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CAFÉ: Mercado físico ainda não teve "tempo" para refletir rally -Carvalhaes

 
    Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2020 - Leia abaixo os principais trechos
do boletim semanal de acompanhamento do mercado de café do Escritório 
Carvalhaes.
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    "Depois de apresentarem balanço negativo em todas as seis primeiras 
semanas de 2020, os contratos de café na ICE Futures US em Nova Iorque 
trabalharam em alta na semana passada semana. Os contratos para março próximo,
que acumularam queda de 3.135 pontos desde o início do ano, subiram 1.075 
pontos na semana.
 
   O pouco café ainda em mãos de produtores dificulta e encarece a 
realização de novas vendas para exportação, levando os operadores 
internacionais a considerarem bons os preços praticados na bolsa em Nova 
Iorque. Quem precisa de café para entrega imediata acaba olhando com interesse 
os lotes certificados na ICE. Como estamos na reta final de rolagem para maio 
dos contratos com vencimento em março, esse interesse pressiona a rolagem para 
maio.
 
   Como a alta mais forte em Nova Iorque aconteceu na quinta-feira e na 
sexta-feira (380 pontos na quinta e 465 pontos na sexta-feira), o mercado 
físico brasileiro não teve tempo para se movimentar. As ofertas melhoraram, 
acompanhando a ICE, mas não chegaram a um preço que estimule os cafeicultores 
a venderem o que ainda resta da safra atual. Os preços dos cafés mais fracos, 
com bebidario, voltaram para o patamar dos quatrocentos reais.
 
   As entrevistas dadas semana passada por dirigentes da Cooxupé na FEMAGRI 
2020 - Feira de Máquinas, Implementos e Insumos Agrícolas -  confirmam o 
sentimento geral no mercado físico de que é muito pouco o que resta da safra 
2019/2020 ainda em mãos de produtores. O presidente da Cooxupé (maior 
cooperativa de café do Brasil e do mundo) afirmou que os estoques atuais são 
os menores dos últimos dez anos e frisou ainda que a cooperativa já negociou 
40% do café da safra nova a preços acima de R$ 500,00 por saca. Destacou ainda
que a nova safra será ciclo alto como todos sabem, mas que os levantamentos 
não apontam para uma safra recorde, acima da de 2018.
 
    Para nós, está claro que no final deste ano-safra, em junho, nossos 
estoques de café estarão zerados e que o que produziremos na safra 2020/2021 
será suficiente apenas, e de maneira apertada, para suprir nossas necessidades 
de café no ano-safra que se inicia em julho próximo. 
 
    Precisaremos de ao menos 40 milhões de sacas para exportar e 22 milhões 
para o consumo interno. O quadro é apertado e em 2021 será ano da safra baixa.
Com o consumo mundial em alta e demandando a cada ano mais cafés de boa 
qualidade a finos, não há razão para os preços aviltados oferecidos 
atualmente para nossos cafeicultores.
 
    As informações partem do boletim do Escritório Carvalhaes.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2018 - Grupo CMA
 
 

ARROZ: RS tem risco de tempestade severa neste início de semana

 
 
    Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2020 - Na última semana, ocorreram chuvas
de baixo acumulado na Fronteira Oeste, Sul e Planícies do Rio Grande do Sul, 
insuficientes para repor a umidade no solo. Neste momento, a região mais 
crítica é a de fronteira com o Uruguai, com índices de umidade do solo abaixo
dos 20%. Além disso, os últimos dias foram marcados por forte calor no Rio 
Grande do Sul.
 
    Para esta semana, atenção com a segunda (17) e a terça-feira (18): 
inicialmente há uma área de baixa pressão atmosférica no norte da Argentina 
e, depois, uma frente fria, que trazem pancadas de chuva para o Estado. Há duas
informações pertinentes a este sistema: a primeira é que o risco de que 
tenhamos tempestades muito severas é elevada, com fortes rajadas de vento e 
queda de granizo. As áreas preferenciais para os temporais mais intensos são a
 Fronteira Oeste e a Campanha.
 
    A segunda informação pertinente é que, mesmo com temporais, o acumulado 
não consegue ser suficiente para repor a umidade do solo de forma generalizada.
De meados para o final da semana, o tempo fica mais firme e bem quente nas 
regiões orizícolas. As informações são do Irga com Somar Meteorologia. 
 
     Revisão: Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2020 - Grupo CMA
 
 
 

CARNES: Abates de boi recuam em 2019, indica SAFRAS

 
    Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2020 - A explosão dos embarques no 
segundo semestre levou a um quadro inédito de descolamento dos preços em toda 
a cadeia produtiva da carne bovina, segundo avaliação de SAFRAS & Mercado. O 
boi gordo e a carne bovina estabeleceram patamares recorde neste período. 
 
    No entanto, não foi apenas a demanda chinesa que motivou toda essa 
situação. Os abates no mês de dezembro apresentaram forte retração, de 
acordo com dados de Inspeção Federal, Municipal e Estadual. Ou seja, além da 
demanda em um patamar inédito também deve ser adicionado o fator de 
restrição de oferta, como elemento capaz de impulsionar os preços em toda a 
cadeia produtiva.
 
    O último bimestre foi pautado por forte queda dos abates, agora com 
números mais próximos da realidade, com menos espaço para revisões por parte
do governo no curto ou mesmo no médio prazo. Em novembro os abates atingiram o
patamar de 2,62 milhões de cabeças, em novembro de 2018 os abates alcançaram
 2,9 milhões de cabeças, uma queda de aproximadamente 9,5%. 
 
    Para o mês de dezembro os abates registrados foram de 2,5 milhões de 
cabeças, uma queda de 12,8% na comparação com 2018, quando os abates 
atingiram o patamar de 2,86 milhões de cabeças. Na totalidade do ano os 
números também apresentam recuo, no entanto em menor proporção, no ano 
passado foram abatidas em torno de 34,08 milhões de cabeças, enquanto em 2018,
os abates superaram a marca de 34,58 milhões de cabeças, apresentando queda 
de 1,4% entre um ano e outro.
 
    "É importante destacar que o recente comportamento dos preços aumento a
atratividade do mercado pecuário brasileiro, o que representa uma maior 
retenção de matrizes neste momento. A tendência para o ano de 2020 é de um 
confinamento ainda maior, em linha com as projeções delimitadas para a 
exportação. Como ponto de inflexão resta as incertezas em relação a China, 
lembrando que a relação brasileira com o país asiático é de grande 
dependência, com uma fatia de mercado de aproximadamente 27%", indica SAFRAS.
 
 
Copyright 2020 - Grupo CMA
 

ECONOMIA: Cosan teve ano "desafiador" na Argentina devido à crise

 
    Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2020 - A operação da Raízen 
Combustíveis na Argentina teve um ano desafiador, devido à crise econômica 
que afeta o país e o congelamento de preços promovido pelo governo daquele 
país no ano passado, disse o gerente de Relações com Investidores da Cosan, 
Phillipe Casale.
 
   Segundo ele, apesar das dificuldades encontradas na Argentina, a demanda por
combustíveis mostrou resiliência, fazendo com que a operação produzisse um 
ebitda ajustado de US$ 80 milhões.
 
  "Nosso primeiro ano na Argentina não foi fácil, congelamentos de preços 
trouxe impacto nas operações", comentou.
 
   Em relação às perspectivas para o negócio de combustíveis neste ano, 
ele disse que a companhia espera por um ebitda entre US$ 160 milhões e US$ 200 
milhões, com uma previsão conservadora e motivada pela previsão de 
manutenção do cenário econômico conturbado com inflação e recessão no 
mercado argentino.
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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ETANOL: Preço fica estável na semana passada / Gasolina cai 0,6% - ANP

 
   Porto Alegre, 17 de fevereiro de 2020 - O preço médio do etanol hidratado 
ficou praticamente estável na última semana no varejo brasileiro. Segundo 
levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 
(ANP), o preço do etanol ao consumidor ficou em R$ 3,256 o litro na semana de 
09 a 15 de fevereiro, contra R$ 3,253 o litro na semana anterior (+0,01%).
 
    Nessa semana, o estado do Rio Grande do Sul teve o etanol mais caro em 
média do País: R$ 4,389 por litro. No Rio de Janeiro, o preço máximo entre 
os estados brasileiros para o etanol foi verificado: R$ 4,999 o litro. 
 
   Em São Paulo, o preço médio do etanol ficou em R$ 3,062, contra R$ 3,052 
da semana anterior (+0,32%). O etanol mais barato é o vendido em Mato Grosso, 
por R$ 3,191 o litro.
 
    Já o preço médio da gasolina no país ficou em R$ 4,550 o litro, ante R$
4,578 o litro, com queda de 0,6% contra a semana anterior. O estado do Rio de 
Janeiro comercializou a gasolina mais cara do Brasil na semana passada, com o 
combustível chegando a R$ 5,025 por litro, em média. Já a gasolina mais 
barata em média foi vendida no Amapá, média de R$ 3,862 o litro.
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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