SEMANA: Produção brasileira de soja deve romper 125 mi de t em 2019/20

   Porto Alegre, 6 de dezembro de 2019 – Apesar de alguns problemas pontuais, o plantio e o desenvolvimento inicial da safra brasileira de soja vão ocorrendo de forma satisfatória. Até o momento, as perspectivas são extremamente favoráveis e a produção deverá romper 125 milhões de toneladas, consolidando a primeira posição do Brasil no ranking mundial.

    Os produtores brasileiros de soja deverão colher 125,465 milhões de toneladas em 2019/20, com crescimento de 5,2% na comparação com o ano anterior, quando a safra ficou em 119,306 milhões de toneladas. A projeção faz parte do mais recente levantamento de SAFRAS & Mercado.

   No relatório anterior, divulgado em outubro, SAFRAS apostava em produção de 125,754 milhões de toneladas.

   SAFRAS trabalha com área de 37,032 milhões de hectares, com aumento de 1,8% sobre o ano anterior e batendo novo recorde. No ano passado, a área ocupou 36,384 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.405 quilos por hectare, superando o rendimento médio de 3.296 quilos obtido no ano passado.

    Segundo o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque, foram feitos apenas alguns ajustes pontuais em estimativas de áreas e produtividades estaduais.

“Apesar de haver registros de problemas devido ao clima irregular em alguns estados, ainda é cedo para se falar em perdas relevantes”, avalia Roque.

    Foram feitos ajustes negativos pontuais nas produtividades médias esperadas para os estados do Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia. Em contrapartida, alguns estados tiveram suas estimativas de produtividades elevadas, caso de São Paulo e Minas Gerais. “Daqui para frente, se o clima for positivo, entendemos que os problemas serão superados”, disse.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Com dólar caindo e alta na CBOT, soja permanece estável no Brasil

    Porto Alegre, 6 de dezembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços estáveis nesta sexta-feira, em quase todas as regiões. O dólar teve forte queda, a quinta seguida, mas foi compensado pela quarta alta seguida da soja na Bolsa de Chicago. Não houve volume relevante de negócios nas principais praças.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 85,50 a saca. Na região das Missões, a cotação se manteve em R$ 85,00. No porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 91,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço permaneceu em R$ 84,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou inalterada em R$ 89,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 84,00 para R$ 83,00. Em Dourados(MS), a cotação permaneceu em R$ 82,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 82,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos. A notícia de que a China estaria disposta a abrir mão da tarifa sobre o embarque alguma soja américa garantiu a sustentação.

    Na semana, a posição janeiro acumulou valorização de 1,44%, devido a compras de barganha, após o mercado ter atingido o menor nível em três meses na segunda.

   Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com alta de 5,25 centavos de dólar, ou 0,59%, a US$ 8,89 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 9,03 3/4 por bushel, ganho de 5,00 centavos de dólar, ou 0,55%.

    Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo recuou US$ 2,20 por tonelada(0,72%), sendo negociada a US$ 299,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 31,22 centavos de dólar, alta de 0,72 centavo ou 2,36%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,02%, sendo negociado a R$ 4,1460 para venda e a R$ 4,1440 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1410 e a máxima de R$ 4,1940.

     Na semana, o dólar acumulou queda de 2,24% ante o real.

     Agenda de segunda

—–Segunda-feira (9/12)

– China: A balança comercial de novembro será publicada no final de semana pela alfândega.

– Japão: os dados sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre serão divulgados durante o final de semana.

– Alemanha:  O resultado da balança comercial e do balanço de pagamentos de outubro será publicado às 4h pelo Destatis.

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referentes a novembro.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia. 

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13hs.

– Dados da balança comercial de dezembro – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 18hs.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

COLHEITA SOJA E MILHO – EUA

SOJA: USDA aponta colheita em 91% nos Estados Unidos, dentro do esperado

    Porto Alegre, 18 de novembro de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 17 de novembro, a área colhida estava apontada em 91%. Em igual período do ano passado, a colheita era de 91%. A média é de 95%. Na semana anterior, estava em 85%. O mercado apostava em número de 91%.

MILHO: USDA aponta colheita em 76% nos Estados Unidos, abaixo do esperado

    Porto Alegre, 18 de novembro de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução da colheita das lavouras de milho. Até 17 de novembro, a área colhida estava em 76%. Em igual período do ano passado, o número era de 89%. A média para os últimos cinco anos é de 92%. Na semana anterior, o percentual era de 66 pontos. O mercado esperava colheita em 77%.

SOJA: Plantio chega a 54,7% até 8 de novembro, aponta SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O plantio da soja da safra 2019/20 doBrasil está em 54,7% da área total esperada até este dia 8 de novembro. É oque mostra levantamento de SAFRAS & Mercado. O plantio está atrasado na comparação com o ano passado – 68,8% – e também abaixo da média de 55,7%. Na semana passada, a semeadura tinha atingido em 43,5%.

    Veja o quadro completo abaixo:

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EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SOJA – BRASIL

– em % da área esperada –

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Estados        2019        2019        2018        Média

               08/nov      01/nov      08/nov    Normal (x)

RS               18          14          20         19,6

PR               82          68          79         78,0

MT               92          82          96         78,9

MS               60          35          97         82,8

GO               47          30          90         61,4

SP               50          22          67         50,4

MG               35          27          88         41,8

BA              1,0         0,5          39         20,6

SC               50          28          60         46,4

MA               26          18          –           –

PI (r)           4           3           –           –

TO (r)           20          12          –           –

Outros           10          9           –           –

BRASIL (*)      54,7        43,5        68,8        55,7

obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada. (r) Percentual

anterior revisado.

Fonte: SAFRAS & Mercado

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SEMANA: Preços da soja sobem e movimentam negócios no Brasil

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços em elevação e um pouco mais movimentada. O produtor, que estava retraído, aproveitou a melhor das cotações na quinta e retornou ao mercado, principalmente amparado pela alta do dólar frente ao real.

    A saca de 60 quilos subiu R$ 84,00 para R$ 85,50 em Passo Fundo (RS) ao longo da semana. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 82.50 para R$ 84,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 88,00 para R$ 90,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 79,50 para R$ 82,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 80,50 para R$ 84,00. Em Rio Verde (GO), o preço subiu de R$ 80,00 para R$ 81,00.

    Impulsionado pela alta no exterior e pelo resultado ruim dos leilões do pré-sal, o dólar comercial subiu 2,34%, encerrando a quinta na casa de R$ 4,094. Os prêmios de exportação pouco se mexeram, mas foram pressionados no final da semana.

    Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro apresentaram quase estabilidade na semana, abrindo o período da US$ 9,36  e encerrado a US$ 9,36 por bushel. As negociações entre China e Estados Unidos em busca de um acordo comercial dominaram a movimentação dos contratos futuros.

    O anúncio de ontem de que os Estados Unidos e a China concordaram em cancelar as tarifas que adotaram durante a guerra comercial de forma gradual, como parte da “primeira fase” do acordo, impulsionou os mercados financeiros.

Mas o questionamento sobre quanto terreno o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concordou em ceder continua. As informações são da agência “Dow Jones”.

    O otimismo quanto ao possível fim da guerra comercial começou por comentários do porta-voz do Ministério do Comércio da China, Gao Feng. Foi ele quem anunciou o fim das tarifas de importação caso a “primeira fase” do acordo fosse assinada. “Isto é o que [os dois lados] concordaram em seguir nas negociações cuidadosas e construtivas nas últimas duas semanas”, afirmou.

    Mas há relatos conflitantes sobre o compromisso de reduzir tarifas por parte do governo Trump.    “No momento, não há acordo para remover qualquer uma das tarifas existentes como condição do acordo da primeira fase”, disse o consultor sênior de comércio do presidente Trump, Peter Navarro, em entrevista à Fox. “A única pessoa que pode tomar essa decisão é o presidente Donald Trump, e é simples assim “, disse ele.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Guerra comercial e safras de EUA e Brasil pautam o mercado – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– As atenções do mercado permanecem divididas entre a guerra comercial entre Estados Unidos e China e a situação da safra dos EUA. Sinais de demanda pela soja norte-americana e clima para o desenvolvimento inicial das lavouras no Brasil fecham o quadro de fatores. Os players devem também continuar digerindo os números do relatório do USDA de novembro.

– Após algumas semanas de otimismo frente a novidades positivas com relação às negociações comerciais entre EUA e China, o mercado foi surpreendido negativamente na sexta-feira (8) com o comentário de Donald Trump, dizendo que ele não ainda não concordou com a retirada de tarifas durante a primeira fase do acordo comercial. Os players reagiram negativamente, o que trouxe ajustes negativos para Chicago.

– A grande dúvida continua sendo se a esperada “fase um” do acordo será assinada ainda em 2019. Retrocessos nas negociações podem levar o mercado a acreditar que o acordo ficará para o próximo ano. Atenção para novidades nos próximos dias. A guerra comercial continua sendo fator decisivo para o mercado em 2020.

– É importante que novas vendas de soja dos EUA para a China sejam anunciadas nas próximas semanas para que o mercado continue com suporte acima da linha de US$ 9,10 na primeira posição. A ausência de novas vendas pode levar ao teste desta linha.

– O USDA surpreendeu o mercado em seu relatório de novembro ao trazer uma manutenção na safra e uma elevação nos estoques finais dos EUA na temporada 2019/20. Os players esperavam por cortes em ambos os números. A melhora climática registrada ao longo do mês de outubro no cinturão produtor norte-americano aparentemente impediu o avanço das perdas produtivas no país. Os trabalhos de colheita estão na reta final e dificilmente teremos grandes mudanças a partir de agora. O mercado pode começar a especular até mesmo um ajuste positivo na produção no último relatório do ano, em dezembro.

– O clima no Brasil começa a ganhar peso como fator para o mercado. Embora os trabalhos de plantio estejam avançados em nível nacional, há problemas regionalizados em alguns estados. Atenção para os mapas climáticos daqui para frente. Ainda é cedo para se falar em perdas relevantes, mas o sinal amarelo está ligado para alguns estados.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Venda antecipada de soja 2019/20 do Brasil chega a 34,6% – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – A comercialização antecipada da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 34,6% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de novembro. No relatório anterior, divulgado em 4 de outubro, o número era de 25,8%.  Em igual período do ano passado, o total negociado chegava a 31,3% e a média histórica é de 26,8%.

   Levando-se em conta uma safra estimada em 125,754 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 43,566 milhões de toneladas.<pre>

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SOJA – BRASIL – COMERCIALIZAÇÃO ANTECIPADA – SAFRA 2019/20

– em % da produção esperada – volumes em mil t. –

Estados      19/20     Volume      Safra      18/19     17/18      Média

             08/Nov Comprometido  Esperada    08/Nov    08/Nov   Normal (1)

RS            17       3.393       19.959      14         10         15

PR            27       5.397       19.988      24         16         20

MT            42       13.906      33.110      47         21         35

MS            30       2.966       9.851       30         20         26

GO            45       5.785       12.856      30         15         30

SP            37       1.307       3.532       24         22         22

MG            38       2.237       5.886       26         20         26

BA            37       2.077       5.615       28         20         32

SC            23        610        2.651       20         14         16

MA            50       1.552       3.104       37         –          37

PI            43       1.028       2.390       35         –          35

TO            47       1.532       3.260       40         –          40

OUT           50       1.776       3.552       39         38         38

BRASIL (x)   34,6      43.566     125.754     31,3       19,1       26,8

Obs.: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.</pre>

Percentuais considerando comprometimento dos produtores (envolvendo todas as

formas de negociação).

Fonte: SAFRAS & Mercado

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SOJA: Comercialização da safra 2018/19 do Brasil atinge 95,2% – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de novembro de 2019 – A comercialização da safra 2018/19 de soja do Brasil envolve 95,2% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de novembro. No relatório anterior, com dados de 4 de outubro, o número era de 92%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 96% e a média para o período é de 93,6%. Levando-se em conta uma safra estimada em 119,306 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 113,55 milhões de toneladas. <pre>

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SOJA – BRASIL – COMERCIALIZAÇÃO – SAFRA 2018/19

– em % da produção esperada – volumes em mil t. –

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Estados   18/19    Volume      Safra      17/18     16/17     Média

         04/Out Comprometido  Esperada    04/Out    04/Out  Normal (1)

RS         85      17.365      20.429      89         65        81

PR         91      15.377      16.898      92         82        88

MT         96      31.036      32.329      95         91        95

MS         88      7.556       8.586       89         74        87

GO         95      11.776      12.396      95         92        95

SP         94      3.030       3.224       95         82        90

MG         93      5.161       5.550       96         86        92

BA         91      4.989       5.483       92         96        96

SC         80      2.166       2.708       85         65        80

MA         98      2.780       2.837       96         –         96

PI         95      2.155       2.269       90         –         90

TO         96      2.952       3.075       97         –         97

OUT        97      3.417       3.523       98         95        96

BRASIL (x) 92,0    109.761     119.306     92,9       83,7      90,4

Obs.: (x) Média Ponderada.  (1) Média de 5 anos normais.</pre>

Percentuais considerando comprometimento dos produtores (envolvendo todas as

formas de negociação).

Fonte: SAFRAS & Mercado

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PREVISÃO DE ÁREA SOJA/MILHO 2020/21 – EUA

SOJA: Baseline do USDA indica área de 84 milhões de acres em 2020/21

Porto Alegre, 1 de novembro de 2019 – A área plantada com soja deverá ocupar 84 milhões de acres nos Estados Unidos em 2020/21, conforme relatório “baseline”, divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na atual temporada – 2019/20 -, a área ficou em 76, 5 milhões de acres.

    Inicialmente, o USDA indica uma safra de 4,2 bilhões de bushels, contra 3,55 bilhões do ano anterior. Este relatório é a primeira sinalização do USDA para a safra do ano que vem.

MILHO: Baseline do USDA indica área de 94,5 mi de acres nos EUA em 2020/21

  Porto Alegre, 1 de novembro de 2019 – A área plantada com milho deverá ocupar 94,5 milhões de acres nos Estados Unidos em 2020/21, conforme relatório “baseline”, divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na atual temporada – 2019/20 -, a área ficou em 89,9 milhões de acres.

   Inicialmente, o USDA indica uma safra de 15,545 bilhões de bushels, contra 13,779 bilhões do ano anterior. Este relatório é a primeira sinalização do USDA para a safra do ano que vem.

SEMANA: Preço da soja se mantém firme em novembro,mas negócios são escassos

Porto Alegre, 1 de novembro de 2019 – Os preços da soja acumularam pequena valorização no mercado doméstico brasileiro durante o mês de novembro, marcado pela lentidão nos negócios. Os produtores, bem capitalizados, focaram no plantio da nova safra e aproveitaram apenas os momentos de pico para comercializar.

   A saca de 60 quilos subiu de R$ 83,00 no começo do mês para R$ 84,00 no dia 31 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço aumentou de R$ 82,00 para R$ 82,50. Em Paranaguá, a cotação avançou de R$ 87,50 para R$ 88,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 78,50 para R$ 79,50. Em Dourados(MT), o preço saltou de R$ 79,00 para R$ 80,50. Em Rio Verde (GO), a cotação abriu e fechou o mês na casa de R$ 80,00.

    No mercado futuro de Chicago, o principal referencial para a composição dos preços internacionais da soja, os contratos com vencimento em janeiro tiveram valorização de 1,37%, encerrando o mês cotados a US$ 9,32  por bushel.

    No balanço de outubro, a retomada das compras chinesas no mercado americano garantiu a sustentação das cotações. A proximidade de um acordo comercial entre os dois países e os problemas com o desenvolvimento da safra dos Estados Unidos formaram um cenário altista para as cotações da oleaginosa.

    Já o câmbio, outro ponto importante para a formação das cotações domésticas, teve desempenho negativo. As perspectivas mais favoráveis no âmbito internacional e a aprovação da reforma da previdência no Brasil provocaram uma queda de 3,42% no mês, com a moeda fechando a R$ 4,014, após atingir níveis inferiores a R$ 4,00.

     Safra

   Em relação à safra brasileira, o plantio vai avançando dentro da média para o período. No último dia 25, o total semeado era de 30,7%, segundo SAFRAS & Mercado, atrasado na comparação com 2018 – 44% -, mas adiantado no comparativo com a média de 28,7%.

    As expectativas são favoráveis.  Os produtores brasileiros de soja deverão cultivar 36,942 milhões de hectares em 2019/20, a maior área da história, crescendo 1,5% sobre o total semeado no ano passado, de 36,384 milhões. A projeção faz parte do mais recente levantamento de SAFRAS & Mercado.

    No relatório de intenção de plantio, divulgado em julho, a área estava estimada em 36,631 milhões de hectares, o que representava uma expansão de 0,8% na semeadura.

    Com uma possível elevação de produtividade, de 3.296 quilos para 3.421 quilos por hectare, a produção nacional deve ficar acima da obtida nesta temporada. A previsão inicial é de uma safra de 125,754 milhões de toneladas,5,4% maior que as 119,306 milhões obtidas neste ano.

   Na avaliação do analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque, a mudança no contexto fundamental do mercado brasileiro de soja nos últimos dois meses, com elevação nos preços e consequente melhora na rentabilidade do produtor, incentivou um maior crescimento da área a ser destinada à oleaginosa frente à intenção de plantio de julho.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços da soja recuam no Brasil com baixa do dólar

    Porto Alegre, 28 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços fracos nesta segunda-feira. Apesar da alta da oleaginosa na Bolsa de Chicago, as cotações foram pressionadas no país por mais uma baixa do dólar.

   O mercado seguiu travado na comercialização. O foco segue no plantio da safra de verão, com bastante preocupação com o clima no Centro-Oeste, já que há previsão de chuvas só para a próxima semana. Diversas áreas falam em necessidade de replantio.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 85,00 para R$ 83,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 84,00 para R$ 83,00. No porto de Rio Grande, o preço seguiu em R$ 88,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu estável em R$ 84,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca se manteve em R$ 88,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 80,00 para R$ 79,00.  Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 80,00 para R$ 79,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos, cobrindo posições vendidas e se recuperando das perdas da semana passada. Mas os contratos encerraram longe das máximas do dia.

    O otimismo em torno de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos e os bons números para as inspeções semanais americanas contribuíram para a recuperação.

   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que espera assinar uma parte significativa do acordo comercial com a China antes do previsto, mas não deu detalhes sobre o cronograma. “Provavelmente ficaremos adiantados para assinar uma parte muito grande do acordo com a China, vamos chamá-lo de Fase Um, mas é uma parcela muito grande”.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.568.399 toneladas na semana encerrada no dia 17 de outubro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 1,1 milhão de toneladas.

  O USDA anunciou ainda a venda de 135 mil toneladas de farelo de soja para as Filipinas, com entrega em 2019/20. A operação ajudou a sustentar as cotações do subproduto. Já o óleo caiu, acompanhando as perdas acentuadas do petróleo no mercado internacional.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.303.909 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 1.352.735 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 8.061.680 toneladas, contra 7.375.243 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 0,50 centavo de dólar (0,05%), a US$ 9,20 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,35 1/2 por bushel, ganho de 1,00 centavo de dólar, ou 0,10%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo subiu US$ 0,70 por tonelada(0,23%), sendo negociada a US$ 304,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,78 centavos de dólar, perda de 0,18 centavo ou 0,57%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,42%, sendo negociado a R$ 3,9930 para venda e a R$ 3,9910 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9760 e a máxima de R$ 4,0110.

     Agenda de terça-feira

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA:Clima no Brasil, nos EUA e negociações com China pautam mercado-SAFRAS

    Porto Alegre, 18 de outubro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– O mercado permanece com as atenções centralizadas na guerra comercial entre Estados Unidos e China, esperando por novidades relacionadas às negociações.

Paralelamente, o clima para a evolução da colheita nos EUA também chama a atenção, assim como os sinais de demanda pela soja norte-americana. O clima para a evolução do plantio no Brasil fecha o quadro de fatores

– Após a recente rodada positiva de negociações entre EUA e China, o mercado espera agora pela confirmação de que o acordo parcial será assinado nas próximas semanas. A tendência é que a assinatura seja feita no encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, marcado para acontecer no Chile durante o Fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), entre os dias 11 e 17 de novembro. Até lá, as negociações devem continuar nos bastidores, e novidades, tanto positivas quanto negativas, podem ser anunciadas

– A China reiterou que está comprometida em elevar suas compras de produtos agrícolas norte-americanos na “primeira fase” do acordo. Resta saber se esta primeira fase irá ter início apenas após a assinatura do acordo, mas tudo indica que sim. Tal fato não impede que novas compras chinesas de soja dos EUA sejam anunciadas nos próximos dias, o que pode trazer fôlego novo para o mercado

– O clima nos EUA continua como fator de suporte no lado da oferta. Os trabalhos de colheita da nova safra norte-americana permanecem atrasados devido à umidade, e as lavouras continuam em risco. Se o clima não melhorar, a safra norte-americana pode ser ainda menor do que o previsto

– No Brasil, a chegada de uma umidade regular a todo o país começa a regularizar a situação dos solos e deve incentivar os trabalhos de plantio, que começaram atrasados. A safra brasileira ainda mantém seu potencial recorde.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Preços da soja mistos no Brasil, com dólar em baixa e CBOT em alta

   Porto Alegre, 18 de outubro de 2019 – Os preços da soja registraram comportamento misto nesta sexta-feira no mercado brasileiro. O dólar teve forte baixa no dia, em uma semana de volatilidade, enquanto a Bolsa de Chicago fechou com leve alta. Isso acabou levando às cotações a apresentarem esse desempenho misto. Não houve volume relevantes de negócios na sexta-feira.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 86,50 a saca. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 85,50. No porto de Rio Grande, o preço seguiu em R$ 91,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 84,50 para R$ 84,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 91,00 para R$ 90,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 81,50 para R$ 81,00.  Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 82,50 para R$ 81,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou recuou de R$ 81,50 para R$ 81,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos, reduzindo as perdas semanais. A expectativa em torno de um possível acordo comercial entre China e Estados Unidos e os números para as exportações semanais sustentaram as cotações.

     As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 1.700.000 toneladas na semana encerrada em 10 de outubro. A China liderou as importações, com 850.500 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 800 mil a 1,7 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   O assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, apontou nesta sexta-feira para o fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec) em novembro, no Chile, enquanto o governo Trump procura formalizar a “fase um” de seu pacto comercial com a China, informou a agência Reuters Brasil.

    “Estamos no caminho certo para o Chile e a reunião dos dois presidentes em meados de novembro. E o plano é ter um acordo, para ver o que acontece”, disse Navarro em entrevista à Fox Business Network, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente chinês, Xi Jinping.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,50 centavos ou 0,26% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,34 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,47 1/2 por bushel, com ganho de 2,25 centavos ou de 0,23%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 1,70 ou 0,55% a US$ 308,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,36 centavos de dólar, perda de 0,03 centavo ou 0,09% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,24%, sendo negociado a R$ 4,1200 para venda e a R$ 4,1180 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1120 e a máxima de R$ 4,1650.

     Agenda de segunda

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia. 

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial da 3 semana de outubro – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Preços da soja sobem no Brasil, mas comercialização segue lenta

   Porto Alegre, 18 de outubro de 2019 – Os preços da soja subiram nesta semana no mercado brasileiro, mas o ritmo dos negócios seguiu moderado. Chicago encerrou o período com perdas, mas chegou a atingir o pico em 16 meses na segunda-feira. Já o dólar se valorizou frente ao real.

    Mesmo com a elevação dos preços, os produtores seguem retraídos e apostam em um cenário ainda melhora para voltar a negociar. A queda nos prêmios de exportação e a prioridade ao plantio da nova safra no Brasil contribuíram para retirar ritmo dos negócios.

   A saca de 60 quilos subiu de R$ 84,50 para R$ 86,50 em Passo Fundo (RS), entre os dias 11 e 17. No período, o preço passou de R$ 84,00 para R$ 84,50 em Cascavel (PR). Em Paranaguá, a cotação pulou de R$ 89,50 para R$ 91,00.

    Em Rondonópolis (MT), o preço subiu de R$ 80,50 para R$ 81,50. Em Dourados (MS), a cotação saltou de R$ 80,50 para R$ 82,50. A saca avançou também em Rio Verde (GO), passando de R$ 79,00 para R$ 81,50.

    Os contratos com vencimento em novembro iniciaram a semana firmes, ainda refletindo o desempenho da semana anterior, quando Estados Unidos e China se aproximaram de um acordo comercial. Após uma semana de consolidação, a posição encerrou a quinta a US$ 9,31 , com baixa semanal de 0,48%.

    Em meio a problemas domésticos no campo político, o dólar comercial subiu 1,85% na semana, atingindo R$ 4,172 no fechamento da quinta. Os prêmios de exportação cederam nos portos, consequência da aproximação comercial entre China e Estados Unidos.

     Oferta e Demanda

    As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 72,5 milhões de toneladas em 2020, subindo 4% sobre o volume de 2019, projetado em 70 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    No quadro de julho, as estimativas eram de 77 milhões e 72,1 milhões respectivamente. “O provável fim da guerra comercial deve impactar nas exportações brasileiras na nova temporada, devendo resultar em uma forte recuperação nos estoques de soja em grão. O esmagamento deverá continuar crescendo frente a uma forte demanda por exportação de carnes”, resume o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

    SAFRAS indica esmagamento de 43,8 milhões de toneladas em 2020 e de 43,5 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 8%, passando para 129,408 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 119,5 milhões de toneladas, com ganho de 2%. Desta forma, os estoques finais deverão subir 183%, passando de 3,504 milhões para 9,908 milhões de toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 33,33 milhões de toneladas, com aumento de 1%. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,3 milhões, aumento de 2%. Os estoques deverão subir 34%, para 2,1 milhões de toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,7 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 23% nos estoques para 83 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago avança com queda surpreendente nos estoques dos EUA e globais

    Porto Alegre, 10 de outubro de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais altos no meio-pregão de hoje. O mercado é sustentado pelos cortes surpreendentes nos estoques norte-americanos e mundiais, atestados no relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

   Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 460 milhões de bushels, o equivalente a 12,52 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 13,88 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 640 milhões de bushels ou 17,42 milhões de toneladas.

   No âmbito global, os estoques finais estão estimados em 95,2 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em setembro, a previsão era de 99,2 milhões.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2019 tinham preço de US$ 9,30 1/4 por bushel, avanço de 6,50 centavos de dólar por bushel ou 0,70%. A posição janeiro de 2020 era cotada a US$ 9,44 1/4 por bushel, elevação de 6,25 centavos de dólar por bushel ou 0,67%.

    No farelo, dezembro de 2019 tinha preço de US$ 310,40 por tonelada, avanço de US$ 0,60 ou 0,19% em relação ao fechamento anterior. Já a posição dezembro de 2019 do óleo era cotada a 29,89 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,18 centavo de dólar por libra-peso ou 0,60%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja registra preços fracos no Brasil com perdas na CBOT e câmbio

    Porto Alegre, 02 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. As cotações foram pressionadas pela combinação de queda da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT) e desvalorização do dólar. Assim, o dia foi de fraca movimentação de negócios.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 83,50 a saca. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 83,00. No porto de Rio Grande, o preço se manteve em R$ 88,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 82,50 a saca para R$ 82,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 88,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 79,00 para R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 79,00 para R$ 80,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 81,00 para R$ 80,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos nas posições mais próximas e mais altos para os vencimentos mais distantes. Após duas sessões de ganhos consistentes, os agentes embolsaram lucros, com base em fatores técnicos.

    O sentimento de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, em meio aos temores de desaceleração da economia mundial, serviu de pretexto para a correção.

   A perda foi limitada pela demanda chinesa pelo produto americano e pela previsão de chuvas para a região a produtora dos Estados Unidos. As posições mais distantes até subiram. Hoje, exportadores privados americanos reportaram a venda de 464 mil toneladas de soja em grão para a China.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,75 centavos ou 0,62% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,13 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,27 3/4 por bushel, com perda de 4,75 centavos ou de 0,50%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,40 ou 1,10% a US$ 305,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,21 centavos de dólar, ganho de 0,33 centavo ou 1,14% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,67%, sendo negociado a R$ 4,1350 para venda e a R$ 4,1330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1310 e a máxima de R$ 4,1830.

     Agenda de quinta

– Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado.   

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.  

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.  

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago dispara 2% após estoques trimestrais abaixo do esperado

   Porto Alegre, 30 de setembro de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços bem mais altos no meio-pregão de hoje. O grão disparou após a divulgação de estoques trimestrais norte-americanos, que ficaram abaixo do esperado por analistas. Antes, o mercado já vinha registrando bons ganhos, com um movimento de cobertura de posições vendidas e pelas chuvas que atingiram o cinturão produtor dos Estados Unidos neste final de semana. Com os trabalhos de colheita prestes a começar, excessos de umidade podem trazer problemas daqui para frente, gerando atrasos que aumentam os riscos climáticos para as lavouras mais tardias, como geadas e neve.

    Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de setembro, totalizaram 913 milhões de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O volume estocado subiu 108% na comparação com igual período de 2018.

   O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 980 milhões de bushels. Do total, 265 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com ganho de 162%. Os estoques fora das fazendas somam 648 milhões de bushels, com alta de 92%.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2019 tinham preço de US$ 9,00 3/4 por bushel, avanço de 17,75 centavos de dólar por bushel ou 2,01%. A posição janeiro de 2020 era cotada a US$ 9,15 por bushel, elevação de 17,50 centavos de dólar por bushel ou 1,94%.

    No farelo, outubro de 2019 tinha preço de US$ 294,50 por tonelada, ganho de US$ 4,60 ou 1,58% em relação ao fechamento anterior. Já a posição dezembro de 2019 do óleo era cotada a 29,10 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,48 centavo de dólar por libra-peso ou 1,67%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Estoques trimestrais em 1o de setembro sobem 108% – USDA

    Porto Alegre, 30 de setembro de 2019 – Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de setembro, totalizaram 913 milhões de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado subiu 108% na comparação com igual período de 2018.

   O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 980 milhões de bushels. Do total, 265 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com ganho de 162%. Os estoques fora das fazendas somam 648 milhões de bushels, com alta de 92%.

    O USDA também revisou a estimativa para a safra 2019 dos Estados Unidos, agora em 4,428 bilhões de bushels, 116 milhões de bushels abaixo da previsão anterior.

MERCADO: Soja recua no Brasil com CBOT e dólar com perdas

    Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja registrou preços fracos nesta sexta-feira, de estáveis a mais baixos. A baixa da oleaginosa na Bolsa de Chicago e o fechamento também em leve queda para o dólar determinaram a pressão sobre as cotações. O dia foi lento na comercialização.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 82,50 para R$ 82,00 a saca. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 82,00 para R$ 81,50. No porto de Rio Grande, o preço baixou de R$ 87,00 para R$ 86,50.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 82,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 87,00 para R$ 86,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 78,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 79,00 para R$ 78,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O dia foi de consolidação técnica, com os agentes praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana.

   A previsão de clima favorável ao início da colheita nos Estados Unidos e a busca por um melhor posicionamento frente ao relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda, favoreceram as vendas técnicas.

    A semana foi marcada por um bom volume de compras chinesas de soja dos Estados Unidos, sinalizando a proximidade de um acordo comercial entre as duas principais economias do mundo. Hoje foi anunciada uma operação envolvendo 126 mil toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,50 centavos ou 0,61% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,83 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,97  por bushel, com perda de 5,25 centavo ou de 0,58%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,16% a US$ 295,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 28,84 centavos de dólar, baixa de 0,33 centavo ou 1,13% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,12%, sendo negociado a R$ 4,1550 para venda e a R$ 4,1570 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1470 e a máxima de R$ 4,1690.

    Na semana, o dólar avançou 0,09% contra o real.

     Agenda de segunda-feira

– Alemanha:  A taxa de desemprego de agosto será publicada às 5h pela agência federal de emprego.

– Eurozona: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia. 

– Alemanha:  A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 9h pelo Destatis.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Estoques trimestrais de grãos dos EUA e previsão de safra de trigo nos EUA

– USDA, 13hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Plantio começa no Brasil, chegando a 0,9% até 27/setembro

   Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – O plantio da soja da safra 2019/20 iniciou no Brasil e está em 0,9% da área total esperada até este dia 27 de setembro. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado, o primeiro de evolução do plantio da safra 2019/20. O plantio está ligeiramente à frente de igual período do ano passado, quando 0,7% da área estava semeada, mas está atrás da média normal para o período, que é de 2,7%.

     Veja o quadro completo abaixo:

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EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SOJA – BRASIL

– em % da área esperada –

Estados      2019        2019         2018         Média

27/set      20/set       27/set    Normal (x)

    RS          0           –           0            0

    PR           4            –           2            9

    MT           1             –           1            3

    MS         0,1          –           2           2

    GO        0,1          –            0            0

    SP          0           –           0            0

    MG          0,1          –           0            0

    BA           0           –           0           0

    SC           0           –           0           0

   OUT          0           –           0            0

BRASIL (*)     0,9          –          0,7         2,3

obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada

Fonte: SAFRAS & Mercado

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