MERCADO: Preços da soja tem forte baixa no Brasil, seguindo dólar

Porto Alegre, 26 de maio de 2020 – Os preços da soja caíram forte em algumas praças do país nesta terça-feira, acompanhando o recuo de quase 8% do dólar comercial desde quarta passada. A reação de Chicago hoje apenas limitou as perdas, em mais um dia praticamente travado em termos de negócios e de referenciais nominais.

   SAFRAS identificou hoje movimentação de pequenos volumes em algumas regiões: cerca de 2 mil toneladas no Mato Grosso do Sul, 15 mil em Minas Gerais e outras 15 mil em Goiás. Alguns produtores vendem o necessário para aproveitar o dólar mais baixos e comprar insumos.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 107,00 para R$ 103,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 106,50 para R$ 102,50.No porto de Rio Grande, o preço caiu de R$ 109,00 para R$ 107,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 102,00 para R$ 98,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 108,50 para R$ 105,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 99,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 94,00 para R$ 93,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 98,00 para R$ 97,00.

     Plantio EUA

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 24 de maio, a área plantada estava apontada em 65%. O mercado apostava em 69%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 53% da área. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 26%. A média é de 55%.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte alta. Um movimento de cobertura de posições vendidas colocou a soja nos melhores níveis em mais de duas semanas, com os contratos encerrando perto das máximas do dia.

    A expectativa de reabertura da economia americana trouxe otimismo ao mercado financeiro. Petróleo e bolsas de valores subiram, enquanto o dólar recuou. As commodities agrícolas foram contagiadas pelo otimismo global, que tomou conta do mercado após o feriado.

   Sinais de demanda chinesa pela oleaginosa americana foram reforçados após a confirmação de nova venda feita pelos exportadores privados aos asiáticos. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 264 mil toneladas foram negociadas entre os dois países.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 13,75 centavos ou 1,65% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,47 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,48  por bushel, com ganho de 12,25 centavos ou 1,46%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 0,20 ou 0,07% a US$ 283,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,27 centavos de dólar, alta de 0,63 centavo ou 2,36% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,68%, sendo negociado a R$ 5,3650 para venda e a R$ 5,3630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4030.

     Agenda de quarta

– EUA: O Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica, será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Pandemia e tensões entre EUA e China centralizam atenções – SAFRAS

Porto Alegre, 22 de maio de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado permanece dividindo atenções entre os impactos socioeconômicos da pandemia de coronavírus ao redor do mundo e fatores ligados à oferta e à demanda do complexo soja nos principais países produtores e consumidores. A questão envolvendo a demanda chinesa pela soja norte-americana volta a ganhar peso diante da renovação das tensões entre Estados Unidos e China.

– Os players acompanham com atenção a reabertura gradual de importantes economias mundiais, incluindo os EUA. Enquanto o pior parece já ter passado na Europa e nos EUA, a América do Sul se tornou o novo epicentro mundial da pandemia, segundo a OMS. Tais fatos devem continuar chamando a atenção do mercado nos próximos dias. Apesar de uma situação aparentemente melhor nas principais economias, os temores de uma segunda onda de contaminação da doença ao redor do mundo permanecem.

– Paralelamente, o novo aumento das tensões geopolíticas entre EUA e China impedem uma maior tranquilidade dos mercados. Nesta última semana, Trump voltou a subir o tom contra o governo chinês, colocando novamente boa parte da culpa pela pandemia na conta do país asiático. Apesar disso, mais uma vez a China deu sinais de boa vontade ao comentar que o país continua trabalhando para honrar a fase 1 do acordo comercial entre os países. De qualquer maneira, as incertezas permanecem, e a demora para o anúncio de grandes compras chinesas de soja dos EUA impede valorizações em Chicago.

– No lado da oferta, o mercado acompanha os trabalhos de plantio da nova safra dos EUA, que permanecem avançando em ritmo acelerado. O clima continua favorecendo a evolução das máquinas e o desenvolvimento inicial das lavouras já semeadas. Em resumo, os níveis de umidade dos solos são considerados positivos nos principais estados produtores. O panorama inicial da nova safra norte-americana é bastante favorável. Tal fato também pesa sobre Chicago.

– No Brasil, a forte demanda por exportação somada a um câmbio ainda elevado diante das tensões internacionais e fatores políticos, econômicos e sanitários internos mantém os preços da soja firmes, favorecendo os vendedores. Apesar disso, o apetite por compras maiores no mercado interno diminuiu nos últimos dias.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Tensão entre China e EUA provoca baixa em Chicago

    Porto Alegre, 21 de maio de 2020 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Apesar das boas exportações semanais americanas, a crescente tensão entre China e Estados Unidos traz preocupação sobre a demanda asiática pela commodity americana.

    Nenhuma venda significativa de soja americana para os compradores da China foi anunciada da nessa semana, frustrando a expectativa do mercado.

    As acusações do governo Trump sobre a responsabilidade da China na disseminação do coronavírus e a possibilidade do governo chinês anunciarem uma nova lei de segurança para Hong Kong aumentaram a tensão entre os dois países. O temor é que haja reflexo na questão comercial e prejuízo para as exportações americanas da oleaginosa.

    As preocupações suplantaram o bom resultado para as vendas líquidas semanais americanas.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.205.000 toneladas na semana encerrada em 14 de maio. Representa uma elevação de 99% frente à semana anterior e uma elevação de 80% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 737.400 toneladas.

    Para a temporada 2020/21, foram 464.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 900 mil a 1,500 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 11,50 centavos ou 1,35% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,35 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,39 por bushel, com perda de 10,25 centavos ou 1,2%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 2,90 ou 1,01% a US$ 282,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,10 centavos de dólar, baixa de 0,26 centavo ou 0,95% na comparação com o fechamento anterior.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: USDA aponta plantio em 53% nos Estados Unidos

    Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 17 de maio, a área plantada estava apontada em 53%. O mercado apostava em 56%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 38% da área. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 16%. A média é de 38%.

SEMANA: Dólar ameaça R$ 6,00 e sustenta preços da soja no Brasil

   Porto Alegre, 15 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de soja teve mais uma semana de preços batendo em patamares históricos e de boa movimentação. O câmbio segue sendo o principal motivador para a comercialização, permanecendo acima de R$ 5,80 e se aproximando, durante a semana, da casa de R$ 6,00.

    Com isso os preços nos portos voltaram a subir, com a saca de 60 quilos atingindo R$ 116,00 em Rio Grande e R$ 114,50 em Paranaguá. A movimentação, em sua maioria, envolve negócios a partir de agosto e com interesse se estendendo para 2021.

    A semana foi marcada ainda pelo primeiro relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com dados de oferta e demanda mundial e americana para 2021.

   O relatório de maio indicou que a safra dos Estados Unidos de soja deverá ficar em 4,125 bilhões de bushels em 2020/21, o equivalente a 112,26 milhões de toneladas. Este foi o primeiro número para a temporada. O mercado apostava em previsão de 4,120 bilhões ou 112,13 milhões.

    Os estoques finais estão estimados em 405 milhões de bushels ou 11,022 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 452 milhões ou 12,3 milhões de toneladas. O USDA indicou esmagamento em 2,13 bilhões de bushels e exportação de 2,05 bilhões.

    A produção 2019/20 está estimada em 3,557 bilhões de bushels. Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 580 milhões de bushels, enquanto o mercado apostava em 501 milhões. O esmagamento está estimado em 2,125 bilhões e as exportações em 1,675 bilhões de bushels.

    O USDA projetou safra mundial de soja em 2020/21 de 362,76 milhões de toneladas. Esta foi a primeira estimativa para a temporada.

    Os estoques finais estão estimados em 98,39 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 104 milhões de toneladas.

   A projeção do USDA aposta em safra americana de 112,26 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 131 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53,5 milhões de toneladas. A estimativa para as importações chinesas em 2020/21 é de 96 milhões de toneladas.

    Para 2019/20, o USDA indicou safra de 336,11 milhões de toneladas. Os estoques finais estão projetados em 100,27 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em 100,1 milhões. A safra brasileira teve sua estimativa reduzida de 124,5 milhões para 124 milhões de toneladas. O mercado previa número de 123 milhões.

   A safra argentina foi cortada de 52 milhões para 51 milhões de toneladas, dentro do esperado pelo mercado. As importações chinesas foram estimadas em 92 milhões de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Mercado acompanha pandemia, dólar e tensões comerciais – SAFRAS

    Porto Alegre, 15 de maio de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– A evolução e os impactos da pandemia do novo coronavírus permanecem com fatores centrais para os mercados mundiais. Paralelamente, os players da soja avaliam o clima e a evolução do plantio da nova safra norte-americana, assim como os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional e as tensões entre Estados Unidos e China. No Brasil, notícias políticas voltam a ganhar destaque.

– Os trabalhos de plantio da nova safra dos EUA continuam evoluindo em ritmo acelerado. Apesar de a umidade registrada na primeira semana de maio ter impedido um melhor avanço das máquinas no cinturão produtor, o percentual de área semeada até o momento permanece acima da média normal para este período. Não há grandes problemas registrados até agora, fato que impede que Chicago ganhe fôlego, mesmo que pontual. A antecipação da semeadura tende a diminuir a ocorrência de problemas climáticos maiores na colheita, como geadas e neve, trazendo uma janela mais tranquila para o desenvolvimento das lavouras. É possível, ainda, que uma janela maior para a semeadura abra espaço para o plantio de áreas que não seriam inicialmente semeadas, elevando ainda mais a área final. Ainda é cedo para definições, mas o contexto inicial da nova safra dos EUA é bastante promissor.

– Os players também olham com atenção para as tensões entre EUA e China. Trump continua elevando o tom contra o governo chinês, colocando a responsabilidade da pandemia na conta da China. Apesar disso, a China vem dando sinais de boa vontade no comércio, dando a entender que não tem interesse em retomar a guerra comercial. De qualquer maneira, devemos ficar atentos aos movimentos do governo norte-americano, ainda mais em ano de eleição.

– No Brasil, o recente pedido de demissão de mais um ministro da saúde volta a trazer instabilidade política. Este é mais um fator que traz sustentação para o câmbio, que parece não ter espaço para grandes correções negativas, mas sim para continuar subindo. Os preços internos devem permanecer firmes, acompanhando a moeda norte-americana.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Safra 19/20 do Brasil será de 250,871 milhões de toneladas – Conab

 Porto Alegre, 12 de maio de 2020 – Apesar do impacto causado pelos problemas climáticos na Região Sul sobre a produtividade de soja e milho, o volume da produção de grãos no país está estimado em 250,871 milhões de toneladas, 3,6% ou 8,8 milhões de t superior ao colhido em 2018/19.

     Em relação ao levantamento passado (abril/2020), houve uma queda de 0,4%, mas a estimativa de safra recorde para essas duas culturas se mantém. É o que aponta o 8o Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

     As culturas de primeira safra estão com a colheita praticamente encerrada e a conclusão da produção ainda depende do comportamento climático nas culturas de segunda safra, que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento.

     Em relação às culturas de terceira safra e de inverno, o plantio ainda está em andamento. Vale lembrar que os agricultores continuam suas atividades, tomando os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Com relação à área plantada, a estimativa é de um crescimento de 3,5%, ou 2,2 milhões de hectares em relação à safra passada, que significa um total de 65,5 milhões de ha.

     A produção de soja está estimada em 120,3 milhões de t, um ganho de 4,6% em relação à safra 2018/19. Com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, foi confirmado o menor rendimento ocasionado pelas condições climáticas desfavoráveis.

     Com o fim da colheita próximo, a produção do milho primeira safra é de 25,3 milhões de t, 1,5% inferior à safra passada. O milho segunda safra deverá ter uma produção de 75,9 milhões de t, com área total de 13,8 milhões de ha, um crescimento de 7%. Já o milho terceira safra deverá alcançar uma produção de 1,17 milhão de t, com uma área plantada de 511,2 mil ha. Para o milho total, que é o somatório dos três, a produção deverá ser de 102,3 milhões de t com área de 18,5 milhões de ha.

     A produção de feijão primeira safra ficará em 1,08 milhão de t, 8,9% superior ao volume produzido no período anterior. O feijão segunda safra deve alcançar uma produção de 1,24 milhão de t. A colheita já está iniciada. Estima-se uma redução de 0,8% na área cultivada. O feijão terceira safra está em fase de plantio. A área está estimada em 589,5 mil hectares, com um crescimento de 1,5% sobre a área da safra anterior. O feijão total apresenta uma produção de 3 milhões de toneladas e uma área de 2,9 milhões de ha. Desse total de produção, 1,9 mil t são de feijão-comum cores, 687,4 mil t de feijão-caupi e 509,5 mil t de feijão-comum preto.

     As condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento do algodão. Esta cultura deverá ter uma produção de 2,88 milhões de toneladas de pluma, 3,6% superior à safra passada. A colheita do arroz está próxima de se encerrar. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 3,9% superior ao volume produzido na safra passada. Dessas, 9,9 milhões de toneladas em áreas de cultivo irrigado e o restante em áreas de plantio de sequeiro.

Culturas de inverno

     Sobre as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o plantio ainda está no início. Deve ocorrer um crescimento de 2% na área plantada, com destaque para o trigo. O plantio em andamento mostra boas perspectivas, com crescimento de 2,4% na área a ser cultivada, 2,1 milhões de hectares ao todo, e uma produção de 5,4 milhões de toneladas. Com informações da assessoria de imprensa da Conab.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Para safra 2020/21 de soja, MT deve plantar 10,07 milhões de hectares – IMEA

 Porto Alegre, 6 de maio de 2020 – O Imea levantou as intenções de cultivo de soja pelos produtores na próxima safra e buscou a perspectiva do mercado nas microrregiões do estado em relação ao aumento de área para a temporada 2020/21, possibilitando a divulgação da primeira estimativa de safra para o ciclo 2020/21 em Mato Grosso. Considerando o panorama econômico atual, a expectativa é de que ocorra um aumento da área de soja acima do percebido nos últimos quatro anos, alcançando 10,07 milhões de hectares em Mato Grosso no ciclo 2020/21, 2,26% acima da área registrada na última safra.

     Esta expectativa é justificada, entre outros fatores, por: recorde de produtividade da safra anterior (2019/20); patamar recorde de preços para a safra 2019/20 e 2020/21; negociações da produção futura (e dos insumos) em nível superior ao percebido nos últimos anos; melhoras logísticas no estado e, por fim, a existência de vasta área de pastagem com boas condições de solo e clima para ser convertida em agricultura, o que explica o aumento de área estar estimado principalmente nas regiões em que a pecuária mais prevalece, como na região norte e nordeste.

     Já a produtividade da safra 2020/21 ficou estimada em 57,48 sacas/hectare, 2,83% menor que a consolidada na safra 2019/20, porém em direção para ser a segunda maior produtividade da série histórica do Imea. Com o resultado dos últimos anos, percebe-se que o estado alcançou outro patamar de produtividade. Para recordar, entre 2007/08 e 2016/17 (10 anos) a produtividade de Mato Grosso girava em torno de 50 sacas/hectare, devido, principalmente, à elevada representatividade de áreas novas para o cultivo, que pressionavam os índices produtivos do estado. Já nos últimos anos o aumento de área foi menor, possibilitando a consolidação do plantio direto que, aliado ao bom manejo do produtor e à tecnologia disponível, possibilitou às lavouras do Mato Grosso atingirem níveis de produtividade acima de 55 sacas/hectare. Porém, com o resultado recorde da safra 2019/20 (o que deixa o produtor mais confortável para o planejamento da próxima safra), aliado à comercialização de insumos adiantada para a safra 2020/21 e à tecnologia crescente nas fazendas, espera-se que o rendimento médio de Mato Grosso alcance patamar acima de 57 sacas/hectare no próximo ano.

     Assim, com o aumento na área cultivada e na produtividade considerada para as lavouras do estado, a primeira estimativa de produção para a safra 2020/21 é de 34,74 milhões de toneladas, 0,64% menor que a atingida na temporada anterior, mas apontando para ser a segunda maior produção da história.

     As informações constam na Estimativa de Safra, publicado pelo do IMEA – Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

Soja tem preços firmes, mas com poucos negócios no Brasil

Porto Alegre, 5 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de soja teve uma terça de preços mistos, mas predominantemente firme. O dólar apresentou forte alta e Chicago leve elevação, mas a movimentação foi apenas moderada, com operações pontuais.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 104,00 para R$ 103,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 103,50 para R$ 102,50. No porto de Rio Grande, o preço ficou em R$ 107,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 100,50 para R$ 100,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 107,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 94,50 para R4 96,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 88,00 para R$ 89,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 92,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mistos. As primeiras posições do grão subiram e as mais distantes registraram perdas moderadas.

   O bom desempenho do petróleo e o anúncio de compras de 378 mil toneladas de soja americana pela China sustentaram os primeiros contratos, com alguns operadores aproveitando para barganhar após a baixa de ontem. Mas o bom avanço do plantio nos Estados Unidos e as preocupações com a demanda em meio à crise do coronavírus pressionaram as posições mais distantes.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 3 de maio, a área plantada estava apontada em 23%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 8% da área. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 5%. A média é de 11%.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 3,00 centavos ou 0,35% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,39 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,40 3/4 por bushel, com ganho de 2,25 centavos ou 0,26%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,00 ou 0,34% a US$ 289,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 26,31 centavos de dólar, alta de 0,16 centavo ou 0,61% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,17%, sendo negociado a R$ 5,5900 para venda e a R$ 5,5880 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4830 e a máxima de R$ 5,6030.

     Agenda de quarta

– Japão: A bolsa de Tóquio permanece fechada em razão de um feriado. 

– A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– Definição da taxa Selic – Copom/BC, após o fechamento do mercado.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Indústria de esmagamento na Argentina enfrenta dificuldades

Porto Alegre, 5 de maio de 2020 – A indústria de esmagamento de soja da Argentina projeta fracas exportações na nova temporada, iniciada em abril, devido a uma série de gargalos de oferta que impactaram a produção e a logística. O país é o maior fornecedor global de farelo de soja.

   O tempo seco prolongado restringiu a oferta de soja da Argentina, além dos problemas causados pela pandemia de coronavírus e pela baixa dos níveis dos rios usados para a exportação. As taxas de exportação tiveram alta nos últimos meses.

   No ano comercial 2019/20, iniciado em abril, a produção de soja da Argentina deve cair 10%, para 49,5 milhões de toneladas, devido ao clima seco entre o final de fevereiro e o início de março. Conforme o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as exportações de soja em grão do país em 2019/20 foram projetadas em 6,5 milhões de toneladas, queda de 37%. Os embarques do farelo devem caís 5%, para 28,4 milhões de toneladas.

    Traders acreditam que os problemas na Argentina podem impactar seu market share na União Europeia, o maior importador global de farelo de soja. O bloco deve importar 19 milhões de toneladas do subproduto em 2019/20.

     As informações são da Agência Platts.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Produtores pedem que governo dos EUA comprem proteína

   Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – Os produtores de carne suína dos Estados Unidos estão solicitando ao governo de Donald Trump que considere a compra de grandes quantidades da proteína em meio ao fechamento de várias fábricas em todo o país devido à pandemia de coronavírus. Já os criadores de gado também esperam respostas sobre que tipo de estímulo será concedido pelo governo do país ao setor, depois que uma grande fábrica de foi fechada no Colorado.

   Com as fábricas fechando, há um temor entre especialistas de que a oferta de animais, entre suínos, bovinos e outros animais possa ser maior que a capacidade de proteínas para alimentá-los ou abrigá-los. Segundo informações divulgadas pela CNN, os preços dos suínos despencaram significativamente, o que está fazendo com que o custo de alimentação se torne maior que o valor dos animais, conforme argumentou o porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína, Jim Monroe.

   O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que estão sendo usados todos os recursos financeiros recebidos para desenvolver um programa que incluirá pagamentos de diretos a agricultores e pecuaristas prejudicados pelo COVID-19 e outros métodos de compras para ajudar a solidificar a cadeia de suprimentos dos produtores.

    Monroe disse o setor de carne suína está pedindo compras maciças de carne suína pelo USDA como uma solução para o problema. O fechamento da unidade de processamento de suínos da Smithfield Foods em Sioux Falls, Dakota do Sul, provocou no domingo uma nova onda de temores sobre o suprimento de alimentos, dado o crescente número de trabalhadores ausentes ou ausentes em todas as fábricas da indústria, mesmo aqueles que por enquanto permanecem operacionais.

   Além da fábrica de Smithfield, várias outras instalações fecharam suas portas recentemente. A JBS USA , uma grande produtora de carne bovina e suína, fechou duas de suas fábricas – incluindo uma grande instalação de carne bovina em Greeley, Colorado, que a empresa anunciou na segunda-feira que estava temporariamente desligada depois que dois funcionários morreram do Covid-19 e dezenas de outras testado positivo. A Tyson Foods , outra importante produtora de carne, também fechou recentemente uma fábrica de suínos em Iowa.

   Um porta voz do USDA informou que a Departamento reconhece e apoia os esforços da indústria e das empresas privadas para manter o status operacional de suas instalações, além de manter a segurança e a saúde de sua força de trabalho. “O USDA continuará apoiando uma resposta de emergência executada localmente, gerenciada pelo estado e apoiada pelo governo federal. sistema “, disse.

Esmagamento de soja dos EUA em março supera estimativa

Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) indicou que o processamento de soja nos Estados Unidos em março ficou em 181,374 milhões de bushels. O mercado apostava em número de 175,163 milhões de bushels processados, contra 166,288 milhões de bushels em fevereiro.

     A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em março somaram 1,899 bilhão de libras, abaixo do esperado – 2,07 bilhões e do mês anterior, 1,922 bilhão de libras.

     As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 973.741 toneladas no mês passado, superando o volume de fevereiro, de 762.745 toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

China impõe quarentena de 14 dias à tripulação de navios

 Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – Como mais uma das medidas que objetivam evitar a entrada de estrangeiros contaminados com o coronavirus, a China impôs uma quarentena de 14 dias às tripulações de navios oriundos dos EUA, Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Holanda, Noruega, Espanha, Suécia e Suíça.  Esta medida está em vigor nos principais portos chineses, incluindo Xangai e Ningbo-Zhoushan. As informações foram repassadas pelos adidos agrícolas do Brasil em Pequim.

     Estima-se que a restrição de movimentação atingirá parte dos 7.000 tripulantes dos quase 500 navios que chegam aos portos todos os dias, de acordo com Yang Xinzhai, vice-diretor da Administração de Segurança Marítima da China.

     Na avaliação do analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o Brasil está em uma posição favorável neste momento, ficando de fora da lista. “Nós continuamos com duas coisas positivas neste momento para soja, que são o bom volume de compras pela China e o câmbio brasileiro, que vem sustentando os nossos preços aqui internamente”, disse.

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Soja tem preços estáveis e recuo nos negócios no Brasil

    Porto Alegre, 25 de março de 2020 – Com o recuo do dólar e das cotações futuras em Chicago, o mercado brasileiro de soja teve um dia mais calmo. Houve cerca de 100 mil toneladas negociadas, basicamente na região Sul. Os preços seguiram estabilizados.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 95,50. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 95,00. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 101,50 para R$ 102,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 92,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 99,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 84,00. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 85,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 87,00.

     Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. As primeiras posições cederam por realização de lucros. As demais seguiram no território positivo, ainda apostando em aquecimento da demanda pela oleaginosa e seus derivados.

    O mercado acompanha ainda a tramitação do pacote de medidas para estimular a economia americana.

  A Casa Branca e os líderes democratas e republicanos do Senado dos Estados Unidos chegaram a um acordo sobre um pacote de estímulos de aproximadamente US$ 2 trilhões para apoiar a economia do país em meio à pandemia do novo coronavírus.

    Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 20.000 toneladas de óleo de soja para a Coreia do Sul, para a temporada 2019/20.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 5,25 centavos ou 0,59% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,81 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 8,84 3/4 por bushel, com perda de 2,75 centavos ou de 0,3%.

   Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 10,40 ou 0,3% a US$ 321,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 26,64 centavos de dólar, alta de 0,09 centavo ou 0,33% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,98%, sendo negociado a R$ 5,0340 para venda e a R$ 5,0320 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9760 e a máxima de R$ 5,1090.

     Agenda de quinta

– O Banco Central divulga às 8h o relatório trimestral de inflação

– Reino Unido:  A decisão de política monetária será publicada às 9h pelo Banco da Inglaterra.

– O BC divulga às 9h o índice de atividade econômica (IBC-Br) referentes  a janeiro.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– EUA: a terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2019 será publicada às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– Produção mundial de grãos – CIG, na parte da manhã.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Plantas argentinas de farelo sofrem corte no suprimento de grãos

   Porto Alegre, 25 de março de 2020 – As entregas de grãos de soja a plantas de processamento têm sofrido severa interrupção na Argentina, a maior fornecedora mundial de farelo de soja para ração animal, à medida que o país reage à pandemia de coronavírus, disse a câmara da indústria local de exportação de grãos.

    Mais de 70 municípios pelo país estão adotando medidas contra o coronavírus que envolvem o controle da movimentação da produção agrícola por suas jurisdições, segundo dados da câmara de exportadores CIARA-CEC, que representa companhias globais incluindo Bunge e Dreyfus, informou à Agência Reuters.

   Tem havido uma “forte redução” nas entregas de soja por caminhões a grandes plantas de processamento que se espalham pelas margens do rio Paraná, a principal via para os grãos da Argentina, disse à Reuters o chefe da câmara de exportadores, Gustavo Idigoras.

    Graças ao altamente fértil cinturão de grãos dos pampas, produtos agrícolas processados ou não são a principal fonte de exportação da Argentina e obtenção de moeda forte para o país em um momento em que o governo local luta contra a recessão e tenta evitar um “default” da dívida soberana.

    Os futuros da soja na bolsa de Chicago fecharam em leve alta na terça-feira, impulsionados por preocupações de que medidas contra o coronavírus desacelerem embarques de soja do Brasil e da Argentina.

    Na China, muitos processadores de soja já suspenderam a operação devido à falta de grãos, uma vez que o vírus tem atrapalhado as exportações da oleaginosa da América do Sul.

    Na Argentina, o principal problema é a redução na velocidade de deslocamento dos caminhões devido às precauções que estes precisam tomar ao pegar a soja para entrega às plantas de processamento.

    “Todas plantas estão recebendo cerca de metade dos caminhões que geralmente chegavam nessa época do ano””, disse um comerciante em Buenos Aires, sob a condição de anonimato.

    “Se um estivador ou fiscal de grãos tiver um caso confirmado de coronavírus, a redução no ritmo de moagem vai rapidamente piorar”, disse a fonte, que trabalha para uma grande empresa internacional de grãos.

    A importante cidade portuária de Timbues bloqueou a entrada de caminhões na sexta-feira para conter o coronavírus. Timbues é uma das três principais cidades que compõem o principal centro de exportação de grãos da Argentina, em Rosário.

    Os produtores argentinos devem colher 51,5 milhões de toneladas de soja este ano, segundo a bolsa de grãos de Rosário.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem dia de preços melhores no Brasil, com maior movimentação

   Porto Alegre, 11 de março de 2020 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais altos nesta quarta-feira, sustentados pela subida do dólar. O dia também foi de melhor movimentação nos negócios, com comercialização envolvendo mais de 600 mil toneladas no total reportado, sendo em torno de 200 mil toneladas somente no Mato Grosso, cerca de 70 mil toneladas em Minas Gerais, 50 mil toneladas em Goiás, 200 mil toneladas no Paraná e 100 mil toneladas no Rio Grande do Sul.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 89,00 para R$ 89,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 88,50 para R$ 89,00. No porto de Rio Grande, o preço se manteve em R$ 93,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 84,50 para R$ 86,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 92,00 para R$ 93,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 81,00 para R$ 82,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação seguiu passou de R$ 79,00 para R$ 79,50. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 79,00 para R$ 79,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam hoje com preços em baixa. O mercado chegou a operar no território positivo, repercutindo vendas de 194 mil toneladas de soja dos Estados Unidos a destinos não revelados.

   Contudo a oleaginosa perdeu força e reverteu para o território negativo após a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter passado a considerar o surto de coronavírus como uma pandemia em função do aumento dos casos e do número de países afetados pelo surto, disse o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma entrevista coletiva.

   “Esperamos que o número de casos, mortes e países afetados aumente ainda mais. A OMS está avaliando o surto e está profundamente preocupada pelo nível alarmante de disseminação e de inação. O Covid-19 pode ser caracterizado como pandemia”, disse ele.

    Fatores como a queda do petróleo, a expectativa de uma ampla safra sul-americana e o temor de desaquecimento da economia mundial por conta do coronavírus também pressionaram os negócios.

   Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com desvalorização de 3,00 centavos de dólar, ou 0,34%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,73 3/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 8,80 1/2 por bushel, retração de 3,75 centavos de dólar, ou 0,42% em relação ao fechamento anterior.

    Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 0,30, ou 0,09%, a US$ 301,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 27,53 centavos de dólar, perda de 0,14 centavo ou 0,50% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,57%, sendo negociado a R$ 4,7200 para venda e a R$ 4,7180 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,6560 e a máxima de R$ 4,7590.

     Agenda de quinta

—–Quinta-feira (12/03)

– Eurozona:  A produção industrial de janeiro será publicada às 7h pela Eurostat.

– Eurozona:  A decisão de política monetária será publicada às 9h45 pelo Banco Central Europeu (BCE).

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (13/03)

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Dados de colheita da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Tumulto externo gera cautela nos negócios com soja no Brasil

   Porto Alegre, 9 de março de 2020 – O tumulto nos mercados globais diminuiu o ritmo dos negócios com soja no Brasil nesta segunda-feira. Chicago teve forte baixa, enquanto o dólar disparou. Bem capitalizado, o produtor optou por negociar apenas pontualmente, avaliando o cenário. Os preços tiveram comportamento misto.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 90,00 para R$ 89,50. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 89,50 para R$ 89,00. No porto de Rio Grande, o preço caiu de R$ 94,50 para R$ 94,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 84,50 para R$ 85,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 92,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 82,00 para R$ 81,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 81,00 para R$ 79,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 80,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em forte baixa. Em dia de tumulto no mercado global, as preocupações com o efeito do coronavírus na economia mundial e a queda de 20% no barril do petróleo derrubaram também as cotações da oleaginosa.

    O mercado também absorveu sem muito impacto o resultado dos registros de exportação dos Estados Unidos e se posicionou frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

   O Departamento deverá indicar elevação nos estoques finais dos Estados Unidos de soja em 2019/20. O relatório de março do Departamento será divulgado às 13hs. Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará estoques americanos em 440 milhões de bushels, contra 425milhões indicados em fevereiro.

   Os estoques globais da oleaginosa deverão ser elevados de 98,9 milhões de toneladas para 100,4 milhões de toneladas em 2019/20. A safra brasileira deverá ficar em 125 milhões de toneladas e a da Argentina, em 53,4 milhões. Os atuais números do USDA são de 125 milhões e 53 milhões, respectivamente.

    As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 572.416 toneladas na semana encerrada no dia 5 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado previa 650 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 672.174 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 888.690 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 30.130.673 toneladas, contra 26.858.270 toneladas no acumuladodo ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com desvalorização de 21,25 centavos de dólar, ou 2,38%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,70 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 8,79 por bushel, retração de 21,00 centavos de dólar, ou 2,33% em relação ao fechamento anterior.

    Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 4,70, ou 1,54%, a US$ 300,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 27,54 centavos de dólar, perda de 1,21 centavo ou 4,2% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,0%, sendo negociado a R$ 4,7270 para venda e a R$ 4,7250 para compra, renovando a máxima histórica de fechamento do dia 5 de março, enquanto ficou a R$ 4,6530 para venda. Além disso, a moeda norte-americana encerrou na maior alta percentual desde 6 de novembro de 2019, quando avançou 2,20%. Durante o dia, a divisa oscilou entre amínima de R$ 4,7100 e máxima de R$ 4,7940.

     Agenda de terça

– China: O índice de preços ao consumidor de fevereiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de fevereiro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A terceira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre de 2019 será publicada às 7h pela Eurostat.

– O IBGE divulga às 9h os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a janeiro.

– Nova projeção para a safra brasileira de grãos em 2019/20 – Conab, 9hs.

– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de fevereiro – IBGE, 9hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

– Relatório de oferta e demanda mundial e norte-americana de março – USDA, 13hs.

– o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) divulgará os dados da exportação de café referentes ao mês de fevereiro. As informações deverão estar disponíveis a partir das 16 horas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja sobe no Brasil acompanhando Chicago e dólar

   Porto Alegre, 4 de março de 2020 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais altos nesta quarta-feira. As cotações reagiram à combinação de ganhos para a oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT) e da valorização do dólar. As negociações foram movimentadas em várias regiões do país, embora em menor volume que na terça-feira.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 88,00 para R$ 89,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 87,50 para R$ 89,00. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 92,50 para R$ 94,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 84,00 para R$ 85,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 91,50 para R$ 93,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 80,00 para R$ 82,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 78,80 para R$ 80,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 79,00 para R$ 80,50.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mistos. A perspectiva de aumento na demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos após o governo argentino ter elevado a tarifa sobre a exportação e as medidas de estímulo à economia mundial em meio ao surto de coronavírus sustentaram as primeiras posições.

    As mais distantes foram pressionadas por um movimento de correção técnica e pela estimativa de uma ampla oferta de soja da América do Sul.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com valorização de 3,75 centavos de dólar, ou 0,41%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,07 1/4 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,15 1/4 por bushel, elevação de 1,75 centavos de dólar, ou 0,19% em relação ao fechamento anterior.

    Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,20, ou 0,38%, a US$ 308,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 29,74 centavos de dólar, ganho de 0,58 centavo ou 1,98% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,5%, sendo negociado a R$ 4,5810 para venda e a R$ 4,5790 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,5050 e a máxima de R$ 4,5840.

     Agenda de quinta-feira

– Reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e de seus aliados em Viena.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a janeiro.

– Estimativa de produção mundial de grãos – AMIS/FAO, na parte da manhã.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 10h30min.

– Produção, exportação e vendas de máquinas agrícolas em fevereiro – Anfavea, a partir das 10hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja sobem e bons negócios são fechados no Brasil

    Porto Alegre, 2 de março de 2020 – Com o dólar firme e com alta significativa na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os preços internos seguiram avançando. O dia foi de bons negócios no Sul do Brasil e de razoáveis nas demais regiões do país.

    No total, foram pelo menos 350 mil toneladas negociadas hoje, sendo 100 mil no Rio Grande do Sul e 100 mil no Paraná, cerca de 50 mil em Mato Grosso, e 20 mil para Minas Gerias e 20 mil para Goiás. A safra nova chega aos portos a R$ 93,00 a saca de 60 quilos.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 86,00 para R$ 87,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 85,50 para R$ 87,00. No porto de Rio Grande, o preço aumentou de R$ 91,00 para R$ 92.00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 82,00 para R$ 83,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 90,00 para R4 90,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se elevou de R$ 79,00 para R$ 80,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 78,00 para R$ 78,50. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 79,00 para R$ 79,50.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte alta. Conforme a Agência Dow Jones, o mercado buscou suporte na antecipação de que os bancos centrais pelo mundo vão fazer um movimento coordenado de redução nas taxas básicas de juros, como forma de aliviar a pressão causada pelo alastramento do coronavírus na economia mundial. As inspeções semanais norte-americanas um pouco acima da semana anterior também aparecem como fator de suporte, assim como a forte elevação no mercado acionário de Nova York.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 670.608 toneladas na semana encerrada no dia 27 de fevereiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 596.274 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 848.895 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 29.556.691 toneladas, contra 25.969.580 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com valorização de 8,25 centavos de dólar, ou 0,92%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,01 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,10 3/4 por bushel, elevação de 9,25 centavos de dólar, ou 1,02% em relação ao fechamento anterior.

   Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 3,30, ou 1,07%, a US$ 308,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 28,91 centavos de dólar, ganho de 0,23 centavo ou 0,80% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,13%, sendo negociado a R$ 4,4900 para venda e a R$ 4,4880 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4720 e a máxima de R$ 4,5080.

     Agenda de terça

– Eurozona: A taxa de desemprego de janeiro será publicada às 7h pela Eurostat.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, na parte da manhã.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Antecipando corte nos juros básicos pelo mundo, Chicago sobe forte

Porto Alegre, 2 de março de 2020 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte alta. Conforme a Agência Dow Jones, o mercado buscou suporte na antecipação de que os bancos centrais pelo mundo vão fazer um movimento coordenado de redução nas taxas básicas de juros, como forma de aliviar a pressão causada pelo alastramento do coronavírus na economia mundial. As inspeções semanais norte-americanas um pouco acima da semana anterior também aparecem como fator de suporte, assim como a forte elevação no mercado acionário de Nova York.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 670.608 toneladas na semana encerrada no dia 27 de fevereiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 596.274 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado fora de 848.895 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 29.556.691 toneladas, contra 25.969.580 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com valorização de 8,25 centavos de dólar, ou 0,92%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,01 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 9,10 3/4 por bushel, elevação de 9,25 centavos de dólar, ou 1,02% em relação ao fechamento anterior.

   Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com alta de US$ 3,30, ou1,07%, a US$ 308,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 28,91 centavos de dólar, ganho de 0,23 centavo ou 0,80% na comparação com o fechamento anterior.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS