MERCADO: Oferta do trigo segue escassa no Brasil

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de trigo não tem
novidades dentro do cenário nacional, tendo em vista que se mantém, e
inclusive se agrava a cada dia a escassez de oferta do produto, devido tanto a
uma retração dos agentes, quanto a redução gradual da oferta, devido a
comercialização de pequenos lotes pontuais no mercado.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, “as cotações
seguem seus movimentos de elevação nos principais estados produtores do
país, repercutindo estes fatores, além da dificuldade na importação, devido
a preços pouco atrativos, que corrobora para elevações das cotações
nacionais”.

A indústria nacional mantém a preocupação com o abastecimento até o
ingresso da nova safra, devido a esta escassez, bem como a possíveis atrasos na
nova safra, ocasionados pelo clima desfavorável no início do cultivo,
principalmente no estado do Paraná. “Vale ressaltar também que a greve dos
caminhoneiros no país poderá afetar a liquidez deste mercado, porém, devido
aos estoques dos moinhos, não tende a trazer grandes impactos as cotações”,
finaliza.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais baixos. Apesar da falta de chuvas, que pode comprometer a produção do
cereal em importantes países produtores, como Canadá, Rússia e Austrália, o
mercado realizou lucros. Nos últimos oito dias, os preços subiram quase 8%. A
fraca demanda pelos EUA persiste.

As vendas líquidas norte-americanas de trigo, referentes à temporada
comercial 2017/18, que tem início em 1o de junho, ficaram em 112.300 toneladas
na semana encerrada em 17 de maio. O número ficou 78% acima da semana
anterior e 29% inferior a média em quatro semanas. Para a temporada 2018/19,
foram mais 340.000 toneladas. As informações são do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,30 1/4 por bushel,
baixa de 0,75 centavo ou -0,14%. Os contratos com entrega em setembro de
2018 eram negociados a US$ 5,47, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou -0,13%
em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,63%, cotado a R$
3,6470 para a compra e a R$ 3,6490 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6320 e a máxima de R$ 3,6570.

Agenda de sexta-feira

– Reino Unido: a segunda leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro
trimestre de 2018 será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Dados de evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura,
início do dia.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRANSPORTES: Temer reúne ministros para discutir greve dos caminhoneiros

Porto Alegre, 24 de maio de 2018 – Antes de viajar para Porto Real (RJ) e
Belo Horizonte (MG), o presidente Michel Temer coordena hoje (24), a partir das
8h45, no Palácio do Planalto, reunião para discutir o impasse em torno dos
preços dos combustíveis. A conversa ocorre no dia seguinte ao anúncio da
Petrobras de redução de 10% no valor do diesel nas refinarias por 15 dias.

Temer convocou para a reunião os ministros Eduardo Guardia (Fazenda),
Moreira Franco (Minas e Energia),Valter Casemiro (Transportes, Portos e
Aviação), o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o secretário da Receita
Federal, Jorge Rachid.

Com a decisão de ontem (23) da Petrobras, o governo espera conseguir
negociar com o movimento dos caminhoneiros, que hoje atinge o quarto dia de
greve, paralisando o abastecimento de vários setores no país. Os caminhoneiros
se queixam do preço final do diesel.

Trégua

Após a reunião do presidente Temer com os ministros, a previsão é de
que outra conversa ocorra ao longo do dia. Será a vez de os ministros se
reunirem com as lideranças dos caminhoneiros, a exemplo do que ocorreu ontem,
no Palácio do Planalto. O objetivo é conseguir um acordo para encerrar a
paralisação e acabar com o bloqueia das rodovias e a ameaça de
desabastecimento em vários setores.

Porém, líderes dos caminhoneiros disseram ontem que o anúncio da
Petrobras, de redução de 10% do preço do diesel por 15 dias, não resolve e
que, assim, a paralisação continuará.

As informações são da agência Brasil.

Notícias sobre o plantio nos EUA

SOJA: USDA aponta plantio em 56% nos Estados Unidos, acima da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 20 de maio, a área plantada estava apontada em 56%.
Em igual período do ano passado, a semeadura era de 50%. A média é de 44%. Na semana passada, o número era de 35%.

TRIGO PRIMAVERA: USDA aponta plantio em 79% nos Estados Unidos
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de trigo primavera. Até 20 de maio, o plantio estava apontado em 79%.
Em igual período do ano passado, o número estava em 88% e a média dos últimos cinco anos é de 80%. Na semana anterior,
a semeadura estava em 58%.

MILHO: USDA aponta plantio em 81% nos Estados Unidos, dentro da média
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 20 de maio, a área plantada estava estimada em 81%.
Em igual período do ano passado, o número era de 82%. A média para os últimos cinco anos é de 81%. Na semana anterior, o número era de 62%.

MERCADO: Agentes esperam nova safra de trigo e observam preços elevados

Porto Alegre, 8 de maio de 2018 – O mercado brasileiro de trigo avalia o
ingresso das novas safras brasileira e argentina, bem como as condições
climáticas norte-americanas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, além destes fatores, o mercado avalia variáveis de curto prazo, como
as recentes elevações de preços no mercado brasileiro. Estas são resultado
de elevações de preços no mercado físico argentino acompanhado da elevação
expressiva da taxa cambial, que retira boa parte da competitividade do trigo
importado, ao mesmo tempo em que eleva a competitividade do escasso trigo
brasileiro ainda disponível a ser comercializado.

“Os agentes que possuem o produto no Brasil, aguardam por cotações cada
vez mais atrativas antes de voltarem a negociar, tendo em vista que a atual
disponibilidade interna não deverá ser suficiente para abastecer a indústria
nacional até o ingresso da nova safra. Dentro deste cenário, é provável que
os preços subam ainda mais, acompanhando sempre o espaço criado pelas
paridades de importação para que isso ocorra. Possíveis variações no
câmbio deverão refletir diretamente nos preços físicos”, disse Pinheiro.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de
melhora no clima para o desenvolvimento das lavouras de trigo de inverno dos
Estados Unidos. A fraca demanda pelo trigo norte-americano colaborou para as
fortes perdas.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 327.662
toneladas na semana encerrada no dia 3 de maio, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 395.209
toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de
658.231 toneladas.

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,11 1/2 por bushel,
baixa de 14,75 centavos ou -2,8%. Os contratos com entrega em setembro de
2018 eram negociados a US$ 5,28 3/4, perda de 13,00 centavos de dólar, ou
-2,39% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,82%, cotado a R$
3,5510 para a compra e a R$ 3,5530 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5370 e a máxima de R$ 3,5580.

Agenda de terça-feira

Balanços:
Antes da abertura: Petrobras
Após o fechamento: Rumo Logística

– China: a balança comercial de abril será publicada durante a madrugada pela
alfândega.

– Alemanha: a produção industrial de março será publicada às 3h pelo
Ministério de Economia e Tecnologia.

– Alemanha: o resultado da balança comercial e do balanço de pagamentos de
março será publicado às 3h pelo Destatis.

– Resultado financeiro da Mosaic.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade
Interna (IGP-DI) referentes a abril.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

TRIGO: Safra argentina é estimada em 20 milhões de t em 2018/19 – USDA

Porto Alegre, 4 de maio de 2018 – De acordo com um adido do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), a produção de
trigo da Argentina deve ser de 20 milhões de toneladas em 2018/19, abaixo dos
18,4 milhões de toneladas produzidos na temporada anterior. A área total
cultivada com o cereal deve aumentar para 6,2 milhões hectares, ante 5,7
milhões em 2017/18.

O consumo total deve somar 5,7 milhões de toneladas em 2018/19, ante 5,5
milhões em 2017/18. As exportações devem apresentar elevação, passando de
12,5 milhões de toneladas para 14,2 milhões de toneladas. Os estoques finais
devem ter avanço, passando de 655 mil toneladas para 765 mil toneladas.

MERCADO: Trigo encerra mês marcado por recuperação nos preços domésticos

Porto Alegre, 30 de abril de 2018 – O mercado brasileiro de trigo encerra
hoje um mês marcado por recuperação expressiva nos preços. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, elevações de preços no
mercado interno argentino, acompanhado de uma disparada cambial no Brasil,
fizeram com que o trigo brasileiro, que já era escasso, perdesse sua
alternativa de abastecimento que é baseada na importação do produto,
principalmente do mercado argentino. Anteriormente, o mercado não sofria forte
viés de alta devido ao elevado volume de importações que supriam a demanda
brasileira.

Conforme Pinheiro, para o próximo mês o mercado tende a manter o viés,
de alta. “Com uma disponibilidade de trigo cada vez menor, os preços devem
continuar em alta, acompanhando também o cenário internacional, que ainda
apresenta valores superiores aos praticados internamente. Este impacto tende a
ser mais forte com a possibilidade de uma redução de área no país”,
apontou ele.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
acentuadamente mais altos. O mercado buscou suporte em um movimento de
cobertura de posições vendidas, acompanhando também as preocupações com o
clima seco nas regiões produtoras dos Estados Unidos, o que pode comprometer
o desenvolvimento das lavouras.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 376.256
toneladas na semana encerrada no dia 26 de abril, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 643.937
toneladas.

Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 589.782
toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as inspeções
somam 21.895.240 toneladas, contra 24.400.542 toneladas no acumulado do
ano-safra anterior.

Os contratos com entrega em julho eram cotados a US$ 5,10 1/2 por bushel,
alta de 12,00 centavos ou 2,4%. Os contratos com entrega em setembro de 2018
eram negociados a US$ 5,26 1/4, ganho de 10,75 centavos de dólar, ou 2,08%
em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 1,21%, cotado a R$
3,5030 para a compra e a R$ 3,5050 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,4590 e a máxima de R$ 3,5080.

Agenda de terça-feira

– Feriado no Brasil – Dia do Trabalho.

TRIGO: USDA eleva projeção de estoques dos Estados Unidos em 2017/18

Porto Alegre, 8 de fevereiro 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira seu relatório de oferta e
demanda de fevereiro, trazendo novos números para a e 2017/18 de trigo nos
Estados Unidos.

A safra 2017/18 do cereal no país é estimada em 1,741 bilhão de bushels,
mesmo volume estimado em janeiro, contra os 2,309 bilhões de bushels
produzidos em 2016/17. Os estoques finais do país em 2017/18 foram projetados
em 1,009 bilhão de bushels, contra 989 milhões de bushels do mês passado e
abaixo dos 1,181 bilhão de bushels estimados para 2016/17. A projeção de
exportações para 2017/18 fica em 950 milhões de bushels. Em 2016/17, as
exportações foram estimadas em 1,055 bilhão de bushels.

A área plantada para 2017/18 é estimada em 46 milhões de acres. A área
colhida deve ficar em 37,6 milhões de acres.

Para 2017/18, o USDA estima a safra do hard winter em 750 milhões de
bushels e estoques finais de 494 milhões de bushels; o hard spring tem
produção estimada em 385 milhões de bushels e estoques finais de 176 milhões
de bushels; o soft red tem produção prevista de 292 milhões de bushels e
estoques finais em 238 milhões de bushels; o trigo white deve ter safra de 258
milhões de bushels e estoques finais em 76 milhões de bushels, enquanto a
variedade durum tem produção de 55 milhões de bushels, e estoques finais de
35 milhões de bushels.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Agentes observam finalização da colheita do trigo na Argentina

Porto Alegre, 18 de janeiro de 2018 – O mercado brasileiro de trigo
avalia a informação de que a colheita na Argentina, principal fornecedor de
trigo ao Brasil teve os trabalhos encerrados, após um avanço ao longo dos
últimos sete dias de 1,5 pontos percentuais. Desta forma, segundo a Bolsa de
Cereais de Buenos Aires, a superfície plantada atingiu 5,45 milhões de
hectares aproximadamente, contudo, somente 5,287 milhões de hectares foram
colhidos.

A produção argentina voltou a crescer nesta temporada, frente à
temporada passada, ficando 1,2% acima do volume colhido na safra anterior, de
17 milhões de toneladas. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan
Pinheiro, os preços argentinos tenderiam a sofrer uma redução das cotações
devido a este volume representativo colhido. Contudo, com o câmbio interno
elevado para o peso, o preço do cereal argentino é altamente competitivo no
mercado internacional, favorecendo o escoamento da produção, além de
valorizar o produto. “Dentro deste cenário, o Brasil tem o viés altista
minimizado, já que pelas paridades de importação o cereal argentino voltou a
ser mais atrativo aos compradores”, finalizou.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com preços
mais altos. O mercado estendeu a recuperação iniciada na última sessão,
após ter atingido os menores níveis em quase um mês. Os agentes deflagraram
um movimento de cobertura de posições vendidas acompanhando a fraqueza do
dólar.

A queda da moeda norte-americana gerou a expectativa de maior demanda por
exportação dos Estados Unidos. O dólar caiu ao menor nível em três anos
contra uma cesta de moedas internacionais, nesta quinta-feira.

Hoje o Conselho Internacional de Grãos elevou sua projeção para a
produção global de trigo em 2017/18, porém o CIG estimou que os estoques
mundiais do grão em 2018/18 podem cair pela primeira vez em seis anos. Ontem
(17), o mercado buscou recuperação frente ao cenário baixista das últimas
sessões, em meio à fraca demanda para o cereal norte-americano e ao
sentimento de uma ampla oferta mundial, conforme apontou o Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos no relatório de oferta e demanda de janeiro.

Os contratos com entrega em março eram cotados a US$ 4,25 1/4 por bushel,
alta de 3,75 centavos ou +0,88%. Os contratos com entrega em maio de 2018
eram negociados a US$ 4,38 1/4, elevação de 3,75 centavos ou +0,86%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,21%, cotado a R$
3,2080 para compra e a R$ 3,2100 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2030 e a máxima de R$ 3,2260.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Brasil deve produzir 4,263 milhões de t em 2017/18 – Conab

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018 – A produção brasileira de trigo em
2017/18 deverá totalizar 4,263 milhões de toneladas, com queda de 36,6% sobre
a safra passada, de 6,726 milhões de toneladas.

A estimativa faz parte do quarto levantamento para a produção brasileira
de grãos da safra 2017/18, divulgado hoje pela Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab). Em dezembro, a previsão era de 4,299 milhões de
toneladas.

A área plantada na safra 2017/18 deve totalizar 1,916 milhão de hectares,
9,6% abaixo da temporada anterior, de 2,118 milhões de hectares. A
produtividade deverá ficar em 2.225 quilos por hectare na safra 2017/18, queda
de 29,9%, frente ao rendimento obtido na temporada anterior, de 3.175 quilos por
hectare.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: Safra 2017/18 do Brasil deve atingir 228 milhões de t – Conab

Porto Alegre, 11 de janeiro de 2018 – A produção de grãos da safra
2017/2018 pode chegar a 227,9 milhões de toneladas, com um recuo de 4,1% em
relação à safra passada dos 237,7 milhões de t., mas a área total registra
um crescimento de mais de 1%, ultrapassando os 61 milhões de hectares. O
estudo realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) está no 4
Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta quinta-feira (11).

Com o plantio das principais culturas já encerrado, soja e milho seguem
atraindo a preferência do produtor, respondendo por quase 90% dos grãos
produzidos no país. Para a soja, com queda de 3,2%, estão previstas 110,4
milhões de toneladas contra 114,1 milhões/t do último período. No caso do
milho total, a expectativa de redução de 5,6% muda de 97,8 milhões de
toneladas para 92,3 milhões/t atuais. A primeira safra, com números menores
nesta fase, pode ficar em 25,2 milhões de t, enquanto a segunda pode alcançar
67,2 milhões de toneladas, registro próximo da produção passada de 67,4
milhões/t.

De acordo com o estudo, o algodão apresentou melhor cenário, com aumento
de 11,4% na produção da pluma, totalizando 1,7 milhão de toneladas e
elevação de 11,9% de área. Este aumento, junto com o da soja, favoreceu a
ampliação da área total plantada. O algodão marca números acima de 1
milhão de hectares, enquanto que a soja, com maior liquidez e possibilidade de
melhor rentabilidade frente a outras culturas, tende a uma elevação média de
3,2%, podendo alcançar 35 milhões de hectares.

a produtividade, levando em conta que algumas culturas ainda estão na fase
de plantio, os números têm como base a sobreposição dos rendimentos
apurados nas pesquisas de campo com o acompanhamento agrometeorológico e
espectral realizado pela Companhia. A soja aponta para uma produtividade de
3.156 kg/hectare contra 3.364 da safra anterior. A pesquisa foi feita nos
principais centros produtores de grãos do país, do dia 17 a 23 de dezembro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Trigo mantém ritmo lento enquanto câmbio favorece produtores

Porto Alegre, 20 de dezembro de 2017 – O mercado doméstico de trigo
segue com comercialização lenta. Com as festas de final de ano, pouca coisa
deve mudar, pelo menos até o início de janeiro, disse o analista de SAFRAS &
Mercado, Jonathan Pinheiro.

O trigo nacional segue favorecido por um câmbio ainda próximo dos R$
3,30, mantendo uma possibilidade de recuperação destas cotações, ao menos
até atingir a diferença atual frente os preços externos, pelas paridades de
importação. A escassez do produto no âmbito doméstico potencializa este
viés altista.

Quanto o cenário internacional, o mercado permanece avaliando a elevada
oferta disponível do produto para o próximo ano, tendo como foco para o Brasil
a elevação da safra argentina, apesar dos problemas que afetaram as demais
lavouras dos vizinhos do MERCOSUL, mantendo uma elevação da oferta no bloco.
Estes fatores somados geram um cenário baixista para os países exportadores,
voltando a apresentar certa competitividade, apesar de uma elevação cambial.
Assim, possíveis reduções cambiais tendem a facilmente alterar o cenário
atual.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou com
preços mais altos. A preocupação com as baixas temperaturas nas regiões
produtoras dos Estados Unidos, que poderiam prejudicar as lavouras de inverno,
colocou os preços nos melhores níveis em uma semana e meia.

Os contratos com entrega em março eram cotados a US$ 4,23 1/2 por bushel,
alta de 4,00 centavos ou 0,95% em relação ao fechamento anterior. Os contratos
com entrega em maio de 2018 eram negociados a US$ 4,36 1/2, com elevação
de 3,50 centavos ou 0,80%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 0,03%, cotado a R$
3,2960 para compra e a R$ 3,2980 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2840 e a máxima de R$ 3,3090.

Agenda de quinta-feira

– Japão: a decisão de política monetária do Banco do Japão (BoJ) será
publicada durante a madrugada.

– O Banco Central divulga, às 8h, o Relatório Trimestral de Inflação.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao
Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a dezembro e o IPCA-15 Especial,
referente ao índice no quarto trimestre do ano.

– 4 levantamento para a safra brasileira de café em 2017 – Conab, 9hs.

– Desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre
de 2017 será publicada às 11h30 pelo Departamento do Comércio.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 11h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 16hs.

– Levantamento mensal do Ministério da Agricultura da Argentina – na parte da
tarde.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Dólar limita alternativas de abastecimento da indústria do trigo

Porto Alegre, 15 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo
avalia os desdobramentos da valorização do dólar. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, dentro do cenário atual, a indústria
brasileira perde alternativas ao consumo do trigo nacional, já que pelas
paridades de importação o trigo importado apresenta custos mais elevados, e
apesar de sua qualidade superior, fica menos atrativo.

Com isso, existe a possibilidade de recuperação das cotações no âmbito
doméstico, devido à diferença de preços em relação ao produto importado,
mesmo para o cereal de qualidade inferior, tendo em vista sempre o referencial
de preço do trigo de melhor qualidade.

“Assim, caso este cenário se mantenha, o ano deverá encerrar com o
consumo de trigo doméstico acima do esperado e um percentual de importações
inferior”, disse.

Segundo o analista, essa tendência pode ser minimizada neste período de
encerramento do ano devido a uma liquidez reduzida, e a uma menor atividade da
indústria. Mesmo com o viés altista, o mercado interno depende da necessidade
de novas aquisições da indústria para apresentar uma reação mais acentuada
dos preços.

USDA

O relatório de oferta e demanda de dezembro do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA) trouxe novos números para a safra 2017/18 de trigo
global. A safra mundial de trigo 2017/18 é estimada em 755,21 milhões de
toneladas, contra 751,98 milhões de toneladas estimadas em novembro. Para a
safra 2016/17, o número ficou em 753,61 milhões de toneladas.

Os estoques finais globais em 2017/18 foram estimados em 268,42 milhões de
toneladas, contra 267,53 milhões de toneladas em novembro. Para 2016/17, o
número ficou em 255,33 milhões e toneladas. O consumo global em 2017/18 está
estimado em 742,12 milhões de toneladas, contra 740,05 milhões de toneladas
estimadas em novembro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Mercado deve seguir lento e com preços estáveis no Brasil – SAFRAS

Porto Alegre, 12 de dezembro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo deve
registrar lentidão na segunda semana de negócios de dezembro. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a menor necessidade das
indústrias em novas aquisições, bem como a baixa disponibilidade de trigo de
boa qualidade no país devem reduzir o interesse dos compradores. Além disso, a
valorização cambial também dificulta a busca do cereal em mercados
alternativos, diante dos maiores custos de importação.

A expectativa é de que o mercado volte a registrar maior liquidez somente
a partir do início do segundo bimestre de 2018, diante da dificuldade
logística presente nos primeiros meses do ano com o escoamento da safra verão
de milho e de soja.

Ao longo da semana, os preços devem seguir praticamente estáveis para o
trigo no mercado interno, com a indústria somente buscando negócios pontuais e
atrativos junto a produtores que precisem abrir espaços nos armazéns para o
ingresso da safra verão.

Para a segunda metade de dezembro, contudo, a expectativa ainda é de
elevações nas cotações, por conta das perdas na safra brasileira de trigo.
No cenário internacional, o Mercosul também ganha destaque, diante das perdas
relacionadas ao clima, com o mercado aguardando a definição das safras.

A partir do início do próximo ano, com o ingresso de safra,
principalmente da Argentina, o viés altista no cenário brasileiro pode ser
amenizado, avaliando principalmente uma oferta mais abundante no país vizinho.

De acordo com Pinheiro, o dólar voltará a ser a variável chave do
mercado, tendo em vista as paridades de importação como base para as
negociações no país.

No âmbito internacional, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) tende a manter a indicação de oferta abundante no cenário mundial,
devido aos estoques finais mundiais elevados, o que pode manter os preços de
referência pressionados e com viés baixista.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: Safra 17/18 do Brasil deve atingir 226,5 milhões de t – Conab

Porto Alegre, 12 de dezembro de 2017 – A safra de grãos 2017/2018 está
estimada em 226,5 milhões de toneladas. Os números representam um recuo de
4,7% em relação à safra passada, de 237,7 milhões de toneladas, considerada
um feito excepcional do setor agrícola brasileiro. Mas a expectativa é de
comportamento semelhante ao de ciclos anteriores, tendo como aliado o clima
que favorece o bom desenvolvimento dos cultivos. A previsão está no 3o
Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12)
pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O plantio das principais culturas já terminou. Soja e milho continuam com
a preferência do produtor, e respondem por cerca de 89% dos grãos produzidos
do país. A soja deve alcançar 109,2 milhões de toneladas contra 114,1
milhões de toneladas do último período. Já a expectativa para o milho total
é de 92,2 milhões, contra 97,8 milhões de toneladas distribuídos entre
primeira e segunda safras no período 2016/2017. A primeira safra pode alcançar
números menores no ciclo atual e ficar em 25 milhões de toneladas, enquanto
que a segunda safra pode alcançar 67,2 milhões de toneladas, quase igualando
ao registro da produção passada de 67,4 milhões de toneladas. Por outro lado,
o algodão em pluma deve alcançar 1,7 milhão de toneladas, com aumento de
10,5% na produção e de 11% na área, marcando números próximos a mil
hectares.

No caso da área total plantada, favorecida pelo aumento do plantio de
algodão e principalmente da soja, estima-se um aumento de 0,9%, podendo
chegar a 61,5 milhões de hectares. A soja, graças à maior liquidez e a
possibilidade de melhor rentabilidade em relação a outras culturas, deve ter
uma elevação média de 3,1%, podendo alcançar 35 milhões de hectares –
aumento de 1 milhão de hectares frente a 2016/2017. Já a área do milho primeira
safra deve diminuir 9,6%, o que vai refletir na área total da cultura, estimada
em uma redução de 528 mil hectares.

Quanto à produtividade, os números se baseiam em análises de séries
históricas, levando-se em conta que a safra ainda está em fase de plantio.
Apenas a soja conta com informações colhidas em campo, que apontam para
uma produtividade de 3.123 kg/hectares contra 3.364 da safra anterior.

A pesquisa foi feita nos principais centros produtores de grãos do país,
do dia 14 a 25 de novembro. As informações partem da assessoria de imprensa
da Conab.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços do trigo sobem no Brasil com quebra de safra

Porto Alegre, 13 de novembro de 2017 – Os preços do trigo brasileiro apresentam novas elevações no início dessa semana. No Paraná, as cotações atingiram R$ 680,00 com negócios realizados ao longo da semana passada na região de Ponta Grossa. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro, a oeste do estado, o mercado segue com ritmo ainda mais travado, e negócios realizados por volta de R$ 660,00.

“Vale ressaltar que a pedida é semelhante, chegando próximo dos R$ 700,00 pelo lado da oferta, porém, sem negócios sendo realizados nestes patamares. Com significativa perda de qualidade do trigo, o grão de tipo 2 é
negociado a R$ 570,00 a tonelada, com pedidas por volta de R$ 610,00 ao longo da semana anterior, podendo evoluir nestes próximos dias”, disse o analista.

Conforme ele, o produtor segue avaliando a quebra de safra no país, bem como a elevação do câmbio, que abre espaços para recuperações no âmbito doméstico, devido aos custos mais elevados de importação e a maior restrição de oferta dentro do país, principalmente de trigo de boa qualidade. “A tendência é de que os preços sigam em recuperação, mesmo com ingresso de safra, conforme houver crescimento da necessidade de novas aquisições por
parte da indústria nacional”, analisou. No Rio Grande do Sul os preços têm maior dificuldade de recuperação, considerando que o mercado está travado.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo registrou preços mais baixos. A ampla oferta global e a grande safra na Rússia atuaram como fatores de pressão. As informações são da Agência Reuters. As quedas dos
vizinhos, soja e milho, também pesaram negativamente. Além disso, a fraca demanda pelo grão norte-americano acentuou as perdas.

As inspeções de exportação norte-americana de trigo chegaram a 301.039 toneladas na semana encerrada no dia 9 de novembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções de exportação de trigo haviam atingido 285.143 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 279.166 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de junho, as
inspeções somam 11.728.349 toneladas, contra 12.435.055 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,24 1/4 por bushel, baixa de 7,25 centavos de dólar, ou -1,68%, em relação ao fechamento anterior. Os contratos com entrega em março de 2018 eram negociados a US$ 4,43
1/4, recuo de 5,75 centavos, ou -1,28%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 0,51%, cotado a R$ 3,2960 para compra e a R$ 3,2980 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,2800 e a máxima de R$ 3,3020.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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TRIGO: Brasil deve produzir 4,568 milhões de t em 2017/18 – Conab

Porto Alegre, 9 de novembro de 2017 – A produção brasileira de trigo em 2017/18 deverá totalizar 4,568 milhões de toneladas, mesma produção prevista para a temporada 2016/17, A estimativa faz parte do segundo levantamento para a
produção brasileira de grãos da safra 2017/18, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A Conab estimou ainda que a safra 2016/17 deverá recuar 32,1% ante a temporada 2015/16, que ficou em 6,726 milhões de toneladas.

A área plantada na safra 2016/17 deve totalizar 1,917 milhão de hectares,9,5% abaixo da temporada anterior, de 2,118 milhões de hectares. A produtividade deverá ficar em 2.383 quilos por hectare na safra 2016/17, queda de 24,9%, frente ao rendimento obtido na temporada anterior, de 3.175 quilos por hectare.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO: Trigo pode ter mudança no viés de preços

Porto Alegre, 20 de outubro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo chega
no final da semana avaliando uma possível mudança no viés para os preços.
Com o dólar em alta frente e os preços subindo nos vizinhos do Mercosul,
devido em grande parte a problemas consideráveis relacionados ao clima em suas
respectivas safras, já há espaço suficiente para recuperações no âmbito
doméstico, tendo em vista que os custos de importação para suprir a demanda
nacional se elevam, disse o analista de SAFRAS & Mercado, Jonathan Pinheiro.

O trigo nacional também vem sofrendo com perdas relacionadas ao clima. As
chuvas recentes vêm tanto atrasando a colheita nas principais regiões
produtoras como reduzindo a qualidade. Dentro deste cenário, também é
possível notar que o déficit de oferta é agravado pela atual situação do
Rio Grande do Sul, que atualmente apresenta uma situação mais delicada, e boa
parte destas perdas tende a ser suprida justamente pelo crescimento estimado da
safra argentina. Assim, muitos produtores já se retraem, aguardando preços
mais atrativos para voltar a negociar, enquanto o lado da demanda busca
antecipar suas compras, evitando preços superiores.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo registrou preços
mais baixos. Após fechar em alta na sessão da última quinta-feira e subir no
início desta sexta-feira, o mercado reverteu ao território negativo,
pressionado pela ampla oferta global do grão. Na sessão de hoje, os
investidores estiveram retraídos após o rally de ontem. Na semana, a posição
dezembro acumulou queda de 3,07%.

Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,26 por bushel,
baixa de 6,75 centavos de dólar, ou -1,55%, em relação ao fechamento
anterior. Os contratos com entrega em março de 2018 eram negociados a
US$ 4,44 1/2, com recuo de 6,75 centavos de dólar, ou -1,49%, em relação ao
fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou as negociações com alta de 0,44%, cotado a R$
3,1880 para a compra e a R$ 3,1900 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1730 e a máxima de R$ 3,1960.

Agenda de segunda-feira

– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).

– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 13hs.

– Balança comercial da 3 semana de outubro – MDIC, 15h.

– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 18hs.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Colheita do trigo avança no Brasil e USDA pauta mercado externo

Porto Alegre, 13 de outubro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo
acompanha a evolução da colheita do grão nos dois principais estados
produtores do Brasil, Paraná e Rio Grande do Sul. Na parte internacional, os
investidores acompanham a repercussão do relatório mensal de oferta e demanda
global pelo trigo, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos.

Rio Grande do Sul

Conforme relatório semanal da Emater/RS, A condição climática de chuvas
frequentes que vem ocorrendo no Rio Grande do Sul, com previsão de continuar
nas próximas semanas, não é benéfica para as culturas de inverno (trigo,
cevada, aveia e canola), uma vez que essas culturas se encontram em maturação
e colheita, fases em que o ideal é um tempo mais seco. O trigo se encaminha
para a colheita, que iniciou nesta semana de forma insipiente. Nesse sentido,
estima-se que 20% das lavouras se encontram aptas (maduras) para tanto. Outras
60% estão em fase final de formação de grão. A ceifa atinge 3% da área.

Paraná

No Paraná, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral), a colheita de
trigo para a safra 2017 atinge 77% da área plantada com trigo do Paraná,
estimada em 962,004 mil hectares. Conforme o Deral, 35% das lavouras estão em
boas condições, 45% em condições médias e 20% em condições ruins,
divididas entre as fases de floração (11%), frutificação (43%) e maturação
(46%). A produção deve totalizar 2,294 milhões de toneladas. A produtividade
média é projetada em 2.405 quilos por hectare.

USDA

O relatório de outubro de oferta e demanda mundial de trigo na temporada
2017/18, divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA), indicou elevação na projeção de safra e estoques finais.

A safra mundial está agora prevista em 751,19 milhões de toneladas,
contra 744,85 milhões do relatório de setembro. Os estoques finais tiveram sua
projeção elevada de 263,14 milhões para 268,13 milhões de toneladas. O
mercado apostava em corte, para 262,9 milhões de toneladas. Os estoques de
2016/17 foram indicados em 256,58 milhões de toneladas. O mercado apostava
em 252,4 milhões.

A estimativa de safra brasileira foi reduzida de 5,2 milhões para 5,1
milhões de toneladas. A China deverá produzir 130 milhões de toneladas. A
produção argentina está estimada em 17,5 milhões de toneladas.

O USDA elevou a estimativa de safra e estoques finais de trigo
norte-americano. Segundo o Departamento, a safra está estimada em 1,741 bilhão
de bushels,contra 1,739 bilhão indicada em setembro. Os estoques finais foram
estimados em 960 milhões de toneladas, contra 933 milhões projetados
anteriormente. O mercado apostava em 946 milhões de bushels. O USDA
manteve a estimativa de exportação em 975 milhões de bushels. A área plantada
foi elevada de 45,7 milhões de acres para 46 milhões. A produtividade passou
de 45,6 bushels para 46,3 bushels por acres.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Agentes avaliam condições das lavouras de trigo gaúchas

Porto Alegre, 29 de setembro de 2017 – O mercado brasileiro de trigo
encerra a semana avaliando a evolução e as condições das lavouras no Rio
Grande do Sul.

Segundo boletim semanal divulgado pela EMATER/RS, nesta semana as lavouras
se encontram distribuídas, segundo suas distintas fases fenológicas, 18% em
perfilhamento, 30% em floração, 48% em formação de grão e 4% em maturação
para a colheita. Estes valores voltam a ficar próximos da média dos últimos
anos para o período, que na semana anterior se encontravam em média 5%
atrasados.

Esta recuperação pode ser justificada pelas recentes precipitações que
ocorreram nas regiões produtoras do estado, as quais mesmo em baixos volumes,
já foram suficientes para apresentar resultado na evolução do trigo. Por
outro lado, é importante destacar que ainda há muita disparidade na evolução
das lavouras, ou seja, crescimento desuniforme, devido tanto a época de
semeadura, quanto por doenças e menor utilização de fertilizantes.

Por este cenário, é possível notar, apesar da melhora, que a cada semana
a estimativa de perdas cresce no estado, devido ao menor tempo de recuperação
que há para as lavouras.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo registrou preços
acentuadamente mais baixos. O mercado reagiu aos recém divulgados relatórios
de estoques trimestrais e produção de trigo dos Estados Unidos. As
indicações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vieram
acima do esperado por analistas consultados por agências internacionais antes
da publicação.

A produção de trigo dos Estados Unidos totaliza 1,74 bilhão de bushels em
2017, 25% abaixo do total revisado de 2016, de 2,31 bilhões de bushels. Os
analistas esperavam a safra total em 1,725 bilhão de bushels. A área colhida
com o grão chegou a 37,6 milhões de acres, baixa de 14% ante o ano anterior. A
produtividade do trigo nos Estados Unidos é estimada em 46,3 bushels por acre,
6,4 bushels por acre abaixo do registrado em 2016.

O trigo de inverno é estimado em 1,27 bilhão de bushels, 24% abaixo do ano
passado. O trigo primavera, 416 milhões de bushels, baixa de 22% e o trigo
durum, 54,9 milhões de bushels, baixa de 47%.

Os estoques norte-americanos de trigo em 1o de setembro de 2017 totalizaram
2,25 bilhões de bushels – baixa de 11% em relação ao ano anterior. Os
analistas esperavam as reservas em 2,22 bilhões de bushels. Os estoques
guardados por produtores são estimados em 489 milhões de bushels, baixa de
33% em relação a setembro de 2016. Estoques fora das fazendas (off-farm) são
estimados em 1,76 bilhão de bushels – baixa de 3%. A comparação entre junho e
agosto indica desaparecimento de 668 milhões de bushels – baixa de 10% ante o
mesmo período do ano passado.

Os estoques trimestrais de trigo durum da safra velha totalizaram 63,9
milhões de bushels, baixa de 30% em relação a 2016. Estoques on-farm
chegarama 31,1 milhões de bushels – baixa de 53% – e off-farm totalizaram 32,8
milhões de bushels – alta de 24%. Entre junho e agosto, desapareceram 27,3
milhões de bushels – baixa de 31% em relação ao mesmo período de 2016.

Os contratos com entrega em dezembro eram cotados a US$ 4,48 por bushel,
baixa de 7,00 centavos de dólar, ou -1,53%, em relação ao fechamento
anterior. Os contratos com entrega em março de 2018 eram negociados a
US$ 4,66 1/2, com recuo de 7,75 centavos de dólar, ou -1,63%, em relação ao
fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou as negociações com baixa de 0,47%, cotado a R$
3,1660 para compra e a R$ 3,1680 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1580 e a máxima de R$ 3,1920.

Agenda de segunda-feira

– O Boletim Focus será divulgado às 8hs pelo Banco Central (BC).

– Inspeções semanais de grãos dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial de setembro – MDIC, 15h.

– Condições das lavouras dos EUA – USDA, 17hs.

– Eurozona: a taxa de desemprego de agosto será publicada às 6h pela agência
de estatísticas Eurostat.

Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

TRIGO: Estoques dos EUA totalizam 2,25 bi de bushels em 1o de setembro

Porto Alegre, 29 de setembro de 2017 – Os estoques norte-americanos de
trigo em 1o de setembro de 2017 totalizaram 2,25 bilhões de bushels – baixa
de 11% em relação ao ano anterior. Os estoques guardados por produtores são
estimados em 489 milhões de bushels, baixa de 33% em relação a setembro de
2016. Estoques fora das fazendas (off-farm) são estimados em 1,76 bilhão de
bushels – baixa de 3%. A comparação entre junho e agosto indica
desaparecimento de 668 milhões de bushels – baixa de 10% ante o mesmo
período do ano passado.

Os estoques trimestrais de trigo durum da safra velha totalizaram 63,9
milhões de bushels, baixa de 30% em relação a 2016. Estoques on-farm
chegaram a 31,1 milhões de bushels – baixa de 53% – e off-farm totalizaram
32,8 milhões de bushels – alta de 24%. Entre junho e agosto, desapareceram
27,3 milhões de bushels – baixa de 31% em relação ao mesmo período de 2016.