Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo e trigo

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018 – Dois meses antes do fim do ano, o
Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de
soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto
exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior
que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em
apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189
toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade
de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento
e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações
incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com
maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de
acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de
mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto,
acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade.
“Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem,
estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a
Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”,
completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior
que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em
2018, contra 4,5 milhões em 2017. A exportação de trigo supera em 28% o
acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.
Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611
toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos

Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da
movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem
ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o
grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de
produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”,
revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de
grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo
com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar
úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que
foge do nosso controle”, explica.

As informações são da APPA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

TRIGO: USDA eleva estimativas de estoques e safras globais em 17/18 e 18/19

Porto Alegre, 8 de novembro de 2018 – O relatório de oferta e demanda de
novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe
novos números para a produção 2018/19 de trigo global. A safra mundial de
trigo em 2018/19 é estimada em 733,51 milhões de toneladas, acima das 730,92
milhões de toneladas em outubro. Para a safra 2017/18, a estimativa do USDA é
de 763,06 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2018/19 foram estimados em 266,71 milhões de
toneladas, contra 260,18 milhões de toneladas em outubro. Analistas esperavam
as reservas em 259,3 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é
de 275 milhões de toneladas. O consumo global em 2018/19 está estimado em
745,8 milhões de toneladas, contra 745,6 milhões de toneladas no mês passado
e 745,09 milhões de toneladas estimadas em 2017/18.

Para 2018/19, a produção de trigo no Brasil está projetada em 4,8
milhões de toneladas, acima das 4,7 milhões de toneladas estimadas em outubro
e das 4,26 milhões de toneladas de 2017/18. As importações em 2018/19 estão
apontadas em 7,5 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em
1,21 milhão de toneladas. A safra 2018/19 do cereal na Argentina foi projetada
em 19,5 milhões de toneladas. A estimativa das exportações do país é de
14,2 milhões de toneladas.

No Canadá, a projeção da safra 2018/19 é de 31,5 milhões de toneladas.
A projeção da safra australiana do cereal foi de 17,5 milhões de toneladas.
Na União Europeia, a safra 2017/18 está projetada em 137,6 milhões de
toneladas.

A China tem projeção de safra 2018/19 em 132,5 milhões de toneladas. Os
estoques finais do país estão estimados em 143,57 milhões de toneladas. A
produção total do bloco de países anteriormente pertencente à União
Soviética (entre eles Rússia, Cazaquistão e Ucrânia) deve ficar em 124,48
milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 51,29 milhões de
toneladas em 2018/19. As exportações do país estão projetadas em 27,9
milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Clima desfavorável ao trigo preocupa agentes no sul do Brasil

Porto Alegre, 23 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo está
atenção dos agentes voltada ao clima que se mantém desfavorável à cultura
nesta reta final da safra. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, a manutenção das chuvas no Paraná atrasou os trabalhos de colheita.
Apesar do bom avanço nos últimos quinze dias, algumas regiões registram
atraso. Há possibilidade de maiores perdas, além das já confirmadas.

No Rio Grande do Sul é esperado novo avanço significativo esta semana,
com melhora parcial do clima, entretanto, perdas de rendimento e qualidade em
algumas das regiões produtoras não são descartados.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais altos. Em sessão volátil, o mercado acabou sendo sustentado pelo avanço
mais lento no plantio de inverno nos Estados Unidos. A fraqueza do dólar frente
a outras moedas colaborou para o viés altista. Ao longo do dia, a forte queda
nos preços do petróleo em Londres e Nova York atuou como fator de baixa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 21 de
outubro, a semeadura estava apontada em 72%. Em igual período do ano
passado, o número estava em 73% e a média dos últimos cinco anos é de 77%.
Na semana passada, o plantio era de 65%.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,09 por bushel,
alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,19%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,29 1/4,
ganho de 1,75 centavo de dólar, ou 0,33% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,24%, cotado a R$
3,6950 para a compra e a R$ 3,6970 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6880 e a máxima de R$ 3,7240.

Agenda de quarta-feira

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: o Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica,
será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Agentes observam danos no trigo durante colheita no RS e no PR

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
avalia o avanço dos trabalhos de colheita no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Segundo o analista de SFARAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, até a semana
passada, o cenário era mais positivo à ceifa gaúcha, com menos danos
confirmados relacionados ao clima.

“No Paraná a situação é mais grave, com perdas mais representativas
para geadas e chuvas principalmente na região oeste, levando a tanto uma
redução da qualidade como de rendimento das lavouras e, consequentemente,
uma queda do potencial produtivo nacional. Vale ressaltar que ainda existe
apreensão frente à possibilidade de novas chuvas ao longo do encerramento dos
trabalhos de colheita”, explicou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
em alta. O mercado foi sustentado por fatores técnicos e por sinais de demanda
pelo grão dos Estados Unidos. O indicativo de queda na produção de trigo em
importantes países produtores de trigo, como Rússia e Austrália, também
contribui positivamente. Além disso, a valorização dos vizinhos, soja e
milho, colaborou para os ganhos.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 450.980
toneladas na semana encerrada no dia 11 de outubro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 447.561
toneladas.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,25 por bushel,
alta de 7,75 centavos de dólar, ou 1,49%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,43 3/4,
recuo de 6,25 centavos de dólar, ou 1,16% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 1,16%, cotado a R$
3,7330 para a compra e a R$ 3,7350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$ 3,7660.

Agenda de segunda-feira

– China: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado durante
a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até agosto será publicada
às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A balança comercial de agosto será publicada às 6h pela
Eurostat.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: os dados sobre a produção industrial em setembro serão publicados às
10h15 pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado observa situação das lavouras de trigo no PR e no RS

Porto Alegre, 14 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
observa a preocupação dos produtores do Paraná com a possibilidade de chuvas
durante o período da colheita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado,
Jonathan Pinheiro, o avanço dos trabalhos no estado foi pequeno na última
semana, resultando em atraso na comparação com a safra passada.

Conab

A produção brasileira de trigo em 2018 deverá ficar em 5,239 milhões de
toneladas, segundo o décimo segundo levantamento para a safra brasileira de
grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo 22,9% sobre a
temporada passada, quando foram colhidas 4,263 milhões de toneladas. No
relatório anterior, a previsão era de 5,143 milhões de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 2,039 milhões de hectares, subindo
6,4% na comparação com o ano anterior. A produtividade está projetada em
2.569 quilos por hectare, 15,5% acima do ano anterior, quando o rendimento ficou
em 2.225 quilos por hectare.

A safra do Paraná, principal estado produtor, deverá ficar em 3,079
milhões de toneladas, com aumento de 38,8% sobre a temporada anterior. A
produção gaúcha deverá ter alta de 10,5%, passando de 1,276 milhão para
1,411 milhão de toneladas.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da
Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal,
que a colheita da safra 2017/18 de trigo do Paraná iniciou e atinge 3% da área
estimada de 1,096 milhão de hectares, que deve subir 14% frente aos 964,347
mil hectares cultivados na temporada anterior. O Deral informa, ainda, que 42%
das lavouras de trigo estão em boas condições, 36% em situação média e 22%
em situação ruim, divididas entre as fases de desenvolvimento vegetativo
(9%), floração (15%), frutificação (41%) e maturação (35%).

Rio Grande do Sul

Segundo boletim semanal da Emater/RS, o período foi de clima favorável ao
desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, com as lavouras apresentando
bom aspecto fitossanitário e baixa incidência de doenças. Como consequência das
geadas ocorridas em fins de agosto, nota-se aumento nos sintomas dos danos
ocasionados pelas mesmas. Segundo técnicos, mesmo com essas ocorrências, a
safra em andamento não deverá ser impactada seriamente em sua produtividade
média.

USDA

A safra 2018/19 do cereal nos Estados Unidos é estimada em 1,877 bilhão
de bushels, mesmo volume estimado em agosto, contra os 1,741 bilhão de
bushels produzidos em 2017/18. Os estoques finais do país em 2018/19 foram
projetados em 935 milhões de bushels, mesmo volume do mês passado e abaixo
dos 1,1 bilhão de bushels estimados para 2017/18.

A safra mundial de trigo em 2018/19 é estimada em 733 milhões de
toneladas, acima das 729,63 milhões de toneladas em agosto. Para a safra
2017/18, a estimativa do USDA é de 758,27 milhões de toneladas. Os estoques
finais globais em 2018/19 foram estimados em 261,29 milhões de toneladas,
contra 258,96 milhões de toneladas em agosto. Analistas esperavam as reservas
em 257,2 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é de 274,36
milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado avalia lavouras de trigo do PR e taxas na Argentina

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro avalia a
situação das lavouras do país, bem como possíveis novas alterações do
quadro do potencial produtivo, seja por recuperações das lavouras, ou por
novas intempéries climáticas que possam afetá-las.

Além disso, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, o
mercado nacional começa a reagir frente ao anuncio do governo argentino, que
voltará a taxar as exportações do país, trazendo maior competitividade ao
trigo brasileiro, devido aos custos mais elevados para importação por parte
dos compradores nacionais. “Apesar disso, recuperações mais acentuadas são,
dentro do qual quadro, minimizadas pela taxa cambial elevada, acima dos R$
4,10”, observou.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da
Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal,
que a colheita da safra 2017/18 de trigo do Paraná iniciou e atinge 2% da área
estimada de 1,096 milhão de hectares, que deve subir 14% frente aos 964,347
mil hectares cultivados na temporada anterior.

O Deral informa ainda que 42% das lavouras de trigo estão em boas
condições, 36% em situação média e 22% em situação ruim, divididas entre
as fases de desenvolvimento vegetativo (12%), floração (18%), frutificação
(46%) e maturação (24%).

O Paraná deve registrar uma produção de 2,992 milhões de toneladas de
trigo, avanço de 33% frente ao ano anterior, de 2,244 milhões de toneladas. A
produtividade média deve subir 16%, chegando a 2.73 quilos por hectare,
superando os 2.35 quilos por hectare da temporada passada.

Argentina

Produtores da Argentina podem ter que adiar suas vendas de trigo e plantar
menos milho neste ano, após o anúncio do governo, nesta segunda-feira (3) de
taxar, em aproximadamente 10%, as exportações de grãos. A medida é parte de
um programa de austeridade para frear a derrocada do peso argentino em relação
ao dólar.

As ações anunciadas pelo presidente Mauricio Macri incluem uma taxa de 4
pesos por dólar em exportações de trigo e milho. Isso, atualmente, equivale a
cerca de 10%, mas pode diminuir caso o peso continue se desvalorizando.

Rússia e Egito

O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da Rússia, via licitação
internacional, nesta quarta-feira. O negócio, fechado pela estatal egípcia
responsável, a GASC, envolveu um lote do grão, ofertado pela trading Garant
Logistic a US$ 217,90 por tonelada, excluindo os custos de frete. Incluindo o
frete, o valor ficou em US$ 235,00. Além desta, houveram mais 11 ofertas na
operação, sendo 10 de trigo russo. Os embarques estão previstos para entre 21
e 30 de outubro.

As exportações de trigo da Rússia totalizaram 8,17 milhões de toneladas
entre o início da temporada, em 1o de julho, e o último dia 29. Segundo o
ministério da agricultura do país, o volume é 60% superior ao exportado no
mesmo período do ano passado. A colheita e a exportação foram antecipadas
graças às temperaturas mais altas do que o normal e pelo clima seco em maio e
junho.

Esse clima também afetou a produção. As chuvas durante a colheita,
especialmente em regiões centrais, reduziram a qualidade. A produção de trigo
da Rússia, neste ano comercial, é projetada entre 68 e 70 milhões de
toneladas, abaixo do recorde do ano passado, de 85 milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Preço do frango sobe, mas custo de produção segue preocupando

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de frango
registrou uma semana um pouco mais movimentada nos negócios e os preços do
frango vivo esboçaram uma leve reação em algumas praças. Segundo o analista
de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, no atacado, as cotações também
apresentaram avanços para alguns cortes, impulsionados pela demanda mais
firme durante a primeira quinzena do mês.

Iglesias afirma que o alto custo de produção ainda é uma preocupação
recorrente, avaliando o descolamento dos preços de importantes insumos
adotados na nutrição animal, como o milho e farelo de soja, o que tem
deteriorado a margem operacional da atividade e trazendo, até aqui, prejuízos
bastante severos.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo,
os preços tiveram mudanças para os cortes congelados na comparação com os
registrados no final da semana passada. O quilo do peito no atacado passou de
R$ 4,50 para R$ 4,35, o quilo da coxa avançou de R$ 3,90 para R$ 4,00 e o
quilo da asa de R$ 6,55 para R$ 6,65. Na distribuição, o quilo do peito caiu de
R$ 4,70 para R$ 4,50, o quilo da coxa passou de R$ 4,20 para R$ 4,25 e o quilo
da asa de R$ 6,65 para R$ 6,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi mudanças
nos preços em relação à última semana. No atacado, o preço do quilo do
peito caiu de R$ 4,62 para R$ 4,47, o quilo da coxa subiu de R$ 4,00 para R$
4,10 e o quilo da asa passou de R$ 6,65 para R$ 6,75. Na distribuição, o
preço do quilo do peito caiu de R$ 4,82 para R$ 4,62, o quilo da coxa subiu de
R$ 4,30 para R$ 4,35 e o quilo da asa passou de R$ 6,75 para R$ 6,85.

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os
produtos, entre in natura e processados) totalizaram 396,9 mil toneladas em
agosto, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume é cerca de 59,8 mil toneladas acima da média de exportações
registrada em 2018. Na comparação com o ano anterior, o número é 4,6% menor
que as 416,2 mil toneladas embarcadas em agosto de 2017 – melhor
desempenho mensal do setor em todo o ano passado. A receita de exportações
obtidas em agosto totalizou US$ 633,8 milhões, saldo 7,9% inferior às US$ 687,9
milhões realizadas no oitavo mês de 2017.

No acumulado do ano de 2018, as vendas do setor chegam a 2,697 milhões de
toneladas, volume 7,7% menor que as 2,921 mil toneladas embarcadas entre
janeiro e agosto de 2017. Em receita, o saldo chega a US$ 4,309 bilhões,
desempenho 11,8% inferior que os US$ 4,885 bilhões.

O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de
comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo continuou
em R$ 3,05. Em São Paulo o quilo vivo passou de R$ 3,00 para R$ 3,10.

Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 2,85 para R$
2,90. No oeste do Paraná o preço passou de R$ 2,80 para R$ 2,85 na
integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$
2,90 para R$ 2,95.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango permaneceu em R$
2,95. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,00. No Distrito Federal o quilo
vivo seguiu em R$ 3,05.

Em Pernambuco, o quilo vivo foi mantido em R$ 3,80. No Ceará a cotação
do quilo vivo seguiu em R$ 3,80 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,00.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado suíno inicia setembro com lentidão nos negócios

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de carne
suína iniciou o mês de setembro com lentidão nos negócios e preços
acomodados. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a reposição
entre o atacado e o varejo apresentou ligeira melhora após a virada do mês,
mas não o suficiente para levar os frigoríficos a atuarem de uma maneira mais
efetiva na compra de animais. “A postura ainda é de administração de
estoques”, avalia.

Com a entrada de salários na economia nos próximos dias e o feriado desta
sexta-feira, a expectativa é de que demanda possa ficar mais aquecida. Por
outro lado, Maia salienta que o quadro de custos segue complicado, fator que
vem mantendo a margem operacional da atividade deteriorada. “O preço do milho,
principal insumo utilizado no arraçoamento animal, tende a continuar firme no
curto prazo, por conta da pouca fixação dos produtores”, afirma.

Conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, a média de preços do quilo do
suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil ficou em R$ 3,26 nesta quarta-feira
(05), alta de 0,37% frente ao valor praticado na semana anterior, de R$ 3,25. A
média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 6,39, sem
alterações frente à semana passada. A carcaça registrou um valor médio de
R$ 5,41, também sem modificações perante à última semana.

Maia ressalta que o mercado está atento às notícias envolvendo a China.
Desde o início de agosto foram registrados sete casos de peste suína africana
em diferentes províncias chinesas, o que levou ao sacrifício de uma parcela da
produção. “Isso pode resultar em maior avidez de compra no mercado
internacional por parte da China, principal consumidor da proteína em escala
global, o que pode beneficiar o Brasil”, sinaliza.

Nas exportações, as vendas de carne suína in natura em agosto
totalizaram 54,1 mil toneladas, volume 8% menor que as 58,8 mil toneladas
embarcadas no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da
Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita de agosto chegou a
US$ 98,2 milhões, número 31,3% inferior que os US$ 143 milhões obtidos no
oitavo mês de 2017.

No saldo acumulado entre janeiro e agosto, as exportações alcançaram
347,8 mil toneladas, volume 13,3% inferior às 401,3 mil toneladas embarcadas
entre janeiro e agosto de 2017. Em receita, o saldo do ano alcançou US$ 717,6
milhões, número 28,7% menor que o total obtido entre janeiro e agosto do ano
passado, com US$ 1 bilhão.

“Projetando as vendas dos demais produtos que compõem a exportação total
de carne suína em agosto, os embarques do setor devem superar 63 mil
toneladas no mês. As vendas para China e Hong Kong seguem em ritmo elevado,
reduzindo a lacuna deixada pela suspensão das vendas para a Rússia”, ressalta
o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em
São Paulo foi cotada a R$ 69,00 nesta quarta-feira (5), ante os R$ 68,00
praticados na semana anterior. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo
seguiu em R$ 2,85. No interior a cotação permaneceu em R$ 3,15. Em Santa
Catarina o preço do quilo na integração continuou em R$ 2,85. No interior
catarinense, a cotação se manteve em R$ 3,20. No Paraná o quilo vivo
continuou em R$ 3,35 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo
seguiu em R$ 3,25.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 2,75,
enquanto em Campo Grande o preço continuou em R$ 2,95. Em Goiânia, o preço
permaneceu em R$ 3,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno vivo
continuou em R$ 3,90. No mercado independente mineiro, o preço foi mantido em
mantido em R$ 3,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis
seguiu em R$ 3,00. Já na integração do estado a cotação permaneceu em R$
2,70.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Oferta do trigo segue escassa no Brasil

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de trigo não tem
novidades dentro do cenário nacional, tendo em vista que se mantém, e
inclusive se agrava a cada dia a escassez de oferta do produto, devido tanto a
uma retração dos agentes, quanto a redução gradual da oferta, devido a
comercialização de pequenos lotes pontuais no mercado.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, “as cotações
seguem seus movimentos de elevação nos principais estados produtores do
país, repercutindo estes fatores, além da dificuldade na importação, devido
a preços pouco atrativos, que corrobora para elevações das cotações
nacionais”.

A indústria nacional mantém a preocupação com o abastecimento até o
ingresso da nova safra, devido a esta escassez, bem como a possíveis atrasos na
nova safra, ocasionados pelo clima desfavorável no início do cultivo,
principalmente no estado do Paraná. “Vale ressaltar também que a greve dos
caminhoneiros no país poderá afetar a liquidez deste mercado, porém, devido
aos estoques dos moinhos, não tende a trazer grandes impactos as cotações”,
finaliza.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais baixos. Apesar da falta de chuvas, que pode comprometer a produção do
cereal em importantes países produtores, como Canadá, Rússia e Austrália, o
mercado realizou lucros. Nos últimos oito dias, os preços subiram quase 8%. A
fraca demanda pelos EUA persiste.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada
comercial 2017/18, que tem início em 1o de junho, ficaram em 112.300 toneladas
na semana encerrada em 17 de maio. O número ficou 78% acima da semana
anterior e 29% inferior a média em quatro semanas. Para a temporada 2018/19,
foram mais 340.000 toneladas. As informações são do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,30 1/4 por bushel,
baixa de 0,75 centavo ou -0,14%. Os contratos com entrega em setembro de
2018 eram negociados a US$ 5,47, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou -0,13%
em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,63%, cotado a R$
3,6470 para a compra e a R$ 3,6490 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6320 e a máxima de R$ 3,6570.

Agenda de sexta-feira

– Reino Unido: a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre de 2018 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Dados de evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura,
início do dia.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRANSPORTES: Temer reúne ministros para discutir greve dos caminhoneiros

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – Antes de viajar para Porto Real (RJ) e
Belo Horizonte (MG), o presidente Michel Temer coordena hoje (24), a partir das
8h45, no Palácio do Planalto, reunião para discutir o impasse em torno dos
preços dos combustíveis. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da
Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias.

Temer convocou para a reunião os ministros Eduardo Guardia (Fazenda),
Moreira Franco (Minas e Energia),Valter Casemiro (Transportes, Portos e
Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita
Federal, Jorge Rachid.

Com a decisão de ontem (23) da Petrobras, o governo espera conseguir
negociar com o movimento dos caminhoneiros, que hoje atinge o quarto dia de
greve, paralisando o abastecimento de vários setores no país. Os caminhoneiros
se queixam do preço final do diesel.

Trégua

Após a reunião do presidente Temer com os ministros, a previsão é de
que outra conversa ocorra ao longo do dia. Será a vez de os ministros se
reunirem com as lideranças dos caminhoneiros, a exemplo do que ocorreu ontem,
no Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir um acordo para encerrar a
paralisação e acabar com o bloqueia das rodovias e a ameaça de
desabastecimento em vários setores.

Porém, líderes dos caminhoneiros disseram ontem que o anúncio da
Petrobras, de redução de 10% do preço do diesel por 15 dias, não resolve e
que, assim, a paralisação continuará.

As informações são da agência Brasil.

Notícias sobre o plantio nos EUA

SOJA: USDA aponta plantio em 56% nos Estados Unidos, acima da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 20 de maio, a área plantada estava apontada em 56%.
Em igual período do ano passado, a semeadura era de 50%. A média é de 44%. Na semana passada, o número era de 35%.

TRIGO PRIMAVERA: USDA aponta plantio em 79% nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 20 de maio, o plantio estava apontado em 79%.
Em igual período do ano passado, o número estava em 88% e a média dos últimos cinco anos é de 80%. Na semana anterior,
a semeadura estava em 58%.

MILHO: USDA aponta plantio em 81% nos Estados Unidos, dentro da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 20 de maio, a área plantada estava estimada em 81%.
Em igual período do ano passado, o número era de 82%. A média para os últimos cinco anos é de 81%. Na semana anterior, o número era de 62%.

MERCADO: Agentes esperam nova safra de trigo e observam preços elevados

Porto Alegre, 8 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de trigo avalia o
ingresso das novas safras brasileira e argentina, bem como as condições
climáticas norte-americanas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, além destes fatores, o mercado avalia variáveis de curto prazo, como
as recentes elevações de preços no mercado brasileiro. Estas são resultado
de elevações de preços no mercado físico argentino acompanhado da elevação
expressiva da taxa cambial, que retira boa parte da competitividade do trigo
importado, ao mesmo tempo em que eleva a competitividade do escasso trigo
brasileiro ainda disponível a ser comercializado.

“Os agentes que possuem o produto no Brasil, aguardam por cotações cada
vez mais atrativas antes de voltarem a negociar, tendo em vista que a atual
disponibilidade interna não deverá ser suficiente para abastecer a indústria
nacional até o ingresso da nova safra. Dentro deste cenário, é provável que
os preços subam ainda mais, acompanhando sempre o espaço criado pelas
paridades de importação para que isso ocorra. Possíveis variações no
câmbio deverão refletir diretamente nos preços físicos”, disse Pinheiro.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de
melhora no clima para o desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno dos
Estados Unidos. A fraca demanda pelo trigo norte-americano colaborou para as
fortes perdas.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 327.662
toneladas na semana encerrada no dia 3 de maio, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 395.209
toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de
658.231 toneladas.

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,11 1/2 por bushel,
baixa de 14,75 centavos ou -2,8%. Os contratos com entrega em setembro de
2018 eram negociados a US$ 5,28 3/4, perda de 13,00 centavos de dólar, ou
-2,39% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,82%, cotado a R$
3,5510 para a compra e a R$ 3,5530 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5370 e a máxima de R$ 3,5580.

Agenda de terça-feira

Balanços:
Antes da abertura: Petrobras
Após o fechamento: Rumo Logística

– China: a balança comercial de abril será publicada durante a madrugada pela
alfândega.

– Alemanha: a produção industrial de março será publicada às 3h pelo
Ministério de Economia e Tecnologia.

– Alemanha: o resultado da balança comercial e do balanço de pagamentos de
março será publicado às 3h pelo Destatis.

– Resultado financeiro da Mosaic.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade
Interna (IGP-DI) referentes a abril.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

TRIGO: Safra argentina é estimada em 20 milhões de t em 2018/19 – USDA

Porto Alegre, 4 de maio de 2018 – De acordo com um adido do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a produção de
trigo da Argentina deve ser de 20 milhões de toneladas em 2018/19, abaixo dos
18,4 milhões de toneladas produzidos na temporada anterior. A área total
cultivada com o cereal deve aumentar para 6,2 milhões hectares, ante 5,7
milhões em 2017/18.

O consumo total deve somar 5,7 milhões de toneladas em 2018/19, ante 5,5
milhões em 2017/18. As exportações devem apresentar elevação, passando de
12,5 milhões de toneladas para 14,2 milhões de toneladas. Os estoques finais
devem ter avanço, passando de 655 mil toneladas para 765 mil toneladas.

MERCADO: Trigo encerra mês marcado por recuperação nos preços domésticos

Porto Alegre, 30 de abril de 2018 – O mercado brasileiro de trigo encerra
hoje um mês marcado por recuperação expressiva nos preços. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, elevações de preços no
mercado interno argentino, acompanhado de uma disparada cambial no Brasil,
fizeram com que o trigo brasileiro, que já era escasso, perdesse sua
alternativa de abastecimento que é baseada na importação do produto,
principalmente do mercado argentino. Anteriormente, o mercado não sofria forte
viés de alta devido ao elevado volume de importações que supriam a demanda
brasileira.

Conforme Pinheiro, para o próximo mês o mercado tende a manter o viés,
de alta. “Com uma disponibilidade de trigo cada vez menor, os preços devem
continuar em alta, acompanhando também o cenário internacional, que ainda
apresenta valores superiores aos praticados internamente. Este impacto tende a
ser mais forte com a possibilidade de uma redução de área no país”,
apontou ele.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
acentuadamente mais altos. O mercado buscou suporte em um movimento de
cobertura de posições vendidas, acompanhando também as preocupações com o
clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o que pode comprometer
o desenvolvimento das lavouras.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 376.256
toneladas na semana encerrada no dia 26 de abril, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 643.937
toneladas.

Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 589.782
toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções
somam 21.895.240 toneladas, contra 24.400.542 toneladas no acumulado do
ano-safra anterior.

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,10 1/2 por bushel,
alta de 12,00 centavos ou 2,4%. Os contratos com entrega em setembro de 2018
eram negociados a US$ 5,26 1/4, ganho de 10,75 centavos de dólar, ou 2,08%
em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 1,21%, cotado a R$
3,5030 para a compra e a R$ 3,5050 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4590 e a máxima de R$ 3,5080.

Agenda de terça-feira

– Feriado no Brasil – Dia do Trabalho.

TRIGO: USDA eleva projeção de estoques dos Estados Unidos em 2017/18

Porto Alegre, 8 de fevereiro 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira seu relatório de oferta e
demanda de fevereiro, trazendo novos números para a e 2017/18 de trigo nos
Estados Unidos.

A safra 2017/18 do cereal no país é estimada em 1,741 bilhão de bushels,
mesmo volume estimado em janeiro, contra os 2,309 bilhões de bushels
produzidos em 2016/17. Os estoques finais do país em 2017/18 foram projetados
em 1,009 bilhão de bushels, contra 989 milhões de bushels do mês passado e
abaixo dos 1,181 bilhão de bushels estimados para 2016/17. A projeção de
exportações para 2017/18 fica em 950 milhões de bushels. Em 2016/17, as
exportações foram estimadas em 1,055 bilhão de bushels.

A área plantada para 2017/18 é estimada em 46 milhões de acres. A área
colhida deve ficar em 37,6 milhões de acres.

Para 2017/18, o USDA estima a safra do hard winter em 750 milhões de
bushels e estoques finais de 494 milhões de bushels; o hard spring tem
produção estimada em 385 milhões de bushels e estoques finais de 176 milhões
de bushels; o soft red tem produção prevista de 292 milhões de bushels e
estoques finais em 238 milhões de bushels; o trigo white deve ter safra de 258
milhões de bushels e estoques finais em 76 milhões de bushels, enquanto a
variedade durum tem produção de 55 milhões de bushels, e estoques finais de
35 milhões de bushels.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Agentes observam finalização da colheita do trigo na Argentina

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
avalia a informação de que a colheita na Argentina, principal fornecedor de
trigo ao Brasil teve os trabalhos encerrados, após um avanço ao longo dos
últimos sete dias de 1,5 pontos percentuais. Desta forma, segundo a Bolsa de
Cereais de Buenos Aires, a superfície plantada atingiu 5,45 milhões de
hectares aproximadamente, contudo, somente 5,287 milhões de hectares foram
colhidos.

A produção argentina voltou a crescer nesta temporada, frente à
temporada passada, ficando 1,2% acima do volume colhido na safra anterior, de
17 milhões de toneladas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, os preços argentinos tenderiam a sofrer uma redução das cotações
devido a este volume representativo colhido. Contudo, com o câmbio interno
elevado para o peso, o preço do cereal argentino é altamente competitivo no
mercado internacional, favorecendo o escoamento da produção, além de
valorizar o produto. “Dentro deste cenário, o Brasil tem o viés altista
minimizado, já que pelas paridades de importação o cereal argentino voltou a
ser mais atrativo aos compradores”, finalizou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais altos. O mercado estendeu a recuperação iniciada na última sessão,
após ter atingido os menores níveis em quase um mês. Os agentes deflagraram
um movimento de cobertura de posições vendidas acompanhando a fraqueza do
dólar.

A queda da moeda norte-americana gerou a expectativa de maior demanda por
exportação dos Estados Unidos. O dólar caiu ao menor nível em três anos
contra uma cesta de moedas internacionais, nesta quinta-feira.

Hoje o Conselho Internacional de Grãos elevou sua projeção para a
produção global de trigo em 2017/18, porém o CIG estimou que os estoques
mundiais do grão em 2018/18 podem cair pela primeira vez em seis anos. Ontem
(17), o mercado buscou recuperação frente ao cenário baixista das últimas
sessões, em meio à fraca demanda para o cereal norte-americano e ao
sentimento de uma ampla oferta mundial, conforme apontou o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos no relatório de oferta e demanda de janeiro.

Os contratos com entrega em março eram cotados a US$ 4,25 1/4 por bushel,
alta de 3,75 centavos ou +0,88%. Os contratos com entrega em maio de 2018
eram negociados a US$ 4,38 1/4, elevação de 3,75 centavos ou +0,86%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,21%, cotado a R$
3,2080 para compra e a R$ 3,2100 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2030 e a máxima de R$ 3,2260.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Brasil deve produzir 4,263 milhões de t em 2017/18 – Conab

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018 – A produção brasileira de trigo em
2017/18 deverá totalizar 4,263 milhões de toneladas, com queda de 36,6% sobre
a safra passada, de 6,726 milhões de toneladas.

A estimativa faz parte do quarto levantamento para a produção brasileira
de grãos da safra 2017/18, divulgado hoje pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). Em dezembro, a previsão era de 4,299 milhões de
toneladas.

A área plantada na safra 2017/18 deve totalizar 1,916 milhão de hectares,
9,6% abaixo da temporada anterior, de 2,118 milhões de hectares. A
produtividade deverá ficar em 2.225 quilos por hectare na safra 2017/18, queda
de 29,9%, frente ao rendimento obtido na temporada anterior, de 3.175 quilos por
hectare.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: Safra 2017/18 do Brasil deve atingir 228 milhões de t – Conab

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018 – A produção de grãos da safra
2017/2018 pode chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um recuo de 4,1% em
relação à safra passada dos 237,7 milhões de t., mas a área total registra
um crescimento de mais de 1%, ultrapassando os 61 milhões de hectares. O
estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está no 4
Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta quinta-feira (11).

Com o plantio das principais culturas já encerrado, soja e milho seguem
atraindo a preferência do produtor, respondendo por quase 90% dos grãos
produzidos no país. Para a soja, com queda de 3,2%, estão previstas 110,4
milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. No caso do
milho total, a expectativa de redução de 5,6% muda de 97,8 milhões de
toneladas para 92,3 milhões/t atuais. A primeira safra, com números menores
nesta fase, pode ficar em 25,2 milhões de t, enquanto a segunda pode alcançar
67,2 milhões de toneladas, registro próximo da produção passada de 67,4
milhões/t.

De acordo com o estudo, o algodão apresentou melhor cenário, com aumento
de 11,4% na produção da pluma, totalizando 1,7 milhão de toneladas e
elevação de 11,9% de área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a
ampliação da área total plantada. O algodão marca números acima de 1
milhão de hectares, enquanto que a soja, com maior liquidez e possibilidade de
melhor rentabilidade frente a outras culturas, tende a uma elevação média de
3,2%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

a produtividade, levando em conta que algumas culturas ainda estão na fase
de plantio, os números têm como base a sobreposição dos rendimentos
apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico e
espectral realizado pela Companhia. A soja aponta para uma produtividade de
3.156 kg/hectare contra 3.364 da safra anterior. A pesquisa foi feita nos
principais centros produtores de grãos do país, do dia 17 a 23 de dezembro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Trigo mantém ritmo lento enquanto câmbio favorece produtores

Porto Alegre, 20 de dezembro de 2017 – O mercado doméstico de trigo
segue com comercialização lenta. Com as festas de final de ano, pouca coisa
deve mudar, pelo menos até o início de janeiro, disse o analista de SAFRAS &
Mercado, Jonathan Pinheiro.

O trigo nacional segue favorecido por um câmbio ainda próximo dos R$
3,30, mantendo uma possibilidade de recuperação destas cotações, ao menos
até atingir a diferença atual frente os preços externos, pelas paridades de
importação. A escassez do produto no âmbito doméstico potencializa este
viés altista.

Quanto o cenário internacional, o mercado permanece avaliando a elevada
oferta disponível do produto para o próximo ano, tendo como foco para o Brasil
a elevação da safra argentina, apesar dos problemas que afetaram as demais
lavouras dos vizinhos do MERCOSUL, mantendo uma elevação da oferta no bloco.
Estes fatores somados geram um cenário baixista para os países exportadores,
voltando a apresentar certa competitividade, apesar de uma elevação cambial.
Assim, possíveis reduções cambiais tendem a facilmente alterar o cenário
atual.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com
preços mais altos. A preocupação com as baixas temperaturas nas regiões
produtoras dos Estados Unidos, que poderiam prejudicar as lavouras de inverno,
colocou os preços nos melhores níveis em uma semana e meia.

Os contratos com entrega em março eram cotados a US$ 4,23 1/2 por bushel,
alta de 4,00 centavos ou 0,95% em relação ao fechamento anterior. Os contratos
com entrega em maio de 2018 eram negociados a US$ 4,36 1/2, com elevação
de 3,50 centavos ou 0,80%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,03%, cotado a R$
3,2960 para compra e a R$ 3,2980 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2840 e a máxima de R$ 3,3090.

Agenda de quinta-feira

– Japão: a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ) será
publicada durante a madrugada.

– O Banco Central divulga, às 8h, o Relatório Trimestral de Inflação.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao
Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a dezembro e o IPCA-15 Especial,
referente ao índice no quarto trimestre do ano.

– 4 levantamento para a safra brasileira de café em 2017 – Conab, 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre
de 2017 será publicada às 11h30 pelo Departamento do Comércio.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 11h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 16hs.

– Levantamento mensal do Ministério da Agricultura da Argentina – na parte da
tarde.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Dólar limita alternativas de abastecimento da indústria do trigo

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo
avalia os desdobramentos da valorização do dólar. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, dentro do cenário atual, a indústria
brasileira perde alternativas ao consumo do trigo nacional, já que pelas
paridades de importação o trigo importado apresenta custos mais elevados, e
apesar de sua qualidade superior, fica menos atrativo.

Com isso, existe a possibilidade de recuperação das cotações no âmbito
doméstico, devido à diferença de preços em relação ao produto importado,
mesmo para o cereal de qualidade inferior, tendo em vista sempre o referencial
de preço do trigo de melhor qualidade.

“Assim, caso este cenário se mantenha, o ano deverá encerrar com o
consumo de trigo doméstico acima do esperado e um percentual de importações
inferior”, disse.

Segundo o analista, essa tendência pode ser minimizada neste período de
encerramento do ano devido a uma liquidez reduzida, e a uma menor atividade da
indústria. Mesmo com o viés altista, o mercado interno depende da necessidade
de novas aquisições da indústria para apresentar uma reação mais acentuada
dos preços.

USDA

O relatório de oferta e demanda de dezembro do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) trouxe novos números para a safra 2017/18 de trigo
global. A safra mundial de trigo 2017/18 é estimada em 755,21 milhões de
toneladas, contra 751,98 milhões de toneladas estimadas em novembro. Para a
safra 2016/17, o número ficou em 753,61 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2017/18 foram estimados em 268,42 milhões de
toneladas, contra 267,53 milhões de toneladas em novembro. Para 2016/17, o
número ficou em 255,33 milhões e toneladas. O consumo global em 2017/18 está
estimado em 742,12 milhões de toneladas, contra 740,05 milhões de toneladas
estimadas em novembro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS