Clima no Paraná compromete produtividade das lavouras de trigo

   Porto Alegre, 2 de outubro de 2019 – As recentes secas no Paraná causaram estragos nas lavouras de trigo, reduzindo a produtividade observada na colheita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a meteorologia indica chuvas que, além de poder reduzir a intensidade dos trabalhos, pode causar maiores danos às lavouras restantes, levando a uma nova queda de produtividade geral.

    “Por ser o principal produtor nacional, os impactos no quadro de oferta nacional tendem a ser sentidos nos referenciais de preços no mercado doméstico. Ou seja, mesmo com este período de ingresso de safra, e com o início da colheita no Rio Grande do Sul, os preços paranaenses já não deverão recuar de maneira mais acentuada. Por outro lado, a necessidade de venda do lado produtor, acompanhado de uma maior oferta em curto espaço de tempo ainda pode trazer alguns impactos negativos às cotações, entre o período de maior intensidade de ingresso desta oferta no mercado nacional. Contudo, é importante ressaltar que a desvalorização cambial no Brasil também favorece a sustentação os preços para o cereal nacional, já que valoriza o mesmo frente o mercado internacional”, analisou.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros após quatro altas consecutivas. Na segunda-feira, durante a sessão, os preços tocaram os maiores níveis em sete semanas. Sinais de fraca demanda pelo grão norte-americano no mercado exportador pesaram negativamente.

   O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da França via licitação. A operação realizada nesta quarta-feira pela estatal egípcia responsável, a GASC, negociou o grão a US$ 199,10 por tonelada sem frete (FOB) e US$ 219,35 por tonelada com frete (CIF). Os embarques estão previstos para entre 5 e 15 de novembro. Os produtos europeu e da região do Mar Negro devem seguir dominando esse tipo de operação.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,89 por bushel, baixa de 9,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,96 1/4, recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,87%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,67%, sendo negociado a R$ 4,1350 para venda e a R$ 4,1330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1310 e a máxima de R$ 4,1830.

    Agenda de quinta-feira

– Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado.   

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.  

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.  

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Trigo avalia câmbio no Brasil e na Argentina e safra doméstica

   Porto Alegre, 24 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo avalia tanto a volatilidade cambial, no Brasil e na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil, como a entrada da safra doméstica, antecipada em relação à temporada anterior e à média dos últimos anos para o período no estado do Paraná, que pode levar a uma maior pressão de oferta sobre os preços de forma adiantada.

   Além disso, o ingresso de safra no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional deverá iniciar nas próximas semanas, mesmo que de maneira menos representativa.

  “Dentro desta conjuntura ainda é necessário avaliar o potencial produtivo do país, já que as condições das lavouras vêm piorando de maneira geral no estado paranaense ao longo das últimas semanas”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

  Com isso, há possibilidade de uma redução final da produtividade no maior estado produtor do país, que traria impacto significativo ao quadro de oferta nacional. Além de este fator favorecer uma elevação de preços no âmbito doméstico, por si só, ou ao menos minimizar o viés baixista do ingresso de safra, isto acarretaria numa maior necessidade de importações, potencializando o impacto cambial no mercado interno. Isso ocorre devido à elevação, ou redução dos custos de importação, deixando os agentes compradores mais atentos as oscilações de preços pelas paridades de importação, buscando momentos mais atrativos para negociar.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. Um movimento de vendas técnicas determinou a quarta sessão consecutiva de preços no território negativo. A ampla oferta mundial do cereal completou o cenário negativo.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo primavera. Até 22 de setembro, a colheita estava apontada em 87%. Analistas esperavam 83%. Em igual período do ano passado, o número estava em 99% e a média dos últimos cinco anos é de 97%. Na semana anterior, o USDA indicava colheita em 76%.

    O USDA divulgou também a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 22 de setembro, a semeadura estava apontada em 22%. Em igual período do ano passado, o número estava em 26% e a média dos últimos cinco anos é de 24%. Na semana passada, o plantio era de 8%.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,81  por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,88 1/2, recuo de 1,50 centavo de dólar, ou 0,30%.

    Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,1700 para venda e a R$ 4,1680 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1530 e a máxima de R$ 4,1850.

    Agenda de quarta-feira

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a agosto.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Pressão de oferta de trigo deve começar a aumentar

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo ingressa nesta última semana de setembro com os agentes avaliando uma entrada mais expressiva de oferta no estado do Paraná, bem como a iminente chegada da safra do Rio Grande do Sul, gerando uma maior pressão de oferta e assim, levando a recuo das cotações domésticas.

   No mês, as cotações de referência para o trigo de safra nova recuaram mais de 6% nas principais praças de comercialização do país. No estado do Paraná, na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração é semelhante, enquanto no Rio Grande do Sul, as cotações estão mais de 10% inferiores atualmente.

   “Por outro lado, a desvalorização cambial no Brasil minimiza o viés baixista, já que eleva os custos de importação do trigo proveniente do mercado internacional, e consequentemente, a competitividade do cereal nacional,abrindo espaços para recuperações”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

   Nesta segunda-feira o câmbio chegou a superar os R$ 4,18 favorecendo significativamente o produto nacional ante o importado, apesar da também desvalorização cambial na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil. “Com isso, além do espaço para recuperação de preços no âmbito doméstico, a procura da indústria nacional por este cereal nacional deverá ser mais acirrada, potencializando o viés de alta mesmo neste período de ingresso de safra. Vale destacar, entretanto, que a volatilidade cambial poderá ainda mudar esta conjuntura, caso volte a recuar, mesmo que por um curto espaço de tempo, favorecendo negociações futuras, reduzindo o impacto cambial nas importações”, apontou Pinheiro.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços levemente mais baixos. Compras associadas a fatores técnicos, a forças dos vizinhos soja e milho e o atraso na colheita de trigo por clima úmido e problemas de qualidade nos Estados Unidos e no Canadá não foram suficientes para sustentar as cotações. As informações partem de agências internacionais.

   As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 476.173 toneladas na semana encerrada no dia 19 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 517.550 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 429.193 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 8.005.684 toneladas, contra 6.545.647 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,83 por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,90, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,20%.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,45%, sendo negociado a R$ 4,1720 para venda e a R$ 4,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1460 e a máxima de R$ 4,1860.

    Agenda de terça-feira

– O BC divulga às 8h a ata da reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom). 

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a setembro.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

GRÃOS: China aprova importação de trigo e soja da Rússia

  Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – A China aprovou a importação de trigo da região russa de Kurgan, informou a alfândega chinesa nesta sexta-feira, aproximando a Rússia da meta de aumentar drasticamente as exportações de grãos.

  Segundo a agência Reuters, a China aprovou também aprovou as importações de soja de todas as partes da Rússia, disse a Administração Geral das Alfândegas, tendo suspendido todas as importações de soja dos EUA à medida que a disputa comercial entre Pequim e Washington se aprofundava.

    A China foi o maior comprador de soja dos EUA até Pequim ter imposto uma tarifa de 25% sobre os embarques no ano passado em resposta às tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses.

   A Rússia, já a maior exportadora de trigo do mundo, planeja investir bilhões de dólares em infraestrutura e logística de grãos com o objetivo de elevar suas exportações da commodity para pelo menos 55,9 milhões de toneladas até 2035.

   O número, delineado em uma estratégia de 2035 publicada pelo Ministério da Agricultura da Rússia no início deste mês, pode chegar a 63,6 milhões de toneladas, mostraram as previsões do “cenário otimista”.

   Este ano, a Rússia deverá exportar 41,9 milhões de toneladas de grãos, incluindo 31,4 milhões de toneladas de trigo, segundo a SovEcon, uma das principais consultorias agrícolas da Rússia.

  O suprimento de grãos russo pode ter um papel importante no plano do presidente Vladimir Putin, anunciado há um ano, de aumentar as exportações de produtos agrícolas para US$ 45 bilhões até 2024. O ministério da agricultura está encarregado dessa iniciativa.

    A China já está importando trigo de outras seis regiões russas.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Plantio menor que esperado no Canadá impulsiona Chicago

    Porto Alegre, 26 de junho de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado refletiu a estimativa oficial de plantio no Canadá, que ficou abaixo do esperado pelo mercado.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga nesta sexta-feira, às 13hs, seu relatório de área plantada nas lavouras norte-americanas de trigo. Segundo a média das estimativas de analistas consultados por agências internacionais, a área total com trigo nos EUA em 2019 deve ser indicada em 45,674 milhões de acres, contra 47,8 milhões em 2017. Em março, o USDA indicou 45,754 milhões de acres. A mínima estimada foi de 45 milhões de acres, enquanto a máxima chegou a 46,1 milhões de acres.

   A área estimada com trigo de inverno é de 31,48 milhões de acres, abaixo dos 31,504 milhões de acres de março e contra 32,535 no ano anterior. A superfície para o trigo de primavera é projetada em 12,613 milhões acres, abaixo dos 12,83 milhões de acres de março acima dos 13,2 milhões de acres em 2018.

   Os contratos com entrega em setembro eram cotados a US$ 5,46 1/2 por bushel, com alta de 6,50 centavos de dólar, ou 1,2%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro eram negociados a US$ 5,56 1/4, ganho de 5,75 centavos de dólar, ou 1,04%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Plantio da safra 2018/19 de trigo atinge 46% da área no Paraná – Deral

  Porto Alegre, 14 de maio de 2019 – O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado atinge 46% da área prevista de 1,023 milhão de hectares, deve cair 6% frente aos 1,101 milhão de hectares cultivados em 2018.

     Segundo o Deral, 97% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% condições médias, na fase de germinação (43%) e crescimento vegetativo (57%).

     A safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,294 milhões de toneladas, 17% acima das 2,814 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 3.220 quilos por hectare, 25% acima dos 2.573 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA RECUA EM CHICAGO PARA MENOR NÍVEL EM 7 MESES

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago caíam fortemente nesta segunda-feira, para mínimas em sete meses, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aumentará as tarifas sobre produtos chineses nesta semana, turvando as perspectivas de um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A ameaça tarifária dos EUA, que provocou amplas vendas nos mercados de ações e commodities, contribuiu para a recente pressão sobre a soja ligada às expectativas de que os agricultores norte-americanos trocariam alguma área de milho pela oleaginosa.

O milho, que disparou na semana passada com o plantio prejudicado por chuvas no Meio-Oeste norte-americano, também caía drasticamente à medida que as tensões comerciais renovadas entre Washington e Pequim “esfriavam” esperanças de um acordo que iria aumentar as exportações de grãos dos EUA para a China.

O trigo dos EUA também cedia.

Trump disse no domingo que as tarifas sobre 200 bilhões de dólares de bens chineses aumentariam para 25 por cento na próxima sexta-feira, revertendo uma decisão tomada em fevereiro de mantê-las em 10 por cento devido ao progresso nas negociações comerciais.

O presidente também disse que teria como alvo mais 325 bilhões de dólares em produtos chineses com 25 por cento de tarifa “em breve”, cobrindo essencialmente todos os produtos importados pelos Estados Unidos da China.

A soja mais negociada em Chicago recuava 2,17 por cento às 8h (horário de Brasília), a 8,24 dólares por bushel. O milho caía 2,56 por cento, a 3,6125 dólares por bushel, e o trigo perdia 1,66 por cento, a 4,3075 por bushel.

Triticultores intensificam preparo das áreas para plantio no RS, avalia Emater

Porto Alegre, 26 de abril de 2019 – Os triticultores intensificam os trabalhos de preparo das áreas para o cultivo no Rio Grande do Sul. Também realizam coleta de amostras de solo, aplicação de calcário e recuperação das áreas onde ocorreu erosão durante o ciclo da soja e do milho. Tem início a aplicação de herbicida para dessecação das invasoras e de fungicidas para o tratamento de sementes nas propriedades.

Na região da Fronteira Noroeste, o tamanho da área de trigo a ser implantada difere entre municípios; em alguns, a tendência é de aumento, e em outros é de redução da área a ser implantada. Em alguns municípios é organizada rotação entre culturas, implantando nabo ou canola na rotação. Assim, produtores preparam áreas que receberão a cultura, realizando o nivelamento de solos e a alocação e readequação de algumas curvas e terraços.

Os preços praticados estão entre R$ 38,00 e R$ 43,00, com média semanal de R$ 41,59 no estado. As informações são do boletim semanal divulgado pela Emater/RS.

TRIGO: Rússia já exportou 27,7 milhões de toneladas em 2018/19

Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2019 – A Rússia já exportou 27,7
milhões de toneladas de trigo, entre o inicio do ano comercial 2018/19 e o
último dia 5 de fevereiro. Segundo o serviço de vigilância sanitária do
país, o volume é 10% superior ao mesmo período do ano passado.

No período, a Rússia exportou 3,6 milhões de toneladas de cevada, baixa
de 10%, 1,6 milhão de toneladas de milho, baixa de 43% e 238 mil toneladas de
centeio, alta de quase 600%. Os embarques de oleaginosas também cresceram. A
Rússia exportou 408 mil toneladas de colza, alta de 95%, e 676 mil toneladas de
farelo de girassol, alta de 7%. Os embarques de soja caíram 14%, para 494 mil
toneladas, e os da linhaça caíram 24% para 290 mil toneladas.

De um modo geral, no período, a Rússia exportou 37,4 milhões de
toneladas de grãos, oleaginosas e seus derivados. O volume é 3%, ou 936 mil
toneladas, superior ao embarcado no mesmo período da safra passada.

As informações são da APK-Inform.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo e trigo

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018 – Dois meses antes do fim do ano, o
Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de
soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto
exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior
que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em
apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189
toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade
de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento
e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações
incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com
maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de
acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de
mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto,
acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade.
“Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem,
estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a
Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”,
completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior
que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em
2018, contra 4,5 milhões em 2017. A exportação de trigo supera em 28% o
acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.
Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611
toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos

Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da
movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem
ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o
grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de
produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”,
revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de
grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo
com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar
úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que
foge do nosso controle”, explica.

As informações são da APPA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

TRIGO: USDA eleva estimativas de estoques e safras globais em 17/18 e 18/19

Porto Alegre, 8 de novembro de 2018 – O relatório de oferta e demanda de
novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe
novos números para a produção 2018/19 de trigo global. A safra mundial de
trigo em 2018/19 é estimada em 733,51 milhões de toneladas, acima das 730,92
milhões de toneladas em outubro. Para a safra 2017/18, a estimativa do USDA é
de 763,06 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2018/19 foram estimados em 266,71 milhões de
toneladas, contra 260,18 milhões de toneladas em outubro. Analistas esperavam
as reservas em 259,3 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é
de 275 milhões de toneladas. O consumo global em 2018/19 está estimado em
745,8 milhões de toneladas, contra 745,6 milhões de toneladas no mês passado
e 745,09 milhões de toneladas estimadas em 2017/18.

Para 2018/19, a produção de trigo no Brasil está projetada em 4,8
milhões de toneladas, acima das 4,7 milhões de toneladas estimadas em outubro
e das 4,26 milhões de toneladas de 2017/18. As importações em 2018/19 estão
apontadas em 7,5 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em
1,21 milhão de toneladas. A safra 2018/19 do cereal na Argentina foi projetada
em 19,5 milhões de toneladas. A estimativa das exportações do país é de
14,2 milhões de toneladas.

No Canadá, a projeção da safra 2018/19 é de 31,5 milhões de toneladas.
A projeção da safra australiana do cereal foi de 17,5 milhões de toneladas.
Na União Europeia, a safra 2017/18 está projetada em 137,6 milhões de
toneladas.

A China tem projeção de safra 2018/19 em 132,5 milhões de toneladas. Os
estoques finais do país estão estimados em 143,57 milhões de toneladas. A
produção total do bloco de países anteriormente pertencente à União
Soviética (entre eles Rússia, Cazaquistão e Ucrânia) deve ficar em 124,48
milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 51,29 milhões de
toneladas em 2018/19. As exportações do país estão projetadas em 27,9
milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Clima desfavorável ao trigo preocupa agentes no sul do Brasil

Porto Alegre, 23 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo está
atenção dos agentes voltada ao clima que se mantém desfavorável à cultura
nesta reta final da safra. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, a manutenção das chuvas no Paraná atrasou os trabalhos de colheita.
Apesar do bom avanço nos últimos quinze dias, algumas regiões registram
atraso. Há possibilidade de maiores perdas, além das já confirmadas.

No Rio Grande do Sul é esperado novo avanço significativo esta semana,
com melhora parcial do clima, entretanto, perdas de rendimento e qualidade em
algumas das regiões produtoras não são descartados.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais altos. Em sessão volátil, o mercado acabou sendo sustentado pelo avanço
mais lento no plantio de inverno nos Estados Unidos. A fraqueza do dólar frente
a outras moedas colaborou para o viés altista. Ao longo do dia, a forte queda
nos preços do petróleo em Londres e Nova York atuou como fator de baixa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 21 de
outubro, a semeadura estava apontada em 72%. Em igual período do ano
passado, o número estava em 73% e a média dos últimos cinco anos é de 77%.
Na semana passada, o plantio era de 65%.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,09 por bushel,
alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,19%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,29 1/4,
ganho de 1,75 centavo de dólar, ou 0,33% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,24%, cotado a R$
3,6950 para a compra e a R$ 3,6970 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6880 e a máxima de R$ 3,7240.

Agenda de quarta-feira

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: o Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica,
será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Agentes observam danos no trigo durante colheita no RS e no PR

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
avalia o avanço dos trabalhos de colheita no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Segundo o analista de SFARAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, até a semana
passada, o cenário era mais positivo à ceifa gaúcha, com menos danos
confirmados relacionados ao clima.

“No Paraná a situação é mais grave, com perdas mais representativas
para geadas e chuvas principalmente na região oeste, levando a tanto uma
redução da qualidade como de rendimento das lavouras e, consequentemente,
uma queda do potencial produtivo nacional. Vale ressaltar que ainda existe
apreensão frente à possibilidade de novas chuvas ao longo do encerramento dos
trabalhos de colheita”, explicou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
em alta. O mercado foi sustentado por fatores técnicos e por sinais de demanda
pelo grão dos Estados Unidos. O indicativo de queda na produção de trigo em
importantes países produtores de trigo, como Rússia e Austrália, também
contribui positivamente. Além disso, a valorização dos vizinhos, soja e
milho, colaborou para os ganhos.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 450.980
toneladas na semana encerrada no dia 11 de outubro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 447.561
toneladas.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,25 por bushel,
alta de 7,75 centavos de dólar, ou 1,49%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,43 3/4,
recuo de 6,25 centavos de dólar, ou 1,16% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 1,16%, cotado a R$
3,7330 para a compra e a R$ 3,7350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$ 3,7660.

Agenda de segunda-feira

– China: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado durante
a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até agosto será publicada
às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A balança comercial de agosto será publicada às 6h pela
Eurostat.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: os dados sobre a produção industrial em setembro serão publicados às
10h15 pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado observa situação das lavouras de trigo no PR e no RS

Porto Alegre, 14 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
observa a preocupação dos produtores do Paraná com a possibilidade de chuvas
durante o período da colheita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado,
Jonathan Pinheiro, o avanço dos trabalhos no estado foi pequeno na última
semana, resultando em atraso na comparação com a safra passada.

Conab

A produção brasileira de trigo em 2018 deverá ficar em 5,239 milhões de
toneladas, segundo o décimo segundo levantamento para a safra brasileira de
grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo 22,9% sobre a
temporada passada, quando foram colhidas 4,263 milhões de toneladas. No
relatório anterior, a previsão era de 5,143 milhões de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 2,039 milhões de hectares, subindo
6,4% na comparação com o ano anterior. A produtividade está projetada em
2.569 quilos por hectare, 15,5% acima do ano anterior, quando o rendimento ficou
em 2.225 quilos por hectare.

A safra do Paraná, principal estado produtor, deverá ficar em 3,079
milhões de toneladas, com aumento de 38,8% sobre a temporada anterior. A
produção gaúcha deverá ter alta de 10,5%, passando de 1,276 milhão para
1,411 milhão de toneladas.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da
Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal,
que a colheita da safra 2017/18 de trigo do Paraná iniciou e atinge 3% da área
estimada de 1,096 milhão de hectares, que deve subir 14% frente aos 964,347
mil hectares cultivados na temporada anterior. O Deral informa, ainda, que 42%
das lavouras de trigo estão em boas condições, 36% em situação média e 22%
em situação ruim, divididas entre as fases de desenvolvimento vegetativo
(9%), floração (15%), frutificação (41%) e maturação (35%).

Rio Grande do Sul

Segundo boletim semanal da Emater/RS, o período foi de clima favorável ao
desenvolvimento do trigo no Rio Grande do Sul, com as lavouras apresentando
bom aspecto fitossanitário e baixa incidência de doenças. Como consequência das
geadas ocorridas em fins de agosto, nota-se aumento nos sintomas dos danos
ocasionados pelas mesmas. Segundo técnicos, mesmo com essas ocorrências, a
safra em andamento não deverá ser impactada seriamente em sua produtividade
média.

USDA

A safra 2018/19 do cereal nos Estados Unidos é estimada em 1,877 bilhão
de bushels, mesmo volume estimado em agosto, contra os 1,741 bilhão de
bushels produzidos em 2017/18. Os estoques finais do país em 2018/19 foram
projetados em 935 milhões de bushels, mesmo volume do mês passado e abaixo
dos 1,1 bilhão de bushels estimados para 2017/18.

A safra mundial de trigo em 2018/19 é estimada em 733 milhões de
toneladas, acima das 729,63 milhões de toneladas em agosto. Para a safra
2017/18, a estimativa do USDA é de 758,27 milhões de toneladas. Os estoques
finais globais em 2018/19 foram estimados em 261,29 milhões de toneladas,
contra 258,96 milhões de toneladas em agosto. Analistas esperavam as reservas
em 257,2 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é de 274,36
milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado avalia lavouras de trigo do PR e taxas na Argentina

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro avalia a
situação das lavouras do país, bem como possíveis novas alterações do
quadro do potencial produtivo, seja por recuperações das lavouras, ou por
novas intempéries climáticas que possam afetá-las.

Além disso, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, o
mercado nacional começa a reagir frente ao anuncio do governo argentino, que
voltará a taxar as exportações do país, trazendo maior competitividade ao
trigo brasileiro, devido aos custos mais elevados para importação por parte
dos compradores nacionais. “Apesar disso, recuperações mais acentuadas são,
dentro do qual quadro, minimizadas pela taxa cambial elevada, acima dos R$
4,10”, observou.

Paraná

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da
Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório mensal,
que a colheita da safra 2017/18 de trigo do Paraná iniciou e atinge 2% da área
estimada de 1,096 milhão de hectares, que deve subir 14% frente aos 964,347
mil hectares cultivados na temporada anterior.

O Deral informa ainda que 42% das lavouras de trigo estão em boas
condições, 36% em situação média e 22% em situação ruim, divididas entre
as fases de desenvolvimento vegetativo (12%), floração (18%), frutificação
(46%) e maturação (24%).

O Paraná deve registrar uma produção de 2,992 milhões de toneladas de
trigo, avanço de 33% frente ao ano anterior, de 2,244 milhões de toneladas. A
produtividade média deve subir 16%, chegando a 2.73 quilos por hectare,
superando os 2.35 quilos por hectare da temporada passada.

Argentina

Produtores da Argentina podem ter que adiar suas vendas de trigo e plantar
menos milho neste ano, após o anúncio do governo, nesta segunda-feira (3) de
taxar, em aproximadamente 10%, as exportações de grãos. A medida é parte de
um programa de austeridade para frear a derrocada do peso argentino em relação
ao dólar.

As ações anunciadas pelo presidente Mauricio Macri incluem uma taxa de 4
pesos por dólar em exportações de trigo e milho. Isso, atualmente, equivale a
cerca de 10%, mas pode diminuir caso o peso continue se desvalorizando.

Rússia e Egito

O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da Rússia, via licitação
internacional, nesta quarta-feira. O negócio, fechado pela estatal egípcia
responsável, a GASC, envolveu um lote do grão, ofertado pela trading Garant
Logistic a US$ 217,90 por tonelada, excluindo os custos de frete. Incluindo o
frete, o valor ficou em US$ 235,00. Além desta, houveram mais 11 ofertas na
operação, sendo 10 de trigo russo. Os embarques estão previstos para entre 21
e 30 de outubro.

As exportações de trigo da Rússia totalizaram 8,17 milhões de toneladas
entre o início da temporada, em 1o de julho, e o último dia 29. Segundo o
ministério da agricultura do país, o volume é 60% superior ao exportado no
mesmo período do ano passado. A colheita e a exportação foram antecipadas
graças às temperaturas mais altas do que o normal e pelo clima seco em maio e
junho.

Esse clima também afetou a produção. As chuvas durante a colheita,
especialmente em regiões centrais, reduziram a qualidade. A produção de trigo
da Rússia, neste ano comercial, é projetada entre 68 e 70 milhões de
toneladas, abaixo do recorde do ano passado, de 85 milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Preço do frango sobe, mas custo de produção segue preocupando

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de frango
registrou uma semana um pouco mais movimentada nos negócios e os preços do
frango vivo esboçaram uma leve reação em algumas praças. Segundo o analista
de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, no atacado, as cotações também
apresentaram avanços para alguns cortes, impulsionados pela demanda mais
firme durante a primeira quinzena do mês.

Iglesias afirma que o alto custo de produção ainda é uma preocupação
recorrente, avaliando o descolamento dos preços de importantes insumos
adotados na nutrição animal, como o milho e farelo de soja, o que tem
deteriorado a margem operacional da atividade e trazendo, até aqui, prejuízos
bastante severos.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, no atacado de São Paulo,
os preços tiveram mudanças para os cortes congelados na comparação com os
registrados no final da semana passada. O quilo do peito no atacado passou de
R$ 4,50 para R$ 4,35, o quilo da coxa avançou de R$ 3,90 para R$ 4,00 e o
quilo da asa de R$ 6,55 para R$ 6,65. Na distribuição, o quilo do peito caiu de
R$ 4,70 para R$ 4,50, o quilo da coxa passou de R$ 4,20 para R$ 4,25 e o quilo
da asa de R$ 6,65 para R$ 6,75.

Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário também foi mudanças
nos preços em relação à última semana. No atacado, o preço do quilo do
peito caiu de R$ 4,62 para R$ 4,47, o quilo da coxa subiu de R$ 4,00 para R$
4,10 e o quilo da asa passou de R$ 6,65 para R$ 6,75. Na distribuição, o
preço do quilo do peito caiu de R$ 4,82 para R$ 4,62, o quilo da coxa subiu de
R$ 4,30 para R$ 4,35 e o quilo da asa passou de R$ 6,75 para R$ 6,85.

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os
produtos, entre in natura e processados) totalizaram 396,9 mil toneladas em
agosto, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O volume é cerca de 59,8 mil toneladas acima da média de exportações
registrada em 2018. Na comparação com o ano anterior, o número é 4,6% menor
que as 416,2 mil toneladas embarcadas em agosto de 2017 – melhor
desempenho mensal do setor em todo o ano passado. A receita de exportações
obtidas em agosto totalizou US$ 633,8 milhões, saldo 7,9% inferior às US$ 687,9
milhões realizadas no oitavo mês de 2017.

No acumulado do ano de 2018, as vendas do setor chegam a 2,697 milhões de
toneladas, volume 7,7% menor que as 2,921 mil toneladas embarcadas entre
janeiro e agosto de 2017. Em receita, o saldo chega a US$ 4,309 bilhões,
desempenho 11,8% inferior que os US$ 4,885 bilhões.

O levantamento realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de
comercialização do Brasil indicou que, em Minas Gerais, o quilo vivo continuou
em R$ 3,05. Em São Paulo o quilo vivo passou de R$ 3,00 para R$ 3,10.

Na integração catarinense a cotação do frango subiu de R$ 2,85 para R$
2,90. No oeste do Paraná o preço passou de R$ 2,80 para R$ 2,85 na
integração. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$
2,90 para R$ 2,95.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango permaneceu em R$
2,95. Em Goiás o quilo vivo continuou em R$ 3,00. No Distrito Federal o quilo
vivo seguiu em R$ 3,05.

Em Pernambuco, o quilo vivo foi mantido em R$ 3,80. No Ceará a cotação
do quilo vivo seguiu em R$ 3,80 e, no Pará, o quilo vivo permaneceu em R$ 4,00.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado suíno inicia setembro com lentidão nos negócios

Porto Alegre, 6 de setembro de 2018 – O mercado brasileiro de carne
suína iniciou o mês de setembro com lentidão nos negócios e preços
acomodados. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a reposição
entre o atacado e o varejo apresentou ligeira melhora após a virada do mês,
mas não o suficiente para levar os frigoríficos a atuarem de uma maneira mais
efetiva na compra de animais. “A postura ainda é de administração de
estoques”, avalia.

Com a entrada de salários na economia nos próximos dias e o feriado desta
sexta-feira, a expectativa é de que demanda possa ficar mais aquecida. Por
outro lado, Maia salienta que o quadro de custos segue complicado, fator que
vem mantendo a margem operacional da atividade deteriorada. “O preço do milho,
principal insumo utilizado no arraçoamento animal, tende a continuar firme no
curto prazo, por conta da pouca fixação dos produtores”, afirma.

Conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, a média de preços do quilo do
suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil ficou em R$ 3,26 nesta quarta-feira
(05), alta de 0,37% frente ao valor praticado na semana anterior, de R$ 3,25. A
média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado ficou em R$ 6,39, sem
alterações frente à semana passada. A carcaça registrou um valor médio de
R$ 5,41, também sem modificações perante à última semana.

Maia ressalta que o mercado está atento às notícias envolvendo a China.
Desde o início de agosto foram registrados sete casos de peste suína africana
em diferentes províncias chinesas, o que levou ao sacrifício de uma parcela da
produção. “Isso pode resultar em maior avidez de compra no mercado
internacional por parte da China, principal consumidor da proteína em escala
global, o que pode beneficiar o Brasil”, sinaliza.

Nas exportações, as vendas de carne suína in natura em agosto
totalizaram 54,1 mil toneladas, volume 8% menor que as 58,8 mil toneladas
embarcadas no mesmo período do ano passado, de acordo com dados da
Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita de agosto chegou a
US$ 98,2 milhões, número 31,3% inferior que os US$ 143 milhões obtidos no
oitavo mês de 2017.

No saldo acumulado entre janeiro e agosto, as exportações alcançaram
347,8 mil toneladas, volume 13,3% inferior às 401,3 mil toneladas embarcadas
entre janeiro e agosto de 2017. Em receita, o saldo do ano alcançou US$ 717,6
milhões, número 28,7% menor que o total obtido entre janeiro e agosto do ano
passado, com US$ 1 bilhão.

“Projetando as vendas dos demais produtos que compõem a exportação total
de carne suína em agosto, os embarques do setor devem superar 63 mil
toneladas no mês. As vendas para China e Hong Kong seguem em ritmo elevado,
reduzindo a lacuna deixada pela suspensão das vendas para a Rússia”, ressalta
o diretor-executivo da ABPA, Ricardo Santin.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em
São Paulo foi cotada a R$ 69,00 nesta quarta-feira (5), ante os R$ 68,00
praticados na semana anterior. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo
seguiu em R$ 2,85. No interior a cotação permaneceu em R$ 3,15. Em Santa
Catarina o preço do quilo na integração continuou em R$ 2,85. No interior
catarinense, a cotação se manteve em R$ 3,20. No Paraná o quilo vivo
continuou em R$ 3,35 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo
seguiu em R$ 3,25.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 2,75,
enquanto em Campo Grande o preço continuou em R$ 2,95. Em Goiânia, o preço
permaneceu em R$ 3,80. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno vivo
continuou em R$ 3,90. No mercado independente mineiro, o preço foi mantido em
mantido em R$ 3,80. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis
seguiu em R$ 3,00. Já na integração do estado a cotação permaneceu em R$
2,70.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Oferta do trigo segue escassa no Brasil

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de trigo não tem
novidades dentro do cenário nacional, tendo em vista que se mantém, e
inclusive se agrava a cada dia a escassez de oferta do produto, devido tanto a
uma retração dos agentes, quanto a redução gradual da oferta, devido a
comercialização de pequenos lotes pontuais no mercado.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, “as cotações
seguem seus movimentos de elevação nos principais estados produtores do
país, repercutindo estes fatores, além da dificuldade na importação, devido
a preços pouco atrativos, que corrobora para elevações das cotações
nacionais”.

A indústria nacional mantém a preocupação com o abastecimento até o
ingresso da nova safra, devido a esta escassez, bem como a possíveis atrasos na
nova safra, ocasionados pelo clima desfavorável no início do cultivo,
principalmente no estado do Paraná. “Vale ressaltar também que a greve dos
caminhoneiros no país poderá afetar a liquidez deste mercado, porém, devido
aos estoques dos moinhos, não tende a trazer grandes impactos as cotações”,
finaliza.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais baixos. Apesar da falta de chuvas, que pode comprometer a produção do
cereal em importantes países produtores, como Canadá, Rússia e Austrália, o
mercado realizou lucros. Nos últimos oito dias, os preços subiram quase 8%. A
fraca demanda pelos EUA persiste.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada
comercial 2017/18, que tem início em 1o de junho, ficaram em 112.300 toneladas
na semana encerrada em 17 de maio. O número ficou 78% acima da semana
anterior e 29% inferior a média em quatro semanas. Para a temporada 2018/19,
foram mais 340.000 toneladas. As informações são do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,30 1/4 por bushel,
baixa de 0,75 centavo ou -0,14%. Os contratos com entrega em setembro de
2018 eram negociados a US$ 5,47, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou -0,13%
em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,63%, cotado a R$
3,6470 para a compra e a R$ 3,6490 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6320 e a máxima de R$ 3,6570.

Agenda de sexta-feira

– Reino Unido: a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre de 2018 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Dados de evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura,
início do dia.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRANSPORTES: Temer reúne ministros para discutir greve dos caminhoneiros

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – Antes de viajar para Porto Real (RJ) e
Belo Horizonte (MG), o presidente Michel Temer coordena hoje (24), a partir das
8h45, no Palácio do Planalto, reunião para discutir o impasse em torno dos
preços dos combustíveis. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da
Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias.

Temer convocou para a reunião os ministros Eduardo Guardia (Fazenda),
Moreira Franco (Minas e Energia),Valter Casemiro (Transportes, Portos e
Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita
Federal, Jorge Rachid.

Com a decisão de ontem (23) da Petrobras, o governo espera conseguir
negociar com o movimento dos caminhoneiros, que hoje atinge o quarto dia de
greve, paralisando o abastecimento de vários setores no país. Os caminhoneiros
se queixam do preço final do diesel.

Trégua

Após a reunião do presidente Temer com os ministros, a previsão é de
que outra conversa ocorra ao longo do dia. Será a vez de os ministros se
reunirem com as lideranças dos caminhoneiros, a exemplo do que ocorreu ontem,
no Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir um acordo para encerrar a
paralisação e acabar com o bloqueia das rodovias e a ameaça de
desabastecimento em vários setores.

Porém, líderes dos caminhoneiros disseram ontem que o anúncio da
Petrobras, de redução de 10% do preço do diesel por 15 dias, não resolve e
que, assim, a paralisação continuará.

As informações são da agência Brasil.

Notícias sobre o plantio nos EUA

SOJA: USDA aponta plantio em 56% nos Estados Unidos, acima da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 20 de maio, a área plantada estava apontada em 56%.
Em igual período do ano passado, a semeadura era de 50%. A média é de 44%. Na semana passada, o número era de 35%.

TRIGO PRIMAVERA: USDA aponta plantio em 79% nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 20 de maio, o plantio estava apontado em 79%.
Em igual período do ano passado, o número estava em 88% e a média dos últimos cinco anos é de 80%. Na semana anterior,
a semeadura estava em 58%.

MILHO: USDA aponta plantio em 81% nos Estados Unidos, dentro da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 20 de maio, a área plantada estava estimada em 81%.
Em igual período do ano passado, o número era de 82%. A média para os últimos cinco anos é de 81%. Na semana anterior, o número era de 62%.