SOJA: Chicago estende ganhos com enchentes no RS restringindo exportações

   Porto Alegre, 20 de maio de 2024 – Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estende os ganhos do pregão anterior diante das preocupações com a produção gaúcha, em decorrência das enchentes. Chuvas excessivas e fortes inundações seguem restringindo a movimentação de cargas no porto de Rio Grande, que é o quarto maior do Brasil em exportações de soja e o terceiro maior em importações de fertilizantes. Cortes nas estimativas para a safra da Argentina completam o quadro favorável.

   Os contratos com entrega em julho estão cotados a US$ 12,33 1/4 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar, ou 0,42%, em relação ao fechamento anterior.

   Na sexta-feira (17), a soja fechou com preços mais altos, assegurando uma semana de valorização dos contratos. Previsão de mais chuvas para o Rio Grande do Sul, prejudicando ainda mais a finalização da colheita, determinou os ganhos. A posição julho acumulou valorização semanal de 0,74%. O mercado oscilou entre duas tendências.

   Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 11,75 centavos de dólar, ou 0,96%, a US$ 12,28 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,25 1/4 por bushel, com ganho de 8,50 centavos ou 0,69%. Demais posições recuaram.

SEMANA SOJA: Primeira sinalização é de aumento de produção e estoques americanos em 2024/25

   Porto Alegre, 17 de maio de 2024 – A primeira sinalização para o quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos, divulgada pelo Departamento de Agricultura norte-americano, o USDA, na última sexta-feira, adicionou pressão ao já baixista cenário fundamental para a oleaginosa. As indicações são de safra e estoques finais americanos em 2024/25 maiores.

   O relatório de maio do Departamento indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,1 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52 bushels por acre. O número superou a expectativa do mercado de 4,43 bilhões ou 120,6 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão projetados em 445 milhões de bushels ou 12,11 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 432 milhões de bushels ou 11,76 milhões de toneladas.

   O USDA está estimando exportações de 1,825 bilhão de bushels e esmagamento de 2,425 bilhões de bushels. Estes foram os primeiros números para a atual temporada.

   O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 422,26 milhões de toneladas. Para 2023/24, a previsão é de 396,95 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 128,5 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 120 milhões de toneladas e da estimativa para 2023/24, de 111,78 milhões – mercado esperava número de 112,4 milhões.

   Para a produção brasileira, o USDA reduziu a estimativa de produção de 154 milhões de toneladas, contra 155 milhões do relatório anterior e 152,6 milhões da previsão do mercado. A primeira estimativa para 2024/25 é de 169 milhões de toneladas.

   Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 50 milhões de toneladas, contra expectativa de 49,5 milhões do mercado. Para 2024/25, a estimativa inicial é de 51 milhões de toneladas.

   As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 105 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número subindo para 109 milhões de toneladas.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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SOJA: Previsão de safra e estoques dos EUA em 2024/25 ficam acima do esperado

   Porto Alegre, 10 de maio de 2024 – O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,1 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 52 bushels por acre. O número superou a expectativa do mercado de 4,43 bilhões ou 120,6 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão projetados em 445 milhões de bushels ou 12,11 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 432 milhões de bushels ou 11,76 milhões de toneladas.

   O USDA está estimando exportações de 1,825 bilhão de bushels e esmagamento de 2,425 bilhões de bushels. Estes foram os primeiros números para a atual temporada.

   Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels, repetindo o relatório anterior e dentro da expectativa do mercado, de 341 milhões de bushels.

SOJA: USDA reduz estimativa de safra 2023/24 do Brasil para 154 mi de t e indica 169 mi para 2024/25

   O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 422,26 milhões de toneladas. Para 2023/24, a previsão é de 396,95 milhões de toneladas.

   Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 128,5 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 120 milhões de toneladas e da estimativa para 2023/24, de 111,78 milhões – mercado esperava número de 112,4 milhões.

    Para a produção brasileira, o USDA reduziu a estimativa de produção de 154 milhões de toneladas, contra 155 milhões do relatório anterior e 152,6 milhões da previsão do mercado. A primeira estimativa para 2024/25 é de 169 milhões de toneladas.

    Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 50 milhões de toneladas, contra expectativa de 49,5 milhões do mercado. Para 2024/25, a estimativa inicial é de 51 milhões de toneladas.

   As importações chinesas em 2023/24 foram mantidas em 105 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número subindo para 109 milhões de toneladas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Safras News

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SOJA: Chicago ignora USDA e avança no meio-pregão. Vizinhos e RS sustentam

Porto Alegre, 10 de maio de 2024 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais altos para grão e óleo, e cotações mais baixas para farelo no meio-pregão de hoje. Os investidores ignoram o relatório de oferta e demanda baixista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), recém-divulgado, apontando ampla oferta global. A disparada nos vizinhos milho e trigo atua como fator de suporte, assim como as inundações no Rio Grande do Sul.

O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,450 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 121,1 milhões de toneladas. O número superou a expectativa do mercado de 4,43 bilhões ou 120,6 milhões de toneladas.

Os estoques finais estão projetados em 445 milhões de bushels ou 12,11 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 432 milhões de bushels ou 11,76 milhões de toneladas.

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 422,26 milhões de toneladas. Para 2023/24, a previsão é de 396,95 milhões de toneladas. Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 128,5 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 120 milhões de toneladas e da estimativa para 2023/24, de 111,78 milhões – mercado esperava número de 112,4 milhões.

Para a produção brasileira, o USDA reduziu a estimativa de produção de 154 milhões de toneladas, contra 155 milhões do relatório anterior e 152,6 milhões da previsão do mercado. A primeira estimativa para 2024/25 é de 169 milhões de toneladas.

Os contratos com vencimento em julho de 2024 tinham preço de US$ 12,13 3/4 por bushel, ganho de 5,25 centavos de dólar por bushel ou 0,43%. A posição agosto de 2024 era cotada a US$ 12,15 1/4 por bushel, avanço de 5,00 centavos de dólar por bushel ou 0,41%.

No farelo, julho de 2024 tinha preço de US$ 369,70 por tonelada, desvalorização de US$ 3,20 por tonelada ou 0,83%. Já a posição julho de 2024 do óleo era cotada a 44,29 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 1,65 centavo de dólar por libra-peso ou 3,86%.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Safras News

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SEMANA SOJA: Produtor gaúcho contabiliza estrago após desastre climático no Estado

   Porto Alegre, 10 de maio de 2024 – A tragédia climática que atinge o Rio Grande do Sul não poupou a produção agrícola do estado. As inundações devem trazer redução na produção de soja do estado e, consequentemente, do Brasil.

   Na avaliação do analista e consultor de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, ainda é um pouco cedo “para termos um número assertivo, mas certamente a gente vai reduzir nossa estimativa para a safra”.

   Conforme o analista, cerca de 25% das lavouras gaúchas ainda não foram colhidas. São cerca de 5 milhões de toneladas em risco. “Não quer dizer que a gente já perdeu esse volume, mas ele está em risco”, explica.

   Outro problema é que algumas áreas onde a soja já foi colhida e estava armazenada também foram inundadas. “A gente recebeu imagens de silos inundados e isto também precisa ser avaliado”, relata o consultor, acrescentando que podem ser necessárias algumas semanas para entender o tamanho do estrago.

   Com o corte esperado na safra gaúcha, o recorde de 22,7 milhões de toneladas estimadas anteriormente por Safras e Mercado não vai ser alcançado. “Lamentavelmente, meu sentimento é que devemos cortar de 2 a 3 milhões de toneladas no Rio Grande do Sul”, acredita Gutierrez Roque.

   Mesmo com as perdas no Rio Grande do Sul, o consultor lembra que 75% da safra gaúcha de soja já tinha sido colhida e com bons rendimentos. “A gente tem uma boa parte de produção já garantida”, frisa. “A não ser que muitos mais silos tenham sido afetados, a safra gaúcha será maior que o ano passado”, completa.

   Informações da Emater, em razão do evento climático adverso, que impediu a realização da colheita em vários períodos, a perspectiva da operação para as áreas ainda a serem colhidas (24%) mudou abruptamente, e as perdas de produção serão elevadas, podendo atingir até 100% das áreas remanescentes.

   “Algumas infraestruturas de armazenagem de grãos também foram danificadas, o que pode afetar a produção colhida anteriormente. A colheita foi suspensa, durante todos os dias, na maior parte do Estado. Contudo nas regiões Noroeste e Campanha, onde as precipitações iniciaram em 01/05, a operação pôde ser realizada entre os dias de 29 e 30/04, mas, de maneira precária, pois os grãos estavam excepcionalmente úmidos”, aponta o relatório.

Comercialização

   A comercialização da safra 2023/24 de soja do Brasil envolve 50,7% da produção projetada, conforme relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 6 de maio. No relatório anterior, com dados de 5 de abril, o número era de 41,4%.

   Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 51% e a média de cinco anos para o período é de 64,8%. Levando-se em conta uma safra estimada em 151,25 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 76,645 milhões de toneladas.

   Levando-se em conta uma safra mínima hipotética de 151,25 milhões de toneladas, SAFRAS projeta uma comercialização antecipada de 5,9%. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 6% e a média para o período é de 14,9%.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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SEMANA SOJA: Câmbio prepondera sobre Chicago e garante preços melhores em abril

   Porto Alegre, 3 de maio de 2024 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de abril de negócios moderados e com preços mais altos. A alta do dólar sobre o real e a melhora dos prêmios de exportação garantiram a alta, que foi limitada pela queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (ABCOT).

   A saca de 60 quilos subiu de R$ 121,00 para R$ 123,00 em abril. Em Cascavel (PR), a cotação avançou de R$ 116,00 para R$ 123,00. Em Rondonópolis (MT), o preço se elevou de R$ 113,00 para R$ 115,00. No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 125,00 para R$ 130,00.

   O câmbio foi o principal motivador para a melhora nos referenciais. A moeda americana assumiu um novo patamar em abril, permanecendo acima dos R$ 5,00. Externamente, o sentimento de que os juros nos Estados Unidos permanecerão altos por mais tempo ajudou a elevar o dólar. No Brasil, as preocupações com o quadro fiscal ajudaram a sustentar a moeda.

   O dólar comercial acumulou no mês passado uma valorização de 3,55%, batendo em R$ 5,19 no final de abril. Durante o mês, a moeda chegou a atingir os maiores patamares em mais de um ano.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho tiveram desvalorização de 3% e encerraram abril a US$ 11,63 por bushel. O mercado segue pressionando por fatores fundamentais e também sente a pressão do mercado financeiro global.

   O plantio avança sem maiores problemas nos Estados Unidos. Além disso, em função dos preços mais atrativos, a demanda se concentra no produto da América do Sul, em detrimento da soja americana.

   Com dólar e títulos do tesouro americano remunerando bem, o clima é de aversão ao risco e o capital flui para estes investimentos, deixando as commodities, inclusive as agrícola, em um segundo plano.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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SEMANA SOJA: Preços melhoram no Brasil e movimentação tem ganho moderado

   Porto Alegre, 26 de abril de 2024 – O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços firmes e de moderada melhora no ritmo dos negócios. Com o dólar acima de R$ 5,00, a melhora nos prêmios e também com ganhos nos contratos futuros em Chicago, o cenário melhorou para a negociação.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou para R$ 124,00. Na região das Missões, a cotação subiu para R$ 123,00 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço esteve cotado a R$ 130,50 a saca.

   Em Cascavel, no Paraná, a saca avançou para R$ 123,50. No porto de Paranaguá (PR), o preço subiu para R$ 130,50. Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 116,00. Em Dourados (MS), o preço permaneceu em R$ 116,00 a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca ficou estável em R$ 114,00.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, a semana foi positiva. Movimentos técnicos e o desempenho positivo de outras commodities, principalmente o trigo em meio a preocupações com o clima seco em importantes produtorees, ajudaram a sustentar a oleaginosa.

   Há também previsão de excesso de chuvas nos Estados Unidos nos próximos dias, o que poderia atrasar o plantio. Mas no longo prazo, o cenário fundamental é baixista. Os movimentos iniciais apontam para uma grande safra americana.

   Os prêmios de exportação seguem firmes. A demanda chinesa tem se deslocado para a América do Sul, que tem preços mais atrativos na comparação com os Estados Unidos.

   Completando o cenário positivo, há o dólar acima de R$ 5,00, devido ao cenário ainda nebuloso sobre o mercado financeiro global. As dúvidas são de quando os juros americanos começarão a cair. Juros altos significam maior aversão ao risco e capital migrando das commodities para investimentos mais seguros.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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SEMANA SOJA: Brasil deve exportar 96 milhões de toneladas em 2023; Chicago tem semana negativa

   Porto Alegre, 19 de abril de 2024 – Apesar de em menor volume do que no ano anterior, o Brasil deverá embarcar uma grande quantidade de soja em 2024. Safras atualizou seu quadro de oferta e demanda e revisou para cima sua projeção para as exportações brasileiras.

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 96 milhões de toneladas em 2024, contra 101,86 milhões em 2023, com uma queda de 6%. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por Safras & Mercado. No relatório anterior, divulgado em março, a projeção era de 94 milhões de toneladas.

   Safras indica esmagamento de 54,3 milhões de toneladas em 2024 e de 53,165 milhões de toneladas em 2023. Não houve alteração na previsão na comparação com março. Safras aponta importação de 650 mil toneladas em 2024, contra 181 mil toneladas em 2023.

   Em relação à temporada 2024, a oferta total de soja deverá recuar 4%, passando para 156,54 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por Safras em 153,3 milhões de toneladas, recuando 4% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão cair 30%, passando de 4,641 milhões para 3,237 milhões de toneladas.

  Safras trabalha com uma produção de farelo de soja de 41,75 milhões de toneladas em 2024, repetindo o ano anterior. As exportações deverão cair 7% para 21 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 18,6 milhões, recuando 6%. Os estoques deverão subir 147% para 3,62 milhões de toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá crescer 1% para 10,96 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1,3 milhão de toneladas, com queda de 44%. O consumo interno deve subir 12% para 9,65 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve aumentar 17% para 5,6 milhões de toneladas. A previsão é de estoques subndo 12% para 575 mil toneladas.

Mercado

   No Brasil, a semana foi marcada por poucos negócios e dificuldade em definir preços. Enquanto o dólar subiu forte na semana, atingindo os maiores patamares em mais de um ano. Em contrapartida, os contratos futuros em Chicago teve a maior qued queda semanal desde agosto de 2023. Até o momento, a posição maio/24 acumula 3,3% de perdas em relação a semana anterior.

   O avanço do plantio nos Estados Unidos, a boa oferta de soja da América do Sul e a fraca demanda pela soja americana compuseram ao longo da semana um quadro negativo aos preços na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

   Além disso, pesa sobre os contratos das commodities agrícola o clima de aversão ao risco no mercado financeiro global. As dúvidas sobre quando vai iniciar os cortes dos juros americanos faz o capital procurar por investimentos mais seguros, como câmbio e títulos do Tesouro americano, movimento que pesou sobre a soja.

Dylan Della Pasqua / Safras News

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SOJA: Compras de barganha e dólar mais fraco garantem ganhos moderados em Chicago

Porto Alegre, 17 de abril de 2024 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais altos para grão e farelo, e cotações mistas para óleo no meio-pregão de hoje. Em sessão volátil, desde o intervalo o mercado esboça uma reação, buscando suporte em compras de barganha, após as recentes perdas. O dólar mais fraco hoje ajuda na correção. De qualquer forma, os ganhos são limitados pelo plantio nos Estados Unidos e pela colheita no Brasil.

Os contratos com vencimento em maio de 2024 tinham preço de US$ 11,49 1/2 por bushel, ganho de 4,50 centavos de dólar por bushel ou 0,39%. A posição julho de 2024 era cotada a US$ 11,64 1/4 por bushel, avanço de 4,25 centavos de dólar por bushel ou 0,36%.

No farelo, julho de 2024 tinha preço de US$ 339,70 por tonelada, valorização de US$ 2,90 por tonelada ou 0,86%. Já a posição julho de 2024 do óleo era cotada a 45,49 centavos de dólar por libra-peso, elevação de 0,01 centavo de dólar por libra-peso ou 0,02%.

SEMANA SOJA: USDA indica estoques dos EUA acima do esperado e mercado avalia divergência entre projeções de safra do Brasil

Porto Alegre, 12 de abril de 2024 – A semana doi marcada pela divulgação de importantes relatórios e estimativas para a soja. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu ao indicar estoques dos EUA acima do esperado e, também, por manter a sua estimativa para a safra brasileira.

   Com a colheita se encaminhando para o final, as estimativas para a safra do Brasil ainda divergem. O USDA trabalha com 155 milhões de toneladas. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), reduziu na semana a sua previsão para 16,5 milhões de toneladas.

   No meio do caminho está a projeção de Safras, atualizada na sexta, e marcando produção superior a 151 milhões de toneladas.

Produção

   A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 151,246 milhões de toneladas, com retração de 4,2% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 157,83 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por Safras & Mercado.

   Em 15 de março, data da estimativa anterior, a projeção era de 148,601 milhões de toneladas. A elevação sobre a previsão anterior é de 1,78%.

   Safras indica aumento de 2,1% na área, estimada em 45,62 milhões de hectares. Em 2022/23, o plantio ocupou 44,68 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.550 quilos por hectare para 3.332 quilos.

   “O avanço dos trabalhos de colheita em todo o país revela a realidade da safra brasileira, trazendo a necessidade de novos ajustes nas produtividades médias esperadas para alguns estados do país”, afirmou o analista e consultor de Safras, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

   No Sul, o destaque fica com ajuste positivo no estado do Rio Grande do Sul, com grande parte das lavouras demonstrando um ótimo potencial. “É possível vermos a maior safra da história do estado, que nessa temporada terá a segunda maior produção estadual do país”, destaca o analista.

   No Centro-Oeste, destaque para o aumento da produtividade média esperada para o estado do Mato Grosso, onde as lavouras semeadas e colhidas mais tardiamente trouxeram resultados muito melhores que as semeadas precocemente, beneficiadas pela melhora climática registrada a partir de janeiro. Já no Mato Grosso do Sul, foi feito um ajuste negativo na produtividade média, com parte das lavouras trazendo resultados menores do que o esperado inicialmente.

   No Sudeste, destaque para a redução do potencial produtivo do estado de São Paulo, com parte das lavouras também trazendo resultados inferiores ao esperado. “No Nordeste, o avanço dos trabalhos de colheita na Bahia revela que o potencial produtivo do estado é melhor do que esperávamos, havendo surpresa positiva nas produtividades”, acrescenta Roque.

USDA

       O relatório de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,165 bilhões de bushels em 2023/24, o equivalente a 113,35 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 50,6 bushels por acre. Os números foram mantidos na comparação com março.

   Os estoques finais estão projetados em 340 milhões de bushels ou 9,25 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 319 milhões de bushels ou 8,68 milhões de toneladas. Em março, a estimativa era de 315 bilhões de bushels ou 8,57 milhões de toneladas.

   O USDA projetou safra mundial de soja em 2023/24 de 396,73 milhões de toneladas. Em março, a previsão era de 396,85 milhões. Os estoques finais foram reduzidos de 114,3 milhões para 114,2 milhões de toneladas. O mercado esperava um número de 112,6 milhões de toneladas.

   A projeção do USDA aposta em safra americana ficou em 113,3 milhões de toneladas, mesmo número do relatório anterior. A safra brasileira foi projetada em 155 milhões de toneladas, sem alterações. Para a Argentina, a previsão é de produção de 50 milhões de toneladas, também sem revisão. O mercado esperava número de 151,7 milhões para o Brasil e de 50,2 milhões para a Argentina.

Conab

   A produção brasileira de soja deverá totalizar 146,52 milhões de toneladas na temporada 2023/24, com recuo de 5,2% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 154,6 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 7º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No relatório anterior, a previsão era de safra de 146,86 milhões de toneladas. Houve um corte de 0,2% entre um mês e outro.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Safras News

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SEMANA SOJA: Intenção indica maior área nos EUA, adicionando pressão sobre preços

   Porto Alegre, 5 de abril de 2024 – O cenário fundamental baixista para os preços da soja em termos globais ganhou mais um fator de pressão sobre os preços. No dia 28, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sinalizou que a área com soja em 2024 deverá aumentar. Onúmero superou a expectativa do mercado e determinou perdas em Chicago e no Brasil.

   A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2024 deverá totalizar 86,5 milhões de acres, conforme o relatório de intenção de plantio do USDA. A previsão indica uma elevação de 3% sobre o ano anterior.

   O número ficou acima da expectativa do mercado, que era de 86,3 milhões de acres. No Fórum Anual do USDA, realizado em fevereiro, a previsão era de uma área de 87,5 milhões de acres. No ano passado, os produtores americanos plantaram 83,6 milhões de acres com a oleaginosa. Segundo o USDA, 24 dos 29 estados produtores deverão elevar ou manter o plantio.

   Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de março, totalizaram 1,85 bilhão de bushels de bushels. O volume estocado subiu 9% na comparação com igual período de 2023.

   O número ficou acima da expectativa do mercado, de 1,83 bilhão de bushels. Do total, 933 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com alta de 24% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 912 milhões de bushels, com baixa de 3%.

Comercialização

   A comercialização da safra 2023/24 de soja do Brasil envolve 41,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 5 de abril. No relatório anterior, com dados de 6 de março, o número era de 36,6%.

   Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 44,3% e a média de cinco anos para o período é de 58,1%. Levando-se em conta uma safra estimada em 148,6 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 61,571 milhões de toneladas.

Safra 2024/25

   Levando-se em conta uma safra mínima hipotética de 148,6 milhões de toneladas, SAFRAS projeta uma comercialização antecipada de 3,1%. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 4,2% e a média para o período é de 12,4%.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Safras News

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MERCADO SOJA: Brasil tem dia volátil e melhor ritmo de negócios da semana

   Porto Alegre, 28 de março de 2024 – O mercado brasileiro de soja teve um dia volátil, devido ao movimento de Chicago. Os preços melhoraram após os relatórios trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O dólar acima dos R$ 5,00 também favoreceu preços mais altos.

   Houve negócios quando os produtores aproveitaram a valorização das cotações. O lado comprador, por sua vez, não foi muito agressivo. Na comparação com o resto da semana, o ritmo de hoje foi melhor.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 118,50 para R$ 121,00. Na região das Missões, a cotação aumentou de R$ 117,50 para R$ 120,00 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço foi de R$ 124,00 para R$ 127,00 a saca.

   Em Cascavel, no Paraná, a saca valorizou de R$ 115,00 para R$ 116,00. No porto de Paranaguá (PR), o preço cresceu de R$ 124,00 para R$ 125,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca foi de R$ 111,00 para R$ 113,00. Em Dourados (MS), o preço passou de R$ 112,00 para R$ 113,00 a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca valorizou de R$ 109,00 para R$ 111,00.

Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos, perto da estabilidade. As primeiras posições recuaram e as demais subiram. O mercado absorveu os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), se posicionando frente ao final de semana prolongado.

   Na semana, maio teve leve desvalorização. No mês, subiu 4,45%, diminuindo a perda trimestral para 3,34%.

   A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2024 deverá totalizar 86,5 milhões de acres, conforme o relatório de intenção de plantio do USDA. A previsão indica uma elevação de 3% sobre o ano anterior.

   O número ficou acima da expectativa do mercado, que era de 86,3 milhões de acres. No Fórum Anual do USDA, realizado em fevereiro, a previsão era de uma área de 87,5 milhões de acres.

   No ano passado, os produtores americanos plantaram 83,6 milhões de acres com a oleaginosa. Segundo o USDA, 24 dos 29 estados produtores deverão elevar ou manter o plantio.

   Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de março, totalizaram 1,85 bilhão de bushels de bushels. O volume estocado subiu 9% na comparação com igual período de 2023.

   O número ficou acima da expectativa do mercado, de 1,83 bilhão de bushels. Do total, 933 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com alta de 24% sobre o ano anterior. Os estoques fora das fazendas somam 912 milhões de bushels, com baixa de 3%.

   Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar, ou 0,08%, a US$ 11,91 1/2 por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 12,05 1/4 por bushel, com perda de 1,25 centavo ou 0,10%.

   Nos subprodutos, a posição maio do farelo fechou com baixa de US$ 1,30 ou 0,38% a US$ 337,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 47,95 centavos de dólar, com alta de 0,28 centavo ou 0,58%.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,68%, sendo negociado a R$ 5,0140 para venda e a R$ 5,0120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9796 e a máxima de R$ 5,0180. Na semana, a moeda teve valorização de 0,32%, enquanto no mês e trimestre a valorização foi de 0,81% e 3,34%, respectivamente.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Em compasso de espera do USDA, Chicago mantém queda no meio-pregão

   Porto Alegre, 27 de março de 2024 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos para o grão, e óleo e mais altos para o farelo no meio-pregão de hoje. O mercado se recuperou um pouco, mas segue influenciado negativamente pela expectativa de que possa haver um aumento na área a ser cultivada com soja nos Estados Unidos na temporada 2024 em comparação ao ano anteriror. Relatórios de intenção de plantio e de estoques trimestrais serão divulgados amanhã pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   As cotações também são influenciadas pelo fraco desempenho do petróleo em Nova York e pela aceleração do dólar frente a outras moedas correntes.

   A previsão do USDA, contudo, deverá indicar área menor que a estimativa divulgada em fevereiro, durante o Fórum Anual do Departamento.

   Pesquisa realizada pela agência Dow Jones indica que o mercado está apostando em número de 86,3 milhões de acres. No ano passado, os americanos semearam 83,6 milhões de acres. A média das projeções oscila entre 84,3 milhões e 88 milhões de acres.

   Se a expectativa do mercado for confirmada, o USDA vai indicar um número inferior aos 87,5 milhões de acres indicados durante o Fórum. A área de soja deverá ficar abaixo da de milho, projetada em 92,03 milhões de acres, contra 94,64 milhões do ano anterior.

   Também na quinta será divulgado o relatório com a posição dos estoques americanos em 1º de março. O mercado espera estoques em 1,832 bilhão de bushels. Em igual período do ano passado, o número era de 1,687 bilhão. Em dezembro, os estoques estavam em 3 bilhões de bushels.

   Os contratos com vencimento em maio tinham preço de US$ 11,97 3/4 por bushel, baixa de 1,25 centavo de dólar ou 0,10%. A posição julho era cotada a US$ 12,11 1/4 por bushel, perda de 1,25 centavo de dólar por bushel ou 0,10%.

   No farelo, maio de 2024 tinha preço de US$ 341,4 por tonelada, alta de US$ 1,60 por tonelada ou 0,47%. Já a posição maio de 2024 do óleo era cotada a 47,72 centavos de dólar por libra-peso, decréscimo de 0,70 centavo de dólar por libra-peso ou 1,44%.

SOJA: Argentina está “de volta ao jogo” com exportações e processamento em níveis normais – Safras Agri Week

Porto Alegre, 27 de março de 2024 – A Argentina está “de volta ao jogo” das exportações de soja. Nesta quarta-feira, o analista de Safras & Mercado, Bruno Todone, palestrou durante a 7a edição da Safras Agri Week e apresentou um panorama da oleaginosa, que volta à normalidade após uma temporada 2022/23 impactada muito negativamente por altas temperaturas e falta de chuvas.

   A projeção de Safras & Mercado é de que o país colha 49,659 milhões de toneladas em 2023/24, contra 21,101 milhões no ano anterior. Em 22/23, a Argentina importou muito mais do que o normal: 10,277 milhões de toneladas. Neste ano, os volumes devem ficar em 3,8 milhões de toneladas, mais perto da média dos últimos anos. Da mesma forma, as exportações e o processamento também voltam a níveis considerados normais.

Comercialização

   Apesar de avanço importante no último mês, a comercialização da soja está atrasada na Argentina. Nas últimas cinco semanas, houve um salto que denota o aumento da movimentação por parte dos produtores. Ainda assim, apenas 21% da safra foi comercializada até o momento. A média para o período fica em torno de 30%, conforme Todone.

   O especialista alerta para o grande risco da comercialização a preço aberto. “Há possibilidade de novas quedas nos preços”, especulou.

   Até o momento, apenas 4% da safra projetada já foi comercializada com preço fechado; 17%, com preço aberto; e 79% ainda não foi comercializada. “O produtor precisa cuidar para garantir a melhor margem possível”, sugeriu.

Lavouras excepcionais

   Com o clima mais favorável nesta temporada, impactada pelo El Niño, as condições das lavouras são excepcionais, conforme o analista. Ele lembra que o país vem de três anos consecutivos de La Niña, que afetaram muito a oleaginosa. Em anos de La Niña, os rendimentos são mais baixos. A previsão é de que o La Niña retorne a partir de julho-setembro, o que pode trazer anomalias negativas à região núcleo da Argentina.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Estoques finais no Brasil são revisados para baixo por menor safra

   Porto Alegre, 22 de março de 2024 – O corte recente na estimativa de Safras & Mercado para a produção brasileira de soja trouxe poucas alterações no quadro de oferta e demanda. Mas os estoques finais foram cortados e deverão ficar 40% abaixo do número da temporada anterior.

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 94 milhões de toneladas em 2024, contra 101,86 milhões em 2023. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por Safras & Mercado. No relatório anterior, divulgado em fevereiro, a projeção era também de 94 milhões.

   Safras indica esmagamento de 54,3 milhões de toneladas em 2024 e de 53,74 milhões de toneladas em 2023, com uma elevação de 1% entre uma temporada e outra. Não houve alteração na previsão na comparação com fevereiro. Safras indica importação de 650 mil toneladas em 2024, contra 181 mil toneladas em 2023.     Em relação à temporada 2024, a oferta total de soja deverá recuar 6%, passando para 154,317 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por Safras em 151,3 milhões de toneladas, recuando 5% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão cair 40%, passando de 5,066 milhões para 3,017 milhões de toneladas.

   Safras trabalha com uma produção de farelo de soja de 41,68 milhões de toneladas em 2024, subindo 1%. As exportações deverão cair 7% para 21 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 18,5 milhões, aumentando 3%. Os estoques deverão subir 81% para 4,88 milhões de toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar praticamente estável em 10,96 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 1,5 milhão de toneladas, com queda de 36%. O consumo interno deve subir 10% para 9,5 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve aumentar 18% para 5,2 milhões de toneladas. A previsão é de estoques recuando 4% para 535 mil toneladas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Conab e Safras reduzem estimativas para produção em 2023/24

Porto Alegre, 15 de março de 2024 – Com o avanço da colheita, consultorias e entidades vão refazendo os cálculos sobre o tamanho da safra brasileira de soja em 2023/24. Devido ao clima irregular, Safras e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) cortaram, nesta semana, as suas projeções.

   A safra brasileira deverá ficar longe das estimativas iniciais, que previam uma colheita acima de 160 milhões de toneladas.

   A produção brasileira de soja em 2023/24 deverá totalizar 148,601 milhões de toneladas, com retração de 5,8% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 157,83 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por Safras & Mercado.

   Em 9 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 149,076 milhões de toneladas. A redução sobre a previsão anterior é de 0,32%.

   Safras indica aumento de 1,6% na área, estimada em 45,41 milhões de hectares. Em 2022/23, o plantio ocupou 44,68 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.550 quilos por hectare para 3.289 quilos.

   Foram feitos ajustes finos em produtividades médias esperadas para alguns estados, mas sem grandes alterações. “O avanço da colheita, que já supera metade da área, começa a revelar a realidade das lavouras nos principais estados do país. E, de uma forma geral, nota-se que as lavouras semeadas mais tardiamente foram beneficiadas por uma maior umidade que atingiu principalmente o Centro-Norte do país a partir de janeiro”, informa o analista de Safras, Luiz Fernando Gutierrez Roque. Segundo ele, esse comportamento levou a uma condição melhor para o desenvolvimento das plantas em Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e estados das regiões Norte e Nordeste.

   “Diante disso, o estado do Mato Grosso sofreu um ajuste positivo em sua produtividade média esperada, mesmo que de forma pontual. No lado negativo, destaca-se a redução do potencial produtivo no estado do Paraná devido ao clima irregular. Nos estados das regiões Norte e Nordeste, destaca-se a manutenção do potencial produtivo diante da melhora climática, e abre-se a possibilidade de surpresas positivas nas próximas atualizações”, conclui o analista.

   A produção brasileira de soja deverá totalizar 146,86 milhões de toneladas na temporada 2023/24, com recuo de 5% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 154,6 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 6º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No relatório anterior, a previsão era de safra de 149,4 milhões de toneladas. Houve um corte de 1,7% entre um mês e outro.

Conab

   A Conab trabalha com uma área de 45,177 milhões de hectares, com elevação de 2,5% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 44,080 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.325 quilos por hectare. Em 2022/23, o rendimento ficou em 3.507 quilos por hectare, o que representa uma retração de 7,3%.

   Desde o início da presente safra até meados de dezembro, as condições climáticas foram variáveis e desfavoráveis nas principais regiões produtoras. Essas instabilidades climáticas provocaram perdas significativas na produtividade das culturas, sobretudo na da soja, principal produto cultivado no período.

   De acordo com o documento, a queda verificada se deve às baixas precipitações e às temperaturas acima do normal nas principais regiões produtoras. No entanto, em locais em que o grão foi semeado mais tardiamente as precipitações têm favorecido o desenvolvimento das lavouras.

Argentina

  Na Argentina, a sinalização é oposta e as revisões estão sendo feitas para cima. As regiões Centro e Norte da Argentina receberam chuvas na última semana, melhorando os níveis de umidade da soja. Segundo a Bolsa de Buenos Aires, aproximadamente metade das lavouras estão em período crítico do desenvolvimento. A safra do país é projetada em 52,5 milhões de toneladas.

   As lavouras se dividem entre boas (30%), médias (54%) e ruins (16%). Na semana passada, eram 29%, 54% e 17%, respectivamente. Em igual período do ano passado, 2%, 23% e 75%. O déficit hídrico atinge 23% da área, contra 28% na semana passada e 70% um ano atrás. A Bolsa de Rosário ajustou ligeiramente sua estimativa de produção de soja para a safra 2023/24 da Argentina, passando de 49,5 milhões de toneladas, em fevereiro, para 50 milhões de toneladas, após as chuvas das últimas semanas.

   As chuvas iniciadas em fevereiro melhoraram as condições de enchimento da soja de primeira safra. Para a segunda safra, embora tenham tido um grande impacto, é uma recuperação que em os termos produtivos é limitada, pois as lavouras foram muito afetados.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Preços melhoram no Brasil e negociações ganham ritmo

   Porto Alegre, 8 de março de 2024 – A semana foi marcada por melhora nos preços domésticos da soja, acompanhando as valorizações combinadas de prêmios, contratos futuros em Chicago e do dólar. Com o repique das cotações internas, os produtores voltaram ao mercado e encontraram um comprador disposto a gastar. Como consequência a movimentação melhorou.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 114,00 para R$ 117,00 na semana. Em Cascavel (PR), o preço passou R$ 108,00 para R$ 113,50. Em Rondonópolis (MT), a cotação passoude R$ 108,00 para R$ 107,00.

   No Porto de Paranaguá, a cotação subiu de R$ 116,00 para R$ 121,50. Os prêmios também melhoraram nos principais portos do país, mesmo com a entrada da safra sul-americana.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio, os mais negociados, tiveram valorização de 1,08%, cotados na manhã da sexta, 8, a US$ 11,63 75 por bushel. Apesar do cenário fundamental negativo, o mercado passou por um período de correção técnica, com fundos e especuladores cobrindo posições vendidas e tentando se posicionar frente ao relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

   O câmbio também foi positivo aos preços domésticos, acumulando no período uma valorização de 0,5% no dólar comercial frente ao real. A moeda norte-americana era cotada a R$ 4,979 na manhã da sexta.

Argentina

   A produção de soja da Argentina deve duplicar na comparação com a safra passada. A estimativa é do analista de Safras & Mercado, Bruno Todone. Durante apresentação na Expoagro, ele projetou a colheita argentina da oleaginosa em 49,6 milhões de toneladas.

   “Os fundos especulativos estão muito vendidos e podem mudar a tendência. Além disso, a capacidade de pagamento melhorou”, disse. Por outro lado, as chuvas de fevereiro melhoraram a disponibilidade hídrica. No longo prazo, se acredita na possibilidade de La Niña para o terceiro trimestre a partir de anomalias que se observam na safra dos Estados Unidos.

   Por fim, conforme Todone, deve-se prestar atenção no aumento do processamento, que seria ruim para a Argentina, devido à maior oferta de farelo.

China

   As importações de soja em grão pela China nos meses de janeiro e fevereiro somaram 13,04 milhões de toneladas, um recuo de 8,8% frente ao mesmo período do ano passado. Este foi o menor patamar para o período em cinco anos, reflexo das fracas margens de esmagamento e menor chegada de navios em função do feriado de Ano Novo Lunar.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Ampla oferta global pesa sobre Chicago, mas necessidade segura cotações domésticas

   Porto Alegre, 1 de março de 2024 – Apesar da pressão externa, os preços da soja no Brasil não caíram na mesma proporção que os contratos futuros em Chicago no mês de fevereiro. Diante da necessidade dos compradores, o produtor segurou a oferta e conseguiu negociar melhor nos períodos de pico. Aparentemente, o vendedor já se conformou com os preços praticados e a comercialização ganhou ritmo.

   A saca de 60 quilos abriu o mês a R$ 120,00 em Passo Fundo (RS) e fechou a R$ 114,00. Em Cascavel (PR), o preços subiu de R$ 107,00 para R$ 108,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação teve elevação, passando de R$ 103,50 para R$ 105,00 no período.

   No Porto de Paranaguá, a saca caiu de R$ 117,00 para R$ 116,00. Os prêmios de exportação seguem negativos, mas melhoraram diante da presença, ainda que pontual, da China na ponta compradora. Houve uma melhora na atividade nos portos para embarques entre abril e junho.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em maio tiveram desvalorização acumulada de 7,5%, fechando fevereiro a US$ 11,40 3/4 por bushel. Mesmo com alguns movimentos de correção técnica ao longo de fevereiro, o balanço foi extremamente negativo, com os preços sentindo a pressão exercida pelo cenário fundamental.

   Os problemas climáticos reduziram a safra brasileira, mas não o suficiente para resultar em recuperação externa. A safra brasileira está estimada em 149 milhões de toneladas por Safras & Mercado, contra indicações iniciais que batiam em mais de 160 milhões de toneladas.

   Em contrapartida, após ser fortemente atingida pelo clima no ano passado, a produção argentina se recuperou na atual temporada. Sem em 2023, foram colhidas cerca de 20 milhões de toneladas, neste ano a expectativa é de que entre no mercado mais de 50 milhões de toneladas.

   Completando o cenário fundamental negativo, a demanda está cada vez mais escassa nos Estados Unidos. E as sinalizações para a temporada 2024 são de aumento de área, produção e estoques, mantendo a oferta global bem elevada.

SEMANA SOJA: Perdas em Chicago pressionam preços domésticos e prejudicam comercialização

Porto Alegre, 23 de fevereiro de 2024 – O mercado brasileiro de soja teve uma semana de movimentação pontual e de preços sob pressão. A forte queda dos contratos futuros em Chicago e a estabilidade do dólar frente ao real pesaram sobre as cotações, mantendo compradores e vendedores afastados.

   A saca de 60 quilos recuou de R$ 116,00 para R$ 115,00 em Passo Fundo (RS) entre o dia 16 e a manhã da sexta, 23. No mesmo período, a cotação passou de R$ 109,00 para R$ 108,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 101,00 para R$ 104,00.

   No Porto de Paranaguá, a saca baixou de R$ 118,00 para R$ 116,00. Os prêmios de exportação são pressionados pelo avanço da colheita, aumentando a oferta. Mas há a expectativa de retorno dos compradores chineses, limitando a queda.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento me março, os mais negociados, atingiram os menores níveis em três anos. A posição acumulava desvalorização semanal de 2,26% até a manhã da sexta, cotada a US$ 11,45 3/4 por bushel.

   Os fundamentos seguem pressionando Chicago. A entrada da volumosa safra sul-americana e a melhora do clima nesta semana determinam as vendas por parte de fundos e especuladores. Completando o quadro, a demanda é fraca pela soja americana neste momento.

   Mesmo menor do que esperado inicialmente, a produção brasileira deverá ficar em torno de 150 milhões de toneladas. A Argentina, sem os problemas climáticos da temporada passada, deve colher ao menos 50 milhões de toneladas. Paraguai e Uruguai também apresentam boa oferta.

   Nos Estados Unidos, as sinalizações iniciais são de ampliação da área a ser plantada. Sem problemas meteorológicos, o viés é de aumento na produção e nos estoques americanos na temporada 2024/25.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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