MERCADO TRIGO: Preços sobem em janeiro com menor oferta interna e externa

    Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de trigo encerra o mês de janeiro em alta, repercutindo os estímulos tanto externos e internos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, atualmente o mercado opera no Paraná com preços cerca de 25% mais elevados em relação ao mesmo período do mês anterior. Já em relação ao mesmo período da temporada passada, o percentual chega mais de 50%.

   No Rio Grande do Sul a variação mensal é de aproximadamente 16%, porém, em relação ao mesmo período do ano passado a elevação das cotações chega a mais de 70%. “Este cenário é sustentado por uma cotação cambial em alta no decorrer de janeiro, frente o visto no mês de dezembro, além de um cenário de baixa disponibilidade interna, com a safra nacional já apresentando percentuais expressivos de comercialização”, disse.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado deflagrou movimentos de cobertura de posições e de compras de barganha, se recuperando das perdas consistentes das últimas duas sessões. A boa alta do vizinho milho também influenciou positivamente.

    Na semana, a posição março acumulou alta de 4,49%. Em janeiro, o contrato subiu 3,11%.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em março de 2021 eram cotados a US$ 6,63 por bushel, ganho de 16,00 centavos de dólar, ou 2,47%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2021 eram negociados a US$ 6,62 1/2, alta de 15,00 centavos de dólar, ou 2,31%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,73%, sendo negociado a R$ 5,4760 para venda e a R$ 5,4740 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4240 e a máxima de R$ 5,5080. Na semana, o dólar teve ligeira queda de 0,02%, enquanto no mês, a divisa estrangeira avançou 5,53%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Preços acompanham movimento externo e sobem no Brasil

   Porto Alegre, 18 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de trigo opera com preços em alta, apesar da queda do dólar em relação ao real, o que reduz os custos de importação do grão. No mercado interno, o cenário é de baixa liquidez, com a oferta reduzida, a indústria bem abastecida e os produtores concentrados nas safras de verão.

   No mercado internacional, os preços dispararam, na semana passada, a máximas históricas após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Conselho Internacional de Grãos (CIG) indicarem uma menor oferta global. Além disso, as notícias da taxação das exportações da Rússia, um dos principais players no mercado internacional de trigo, atua como fator altista pois indica que o grão russo ficará mais caro e a demanda deve migrar para outros países exportadores. Há ainda a informação de que os estoques da China estão baixos e que o país asiático pode voltar às compras.

    Outro fator de sustentação dos preços em alta é a quebra de safra na Argentina. As cotações internas do país também estão elevadas, com o FOB porto, hoje, operando entre US$ 285,00 e US$ 290,00 por tonelada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, neste cenário, o trigo brasileiro ganha competitividade frente ao importado, tendo em vista maiores custos para aquisição do trigo no mercado externo, favorecendo a manutenção das recuperações já vistas na semana passada.

     Chicago

    Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram nesta segunda-feira, 18, devido ao feriado do Dia de Martin Luther King. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em leve alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3050 para venda e a R$ 5,3030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2370 e a máxima de R$ 5,3220.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Mercado tem pouca liquidez entre menor oferta e queda do dólar

   Porto Alegre, 15 de janeiro de 2021 – Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão. As vendas visavam justamente abrir espaço nos armazéns para as culturas que devem começar a ser colhidas nas próximas semanas. Os preços registram alta nesta semana, mesmo com a retração do dólar, devido à menor oferta.

   As recentes quedas do dólar em relação ao real indicam uma redução dos custos de importação do trigo. O momento ainda é de baixa liquidez no mercado brasileiro, mas a indústria já retomou as atividades e deve voltar às compras em algumas semanas. A busca, no entanto, será pelo produto importado, uma vez que a safra brasileira já foi praticamente toda comercializada. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, após a greve de 20 dias no país vizinho, a tendência é que as compras em janeiro sejam significativamente maiores do que em dezembro e do que no mesmo mês do ano passado.

Argentina

   Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país somava 99% até o dia 14 de janeiro, da área total prevista de 6,650 milhões de hectares. De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 97%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 97% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

    A Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse que a colheita já está finalizada. O rendimento de 2,82 toneladas por hectare é o segundo menor nos últimos dez anos. A produção é estimada em 17 milhões de toneladas, tanto pela Bolsa de Buenos Aires quanto pela Bolsa de Rosário.

USDA

   A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 772,64 milhões de toneladas, contra 773,66 milhões de toneladas em dezembro. Para 2019/20, o número ficou em 763,91 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 313,19 milhões de toneladas, abaixo das 316,5 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 315,3 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,09 milhões de toneladas.

   A produção do cereal nos Estados Unidos em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de dezembro. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 836 milhões de bushels, contra 862 milhões em dezembro e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 856 milhões de bushels.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Preços recuam no Brasil, acompanhando queda do dólar

   Porto Alegre, 11 de dezembro de 2020 – O mercado brasileiro de trigo registra gradual retração nos preços ao longo dos últimos dias, refletindo fatores como uma redução na demanda doméstico, acompanhada de uma forte queda do dólar, fator decisivo para a perda de competitividade do trigo nacional ante o importado.

   Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, com menor custos de aquisição do trigo importado, o preço do trigo doméstico deve seguir em baixa, se ajustando à nova situação de preços pelas paridades de importação. Além disso, a oferta interna se mantém em alta, já que boa parcela do trigo colhido recentemente ainda não foi negociada, e a colheita na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil, ainda está em progresso.

   Os trabalhos de colheita no país vizinho evoluíram expressivos 13,6 pontos percentuais na semana, para 53,5%, ficando 7,8% atrasados em relação ao mesmo período do ano passado.

    “Oscilações cambiais eventualmente ainda poderão mudar a conjuntura do mercado, porém, com o câmbio se sustentando mais próximo dos R$ 5,00, os reajustes para baixo poderão seguir ocorrendo neste mercado”, assinalou Pinheiro.

     USDA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira seu relatório de oferta e demanda de dezembro, com projeções para a safra 2020/21 de trigo nos Estados Unidos.

    A produção do cereal no país em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de novembro. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels.

   Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 862 milhões de bushels, contra 877 milhões em novembro e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 874 milhões de bushels.

   A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 773,66 milhões de toneladas, contra 772,38 milhões de toneladas em novembro. Para 2019/20, o número ficou em 764,5 milhões de toneladas.

    Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 316,5 milhões de toneladas, abaixo das 320,45 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 321,5 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,62 milhões de toneladas, acima das 300,2 milhões esperadas pelo mercado.

   O consumo global em 2020/21 está estimado em 757,78 milhões de toneladas, contra 752,68 milhões de toneladas em novembro e 747,98 milhões de toneladas em 2019/20.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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TRIGO: Pontas seguem distantes e negócios são raros no Brasil

    Porto Alegre, 20 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de trigo segue travado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, com poucos negócios ocorrendo atualmente, são poucas as referências de preços e a indicação atual é de R$ 1.400,00 a tonelada para janeiro, por parte dos compradores e R$ 1.500,00 a tonelada pelo lado ofertante.

   “O mercado se apresenta atualmente mais ofertado do que na semana anterior, porém, muitas pedidas estão acima destes R$ 1.500,00 tendo em vista que muitos produtores estão bem capitalizados e sem a necessidade de vendas no curto prazo. Nesta semana, a colheita poderá ser totalmente encerrada no país e o mercado deverá avaliar com maior atenção a volatilidade cambial. A elevação do câmbio e nas bolsas internacionais elevam os custos de aquisição do produto importado, elevando a competitividade do produto interno brasileiro”, explicou.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. Os ganhos refletiram a boa demanda internacional pelo grão e o desempenho dos produtos vizinhos – soja e milho. A consistência do mercado financeiro também é fator positivo.

   As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 358.077 toneladas na semana encerrada no dia 19 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 334.400 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 435.094 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 12.395.660 toneladas, contra 12.354.248 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,98 3/4 por bushel, ganho de 5,50 centavos de dólar, ou 0,92%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 6,04 1/2, alta de 5,00 centavos de dólar, ou 0,83%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,89%, sendo negociado a R$ 5,4360 para venda e a R$ 5,4340 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3410 e a máxima de R$ 5,4510.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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TRIGO: Safra 2020 é estimada em 3,127 milhões de t no Paraná – Deral

    Porto Alegre, 29 de outubro de 2020 – O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal, que a safra 2020 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,127 milhões de toneladas, 46% acima das 2,141 milhões de toneladas colhidas na temporada 2019.

   A área cultivada deve ficar em 1,117 milhão de hectares, contra 1,028 milhão de hectares em 2019, alta de 9%. A produtividade média é estimada em 2.798 quilos por hectare, acima dos 2.205 quilos por hectare registrados na temporada 2019.

MERCADO TRIGO: Relatórios atualizam safra no Brasil e situação na Argentina

Porto Alegre, 8 de outubro de 2020 – O mercado brasileiro de trigo recebeu, nesta quinta-feira, relatórios de projeção da safra nacional e acompanhamento das lavouras do Rio Grande do Sul e da Argentina. A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) projetaram números parecidos, em torno de 6,8 milhões de toneladas, para a produção do Brasil neste ano.

    Segundo a Emater/RS, a colheita gaúcha avançou apenas 1 ponto percentual na semana, chegando a 2% e ficando atrasada na comparação com a média dos últimos cinco anos. O clima na última semana foi variado no estado. Nas regiões desfavorecidas, não houve condições prejudiciais à safra. Já no país vizinho, conforme a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, cresceu a área em déficit hídrico e em situação ruim. Boa parte das lavouras entra em fases críticas do desenvolvimento.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. Após atingir, no início do dia, o maior nível desde 29 de dezembro de 2014 (US$ 6,16 3/4 por bushel), o mercado passou a realizar lucros e cair. Em quatro sessões consecutivas de alta, até ontem, o mercado acumulou valorização de 6,48%.

    A projeção de clima desfavorável em importantes países exportadores e sinais de demanda pelo grão dos Estados Unidos vinham impulsionando as cotações. Por outro lado, a oferta global ainda é considerada alta, o que aparece como fator baixista.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,95 1/4 por bushel, recuo de 12,25 centavos de dólar, ou 2,01%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 5,98 3/4, baixa de 11,25 centavos de dólar, ou 1,84%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,60%, sendo negociado a R$ 5,5890 para venda e a R$ 5,5870 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5780 e a máxima de R$ 5,6470. 

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Preços do trigo reagem à entrada da oferta no Brasil

Porto Alegre, 3 de setembro de 2020 – O mercado brasileiro de trigo segue atento ao clima sobre as lavouras, tanto para o desenvolvimento quanto para a colheita. Os preços apresentam alguma retração com a entrada da oferta. A queda é modesta devido às perdas recentemente provocadas por geadas. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que “com novas perdas os preços podem vir a ficar mais resistentes, e as indicações atuais sugerem que o mercado resista a cotações abaixo dos R$ 950,00 por tonelada”.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por sinais de que os altos preços do grão podem reduzir a demanda. O Egito importou apenas 55 mil toneladas da Rússia em operação encerrada hoje. Na operação anterior, foram 415 mil toneladas. A força do dólar também pesou negativamente.

    As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2020/21, que tem início em 1o de junho, ficaram em 585.400 toneladas na semana encerrada em 27 de agosto. Representa uma queda de 23% frente à semana anterior e um avanço de 4% sobre a média das últimas quatro semanas.

Destaque para a venda de 250.800 toneladas para a China.

    Os analistas esperavam exportações entre 350 mil a 600 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,53 1/4 por bushel, recuo de 5,00 centavos de dólar, ou 0,89%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 5,61 3/4, recuo de 5,00 centavos de dólar, ou 0,88%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou em queda de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,2910 para venda e a R$ 5,2890 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2740 e a máxima de R$ 5,3760.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Preços do trigo devem cair com início da colheita no Paraná

    Porto Alegre, 31 de agosto de 2020 – Com o início da colheita do trigo no Paraná, o mercado brasileiro espera uma retração dos preços de referência. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, porém, as recentes reduções do potencial produtivo podem limitar essa desvalorização.

   “Outro ponto de atenção é a umidade mais elevada que, além de dificultar o avanço da ceifa, pode acarretar na redução de qualidade do cereal colhido. Nova ocorrência de chuvas está prevista para a próxima semana, porém, ainda com intensidade reduzida, não devendo causar maiores estragos. Chuvas devem atingir o Rio Grande do Sul ao longo desta semana, porém, sendo benéficas para as lavouras em desenvolvimento”, comentou o analista.

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 3% da área cultivada. As lavouras seguem piorando de qualidade, por conta dos efeitos recentes das geadas. Nesse momento, 71% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 21% em situação média e 8% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (12%), floração (13%), frutificação (39%) e maturação (36%).

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. Compras por parte de fundos impulsionaram o grão, reagindo à fraqueza do dólar e ao clima seco nas Planícies dos Estados Unidos. A colheita mais lenta nos Estados Unidos colaborou para a valorização.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo primavera. Até 30 de agosto, a colheita estava apontada em 69%. O mercado esperava 64%. Na semana passada, os trabalhos atingiam 49%. Em igual período do ano passado, o número estava em 50% e a média dos últimos cinco anos é de 77%.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,64 por bushel, ganho de 11,75 centavos de dólar, ou 2,12%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 5,71 3/4, alta de 11,25 centavos de dólar, ou 2,00%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,66%, sendo negociado a R$ 5,3870 para venda e a R$ 5,3850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4550.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Otimistas, produtores de trigo acompanham meteorologia no Brasil

   Porto Alegre, 13 de julho de 2020 – Os produtores brasileiro de trigo seguem otimistas com relação à produtividade. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, há algum temor com geadas no oeste do Paraná e com chuvas no Rio Grande do Sul, mas a meteorologia não aponta para riscos nos próximos dias.

    “A comercialização doméstica se mantém significativamente lenta, com indústria bem abastecida e sem necessidade de novas aquisições no curto prazo. As oferta são escassas e, devido à menor demanda, o mercado repercute com menor intensidade a volatilidade cambial” disse.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O cereal realizou parte dos lucros acumulados na última semana, quando atingiu o melhor patamar desde abril. A forte queda do milho também auxiliou na correção.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 624.211 toneladas na semana encerrada no dia 9 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 450 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 374.296 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 348.918 toneladas.

   Na sexta-feira, o mercado subiu repercutindo o corte da oferta norte-americana e global de trigo pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e fechou a quinta alta consecutiva. Na semana passada, a posição setembro acumulou alta de 8,54%, a maior valorização semanal em quatro meses. Numa base contínua, os preços estavam nos maiores níveis desde 24 de abril.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2020 eram cotados a US$ 5,24 3/4 por bushel, recuo de 9,25 centavos de dólar, ou 1,73%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram negociados a US$ 5,31 1/4, baixa de 7,75 centavos de dólar, ou 1,43%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,3900 para venda e a R$ 5,3880 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3130 e a máxima de R$ 5,3930.

     Agenda de terça-feira

– China: A balança comercial de junho será publicada na noite anterior pela alfândega.

– Japão: A leitura final da produção industrial de maio será publicada às 1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: A versão revisada do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 3h pelo Destatis.

– Reino Unido: O índice de produção industrial de maio será publicado às 3h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A balança comercial de maio será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A produção industrial de maio será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 9h o índice de atividade econômica (IBC-Br) referentes a maio.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de junho será publicado às 9h30 – Departamento do Trabalho.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços do trigo seguem firmes no Brasil

Porto Alegre, 29 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de trigo tem referenciais de preços firmes. As cotações seguem com pouca volatilidade devido a uma menor liquidez no âmbito doméstico. A indústria nacional vem sendo abastecida em grande parcela pelo trigo importado, já que o cereal está escasso no mercado interno.

    Nos últimos pregões o dólar vem subindo novamente, minimizando as retrações vistas nas últimas semanas, e voltando a abrir espaços entre o produto importado e o preço praticado no mercado nacional. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, apesar disso, a resposta das cotações aos estímulos do mercado é limitada justamente pela baixa liquidez.

   “É importante ressaltar também que atrasos no início plantio geram preocupações quanto à exposição das lavouras ao clima adverso, sustentando preços mais elevados no longo prazo, mesmo com ingresso de safra. Este cenário tende a ser ajustado, conforme as expectativas forem confirmadas ou não”, disse.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em baixa predominante. O mercado embolsou parte dos bons ganhos acumulados nas últimas sessões. Notícias de um forte começo da colheita no Texas e em parte do estado norte-americano de Oklahoma também atuaram negativamente. As atenções seguem voltadas para a tensão entre os Estados Unidos e a China. Como fator positivo, a preocupação com a seca na Rússia e em partes da Europa.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 499.353 toneladas na semana encerrada no dia 28 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 475 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 464.857 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 593.137 toneladas.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$ 5,15 1/4 por bushel, recuo de 5,50 centavos de dólar, ou 1,05%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,18 1/4, baixa de 5,25 centavos de dólar, ou 1,00%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,3870 para venda e a R$ 5,3850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3130 e a máxima de R$ 5,4210.

     Agenda de terça-feira

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Queda do dólar ameniza força do trigo brasileiro ante o importado

    Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – A forte queda do dólar nesta segunda-feira ameniza a competitividade do trigo nacional frente ao importado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercadi, Jonathan Pinheiro, apesar disso, a taxa segue significativamente elevada, operando acima dos R$ 5,70 com espaços para recuperações de preços no curto prazo, no âmbito doméstico.

   “Com o passar das semanas o mercado avalia também o crescimento gradual da necessidade de novas aquisições pelo lado da indústria, porém, com oferta restrita tanto no Brasil como no Mercosul, potencializando o viés de alta. Até o momento não houve maiores reportes climáticos relatando problemas nas lavouras, não reforçando a tendência de alta no médio a longo prazo, tendo em vista que dentro de um cenário de boa produtividade as cotações tendem a recuar após a colheita”, disse.

   O abastecimento interno segue sendo variável-chave, em paralelo ao câmbio, para a indicação do viés de preços para o trigo nacional. “Por outro lado, apesar da oferta restrita, também é importante ressaltar uma menor demanda no decorrer dos últimos meses, minimizando mesmo que parcialmente a tendência altista”, analisou.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em baixa. O mercado caiu às mínimas em mais de dois meses pressionado pela ampla oferta global, associada à menor demanda pelo trigo causada pela pandemia de coronavírus. O contrato julho caiu pela sexta vez nas últimas sete sessões, acumulando retração de 5% nesse período, segundo a Agência Reuters.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 440.822 toneladas na semana encerrada no dia 14 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 450 mil toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 343.221 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 838.956 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 23.880.410 toneladas, contra 23.669.088 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$ 4,97 por bushel, baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,64%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,00, recuo de 3,00 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,98%, sendo negociado a R$ 5,7250 para venda e a R$ 5,7230 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7000 e a máxima de R$ 5,8040.

     Agenda de terça-feira

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até março será publicada às3h pelo departamento de estatísticas.

– Segundo levantamento para a safra brasileira de café em 2020 – Conab, 9hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Cenário altista ao trigo deve seguir até colheita no Brasil

    Porto Alegre, 6 de maio de 2020 – O cenário fundamental segue sustentando os preços do trigo em alta no Brasil. A oferta interna ainda é restrita e o dólar elevado encarece os custos de importação. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que a tendência deve continuar até a entrada da nova safra, que recém começa a ser plantada.

    “É importante ressaltar que, no decorrer das próximas semanas, com o cenário de necessidade de reposição, ao menos parcial, dos estoques da indústria, o crescimento na demanda deve gerar novas elevações de preços, considerando ofertantes com pedidas firmes e disponibilidade restrita do produto”, comentou.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em alta. O cereal reverteu as perdas registradas mais cedo, quando era pressionado pela força do dólar, pela previsão de chuvas em partes da Europa e pelas boas condições das lavouras dos Estados Unidos. A forte alta do petróleo e a boa demanda pelo grão norte-americano atuaram como fator de suporte no final da sessão.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o USDA, até 3 de maio, 55% estavam entre boas e excelentes condições, 31% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 54%, 31% e 15%, respectivamente. Conforme a Reuters, analistas esperavam as 53% entre boas e excelentes condições.

    No fechamento, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$5,20 3/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, ou 0,24%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,23 3/4, ganho de 1,75 centavo de dólar, ou 0,33%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 2,03%, sendo negociado a R$ 5,7040 para venda e a R$ 5,7020 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5960 e a máxima de R$ 5,7070.

     Agenda de quinta-feira

– China: A balança comercial de abril será publicada na noite anterior pela alfândega.

– Alemanha: A produção industrial de março será publicada às 3h pelo Ministério de Economia e Tecnologia.

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Reino Unido: O Relatório de Inflação, documento trimestral com projeções para a economia, será publicado às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, no início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Baixa liquidez reduz volatilidade do trigo no Brasil

    Porto Alegre, 7 de fevereiro de 2020 – As cotações do trigo vão encerrando a semana estáveis nas principais praças de comercialização do Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro. O mercado segue com baixo volume de reportes de negócios e com moinhos bem abastecidos.

   O cenário deve permanecer assim pelos próximos 45 a 60 dias. “Após esse período, o quadro de baixa disponibilidade de trigo no mercado doméstico, bem como elevados percentuais de comercialização do trigo argentino tendem a abrir espaços para maiores recuperações, tanto para o trigo nacional quanto para o importado. Esta conjuntura poderá levar a indústria a buscar alternativas para o seu abastecimento”, observou.

    Mesmo assim, conforme Pinheiro, as cotações tendem a seguir em alta, tendo o produto valorizado pela oferta escassa. “Negócios estão sendo realizados atualmente para entrega futura, podendo minimizar estes fatores por mais alguns meses, entretanto, no longo prazo, deve seguir uma expectativa de recuperações das cotações, conforme os estoques disponíveis forem gradualmente consumidos.

Projeções para USDA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga na próxima terça-feira (11), às 14h, seu relatório mensal de oferta e demanda para o trigo na safra 2019/20, relativos à produção e estoques dos Estados Unidos e do mundo.

   Segundo analistas consultados por agências internacionais, os estoques finais dos Estados Unidos em 2019/20 devem ser indicados em 953 milhões de bushels – contra 965 milhões em janeiro. As estimativas variaram de 900 a 999 milhões de bushels. Em 2018/19, o número foi estimado em 1,08 bilhão de bushels.

   Os estoques globais ao final de 2019/20 são estimados em 287,2 milhões de toneladas, abaixo das 288,1 milhões de toneladas estimadas em janeiro. O volume mínimo estimado foi de 280 e o máximo, 288,8 milhões de toneladas.  Na temporada passada, o número ficou em 278,1 milhões de toneladas

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Clima no Paraná compromete produtividade das lavouras de trigo

   Porto Alegre, 2 de outubro de 2019 – As recentes secas no Paraná causaram estragos nas lavouras de trigo, reduzindo a produtividade observada na colheita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a meteorologia indica chuvas que, além de poder reduzir a intensidade dos trabalhos, pode causar maiores danos às lavouras restantes, levando a uma nova queda de produtividade geral.

    “Por ser o principal produtor nacional, os impactos no quadro de oferta nacional tendem a ser sentidos nos referenciais de preços no mercado doméstico. Ou seja, mesmo com este período de ingresso de safra, e com o início da colheita no Rio Grande do Sul, os preços paranaenses já não deverão recuar de maneira mais acentuada. Por outro lado, a necessidade de venda do lado produtor, acompanhado de uma maior oferta em curto espaço de tempo ainda pode trazer alguns impactos negativos às cotações, entre o período de maior intensidade de ingresso desta oferta no mercado nacional. Contudo, é importante ressaltar que a desvalorização cambial no Brasil também favorece a sustentação os preços para o cereal nacional, já que valoriza o mesmo frente o mercado internacional”, analisou.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros após quatro altas consecutivas. Na segunda-feira, durante a sessão, os preços tocaram os maiores níveis em sete semanas. Sinais de fraca demanda pelo grão norte-americano no mercado exportador pesaram negativamente.

   O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da França via licitação. A operação realizada nesta quarta-feira pela estatal egípcia responsável, a GASC, negociou o grão a US$ 199,10 por tonelada sem frete (FOB) e US$ 219,35 por tonelada com frete (CIF). Os embarques estão previstos para entre 5 e 15 de novembro. Os produtos europeu e da região do Mar Negro devem seguir dominando esse tipo de operação.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,89 por bushel, baixa de 9,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,96 1/4, recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,87%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,67%, sendo negociado a R$ 4,1350 para venda e a R$ 4,1330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1310 e a máxima de R$ 4,1830.

    Agenda de quinta-feira

– Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado.   

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.  

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.  

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Trigo avalia câmbio no Brasil e na Argentina e safra doméstica

   Porto Alegre, 24 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo avalia tanto a volatilidade cambial, no Brasil e na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil, como a entrada da safra doméstica, antecipada em relação à temporada anterior e à média dos últimos anos para o período no estado do Paraná, que pode levar a uma maior pressão de oferta sobre os preços de forma adiantada.

   Além disso, o ingresso de safra no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional deverá iniciar nas próximas semanas, mesmo que de maneira menos representativa.

  “Dentro desta conjuntura ainda é necessário avaliar o potencial produtivo do país, já que as condições das lavouras vêm piorando de maneira geral no estado paranaense ao longo das últimas semanas”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

  Com isso, há possibilidade de uma redução final da produtividade no maior estado produtor do país, que traria impacto significativo ao quadro de oferta nacional. Além de este fator favorecer uma elevação de preços no âmbito doméstico, por si só, ou ao menos minimizar o viés baixista do ingresso de safra, isto acarretaria numa maior necessidade de importações, potencializando o impacto cambial no mercado interno. Isso ocorre devido à elevação, ou redução dos custos de importação, deixando os agentes compradores mais atentos as oscilações de preços pelas paridades de importação, buscando momentos mais atrativos para negociar.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. Um movimento de vendas técnicas determinou a quarta sessão consecutiva de preços no território negativo. A ampla oferta mundial do cereal completou o cenário negativo.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo primavera. Até 22 de setembro, a colheita estava apontada em 87%. Analistas esperavam 83%. Em igual período do ano passado, o número estava em 99% e a média dos últimos cinco anos é de 97%. Na semana anterior, o USDA indicava colheita em 76%.

    O USDA divulgou também a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 22 de setembro, a semeadura estava apontada em 22%. Em igual período do ano passado, o número estava em 26% e a média dos últimos cinco anos é de 24%. Na semana passada, o plantio era de 8%.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,81  por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,88 1/2, recuo de 1,50 centavo de dólar, ou 0,30%.

    Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,1700 para venda e a R$ 4,1680 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1530 e a máxima de R$ 4,1850.

    Agenda de quarta-feira

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a agosto.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Pressão de oferta de trigo deve começar a aumentar

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo ingressa nesta última semana de setembro com os agentes avaliando uma entrada mais expressiva de oferta no estado do Paraná, bem como a iminente chegada da safra do Rio Grande do Sul, gerando uma maior pressão de oferta e assim, levando a recuo das cotações domésticas.

   No mês, as cotações de referência para o trigo de safra nova recuaram mais de 6% nas principais praças de comercialização do país. No estado do Paraná, na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração é semelhante, enquanto no Rio Grande do Sul, as cotações estão mais de 10% inferiores atualmente.

   “Por outro lado, a desvalorização cambial no Brasil minimiza o viés baixista, já que eleva os custos de importação do trigo proveniente do mercado internacional, e consequentemente, a competitividade do cereal nacional,abrindo espaços para recuperações”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

   Nesta segunda-feira o câmbio chegou a superar os R$ 4,18 favorecendo significativamente o produto nacional ante o importado, apesar da também desvalorização cambial na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil. “Com isso, além do espaço para recuperação de preços no âmbito doméstico, a procura da indústria nacional por este cereal nacional deverá ser mais acirrada, potencializando o viés de alta mesmo neste período de ingresso de safra. Vale destacar, entretanto, que a volatilidade cambial poderá ainda mudar esta conjuntura, caso volte a recuar, mesmo que por um curto espaço de tempo, favorecendo negociações futuras, reduzindo o impacto cambial nas importações”, apontou Pinheiro.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços levemente mais baixos. Compras associadas a fatores técnicos, a forças dos vizinhos soja e milho e o atraso na colheita de trigo por clima úmido e problemas de qualidade nos Estados Unidos e no Canadá não foram suficientes para sustentar as cotações. As informações partem de agências internacionais.

   As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 476.173 toneladas na semana encerrada no dia 19 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 517.550 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 429.193 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 8.005.684 toneladas, contra 6.545.647 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,83 por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,90, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,20%.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,45%, sendo negociado a R$ 4,1720 para venda e a R$ 4,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1460 e a máxima de R$ 4,1860.

    Agenda de terça-feira

– O BC divulga às 8h a ata da reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom). 

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a setembro.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

GRÃOS: China aprova importação de trigo e soja da Rússia

  Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – A China aprovou a importação de trigo da região russa de Kurgan, informou a alfândega chinesa nesta sexta-feira, aproximando a Rússia da meta de aumentar drasticamente as exportações de grãos.

  Segundo a agência Reuters, a China aprovou também aprovou as importações de soja de todas as partes da Rússia, disse a Administração Geral das Alfândegas, tendo suspendido todas as importações de soja dos EUA à medida que a disputa comercial entre Pequim e Washington se aprofundava.

    A China foi o maior comprador de soja dos EUA até Pequim ter imposto uma tarifa de 25% sobre os embarques no ano passado em resposta às tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses.

   A Rússia, já a maior exportadora de trigo do mundo, planeja investir bilhões de dólares em infraestrutura e logística de grãos com o objetivo de elevar suas exportações da commodity para pelo menos 55,9 milhões de toneladas até 2035.

   O número, delineado em uma estratégia de 2035 publicada pelo Ministério da Agricultura da Rússia no início deste mês, pode chegar a 63,6 milhões de toneladas, mostraram as previsões do “cenário otimista”.

   Este ano, a Rússia deverá exportar 41,9 milhões de toneladas de grãos, incluindo 31,4 milhões de toneladas de trigo, segundo a SovEcon, uma das principais consultorias agrícolas da Rússia.

  O suprimento de grãos russo pode ter um papel importante no plano do presidente Vladimir Putin, anunciado há um ano, de aumentar as exportações de produtos agrícolas para US$ 45 bilhões até 2024. O ministério da agricultura está encarregado dessa iniciativa.

    A China já está importando trigo de outras seis regiões russas.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Plantio menor que esperado no Canadá impulsiona Chicago

    Porto Alegre, 26 de junho de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado refletiu a estimativa oficial de plantio no Canadá, que ficou abaixo do esperado pelo mercado.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga nesta sexta-feira, às 13hs, seu relatório de área plantada nas lavouras norte-americanas de trigo. Segundo a média das estimativas de analistas consultados por agências internacionais, a área total com trigo nos EUA em 2019 deve ser indicada em 45,674 milhões de acres, contra 47,8 milhões em 2017. Em março, o USDA indicou 45,754 milhões de acres. A mínima estimada foi de 45 milhões de acres, enquanto a máxima chegou a 46,1 milhões de acres.

   A área estimada com trigo de inverno é de 31,48 milhões de acres, abaixo dos 31,504 milhões de acres de março e contra 32,535 no ano anterior. A superfície para o trigo de primavera é projetada em 12,613 milhões acres, abaixo dos 12,83 milhões de acres de março acima dos 13,2 milhões de acres em 2018.

   Os contratos com entrega em setembro eram cotados a US$ 5,46 1/2 por bushel, com alta de 6,50 centavos de dólar, ou 1,2%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro eram negociados a US$ 5,56 1/4, ganho de 5,75 centavos de dólar, ou 1,04%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Plantio da safra 2018/19 de trigo atinge 46% da área no Paraná – Deral

  Porto Alegre, 14 de maio de 2019 – O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado atinge 46% da área prevista de 1,023 milhão de hectares, deve cair 6% frente aos 1,101 milhão de hectares cultivados em 2018.

     Segundo o Deral, 97% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% condições médias, na fase de germinação (43%) e crescimento vegetativo (57%).

     A safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,294 milhões de toneladas, 17% acima das 2,814 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 3.220 quilos por hectare, 25% acima dos 2.573 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS