TRIGO: Chicago dispara 5% com prolongamento de guerra na Ucrânia

    Porto Alegre 6 de junho de 2022 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O cereal foi impulsionado pelo aumento na tensão entre a Rússia e a Ucrânia. Segundo a Agência Reuters, a capital Kiev voltou a ser atacada após mais de um mês de trégua. Isso eleva a preocupação quando à duração das interrupções no fornecimento de grãos ucranianos.

   O clima adverso nos Estados Unidos e na França também influenciou positivamente.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 352.779 toneladas na semana encerrada no dia 2 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 344.907 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 531.921 toneladas.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em julho de 2022 eram cotados a US$ 10,93 por bushel, alta de 53,00 centavos de dólar, ou 5,09%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em setembro de 2022 eram negociados a US$ 11,04 1/2 por bushel, ganho de 52,75 centavos ou 5,01% em relação ao fechamento anterior.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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TRIGO: Câmara Setorial debate perspectiva para plantio no RS

Porto Alegre, 6 de maio de 2022 – A intenção de plantio de trigo para esta safra está alta no Rio Grande do Sul, mas os produtores estão enfrentando preocupações com a elevação dos custos de produção e a restrição do crédito bancário. Estes assuntos foram tratados durante a reunião da Câmara Setorial do Trigo, realizada nesta quinta-feira (05) pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

   A Emater/RS-Ascar está realizando um levantamento sobre a estimativa de cultivo do trigo, com amostra em 300 municípios, e sua divulgação está prevista para meados de maio. “Mas a projeção é de 1,25 milhão de hectares cultivados de trigo no Rio Grande do Sul nesta safra”, disse o coordenador da Área de Culturas e de Defesa Sanitária Vegetal da Emater, Elder Dal Prá. Na safra passada, foram 1,17 milhão de hectares cultivados, com produção de 3,4 milhões de toneladas.

   Já a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) estima que a área cultivada chegue aos 1,45 milhão de hectares. “Tem muito produtor que está fazendo cultura de trigo para recuperar o prejuízo da soja, e ele vai olhar o sistema como um todo para fazer o seu plantio. A grande preocupação são os altos custos de produção e a restrição de crédito bancário para a formação das lavouras. Infelizmente temos um percentual muito pequeno de atendimento com juros controlados no Estado”, avaliou o diretor e coordenador da Comissão do Trigo e Culturas de Inverno da Farsul, Hamilton Guterres Jardim.

   A liberação de recursos para o Plano Safra, previsto pelo PLN 01/2022 e que está aguardando sanção presidencial, foi outro assunto debatido no âmbito da Câmara Setorial. Como encaminhamento, ficou decidido que um ofício deverá ser enviado pela Secretaria da Agricultura ao Governo Federal, requisitando pressa na sanção presidencial. “O prazo final para sanção é 19 de maio, mas o calendário de semeadura já começa nas próximas semanas. É preciso agilidade, para que o produtor também possa se planejar”, destacou o coordenador da Câmara Setorial, Tarcisio Minetto.

   Jean Carlos Cirino, da Associação dos Produtores e Comerciantes de Sementes e Mudas do Rio Grande do Sul (Apassul), informou que a expectativa é de haver uma oferta de 3,6 milhões de sacos de sementes certificadas de trigo no Rio Grande do Sul para essa safra, podendo atender a 1,43 milhão de hectares. “No mês de março, a comercialização das sementes já estava em 71%, então está acelerada. Não há risco de falta ou escassez de sementes. Pode ser que algumas cultivares pontuais já não estejam disponíveis, mas o agricultor que quiser adquirir semente certificada, vai conseguir sem maiores problemas”, frisou. Programa Duas Safras e encaminhamentos

   Hamilton Guterres Jardim apresentou as linhas gerais do Projeto Duas Safras, um trabalho que a federação está elaborando em conjunto com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Embrapa e a Fecoagro, para estimular a implantação de safras de inverno no Estado. Além da alimentação para o setor de proteína animal, o “Duas Safras” aponta oportunidades para a cultura do trigo na produção para panificação, trigo feed para exportação e utilização de culturas de inverno para a produção de etanol, por meio do programa Pró-Etanol/RS. “Todos os assuntos que discutirmos no âmbito do programa passarão por essa Câmara Setorial”, complementou Hamilton.

   Entre os encaminhamentos da reunião da Câmara Setorial do Trigo, estão: formação de um grupo de trabalho com entidades que realizam os levantamentos de safra e produção, para harmonizar os dados coletados; elaboração de um artigo técnico sobre micotoxinas; elaboração de nota técnica sobre nutrientes do solo e manejo racional de fertilizantes; início da discussão sobre a alíquota de 12% do ICMS, que estaria apresentando obstáculos para a exportação do trigo gaúcho para os mercados de Santa Catarina e Paraná; e manifestação de apoio ao Programa Duas Safras. Por unanimidade, o atual coordenador da Câmara, Tarcisio Minetto, foi reconduzido para mais dois anos no cargo.

     As informações são da secretaria da agricultura do RS.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Comercialização segue fraca e preços não variam no Brasil

Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2022 – O mercado brasileiro de trigo esteve sem grandes alterações na dinâmica de comercialização nesta semana. Da mesma forma, os preços ficaram nominais e não variaram significativamente.

   Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os produtores que precisavam abrir espaço em seus armazéns já o fizeram. Além disso, a quebra da safra de verão reduziu a necessidade de venda do trigo. “Quem possui lotes de boa qualidade aposta em negócios mais atrativos no pico da entressafra”, disse.

    No lado da demanda, os moinhos seguem na defensiva, pois estão bem abastecidos. “A indústria leva em conta o comportamento cambial e acredita que a maior safra global deve favorecer a importação a partir de maio”, observou. A queda do dólar pressiona a paridade de importação, mas a baixa liquidez evita que os preços caiam no momento.

    Outro ponto de destaque, conforme o analista, é a recuperação do preço do milho, que pode atrair a indústria de ração para o trigo. “O trigo gaúcho já tem demanda para exportação. Com mais este mercado, o resultado seria uma escassez do grão destinado à indústria de farinha”, explicou.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Pouco movimentado, mercado teve preços estáveis no Brasil

   Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2022 – O mercado brasileiro de trigo segue com baixa movimentação e preços estáveis. No Paraná, a base de compra oscila entre R$ 1.700 e R$ 1.750 a tonelada. A de venda entre R$ 1.750 e R$ 1.800 a tonelada.

   Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, os agentes seguem monitoram de perto o comportamento cambial. Durante a quinta-feira a moeda norte-americana chegou a trocar de mãos por até R$ 5,1730. No final da sessão recuperou, fechando próximo a R$ 5,24. “De qualquer forma, com essa taxa cambial a paridade de importação no FOB do Paraná ficou por volta de R$ 1.700/t. Uma maior pressão de baixa só não ocorre porque os agentes estão retraídos e pouco flexíveis”, observou.

   No mercado gaúcho, a indicação de compra para retirada curta fica entre R$ 1.580 e R$ 1.590 a tonelada. Embarques mais longos indicados entre R$ 1.620 e R$ 1.630 a tonelada. O vendedor segue mantendo a pedida em torno de R$ 1.600/tonelada. “Com mais da metade da safra do estado negociada com o exterior, a perspectiva é de uma entressafra com oferta enxuta”, finalizou.

Conab

    A produção brasileira de trigo em 2022 deverá ficar em 7,88 milhões de toneladas, segundo o quinto levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), contra 7,68 milhões de toneladas do ano anterior. Em janeiro, a previsão era de 7,68 milhões de toneladas.

    A Conab indica uma área plantada de 2,74 milhões de hectares, repetindo as estimativas de janeiro e do ano anterior. A produtividade está projetada em 2.876 quilos por hectare, acima de 2.803 quilos de 2021 e do número de janeiro.

USDA

    Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a safra mundial de trigo em 2021/22 é estimada em 776,42 milhões de toneladas, contra 778,6 milhões de toneladas em janeiro. Para 2020/21, a estimativa ficou em 775,87 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2021/22 foram estimados em 278,21 milhões de toneladas, abaixo das 279,95 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 280,4 milhões de toneladas. Para 2020/21, as reservas finais foram estimadas em 289,87 milhões de toneladas.

   A produção do cereal nos EUA em 2021/22 é estimada em 1,646 bilhão de bushels, mesmo volume de janeiro. Para a safra 2020/21, a produção estadunidense ficou em 1,828 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2021/22 foram projetados em 648 milhões de bushels, contra 628 milhões no mês passado. O mercado esperava 630 milhões. Em 20/21, foram 845 milhões.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Dia lento e com reportes pontuais no Brasil

   Porto Alegre, 8 de dezembro de 2021 – Dia apenas com reportes pontuais de negócios no mercado doméstico de trigo. Com o final de ano se aproximando e com bons volumes comprados, inclusive para retirada a partir do início do próximo ano, os compradores nacionais seguem pouco presentes. Além disso, existe a expectativa de que com o ingresso da safra de grãos de verão, ainda no primeiro bimestre de 2022, obrigue alguns produtores a ingressarem no mercado para desocupar espaço em seus armazéns.

    Esse aumento de oferta pode oferecer momentos interessantes para aquisições. Para fechar, a isenção do pedágio no Paraná tende a reduzir o custo de frete, especialmente no período que antecede o ingresso de grandes volumes de soja e milho. Base de compra no mercado paranaense a R$ 1.650/tonelada. Vendedores demonstrando interesse entre R$ 1.700 e R$ 1.750 a tonelada. No Rio Grande do Sul o interesse do comprador internacional persiste. Os moinhos gaúchos permanecem adotando uma postura defensiva. Indicação de comprador no FOB interior entre R$ 1.500 e R$ 1.520 a tonelada. Vendedores indicando R$ 1.600/t.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços em baixa. A melhora nas condições climáticas nos Estados Unidos exerceu pressão sobre os contratos na véspera do relatório do USDA.

   O relatório de dezembro de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será apresentado na quinta-feira (9), deve elevar os estoques finais de trigo do país na temporada 2021/22.

    Conforme traders e analistas consultados por agências internacionais, os estoques finais devem ficar em 591 milhões de bushels, ante 583 milhões estimados em novembro.

    No âmbito global, os estoques finais devem ficar em 276,2 milhões de toneladas em 2021/22, ante 275,8 milhões no relatório anterior.

    Os contratos com entrega em março encerraram cotados a US$ 7,94 1/2 por bushel, baixa de 14,00 centavos de dólar, ou 1,73%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2021 eram negociados a US$ 7,99 1/4, com baixa de 14,00 centavos de dólar ou 1,72%.

     Câmbio

   O dólar comercial fechou em R$ 5,5350, com queda de 1,49%. O avanço significativo da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Precatórios, em um acordo selado entre Câmara e Senado, além da diminuição da preocupação global com a variante Ômicron, derrubaram a moeda norte-americana.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Preços sobem levemente na semana no Brasil

    Porto Alegre, 26 de novembro de 2021 – O mercado brasileiro de trigo encerrou a quarta semana do mês de novembro com preços levemente superiores aos do fechamento da anterior. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento, a manutenção de preços internacionais elevados e do dólar valorizado em relação ao real são os argumentos que sustentam a posição defensiva dos vendedores.

    No Paraná, a pedida fica próxima a R$ 1.750/tonelada (t) e no Rio Grande do Sul de R$ 1.600/t. “Na outra ponta, a volatilidade dessas variáveis que sustentam a forma altista dos preços faz com que os compradores também adotem uma postura de cautela. Os moinhos sabem que, em que pesa os prejuízos em termos de qualidade, uma safra recorde ainda possibilita uma oferta abundante”, disse. Com isso, a base de compra média no interior do Paraná fechou a semana em R$ 1.653/t, se elevando em 1% em relação à anterior. No Rio Grande do Sul em R$ 1.505/t (+0,7).

      Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais baixos. Na sessão mais curta entre o feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos e o final de semana, o mercado foi pressionado por um movimento generalizado de vendas por parte de investidores.

    O sentimento é de aversão ao risco com preocupações sobre novas restrições à viagens e comércio internacionais, após a descoberta de uma nova variante do coronavírus na África do Sul. Segundo agências internacionais, autoridades globais da saúde se reúnem hoje para discutir o assunto. Muitos países já se movimentaram para limitar as viagens de e para a África do Sul enquanto esperam por mais detalhes.

    Os investidores também aproveitaram para realizar lucros após os preços terem chegado, no início da semana, aos maiores níveis em quase nove anos. Os contratos com entrega em dezembro acumularam alta semanal de 0,88%.

   As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada comercial 2021/22, que tem início em 1o de junho, ficaram em 567.500 toneladas na semana encerrada em 18 de novembro. O volume ficou 42% acima da semana anterior e 70% da média de quatro semanas. O Japão liderou as compras com 154.200 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 250 mil e 550 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 8,30 1/4 por bushel, baixa de 6,50 centavos de dólar, ou 0,77%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 8,45 por bushel, recuo de 5,25 centavos de dólar, ou 0,61%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,53%, negociado a R$ 5,5950 para venda e a R$ 5,5930 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5730 e a máxima de R$ 5,6730.

Na semana, o dólar acumulou alta de 0,27% ante o real.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Mesmo com colheita, preços seguem elevados no Brasil

    Porto alegre, 8 de outubro de 2021 – As recentes altas do dólar mantém cara a importação do trigo pelo Brasil. Assim, mesmo com o avanço da colheita, os preços se sustentem em alta.

Paraná

   O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 58% da área estimada de 1,210 milhão de hectares, contra 1,136 milhão de hectares em 2019, alta de 6%.

    Conforme o Deral, 77% das lavouras estão em boas condições, 20% em situação média e 3% ruins. As lavouras se dividem entre as fases floração (5%), frutificação (35%) e maturação (60%). Na semana passada, a colheita estava em 36% e as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (1%), floração (8%), frutificação (29%) e maturação (62%), com 68% em boas condições, 28% em situação média e 4% ruins. No mesmo período do ano passado, 63% da área já havia sido colhida.

   A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,528 milhões de toneladas, 11% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 2.943 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

    Segundo a Emater/RS, a colheita do trigo atinge 3% da área no Rio Grande do Sul. Em igual momento do ano passado, os trabalhos atingiam 7%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 3%. O desenvolvimento das lavouras está atrasado. Recentemente, o clima adversou provocou danos pontuais em lavouras e atrapalhou o avanço da colheita.

Argentina

   Algumas lavouras de trigo no centro e no sul da Argentina foram atingidas por geadas na última semana. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, as intensidades foram variadas e podem afetar as plantas com desenvolvimento mais avançado. Já no norte do país, o aumento das temperaturas prejudica a cultura perto do final do ciclo. Algumas regiões já registram colheita com rendimentos irregulares.

    Atualmente, 41% das lavouras argentinas estão com déficit hídrico, contra 34% na semana passada e 48% em igual momento de 2020. As plantas se dividem entre boas (44%), normais (30%) e ruins (26%).

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Com poucos negócios, mercado observa colheitas em setembro

   Porto alegre, 1o de outubro de 2021 – A colheita de trigo foi iniciada neste mês de outubro no Brasil. O primeiro estado a começar a ceifa foi o Paraná, no final da primeira quinzena. O Rio Grande do Sul deve começar a colher nos próximos dias.

   O mês de outubro foi de pouca movimentação, de um modo geral, no mercado interno, num momento de baixa disponibilidade de oferta e preços elevados. Além disso, os agentes já esperavam pela entrada do produto da safra nova para voltarem a negociar.

Paraná

   Até 28 de setembro, a colheita atingia 36% no Paraná. A área é estimada em 1,21 milhão de hectares, 6% acima do ano passado. Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, 68% das lavouras estão em boas condições, 28% em situação média e 4% ruins. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (1%), floração (8%), frutificação (29%) e maturação (62%).

   A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,528 milhões de toneladas, 11% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 2.943 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

    O analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, alertou para o risco de chuvas prejudiciais nos próximos dias no estado. “Isso gera preocupações quanto a novas perdas ou ao atraso da colheita”, disse.

Rio Grande do Sul

    Segundo a Emater/RS, o Rio Grande do Sul deve produzir 3,59 milhões de toneladas de trigo neste ano. Se confirmado, o volume torna o estado o maior produtor nacional do grão e representa um incremento de 70,95% em relação ao ano passado (2,1 milhões de toneladas). A atualização dessa perspectiva representa ainda um aumento de 24,04% em relação à estimativa inicial (2,89 mihões de toneladas) divulgada em junho deste ano.

   O levantamento também aponta uma elevação de 8,97% na área total cultivada (1,17 milhão de hectares) se comparada à primeira estimativa (1,08 milhão de hectares). A produtividade da cultura deve ser a terceira maior desde 2013, também chegando a 3 toneladas por hectare.

Argentina

   A colheita de trigo foi iniciada na Argentina. Conforme a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, os primeiros lotes ceifados ficam no norte do país e registram produtividades abaixo da média. A área plantada soma 6,6 milhões de hectares, contra 6,5 milhões no ano passado.

   No centro e no sul da área agrícola, seguem as aplicações de controles de fungos. Com as chuvas registradas no início deste mês, e com o aumento das temperaturas, houve maior presença de enfermidades foliares.

   Atualmente, 34% das lavouras argentinas estão com déficit hídrico, contra 33% na semana passada e 42% em igual momento de 2020. As plantas se dividem entre boas (51%), normais (25%) e ruins (24%). As áreas boas e ruins cresceram 1 ponto percentual nesta semana. A situação é expressivamente melhor do que a registrada um ano atrás, quando apenas 8% da área estava entre excelente e boa e 46% estava de regular a ruim.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Dólar e chuvas no Paraná mantém preços elevados no Brasil

Porto Alegre, 30 de setembro de 2021 – O dólar segue elevado, o que aumenta os custos de importação do trigo pelo Brasil. Assim, o produto nacional segue competitivo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, os preços também são sustentados por previsões de chuvas nos próximos dias no Paraná, o que leva preocupação quanto a novas perdas ou ao atraso da colheita.

      Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços mais acentuadamente altos. O mercado repercutiu os relatórios de estoques trimestrais dos Estados Unidos e de estimativa de produção do país em 2021, divulgados nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os documentos indicaram corte de oferta em níveis menores do que os esperados por analistas.

    Em setembro, os contratos com entrega em dezembro de 2021 acumularam  alta de 0,45%. No trimestre, a valorização acumulada foi de 48,06%.

    A produção de trigo dos Estados Unidos em 2021 é estimada em 1,65 bilhão de bushels, queda de 10% na comparação com os 1,83 bilhão de bushels de 2020. O mercado esperava 1,681 bilhão de bushels. A área colhida com o grão totaliza 37,2 milhões de acres, alta de 1% ano a ano. A produtividade do trigo nos EUA é estimada em 44,3 bushels por acre, queda de 5,4 bushels por acre na comparação com o rendimento do ano anterior.

   Os estoques norte-americanos de trigo em 1o de setembro de 2021 totalizaram 1,78 bilhão de bushels – baixa de 18% em relação ao mesmo período de 2020. O mercado esperava o número em 1,857 bilhão de bushels. Os estoques trimestrais de trigo durum totalizaram 46,9 milhões de bushels, baixa de 34% frente ao ano passado.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em dezembro de 2021 eram cotados a US$ 7,25 1/2 por bushel, alta de 15,25 centavos de dólar, ou 2,14%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2022 eram negociados a US$ 7,36 1/2 por bushel, ganho de 14,25 centavos de dólar, ou 1,97%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,34%, sendo negociado a R$ 5,4490 para venda e a R$ 5,4470 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3680 e a máxima de R$ 5,4750. No mês o dólar subiu 5,36% ante o real, e acumulou ganho de 9,59% no terceiro trimestre.

     Agenda de sexta-feira

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada devido a um feriado.

– China: A bolsa de Hong Kong permanece fechada devido a um feriado.

– Japão: A leitura preliminar da produção industrial de agosto será publicada na noite anterior pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Eurozona: A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 6h pela Eurostat.

– Atualização da evolução das lavouras argentinas e levantamento mensal – Ministério da Agricultura, na parte da manhã.

– Balança comercial de setembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Colheita inicia no Brasil e clima segue no foco das atenções

   Porto alegre, 17 de setembro de 2021 – A colheita de trigo foi iniciada nesta semana no Brasil. O clima segue no centro das atenções por aqui e na Argentina.

Paraná

   O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que a colheita da safra 2020/21 atinge 2% da área estimada de 1,213 milhão de hectares. A área é 7% maior ante os 1,136 milhão de hectares cultivados na safra 2019/20.

    Conforme o Deral, 56% das lavouras estão em boas condições, 32% em situação média e 12% ruins, sem alterações ante a semana passada. As lavouras se dividem entre as fases de crescimento vegetativo (7%), floração (15%), frutificação (38%) e maturação (40%). Na semana passada, as lavouras estavam em desenvolvimento vegetativo (18%), floração (27%), frutificação (47%) e maturação (8%). No mesmo período do ano passado,11% da área já havia sido colhida.

   A safra 2021 de trigo do Paraná deve registrar uma produção de 3,721 milhões de toneladas, 17% acima das 3,190 milhões de toneladas colhidas na temporada 2020. A produtividade média é estimada em 3.095 quilos por hectare, acima dos 2.824 quilos por hectare registrados na temporada 2020.

Rio Grande do Sul

    Segundo a Emater/RS, as chuvas dos últimos dias favoreceram, em intensidades variadas, favoreceram a recuperação da umidade do solo e foram importantes para o desenvolvimento. Por outro lado, em algumas localidades, acompanhadas de granizo, causaram danos às lavouras. O desenvolvimento, em nível estadual, está atrasado na comparação com os últimos anos.

Argentina

    A condição hídrica das lavouras de trigo da Argentina varia conforme a região do país. De um modo geral, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 30% das lavouras estão em situação de regular a seca, 67% estão em situação ótima ou adequada e 3% tem excesso de umidade. Na semana passada, eram os mesmos 30% em déficit hídrico e 2% com excesso. Em igual período do ano passado, 49% da área estava na situação de seca. A superfície totaliza 6,5 milhões de hectares. As lavouras se dividem entre excelentes ou boas (49%),normais (29%), regulares ou ruins (22%).

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Mercado brasileiro mantém baixo interesse comprador

    Porto Alegre, 16 de julho de 2021 – Com um cenário de baixa oferta e pouca movimentação de negócios com trigo no Brasil, o foco segue sobre o desenvolvimento das lavouras no Rio Grande do Sul, no Paraná e na Argentina.

Paraná

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra de trigo 2021 do Paraná está finalizado. A área é estimada em 1,183 milhão de hectares, contra 1,136 milhão de hectares em 2019,alta de 4%.

    Segundo o Deral, 95% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 5% médias, entre as fases de germinação (2%), crescimento vegetativo (94%) e floração (4%). Na semana passada, o plantio atingia 98% da área, com 95% das lavouras em boas condições e 5% em condições médias de desenvolvimento. Um ano atrás, o plantio atingia 97%.

Rio Grande do Sul

   O plantio de trigo atinge 94% da área no Rio Grande do Sul. Na semana passada, o plantio atingia 91%. Em igual momento do ano passado, os trabalhos chegavam a 96%. A média para os últimos cinco anos é de 91%. No período entre 05 e 11 de julho, predominaram temperaturas amenas, dias ensolarados e sem chuvas no estado. O plantio da cultura avançou apenas 3%, pois grande parte dos produtores aguarda melhores condições de umidade do solo.

Argentina

    O plantio de trigo atinge 96,2% da área, estimada em 6,5 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 4,9 pontos percentuais na semana e estão 4,9 pontos percentuais adiantados em relação ao ano passado. Em números absolutos, foram semeados 6,251 milhões de hectares.

USDA

    Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou seu relatório mensal de oferta e demanda para o trigo.

    A produção do cereal nos Estados Unidos em 2021/22 é estimada em 1,746 bilhão de bushels, contra 1,898 bilhão estimados em junho. O mercado esperava 1,835 bilhão. Para a safra 2020/21, a produção estadunidense ficou em 1,826 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2021/22 foram projetados em 665 milhões de bushels, contra 770 milhões no mês passado. O mercado esperava 711 milhões. Em 20/21, foram 844 milhões, contra 852 milhões em maio e 845 na expectativa do mercado.

    A safra mundial de trigo em 2021/22 é estimada em 792,4 milhões de toneladas, contra 794,44 milhões de toneladas em junho. Para 2020/21, a estimativa fica em 775,82 milhões de toneladas.

   Os estoques finais globais em 2021/22 foram estimados em 291,68 milhões de toneladas, abaixo das 296,8 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 295,8 milhões de toneladas. Para 2020/21, as reservas finais são estimadas em 290,18 milhões de toneladas, contra 293,48 milhões em junho. O mercado esperava 293,5 milhões de toneladas.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Preços internos e externos começam a apresentar viés baixista

Porto Alegre, 18 de junho de 2021 – O mercado brasileiro de trigo começa a observar uma mudança na conjuntura interna de preços. Ainda que a oferta siga escassa e a liquidez seja baixa, os produtores voltaram a ficar interessados em negociar com a perspectiva de queda dos preços. Os compradores, por outro lado, esperam novas retrações. As oscilações levam em conta a retração do dólar e a forte queda dos preços internacionais.

   No mercado internacional, os preços estão sob pressão devido à ampla oferta, a temores inflacionários e ao sentimento de que as cotações estão em patamares elevados.

Paraná

    O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, informou, em seu relatório semanal, que o plantio da safra de trigo 2021 do Paraná atinge 85% da área prevista de 1,170 milhão de hectares. Ela deve ser 4% maior frente aos 1,125 milhão de hectares cultivados em 2020.

   Segundo o Deral, 95% das lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento e 5% médias, entre as fases de germinação (12%) e crescimento vegetativo (88%). Na semana passada, o plantio atingia 80% da área, com 92% das lavouras em boas condições e 8% em condições médias de desenvolvimento. No dia 8 de junho de 2020, o plantio estava completo em 79% da área.

    O plantio da safra 2021 de trigo em Campo Mourão, no noroeste do Paraná, foi finalizado na primeira quinzena de junho. A área totaliza 16,1 mil hectares. A produtividade é esperada, inicialmente, em 3 toneladas por hectare.

    Segundo o engenheiro agrônomo da Coamo, Lucas Gouvea, o clima tem sido favorável e as lavouras estão em boas condições. “Choveu bem nas últimas duas semanas. A meteorologia indica chuvas boas no sábado e na segunda-feira”, disse. As lavouras se dividem entre as fases de desenvolvimento vegetativo (90%) e emborrachamento (10%).

Rio Grande do Sul

   O segundo levantamento de custo de trigo safra 2021, apurado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), aponta que os custos totais, incluindo gastos com insumos, manutenção de máquinas e equipamentos entre outros, para plantar um hectare de trigo nesta safra é de R$ 4.305,01, considerando a produtividade de 60 sacas por hectare. Com isso, o custo por saca ficou em R$ 71,75.

    Isso representa um aumento de 31,74% frente aos R$ 3.267,78 gastos por hectare na safra passada. Considerando somente o desembolso, o produtor vai ter um custo de R$ 3.187,02 por hectare, elevação de 32,48% em um ano. O produtor vai precisar colher 37,94 sacas de trigo para cobrir o desembolso e de 51,25 sacas por hectare para cobrir o custo total.

Argentina

   O plantio de trigo atinge 57,4% da área, estimada em 6,5 milhões de hectares. Os trabalhos avançaram 20,9 pontos percentuais na semana e estão 0,7 ponto atrasados em relação ao ano passado. Em números absolutos, foram semeados 3,728 milhões de hectares.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Preços da Argentina devem cair com pressa para exportar

    Porto Alegre, 20 de abril de 2021 – A sinalização de que o governo da Argentina deve intervir sobre o mercado de carnes aumenta os temores de que o mesmo aconteça com os grãos. Assim, os preços podem começar a cair, levando em conta a pressa dos produtores em exportar antes de uma eventual restrição.

   Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a comercialização segue lenta no Brasil. O trigo importado deve começar a ser cada vez mais presente no abastecimento doméstico. “Com esta conjuntura, o momento pode ser de grande atratividade aos compradores nacionais. Em paralelo a isso, o câmbio nacional apresentou consecutivas retrações no decorrer dos últimos pregões, favorecendo um cenário de crescimento da competitividade deste produto proveniente do mercado externo, devido à redução dos custos de aquisição, pelas paridades de importação”, disse.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços significativamente mais altos. O mercado acompanhou os vizinhos soja e milho, sustentado pelo clima adverso às lavouras de inverno dos Estados Unidos.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de trigo de inverno. Segundo o USDA, até 18 de abril, 53% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 52% -, 30% em situação regular e 17% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, as condições se dividiam em 53%, 31% e 16%, respectivamente.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em maio de 2021 eram cotados a US$ 6,59 3/4 por bushel, ganho de 7,50 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2021 eram negociados a US$ 6,61 1/4, alta de 7,50 centavos de dólar, ou 1,14%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,5470 para venda e a R$ 5,5450 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5030 e a máxima de R$ 5,5870.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Menor oferta e câmbio favorecem altas do grão brasileiro

  Porto Alegre, 12 de abril de 2021 – Com a baixa oferta de trigo no mercado brasileiro, o foco da indústria volta-se ao produto oriundo de outros países. O grão da Argentina está cerca de 6,5% mais barato do que o praticado em janeiro, porém 16,25% mais caro na comparação com igual período do ano passado. Além disso, a alta do dólar contribui para a valorização do produto nacional. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, o cenário só deve mudar em caso de queda dos preços do país vizinho ou da moeda norte-americanos ou, naturalmente, com a entrada da oferta a partir do segundo semestre.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado reduziu as perdas após sinais de demanda acima do esperado pelo grão dos Estados Unidos. Ainda assim, a possibilidade de safra cheia na Rússia pesou negativamente.

    As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 458.432 toneladas na semana encerrada no dia 8 de abril, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 425 mil toneladas.

   Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 635.487 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 662.173 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções somam 21.404.038 toneladas, contra 21.495.706 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   No fechamento de hoje, os contratos com entrega em maio de 2021 eram cotados a US$ 6,28 por bushel, recuo de 10,75 centavos de dólar, ou 1,68%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2021 eram negociados a US$ 6,31 1/4, baixa de 9,25 centavos de dólar, ou 1,44%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,89%, sendo negociado a R$ 5,7250 para venda e a R$ 5,7230 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6310 e a máxima de R$ 5,7420.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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TRIGO: Espera de safra cheia na Rússia causa perdas em Chicago

   Porto Alegre, 12 de abril de 2021 – Os contratos do trigo operam com preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Segundo a Agência Reuters, o mercado é pressionado pela perspectiva de safra cheia na Rússia, maior exportador mundial de trigo.

    Os contratos com vencimento em maio de 2021 operam cotados a US$ 6,32 por bushel, perda de 6,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,05%, em relação ao fechamento anterior.

   Na sexta-feira, o mercado foi impulsionado pelo indicativo de menor oferta global, conforme apontou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em relatório mensal. Na semana, a posição maio acumulou alta de 4,54%.

   A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 776,49 milhões de toneladas, contra 776,78 milhões de toneladas em março. Para 2019/20, o número ficou em 763,86 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 295,52 milhões de toneladas, abaixo das 301,19 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 301,7 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,04 milhões de toneladas.

    No fechamento, os contratos com entrega em maio de 2021 eram cotados a US$ 6,38 3/4 por bushel, ganho de 10,00 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2021 eram negociados a US$ 6,40 1/2, alta de 10,00 centavos de dólar, ou 1,58%, em relação ao fechamento anterior.

TRIGO: Negócios seguem pontuais no Brasil com pouca oferta

   Porto Alegre, 9 de abril de 2021 – Os negócios com trigo no mercado brasileiro seguem pontuais. Além da baixa oferta disponível, a indústria segue bem abastecida e não tem necessidade de compras no curto prazo. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, o aquecimento do mercado só deve ser percebido daqui a algumas semanas.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi impulsionado pelo indicativo de menor oferta global, conforme apontou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em relatório mensal divulgado mais cedo. Na semana, a posição maio acumulou alta de 4,54%.

    A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 776,49 milhões de toneladas, contra 776,78 milhões de toneladas em março. Para 2019/20, o número ficou em 763,86 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 295,52 milhões de toneladas, abaixo das 301,19 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 301,7 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,04 milhões de toneladas.

    A produção do cereal nos Estados Unidos em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de março. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 852 milhões de bushels, contra 836 em março e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 849 milhões de bushels.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em maio de 2021 eram cotados a US$ 6,38 3/4 por bushel, ganho de 10,00 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em julho de 2021 eram negociados a US$ 6,40 1/2, alta de 10,00 centavos de dólar, ou 1,58%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,79%, sendo negociado a R$ 5,6740 para venda e a R$ 5,6720 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5870 e a máxima de R$ 5,6830. Na semana, o dólar acumulou queda de 0,65%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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GRÃOS: Chuvas favorecem trigo na Argentina, mas chegam tarde para soja/milho

   Porto Alegre, 29 de março de 2021 – As fortes chuvas do final de março na Argentina prepararam o terreno para uma suave semeadura de trigo e cevada, mas as tempestades chegaram tarde demais para ajudar na produtividade do milho e da soja em áreas que foram atingidas por meses de clima seco, disseram agricultores e analistas.

 A potência sul-americana é a terceira maior exportadora de milho do mundo e principal fornecedora de ração para gado à base de soja, usada para engordar suínos e aves da Europa ao Sudeste Asiático, conforme reportagem da Reuters.

 “Há regiões onde a soja de plantio tardio está em péssimo estado e onde a colheita do milho começou com péssimas produtividades. A chuva chegou tarde demais para essas culturas”, disse Francisco Santillan, um produtor da província de Buenos Aires.

    Soja e milho são as principais culturas comerciais da Argentina.

  “As chuvas vão ajudar no plantio de trigo e cevada. O grande problema deste ano é o plantio tardio da soja, que sofreu com o clima seco e as altas temperaturas em janeiro e fevereiro”, disse o analista agrícola Pablo Adreani em Buenos Aires.

 A cevada e o trigo argentinos são semeados entre maio e julho. O principal importador do trigo argentino é o vizinho Brasil. A China, privada da cevada de seu fornecedor habitual, a Austrália, devido a uma luta comercial bilateral, aumentou as compras de cevada argentina, necessárias para ajudar a economia da Ásia a reconstruir seu rebanho de porcos devastado por doenças.

 “As chuvas foram muito favoráveis em grande parte do país nos últimos dez dias. Grande parte da área agrícola recebeu pelo menos cem milímetros de água”, disse German Heinzenknecht, meteorologista da consultoria Climatologia Aplicada.

  Mas os danos de um longo período de seca que começou em meados de 2020 já estão consolidados, disse ele.

  A Bolsa de Rosário cortou este mês sua previsão de safra de soja para 2020/21 de 49 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas, citando altas temperaturas persistentes e chuvas escassas. E a Bolsa de Grãos de Buenos Aires cortou sua previsão de safra de soja para 44 milhões de toneladas, de 46 milhões de toneladas projetadas anteriormente.

   “A recarga da umidade do solo é positiva para o próximo plantio de trigo e cevada. Mas, em geral, essas chuvas chegaram tarde demais para restaurar a soja e o milho”, disse Heinzenknecht.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Preços sobem em janeiro com menor oferta interna e externa

    Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de trigo encerra o mês de janeiro em alta, repercutindo os estímulos tanto externos e internos. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, atualmente o mercado opera no Paraná com preços cerca de 25% mais elevados em relação ao mesmo período do mês anterior. Já em relação ao mesmo período da temporada passada, o percentual chega mais de 50%.

   No Rio Grande do Sul a variação mensal é de aproximadamente 16%, porém, em relação ao mesmo período do ano passado a elevação das cotações chega a mais de 70%. “Este cenário é sustentado por uma cotação cambial em alta no decorrer de janeiro, frente o visto no mês de dezembro, além de um cenário de baixa disponibilidade interna, com a safra nacional já apresentando percentuais expressivos de comercialização”, disse.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços acentuadamente mais altos. O mercado deflagrou movimentos de cobertura de posições e de compras de barganha, se recuperando das perdas consistentes das últimas duas sessões. A boa alta do vizinho milho também influenciou positivamente.

    Na semana, a posição março acumulou alta de 4,49%. Em janeiro, o contrato subiu 3,11%.

    No fechamento de hoje, os contratos com entrega em março de 2021 eram cotados a US$ 6,63 por bushel, ganho de 16,00 centavos de dólar, ou 2,47%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em maio de 2021 eram negociados a US$ 6,62 1/2, alta de 15,00 centavos de dólar, ou 2,31%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,73%, sendo negociado a R$ 5,4760 para venda e a R$ 5,4740 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4240 e a máxima de R$ 5,5080. Na semana, o dólar teve ligeira queda de 0,02%, enquanto no mês, a divisa estrangeira avançou 5,53%.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO TRIGO: Preços acompanham movimento externo e sobem no Brasil

   Porto Alegre, 18 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de trigo opera com preços em alta, apesar da queda do dólar em relação ao real, o que reduz os custos de importação do grão. No mercado interno, o cenário é de baixa liquidez, com a oferta reduzida, a indústria bem abastecida e os produtores concentrados nas safras de verão.

   No mercado internacional, os preços dispararam, na semana passada, a máximas históricas após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Conselho Internacional de Grãos (CIG) indicarem uma menor oferta global. Além disso, as notícias da taxação das exportações da Rússia, um dos principais players no mercado internacional de trigo, atua como fator altista pois indica que o grão russo ficará mais caro e a demanda deve migrar para outros países exportadores. Há ainda a informação de que os estoques da China estão baixos e que o país asiático pode voltar às compras.

    Outro fator de sustentação dos preços em alta é a quebra de safra na Argentina. As cotações internas do país também estão elevadas, com o FOB porto, hoje, operando entre US$ 285,00 e US$ 290,00 por tonelada. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, neste cenário, o trigo brasileiro ganha competitividade frente ao importado, tendo em vista maiores custos para aquisição do trigo no mercado externo, favorecendo a manutenção das recuperações já vistas na semana passada.

     Chicago

    Os mercados financeiro e agrícola dos Estados Unidos não operaram nesta segunda-feira, 18, devido ao feriado do Dia de Martin Luther King. Com isso, as bolsas de Chicago para grãos e cereais (soja, subprodutos, trigo e milho), o mercado financeiro em Wall Street e a bolsa de Nova York para soft commodities (algodão, cacau, café, suco de laranja e açúcar) não abriram.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em leve alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3050 para venda e a R$ 5,3030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2370 e a máxima de R$ 5,3220.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA TRIGO: Mercado tem pouca liquidez entre menor oferta e queda do dólar

   Porto Alegre, 15 de janeiro de 2021 – Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão. As vendas visavam justamente abrir espaço nos armazéns para as culturas que devem começar a ser colhidas nas próximas semanas. Os preços registram alta nesta semana, mesmo com a retração do dólar, devido à menor oferta.

   As recentes quedas do dólar em relação ao real indicam uma redução dos custos de importação do trigo. O momento ainda é de baixa liquidez no mercado brasileiro, mas a indústria já retomou as atividades e deve voltar às compras em algumas semanas. A busca, no entanto, será pelo produto importado, uma vez que a safra brasileira já foi praticamente toda comercializada. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, após a greve de 20 dias no país vizinho, a tendência é que as compras em janeiro sejam significativamente maiores do que em dezembro e do que no mesmo mês do ano passado.

Argentina

   Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país somava 99% até o dia 14 de janeiro, da área total prevista de 6,650 milhões de hectares. De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 97%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 97% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

    A Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse que a colheita já está finalizada. O rendimento de 2,82 toneladas por hectare é o segundo menor nos últimos dez anos. A produção é estimada em 17 milhões de toneladas, tanto pela Bolsa de Buenos Aires quanto pela Bolsa de Rosário.

USDA

   A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 772,64 milhões de toneladas, contra 773,66 milhões de toneladas em dezembro. Para 2019/20, o número ficou em 763,91 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 313,19 milhões de toneladas, abaixo das 316,5 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 315,3 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,09 milhões de toneladas.

   A produção do cereal nos Estados Unidos em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de dezembro. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 836 milhões de bushels, contra 862 milhões em dezembro e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 856 milhões de bushels.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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