SOJA: Chicago recua mais de 1% no meio-pregão por clima e fala de Trump

    Porto Alegre, 19 de agosto de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços significativamente mais baixos no meio-pregão de hoje. O mercado é pressionado pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas. São esperadas chuvas em um período crítico de desenvolvimento das plantações. Outro fator de pressão é a fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país ainda não está pronto para um acordo com a China. As informações partem de agências internacionais.

   Os participantes da “Crop Tour”, realizada pela Pro Farmer, iniciaram os trabalhos de pesquisa das lavouras de soja e milho dos Estados Unidos. Os primeiros resultados, a serem divulgados a partir de amanhã, devem apresentar precipitações inadequadas, após um plantio atrasado pelo excesso de chuvas em grande parte do Meio-Oeste norte-americano. As informações são da Agência Dow Jones.

    Os contratos com vencimento em setembro de 2019 tinham preço de US$ 8,56  por bushel, recuo de 11,00 centavos de dólar por bushel ou 1,26%. A posição novembro de 2019 era cotada a US$ 8,69 por bushel, retração de 10,75 centavos de dólar por bushel ou 1,22%.

   No farelo, setembro de 2019 tinha preço de US$ 293,30 por tonelada, baixa de US$ 1,60 por tonelada ou 0,54%. Já a posição setembro de 2019 do óleo era cotada a 28,57 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,56 centavo de dólar por libra-peso ou 1,92%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços da soja sobem, mas produtor se retrai no Brasil

   Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – Os preços da soja apresentaram alta nesta sexta no Brasil, impulsionados pela alta de Chicago e pelo dólar acima de R$ 4,00. A movimentação seguiu moderada, envolvendo cerca de 120 mil toneladas. O produtor espera por preços ainda melhores.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,00 para R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 80,50 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço subindo de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 80,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,50 para R$ 86,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,50 para R$ 76,00. Em Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 75,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos, reduzindo a perda acumulada na semana para 1,32% na posição novembro.

   O mercado encontrou sustentação em fatores técnicos, após uma semana de pressão. O anúncio de venda de 296,5 mil toneladas de soja em grão americana para destinos não revelados ajudou a sustentar as cotações e amenizar a queda semanal, provocada pela tensão comercial entre Estados Unidos e China.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 9,25 centavos de dólar, ou 1,07%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,67 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,79 3/4 por bushel, com ganho de 9,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,03%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 3,10 ou 1,06% a US$ 294,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,13 centavos de dólar, com ganho de 0,06 centavo ou 0,2%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,37%, sendo negociado a R$ 4,050 para venda e a R$ 4,030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9770 e máxima de R$ 4,0070. Na semana, o dólar registrou alta de 1,62%.

     Agenda de segunda

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de julho será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia.  

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das três primeiras semanas de agosto – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Mercado deve seguir digerindo USDA, atento a EUA-China – SAFRAS

   Porto Alegre, 16 de agosto de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– O mercado deve continuar digerindo os números do último relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) enquanto aguarda pelos novos capítulos da guerra comercial entre EUA e China. O clima sobre o cinturão produtor norte-americano e os movimentos de vendas dos EUA para o mercado exportador também devem chamar a atenção;

– O USDA trouxe surpresas ao indicar cortes além do esperado para a produção e os estoques norte-americanos da temporada 2019/20. A nova estimativa para uma safra na casa de 100 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava por uma produção em torno de 103 milhões de toneladas. Além disso, os estoques foram rebaixados para 20 milhões de toneladas. Já para a temporada atual, que se encerra em 31 de agosto, o USDA trouxe uma nova elevação para os estoques;

– O relatório, embora tenha trazido números mistos, foi considerado altista pela maior relevância dos cortes. Apesar disso, o mau humor do mercado financeiro diante do acirramento da guerra comercial e de temores com o crescimento da economia mundial impediram a valorização em Chicago;

– O mercado também continua sentindo o peso dos grandes estoques norte-americanos. Apesar do corte na projeção, ainda estamos falando de estoques de 20 milhões de toneladas nos EUA. A falta de compras chinesas de soja norte-americana impede um maior “alívio” para os altos estoques. Tal fator permanece sendo decisivo para explicar a ausência de força positiva em Chicago. Sem um acordo comercial ou sem novas compras volumosas de soja dos EUA, Chicago deverá continuar pressionado. Há cada vez menos esperança de que o esperado acordo será assinado em 2019;

– A pressão negativa em Chicago contrasta com prêmios de exportação em elevação no Brasil. A tendência continua sendo positiva para os prêmios diante da manutenção da demanda chinesa em nossos portos nos próximos meses. Além disso, o mau humor do mercado financeiro trouxe uma forte valorização ao dólar. A combinação de prêmios fortes e dólar em alta trazem oportunidades que podem ser aproveitadas pela ponta vendedora. A ponta compradora também deve estar atenta para garantir suprimento para o final do ano a preços não tão elevados.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem quinta-feira de preços fracos no Brasil

Porto Alegre, 15 de agosto de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja teve uma quinta-feira de preços fracos, de estáveis a mais baixos predominantemente. A combinação de baixa da soja em Chicago com queda do dólar pressionou o mercado nacional. Aproximadamente 120 mil toneladas foram movimentadas no dia, volume moderado.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 81,50 para R$ 81,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 81,00 para R$ 80,50. No porto de Rio Grande, preço recuando de R$ 86,00 para R$ 85,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 80,50 para R$ 80,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 85,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 75,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 74,50 para R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 75,50.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Dúvidas sobre o acordo entre Estados Unidos e China e a previsão de clima favorável para o Meio Oeste americano determinaram as perdas.

   O mercado também avaliou os dados de exportação semanal norte-americano e de esmagamento no mês passado.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram negativas em 109.900 toneladas na semana encerrada em 8 de agosto. Representa uma forte retração frente à semana anterior e ante à média das últimas quatro semanas.

   A Holanda liderou as importações, com 127.000 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaram em 817.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 100 mil a 700 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os importadores chineses cancelaram a compra de 422.700 toneladas de soja em grão norte-americana, referentes à temporada 2018/19.

    Para a temporada 2019/20, porém, foram adquiridas 586.000 toneladas por destinos desconhecidos, que o mercado geralmente acredita ser para a China.

    A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 168,09 milhões de bushels em julho, ante 148,843 milhões em junho. A expectativa do mercado era de 155,8 milhões.

   Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 0,86%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,58 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,70 3/4 por bushel, com perda de 7,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,82%.

    Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,95% a US$ 291,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,07 centavos de dólar, com queda de 0,10 centavo ou 0,34%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,26%, sendo negociado a R$ 3,9880 para a compra e a R$ 3,9900 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0450 e a mínima de R$ 3,9810.

     Agenda de sexta

– Japão: A leitura revisada da produção industrial de junho será publicada às 1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Eurozona: A balança comercial de junho será publicada às 6h pela Eurostat.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

China já comprou 20 navios de soja do Brasil somente nesta semana

Enquanto Donald Trump e Xi Jinping continuam conversando, trocando ligações e mensagens, a China realizou, somente nesta semana, a compra de cerca de 20 navios brasileiros de soja. As informações partem do SIMConsult e os números e movimentações confirmam a continuidade do protagonismo do Brasil como maior exportador mundial da oleaginosa e principal fornecedor para o maior comprador global.

A concentração da demanda da nação asiática no Brasil tem resultado em prêmios mais fortes, melhores oportunidades de negócio e isso converge ainda com a recente disparada do dólar frente ao real e com os desdobramentos da guerra comercial entre chineses e americanos, que seguem bem distantes de um acordo. 

“O preço é o mais alto do ano e a China comprou 17 navios de soja brasileira ontem. Na semana foram 20. A ração para frango cresceu 15% e o preço do suíno expandiu as criações para o norte e nordeste com melhora na produção para o terceiro trimestre na China. Ou seja, houve um aumento do consumo de milho e farelo de soja”, explica Liones Severo, diretor do SIMConsult. 

A necessidade da China da soja do Brasil e o potencial que o país ainda tem de exportar volumes de soja tem sido motivo de revisitação aos números da temporada brasileira, como noticiou a Reuters nesta quarta-feira (14). Afinal, segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), o Brasil não teria condições de exportar 72 milhões de toneladas de soja este ano, como estima a Abiove (Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais.

Ainda segundo números apurados pelo SIMConsult, a China já embarcou 39,575 milhões de toneladas d soja do Brasil de janeiro a julho deste ano. No mesmo período de 2018 eram pouco mais de 46,3 milhões. 

“Sim, a importação chinesa é menor este ano. No ano passado, exportamos 69,380 milhões de toneladas de soja para a China, este ano podemo chegar a, no máximo, 58 milhões. E faz todo sentido essa diferença. A oferta total do Brasil em 2018 – de produção mais estoque inicial – foi de 127,3 milhões de toneladas, e este ano a oferta total é de 116,6 milhões. Nossa oferta total caiu quase 11 milhões”, explica Severo. 

O cenário atual já tem, portanto, promovido bons resultados em empresas do certo, como a Olam, uma gigante asiática do setor agrícola e de alimentos com unidade também no Brasil. A multinacional informou em nota que seu lucro no segundo trimestre do ano recuou 35% com resultados mais fracos em divisões como castanhas e confeitos, mas que suas vendas aumentaram 40% no primeiro semestre de 2019 diante do crescimento no comércio de grãos. 

“Temos um portfólio consistente no trade de grãos como milho, soja e trigo, o que tem sido importante pilar de sustentação de diversos mercados, mas, como qualquer outro negócio comercial, haverá oportunidades em que poderemos aumentar ou diminuir o ritmo. E esse foi um bom exemplo, nos últimos seis meses, de nossa aceleração”, disse um representante da empresa á agência internacional Bloomberg. 

A situação da Olam, porém, não é uma máxima entre as principais tradings mundiais. Outras gigantes como a ADM (Archer-Daniels-Midland Co.) e a Cargill já têm divulgados resultados preocupantes sobre seus balanços e expectativas. A primeira afirmou que será difícil alcançar sua meta de lucros para este ano, enquanto a segunda registrou a maior queda em quatro anos em seus rendimentos. 

Ambas atribuem esses problemas à guerra comercial China x EUA que já dura mais de um ano e que mudou profundamente a dinâmica do comércio agrícola global, bem como alterou de forma significativa o fluxo do comércio nos EUA de setores importantes no quadro geral de commodities agrícolas e alimentos.  Há algumas semanas, o grupo Marubeni Corp. informou que sua unidade sediada nos Estados Unidos teria interrompido todas as novas vendas de soja para clientes chineses.

Assim como aconteceu há alguns meses, as notícias sobre as conversas entre os presidentes da China e dos Estados Unidos têm sido mais frequentes nestes últimos dias e dão conta de que ambos seguem conversando, porém, definindo quais serão suas estratégias diante dos últimos movimentos de cada um. 

Nesta quinta-feira, a China já informou que precisa adotar contramedidas frente às ultimas tarifações anunciadas por Trump e que começam a valer em dezembro. Do mesmo modo, o presidente americano quer um acordo com a nação asiática, porém, “nos termos dos EUA”. 

Neste cenário, os preços da soja brasileiro têm registrado dias consecutivos de alta e regsitrado, principalmente nos portos, patamares importantes e consideráveis. E assim, as oportunidades para os produtores nacionais também seguem mais frequentes. 

Para o restante da safra velha, as referências têm se comportado entre R$ 86,00 e R$ 86,50 por saca nos principais terminais do país, enquanto para a safra nova os sojicultores já almejam os R$ 90,00. 

MERCADO: Soja registra preços firmes no Brasil nesta terça-feira

    Porto Alegre, 13 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja registrou preços firmes nesta terça-feira, de estáveis a mais altos. A alta da oleaginosa na Bolsa de Chicago deu sustentação ao mercado, mas a queda do dólar e dos prêmios de exportação pressionaram as cotações. O dia foi de poucos volumes movimentados, com o produtor interessado em negociar a safra nova.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 80,00 para R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 80,00 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço seguiu em R$ 85,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 78,00 para R$ 78,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 84,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 75,00 para R$ 75,50. Em Dourados (MS), a cotação se manteve em R$ 74,50. Em Rio Verde (GO), a saca recuou de R$ 75,00 para R$ 74,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos.

    O mercado encontrou sustentação em informações sinalizando avanço nas negociações entre Estados Unidos e China em busca de um acordo comercial. O relatório altista do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) completou o cenário positivo.

    O escritório de Comércio dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que certos itens estão sendo removidos da nova lista tarifária da China por questões que envolvem “saúde, segurança, segurança nacional e outros fatores”, enquanto as tarifas sobre outros itens serão adiadas de setembro para 15 de dezembro. As informações são do site da  CNBC News.

    Os produtos do grupo que terão tarifas postergadas incluem “telefones celulares, laptops, consoles de videogame, certos brinquedos, monitores de computador e certos itens de calçados e roupas”, informou o escritório.

   Estes itens se referem à lista de 10% anunciada recentemente pela administração Trump.

    Os contratos da soja em grão com entrega em setembro fecharam com alta de 9,50 centavos de dólar, ou 1,09%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,76 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,89 por bushel, com ganho de 9,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,1%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com alta de US$ 5,80 ou 1,97% a US$ 299,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,17 centavos de dólar, baixa de 0,49 centavo, ou 1,65% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,37%, sendo negociado a R$ 3,9680 para a compra e a R$ 3,9700 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0130 e a mínima de R$ 3,9460.

     Agenda de quarta

– China: A produção industrial de julho será publicada durante a noite pelo departamento de estatísticas.

– Alemanha: A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) de segundo trimestre de 2019 será publicada às 3h pelo Destatis.

– Eurozona: A leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2019 será publicada às 6h pela Eurostat.

– Eurozona:  A produção industrial de junho será publicada às 6h pela Eurostat.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem preços mistos no Brasil em dia de relatório do USDA

    Porto Alegre, 12 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja encerrou a segunda-feira com preços mistos. Pela manhã, o mercado apresentou preços mais altos e melhor movimentação. Mas, após a divulgação do relatório de oferta e demanda de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) o mercado travou. As perdas da soja na Bolsa de Chicago foram compensadas pela alta do dólar, e o mercado teve no balanço um dia de poucos negócios.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 80,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 79,00 para R$ 80,00. No porto de Rio Grande, preço seguiu em R$ 85,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 79,00 para R$ 78,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 85,00 para R$ 84,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 74,00 para R$ 75,00. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 74,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 73,00 para R$ 75,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Em dia de relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado encerrou pressionado pelas quedas acentuadas do milho e do trigo.

    A previsão de clima favorável para o cinturão produtor dos Estados Unidos, a intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e o desempenho negativo do mercado financeiro ajudaram a pressionar a oleaginosa. O relatório pode ser considerado altista para a soja, com a projeção de safra dos Estados Unidos ficando abaixo do mercado, assim como os estoques. Mas o desempenho dos vizinhos impediu uma reação.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 12,25 centavos de dólar, ou 1,4%, em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,61 1/2 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,79  por bushel, com perda de 12,50 centavos de dólar por bushel, ou 1,4%.

   Nos subprodutos, a posição setembro do farelo fechou com baixa de US$ 5,10 ou 1,7% a US$ 293,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em setembro fecharam a 29,66 centavos de dólar, alta de 0,08 centavo, ou 0,27% em relação ao fechamento anterior.

     USDA

    O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou safra americana de soja abaixo do relatório anterior e também menor que a estimativa do mercado. Os estoques de passagem também foram cortados para a temporada 2019/20.

   A produção 2019/20 está estimada em 3,680 bilhões de bushels, ou 100,15 milhões de toneladas. O mercado esperava uma safra de 3,783 bilhões ou 102,95 milhões de toneladas. No relatório de julho, a previsão era de 3,845 bilhões de bushels ou 104,6 milhões de toneladas. Para 2018/19, a previsão foi mantida em 4,544 bilhões ou 123,6 milhões de toneladas.

   Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 755 milhões de bushels, o equivalente a 20,55 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 22,26 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 795 milhões de bushels ou 21,63 milhões de toneladas.

    Para 2018/19, o USDA elevou sua projeção de 1,05 bilhão de bushels – 28,6 milhões para 1,07 bilhão de bushels – 29,1 milhões de toneladas. O mercado apostava em 1,069 bilhão de bushels ou 29,09 milhões de toneladas.

    O USDA projetou safra mundial de soja em 2019/20 de 341,83 milhões de toneladas. No relatório anterior, a previsão era de 347,04 milhões.

   Os estoques finais estão estimados em 101,74 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 106,2 milhões de toneladas. Em julho, a previsão era de 104,5 milhões.

   A projeção do USDA aposta em safra americana de 100,2 milhões de toneladas, contra 104,64 milhões previstos em julho. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 123 milhões de toneladas. A Argentina deverá produzir 53 milhões de toneladas.

   A produção em 2018/19 teve sua projeção indicada em 362,85 milhões de toneladas. Os estoques finais foram elevados de 113 milhões para 114,5 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 113,4 milhões de toneladas.

    A safra brasileira foi mantida em 117 milhões de toneladas, enquanto a produção argentina teve sua estimativa inalteradas em 56 milhões de toneladas. Nos dois casos, o mercado já apostava nestes movimentos.

    A estimativa para as importações chinesas em 2019/20 foi reduzida de 87 milhões para 85 milhões de toneladas.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 3,9830 para a compra e a R$ 3,9850 para a venda. Durante o dia, amoeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0140 e a mínima de R$ 3,9760.

     Agenda de terça

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até junho será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de julho será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Com interesse da China, Chicago estende rally e sobe quase 2%

    Porto Alegre, 8 de agosto de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços bem mais altos no meio-pregão de hoje. O mercado estende o rally apresentado desde a reabertura dos negócios, sustentado pela liderança da China nas exportações semanais norte-americanas.

Apesar do volume não ter sido significativo, abre uma esperança para a retomada das compras chinesas – reduzidas pela disputa comercial com o Estados Unidos. As informações partem da Dow Jones.

   As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 101.700 toneladas na semana encerrada em 1 de agosto. Representa uma retração de 29% frente à semana anterior e avanço de 25% ante à média das últimas quatro semanas. O China liderou as importações, com 126.200 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaram em 318.300 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 150 mil a 600 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos com vencimento em setembro de 2019 tinham preço de US$ 8,69 1/2 por bushel, avanço de 15,50 centavos de dólar por bushel ou 1,81%. A posição novembro de 2019 era cotada a US$ 8,82 1/4 por bushel, elevação de 15,75 centavos de dólar por bushel ou 1,84%.

   No farelo, setembro de 2019 tinha preço de US$ 297,40 por tonelada, alta de US$ 2,40 por tonelada ou 0,81%. Já a posição setembro de 2019 do óleo era cotada a 28,73 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,72 centavo de dólar por libra-peso ou 2,57%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Dólar e prêmios sobem e soja tem avanços nas cotações no Brasil

 Porto Alegre, 5 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mais altos, repetindo o desempenho da sexta-feira. Nesta segunda-feira, a alta do dólar e dos prêmios de exportação redundaram em cotações mais altas para a oleaginosa no país, com a Bolsa de Chicago em sessão volátil para a soja, fechando estável.

     Assim como na sexta-feira, quando o mercado interno teve movimentação de negócios de 300 mil toneladas, o começo da semana foi movimentado e cerca de 500 mil toneladas trocaram de mãos. Entre as principais praças, o Rio Grande do Sul movimentou em torno de 150 mil toneladas, Paraná cerca de 100 mil toneladas, Mato Grosso 150 mil toneladas, Minas Gerais 50 mil toneladas e Goiás 30 mil toneladas reportadas.

     Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 75,50 para R$ 78,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 75,00 para R$ 77,00. No porto de Rio Grande, preço aumentou de R$ 80,00 para R$ 83,00.

     Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 74,00 para R$ 76,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 80,50 para R$ 82,50.

     Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 69,00 para R$ 71,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 71,00 para R$ 72,50. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 71,50.

     Chicago

     Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa predominante. As primeiras posições subiram, sustentadas pelos ganhos do petróleo e do milho, além das boas inspeções de exportação dos Estados Unidos. As posições mais distantes foram pressionadas pelas tensões comerciais entre EUA e China com o país asiático desvalorizando a moeda local e suspendendo as compras dos produtos agrícolas norte-americanos.

    As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.029.010 toneladas na semana encerrada no dia 1o de agosto, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.064.335 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 893.648 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 41.373.961 toneladas, contra 52.774.581 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

     Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam estáveis, a US$ 8,50 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,68 3/4 por bushel, com ganho de 0,25 centavo de dólar por bushel, ou 0,02%.

     Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 2,50 ou 0,85% a US$ 294,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 27,76 centavos de dólar, baixa de 0,43 centavo, ou 1,52% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

     O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,61%, sendo negociado a R$ 3,9560 para venda e a R$ 3,9540 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9140 e a máxima de R$ 3,9680. As informações partem da Agência CMA.

MERCADO: Dólar em alta movimenta negócios com soja no Brasil

   Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma sexta de preços firmes e melhores movimentação, com dólar e Chicago apresentando ganhos. Cerca de 300 mil toneladas trocaram de mãos, sendo 60 mil no Rio Grande do Sul, 150 mil no Mato Grosso e 30 mil em Goiás e em Minas Gerais.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 73,00 para R$ 75,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,00 para R$ 75,00. No porto de Rio Grande, preço aumentou de R$ 78,00 para R$ 80,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 71,50 para R$ 74,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 78,50 para R$ 80,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 67,50 para R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 70,00 para R$ 71,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 67,00 para R$ 70,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em leve alta. Após três sessões de baixa e de bater no menor nível em sete semanas, o mercado esboçou uma recuperação técnica, através de compras de barganha.

   Na semana, o resultado foi negativo, com a posição novembro acumulando desvalorização de 3,6%. O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras no cinturão produtor americano e o recrudescimento da guerra comercial entre China e Estados Unidos pesaram sobre as cotações e limitaram a recuperação de hoje.

   Ontem, o presidente americano Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 10% sobre o equivalente a US$ 300 bilhões em produtos chineses. Pequim prometeu retaliação. Com isso, uma possível retomada da demanda do país asiático por soja dos Estados Unidos está comprometida.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,38%, a US$ 8,50 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,68 1/2 por bushel, com ganho de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,37%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 0,80 ou 0,27% a US$ 292,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,19 centavos de dólar, alta de 0,51 centavo, ou 1,84% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,16%, sendo negociado a R$ 3,8910 para a compra e a R$ 3,8930 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8940 e a mínima de R$ 3,8500. Na semana, o dólar registrou avanço de 3,2% contra o real.

     Agenda de segunda

– Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia brasileira – Banco Central (BC), a partir das 8hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial da 1 semana de agosto – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Guerra comercial, clima e demanda pelos EUA seguem em foco – SAFRAS

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– As atenções do mercado permanecem voltadas para os novos capítulos da guerra comercial entre Estados Unidos e China e para o clima sobre o cinturão produtor norte-americano. Sinais de demanda pela soja dos EUA completam o quadro de fatores;

– Os players foram novamente pegos de surpresa nesta semana após o presidente Donald Trump anunciar uma nova rodada de tarifas sobre produtos chineses. Uma taxa de 10% será aplicada sobre outros US$ 300 bilhões em produtos chineses. O anúncio contrasta com a recente reunião entre representantes do alto escalão dos governos, ocorrida em Xangai, onde aparentemente “avanços foram feitos”, segundo autoridades de ambos os governos. As tarifas estão agendadas para entrar em vigor a partir de 1 de setembro;

– As novas tarifas devem distanciar ainda mais os países do esperado acordo comercial. Trump se mostra disposto a continuar com a guerra comercial até as últimas consequências. O governo chinês já disse que, se as novas tarifas forem efetivadas, medidas retaliatórias serão tomadas;

– Frente a isso, não esperamos por confirmações de compras de soja norte-americana por parte da China nas próximas semanas. Rumores recentes indicaram que a China poderia ter comprado grandes volumes de soja dos EUA em junho e julho, mas não houve nenhuma confirmação;

– A falta de demanda chinesa pela soja norte-americana deve continuar pressionando Chicago, mesmo com as perdas esperadas para a safra dos EUA;

– Além disso, as previsões apontam para uma melhora no panorama climático sobre o cinturão produtor norte-americano nos próximos 14 dias, o que poderá trazer uma recuperação nas condições das lavouras de alguns estados.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Chicago e dólar recuam e soja tem julho arrastado

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de julho marcado por escassos negócios e por preços recuando na maior parte das praças do país. A desvalorização dos contratos futuros em Chicago e a queda do dólar prejudicaram a comercialização.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 77,50 para R$ 73,00 em julho. Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 74,00 para R$ 71,50. Em Paranaguá, a cotação recuou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou na casa de R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 4,5% em julho, encerrando o mês a US$ 8,81 . A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a melhora do clima no cinturão produtor americano determinaram as perdas.

    O câmbio também não ajudou na comercialização. O dólar comercial acumulou queda de 0,6% no período, encerrando o mês a R$ 3,818. Na maior parte do mês, a moeda ficou abaixo de R$ 3,80.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 77 milhões de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    “A manutenção da guerra comercial entre EUA e China deverá levar novamente a uma forte demanda chinesa pela soja brasileira, enxugando nossos estoques”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

   O esmagamento também deve crescer frente a uma maior demanda por exportação de carnes. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhões de toneladas em 2020 e de 43,2 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 5%, passando para 124,067 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 123,95 milhões de toneladas, com ganho de 5%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhões de toneladas, inalterada. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,5 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,685 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem preços pouco alterados com alta do dólar e queda na CBOT

Porto Alegre, 1 de agosto de 2019 – O mercado interno de soja teve um dia de preços pouco alterados, apesar da derrocada em Chicago e da alta do dólar. A queda no referencial externo foi compensada pela valorização da moeda norte-americana e pelo aumento nos prêmios de exportação. No geral, o dia não teve negócios relevantes registrados nas principais praças de comercialização e produção.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 73,00. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 73,00, estável. No porto de Rio Grande, preço seguiu em R$ 78,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 71,00 para R$ 71,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 78,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 68,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação permaneceu em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 68,00 para R$ 67,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa. O mercado foi surpreendido no meio da tarde com a decisão do governo americano de taxar adicionalmente em 10% cerca de US$ 300 bilhões em produtos chineses.

    A taxação foi anunciada pelo presidente Donald Trump, através do Twitter. O resultado foi queda generalizada nas commodities, o petróleo despencando quase 8%, o dólar subindo e os índices acionários caindo nos Estados Unidos. A soja seguiu este desempenho negativo.

   Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 17,00 centavos de dólar por libra-peso ou 1,96%, a US$ 8,47 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,65 1/4 por bushel, com perda de 16,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,84%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 5,00 ou 1,67% a US$ 293,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 27,68 centavos de dólar, baixa de 0,07 centavo, ou 0,25% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

  O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,78%, sendo negociado a R$ 3,8460 para a compra e a R$ 3,8480 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8610 e a mínima de R$ 3,8120.

    Agenda de sexta:

– Eurozona: O índice de preços ao produtor de junho será publicado às 6h pela Eurostat.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– EUA: O resultado da balança comercial de junho será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a julho serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Exportações do grão somam 7,821 mi de toneladas em julho – Secex

   Porto Alegre, 1o de agosto de 2019 – As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 2,789 bilhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 121,2 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 7,821 milhões de toneladas, com média diária de 340 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 356,60.

   Na comparação entre a média diária de julho e junho, houve uma baixa de 25,8% no valor médio diário exportado e de 28,7% no volume embarcado. O preço médio teve alta de 4,2%. Na comparação com julho de 2018, houve baixa de 34,6% na receita média diária e alta de 26,6% no volume. O preço caiu 10,9%.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações de farelo somam 1,497 milhão de t em julho – Secex

   Porto Alegre, 1o de agosto de 2019 – As exportações de farelo de soja do Brasil renderam US$ 538,8 milhões em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 23,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 1,497 milhão de toneladas, com média diária de 65,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 359,80.

   Na comparação entre a média diária de julho e junho, houve uma baixa de 14,4% no valor exportado e de 19% no volume embarcado. O preço subiu 5,7%. Na comparação com julho de 2018, houve baixa de 28,9% na receita, de 17,2% no volume e queda de 14,1% no preço.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações de óleo totalizam 124,5 mil t em julho – Secex

    Porto Alegre, 1o de agosto de 2019 – As exportações de óleo de soja do Brasil renderam US$ 78,2 milhões em julho (15 dias úteis), com média diária de US$ 3,4 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 124,5 mil toneladas, com média diária de 5,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 628,10 no período.

    Na comparação entre a média diária de julho e junho, houve uma retração de 26,7% no valor exportado e de 26,7% no volume embarcado. O preço ficou estável. Na comparação com junho de 2018, houve baixa de 49,1% na receita, de 43,5% no volume e o preço médio caiu 9,8%.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Soja tem preços mais baixos, seguindo queda de Chicago

    Porto Alegre, 31 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de soja não apresentou negócios relevantes nessa quarta-feira, com volumes pontuais trocando de mãos. A queda de Chicago pressionou os preços internos, que só não caíram mais pela reação do dólar.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 73,50 para R$ 73,00. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 73,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 78,50 para R$ 78,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,50 para R$ 71,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 78,50 para R$ 78,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 68,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 70,50 para R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 69,00 para R$ 68,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte baixa. A falta de acordo comercial entre Estados Unidos e China e a previsão de clima favorável no cinturão produtor americano determinaram a queda.

   Negociadores norte-americanos e chineses concluíram nesta quarta-feira uma breve rodada de negociações comerciais, descrita como “construtiva” por representantes dos dois países, incluindo discussões sobre novas compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos e um acordo para uma nova reunião presencial em setembro.

   Os negociadores discutiram mais compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, que se tornaram um ponto de discórdia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China não estava cumprindo com suas promessas de compra.

    Em relação ao clima, a previsão é de chuvas e de temperaturas amenas, o que garantiriam a boa evolução das lavouras de soja.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 14,75 centavos de dólar por libra-peso ou 1,67%, a US$ 8,64 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,81 1/2 por bushel, com perda de 15,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,7%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,69% a US$ 298,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 27,75 centavos de dólar, baixa de 0,56 centavo, ou 1,97% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 3,8180 para venda e a R$ 3,8160 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7500 e a máxima de R$ 3,8240. No mês de julho, o dólar comercial registrou queda de 0,59%.

     Agenda de quinta

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Reino Unido: O Relatório de Inflação, documento trimestral com projeções para a economia, será publicado às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os dados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Industrial referentes a junho.

– Balança comercial de julho – Ministério da Economia, 15hs.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago recua por clima e recuo nas conversas China-EUA

   Porto Alegre, 30 de julho de 2019 – Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais baixos. A previsão de clima favorável às lavouras americanas e sinais negativos sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China pressionaram o mercado.

    Os boletins indicam chuvas e temperaturas amenas para o cinturão produtor americano nos próximos dias. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja.

    Segundo o USDA, até 28 de julho, 54% estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 34% e 12%, respectivamente. O mercado esperava 54% das lavouras entre boas e excelentes condições.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a negociação comercial com a China pode se tornar ainda mais dura se o governo do país asiático decidir esperar as eleições presidenciais do próximo ano, no mesmo dia em que representantes comerciais de ambos os países se encontram em Xangai para discutir um acordo comercial.

   “A China está indo muito mal, o pior ano em 27 – e deve começar a comprar nossos produtos agrícolas agora – não há sinais de que eles vão fazer isso. Este é o problema com a China, eles simplesmente não vão adiante. Nossa economia se tornou muito maior do que a economia chinesa nos últimos três anos”, disse em seu Twitter.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 7,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,79%, a US$ 8,78 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 8,96 3/4 por bushel, com perda de 7,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,82%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 3,90 ou 1,28% a US$ 300,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,31 centavos de dólar, baixa de 0,12 centavo, ou 0,42% em relação ao fechamento anterior.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja reagem no Brasil, mas negócios seguem escassos

    Porto Alegre, 29 de julho de 2019 – Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta segunda, acompanhando o desempenho de Chicago e do dólar. Mas as bases de compra e venda seguem muito distantes e, em função disso, poucos negócios foram realizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,50. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 74,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 78,50 para R$ 79,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,00 para R$ 73,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 78,00 para R$ 79,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 71,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O mercado focou nas negociações entre China e Estados Unidos e na perspectiva de um acordo comercial, que poderia resultar na retomada das vendas se soja americana para os chineses.

    A mídia estatal chinesa disse no domingo que os Estados Unidos enviaram milhões de toneladas de soja para a China desde que os líderes dos dois países se reuniram em junho, embora dados do governo dos EUA mostrem um volume muito inferior.

   Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que apenas 1,02 milhão de toneladas de soja foram enviadas à China desde o encontro do G20, em 28 de junho, até a semana encerrada em 18 de julho, a última com dados disponíveis. Esses embarques refletiram compras feitas mais cedo neste ano. O USDA deve divulgar novos dados nesta semana.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.031.477 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 600 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 560.856 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 768.769 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 40.311.922 toneladas, contra 52.477.266 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 2,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,28%, a US$ 8,85 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,04 1/4 por bushel, com ganho de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,36%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com alta de US$ 1,10 ou 0,36% a US$ 304,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,43 centavos de dólar, baixa de 0,04 centavo, ou 0,14% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7820 para a compra e a R$ 3,7840 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8010 e a mínima de R$ 3,7780.

     Agenda de terça

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a julho.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja apresenta preços mistos e poucos negócios na sexta-feira

    Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta sexta-feira, com poucos negócios. Com a Bolsa de Chicago subiu para a oleaginosa e com o dólar em baixa, em direções opostas, não houve um comportamento homogêneo nas cotações. E não houve negociações relevantes.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 74,50 para R$ 74,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 74,00 para R$ 73,50. No porto de Rio Grande, preço baixou de R$ 79,00 para R$ 78,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 72,50 para R$ 72,00 a saca.

No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 78,50 para R$ 78,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 68,00 para R$ 68,50. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 68,50 para R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 71,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. O mercado encerrou a semana com uma sessão volátil e com ganhos garantidos por um movimento de cobertura de posições vendidas por parte de fundos e especuladores.

    As cotações também foram motivadas pela expectativa de avanço nas negociações comerciais entre chineses e norte-americanos. Na semana que vem, uma comitiva dos Estados Unidos visita Pequim para retomar as conversas. O mercado alimenta a esperança que novas aquisições de produtos agrícolas americanos sejam anunciadas pelos chineses.

    Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 0,75 centavo de dólar por libra-peso ou 0,08%, a US$ 8,83 1/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 9,01 por bushel, com ganho de 1,25 centavo de dólar por libra-peso ou 0,13%.

    Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com baixa de US$ 0,80 ou 0,26% a US$ 303,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em agosto fecharam a 28,47 centavos de dólar, alta de 0,20 centavo, ou 0,70% em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7710 para a compra e a R$ 3,7730 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,7960 e a mínima de R$ 3,7610.

     Na semana, a divisa norte-americana acumulou alta de 0,72% contra o real.

     Agenda de segunda

—–Segunda-feira (29/07)

– Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia brasileira – Banco Central (BC), a partir das 8hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

GRÃOS: China aprova importação de trigo e soja da Rússia

  Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – A China aprovou a importação de trigo da região russa de Kurgan, informou a alfândega chinesa nesta sexta-feira, aproximando a Rússia da meta de aumentar drasticamente as exportações de grãos.

  Segundo a agência Reuters, a China aprovou também aprovou as importações de soja de todas as partes da Rússia, disse a Administração Geral das Alfândegas, tendo suspendido todas as importações de soja dos EUA à medida que a disputa comercial entre Pequim e Washington se aprofundava.

    A China foi o maior comprador de soja dos EUA até Pequim ter imposto uma tarifa de 25% sobre os embarques no ano passado em resposta às tarifas norte-americanas sobre uma série de produtos chineses.

   A Rússia, já a maior exportadora de trigo do mundo, planeja investir bilhões de dólares em infraestrutura e logística de grãos com o objetivo de elevar suas exportações da commodity para pelo menos 55,9 milhões de toneladas até 2035.

   O número, delineado em uma estratégia de 2035 publicada pelo Ministério da Agricultura da Rússia no início deste mês, pode chegar a 63,6 milhões de toneladas, mostraram as previsões do “cenário otimista”.

   Este ano, a Rússia deverá exportar 41,9 milhões de toneladas de grãos, incluindo 31,4 milhões de toneladas de trigo, segundo a SovEcon, uma das principais consultorias agrícolas da Rússia.

  O suprimento de grãos russo pode ter um papel importante no plano do presidente Vladimir Putin, anunciado há um ano, de aumentar as exportações de produtos agrícolas para US$ 45 bilhões até 2024. O ministério da agricultura está encarregado dessa iniciativa.

    A China já está importando trigo de outras seis regiões russas.

    Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Mercado vê com ceticismo nova reunião entre EUA e China – SAFRAS

    Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado permanece com as atenções voltadas para novidades relacionadas coma guerra comercial entre Estados Unidos e China. Paralelamente, os players acompanham o desenvolvimento da nova safra dos EUA e as previsões climática para o cinturão produtor, além da demanda pela soja norte-americana.

– A nova rodada de negociações entre os altos escalões dos governos dos EUA e da China está marcada para ocorrer entre os dias 29 e 31 de julho em solo chinês. Surpresas podem ocorrer, como a confirmação de um novo movimento de compra de soja americana por parte dos chineses, mas o mercado não demonstra otimismo. O ceticismo permanece, e Chicago não encontra espaço para “engatar” um movimento de alta mais consistente.

– As previsões climáticas apontam para duas semanas de clima misto sobre o cinturão produtor dos EUA. No período de 1 a 7 dias, pouca umidade deve ser registrada nos principais estados produtores do Meio-Oeste, mas as temperaturas deverão ficar abaixo da média. Já no período entre 8 e 14 dias, uma umidade um pouco mais elevada deverá retornar. Até o momento, 54% das lavouras estão em boas ou excelentes condições, e este índice não deve sofrer alterações no relatório do próximo dia 29. Apesar das perdas na safra norte-americana, a falta de demanda chinesa mantém os estoques elevados nos EUA.

– A volatilidade do mercado climático americano deve continuar nas próximas semanas, mas sem o retorno da demanda chinesa para os portos americanos não vemos espaço para a superação do patamar de US$ 9,50 no curto-prazo.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS