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AGROPECUÁRIA: Produtores receberam R$ 925 mi em indenizações em 2018 - MAPA

 
   Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - Os produtores rurais receberam no ano
passado R$ 925 milhões em indenizações de seguro rural, contratado com o 
auxílio do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O 
principal evento que ocasionou as perdas nas lavouras foi a seca, com o 
pagamento de cerca de R$ 660 milhões para indenizar os produtores, seguida pela
ocorrência de granizo, que causou perdas na produção com indenizações de 
R$ 201 milhões aos produtores.
 
   O cálculo dessas indenizações abrange as contratações de apólices do 
PSR, equivalente a 45% de todas as operações de seguro rural contratadas em 
2018 nas modalidades passíveis de subvenção.
 
   Do total de recursos pagos pelas seguradoras, 36% foram para os produtores 
do Paraná, 21% do Rio Grande do Sul, 11% de Goiás, 11% de Mato Grosso do Sul, 
8% de São Paulo e o restante para os produtores dos demais estados.
 
   Para o diretor do Departamento de Gestão de Riscos do Mapa, Pedro Loyola, o
valor total indenizado pelas seguradoras em 2018 demonstra a importância do 
seguro para o produtor e consolida o PSR como um dos pilares da política 
agrícola. "Na visão do governo, a transferência do risco da atividade 
agrícola para o mercado de seguros é o melhor caminho a ser seguido e o PSR 
tem ajudado os produtores na mitigação das perdas de produção, mantendo um 
fluxo de caixa estável e evitando renegociações de dívidas", avalia.
 
Subvenções
 
    Em 2018, o governo federal desembolsou R$ 370 milhões para subvencionar a 
contratação de 63 mil apólices com um valor total segurado de R$ 12 bilhões.
 
 
    "O seguro rural é um instrumento que reduz os prejuízos do produtor em 
caso de quebra de safra por adversidades climáticas e o governo continuará 
incentivando a sua contratação na visão de uma política agrícola integrada 
de gestão de riscos, que oferece no pacote o Zoneamento Agrícola de Risco 
Climático como um dos instrumentos de auxílio aos produtores no planejamento 
das safras", diz Loyola.
 
    Para 2020, está previsto um orçamento recorde de R$ 1 bilhão para o PSR,
possibilitando que o seguro rural com subvenção atinja mais de 200 mil 
apólices. O produtor que tiver interesse em contratar o seguro rural deve 
procurar um corretor ou uma instituição financeira que comercialize apólice 
de seguro rural. Atualmente, 14 seguradoras estão habilitadas para operar no 
PSR.
 
    As informações partem da assessoria de imprensa do MAPA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 2.342 sacas em 19/08

 
 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - Os estoques certificados de café nos 
armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na 
posição de 19 de agosto de 2019 estão em 2.363.532 sacas de 60 quilos, com 
queda de 2.342 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da 
ICE Futures.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Algodão manteve preços pouco alterados no Brasil nesta segunda

 
 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - Com a alta do dólar em relação ao
real anulando os efeitos da retração da Bolsa de Nova York, os preços 
domésticos do algodão iniciaram a semana sem grandes alterações em relação
ao fechamento da anterior. No CIF de São Paulo a indicação ficou em R$ 
2,42/libra-peso, acumulando recuo de 7,1% e de 25% em relação ao mês e ao ano
 anterior, respectivamente. 
 
    Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, o ritmo dos negócios
segue fraco no mercado disponível. "A indústria continua comprando volumes 
pontuais para necessidade de curto prazo. Na outra ponta, os produtores 
disponibilizam apenas lotes com alguma característica inferior de qualidade 
para fazer caixa", aponta. Lotes de melhor qualidade são direcionados para 
cumprimento de contratos firmados anteriormente, ou são oferecidos no mercado 
spot a preços acima do mercado.
 
NY
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou 
com preços mais baixos nesta segunda-feira. 
 
    Apesar da forte valorização do petróleo, o algodão acabou demonstrando 
fraqueza diante de aspectos técnicos e recuou. O mercado acumulara ganho de 
2,1% na última semana e chegou a fechar na sexta-feira para dezembro acima dos 
60 centavos de dólar por libra-peso. 
 
    Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, o mercado não teve 
forças para se manter acima desse nível importante de 60 cents e caiu em meio 
a aspectos técnicos. Realização de lucros acabou sendo destaque neste começo
 de semana. 
 
    Dezembro/2019 fechou a 59,24 centavos de dólar por libra-peso, com baixa 
de 0,89 centavo, ou de 1,5%. Março/2020 fechou a 60,05 centavos, com queda de 
0,67 centavo, ou de 1,1%. 
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,59%, sendo 
negociado a R$ 4,0670 para a compra e a R$ 4,0690 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0760 e a mínima de R$ 
3,9930.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) - Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 
 

CARNES: Acrimat leva discussão sobre sanidade ao Mapa

 
   Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - O diretor técnico da Associação 
dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi de Sales, se reúne hoje
com José Guilherme Tollstadius Leal, secretário de Defesa Agropecuária do 
Ministério da Agricultura (Mapa), para discutir assuntos como o apoio dos 
frigoríficos em receber animais reagentes e o pagamento integral da carcaça, 
tendo em vista que a carne dos animais reagentes (com anticorpos) para brucelose
 é liberada para consumo, sem risco para a saúde humana.
 
    De acordo com Francisco Manzi, o trabalho faz parte de um ciclo de ações 
que começaram com as palestras do programa de controle e erradicação da 
brucelose, apresentadas nas regionais do Instituto de Defesa Agropecuária do 
Estado de Mato Grosso (Indea-MT) para os veterinários da iniciativa privada, do
 serviço oficial e para os produtores.
 
    "Nos reunimos no dia 25 de julho na Associação Brasileira das 
Indústrias Exportadores de Carne (Abiec) para discutir a agilidade no descarte 
dos animais reagentes com o mínimo de burocracia e deságio, e hoje estamos em 
Brasília para discutir o assunto com o secretário de Defesa Agropecuária, 
José Guilherme Leal", diz o diretor técnico da Acrimat.
 
    O projeto tem como base a educação sanitária, com foco na qualidade da 
vacinação e na adoção de estratégias para manter os rebanhos protegidos 
contra a brucelose bovina. A iniciativa é do Comitê Consultivo sobre Brucelose
 de Mato Grosso, instituído em 2017.
 
    O projeto "MT contra a Brucelose" percorreu 14 municípios de Mato 
Grosso, entre os dias 1 de julho a 7 de agosto, com informações para os 
produtores rurais sobre o tema, incluindo medidas apontadas como o caminho para 
minimizar a prevalência da brucelose no estado. As duas principais estratégias
do projeto dizem respeito a vacinação de fêmeas adultas usando uma vacina 
especial chamada RB51, que aumenta a imunidade do rebanho no combate à doença 
e a eliminação da fonte de infecção dentro da propriedade rural.
 
   O trabalho de educação sanitária tem sido mais intenso nas propriedades 
de pecuária de corte, com ação específica voltada para as que possuem acima 
de 200 matrizes.
 
    As informações partem da assessoria de imprensa da Acrimat.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 
 
 

MERCADO: Milho inicia semana com negócios arrastados e preços estáveis

 
 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - O mercado brasileiro de milho abriu 
a semana com preços pouco alterados. Assim como no encerramento da última 
semana, essa começou com ritmo muito lento na comercialização, com fraco 
interesse de compra e venda, com dificuldades inclusive para buscar bases de 
preços. 
 
    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,50/38,00 a saca. Em Santos,
 o preço girou em torno de R$ 36,50/38,00 a saca.
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,00 a saca em Cascavel. Em São
Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 
36,50/37,00 a saca.
 
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em 
Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço 
esteve em R$ 27,50/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, 
preço ficou a R$ 27,00/29,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.
 
Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 
acentuadamente mais baixos. O mercado seguiu pressionado pela ampla oferta 
norte-americana e global do cereal. Na semana passada, as perdas acumuladas se 
aproximaram de 10%. Sinais de fraca demanda pelo grão estadunidense também 
pesaram negativamente. Além disso, a ocorrência de chuvas favoráveis sobre as
lavouras de milho do Meio-Oeste dos Estados Unidos, que recuperaram a umidade 
do solo, colaborou para o desenvolvimento.
 
    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 510.334 
toneladas na semana encerrada no dia 15 de agosto, conforme relatório semanal 
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado 
esperava o número em 700 mil toneladas. Na semana anterior, haviam atingido 
719.810 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de
 1.096.647 toneladas.
 
    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,65, 
baixa de 6,00 centavos de dólar, ou 1,61%, em relação ao fechamento anterior.
A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,74 1/2 por bushel, recuo de 6,25 
centavos de dólar, ou 1,64%, em relação ao fechamento anterior.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,59%, sendo 
negociado a R$ 4,0670 para a compra e a R$ 4,0690 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0760 e a mínima de R$ 
3,9930.
 
     Na semana, o dólar acumulou alta de 1,62%
 
      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Etanol inicia semana com preços firmes e demanda ativa

 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - O mercado físico de etanol teve uma
segunda-feira de preços estáveis. Em Ribeirão Preto, o etanol hidratado 
seguiu em R$ 2,14 o litro. Já o anidro se manteve em R$ 2,04 o litro. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, os fundamentos do mercado 
continuam com uma demanda forte por parte dos consumidores finais e das 
distribuidoras junto a uma oferta elevada por parte das usinas, tudo em meio a 
um cenário de prêmios de arbitragem elevados entre o etanol hidratado e o 
açúcar de Nova York
 
Exportações
 
    As exportações brasileiras de etanol obtiveram receita de US$ 89,4 
milhões em agosto, conforme os dados parciais apurados até o dia 18, com 
média diária de US$ 7,4 milhões. O volume embarcado totalizou 176,4 milhões 
de litros, com média diária de 14,7 milhões de litros. O preço médio foi de
 US$ 506,80 (FOB) por metro cúbico. 
 
     Em julho de 2019, o Brasil havia obtido receita de US$ 103,7 milhões - 
média de US$ 4,5 milhões, através da exportação de 206,7 milhões de litros
de etanol, com média diária de 9 milhões de litros e preço médio de US$ 
501,50 por metro cúbico. 
 
    Em agosto de 2018, a receita total das exportações de etanol somou US$ 
117,4 milhões (média diária de US$ 5,1 milhões), e o volume embarcado chegou
a 241,3 milhões de litros (média diária de 10,5 milhões), com preço médio
 de US$ 486,30 por metro cúbico. 
 
    Os dados são da Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério 
da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) - Agência SAFRAS 
 
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MERCADO: Com dólar em alta e CBOT em baixa, soja fica estável no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - O mercado brasileiro de soja teve 
uma segunda-feira de preços pouco alterados e de movimentação discreta de 
negócios. O dólar apresentou forte alta, dando sustentação às cotações da
oleaginosa no país, mas a Bolsa de Chicago caiu quase na mesma proporção, o 
que determinou a estabilidade.
 
    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,50. Na região
das Missões, a cotação seguiu em R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço de
 R$ 86,00.
 
    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 80,50 a saca. No porto de 
Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 86,00 para R$ 87,00.
 
    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 76,00 para R$ 77,00. Em Dourados 
(MS), a cotação avançou de R$ 75,00 para R$ 75,50. Em Rio Verde (GO), a saca 
estabilizou em R$ 75,50.
 
     Chicago
 
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago 
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em forte baixa. 
 
    A previsão de clima favorável ao desenvolvimento das lavouras americanas 
em um período crítico para a definição da produtividade e as incertezas 
quanto a um acordo comercial entre Estados Unidos e China pressionaram o 
mercado. 
 
    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse hoje que o país não 
está pronto para chegar a um acordo tarifário com os chineses, fato que 
acentuou as perdas. 
 
    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de
13,25 centavos de dólar, ou 1,52%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 
8,54 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,66 1/2 por bushel,
 com perda de 13,25 centavos de dólar por bushel, ou 1,5%.
 
    Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 
2,90 ou 0,98% a US$ 292,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento 
em setembro fecharam a 28,68 centavos de dólar, com perda de 0,45 centavo ou 
1,54%. 
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,59%, sendo 
negociado a R$ 4,0670 para a compra e a R$ 4,0690 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0760 e a mínima de R$ 
3,9930.
 
     Agenda de terça
 
- Alemanha: O índice de preços ao produtor de julho será publicado às 3h 
pelo Destatis.
 
- Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da
 manhã.
 
     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

CÂMBIO: Dólar fecha em alta, acima de R$ 4,06, no maior valor em três meses

 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - O dólar comercial fechou em forte 
alta de 1,59% no mercado à vista, cotado a R$ 4,0690 para venda, no maior valor
desde 20 de maio - quando encerrou em R$ 4,1050 - em sessão negativa para as 
moedas de países emergentes. A espera de investidores pelas atas de bancos 
centrais e declarações de dirigentes deixam o mercado cauteloso.
 
   "Foi dia de forte aversão ao risco ainda na esteira da guerra comercial 
entre Estados Unidos e China, e com investidores à espera das falas dos bancos 
centrais dos Estados Unidos e da Europa ao longo da semana com a expectativa de 
sinais sobre os próximos da política monetária no próximo mês", comenta a 
 analista da Toro Investimentos, Luana Nunes. 
 
   Nesta semana, as atas das reuniões do Federal Reserve (Fed, o banco central
norte-americano) e do Banco Central Europeu (BCE) do mês passado são 
amplamente aguardadas e podem mexer com os mercados, junto ao discurso do 
presidente da autoridade monetária dos Estados Unidos, Jerome Powell, na 
sexta-feira. 
 
   Ainda sobre o movimento da moeda no pregão, o diretor de uma corretora 
nacional destaca a declaração do presidente da unidade do Fed de Boston, Eric 
Rosengren, de que o quadro para a economia norte-americana é positivo e, caso 
as projeções confirmem, "não vê motivo para mais relaxamento monetário" 
agora. 
 
   "Tecnicamente, a interpretação do mercado é de que há a real 
possibilidade de valorização do dólar, caso se confirmem as previsões de 
Rosengren", reforça o diretor. Ele acrescenta que o movimento de saída de 
recursos estrangeiros tem impactado fortemente o dólar. "Além da 
especulação", reforça Nunes, da Toro. 
 
   Amanhã, com a agenda de indicadores mais fraca, investidores devem seguir 
atentos aos bancos centrais e na expectativa pelos eventos ao longo da semana, 
além da espera pela operação do Banco Central com a oferta de dólares no 
mercado à vista e operações simultâneas no mercado futuro a partir de 
quarta-feira. "A tendência é de que o viés de alta permaneça até que venha
algum alívio da guerra comercial ou da declaração do Fed", diz a analista 
da Toro. 
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Açúcar segue com preços firmes diante de etanol mais atrativo

 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - Os preços do açúcar permaneceram 
estáveis em São Paulo nesta segunda-feira. Em Santos e em Ribeirão Preto, a 
saca de 50 quilos do açúcar cristal com até 150 Icumsa terminou o dia 
negociada a R$ 60,00 (13,38 centavos de dólar por libra-peso).
 
   Com quedas constantes nas cotações futuras em Nova York e mesmo com o real
cada vez mais desvalorizado, a vantagem do etanol sobre o açúcar permanece 
acima de 20%, limitando a oferta de açúcar cristal no cenário doméstico.
 
   O etanol hidratado esteve hoje 23,47% mais vantajoso que o açúcar bruto em
Nova York equivalendo a 12,18 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 11,66% 
mais vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 67,00
 por saca de 50 quilos (14,94 centavos).
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto 
encerrou o pregão eletrônico com cotações acentuadamente mais baixas.
 
    O mercado voltou a ser pressionado pelo fator câmbio, com o real 
desvalorizado estimulando as exportações do Brasil. 
 
    Além disso, o excesso de oferta em termos mundiais ajuda a manter as 
cotações abaixo da linha de 12 centavos de dólar por libra-peso. 
 
   A expectativa em relação às exportações da India para a próxima 
temporada completa o quadro negativo, com o país procurando formas de desovar 
seus amplos estoques acumulados nos últimos dois anos. O país deve subsidiar 
novamente os embarques, que podem ser de até mesmo sete milhões de toneladas, 
suficiente para manter o mercado global superavitário em 2019/20.
 
    Os contratos com entrega em outubro/2019 encerraram o dia a 11,44 centavos 
de dólar por libra-peso, queda de 0,20 ct/lb em relação ao fechamento 
anterior (-1,71%), enquanto na semana caiu 1,85%. A mínima do dia foi 11,41 
cents/lb, e a máxima 11,61 centavos. 
 
Câmbio
 
   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,59%, sendo 
negociado a R$ 4,0670 para a compra e a R$ 4,0690 para a venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0760 e a mínima de R$ 
3,9930.
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) - Agência SAFRAS 
 
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BIODIESEL: 68º Leilão de Biodiesel da ANP negocia 1,139 bilhão de litros

 
    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 - No 68 Leilão de Biodiesel da ANP 
foram arrematados 1,139 bilhão de litros de biodiesel (volume obrigatório e 
voluntário), para atendimento às misturas obrigatória e voluntária. Desse 
volume, 1,138 bilhão de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,78% 
deste total oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social. O 
preço médio de negociação foi de R$ 2,857/L, sem considerar a margem da 
Adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 1,141 bilhão, 
refletindo num ágio médio de 1,30% quando comparado com a média ponderada dos
 "Preços Máximos de Referência" regionais (R$ 2,820/L). 
 
   A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (12/08), 
com 38 produtores disponibilizando um volume total de 1,141 bilhão de litros, 
sendo 99,74% de produtores detentores do selo Combustível Social. 
 
    Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, foram arrematados 
1,136 bilhão de litros de biodiesel no primeiro e no segundo dia de seleção 
das ofertas (14 e 15/08) pelos distribuidores de combustíveis. Esse volume foi 
oriundo exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social e 
representou 99,56% do total ofertado no leilão.         
 
    No último dia de seleção das ofertas (16/08), foram arrematados 2,55 
milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo 
Combustível Social, em torno de 0,22% do total ofertado no leilão. 
 
    O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de 
seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 19/08. 
Foram disponibilizados 500 mil litros, sendo 100,00% de produtores detentores do
selo Combustível Social, volume este que representou 9,95% do saldo total de 
oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 400 mil
litros de biodiesel, representando 80,00% do total ofertado no leilão 
autorizativo.   
 
    Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei n 
13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 11% o percentual mínimo
obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor 
final (B11), a partir de 1 de setembro de 2019. 
 
    Ressalta-se que o 68 Leilão (L68) visa a garantir o abastecimento de 
biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de setembro a 31 de 
outubro de 2019, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão 
Público n 004/19-ANP, e que os volumes comercializados no leilão somente 
serão validados após homologação pela Diretoria Colegiada da ANP. 
 
     As informações partem da assessoria de imprensa da ANP.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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