Preços do trigo reagem à entrada da oferta no Brasil

Porto Alegre, 3 de setembro de 2020 – O mercado brasileiro de trigo segue atento ao clima sobre as lavouras, tanto para o desenvolvimento quanto para a colheita. Os preços apresentam alguma retração com a entrada da oferta. A queda é modesta devido às perdas recentemente provocadas por geadas. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que “com novas perdas os preços podem vir a ficar mais resistentes, e as indicações atuais sugerem que o mercado resista a cotações abaixo dos R$ 950,00 por tonelada”.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por sinais de que os altos preços do grão podem reduzir a demanda. O Egito importou apenas 55 mil toneladas da Rússia em operação encerrada hoje. Na operação anterior, foram 415 mil toneladas. A força do dólar também pesou negativamente.

    As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2020/21, que tem início em 1o de junho, ficaram em 585.400 toneladas na semana encerrada em 27 de agosto. Representa uma queda de 23% frente à semana anterior e um avanço de 4% sobre a média das últimas quatro semanas.

Destaque para a venda de 250.800 toneladas para a China.

    Os analistas esperavam exportações entre 350 mil a 600 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,53 1/4 por bushel, recuo de 5,00 centavos de dólar, ou 0,89%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 5,61 3/4, recuo de 5,00 centavos de dólar, ou 0,88%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou em queda de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,2910 para venda e a R$ 5,2890 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2740 e a máxima de R$ 5,3760.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Preços do trigo devem cair com início da colheita no Paraná

    Porto Alegre, 31 de agosto de 2020 – Com o início da colheita do trigo no Paraná, o mercado brasileiro espera uma retração dos preços de referência. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, porém, as recentes reduções do potencial produtivo podem limitar essa desvalorização.

   “Outro ponto de atenção é a umidade mais elevada que, além de dificultar o avanço da ceifa, pode acarretar na redução de qualidade do cereal colhido. Nova ocorrência de chuvas está prevista para a próxima semana, porém, ainda com intensidade reduzida, não devendo causar maiores estragos. Chuvas devem atingir o Rio Grande do Sul ao longo desta semana, porém, sendo benéficas para as lavouras em desenvolvimento”, comentou o analista.

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020 de trigo no Paraná atinge 3% da área cultivada. As lavouras seguem piorando de qualidade, por conta dos efeitos recentes das geadas. Nesse momento, 71% das lavouras de trigo do estado estão em boas condições, 21% em situação média e 8% em condições ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (12%), floração (13%), frutificação (39%) e maturação (36%).

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. Compras por parte de fundos impulsionaram o grão, reagindo à fraqueza do dólar e ao clima seco nas Planícies dos Estados Unidos. A colheita mais lenta nos Estados Unidos colaborou para a valorização.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo primavera. Até 30 de agosto, a colheita estava apontada em 69%. O mercado esperava 64%. Na semana passada, os trabalhos atingiam 49%. Em igual período do ano passado, o número estava em 50% e a média dos últimos cinco anos é de 77%.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram cotados a US$ 5,64 por bushel, ganho de 11,75 centavos de dólar, ou 2,12%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2021 eram negociados a US$ 5,71 3/4, alta de 11,25 centavos de dólar, ou 2,00%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,66%, sendo negociado a R$ 5,3870 para venda e a R$ 5,3850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4550.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Otimistas, produtores de trigo acompanham meteorologia no Brasil

   Porto Alegre, 13 de julho de 2020 – Os produtores brasileiro de trigo seguem otimistas com relação à produtividade. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, há algum temor com geadas no oeste do Paraná e com chuvas no Rio Grande do Sul, mas a meteorologia não aponta para riscos nos próximos dias.

    “A comercialização doméstica se mantém significativamente lenta, com indústria bem abastecida e sem necessidade de novas aquisições no curto prazo. As oferta são escassas e, devido à menor demanda, o mercado repercute com menor intensidade a volatilidade cambial” disse.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O cereal realizou parte dos lucros acumulados na última semana, quando atingiu o melhor patamar desde abril. A forte queda do milho também auxiliou na correção.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 624.211 toneladas na semana encerrada no dia 9 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 450 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 374.296 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 348.918 toneladas.

   Na sexta-feira, o mercado subiu repercutindo o corte da oferta norte-americana e global de trigo pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e fechou a quinta alta consecutiva. Na semana passada, a posição setembro acumulou alta de 8,54%, a maior valorização semanal em quatro meses. Numa base contínua, os preços estavam nos maiores níveis desde 24 de abril.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em setembro de 2020 eram cotados a US$ 5,24 3/4 por bushel, recuo de 9,25 centavos de dólar, ou 1,73%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro de 2020 eram negociados a US$ 5,31 1/4, baixa de 7,75 centavos de dólar, ou 1,43%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,3900 para venda e a R$ 5,3880 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3130 e a máxima de R$ 5,3930.

     Agenda de terça-feira

– China: A balança comercial de junho será publicada na noite anterior pela alfândega.

– Japão: A leitura final da produção industrial de maio será publicada às 1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Alemanha: A versão revisada do índice de preços ao consumidor de junho será publicada às 3h pelo Destatis.

– Reino Unido: O índice de produção industrial de maio será publicado às 3h pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A balança comercial de maio será publicada às 3h pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A produção industrial de maio será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 9h o índice de atividade econômica (IBC-Br) referentes a maio.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de junho será publicado às 9h30 – Departamento do Trabalho.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços do trigo seguem firmes no Brasil

Porto Alegre, 29 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de trigo tem referenciais de preços firmes. As cotações seguem com pouca volatilidade devido a uma menor liquidez no âmbito doméstico. A indústria nacional vem sendo abastecida em grande parcela pelo trigo importado, já que o cereal está escasso no mercado interno.

    Nos últimos pregões o dólar vem subindo novamente, minimizando as retrações vistas nas últimas semanas, e voltando a abrir espaços entre o produto importado e o preço praticado no mercado nacional. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, apesar disso, a resposta das cotações aos estímulos do mercado é limitada justamente pela baixa liquidez.

   “É importante ressaltar também que atrasos no início plantio geram preocupações quanto à exposição das lavouras ao clima adverso, sustentando preços mais elevados no longo prazo, mesmo com ingresso de safra. Este cenário tende a ser ajustado, conforme as expectativas forem confirmadas ou não”, disse.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em baixa predominante. O mercado embolsou parte dos bons ganhos acumulados nas últimas sessões. Notícias de um forte começo da colheita no Texas e em parte do estado norte-americano de Oklahoma também atuaram negativamente. As atenções seguem voltadas para a tensão entre os Estados Unidos e a China. Como fator positivo, a preocupação com a seca na Rússia e em partes da Europa.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 499.353 toneladas na semana encerrada no dia 28 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 475 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 464.857 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 593.137 toneladas.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$ 5,15 1/4 por bushel, recuo de 5,50 centavos de dólar, ou 1,05%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,18 1/4, baixa de 5,25 centavos de dólar, ou 1,00%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,3870 para venda e a R$ 5,3850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3130 e a máxima de R$ 5,4210.

     Agenda de terça-feira

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Queda do dólar ameniza força do trigo brasileiro ante o importado

    Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – A forte queda do dólar nesta segunda-feira ameniza a competitividade do trigo nacional frente ao importado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercadi, Jonathan Pinheiro, apesar disso, a taxa segue significativamente elevada, operando acima dos R$ 5,70 com espaços para recuperações de preços no curto prazo, no âmbito doméstico.

   “Com o passar das semanas o mercado avalia também o crescimento gradual da necessidade de novas aquisições pelo lado da indústria, porém, com oferta restrita tanto no Brasil como no Mercosul, potencializando o viés de alta. Até o momento não houve maiores reportes climáticos relatando problemas nas lavouras, não reforçando a tendência de alta no médio a longo prazo, tendo em vista que dentro de um cenário de boa produtividade as cotações tendem a recuar após a colheita”, disse.

   O abastecimento interno segue sendo variável-chave, em paralelo ao câmbio, para a indicação do viés de preços para o trigo nacional. “Por outro lado, apesar da oferta restrita, também é importante ressaltar uma menor demanda no decorrer dos últimos meses, minimizando mesmo que parcialmente a tendência altista”, analisou.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em baixa. O mercado caiu às mínimas em mais de dois meses pressionado pela ampla oferta global, associada à menor demanda pelo trigo causada pela pandemia de coronavírus. O contrato julho caiu pela sexta vez nas últimas sete sessões, acumulando retração de 5% nesse período, segundo a Agência Reuters.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 440.822 toneladas na semana encerrada no dia 14 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 450 mil toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 343.221 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 838.956 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 23.880.410 toneladas, contra 23.669.088 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$ 4,97 por bushel, baixa de 3,25 centavos de dólar, ou 0,64%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,00, recuo de 3,00 centavos de dólar, ou 0,59%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,98%, sendo negociado a R$ 5,7250 para venda e a R$ 5,7230 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7000 e a máxima de R$ 5,8040.

     Agenda de terça-feira

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até março será publicada às3h pelo departamento de estatísticas.

– Segundo levantamento para a safra brasileira de café em 2020 – Conab, 9hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Cenário altista ao trigo deve seguir até colheita no Brasil

    Porto Alegre, 6 de maio de 2020 – O cenário fundamental segue sustentando os preços do trigo em alta no Brasil. A oferta interna ainda é restrita e o dólar elevado encarece os custos de importação. O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, observa que a tendência deve continuar até a entrada da nova safra, que recém começa a ser plantada.

    “É importante ressaltar que, no decorrer das próximas semanas, com o cenário de necessidade de reposição, ao menos parcial, dos estoques da indústria, o crescimento na demanda deve gerar novas elevações de preços, considerando ofertantes com pedidas firmes e disponibilidade restrita do produto”, comentou.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em alta. O cereal reverteu as perdas registradas mais cedo, quando era pressionado pela força do dólar, pela previsão de chuvas em partes da Europa e pelas boas condições das lavouras dos Estados Unidos. A forte alta do petróleo e a boa demanda pelo grão norte-americano atuaram como fator de suporte no final da sessão.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o USDA, até 3 de maio, 55% estavam entre boas e excelentes condições, 31% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 54%, 31% e 15%, respectivamente. Conforme a Reuters, analistas esperavam as 53% entre boas e excelentes condições.

    No fechamento, os contratos com entrega em julho de 2020 eram cotados a US$5,20 3/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, ou 0,24%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2020 eram negociados a US$ 5,23 3/4, ganho de 1,75 centavo de dólar, ou 0,33%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 2,03%, sendo negociado a R$ 5,7040 para venda e a R$ 5,7020 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5960 e a máxima de R$ 5,7070.

     Agenda de quinta-feira

– China: A balança comercial de abril será publicada na noite anterior pela alfândega.

– Alemanha: A produção industrial de março será publicada às 3h pelo Ministério de Economia e Tecnologia.

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Reino Unido: O Relatório de Inflação, documento trimestral com projeções para a economia, será publicado às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, no início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Baixa liquidez reduz volatilidade do trigo no Brasil

    Porto Alegre, 7 de fevereiro de 2020 – As cotações do trigo vão encerrando a semana estáveis nas principais praças de comercialização do Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro. O mercado segue com baixo volume de reportes de negócios e com moinhos bem abastecidos.

   O cenário deve permanecer assim pelos próximos 45 a 60 dias. “Após esse período, o quadro de baixa disponibilidade de trigo no mercado doméstico, bem como elevados percentuais de comercialização do trigo argentino tendem a abrir espaços para maiores recuperações, tanto para o trigo nacional quanto para o importado. Esta conjuntura poderá levar a indústria a buscar alternativas para o seu abastecimento”, observou.

    Mesmo assim, conforme Pinheiro, as cotações tendem a seguir em alta, tendo o produto valorizado pela oferta escassa. “Negócios estão sendo realizados atualmente para entrega futura, podendo minimizar estes fatores por mais alguns meses, entretanto, no longo prazo, deve seguir uma expectativa de recuperações das cotações, conforme os estoques disponíveis forem gradualmente consumidos.

Projeções para USDA

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga na próxima terça-feira (11), às 14h, seu relatório mensal de oferta e demanda para o trigo na safra 2019/20, relativos à produção e estoques dos Estados Unidos e do mundo.

   Segundo analistas consultados por agências internacionais, os estoques finais dos Estados Unidos em 2019/20 devem ser indicados em 953 milhões de bushels – contra 965 milhões em janeiro. As estimativas variaram de 900 a 999 milhões de bushels. Em 2018/19, o número foi estimado em 1,08 bilhão de bushels.

   Os estoques globais ao final de 2019/20 são estimados em 287,2 milhões de toneladas, abaixo das 288,1 milhões de toneladas estimadas em janeiro. O volume mínimo estimado foi de 280 e o máximo, 288,8 milhões de toneladas.  Na temporada passada, o número ficou em 278,1 milhões de toneladas

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Clima no Paraná compromete produtividade das lavouras de trigo

   Porto Alegre, 2 de outubro de 2019 – As recentes secas no Paraná causaram estragos nas lavouras de trigo, reduzindo a produtividade observada na colheita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a meteorologia indica chuvas que, além de poder reduzir a intensidade dos trabalhos, pode causar maiores danos às lavouras restantes, levando a uma nova queda de produtividade geral.

    “Por ser o principal produtor nacional, os impactos no quadro de oferta nacional tendem a ser sentidos nos referenciais de preços no mercado doméstico. Ou seja, mesmo com este período de ingresso de safra, e com o início da colheita no Rio Grande do Sul, os preços paranaenses já não deverão recuar de maneira mais acentuada. Por outro lado, a necessidade de venda do lado produtor, acompanhado de uma maior oferta em curto espaço de tempo ainda pode trazer alguns impactos negativos às cotações, entre o período de maior intensidade de ingresso desta oferta no mercado nacional. Contudo, é importante ressaltar que a desvalorização cambial no Brasil também favorece a sustentação os preços para o cereal nacional, já que valoriza o mesmo frente o mercado internacional”, analisou.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado por um movimento de realização de lucros após quatro altas consecutivas. Na segunda-feira, durante a sessão, os preços tocaram os maiores níveis em sete semanas. Sinais de fraca demanda pelo grão norte-americano no mercado exportador pesaram negativamente.

   O Egito importou 60 mil toneladas de trigo da França via licitação. A operação realizada nesta quarta-feira pela estatal egípcia responsável, a GASC, negociou o grão a US$ 199,10 por tonelada sem frete (FOB) e US$ 219,35 por tonelada com frete (CIF). Os embarques estão previstos para entre 5 e 15 de novembro. Os produtos europeu e da região do Mar Negro devem seguir dominando esse tipo de operação.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,89 por bushel, baixa de 9,75 centavos de dólar, ou 1,95%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,96 1/4, recuo de 9,50 centavos de dólar, ou 1,87%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,67%, sendo negociado a R$ 4,1350 para venda e a R$ 4,1330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1310 e a máxima de R$ 4,1830.

    Agenda de quinta-feira

– Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado.   

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.  

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.  

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Trigo avalia câmbio no Brasil e na Argentina e safra doméstica

   Porto Alegre, 24 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo avalia tanto a volatilidade cambial, no Brasil e na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil, como a entrada da safra doméstica, antecipada em relação à temporada anterior e à média dos últimos anos para o período no estado do Paraná, que pode levar a uma maior pressão de oferta sobre os preços de forma adiantada.

   Além disso, o ingresso de safra no Rio Grande do Sul, segundo maior produtor nacional deverá iniciar nas próximas semanas, mesmo que de maneira menos representativa.

  “Dentro desta conjuntura ainda é necessário avaliar o potencial produtivo do país, já que as condições das lavouras vêm piorando de maneira geral no estado paranaense ao longo das últimas semanas”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

  Com isso, há possibilidade de uma redução final da produtividade no maior estado produtor do país, que traria impacto significativo ao quadro de oferta nacional. Além de este fator favorecer uma elevação de preços no âmbito doméstico, por si só, ou ao menos minimizar o viés baixista do ingresso de safra, isto acarretaria numa maior necessidade de importações, potencializando o impacto cambial no mercado interno. Isso ocorre devido à elevação, ou redução dos custos de importação, deixando os agentes compradores mais atentos as oscilações de preços pelas paridades de importação, buscando momentos mais atrativos para negociar.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. Um movimento de vendas técnicas determinou a quarta sessão consecutiva de preços no território negativo. A ampla oferta mundial do cereal completou o cenário negativo.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de trigo primavera. Até 22 de setembro, a colheita estava apontada em 87%. Analistas esperavam 83%. Em igual período do ano passado, o número estava em 99% e a média dos últimos cinco anos é de 97%. Na semana anterior, o USDA indicava colheita em 76%.

    O USDA divulgou também a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 22 de setembro, a semeadura estava apontada em 22%. Em igual período do ano passado, o número estava em 26% e a média dos últimos cinco anos é de 24%. Na semana passada, o plantio era de 8%.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,81  por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,88 1/2, recuo de 1,50 centavo de dólar, ou 0,30%.

    Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,1700 para venda e a R$ 4,1680 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1530 e a máxima de R$ 4,1850.

    Agenda de quarta-feira

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a agosto.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Pressão de oferta de trigo deve começar a aumentar

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de trigo ingressa nesta última semana de setembro com os agentes avaliando uma entrada mais expressiva de oferta no estado do Paraná, bem como a iminente chegada da safra do Rio Grande do Sul, gerando uma maior pressão de oferta e assim, levando a recuo das cotações domésticas.

   No mês, as cotações de referência para o trigo de safra nova recuaram mais de 6% nas principais praças de comercialização do país. No estado do Paraná, na comparação com o mesmo período do ano passado, a retração é semelhante, enquanto no Rio Grande do Sul, as cotações estão mais de 10% inferiores atualmente.

   “Por outro lado, a desvalorização cambial no Brasil minimiza o viés baixista, já que eleva os custos de importação do trigo proveniente do mercado internacional, e consequentemente, a competitividade do cereal nacional,abrindo espaços para recuperações”, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

   Nesta segunda-feira o câmbio chegou a superar os R$ 4,18 favorecendo significativamente o produto nacional ante o importado, apesar da também desvalorização cambial na Argentina, principal fornecedora de trigo ao Brasil. “Com isso, além do espaço para recuperação de preços no âmbito doméstico, a procura da indústria nacional por este cereal nacional deverá ser mais acirrada, potencializando o viés de alta mesmo neste período de ingresso de safra. Vale destacar, entretanto, que a volatilidade cambial poderá ainda mudar esta conjuntura, caso volte a recuar, mesmo que por um curto espaço de tempo, favorecendo negociações futuras, reduzindo o impacto cambial nas importações”, apontou Pinheiro.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços levemente mais baixos. Compras associadas a fatores técnicos, a forças dos vizinhos soja e milho e o atraso na colheita de trigo por clima úmido e problemas de qualidade nos Estados Unidos e no Canadá não foram suficientes para sustentar as cotações. As informações partem de agências internacionais.

   As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 476.173 toneladas na semana encerrada no dia 19 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 517.550 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 429.193 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 8.005.684 toneladas, contra 6.545.647 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,83 por bushel, baixa de 1,25 centavos de dólar, ou 0,25%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2020 eram negociados a US$ 4,90, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,20%.

    Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,45%, sendo negociado a R$ 4,1720 para venda e a R$ 4,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1460 e a máxima de R$ 4,1860.

    Agenda de terça-feira

– O BC divulga às 8h a ata da reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom). 

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a setembro.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

GRÃOS: China aprova importação de trigo e soja da Rússia

  Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – A China aprovou a importação de trigo da região russa de Kurgan, informou a alfândega chinesa nesta sexta-feira, aproximando a Rússia da meta de aumentar drasticamente as exportações de grãos.

  Segundo a agência Reuters, a China aprovou também aprovou as importações de soja de todas as partes da Rússia, disse a Administração Geral das Alfândegas, tendo suspendido todas as importações de soja dos EUA à medida que a disputa comercial entre Pequim e Washington se aprofundava.

    A China foi o maior comprador de soja dos EUA até Pequim ter imposto uma tarifa de 25% sobre os embarques no ano passado em resposta às tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses.

   A Rússia, já a maior exportadora de trigo do mundo, planeja investir bilhões de dólares em infraestrutura e logística de grãos com o objetivo de elevar suas exportações da commodity para pelo menos 55,9 milhões de toneladas até 2035.

   O número, delineado em uma estratégia de 2035 publicada pelo Ministério da Agricultura da Rússia no início deste mês, pode chegar a 63,6 milhões de toneladas, mostraram as previsões do “cenário otimista”.

   Este ano, a Rússia deverá exportar 41,9 milhões de toneladas de grãos, incluindo 31,4 milhões de toneladas de trigo, segundo a SovEcon, uma das principais consultorias agrícolas da Rússia.

  O suprimento de grãos russo pode ter um papel importante no plano do presidente Vladimir Putin, anunciado há um ano, de aumentar as exportações de produtos agrícolas para US$ 45 bilhões até 2024. O ministério da agricultura está encarregado dessa iniciativa.

    A China já está importando trigo de outras seis regiões russas.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Plantio menor que esperado no Canadá impulsiona Chicago

    Porto Alegre, 26 de junho de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais altos. O mercado refletiu a estimativa oficial de plantio no Canadá, que ficou abaixo do esperado pelo mercado.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) divulga nesta sexta-feira, às 13hs, seu relatório de área plantada nas lavouras norte-americanas de trigo. Segundo a média das estimativas de analistas consultados por agências internacionais, a área total com trigo nos EUA em 2019 deve ser indicada em 45,674 milhões de acres, contra 47,8 milhões em 2017. Em março, o USDA indicou 45,754 milhões de acres. A mínima estimada foi de 45 milhões de acres, enquanto a máxima chegou a 46,1 milhões de acres.

   A área estimada com trigo de inverno é de 31,48 milhões de acres, abaixo dos 31,504 milhões de acres de março e contra 32,535 no ano anterior. A superfície para o trigo de primavera é projetada em 12,613 milhões acres, abaixo dos 12,83 milhões de acres de março acima dos 13,2 milhões de acres em 2018.

   Os contratos com entrega em setembro eram cotados a US$ 5,46 1/2 por bushel, com alta de 6,50 centavos de dólar, ou 1,2%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em dezembro eram negociados a US$ 5,56 1/4, ganho de 5,75 centavos de dólar, ou 1,04%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Plantio da safra 2018/19 de trigo atinge 46% da área no Paraná – Deral

  Porto Alegre, 14 de maio de 2019 – O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra 2018/19 do estado atinge 46% da área prevista de 1,023 milhão de hectares, deve cair 6% frente aos 1,101 milhão de hectares cultivados em 2018.

     Segundo o Deral, 97% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 3% condições médias, na fase de germinação (43%) e crescimento vegetativo (57%).

     A safra 2019 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,294 milhões de toneladas, 17% acima das 2,814 milhões de toneladas colhidas na temporada 2018. A produtividade média é estimada em 3.220 quilos por hectare, 25% acima dos 2.573 quilos por hectare registrados na temporada 2018.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA RECUA EM CHICAGO PARA MENOR NÍVEL EM 7 MESES

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago caíam fortemente nesta segunda-feira, para mínimas em sete meses, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que aumentará as tarifas sobre produtos chineses nesta semana, turvando as perspectivas de um acordo comercial entre as duas maiores economias do mundo.

A ameaça tarifária dos EUA, que provocou amplas vendas nos mercados de ações e commodities, contribuiu para a recente pressão sobre a soja ligada às expectativas de que os agricultores norte-americanos trocariam alguma área de milho pela oleaginosa.

O milho, que disparou na semana passada com o plantio prejudicado por chuvas no Meio-Oeste norte-americano, também caía drasticamente à medida que as tensões comerciais renovadas entre Washington e Pequim “esfriavam” esperanças de um acordo que iria aumentar as exportações de grãos dos EUA para a China.

O trigo dos EUA também cedia.

Trump disse no domingo que as tarifas sobre 200 bilhões de dólares de bens chineses aumentariam para 25 por cento na próxima sexta-feira, revertendo uma decisão tomada em fevereiro de mantê-las em 10 por cento devido ao progresso nas negociações comerciais.

O presidente também disse que teria como alvo mais 325 bilhões de dólares em produtos chineses com 25 por cento de tarifa “em breve”, cobrindo essencialmente todos os produtos importados pelos Estados Unidos da China.

A soja mais negociada em Chicago recuava 2,17 por cento às 8h (horário de Brasília), a 8,24 dólares por bushel. O milho caía 2,56 por cento, a 3,6125 dólares por bushel, e o trigo perdia 1,66 por cento, a 4,3075 por bushel.

Triticultores intensificam preparo das áreas para plantio no RS, avalia Emater

Porto Alegre, 26 de abril de 2019 – Os triticultores intensificam os trabalhos de preparo das áreas para o cultivo no Rio Grande do Sul. Também realizam coleta de amostras de solo, aplicação de calcário e recuperação das áreas onde ocorreu erosão durante o ciclo da soja e do milho. Tem início a aplicação de herbicida para dessecação das invasoras e de fungicidas para o tratamento de sementes nas propriedades.

Na região da Fronteira Noroeste, o tamanho da área de trigo a ser implantada difere entre municípios; em alguns, a tendência é de aumento, e em outros é de redução da área a ser implantada. Em alguns municípios é organizada rotação entre culturas, implantando nabo ou canola na rotação. Assim, produtores preparam áreas que receberão a cultura, realizando o nivelamento de solos e a alocação e readequação de algumas curvas e terraços.

Os preços praticados estão entre R$ 38,00 e R$ 43,00, com média semanal de R$ 41,59 no estado. As informações são do boletim semanal divulgado pela Emater/RS.

TRIGO: Rússia já exportou 27,7 milhões de toneladas em 2018/19

Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2019 – A Rússia já exportou 27,7
milhões de toneladas de trigo, entre o inicio do ano comercial 2018/19 e o
último dia 5 de fevereiro. Segundo o serviço de vigilância sanitária do
país, o volume é 10% superior ao mesmo período do ano passado.

No período, a Rússia exportou 3,6 milhões de toneladas de cevada, baixa
de 10%, 1,6 milhão de toneladas de milho, baixa de 43% e 238 mil toneladas de
centeio, alta de quase 600%. Os embarques de oleaginosas também cresceram. A
Rússia exportou 408 mil toneladas de colza, alta de 95%, e 676 mil toneladas de
farelo de girassol, alta de 7%. Os embarques de soja caíram 14%, para 494 mil
toneladas, e os da linhaça caíram 24% para 290 mil toneladas.

De um modo geral, no período, a Rússia exportou 37,4 milhões de
toneladas de grãos, oleaginosas e seus derivados. O volume é 3%, ou 936 mil
toneladas, superior ao embarcado no mesmo período da safra passada.

As informações são da APK-Inform.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Paranaguá já supera exportação anual de soja, farelo e trigo

Porto Alegre, 12 de novembro de 2018 – Dois meses antes do fim do ano, o
Porto de Paranaguá já bateu o recorde histórico anual de exportação de
soja, farelo, trigo e óleo vegetal. Desde janeiro até outubro, o porto
exportou 19,2 milhões de toneladas destes produtos. A quantidade é 13% maior
que o alcançado em todo o ano passado, quando foram 17 milhões de toneladas.

O destaque foi a exportação de soja: 13.177.790 toneladas movimentadas em
apenas 10 meses. O número é 15% maior que o acumulado de 2017 (11.409.189
toneladas).

O diretor-presidente da Administração dos Portos de Paranaguá e
Antonina, Lourenço Fregonese, atribui os resultados ao aumento da capacidade
de escoamento pelo porto paranaense, aliado a produtividade do campo.

“Nos últimos anos investimos mais de R$ 940 milhões no repotenciamento
e na modernização da estrutura física do Porto de Paranaguá. As ações
incluíram a troca dos carregadores de navios por equipamentos maiores e com
maior capacidade de escoamento de grãos, a construção de novos portões de
acesso, instalação de novas balanças e correias transportadoras, além de
mudanças no cais, que foi remodelado e dragado”, conta.

Outra preocupação foi desafogar as estradas e vias de acesso ao porto,
acabando com as filas de caminhões e aumentando a segurança da comunidade.
“Além do sistema Carga Online, que organizou a descarga no Pátio de Triagem,
estamos investindo em obras importantes para os moradores, como a
Recuperação da avenida Bento Rocha e o novo viaduto na entrada da cidade”,
completa ele.

Farelo, trigo e óleos vegetais: A movimentação de farelo já é 7% maior
que o registrado no ano anterior. Foram 4,8 milhões de toneladas exportadas em
2018, contra 4,5 milhões em 2017. A exportação de trigo supera em 28% o
acumulado do ano passado, com 216.787 toneladas entre janeiro e outubro de 2018.
Na movimentação de óleos vegetais o aumento foi de 9%, passando de 935.611
toneladas para pouco mais de 1 milhão de toneladas.

Outros produtos

Considerando todos os produtos, o Porto de Paranaguá já alcançou 86% da
movimentação de 2017, que foi a maior da história do terminal paranaense. O
acumulado em 2018 soma 44,4 milhões de toneladas, enquanto o ano passado
registrou 51,5 milhões.

Para o diretor de operações da Appa, Luiz Teixeira, dois fatores devem
ter impacto nos números deste ano: a greve dos caminhoneiros, em maio, e o
grande volume de chuvas, principalmente em outubro.

“No período de greve deixaram de ser movimentadas 648 mil toneladas de
produtos, incluindo líquidos, cargas gerais, grãos, fertilizantes e outros”,
revela.

Em outubro, 16 dias de chuva paralisaram principalmente o carregamento de
grãos e a descarga de fertilizantes. “O porto não carrega grãos e farelo
com chuvas e nem descarrega fertilizantes. Não podemos ter risco do grão ficar
úmido, pois fermenta e estraga. Acontece no mundo todo, é uma questão que
foge do nosso controle”, explica.

As informações são da APPA.

Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência
SAFRAS

TRIGO: USDA eleva estimativas de estoques e safras globais em 17/18 e 18/19

Porto Alegre, 8 de novembro de 2018 – O relatório de oferta e demanda de
novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe
novos números para a produção 2018/19 de trigo global. A safra mundial de
trigo em 2018/19 é estimada em 733,51 milhões de toneladas, acima das 730,92
milhões de toneladas em outubro. Para a safra 2017/18, a estimativa do USDA é
de 763,06 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2018/19 foram estimados em 266,71 milhões de
toneladas, contra 260,18 milhões de toneladas em outubro. Analistas esperavam
as reservas em 259,3 milhões de toneladas. Para 2017/18, o número projetado é
de 275 milhões de toneladas. O consumo global em 2018/19 está estimado em
745,8 milhões de toneladas, contra 745,6 milhões de toneladas no mês passado
e 745,09 milhões de toneladas estimadas em 2017/18.

Para 2018/19, a produção de trigo no Brasil está projetada em 4,8
milhões de toneladas, acima das 4,7 milhões de toneladas estimadas em outubro
e das 4,26 milhões de toneladas de 2017/18. As importações em 2018/19 estão
apontadas em 7,5 milhões de toneladas. Os estoques finais são projetados em
1,21 milhão de toneladas. A safra 2018/19 do cereal na Argentina foi projetada
em 19,5 milhões de toneladas. A estimativa das exportações do país é de
14,2 milhões de toneladas.

No Canadá, a projeção da safra 2018/19 é de 31,5 milhões de toneladas.
A projeção da safra australiana do cereal foi de 17,5 milhões de toneladas.
Na União Europeia, a safra 2017/18 está projetada em 137,6 milhões de
toneladas.

A China tem projeção de safra 2018/19 em 132,5 milhões de toneladas. Os
estoques finais do país estão estimados em 143,57 milhões de toneladas. A
produção total do bloco de países anteriormente pertencente à União
Soviética (entre eles Rússia, Cazaquistão e Ucrânia) deve ficar em 124,48
milhões de toneladas. Os Estados Unidos deverão colher 51,29 milhões de
toneladas em 2018/19. As exportações do país estão projetadas em 27,9
milhões de toneladas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Clima desfavorável ao trigo preocupa agentes no sul do Brasil

Porto Alegre, 23 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo está
atenção dos agentes voltada ao clima que se mantém desfavorável à cultura
nesta reta final da safra. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, a manutenção das chuvas no Paraná atrasou os trabalhos de colheita.
Apesar do bom avanço nos últimos quinze dias, algumas regiões registram
atraso. Há possibilidade de maiores perdas, além das já confirmadas.

No Rio Grande do Sul é esperado novo avanço significativo esta semana,
com melhora parcial do clima, entretanto, perdas de rendimento e qualidade em
algumas das regiões produtoras não são descartados.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais altos. Em sessão volátil, o mercado acabou sendo sustentado pelo avanço
mais lento no plantio de inverno nos Estados Unidos. A fraqueza do dólar frente
a outras moedas colaborou para o viés altista. Ao longo do dia, a forte queda
nos preços do petróleo em Londres e Nova York atuou como fator de baixa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo de inverno. Até 21 de
outubro, a semeadura estava apontada em 72%. Em igual período do ano
passado, o número estava em 73% e a média dos últimos cinco anos é de 77%.
Na semana passada, o plantio era de 65%.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,09 por bushel,
alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,19%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,29 1/4,
ganho de 1,75 centavo de dólar, ou 0,33% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,24%, cotado a R$
3,6950 para a compra e a R$ 3,6970 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6880 e a máxima de R$ 3,7240.

Agenda de quarta-feira

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: o Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica,
será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Agentes observam danos no trigo durante colheita no RS e no PR

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
avalia o avanço dos trabalhos de colheita no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Segundo o analista de SFARAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, até a semana
passada, o cenário era mais positivo à ceifa gaúcha, com menos danos
confirmados relacionados ao clima.

“No Paraná a situação é mais grave, com perdas mais representativas
para geadas e chuvas principalmente na região oeste, levando a tanto uma
redução da qualidade como de rendimento das lavouras e, consequentemente,
uma queda do potencial produtivo nacional. Vale ressaltar que ainda existe
apreensão frente à possibilidade de novas chuvas ao longo do encerramento dos
trabalhos de colheita”, explicou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
em alta. O mercado foi sustentado por fatores técnicos e por sinais de demanda
pelo grão dos Estados Unidos. O indicativo de queda na produção de trigo em
importantes países produtores de trigo, como Rússia e Austrália, também
contribui positivamente. Além disso, a valorização dos vizinhos, soja e
milho, colaborou para os ganhos.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 450.980
toneladas na semana encerrada no dia 11 de outubro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 447.561
toneladas.

Os contratos com entrega em dezembro foram cotados a US$ 5,25 por bushel,
alta de 7,75 centavos de dólar, ou 1,49%, em relação ao fechamento anterior.
Os contratos com entrega em março de 2019 foram negociados a US$ 5,43 3/4,
recuo de 6,25 centavos de dólar, ou 1,16% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 1,16%, cotado a R$
3,7330 para a compra e a R$ 3,7350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$ 3,7660.

Agenda de segunda-feira

– China: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado durante
a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até agosto será publicada
às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A balança comercial de agosto será publicada às 6h pela
Eurostat.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: os dados sobre a produção industrial em setembro serão publicados às
10h15 pelo Federal Reserve.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS