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CAFÉ: Franca/SP registra teve déficit hídrico de 24,6 mm ao final de junho

 
 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - Segundo o levantamento do Programa de
Apoio Tecnológico à Cafeicultura de Varginha (Procafé), ligado ao 
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em Franca, em São
Paulo, foram registrados 9,6 milímetros de chuvas em junho de 2019, contra 
média histórica de 34,1 mm. Já a temperatura média foi de 18,9 graus no 
local, contra 19,3 mm de média. A região terminou o mês com déficit hídrico
 de 24,6 mm. O crescimento vegetativo foi de 7,7 nós por ramo.
 
     Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 140 sacas em 15/07

 
 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - Os estoques certificados de café nos 
armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na 
posição de 15 de julho de 2019 estão em 2.367.248 sacas de 60 quilos, com 
queda de 140 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE 
Futures.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 

ALGODÃO: Conab prevê recorde nas exportações do Brasil em 2019

 
     Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - A alta da procura internacional pelo
algodão aumentou o interesse dos produtores brasileiros nesta cultura nas 
últimas safras. A expectativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é
que as exportações da pluma possam atingir cerca de 1,5 milhão de toneladas,
 um aumento de 60% na quantidade embarcada na safra passada.
 
   Espera-se uma safra recorde de algodão para 2018/2019, com produção 
estimada em 6 milhões de t, entre pluma e caroço. O aumento é significativo 
em relação ao período anterior, quando foram colhidos 5 milhões de 
toneladas.
 
   Apenas para a pluma, o total a ser colhido pode chegar a 2,6 milhões de 
toneladas. Já a colheita de caroço de algodão deve chegar a cerca de 4 
milhões de toneladas na safra atual.
 
    A boa rentabilidade da cultura tem garantido o interesse dos agricultores. 
Mesmo com o custo de produção elevado devido à alta tecnologia empregada no 
cultivo, o algodão apresenta um retorno de cerca 38,7% sobre o investimento no 
plantio da pluma, segundo os dados do boletim de safras da Conab divulgado no 
início deste ano.
 
    Paraná - O cenário favorável também atrai o interesse pelo cultivo da
fibra em algumas antigas regiões produtoras, a exemplo do Paraná. Para o 
período 2018/2019, as estimativas apontam que sejam plantados 700 hectares.
  
    Na safra 1989/1990, o estado já foi o principal produtor do país, quando 
chegou a concentrar 50% da produção total. Entretanto, naquele ano, as 
lavouras foram dizimadas devido às condições climáticas desfavoráveis e aos
baixos preços da pluma praticados pelo mercado, o que levou o estado a 
abandonar o cultivo de algodão por alguns anos agrícolas.
 
      As informações partem da assessoria de imprensa da Conab.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

MERCADO: Algodão abre semana com preços firmes no Brasil, seguindo NY

 
 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - O mercado brasileiro de algodão 
iniciou esta terceira semana de julho com elevações. Após os contratos de 
dezembro na bolsa de Nova York atingirem as menores cotações das últimas oito
semanas, NY reagiu e subiu forte, trazendo suporte para os preços domésticos 
nesta segunda-feira. Desta forma, no CIF de São Paulo a média de preços ficou
em R$ 2,69/libra-peso, acumulando queda de 3,93% em relação ao mês passado e
 de 20,41% quando comparado a igual momento do ano passado. 
 
    As exportações brasileiras de algodão somaram 25,7 mil toneladas até a 
segunda semana de julho, com média diária de 2,9 mil toneladas. A receita com 
as vendas ao exterior totalizou US$ 41,7 milhões, com média de US$ 4.6 
milhões. O preço médio é de US$ 1.622,00 por tonelada. As informações são
do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Na comparação 
com junho, houve recuo de 14,6% na média diária de receita e baixa de 12% no 
volume. O preço ficou 2,9% inferior. Se for comparado o mesmo mês do ano 
anterior, houve elevação de 532,30% na receita, ganho de 622,70% no volume e 
perda de 12,5% no preço.
 
     NY
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou 
com preços acentuadamente mais altos nesta segunda-feira.
 
    Segundo traders, o mercado apresentou um forte movimento corretivo, com 
recuperação técnica, após ter atingido os patamares mais baixos em três 
anos na última sexta-feira. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos 
(USDA) estimou maiores estoques globais no relatório de oferta e demanda da 
quinta-feira, trazendo pressão sobre o mercado. Agora, no começo da semana, 
houve um natural movimento de correção técnica.
 
    Dezembro/2019 fechou a 63,95 centavos de dólar por libra-peso, com alta de
1,27 centavo, ou de 2,0%. Março/2020 fechou a 65,00 centavos, com elevação 
de 1,26 centavo, ou de 2,0%.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,48%, sendo 
negociado a R$ 3,7570 para venda e a R$ 3,7550 para compra. Durante o dia, a 
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7280 e a máxima de R$ 
3,7580. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) - Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 

ETANOL: Lideranças do setor goiano apresentam propostas ao governador

 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - Uma comitiva de executivos do setor 
sucroenergético de Goiás se reuniu com o governador Ronaldo Caiado na última 
sexta-feira (12), sob a liderança do presidente do Sifaeg - Sindicato da 
Indústria de Fabricação de Açúcar e Etanol do Estado de Goiás, André 
Rocha, que também preside o Fórum Nacional Sucroenergético.
 
    Na pauta da comitiva estavam três pontos principais: segurança jurídica,
principalmente para os benefícios fiscais; competitividade do etanol no estado
 de Goiás; e melhor ambiente de negócios para novos investimentos.
 
   Este foi o primeiro encontro de uma comitiva de executivos do setor com o 
Governador Caiado, que se mostrou bastante receptivo, destacando, inclusive 
"total simpatia e compromisso do governo do estado de Goiás em poder cada vez 
mais alicerçar o desenvolvimento desse setor que é extremamente importante 
para alavancar a qualidade de vida das pessoas do nosso interior do estado".
 
   Ronaldo Caiado destacou, ainda, que seu governo continuará buscando o 
reconhecimento e a ampliação, cada vez maior, "da ação do Estado para 
simplificar, diminuir a burocracia, e fazer com que o setor possa cada vez mais 
acreditar em Goiás e investir cada vez mais para que Goiás atinja aquilo que 
nós desejamos, que é acabar com as desigualdades regionais e buscar a melhoria
 e a condição de cidadania de todos que vivem em Goiás".
 
   O presidente da UDOP, vice-presidente de Relações Institucionais do grupo 
Atvos e Conselheiro do Sifaeg, Amaury Pekelman foi um dos participantes do 
encontro, e destacou ainda a liderança de André Rocha nas tratativas com o 
governo do Estado. "Aproveitamos a oportunidade para apresentar ao governador 
Caiado a política do RenovaBio e como o estado de Goiás poderá se beneficiar,
levando-se em conta, também, a produção crescente de etanol de milho no 
estado de Goiás", concluiu Pekelman.
 
     As informações partem da Agência Udop de Notícias.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Etanol inicia semana com preços de estáveis a mais baixos

 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - O mercado físico de etanol teve uma 
segunda-feira de preços entre estáveis a mais baixos no mercado paulista. O 
analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, a expectativa é de uma semana 
de baixo risco climático nas regiões produtoras de cana do Centro-Sul do 
Brasil, o que "pode facilmente retirar grande parte do suporte para eventuais 
altas sobre o biocombustível no curto prazo". 
 
    "A questão da demanda de 1,80 bilhão de litros de hidratado no mês 
passado na região Centro-Sul ainda é um ponto-chave no desenvolvimento do 
mercado de curto a médio prazo. Entre os agentes [usinas, distribuidoras e 
traders] há quem veja o "copo meio cheio" e há quem veja "o copo meio 
vazio". Uma demanda interna de 1,80 bilhão de litros é algo importante no 
médio a longo prazo, em função dos padrões históricos de demanda, mas no 
curto prazo também se mostra como um forte recuo frente a faixa de 2 bilhões 
de litros que estava sendo esperada", diz. 
 
    Em Ribeirão Preto (SP), o etanol hidratado ficou estável em R$ 2,03 o 
litro. Já o anidro caiu 0,5%, passando de R$ 2,01 o litro para R$ 2,00 o litro.
 
 
Exportações
 
   As exportações brasileiras de etanol obtiveram receita de US$ 36,8 
milhões em julho, conforme os dados parciais apurados até o dia 14, com média
diária de US$ 4,1 milhões. O volume embarcado totalizou 73,3 milhões de 
litros, com média diária de 8,1 milhões de litros. O preço médio foi de US$
 502,10 (FOB) por metro cúbico. 
 
     Em junho de 2019, o Brasil havia obtido receita de US$ 86,8 milhões - 
média de US$ 4,5 milhões, através da exportação de 169,4 milhões de litros
de etanol, com média diária de 8,9 milhões de litros e preço médio de US$ 
512,50 por metro cúbico. 
 
    Em julho de 2018, a receita total das exportações de etanol somou US$ 91 
milhões (média diária de US$ 4,1 milhões), e o volume embarcado chegou a 
180,7 milhões de litros (média diária de 8,2 milhões), com preço médio de 
US$ 503,70 por metro cúbico. 
 
    Os dados são da Secretária de Comércio Exterior (Secex), do Ministério 
da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) - Agência SAFRAS 
 
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MERCADO: Milho tem segunda de calmaria e preços estáveis no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - O mercado brasileiro de milho abriu a
semana com preços estáveis. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo 
Molinari, a queda na Bolsa de Chicago acomodou as tradings, tirando o fator 
altista que vinha das recentes altas na bolsa.
 
    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 39,50/41,00 a saca. Em Santos,
 o preço girou em torno de R$ 40,20/42,00 a saca.
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 33,50/34,50 a saca em Cascavel. Em São
Paulo, preço de R$ 36,00/37,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 
38,50/39,00 a saca.
 
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,50/39,50 a saca em Erechim. Em 
Minas Gerais, preço em R$ 33,50/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço 
esteve em R$ 30,00/31,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, 
preço ficou a R$ 27,50/30,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.
 
     Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com 
acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de 
realização de lucros, acompanhando os sinais de fraca demanda para o cereal 
norte-americano e o indicativo de chuvas favoráveis ao desenvolvimento das 
lavouras no cinturão produtor.
 
    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 676.485 
toneladas na semana encerrada no dia 11 de julho, conforme relatório semanal 
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas 
esperavam o número em 650 mil toneladas.
 
    Na semana anterior, haviam atingido 721.419 toneladas. Em igual período do
ano passado, o total inspecionado foi de 1.259.101 toneladas. No acumulado do 
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 43.157.694 
toneladas, contra 48.497.646 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
 
    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 4,41, 
baixa de 13,25 centavos de dólar, ou 2,91%, em relação ao fechamento 
anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,47 por bushel, recuo de 
12,25 centavos de dólar, ou 2,66%, em relação ao fechamento anterior.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,48%, sendo 
negociado a R$ 3,7570 para venda e a R$ 3,7550 para compra. Durante o dia, a 
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7280 e a máxima de R$ 
3,7580. 
 
      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Açúcar segue com preços "engessados" no cenário doméstico

 
     Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - Os preços do açúcar ficaram 
estáveis nesta segunda-feira em São Paulo. Em Santos, a saca de 50 quilos do 
açúcar cristal com até 150 Icumsa seguiu com preço de R$ 61,00 (14,73 
centavos de dólar por libra-peso). Em Ribeirão Preto, preço a R$ 60,00 a saca
 (14,49 centavos).
 
   O etanol hidratado esteve hoje 20,20% mais vantajoso que o açúcar bruto em
Nova York equivalendo a 12,47 centavos de dólar por libra-peso (PVU) e 5,92% 
mais vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, equivalendo a R$ 63,55
 por saca de 50 quilos, (15,35 centavos).
 
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto 
encerrou o pregão eletrônico desta segunda-feira com cotações acentuadamente
 mais baixas.
 
    Operadores apontam que amplas ofertas disponíveis para o curto prazo 
seguem pressionando o mercado, diante de grandes produções registradas na 
India e na Tailândia, conforme noticiou a Reuters.
 
    Os futuros do açúcar romperam a linha dos 12 centavos de dólar por 
libra-peso, o que engatilhou vendas automáticas (stops) de fundos e 
especuladores.
 
    Nas notícias, destaque para a sinalização do governo da India de que 
continuará subsidiando as exportações de açúcar apesar das queixas de 
concorrentes, como o Brasil e a Austrália. Em 2018/19, os embarques da India 
cresceram para 3,3 milhões de toneladas, conforme resultados ainda parciais, 
contra 620 mil toneladas na totalidade do ciclo anterior.
 
    Os contratos com entrega em outubro/2019 encerraram o dia a 12,06 centavos 
de dólar por libra-peso, baixa de 0,24 ct/lb em relação ao fechamento 
anterior (-1,95). A mínima do dia foi 11,95 cents/lb, e a máxima 12,32 
centavos. 
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,48%, sendo 
negociado a R$ 3,7570 para venda e a R$ 3,7550 para compra. Durante o dia, a 
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7280 e a máxima de R$ 
3,7580. 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) - Agência SAFRAS 
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 

CÂMBIO: Dólar fecha em alta com correção, após cinco quedas seguidas

 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - O dólar comercial fechou em alta de 
0,48% no mercado à vista, cotado a R$ 3,7570 para venda, interrompendo uma 
sequência de cinco pregões seguidos de queda frente ao real, em viés de 
correção após uma semana eufórica de investidores locais em decorrência da 
aprovação do texto-base da reforma da Previdência em primeiro turno no 
plenário da Câmara dos Deputados. 
 
    O diretor da Correparti, Ricardo Gomes, destaca que o investidor 
"privilegiou" a cautela às vésperas do recesso parlamentar, no qual pausará
a tramitação da reforma da Previdência na Câmara, e ainda, com o mercado 
externo à espera de mais sinais de que o banco central norte-americano (Federal
Reserve, o Fed) iniciará ou não afrouxamento na política monetária no fim 
deste mês.
 
    "É natural que, na busca por pistas que sinalizem para o futuro da 
política monetária do país [Estados Unidos], os agentes financeiros assumam 
certa dose de cautela, se refugiando em ativos de segurança e pronta 
liquidez", avalia. 
 
   Para o estrategista-chefe da BCG Corretora, Juliano Ferreira, sem notícias 
sobre a reforma da Previdência, o movimento do dólar nos próximos dias tende 
a acompanhar também o "fluxo cambial". Além da entrada e saída de dólares 
do País, o "Fed deverá ser a tônica para o mês", acrescenta Ferreira.
 
   "Sem a política local, deveremos seguir o exterior e com a questão do Fed
como pano de fundo até a reunião do comitê de política monetária no fim do
mês. Se não houver corte na taxa de juros, como o mercado aposta, poderá ter
uma onda de reversão de expectativa com forte impacto na precificação dos 
ativos", ressalta.
 
   Amanhã, o presidente do Fed, Jerome Powell, participará de conferência em
Paris. Para o estrategista, as falas de Powell sempre ficam no radar dos 
investidores, "mas não acredito que fale muita coisa sobre política 
monetária amanhã. Deverá ser um discurso mais neutro", aposta. Na agenda de 
indicadores, o destaque fica para os Estados Unidos com números de vendas no 
varejo e da produção industrial em junho. 
 
     As informações partem da Agência CMA.
 
Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Café tem dia de nervosismo no Brasil com volatilidade em NY

 
 
    Porto Alegre, 15 de julho de 2019 - O mercado físico brasileiro de café 
teve uma segunda-feira de preços mais altos. A forte volatilidade da Bolsa de 
Nova York (ICE Futures US), que primeiro teve perdas e depois teve uma brusca 
recuperação e fechamento em alta acentuada, deixou o mercado interno nervoso e
 com muitas dificuldades de precificação.
 
    Houve negócios efetivados, mas sem grandes volumes envolvidos, com o 
mercado nacional bem regionalizado. Os vendedores ficaram reticentes no mercado 
à espera de novas altas na bolsa, enquanto muitos compradores preferiram 
esperar para ver se há sequência nesse tom altista da bolsa.
 
    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 
420,00/425,00 a saca, contra R$ 410,00/415,00 do dia anterior. No cerrado 
mineiro, o preço ficou entre R$ 425,00/430,00 a saca, contra R$ 415,00/420,00 
de sexta-feira.
 
   Já o café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais, com 20%
 de catação, teve preço de R$ 330,00/335,00 a saca, estável.
 
    O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 
280,00/285,00 a saca, estável.
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica 
encerrou as operações da segunda-feira com preços acentuadamente mais altos.
 
    A semana começou com um pregão de altíssima volatilidade na Bolsa de NY 
para o arábica. O mercado teve perdas em grande parte do dia, mas encontrou uma
 forte e abrupta recuperação, encerrando as atividades com alta acentuada. 
 
    Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Gil Barabach, o mercado encontrou 
suporte em cobertura de posições de fundos e especuladores vendidos. Na queda,
NY encontrou suporte técnico/gráfico e conseguiu reagir. "Os temores com o 
começo da temporada de furacões no Caribe também trouxeram nervosismo ao 
mercado", observou Barabach. Apesar da tempestade Barry ter perdido força e 
desviado, podendo poupar Nova Orleans nos Estados Unidos (inundações e 
lembrança do Katrina), os operadores seguem cautelosos. Nova Orleans tem 
estoques certificados de café da bolsa.
 
    Os contratos com entrega em setembro/2019 fecharam o dia a 110,25 centavos 
de dólar por libra-peso, com valorização de 3,60 centavos, ou de 3,4%. 
Dezembro fechou a 114,00 cents, com elevação de 3,60 centavos, ou de 3,3%.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,48%, sendo 
negociado a R$ 3,7570 para venda e a R$ 3,7550 para compra. Durante o dia, a 
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7280 e a máxima de R$ 
3,7580. 
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) 
 
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