por safra.
 
    Procurado, Estevam Furlan, vice-presidente do conselho da companhia, disse 
que não poderia confirmar as informações e que a proposta ainda precisa 
passar pelo crivo dos acionistas na assembleia do dia 20. Ele disse que a 
região de Santa Bárbara D'Oeste sofre atualmente com a restrição de áreas 
agrícolas por causa da expansão urbana, mas afirmou que a usina localizada no 
município também está pronta para começar a processar a cana desta safra, 
que começou oficialmente em abril.
 
    A disputa por cana no Centro-Sul, especialmente no Estado de São Paulo, 
está mais acirrada nesta safra. A razão é que os canaviais sofreram com 
problemas climáticos no ano passado - que afetaram o rebrotamento da cana - e 
também no início desta temporada, a 2018/19, quando houve três meses de seca,
 o que ainda pode comprometer a produtividade no fim da safra.
 
    Com uma moagem total de 61,2 milhões de toneladas de cana na safra 
passada, a Raízen tem quatro usinas na região: a Santa Helena, em Rio das 
Pedras, a Bom Retiro, em Capivari, a Rafard, na cidade de mesmo nome, e a São 
Francisco, em Elias Fausto. O grupo São Martinho, que processou 22,2 milhões 
de toneladas até o terceiro trimestre do ciclo passado, também tem usina na 
região, a Iracema, em Iracemápolis, que processa mais de 3 milhões de 
toneladas por safra.
 
    A venda da área ainda fortalece grupo Furlan financeiramente. A 
concentração da moagem em Avaré, se aprovada, diluirá seus custos fixos, 
enquanto a venda dos canaviais elevará o caixa.
 
    O montante de R$ 180 milhões que a companhia deve levantar com a venda 
dessas áreas supera a dívida líquida que grupo detinha no fim da safra 
2016/17, de R$ 178,9 milhões, e equivale a mais da metade de seu faturamento 
daquela temporada, de R$ 362,4 milhões, conforme os resultados mais recentes 
divulgados.
 
    Procuradas, a Raízen Energia e a São Martinho preferiram não comentar a 
negociação.
 
     As informações partem do Valor Econômico.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

CÂMBIO: Dólar fecha em alta seguindo exterior e à espera do Copom

 
     Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - O dólar fechou em alta de 0,29%, 
negociado a R$ 3,7410 para venda, influenciado pelo comportamento da moeda no 
exterior, repercutindo a tensão comercial entre os Estados Unidos e a China. As
moedas de países emergentes e ligadas às commodities acabaram contaminadas e 
perdendo valor para a moeda norte-americana. 
 
   Para o economista da Guide Investimentos, Rafael Passos, o anúncio do 
presidente norte-americano, Donald Trump, sobre os aumentos das taxas a produtos
chineses, e em contrapartida, a retaliação da China contra produtos dos 
Estados Unidos, concentra as atenções do mercado. "O receio dos investidores 
é que essas disputas se transformem em uma guerra comercial, comprometendo os 
acordos comerciais globais, já que o Trump adotaria políticas 
protecionistas". 
 
  No mercado doméstico, o foco é o Banco Central (BC). Hoje, a autoridade 
monetária injetou no mercado US$ 1 bilhão em contratos de swap cambial 
tradicional, o que acabou não inibindo a alta da divisa estrangeira. O volume 
é de um montante de US$ 10 bilhões anunciados na semana passada que seriam 
colocados no mercado entre hoje e sexta-feira. 
 
  "Em tese, o BC deveria oferecer US$ 2 bilhões hoje, o que não aconteceu. 
Com isso, o mercado intensificou o movimento de compra para se proteger 
amanhã", afirma o diretor da Correparti, Ricardo Gomes. Em comunicado, a 
autoridade monetária deixa claro que o volume pode ser maior ou menor do que o 
anunciado.
 
    EXPECTATIVA
 
  Amanhã iniciará a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do 
BC, em que analistas apostam na manutenção da taxa básica de juros (Selic) em
6,50% ao ano (aa). "O mercado vai ficar de olho mesmo na ata da reunião 
[divulgada na próxima semana] para ver o que o Banco Central vai sinalizar de 
mudanças. Com isso, não vejo muita razão para o mercado se estressar, a não 
ser por fatores externos. Aí, o BC entraria com operações de swap mais 
pesadas para segurar o real".
 
     As informações partem da Agência CMA.    
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York subiram 4.491 sacas em 18/06

 
 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - Os estoques certificados de café nos 
armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na 
posição de 18 de junho de 2018 estão em 2.052.270 sacas de 60 quilos, com 
aumento de 4.491 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da 
ICE Futures.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 
 

MERCADO: Boi gordo tem preços estáveis / Frigoríficos gerenciam estoques

 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - O mercado físico do boi gordo teve 
estáveis nesta segunda-feira nas principais regiões produtoras do país. 
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os 
frigoríficos ainda operam gerenciando os estoques, avaliando que o perfil de 
consumo mais discreto na segunda quinzena do mês não exige um grande ímpeto 
de compra.
 
    "Nesse contexto, é bastante possível que os preços apresentem firmeza 
até o próximo período de virada de mês. Com o repique de consumo é 
possível que haja um maior ímpeto de compra motivando novo movimento de alta 
dos preços", disse Iglesias.
 
      Em São Paulo, o preço indicado foi de R$ 141,00 a arroba, estável. Em 
Minas Gerais, preço de R$ 134,00 a arroba. No Mato Grosso do Sul, preços de R$
130,00 a arroba em Dourados, inalterados. No Mato Grosso, preços a R$ 130,00 
arroba, estáveis. Já em Goiás, preços a R$ 130,00 a arroba.
 
     Atacado
 
    Já no mercado atacadista os preços seguem firmes. Segundo Iglesias, novas
altas nos preços devem acontecer apenas na primeira quinzena de julho, 
período que voltará a contar com maior apelo ao consumo.  
 
     O corte traseiro teve preço de R$ 11,20 por quilo, estável. O corte 
dianteiro teve preço de R$ 8,50 por quilo, enquanto a ponta de agulha foi 
precificada a R$ 8,40 por quilo.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,29%, cotado a R$ 
3,7390 para a compra e a R$ 3,7410 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7330 e a máxima de R$ 3,7660.
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 
 
 

MERCADO: Café abre semana com cotações estáveis no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - O mercado brasileiro de café teve uma 
segunda-feira de preços estáveis. A bolsa de NY iniciou o dia em alta, mas 
depois recuou, travando a comercialização no país. Mesmo com as perdas do 
fechamento, o mercado se manteve estável, havendo boa presença de compradores,
 mas sem atingir as pedidas dos vendedores.
 
    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação 
ficou em R$ 450,00/455,00 a saca, estável.
 
    No cerrado mineiro, o preço da bebida boa com 15% de catação esteve em 
R$ 455,00/460,00, inalterado.
 
    O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais (20% de 
catação) teve preço de R$ 400,00/405,00 a saca, se mudanças.
 
    Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 
330,00/333,00, inalterado.
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica 
encerrou as operações da segunda-feira com preços mais baixos. Foi a quarta 
sessão seguida de perdas.
 
    O mercado avaliou os dados de oferta e demanda divulgados em estimativa do 
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para o mundo, com 
projeção de safra recorde. A produção mundial de café em 2018/19 deverá 
totalizar 171,166 milhões de sacas de 60 quilos, contra 159,768 milhões de 
sacas na temporada anterior. 
 
    Segundo o USDA, o recorde na produção global deve ser impulsionado 
basicamente pela também recorde safra brasileira. O Brasil está com a 
produção total 2018/19 (colhida em 2017) estimada em 60,2 milhões de sacas 
- ante as 50,9 milhões de sacas de 2017/18 -, à frente do Vietnã, com 
29,9 milhões de sacas, da Colômbia (14,5 milhões de sacas), da Indonésia 
(11,1 milhões de sacas), de Honduras (7,350 milhões de sacas) e da Etiópia 
(7,1 milhões de sacas).
 
    O consumo total de café em 2018/19, segundo o USDA, deverá atingir 
163,218 milhões de sacas (outro recorde), contra 158,657 milhões de sacas na 
temporada anterior, gerando um superávit entre oferta e demanda de 7,948 
milhões de sacas na temporada. Os estoques finais totais de café em 2018/19 
deverão aumentar para 32,812 milhões de sacas, contra 29,403 milhões de 
sacas.  
 
    O Brasil está com os estoques finais de café da temporada 2018/19 
projetados em 4,007 milhões de sacas. As exportações de café em grão 
brasileiras, segundo o USDA, vão atingir 35,53 milhões de sacas, e o consumo 
doméstico poderá chegar a 23 milhões de sacas.
 
    Os contratos com entrega em julho/2018 fecharam o dia a 114,45 centavos de 
dólar por libra-peso, baixa de 0,75 centavo, ou de 0,6%. Setembro fechou a 
116,70 centavos, com queda de 0,85 centavo, ou de 0,7%.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,29%, cotado a R$ 
3,7390 para a compra e a R$ 3,7410 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7330 e a máxima de R$ 3,7660. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

MERCADO: Preços do etanol hidratado caem com distribuidoras dosando compras

 
   Porto Alegre, 18 de junho de 2018 - O mercado físico de etanol teve um 
dia de preços entre estáveis a mais baixos no cenário doméstico. Em 
Ribeirão Preto (SP), o etanol hidratado caiu 2,44%, passando de R$ 2,05 o litro
para R$ 2,00 o litro, com indicações nominais, enquanto o anidro permaneceu 
em R$ 1,94 o litro. 
 
    Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, uma demanda muito
enfraquecida por parte de distribuidoras tem levado usinas a agirem de forma 
mais agressiva nas vendas. "Desde o início do mês as distribuidoras têm 
entrado no mercado de forma muito gradual, repondo apenas necessidades mais 
imediatas. Com isso, usinas estão reduzindo os preços", disse ele.
  
Exportações
 
    As exportações brasileiras de etanol obtiveram receita de US$ 44,2 
milhões em junho, com média diária de US$ 4,0 milhões. O volume embarcado 
totalizou 75,1 milhões de litros, com média diária de 6,8 milhões de litros.
O preço médio foi de US$ 588,00 (FOB) por metro cúbico. Os dados foram 
divulgados pela Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do 
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 
 
     Em maio de 2018, o Brasil havia obtido receita de US$ 51,3 milhões - 
média de US$ 2,4 milhões, através da exportação de 90,7 milhões de litros 
de etanol, com média diária de 4,3 milhões de litros e preço médio de US$ 
565,60 por metro cúbico. 
 
    Em junho de 2017, a receita total das exportações de etanol somou US$ 
86,1 milhões (média diária de US$ 4,1 milhões), e o volume embarcado chegou 
a 160,1 milhões de litros (média diária de 7,6 milhões), com preço médio 
de US$ 538,10 por metro cúbico. 
 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS 
 
Copyright 2018 - Grupo CMA