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AÇÚCAR: Produção da Colômbia deve atingir 2,4 mi t em 2019/20 - USDA

 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - A produção de açúcar da Colômbia
deverá totalizar 2,4 milhões de toneladas no ano de comercialização 
2019/20, mesmo volume de 2018/19. 
 
    O adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) 
em Bogotá aponta que a produção de cana-de-açúcar do país sul-americano se
recuperou para níveis historicamente altos diante de uma melhora nas 
condições climáticas depois de três anos de volatilidade extrema, com 
estiagens seguidas por fortes chuvas.
 
    O USDA estima que as exportações de açúcar da Colômbia atinjam 700.000
toneladas em 2019/20, mesmo nível do ano anterior. O consumo interno de 
açúcar na Colômbia em 2019/20 está estimado em 1,905 milhão de toneladas, 
contra 1,855 milhão de toneladas na temporada anterior. 
 
     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 

MERCADO: Etanol tem calmaria após semana marcada por alta nos preços

 
    Porto Alegre, 17 de abril de 2019 - O mercado físico de etanol teve 
preços estáveis nesta quinta-feira. Em Ribeirão Preto (SP), o hidratado 
seguiu em R$ 2,55 o litro, enquanto o anidro seguiu a R$ 2,20 o litro, mas de 
forma nominal diante da falta do produto. 
 
    Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Maurício Muruci, apesar da 
questão dos estoques baixos, da demanda alta, do real fraco frente ao dólar e 
da oferta incipiente de início de safra, o movimento comprador apresentou uma 
relativa "calma" em função da proximidade do feriadão.
 
    Neste ponto, a maioria das distribuidoras que buscou uma formação mais 
significativa de estoques para o feriado prolongado acabou executando esta 
medida no decorrer da terceira semana de abril, fazendo com que os preços 
atingissem o que aparenta ser o atual "teto" de safra em R$ 2,55 o litro 
para o hidratado em algumas vendas, embora tenham sido registradas negociações
pontuais com excelentes descontos em função de volumes maiores até a faixa 
de R$ 2,35. 
    
      Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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CAFÉ: Estoques certificados de Nova York caíram 578 sacas em 18/04

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - Os estoques certificados de café nos 
armazéns credenciados da Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) na 
posição de 18 de abril de 2019 estão em 2.478.758 sacas de 60 quilos, com 
queda de 578 sacas em relação ao dia anterior. As informações partem da ICE 
Futures.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Algodão encerra semana com preços firmes no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - Sustentado pela recuperação dos 
preços internacionais e pela desvalorização da moeda brasileira em relação 
ao dólar, o algodão encerrou a semana com preços 0,34% superiores aos da 
anterior. No CIF das indústrias paulistas a fibra é indicada a uma média de 
R$ 2,93/libra-peso, o maior patamar desde o último dia 29 de março. Mesmo com 
essa leve alta dos preços em reais, no FOB exportação do porto de Santos/SP a
indicação no início das operações desta quinta-feira era de 76,60 cents de
dólar por libra-peso (c/lb), valor 1,6% abaixo do fechamento da semana 
anterior. 
 
    Com isso, a pluma brasileira está 1,5% abaixo do contrato spot da Ice 
Futures de Nova York. Há um mês estava 8,5% acima e há um ano 14,5%. Esses 
números comprovam a retomada da competitividade do produto brasileiro em 
relação ao norte-americano, o que é essencial nesta e na próxima temporada 
em que o país possui um grande excedente de produção em relação ao consumo.
 
     NY
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou 
com preços mais baixos nesta quinta-feira.
 
    Segundo traders, as cotações recuaram refletindo o fraco desempenho das 
exportações semanais norte-americanas. As vendas líquidas norte-americanas de
algodão (upland), referentes à temporada 2018/19, iniciada em 1o de agosto, 
ficaram em 217.600 fardos na semana encerrada em 11 de abril. Representa um 
recuo de 25% frente à semana anterior e fica 9% abaixo da média das últimas 
quatro semanas. O maior importador foi a India, com 78,7 mil toneladas. Para a 
temporada 2019/20, foram mais 20.600 toneladas. As informações são do 
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). 
 
    No balanço da semana, o contrato julho do algodão acumulou uma queda de 
0,75%.
 
    Maio encerrou o dia a 77,31 centavos de dólar por libra-peso, com 
desvalorização de 0,80 centavo, ou de 1,0%. Julho fechou a 78,27 centavos, com
 queda de 0,69 centavo, ou de 0,9%.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, negociado a R$ 
3,9300 para a compra e a R$ 3,9320 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9520 e a mínima de R$ 3,9050. 
Na semana, o dólar registrou alta de 1,07%.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Milho encerra semana mais curta com fraca movimentação

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - O mercado brasileiro de milho teve 
uma quinta-feira, véspera de feriado, de fraca movimentação. As cotações 
seguiram pressionadas, mas quedas mesmo só ocorreram em São Paulo. Compradores
 seguem tranquilos quanto à oferta no mercado.
 
    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 35,50/36,00 a saca. Em Santos,
 o preço girou em torno de R$ 35,00/36,00 a saca.
 
    No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,00/31,00 a saca em Cascavel. Em São
Paulo, preço de R$ 33,50/34,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 
35,50/36,50 a saca.
 
    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 34,50/36,00 a saca em Erechim. Em 
Minas Gerais, preço em R$ 32,50/33,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço 
esteve em R$ 31,00/32,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, 
preço ficou a R$ 29,00/30,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.
 
     Chicago
 
    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços 
mistos, próximos da estabilidade. O mercado oscilou pressionado pelo cenário 
de ampla oferta de milho global e norte-americano, com os investidores também 
buscando um posicionamento frente ao final de semana prolongado pelo feriado de 
Páscoa. Nesta sexta-feira a Bolsa de Chicago não opera, retomando os negócios
 apenas na próxima segunda-feira.
 
    O bom desempenho das vendas líquidas semanais norte-americanas de milho 
atuou como fator altista. As vendas líquidas norte-americanas de milho para a 
temporada comercial 2018/19, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 
947.600 toneladas na semana encerrada em 11 de abril. Representa um avanço de 
73% frente à semana anterior e fica 33% acima da média das últimas quatro 
semanas. O maior importador foi o Japão, com 365.200 toneladas.
 
    Para a temporada 2019/20, ficaram em 18.400 toneladas. Os analistas 
esperavam exportações entre 550 mil a 900 mil toneladas. As informações são
 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
 
    Os contratos de milho com entrega em maio de 2019 fecharam a US$ 3,58 1/2, 
alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,06%, em relação ao fechamento anterior. A
posição julho de 2019 fechou a US$ 3,67 1/4 por bushel, recuo de 0,25 centavo
 de dólar, ou 0,06%.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, negociado a R$ 
3,9300 para a compra e a R$ 3,9320 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9520 e a mínima de R$ 3,9050. 
Na semana, o dólar registrou alta de 1,07%.
 
      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Véspera de feriado de preços estáveis para soja no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - O mercado brasileiro de soja teve uma
quinta-feira, véspera de feriado, de preços estáveis. Com o dólar em leve 
baixa e a Bolsa de Chicago tendo moderada valorização para a soja, não houve 
razões para mudanças nas referências. Houve poucos negócios com soja 
disponível e o mercado esteve travado para safra nova.
 
    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 72,00. Na região das
Missões, a cotação ficou em R$ 71,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço 
permaneceu em R$ 77,00.
 
    Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 71,50. No porto de 
Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 77,00.
 
    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a 
cotação se manteve em R$ 69,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 69,00. 
 
     Chicago
 
    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago 
(CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos. Após acumular perdas de 
mais de 2% nas últimas duas sessões, o mercado se recuperou com base em 
fatores técnicos. 
 
    As incertezas sobre o plantio nos Estados Unidos e a indefinição sobre um
possível acordo comercial entre americanos e chineses seguiram merecendo 
atenção dos negociadores. No primeiro caso, os dados iniciais sobre a 
semeadura dos Estados Unidos serão divulgados na segunda. A segunda questão 
não deverá estar definida antes do final de maio, segundo as mais recentes 
informações. 
 
    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à 
temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 382.100 toneladas na 
semana encerrada em 11 de abril. Representa um avanço de 41% frente à semana 
anterior e 46% inferior à média das últimas quatro semanas. Destinos 
desconhecidos lideraram as compras, com 170.600 toneladas. 
 
    Para a temporada 2019/20, ficaram em 21.100 toneladas. Os analistas 
esperavam exportações entre 350 mil a 700 mil toneladas. As informações 
foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
 
    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com alta de 1,50
centavo de dólar por libra-peso ou 0,17%, a US$ 8,80 1/2 por bushel. A 
posição julho teve cotação de US$ 8,94 1/4 por bushel, com alta de 1,75 
centavo de dólar por libra-peso ou 0,19%. 
 
    Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,70 ou
0,23%, sendo negociada a US$ 303,20 por tonelada. No óleo, os contratos com 
vencimento em maio fecharam a 28,80 centavos de dólar, com ganho de 0,34 
centavo ou 1,19%.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, negociado a R$ 
3,9300 para a compra e a R$ 3,9320 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9520 e a mínima de R$ 3,9050. 
Na semana, o dólar registrou alta de 1,07%.
 
     Agenda de segunda
 
- China: A bolsa de Hong Kong permanece fechada em função de um feriado. 
  
- Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado. 
 
- Espanha: A bolsa de Madri permanece fechada devido a um feriado.     
 
- França: A bolsa de Paris permanece fechada devido a um feriado.     
 
- Itália: A bolsa de Milão permanece fechada devido a um feriado.     
 
- Reino Unido: A bolsa de Londres permanece fechada devido a um feriado.   
 
- Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia 
brasileira - Banco Central (BC), a partir das 8hs.
 
- Inspeções de exportação semanal dos EUA - USDA, 12hs.
 
- Balança comercial das três primeiras semanas de abril - MDIC, 15hs. 
 
- Condições das lavouras nos Estados Unidos - USDA, 17hs. 
 
     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Café registra preços firmes e volumes amplos negociados no Brasil

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - O mercado físico brasileiro de café 
teve uma quinta-feira de preços firmes, avançando diante da forte 
valorização do arábica na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US).
Houve bons negócios, e volumes amplos, mas sem uma movimentação tão intensa
 nesta véspera de feriado.
 
    No sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa ficou em R$ 
380,00/385,00 a saca, contra R$ 370,00/375,00 do dia anterior. No cerrado 
mineiro, o preço ficou entre R$ 385,00/390,00 a saca, contra R$ 375,00/380,00 
de ontem.
 
   Já o café arábica "rio" tipo 7 na Zona da Mata de Minas Gerais teve 
preço de R$ 320,00/325,00 a saca, estável.
 
    O conilon tipo 7 em Vitória, Espírito Santo, teve preço de R$ 
280,00/285,00 a saca, estável.
 
Nova York
 
    A Bolsa de Mercadorias de Nova York (Ice Futures US) para o café arábica 
encerrou as operações da quinta-feira com preços acentuadamente mais altos.
 
    Na quarta-feira, o mercado despencou, fechando para julho com queda de 
3,5%. O mercado refletiu a pressão com a ampla oferta global e chegada da safra
brasileira. Nesta quinta, basicamente, NY apagou as perdas do dia anterior, 
subindo praticamente o mesmo que havia caído. Traders indicaram que houve uma 
natural recuperação técnica, com cobertura de posições vendidas de fundos e
 especuladores.
 
    Em uma semana de ampla volatilidade, NY acabou finalizando no balanço 
praticamente estável, apenas com uma queda acumulada de 0,05% na posição 
julho.
 
    Os contratos com entrega em maio/2019 fecharam o dia a 90,20 centavos de 
dólar por libra-peso, com valorização de 3,15 centavos, ou de 3,6%. Julho 
fechou a 92,90 cents, com alta de 3,25 centavos, ou de 3,6%.
 
Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, negociado a R$ 
3,9300 para a compra e a R$ 3,9320 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9520 e a mínima de R$ 3,9050. 
Na semana, o dólar registrou alta de 1,07%.
 
     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
Copyright 2019 - Grupo CMA
 
 
 

CAFÉ: CNC destaca Workshop e manutenção do CDPC em balanço semanal

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - Acompanhe abaixo o balanço semanal 
do Conselho Nacional do Café (CNC), de 15 a 19 de abril de 2019:
 
"BALANÇO SEMANAL - 15 a 19/04/2019
 
    Na sexta-feira, 12 de abril, o Conselho Nacional do Café (CNC), como 
encaminhamento de seu Comitê de Pesquisa, realizou o 1 Workshop Café com 
Tecnologia, na sede da Embrapa, em Brasília (DF). O evento teve o objetivo de 
apresentar as tecnologias desenvolvidas pelo Consórcio Pesquisa Café, 
coordenado pela Embrapa Café, avaliar a possibilidade de parcerias com as 
cooperativas da entidade e discutir demandas tecnológicas consideradas 
prioritárias.
 
    O evento foi aberto pela exposição do chefe geral da Embrapa Café, 
Antônio Fernando Guerra, que fez um relato sobre o cenário da pesquisa 
cafeeira no Brasil, apresentando os resultados alcançados, como, por exemplo, o
aumento da produtividade de oito sacas para 33 sacas por hectare em uma área 
500 mil hectares menor destinada à cultura entre os anos de 1997 e 2018.
 
    As entidades que compõem o Consórcio Pesquisa Café também apresentaram 
os resultados obtidos ao longo dos últimos anos e os projetos que desenvolvem 
que estão pendentes de avaliação e que também já se encontram disponíveis 
para transferência aos produtores.
 
    "Tivemos uma aula sobre modernização em café, que permitiu que o 
Brasil ocupasse seu papel de líder mundial da atividade. A competência de 
nossos pesquisadores ficou evidente ao abordarem o assunto e, principalmente, ao
apresentarem cada conquista obtida por meio dos investimentos feitos em 
pesquisa, que temos a honra de capitanear junto ao Governo para a liberação de
 recursos do Funcafé", comenta o presidente do CNC, Silas Brasileiro.
 
    Com base nas apresentações realizadas pelas entidades que compõem o 
Consórcio Pesquisa Café, foi promovida a discussão a respeito de demandas 
tecnológicas consideradas prioritárias para a cafeicultura brasileira, em 
especial no que se refere ao setor cooperativista, e as formas para viabilizar o
 atendimento dessas prioridades por parte do Consórcio.
 
    "Foram avaliadas e elencadas as possibilidades de parcerias com nossas 
cooperativas cafeeiras para validação e transferência das tecnologias. Um 
grupo foi constituído com representantes cooperativistas e das instituições 
de pesquisa, o qual será responsável por direcionar os trabalhos, que sempre 
focarão em atributos positivos de redução de custos, aumento de produtividade
e melhoria da qualidade da bebida, tendo como foco prioritário a cafeicultura 
de montanha do Sul de Minas Gerais, região mais afetada pela queda dos preços 
em razão do seu elevado custo para o cultivo do café", revela o diretor 
conselheiro do CNC, José Marcos Rafael Magalhães, presidente da Minasul.
 
    Além do CNC e de representantes das entidades associadas ao Conselho, como
Cooxupé, Minasul, Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Cocapec, Assul e 
Sistema OCB ES, também participaram do Workshop o diretor-executivo de 
Inovação e Tecnologia da Embrapa, Cleber Oliveira Soares, e pesquisadores das 
entidades de pesquisa do Consórcio, como Embrapa Café, Epamig, IAC, IAPAR, 
Incaper, Fundação Procafé, UESB, UFLA e UFV.
 
Cadeia produtiva do café se une para manutenção do CDPC
 
    Entidades do setor privado encaminham seus argumentos ao governo, expondo a
 relevância do fórum e que este não implica gastos públicos
 
    Após a publicação do Decreto n 9.759 na última sexta-feira, 12, que 
prevê a extinção, por parte do governo federal, de alguns colegiados a partir
de 28 de junho de 2019, o Conselho Nacional do Café (CNC) contatou as demais 
entidades da cadeia produtiva para estruturar defesa consensual da continuidade 
do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), que consta entre os 
fóruns elencados pelo decreto.
 
    "Todos os segmentos da cafeicultura brasileira concordam que o CDPC é 
fundamental para o bom exercício da atividade no país, sendo responsável para
que sejamos o mais sustentável possível e o principal player do mercado 
mundial. Também possuem esse entendimento os Ministérios que compõem o 
colegiado, portanto temos a convicção que o nosso Conselho Deliberativo terá 
sua continuidade nos moldes em que sempre existiu até agora", explica Silas 
Brasileiro, presidente do CNC.
 
    No documento, o setor privado defende que o CDPC veio preencher a lacuna 
deixada na gestão da cafeicultura com a extinção do Instituto Brasileiro do 
Café (IBC) e que a sua estrutura garante ampla representação dos setores 
responsáveis pela condução e pela execução da política cafeeira, 
permitindo o justo equilíbrio entre os interesses dos diferentes elos da cadeia
 produtiva e unindo nas decisões o setor público e privado.
 
    Os representantes também enaltecem que a manutenção dos trabalhos e da 
composição atual do CDPC é fundamental para que haja continuidade da gestão 
público-privada, eficiente e responsável, do Fundo de Defesa da Economia 
Cafeeira (Funcafé), em sinergia com as necessidades da cadeia produtiva, 
representada pelas entidades nacionais que têm suas bases compostas pelos 
agentes privados efetivamente envolvidos no dia a dia do negócio café, que 
são produtores, cooperativas, exportadores e industriais.
 
    O presidente do CNC recorda que o Funcafé foi criado em 1986 a partir de 
recursos dos próprios cafeicultores e que, atualmente, conta com 
aproximadamente R$ 6 bilhões para ordenar a oferta brasileira do produto, 
capital que não é proveniente das receitas anuais da União, mas de 
contribuição que foi imposta sobre as exportações de café entre 1986 e 
2005.
 
    "A existência do CDPC é fundamental para garantir a preservação do 
Fundo, evitando que seus recursos sejam utilizados para fins 
político-partidários ou para beneficiar determinada região produtora em 
detrimento de outras. Como o Funcafé não possui realimentação, sua gestão 
precisa continuar sendo responsável, respeitando as finalidades dispostas no 
Decreto 94.874, caso contrário seus recursos podem se exaurir, inviabilizando 
seu uso pelas gerações futuras de cafeicultores", posiciona-se Silas 
Brasileiro.
 
    As entidades de representação da cafeicultura nacional também apontam os
principais resultados gerados pelo CDPC nos últimos anos, como a 
disponibilização de orçamentos recordes, garantindo aplicação direcionada 
às necessidades que variam a cada safra, de acordo com os cenários climáticos
 e mercadológicos.
 
    "Mesmo no período recente em que as finanças públicas no Brasil se 
deterioraram, a gestão público-privada eficiente do Funcafé pelo CDPC, que é
presidido pelo Ministério da Agricultura, garantiu orçamentos crescentes 
disponibilizados ao setor produtivo, respeitando suas necessidades mais 
prementes", destacam.
 
    O presidente do CNC informa que outra função de destaque do CDPC 
apresentada pela cadeia produtiva é a destinação de recursos do Funcafé para
o financiamento da pesquisa cafeeira, "planejando e garantindo que os projetos
estejam orientados às necessidades do setor privado, como redução de custos 
de produção e aumento da qualidade dos cafés do Brasil". 
 
    Ainda de acordo com os representantes da cadeia produtiva, a manutenção 
do CDPC não possui impactos orçamentários, pois os representantes dos 
Ministérios da Agricultura, da Economia e de Relações Exteriores já estão 
em Brasília (DF), não havendo, portanto, despesas com deslocamentos para 
participação nas reuniões do colegiado. Eles recordam que os representantes 
do setor privado arcam com suas despesas, também não representando gastos para
 a União, e que o trabalho dos conselheiros não é e nunca foi remunerado.
 
    Silas Brasileiro anota que também foi lembrada a importância da 
relevância econômica e social da cafeicultura para o Brasil. "A base da 
cadeia produtiva, segundo o IBGE, é composta por 308 mil produtores, sendo que 
85% são de pequeno porte. Nosso setor é responsável pela geração US$ 5 
bilhões a US$ 7 bilhões em vendas externas, 8,4 milhões de postos de trabalho
e de R$ 22 bilhões a R$ 27 bilhões de renda no campo, em aproximadamente 
1.800 municípios cafeeiros, o que denota sua importância para o giro das 
economias regionais", finaliza o presidente do CNC.
 
Dólar e oferta pressionam cotações do café
 
    Sensação de oferta satisfatória e força da moeda norte-americana ante 
real ampliam perdas nas bolsas internacionais
 
    Em uma semana mais curta em função do feriado da Sexta-Feira Santa 
(feriado da Paixão de Cristo), os preços do café voltaram a recuar nos 
mercados internacionais, renovando novas mínimas de cerca de 13 anos, 
pressionados pela sensação de oferta mundial satisfatória, início da 
colheita no Brasil e pela força do dólar em relação a outras moedas, como o 
real.
 
    Na Bolsa de Nova York, o vencimento julho/19 do contrato "C" teve 
desvalorização acumulada de 305 pontos na semana, encerrando a sessão de 
quarta-feira (17) a US$ 0,8965 por libra-peso. Na ICE Futures Europe, o contrato
julho/19 do café robusta fechou o pregão de ontem a US$ 1.412 por tonelada, 
com perdas semanais de US$ 9.
 
    A moeda norte-americana registrou avanço impulsionada pela decisão de 
segunda-feira da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) de dar prioridade 
à PEC do Orçamento Impositivo em detrimento à reforma da Previdência, que 
ampliou a desconfiança quanto à votação dessa segunda proposta. O dólar 
encerrou, ontem, a R$ 3,9343, com ganho acumulado de 1,2%.
 
    Segundo informações do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada 
(Cepea), a colheita de café robusta e arábica da safra 2019/20 deverá ganhar 
ritmo na próxima semana no país, mas regiões como Rondônia, Garça (SP), 
Noroeste do Paraná e algumas áreas da Zona da Mata (MG) já iniciaram os 
trabalhos.
 
    "Catações pontuais também vêm ocorrendo no restante das praças 
acompanhadas, especialmente em cafezais mais velhos e nos precoces. Alguns 
poucos lotes de café novo, inclusive, já começam a chegar ao mercado", 
destaca a instituição. 
 
    Em Rondônia, as atividades de campo começaram no final de março e o 
volume colhido correspondia entre 5% e 10% até a semana passada. Nas lavouras 
de arábica de Garça, Noroeste paranaense e Zona da Mata, o volume colhido 
ainda estava abaixo dos 5%. Com o avanço da cata nas próximas semanas, o Cepea
recomenda que os produtores fiquem atentos ao clima, principalmente no caso do 
arábica.
 
    "Chuvas já foram observadas na última semana em grande parte das 
regiões. Além de atrapalhar a colheita, as precipitações podem levar à 
queda dos grãos, prejudicar a bebida e aumentar a possibilidade de 
fermentação, reduzindo a qualidade dos cafés e limitando ainda mais a 
rentabilidade de produtores, vistos os preços já muito baixos da commodity",
 analisa.
 
    Os indicadores calculados pelo Cepea para as variedades arábica e robusta 
foram cotados a R$ 375,48/saca e a R$ 287,13/saca, respectivamente, com 
desvalorizações de 0,4% e 0,3% na comparação com a semana antecedente."
 
     Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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MERCADO: Preço do açúcar sobe em Ribeirão Preto (SP) com cenário positivo

 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - Os preços domésticos do açúcar 
ficaram entre estáveis a mais altos nesta quinta-feira em São Paulo. Em 
Ribeirão Preto (SP), a saca de 50 quilos de açúcar cristal com até 150 
Icumsa teve preço de R$ 69,00 (15,92 centavos de dólar por libra-peso), com 
alta de 1,47%. Já em Santos, preço estável a R$ 68,00 a saca (15,69 
centavos).
 
    Os preços seguem em alta diante da safra muito mais alcooleira no 
Centro-Sul, que ainda dá seus primeiros passos e que vem sendo afetada por um 
clima chuvoso. A oferta de açúcar deve começar a crescer apenas e meados de 
maio ou, até mesmo em junho.
 
    O etanol hidratado foi hoje 34,06% mais vantajoso que o açúcar bruto 
negociado em Nova York, equivalendo a 15,20 centavos de dólar por libra-peso 
(PVU), e 17,4% mais vantajoso que o açúcar cristal de Ribeirão Preto, 
equivalendo a R$ 79,83 por saca (18,42 centavos de dólar).
 
     Nova York
 
   A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures US) para o açúcar bruto 
encerrou o pregão eletrônico desta quinta-feira com cotações em forte alta.
 
    O mercado avançou diante de cobertura de posições vendidas e da queda 
nos estoques de etanol dos Estados Unidos. Também está mais fortalecido 
tecnicamente, com os contratos com entrega em julho chegando a superar a marca 
de 13 centavos de dólar por libra-peso nas máximas do dia.
 
    Segundo analistas, a disparada de hoje nas cotações futuras do açúcar 
esteve associada também ao fortalecimento do mercado de etanol, com queda nos 
estoques e aumento da demanda.
 
    Relatório do governo dos Estados Unidos apontou ontem que os estoques do 
biocombustível no país caíram para o nível mais baixo desde novembro.
   
    Os contratos com entrega em julho/2019 encerraram o dia a 12,98 centavos de
dólar por libra-peso, alta de 0,45 centavo (+3,6%) em relação ao fechamento 
anterior, enquanto na semana avançou 0,46%. A mínima do dia foi 12,51 
cents/lb, e a máxima 13,01 centavos. 
 
     Com informações da Dow Jones.
 
     Câmbio
 
    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,07%, negociado a R$ 
3,9300 para a compra e a R$ 3,9320 para a venda. Durante o dia, a moeda 
norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9520 e a mínima de R$ 3,9050. 
Na semana, o dólar registrou alta de 1,07%.
 
      Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS
 
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CAFÉ: SAFRAS aponta queda de 18% nos estoques do Brasil 2019/20 (áudio)

 
 
    Porto Alegre, 18 de abril de 2019 - Acompanhe no link abaixo áudio do 
jornalista Lessandro Carvalho sobre o mercado de café.
 
http://www2.safras.com.br/safras-podcast/
 
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