Soja mantém estabilidade e lentidão no Brasil, sem pregão na CBOT

Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
um início de semana arrastado, sem negociações. A Bolsa de Chicago não
operou nesta segunda-feira, diante do feriado do Dia do Presidente nos Estados
Unidos. Sem a principal referência para o mercado nacional, o dia foi de
lentidão, sem estímulo para os negócios, e os preços se mantiveram.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 74,00. Na região das
Missões, a cotação ficou em R$ 73,50 a saca. No porto de Rio Grande, preços
estáveis em R$ 77,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço se manteve em R$ 71,50. No porto de
Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 77,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,00. Em Dourados (MS), a
cotação se manteve em R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a saca ficou estável em
R$ 67,00.

Chicago

A Bolsa não operou devido ao feriado do Dia do Presidente nos Estados
Unidos.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,75%, sendo
negociado a R$ 3,7320 para venda e a R$ 3,7300 para compra. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7120 e a máxima de R$
3,7430.

AGENDA

—–Terça-feira (19/02)

– A FGV divulga às 8h os dados da segunda prévia do Indice Geral de Preços –
Mercado (IGP-M) referentes a fevereiro.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, no início do dia.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 13hs.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Plantio da safra 2018/19 segue em 99% da área na Argentina-Ministério

Porto Alegre, 18 de fevereiro de 2019 – Levantamento semanal divulgado pelo
Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que o plantio de soja da
safra 2018/19 do país seguia, até o dia 14 de fevereiro, em 17,452 milhões de
hectares, ou 99%, dos 17,536 milhões de hectares previstos para serem
cultivados.

De acordo com o Ministério, na semana anterior a área plantada estava em
99%. No mesmo período do ano passado, a semeadura atingia 100% dos 17,259
milhões de hectares cultivados na temporada 2017/18.

SOJA: Colheita no Brasil atinge 32,9% da área – SAFRAS

Porto Alegre, 15 de fevereiro de 2019 – A colheita de soja atinge 32,9% da
área estimada, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, com dados
recolhidos até 15 de fevereiro. Houve avanço de 9,2 pontos percentuais no
comparativo com a semana anterior, quando a colheita era de 23,7%. Os
trabalhos estão adiantados em relação a igual período do ano passado (15,8%), e
também à frente da média para o período, de 17,7%.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, os
trabalhos estão evoluindo bem de uma forma geral. “Algumas chuvas impediram
um melhor avanço em parte do Mato Grosso do Sul e do Mato Grosso, mas nada
importante”, comentou.

Acompanhe maiores informações no quadro abaixo:

========================================================================
EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE SOJA - BRASIL
- em % da área plantada -
 
  Estados      2019        2019        2018        Média
               15/fev      08/fev      15/fev    Normal (x)
     RS         0,4          0           0          0,4
     PR         36          28           4          18,8
     MT         64          53           45         34,8
     MS         40          30           16         22,0
     GO         40          19           13         23,8
     SP         39          20           5          8,8
     MG         25          14           11         11,8
     BA          6           0           0          0,2
     SC          5           0           0          2,0
    OUT          7           0           0          1,2
 BRASIL (*)     32,9        23,7        15,8        17,7
 
obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada
Fonte: SAFRAS & Mercado
Copyright 2019 - Grupo CMA

SOJA: SAFRAS reduz estimativa de produção do Brasil para 115,402 mi de t

Porto Alegre, 15 de fevereiro de 2019 – A produção brasileira de soja em
2018/19 deverá totalizar 115,402 milhões de toneladas, com redução de 5,1%
sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 121,661 milhões de toneladas.
A revisão foi divulgada por SAFRAS & Mercado. No dia 11 de janeiro, eram
esperadas 115,718 milhões de toneladas.

Com as lavouras em fase de colheita, SAFRAS indica aumento de 3,2% na
área, que ficou em 36,437 milhões de hectares. Em 2017/18, o plantio ocupou
35,297 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média
deverá passar de 3.464 quilos por hectare para 3.183 quilos.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, as maiores
perdas da safra brasileira já foram contabilizadas. “A melhora climática
registrada nas últimas semanas em praticamente todas as regiões produtoras do
país vem impedindo que as perdas avancem, principalmente no Centro-Oeste e
no Sudeste”, frisa. “A colheita também tem revelado produtividades além do
esperado em algumas microrregiões estaduais, o que acaba compensando parte
das perdas já registradas à nível estadual”, explica.

“Dessa forma, nossa pesquisa revelou que eram necessários, neste
momento, apenas ajustes finos nas produtividades de alguns estados da faixa
central e das regiões Norte e Nordeste do país. Estamos nos aproximando de
uma consolidação da produção brasileira”, pondera. Apesar disso, o clima
continua como fator importante para o desenvolvimento final de parte das
lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Matopiba. As produtividades
médias destes estados ainda podem sofrer alterações um pouco mais relevantes,
principalmente nas variedades semeadas mais tardiamente.

Acompanhe abaixo a tabela completa:

========================================================================
ESTIMATVA DE PRODUÇÃO DE SOJA - BRASIL - SAFRA 2018/19
- Área em mil ha, Produção em mil t e Rendimento em kg/ha -
------------------------------------------------------------------------
 
                                            2018/19 (**)
                                    Área       Área
      Estados         a/b   c/d   Plantada   Colhida  Produção    R.M.
                      %      %       (a)                 (c)
SUL                  2,4   -2,2    12.220     12.159   38.065    3.131
Paraná               2,4   -9,3     5.600     5.572    17.385    3.120
Rio Grande do Sul    2,6    6,0     5.900     5.871    18.316    3.120
Santa Catarina       1,3   -5,1      720       716      2.364    3.300
CENTRO-OESTE         2,4   -6,4    16.120     16.039   52.082    3.247
Mato Grosso          1,6   -3,7     9.620     9.572    31.587    3.300
Goiás                2,3   -9,3     3.580     3.562    11.755    3.300
Mato Grosso do Sul   5,2   -12,3    2.840     2.826     8.477    3.000
Distrito Federal     14,3   4,8      80         80       263     3.300
SUDESTE              4,3   -10,4    2.680     2.667     8.504    3.189
Minas Gerais         4,3   -8,9     1.690     1.682     5.549    3.300
São Paulo            4,2   -13,2     990       985      2.955    3.000
NORDESTE             6,0   -10,5    3.370     3.353    10.417    3.107
Bahia                4,4   -17,7    1.650     1.642     5.122    3.120
Maranhão             10,2   6,1      970       965      3.011    3.120
Piauí                4,2   -11,5     750       746      2.284    3.060
NORTE                9,1    6,8     2.047     2.037     6.333    3.110
Tocantins            9,4    5,3     1.050     1.045     3.260    3.120
Rondônia             6,1    2,2      350       348      1.107    3.180
Roraima              12,5  12,5      45         45       137     3.060
Pará                 9,4   11,6      580       577      1.766    3.060
Amapá/Amazonas/Acre  33,9  33,9      22         22       63      2.900
BRASIL               3,2   -5,1    36.437     36.255   115.402   3.183
 
                                            2017/18 (*)
                                    Área       Área
                                  Plantada   Colhida  Produção    R.M.
                                     (b)                 (d)
SUL                                11.931     11.871   38.927    3.279
Paraná                              5.470     5.443    19.158    3.520
Rio Grande do Sul                   5.750     5.721    17.278    3.020
Santa Catarina                       711       707      2.490    3.520
CENTRO-OESTE                       15.740     15.661   55.668    3.554
Mato Grosso                         9.470     9.423    32.791    3.480
Goiás                               3.500     3.483    12.955    3.720
Mato Grosso do Sul                  2.700     2.687     9.671    3.600
Distrito Federal                     70         70       251     3.600
SUDESTE                             2.570     2.557     9.496    3.713
Minas Gerais                        1.620     1.612     6.093    3.780
São Paulo                            950       945      3.403    3.600
NORDESTE                            3.180     3.164    11.642    3.679
Bahia                               1.580     1.572     6.226    3.960
Maranhão                             880       876      2.837    3.240
Piauí                                720       716      2.579    3.600
NORTE                               1.876     1.867     5.930    3.176
Tocantins                            960       955      3.095    3.240
Rondônia                             330       328      1.084    3.300
Roraima                              40         40       122     3.060
Pará                                 530       527      1.582    3.000
Amapá/Amazonas/Acre                  16         16       47      2.900
BRASIL                             35.297     35.121   121.661   3.464
 
 (*) Projeção, SAFRAS. (**) Previsão, SAFRAS. Sujeitas a revisão.
Fonte: SAFRAS e Mercado. Baseado em pesquisa com produtores, cooperativas e 
indústrias do complexo soja.
Fevereiro/2019

Soja apresenta preços firmes no Brasil, mas mantém poucos negócios

Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja
registrou preços firmes nesta quarta-feira, de estáveis a mais altos. Com a
bolsa de Chicago fechando em leve baixa, a alta do dólar garantiu sustentação
às cotações domésticas. Mas, o dia voltou a ser de poucos negócios. Apenas
nas regiões portuárias do Paraná e São Paulo houve movimentação
razoável.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 74,00. Na região das
Missões, a cotação se manteve em R$ 73,50 a saca. No porto de Rio Grande,
preços em R$ 78,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 72,00 para R$ 73,50. No
porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 77,50 para R$ 79,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 67,00. Em Dourados (MS), a
cotação se manteve em R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 67,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa para o grão e o óleo e em
alta para o farelo. O mercado realizou um movimento de correção frente aos
fortes ganhos de ontem, quando atingiu o melhor patamar desde o dia 7 de
fevereiro. Porém, a esperança de um acordo entre os Estados Unidos e a China
limitou as perdas. As informações são da Agência Reuters.

O presidente da China, Xi Jinping, planeja se reunir com membros da
delegação dos Estados Unidos que estão em Pequim para a terceira rodada de
negociações para acabar com a guerra comercial. As informações são Agência
CMA com a agência de notícias “Dow Jones”.

Segundo fontes ouvidas pelo jornal de Hong Kong “South China Morning
Post”, que não tiveram seus nomes revelados, o líder chinês concordou em se
encontrar na sexta-feira com o representante de comércio dos Estados Unidos,
Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro do país, Steven Mnuchin.

Há pouco, o presidente norte-americano, Donald Trump, classificou como
positivas as negociações comerciais entre os dois países na véspera de mais
uma rodada de encontros em alto nível entre autoridades, em Pequim.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
1,00 centavo de dólar ou 0,1%, a US$ 9,16 1/2 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,30 3/4 por bushel, recuo de 1,00 centavo de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 0,1%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,90
ou 0,29%, sendo negociada a US$ 310,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 29,99 centavos de dólar, com recuo de
0,34 centavo ou 1,12%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,05%, sendo
negociado a R$ 3,7530 para venda e a R$ 3,7510 para compra. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$
3,7620.

AGENDA

—–Quinta-feira (14/02)

– China: A balança comercial de janeiro será publicada durante a
madrugada pela alfândega.

– Alemanha: A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) de quarto
trimestre de 2018 será publicada às 5h pelo Destatis

– Eurozona: A leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto
trimestre de 2018 será publicada às 8h pela Eurostat

– EUA: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às 11h30
pelo Departamento do Trabalho

– Japão: A leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) de quarto
trimestre de 2018 será publicada às 21h50 pelo gabinete do governo

– China: O índice de preços ao consumidor de janeiro será publicado às
23h30 pelo departamento de estatísticas

– China: O índice de preços ao produtor de janeiro será publicado às
23h30 pelo departamento de estatísticas

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 11h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de
Buenos Aires, 16hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Quebra de safra na área da Cocamar (PR) chega a 30%

Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2018 – A colheita de soja acelerou nos
últimos dias na área da Cooperativa Cocamar, que atua no norte e noroeste do
Paraná. Conforme fonte do departamento técnico, que concedeu entrevista
exclusiva à Agência SAFRAS, cerca de 25% da área foi colhida.

Segundo relatório divulgado dia 11, das lavouras restantes, cerca de 22%
estão em fase de pré colheita, 28% em maturação, e 25% em granação. A
região recebeu precipitações ontem e hoje.

A produtividade média, porém, tem decepcionado, estando estimada em 2.360
quilos por hectare. “Representa cerca de 30% a menos do que esperado
inicialmente, de 3.440 quilos por hectare”, lembra o entrevistado. O sol e a
estiagem foram responsáveis pela queda. “Principalmente as temperaturas
altíssimas. Teve soja que literalmente morreu”, pondera.

SOJA: Line-up aponta embarques de 7,613 mi de toneladas em fevereiro

Porto Alegre, 13 de fevereiro de 2019 – O line-up, a programação de
embarques nos portos brasileiros, indicou volume de 7,613 milhões de toneladas
de soja em grão para fevereiro, conforme levantamento realizado por SAFRAS &
Mercado. O total já embarcado neste mês chega a 1,776 milhão de toneladas.
Para março, a projeção é de 1,227 milhão de toneladas.

Entre fevereiro e janeiro, período do ano comercial 2019/20, o line-up
indica embarques de 7,613 milhões de toneladas. Em igual período do ano
passado, os registros estavam em 5,951 milhões de toneladas.

Soja apresenta poucos negócios e preços mistos no Brasil

Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
uma segunda-feira de poucos negócios. As cotações ficaram mistas no país,
diante dos movimentos contrários da bolsa de Chicago, que teve alta para a
soja, e do dólar, que subiu. Com isso, o mercado teve escassa movimentação.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 74,50. Na região
das Missões, a cotação seguiu em R$ 74,00 a saca. No porto de Rio Grande, os
preços recuaram de R$ 77,50 para R$ 77,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 72,00. No porto de
Paranaguá (PR), a saca se manteve em R$ 78,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 66,50. Em Dourados (MS), a
cotação se manteve em R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 68,00
para R$ 67,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. Conforme o analista de
SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, o mau humor prevalece no mercado,
com dúvidas sobre a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China e uma
possível nova paralisação do governo norte-americano na próxima sexta-feira.
Além disso, os números divulgados para o Reino Unido foram negativos, com
queda na estimativa de Produto Interno Bruto e de produção industrial.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
9,50 centavos de dólar ou 1,03%, a US$ 9,05 por bushel. A posição maio teve
cotação de US$ 9,19 1/4 por bushel, recuo de 9,50 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 1,02%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,20
ou 0,39%, sendo negociada a US$ 304,90 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 30,24 centavos de dólar, com recuo de
0,63 centavo ou 2,04%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,80%, sendo
negociado a R$ 3,7630 para venda e a R$ 3,7610 para compra. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7290 e a máxima de R$
3,7760.

AGENDA

—–Terça-feira (12/02)

– O BC divulga às 8h a ata da reunião mais recente do Comitê de
Política Monetária (Copom)

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga às 9h os
dados sobre o Levantamento da Produção Agrícola referentes a janeiro

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, no início do dia.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Mercado digere USDA e segue focado em relação EUA-China – SAFRAS

Porto Alegre, 11 de fevereiro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas
são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– O mercado permanece com as atenções voltadas para os novos capítulos da
guerra comercial entre Estados unidos e China. O relatório do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na última sexta-feira (8),
ainda deve trazer algum impacto, com os players digerindo os novos números. A
demanda pela soja norte-americana e a evolução da safra sul americana
completam o quadro de fatores importantes

– Uma nova rodada de negociações entre representantes do alto escalão dos
governos dos EUA e da China irá ocorrer em Pequim nesta semana, nos dias 14
e 15. Novidades são esperadas, mas dificilmente um acordo será fechado

– O mercado demonstra certo otimismo com a nova reunião, mas também vê com
maus olhos as indicações de que um encontro entre os presidentes Donald Trump
e Xi Jinping não irá ocorrer antes do final do prazo da trégua entre os
países, dia 1 de março. Tal fato leva o mercado a acreditar que as tarifas
norte-americanas sobre produtos chineses serão efetivamente elevadas a partir
do dia 2 de março, o que pode dificultar as negociações e distanciar
novamente os países. Esta mistura de otimismo com pessimismo tem mantido os
contratos futuros em Chicago sem rumo definido

– As novas vendas de soja dos EUA para a China, anunciadas na última semana,
confirmaram os rumores levantados recentemente, e foram um indicativo positivo
para o mercado. Mais de 5 milhões de toneladas de soja americana foram
compradas por importadores chineses. É importante que novas vendas sejam
anunciadas nos próximos dias para a manutenção de um suporte em Chicago

– No lado da oferta, os trabalhos de colheita da nova safra brasileira continuam
como fator paralelo. As perdas acumuladas até agora no Brasil não são
suficientes para trazer grande impacto em Chicago, visto que a safra argentina
se desenvolve bem. Apenas o aumento das perdas no Brasil, superando 10
milhões de toneladas, pode tornar o fator safra brasileira mais relevante. O
quadro atual aponta para perdas de 6,5 milhões de toneladas, e a melhora
climática registrada nas últimas semanas pode impedir que as perdas avancem de
forma importante.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Dólar volta a sustentar cotações da soja no Brasil, em dia de USDA

Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
uma sexta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. A alta do dólar
deu sustentação ao mercado nacional, especialmente. As atenções estiveram
voltadas para o relatório de oferta e demanda de fevereiro do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com compradores e vendedores não
querendo fixar grandes volumes diante disto, o que levou a um dia de poucos
negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 74,00 para R$ 74,50.
Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 74,00 a saca. No porto de
Rio Grande, os preços seguiram em R$ 77,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 71,50 a saca para R$ 72,00.
No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 77,00 para R$ 78,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 66,50. Em Dourados (MS), a
cotação avançou de R$ 68,00 para R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), a saca
permaneceu em R$ 68,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em leve alta. Apesar do relatório de
oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter
reduzido as estimativas para as safras e estoques globais e dos Estados Unidos,
bem como para a produção no Brasil e na Argentina, os estoques trimestrais do
país, em 1o de dezembro, foram estimados em volume recorde, em meio à guerra
comercial entre EUA e China. Notícias recentes indicam que a tensão entre os
dois países deva se prolongar além do esperado. A posição março acumulou
queda semanal – a segunda consecutiva – de 0,35%.

Os estoques trimestrais de soja dos Estados Unidos, na posição 1o de
dezembro de 2018, totalizaram 3,736 bilhões de bushels. O volume estocado ficou
acima frente a igual período de 2017, que indicava estoques de 3,160 bilhões
de bushels. O volume indicado pelo Departamento ficou acima do esperado pelo
mercado, de 3,687 bilhões de bushels.

A produção dos Estados Unidos em 2018/19 foi cortada de 4,6 para 4,544
bilhões. Os estoques finais em 2018/19 estão projetados em 910 milhões de
bushels, contra 955 milhões de bushels estimados em dezembro. O mercado
trabalhava com um número de 920 milhões de bushels. O USDA indica estimativa
de exportação para 2017/18 de 1,875 bilhão de bushels, abaixo dos 1,9 bilhão
de bushels estimados em dezembro.

A safra global em 2018/19 foi estimada em 360,99 milhões de toneladas. No
relatório anterior, o número era de 369,2 milhões. Os estoques finais foram
cortados de 115,33 milhões de toneladas para 106,72 milhões. O mercado
esperava por estoques finais de 113,9 milhões de toneladas.

Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 117 milhões de
toneladas, abaixo das 122 milhões de toneladas previstas em dezembro, porém
superando a previsão do mercado, de 116,3 milhões. A previsão para a
Argentina foi reduzida de 55,5 para 55 milhões de toneladas. Pelo lado da
demanda, o USDA reduziu a previsão de importações chinesas de 90 para 88
milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de
1,25 centavo de dólar ou 0,13%, a US$ 9,14 1/2 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,28 3/4 por bushel, ganho de 1,50 centavo de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 0,16%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 0,60
ou 0,19%, sendo negociada a US$ 306,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 30,87 centavos de dólar, com recuo de
0,06 centavo ou 0,19%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,56%, sendo
negociado a R$ 3,7330 para venda e a R$ 3,7310 para compra. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7040 e a máxima de R$
3,7490. Na semana, o dólar registrou avanço de 1,91%.

AGENDA

—–Segunda-feira (11/02)

– Japão: O mercado de ações do país permanece fechado em razão de um
Feriado

– Reino Unido: A balança comercial de dezembro será publicada às 7h30
pelo departamento de estatísticas

– Reino Unido: A produção industrial de dezembro será publicada às
7h30 pelo departamento de estatísticas

– Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia
brasileira – Banco Central (BC), a partir das 8hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 14hs.

– O governo divulga às 15h os dados da balança comercial até a última
Semana

– O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulga, às 16hs, os
dados das exportações de café referentes ao mês de janeiro de 2019

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Comercialização da safra 2018/19 do Brasil atinge 38,4% – SAFRAS

Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2019 – A comercialização da safra 2018/19
de soja do Brasil envolve 38,4% da produção projetada, conforme relatório de
SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 08 de fevereiro. No relatório
anterior, com dados de 11 de janeiro, o número era de 36,3%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 32,1% e a média
para o período é de 43,6%. Levando-se em conta uma safra estimada em
115,718 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 44,434 milhões
de toneladas.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, os
preços poucos atrativos impediram um melhor avanço no comprometimento da
nova safra brasileira de soja.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Colheita no Brasil atinge 23,7% da área – SAFRAS

Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2019 – A colheita de soja atinge 23,7% da
área estimada, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, com dados
recolhidos até 8 de fevereiro. Houve avanço de 6,8 pontos percentuais no
comparativo com a semana anterior, quando a colheita era de 16,9%. Os
trabalhos estão adiantados em relação a igual período do ano passado (9,3%), e
também à frente da média para o período, de 11,3%.

Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, o
clima favorável permitiu o bom avanço dos trabalhos no Centro-Oeste e no
Sudeste, com exceção de MG, onde as chuvas impediram um melhor avanço.

Acompanhe maiores informações no quadro abaixo:

========================================================================
EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE SOJA - BRASIL
- em % da área plantada -
-------------------------------------------------------------------
  Estados      2019        2019        2018        Média
               08/fev      01/fev      08/fev    Normal (x)
-------------------------------------------------------------------
     RS          0           0           0          0,0
     PR         28          23           2          11,6
     MT         53          39           29         24,2
     MS         30          21           8          12,4
     GO         19           8           5          13,2
     SP         20          10           0          3,3
     MG         14           9           3          5,0
     BA          0           0           0          0,2
     SC          0           0           0          0,8
    OUT          0           0           0          0,6
-------------------------------------------------------------------
BRASIL (*)     23,7        16,9        9,3         11,3
 
obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada
Fonte: SAFRAS & Mercado
Copyright 2019 - Grupo CMA

SEMANA: Preços baixos travam interesse de venda da soja no Brasil

Porto Alegre, 8 de fevereiro de 2019 – A comercialização da soja seguiu
lenta, no Brasil, nesta semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Luiz
Fernando Roque, quem tem a oleaginosa prefere não vender neste momento
devido aos preços abaixo do esperado.

As cotações brasileiras da soja estão acima do registrado no ano
passado, devido ao dólar, mas não atendem à expectativa dos vendedores.

Safra brasileira

A colheita da safra de soja 2018/19 do Mato Grosso atingiu 37,38%, conforme
o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), com número obtido
até 1 de fevereiro. Na semana anterior, o índice era de 25,61%. No mesmo
período do ano passado, o índice era de 19,91%. O IMEA projeta uma área de
9,619 milhões de hectares para o estado.

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral), estimou, em seu
relatório semanal, que a colheita de soja 2018/19 chegou a 25% da área
estimada 5,424 milhões de hectares, levemente abaixo dos 5,446 milhões de
hectares cultivados na safra 2017/18. O Deral informa que 68% das lavouras
estão com bom aspecto, 26% em condições médias e 6% em situação ruim,
entre as fases de floração (11%), frutificação (52%) e maturação (37%).

No Rio Grande do Sul, conforme a Emater/RS, as lavouras de soja apresentam
bom desenvolvimento, com exceção das áreas que foram alagadas em janeiro.
Segue tratamento com fungicidas nas lavouras de todo estado.

Mercado internacional

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBO) fechou a quinta-feira em queda –
a primeira nas últimas quatro sessões. O mercado repercutiu as preocupações
quanto a um possível prolongamento da guerra comercial entre os Estados Unidos
e a China. Notícias indicam que os líderes dos dois países não devem se
encontrar nas próximas reuniões que discutirão um esperado acordo.

O diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Kudlow, disse que os
Estados Unidos ainda estão longe de fechar um acordo comercial com a China.
Os dois países têm até o dia 2 de março para chegar a um acordo, prazo em
que termina a trégua nas trocas de sobretaxas comerciais. “O presidente
indicou que está otimista em relação a um acordo comercial em potencial “,
disse Kudlow, em entrevista à “Fox Business”. “Mas temos uma distância
considerável para percorrer”, afirmou.

Somado a isso, o clima favorável às lavouras de soja do Brasil e da
Argentina colaboram para a desvalorização. O rápido avanço da ceifa no
Brasil também atua como fator negativo, pois indica maior entrada de oferta no
mercado, visto que o Deral indicou que a colheita de soja no Paraná, segundo
maior estado produtor, está adiantada na comparação com o ano passado.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado de milho apresenta alta nas cotações, com foco na soja

Porto Alegre, 08 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de milho
apresentou preços firmes nesta semana, de estáveis a mais altos. Em grande
parte das regiões, a oferta é limitada, tendo em vista que o foco está na
colheita e comercialização da soja. Com o milho deixado em segundo plano, os
compradores têm mais dificuldades na obtenção da oferta.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os
consumidores seguem encontrando dificuldades na composição de seus estoques
em meio à logística cada vez mais complicada com o escoamento da soja. “Esse
quadro de dificuldade deve se acentuar conforme avança o trabalho de campo”,
avalia.

Em algumas regiões onde a colheita do milho evolui mais e há melhor
oferta o mercado tem maior equilíbrio e os preços se mantêm. No lado positivo
para a formação de preços, está a indicação de que exportações pela
região Sul tendem a garantir suporte às cotações.

No balanço da semana, o preço médio do milho avançou de R$ 35,60 para
R$ 36,27 a saca de 60 quilos, com aumento de 1,87%. Erechim, no Rio Grande
do Sul, foi uma exceção, onde a cotação recuou de R$ 38,50 para R$ 38,00 a
saca, baixa de 1,3%. Já em Uberlândia, Minas Gerais, preço passando de R$
36,50 para R$ 37,00 a saca, elevação de 1,37%.

Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 27,00 para R$ 28,00
a saca, avanço de 3,7%. Em Campinas (CIF-SP), a cotação avançou de R$ 42,00
para R$ 43,00 a saca, alta de 2,38%%.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem dia de poucos negócios no Brasil

Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia lento e de preços mistos. Chicago subiu bem ao longo do dia, mas
reduziu os ganhos na parte final da sessão. O dólar operou perto da estabilidade.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 75,50 para R$ 76,00.
Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 75,00 a saca.
No porto de Rio Grande, os preços caíram de R$ 77,00 para R$ 76,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 71,50 a saca. No porto
de Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 76,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 65,00 para R$ 65,50. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 66,00 para R$ 67,00. Em Rio Verde (GO), a saca
passou de R$ 66,00 para 68,00.

Colheita

A colheita de soja atinge 16,9% da área estimada, conforme levantamento de
SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 1 de fevereiro. Houve avanço de
6,1 pontos percentuais no comparativo com a semana anterior, quando a colheita
era de 10,8%. Os trabalhos estão adiantados em relação a igual período do
ano passado (5,9%), e também à frente da média para o período, de 6,1%.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta, mas bem abaixo das
máximas do dia. O mercado tentou recuperar parte das perdas da semana, que
ficaram em 0,87% na posição março.

No melhor momento do dia, o mercado foi impulsionado pelo rumor de que a
China teria prometido comprar mais 5 milhões de toneladas dos Estados Unidos,
segundo fontes chinesas.

Ainda conforme traders e esmagadores, muitas empresas ligadas ao governo
chinês estariam tentando liberar espaço para o armazenamento de novas
aquisições.

Mas no final do dia, os agentes reduziram o ritmo de compras e tentaram
posicionar suas carteiras frente ao final de semana.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de
2,50 centavos de dólar ou 0,27%, a US$ 9,17 3/4 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,31 1/2 por bushel, ganho de 2,25 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 0,24%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 1,80
ou 0,58%, sendo negociada a US$ 311,80 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 29,89 centavos de dólar, com baixa de
0,28 centavo ou 0,92%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,10%, negociado a R$
3,6630 para venda e a R$ 3,6610 para compra. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,6350 e a máxima de R$ 3,6830.
Na semana, a moeda registrou queda de 2,86%.

Agenda de segunda

– China: feriado referente ao Ano Novo chinês. O feriado se estende por toda
semana.

– Eurozona: O índice de preços ao produtor de dezembro será publicado às 8h
pela Eurostat.

– Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia
brasileira – Banco Central (BC), a partir das 8hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 14hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Colheita no Brasil atinge 16,9% da área – SAFRAS

Porto Alegre, 1 de fevereiro de 2019 – A colheita de soja atinge 16,9% da
área estimada, conforme levantamento de SAFRAS & Mercado, com dados
recolhidos até 1 de fevereiro. Houve avanço de 6,1 pontos percentuais no
comparativo com a semana anterior, quando a colheita era de 10,8%. Os
trabalhos estão adiantados em relação a igual período do ano passado (5,9%), e
também à frente da média para o período, de 6,1%.

Acompanhe maiores informações no quadro abaixo:

========================================================================
EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE SOJA - BRASIL
- em % da área plantada -
 
  Estados      2019        2019        2018        Média
               01/fev      25/jan      01/fev    Normal (x)
RS               0           0           0          0,0
PR              23          17           2          5,5
MT              39          25           20         15,4
MS              21           8           2          6,5
GO               8           5           2          4,2
SP              10           4           0          0,4
MG               9           7           1          1,6
BA               0           0           0          0,0
SC               0           0           0          0,0
OUT              0           0           0          0,0
BRASIL (*)      16,9        10,8        5,9         6,1
obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média po
Fonte: SAFRAS & Mercado
Copyright 2018 - Grupo CMA
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SOJA: Mercado espera dados de vendas dos EUA e notícias sobre China – SAFRAS

Porto Alegre, 1o de fevereiro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas
são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– As atenções do mercado continuam centralizadas nos novos capítulos da
guerra comercial entre Estados Unidos e China. Além disso, sinais de demanda
pela soja dos EUA voltam a chamar a atenção, assim como o desenvolvimento da
safra sulamericana e seu panorama climático.

– A reunião entre representantes do alto escalão dos governos dos EUA e da
China, incluindo o presidente Donald Trump, que ocorreu nesta semana em
Washington renovou o otimismo do mercado. O próprio Trump anunciou que
avanços importantes foram feitos, e que as negociações irão continuar nas
próximas semanas. Cresce a possibilidade de que um acordo parcial seja firmado
ainda em fevereiro, havendo também a extensão do prazo para que o acordo final
seja encaminhado. A expectativa é que a elevação de tarifas prevista pelos EUA
para entrar em vigor a partir do dia 2 de março não ocorra, mas para isso este
acordo parcial precisa ser firmado.

– Uma nova reunião entre Donald Trump e o presidente chinês Xi Jinping está
sendo articulada para o final do mês fevereiro, o que pode selar o acordo
temporário e encaminhar as negociações rumo ao acordo final.

– O fim da paralisação do governo norte-americano abre espaço para o retorno
dos anúncios de novas vendas dos EUA, o que pode revelar volumes novos de
soja negociados para a China. O rumor de que uma nova rodada de compras
chinesas de soja norte-americana está sendo preparada para os próximos dias
completa o quadro positivo para Chicago, mas a manutenção do recente fôlego
em Chicago precisa de dados concretos. Atenção aos relatórios de vendas dos
EUA das próximas semanas.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Exportações do grão somam 2,154 mi de toneladas em janeiro – Secex

Porto Alegre, 1o de fevereiro de 2019 – As exportações de soja em grão
do Brasil renderam US$ 815 milhões em janeiro (22 dias úteis), com média
diária de US$ 37 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período
chegou a 2,154 milhões de toneladas, com média diária de 97,9 mil toneladas.
O preço médio da tonelada ficou em US$ 378,40.

Na comparação entre a média diária de janeiro e dezembro, houve uma
baixa de 54,8% no valor médio diário exportado e de 53,7% no volume embarcado.
O preço médio teve baixa de 2,3%. Na comparação com janeiro de 2018, houve
alta de 37,1% na receita média diária e de 37,8% no volume. O preço caiu
0,4%.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações de farelo somam 1,261 mil t em janeiro – Secex

Porto Alegre, 1o de fevereiro de 2019 – As exportações de farelo de soja
do Brasil renderam US$ 481,6 milhões em janeiro (22 dias úteis), com média
diária de US$ 21,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país no
período chegou a 1,261 milhão de toneladas, com média diária de 57,3 mil
toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 381,90.

Na comparação entre a média diária de janeiro e dezembro, houve uma
baixa de 28,1% no valor exportado e de 28,7% o volume embarcado. O preço
subiu 0,9%. Na comparação com janeiro de 2018 houve alta de 21,8% na receita,
ganho de 11,8% no volume e aumento de 9% no preço.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: Exportações de óleo totalizam 39,6 mil t em janeiro – Secex

Porto Alegre, 1o de fevereiro de 2019 – As exportações de óleo de soja
do Brasil renderam US$ 25 milhões em janeiro (13 dias úteis), com média
diária de US$ 1,1 milhão. A quantidade total exportada pelo país no período
chegou a 39,6 mil toneladas, com média diária de 1,8 mil toneladas. O preço
médio da tonelada ficou em US$ 631,40 no período.

Na comparação entre a média diária de janeiro e dezembro, houve uma
retração de 13,4% no valor exportado, de 7,7% no volume embarcado. O preço
teve baixa de 6,1%. Na comparação com janeiro de 2018, houve baixa de 35,1%
na receita, baixa de 21,9% no volume e o preço médio caiu 17%.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Demanda localizada e prêmios seguram preços da soja

Porto Alegre, 28 de janeiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia praticamente parado e de preços entre estáveis e mais altos. Chicago e
dólar caíram e a sustentação se deu pela retração do produtor, demanda
localizada em algumas regiões e elevação nos prêmios de exportação.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 76,50. Na região das
Missões, a cotação permaneceu em R$ 74,50 a saca. No porto de Rio Grande,
os preços estabilizaram em R$ 78,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 72,00 a saca. No porto de
Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 78,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 65,50 para R$ 66,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 67,00 para R$ 68,00. Em Rio Verde (GO), a saca
seguiu em R$ 70,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Após atingir o menor
nível em duas semanas na sexta, o mercado teve um dia de realização de
lucros.

O fraco desempenho de outros mercados, principalmente o petróleo, em meio
à maior aversão ao risco no cenário financeiro, e a previsão de chuvas para
as regiões produtoras do Brasil completaram o cenário negativo neste início
de semana.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 929.417
toneladas na semana encerrada no dia 24 de janeiro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O
mercado esperava o número em torno de 1,2 milhão de toneladas.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.132.163 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 1.132.112 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
20.459.989 toneladas, contra 33.407.868 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
2,00 centavos de dólar ou 0,21%, a US$ 9,23 1/4 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,37 por bushel, perda de 2,00 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,70
ou 0,54%, sendo negociada a US$ 312,20 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 30,30 centavos de dólar, com alta de 0,27
centavo ou 0,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, negociado a R$
3,7660 para venda e a R$ 3,7640 para compra. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7530 e a máxima de R$ 3,7890.

Agenda de terça

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, no início do dia.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Demanda localizada e prêmios seguram preços da soja

Porto Alegre, 28 de janeiro de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve
um dia praticamente parado e de preços entre estáveis e mais altos. Chicago e
dólar caíram e a sustentação se deu pela retração do produtor, demanda
localizada em algumas regiões e elevação nos prêmios de exportação.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 76,50. Na região das
Missões, a cotação permaneceu em R$ 74,50 a saca. No porto de Rio Grande,
os preços estabilizaram em R$ 78,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 72,00 a saca. No porto de
Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 78,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 65,50 para R$ 66,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 67,00 para R$ 68,00. Em Rio Verde (GO), a saca
seguiu em R$ 70,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Após atingir o menor
nível em duas semanas na sexta, o mercado teve um dia de realização de
lucros.

O fraco desempenho de outros mercados, principalmente o petróleo, em meio
à maior aversão ao risco no cenário financeiro, e a previsão de chuvas para
as regiões produtoras do Brasil completaram o cenário negativo neste início
de semana.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 929.417
toneladas na semana encerrada no dia 24 de janeiro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O
mercado esperava o número em torno de 1,2 milhão de toneladas.

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 1.132.163 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 1.132.112 toneladas. No
acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em
20.459.989 toneladas, contra 33.407.868 toneladas no acumulado do ano-safra
anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de
2,00 centavos de dólar ou 0,21%, a US$ 9,23 1/4 por bushel. A posição maio
teve cotação de US$ 9,37 por bushel, perda de 2,00 centavos de dólar em
relação ao fechamento anterior ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com baixa de US$ 1,70
ou 0,54%, sendo negociada a US$ 312,20 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em março fecharam a 30,30 centavos de dólar, com alta de 0,27
centavo ou 0,89%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,40%, negociado a R$
3,7660 para venda e a R$ 3,7640 para compra. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7530 e a máxima de R$ 3,7890.

Agenda de terça

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Paraná – Deral, no início do dia.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS