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GRÃOS: Agribrasil prevê triplicar originação do país em 2018

 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - Com dois anos de operações, a 
originadora de soja e milho Agribrasil prevê elevar a movimentação de grãos 
este ano para cerca de 500 mil toneladas, ante 160 mil toneladas em 2017, com a 
exportação gradativamente ganhando maior peso nos negócios, disse o CEO e 
fundador da companhia à Reuters.
 
    A Agribrasil, que se diferencia pela atuação no segmento de grãos 
especiais, opera num mercado dominado por multinacionais do agronegócio. A 
empresa, hoje com uma estrutura enxuta que dispensa armazéns e unidades de 
processamento, prevê mais que dobrar o faturamento em 2018 e, em poucos anos, 
projeta receita bilionária.
 
    Com foco maior em grãos especiais, que podem ter um prêmio de até 20 por
cento em relação às commodities comuns, a Agribrasil atende a um mercado de 
nicho, fornecendo a clientes que não usam grãos transgênicos ou a empresas 
que requerem produtos com determinadas características para a fabricação de 
cerveja ou flocos de milho, por exemplo.
 
    À medida que a originadora de grãos se expande, também prevê ampliar 
operações no tradicional segmento de commodities agrícolas -este sem 
qualquer prêmio-, mas que é essencial para impulsionar a empresa nos 
próximos anos, disse o presidente-executivo Frederico Humberg, em entrevista.
 
    "A venda de produtos tradicionais nos dá competitividade, podemos atuar 
com a melhor logística, acesso a portos, hedge, nos dá acesso a linhas 
bancárias. Ela me dá competitividade para fazer a originação dos produtos 
especiais, e vice-versa", comentou Humberg, com quase 30 anos de experiência 
no setor, tendo atuado em várias multinacionais.
 
   Por outro lado, aquele produto com algumas características peculiares, o 
qual agricultor teria dificuldade em comercializar com algum valor adicional, 
encontra um canal na Agribrasil.
 
   "Eu posso falar ao agricultor: 'podemos arrumar demanda para esta sua 
soja especial'", acrescentou Humberg, lembrando que essa é uma boa forma de
cultivar um relacionamento comercial, oferecendo algo que as grandes tradings 
não teriam como fazer. 
 
    Do lado dos compradores, o executivo revela que a Agribrasil é a maior 
fornecedora de soja não-transgênica para a BRF, que utiliza esta 
matéria-prima em sua operação de Videira, Santa Catarina.
 
    A companhia também abastece clientes que não têm operações no Brasil, 
como a processadora de carne de aves norte-americana Perdue ou a francesa 
Invivo, ou que contam com pequena presença no país e precisam de um 
relacionamento local.
 
    Com experiência de quem já foi 14 vezes para a China, o executivo, que 
já trabalhou em grandes companhias como Glencore, Bunge e Gavilon, conta ainda 
com a pujante demanda chinesa para impulsionar os negócios.
 
   Humberg, que fala mandarim, ressaltou que há um grande potencial para 
ampliar vendas para processadoras de soja na China, onde há restrições à 
atuação de multinacionais norte-americana e os players locais são dominantes 
e pulverizados.
 
CRENÇA NA OUSADIA
 
    O executivo disse que a estratégia da Agribrasil tem dado resultado, e os 
números do primeiro semestre confirmam, indicando boas perspectivas futuras.
 
    A empresa já superou, nos primeiros seis meses de 2018, o faturamento de 
85 milhões de reais registrado em todo do ano de 2017. O montante, apesar de 
expressivo, representa apenas o valor aproximado da carga de um navio de soja.
 
   Para 2018, a expectativa é de que as receitas fiquem em cerca de 250 
milhões de reais, com a parte de grãos especiais reduzindo participação no 
total do negócio, ainda que a companhia tenha ambição de se tornar líder na 
América Latina na originação deste tipo de produto.
 
    Por enquanto, a empresa tem escritórios em cinco Estados brasileiros (São
Paulo, Goiânia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná), além de possuir 
uma subsidiária na Suíça, mas há planos de expansão para Paraguai, Uruguai 
e Argentina.
 
   Humberg explica que há limites na demanda de produtos especiais ou 
não-transgênicos, por exemplo, algo que limitaria a expansão da companhia se 
a empresa ficasse fora do mercado de commodities propriamente dito.
 
    O executivo, que fundou em 2006 a Agriservice -fornecedora de serviços 
integrados para a comercialização de grãos, vendida para a norte-americana 
Gavilon anos depois-, projeta para 2019 um novo salto no faturamento para 600 
milhões de reais.
 
  Trabalhando em um segmento de receita milionária mas de margens 
relativamente pequenas, Humberg diz confiar que a Agribrasil atingirá suas 
ousadas metas, já que ele fez algo semelhante nas empresas em que fundou ou 
trabalhou.
 
   No prazo de cinco anos, o plano é faturar 1,9 bilhão de reais, com o 
segmento de grãos especiais respondendo por 200 milhões de reais do total. 
Apesar do salto na receita projetada, a Agribrasil ainda seria uma companhia com
 uma participação mínima no mercado de grãos do país.
 
    Nesse empreendimento, Humberg calcula que a empresa consiga seguir sem 
aportes de terceiros até um faturamento de 500 milhões de reais. Ele conta 
atualmente com outros dois sócios minoritários.
 
   Diferentemente do que aconteceu com a Agriservice, no entanto, o executivo 
não pretende vender o negócio para uma companhia maior.
 
   "Vou precisar de sócios, mas não montei a empresa para vendê-la 
depois."
 
     As informações partem da Reuters Brasil.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

MERCADO: Milho mantém cenário de preços sustentados no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O mercado brasileiro de milho 
registrou preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & 
Mercado, Paulo Molinari, as cotações não sofreram grandes alterações, mas 
seguem sustentadas nas principais praças do Brasil.
 
    Nos portos de Santos e Paraná, a cotação ficou em R$ 41,50/42,50 a saca 
de 60 quilos para embarque agosto-setembro na base de compra.
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 36,50 - R$ 38,00 a saca em Cascavel. 
Em São Paulo, o preço esteve em R$ 41,00 - R$ 42,00 a saca na Mogiana. Em 
Campinas CIF, preço de R$ 42,50 - R$ 44,00 a saca.
  
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 43,50/44,00 a saca em Erechim. Em 
Minas Gerais, preço em R$ 37,50 - R$ 38,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, 
preço esteve em R$ 31,50/32,50 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou entre
 R$ 29,00/30,00 a saca em Rondonópolis.
 
Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 
mais baixos. O mercado foi pressionado pela firmeza do dólar e pela previsão 
de chuvas nos Estados Unidos. As condições das lavouras norte-americanas de 
milho, divulgadas na segunda-feira, vieram em linha com a expectativa dos 
analistas. As informações são da Agência Reuters.
 
    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados 
sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 12 
de agosto, 70% estavam entre boas e excelentes condições, 20% em situação 
regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os 
números eram de 71%, 19% e 10%, respectivamente. 
 
    Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 3,61 1/2, 
recuo de 0,75 centavo de dólar, ou -0,2% em relação ao fechamento anterior. A
posição dezembro de 2018 fechou a US$ 3,76 por bushel, baixa de 0,50 centavo 
de dólar, ou -0,13%, em relação ao fechamento anterior.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,87%, cotado a R$ 
3,8990 para a compra e a R$ 3,9010 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8800 e a máxima de R$ 3,9280. 
 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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CÂMBIO:Dólar sobe a R$3,90, reagindo às preocupações com Turquia e eleições

 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O dólar à vista fechou em alta de 
0,87%, negociado a R$ 3,9010 reagindo à aversão ao risco exacerbada após a 
Turquia anunciar retaliação aos Estados Unidos com a elevação de tarifas 
sobre alguns produtos norte-americanos. A alta, porém, foi contida pelo 
movimento de vendas do dólar após a divisa subir a R$ 3,92. 
 
  O estrategista-chefe da Levante Investimentos, Rafael Bevilacqua, comenta que
o fato de a Turquia estar "peitando" os Estados Unidos deixa os investidores 
na defensiva com os conflitos geopolíticos entre os países. Os turcos dobraram
as tarifas impostas a automóveis, bebidas alcoólicas, tabaco, arroz, carvão 
e cosméticos. Na semana passada, o governo norte-americano impôs tarifas mais 
altas ao aço e alumínio importados da Turquia.
 
   "Os investidores estão buscando proteção em meio a essas guerras 
comerciais envolvendo os Estados Unidos, e hoje refletiu fortemente também nas 
commodities", comenta o analista da Guide, Rafael Passos. Entre as commodities,
o destaque ficou com o petróleo, com queda de mais de 2% nos preços dos 
contratos futuros do Brent. 
 
  O cenário político também fica como pano de fundo após a divulgação da 
pesquisa de intenção de votos com abrangência nacional pelo instituto Paraná
Pesquisas, em que confirma o favoritismo de Jair Bolsonaro (PSL) em cenário 
sem o nome do ex-presidente Lula, que lidera os cenários em que participa. Já 
o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, reforça o fraco desempenho ocupando o 
quarto lugar, sem chegar aos dois dígitos de votos.
 
  Segundo Bevilacqua a crise na Turquia não deve ser resolvida "tão logo" e
a crise prevalece sobre os ativos de risco e, principalmente, sobre as 
economias emergentes, que seguem acumulando perdas monetárias. Em relação as 
eleições, fica no radar do mercado o prazo para impugnação da candidatura de
Lula, registrada no fim da tarde no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tendo 
como vice Fernando Haddad. "Sem dúvida, amanhã será mais um dia de 
volatilidade", diz o analista da Levante.
 
     As informações partem da Agência CMA.    
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Boi gordo segue com preços firmes na entressafra

 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O mercado físico do boi gordo 
registrou preços estáveis nas principais praças de comercialização do 
país. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o 
viés permanece de alta para os preços, com registro de negociações 
efetivadas em níveis muito acima das referências médias.
 
   " As escalas de abate permanecem encurtadas, posicionadas entre dois e 
três dias úteis. Enquanto isso, a utilização de contratos a termo e de 
confinamentos próprios auxilia na composição das escalas de abate para os 
frigoríficos de maior porte. No entanto, o arrefecimento do consumo durante a 
segunda quinzena do mês pode reduzir o ímpeto de compra", disse Iglesias. 
 
    Em São Paulo, o preço indicado foi de R$ 147,00 a arroba, estável. Em 
Minas Gerais, preço de R$ 143,00 a arroba, inalterado. No Mato Grosso do Sul, 
preços de R$ 139,00 a arroba em Dourados. No Mato Grosso, preços a R$ 132,00 a
 arroba, inalterados. Já em Goiás, preços a R$ 137,00 a arroba, inalterados.
 
     Atacado
 
   No mercado atacadista, os preços da carne bovina também seguem firmes. A 
situação difícil das demais proteínas animais, contudo, deve evitar altas 
mais agressivas nos preços
 
    O corte traseiro teve preço de R$ 11,45 por quilo, com alta de cinco 
centavos. O corte dianteiro teve preço de R$ 8,00 por quilo, inalterado 
enquanto a ponta de agulha foi precificada a R$ 7,60 por quilo, estável.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,87%, cotado a R$ 
3,8990 para a compra e a R$ 3,9010 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8800 e a máxima de R$ 3,9280. 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 

MERCADO: Etanol tem quarta-feira com preços entre estáveis a mais altos

 
   Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O mercado físico de etanol teve uma 
quarta-feira de preços entre estáveis a mais altos em Ribeirão Preto (SP). O 
etanol hidratado subiu de R$ 1,74 para R$ 1,75 o litro (+0,57%), enquanto que o 
anidro se manteve com indicação nominal de R$ 1,70 o litro.
 
    "A questão que bate forte no mercado é a relativa retração de curto 
prazo por parte das usinas que buscam formar estoques para a entressafra. Além 
disto, muitas unidades produtoras se encontram confortáveis com o nível de 
'tancagem' e não demandam entrar no mercado de forma tão intensa", disse
 o analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci.
 
    O que sobra acaba sendo algumas distribuidoras com carregamentos curtos 
para serem recompostos diante do elevado nível de demanda nas bombas que, ainda
em junho, beirou a 1,5 bilhão de litros para o hidratado. A competitividade em
seis estados brasileiros acentua ainda mais esta questão e fundamenta as 
apostas das usinas em segurar brevemente o produto para elevar moderada e 
gradualmente os preços.
 
    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS 
 
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CÂMBIO: Cotações de fechamento do dólar comercial - atualizadas

Porto Alegre,15 de agosto de 2018      em R$
 
 
COMERCIAL BC
 
        Último         Compra   Venda    Minimo  Máximo    Var %    Fech.
        3.9108         3.9102   3.9108   3.9052  3.9234    0.6500   3.8852
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CÂMBIO: Cotações de fechamento do dólar turismo - atualizadas

Porto Alegre,15 de agosto de 2018      em R$
                              Cotações atualizadas às 17:00 horas
PRAÇAS                                   COMPRA   VENDA
 
RJ                                      3.8800   4.0800
RS                                      3.8800   4.1000
SP                                      3.8900   4.0800
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CÂMBIO: Cotações de fechamento do dólar paralelo - atualizadas

Porto Alegre,15 de agosto de 2018      em R$
                              Cotações atualizadas às 17:00 horas
PRAÇAS                                   COMPRA   VENDA
 
PR                                      3.8900   4.1100
RJ                                      3.8900   4.0900
RS                                      3.8900   4.1100
SP                                      3.8900   4.0800
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MERCADO:Café tem dia travado nos negócios, com preços mais baixos no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O mercado brasileiro de café teve um 
dia de preços de estáveis a mais baixos. As cotações foram pressionadas 
diante da baixa do arábica na Bolsa de Nova York e do robusta em Londres. A 
alta do dólar, entretanto, limitou o impacto baixista. No começo da 
quarta-feira, houve alguma movimentação, mas depois o mercado travou com as 
perdas externas.
 
    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação 
ficou em R$ 420,00/425,00 a saca, contra R$ 425,00/430,00 do dia anterior.
 
    No cerrado mineiro, o preço da bebida boa com 15% de catação esteve em 
R$ 425,00/430,00, contra R$ 430,00/435,00 de ontem.
 
   O café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais (20% de 
catação) teve preço de R$ 365,00/375,00 a saca, inalterado.
 
   Já o conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 
315,00/320,00 a saca, sem mudanças.
 
     Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica 
encerrou as operações desta quarta-feira com preços acentuadamente mais 
baixos.
 
    As cotações despencaram em um dia negativo para as commodities nas bolsas
de futuros, diante das preocupações com a crise financeira na Turquia. O 
dólar subiu contra o real e outras moedas, o petróleo caiu e outras 
commodities acompanharam o movimento, como o arábica nova-iorquino, 
afundando-se ainda mais em campo negativo, marcando as mínimas para os 
contratos vigentes.
 
    Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, sem novidade do lado
fundamental, o arábica seguiu "refém do humor de outros mercados". "A 
força vendedora prevalece no mercado, o que explica a fraqueza das cotações. 
Já as rolagens de contratos ganham importância com a proximidade do primeiro 
dia de notificação de entregas de setembro (dia 23)", comenta. Com isto, a 
posição dezembro assume o papel principal no momento.
 
    A chegada da safra recorde do Brasil e a projeção de superávit global na
oferta de café, com café de outras importantes origens chegando ao mercado a 
partir de outubro, jogam contra os preços, afirma Barabach. "A facilidade no 
abastecimento mantém a demanda na defensiva e os preços achatados", indica.
 
    Os contratos com entrega em setembro/2018 fecharam o dia a 102,40 centavos 
de dólar por libra-peso, queda de 2,65 centavos, ou de -2,5%. Dezembro fechou a
 106,00 centavos, com desvalorização de 2,50 centavos, ou de -2,3%.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,87%, cotado a R$ 
3,8990 para a compra e a R$ 3,9010 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8800 e a máxima de R$ 3,9280. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Usinas limitam oferta e preços do açúcar seguem estáveis

 
    Porto Alegre, 15 de agosto de 2018 - O mercado doméstico de açúcar 
teve um dia de preços estáveis nesta quarta-feira. Em Santos, a saca de 50 
quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa encerrou o dia a R$ 52,00 (12,09 
centavos de dólar por libra-peso). Em Ribeirão Preto, preços a R$ 50,00 a 
saca, ou 11,63 centavos de dólar.
 
    Os preços ainda se sustentam acima de R$ 50,00 a saca em um momento de 
forte pressão negativa por conta da queda em Nova York diante de uma postura 
retraída por parte das usinas, o que acaba passando uma ideia de oferta 
escassa, meramente artificial. 
 
    Outra consequência da desvalorização do referencial externo é a o 
estreitamento dos diferenciais para embarque do açúcar VHP em Santos que, 
atualmente oscilam na faixa de -3 pontos sobre Nova York, vindo de uma 
indicação de -15 a -20 pontos de trinta dias atrás. Mas, ainda assim os 
embarques continuam limitados nos portos brasileiros, somente em função de 
cumprimento de contratos. Os fornecedores da Ásia continuam fortes no mercado, 
neutralizando grande parte da demanda do Brasil.
 
    No dia, o etanol hidratado foi 17,63% mais vantajoso que o açúcar bruto 
de NY, equivalendo a 10,22 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 9,58% mais 
vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 54,79 por 
saca de 50 quilos (12,74 centavos).
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto 
encerrou o pregão eletrônico desta quarta-feira com cotações mais baixas.
 
   O mercado estendeu as perdas recentes. No início da semana, tocou em 
mínimas de quase três anos em meio a um superávit de oferta, agravado pela 
desvalorização da moeda brasileira e por chuvas fortes no centro-sul do Brasil
 e Europa que aliviam preocupações com estiagem.
 
   A última vez que os preços futuros do açúcar bruto estiveram tão baixos
 foi em 24 agosto de 2015, a 10,13 centavos de dólar. 
 
   Segundo analistas, as cotações estão com grandes chances de romperem o 
suporte situado em dez centavos de dólar muito em breve. O mercado não opera 
com um dígito único desde junho de 2008, quando bateu em 9,44 centavos, 
conforme dados da ICE Futures.
 
   Os contratos com entrega em outubro/18 encerraram o dia a 10,23 centavos de 
dólar por libra-peso, queda de 0,11 centavo de dólar por libra-peso (-1,06%) 
em relação ao fechamento anterior. A mínima do dia foi 10,22 cents/lb, e a 
máxima 10,46 centavos. 
 
Câmbio
 
    O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,87%, cotado a R$ 
3,8990 para a compra e a R$ 3,9010 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8800 e a máxima de R$ 3,9280. 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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