SOJA: Chicago avança com queda surpreendente nos estoques dos EUA e globais

    Porto Alegre, 10 de outubro de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais altos no meio-pregão de hoje. O mercado é sustentado pelos cortes surpreendentes nos estoques norte-americanos e mundiais, atestados no relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)

   Os estoques finais em 2019/20 estão projetados em 460 milhões de bushels, o equivalente a 12,52 milhões de toneladas, enquanto o mercado apostava em número em torno de 13,88 milhões. No relatório anterior, a previsão era de 640 milhões de bushels ou 17,42 milhões de toneladas.

   No âmbito global, os estoques finais estão estimados em 95,2 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 96,9 milhões de toneladas. Em setembro, a previsão era de 99,2 milhões.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2019 tinham preço de US$ 9,30 1/4 por bushel, avanço de 6,50 centavos de dólar por bushel ou 0,70%. A posição janeiro de 2020 era cotada a US$ 9,44 1/4 por bushel, elevação de 6,25 centavos de dólar por bushel ou 0,67%.

    No farelo, dezembro de 2019 tinha preço de US$ 310,40 por tonelada, avanço de US$ 0,60 ou 0,19% em relação ao fechamento anterior. Já a posição dezembro de 2019 do óleo era cotada a 29,89 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,18 centavo de dólar por libra-peso ou 0,60%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja registra preços fracos no Brasil com perdas na CBOT e câmbio

    Porto Alegre, 02 de outubro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços de estáveis a mais baixos nesta quarta-feira. As cotações foram pressionadas pela combinação de queda da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT) e desvalorização do dólar. Assim, o dia foi de fraca movimentação de negócios.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 83,50 a saca. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 83,00. No porto de Rio Grande, o preço se manteve em R$ 88,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 82,50 a saca para R$ 82,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 88,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 79,00 para R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 79,00 para R$ 80,00. Em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 81,00 para R$ 80,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos nas posições mais próximas e mais altos para os vencimentos mais distantes. Após duas sessões de ganhos consistentes, os agentes embolsaram lucros, com base em fatores técnicos.

    O sentimento de maior aversão ao risco no mercado financeiro global, em meio aos temores de desaceleração da economia mundial, serviu de pretexto para a correção.

   A perda foi limitada pela demanda chinesa pelo produto americano e pela previsão de chuvas para a região a produtora dos Estados Unidos. As posições mais distantes até subiram. Hoje, exportadores privados americanos reportaram a venda de 464 mil toneladas de soja em grão para a China.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,75 centavos ou 0,62% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,13 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,27 3/4 por bushel, com perda de 4,75 centavos ou de 0,50%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 3,40 ou 1,10% a US$ 305,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,21 centavos de dólar, ganho de 0,33 centavo ou 1,14% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,67%, sendo negociado a R$ 4,1350 para venda e a R$ 4,1330 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1310 e a máxima de R$ 4,1830.

     Agenda de quinta

– Alemanha: A bolsa de Frankfurt permanece fechada devido a um feriado.   

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.  

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.  

– Produção mundial de grãos – AMIS/FAO, início do dia.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago dispara 2% após estoques trimestrais abaixo do esperado

   Porto Alegre, 30 de setembro de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços bem mais altos no meio-pregão de hoje. O grão disparou após a divulgação de estoques trimestrais norte-americanos, que ficaram abaixo do esperado por analistas. Antes, o mercado já vinha registrando bons ganhos, com um movimento de cobertura de posições vendidas e pelas chuvas que atingiram o cinturão produtor dos Estados Unidos neste final de semana. Com os trabalhos de colheita prestes a começar, excessos de umidade podem trazer problemas daqui para frente, gerando atrasos que aumentam os riscos climáticos para as lavouras mais tardias, como geadas e neve.

    Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de setembro, totalizaram 913 milhões de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O volume estocado subiu 108% na comparação com igual período de 2018.

   O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 980 milhões de bushels. Do total, 265 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com ganho de 162%. Os estoques fora das fazendas somam 648 milhões de bushels, com alta de 92%.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2019 tinham preço de US$ 9,00 3/4 por bushel, avanço de 17,75 centavos de dólar por bushel ou 2,01%. A posição janeiro de 2020 era cotada a US$ 9,15 por bushel, elevação de 17,50 centavos de dólar por bushel ou 1,94%.

    No farelo, outubro de 2019 tinha preço de US$ 294,50 por tonelada, ganho de US$ 4,60 ou 1,58% em relação ao fechamento anterior. Já a posição dezembro de 2019 do óleo era cotada a 29,10 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,48 centavo de dólar por libra-peso ou 1,67%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Estoques trimestrais em 1o de setembro sobem 108% – USDA

    Porto Alegre, 30 de setembro de 2019 – Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de setembro, totalizaram 913 milhões de bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado subiu 108% na comparação com igual período de 2018.

   O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 980 milhões de bushels. Do total, 265 milhões de bushels estão armazenados com os produtores, com ganho de 162%. Os estoques fora das fazendas somam 648 milhões de bushels, com alta de 92%.

    O USDA também revisou a estimativa para a safra 2019 dos Estados Unidos, agora em 4,428 bilhões de bushels, 116 milhões de bushels abaixo da previsão anterior.

MERCADO: Soja recua no Brasil com CBOT e dólar com perdas

    Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja registrou preços fracos nesta sexta-feira, de estáveis a mais baixos. A baixa da oleaginosa na Bolsa de Chicago e o fechamento também em leve queda para o dólar determinaram a pressão sobre as cotações. O dia foi lento na comercialização.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 82,50 para R$ 82,00 a saca. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 82,00 para R$ 81,50. No porto de Rio Grande, o preço baixou de R$ 87,00 para R$ 86,50.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 82,00 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 87,00 para R$ 86,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 78,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 79,00 para R$ 78,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O dia foi de consolidação técnica, com os agentes praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo da semana.

   A previsão de clima favorável ao início da colheita nos Estados Unidos e a busca por um melhor posicionamento frente ao relatório de estoques trimestrais do Departamento de Agricultura de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na segunda, favoreceram as vendas técnicas.

    A semana foi marcada por um bom volume de compras chinesas de soja dos Estados Unidos, sinalizando a proximidade de um acordo comercial entre as duas principais economias do mundo. Hoje foi anunciada uma operação envolvendo 126 mil toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,50 centavos ou 0,61% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,83 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,97  por bushel, com perda de 5,25 centavo ou de 0,58%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,50 ou 0,16% a US$ 295,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 28,84 centavos de dólar, baixa de 0,33 centavo ou 1,13% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,12%, sendo negociado a R$ 4,1550 para venda e a R$ 4,1570 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1470 e a máxima de R$ 4,1690.

    Na semana, o dólar avançou 0,09% contra o real.

     Agenda de segunda-feira

– Alemanha:  A taxa de desemprego de agosto será publicada às 5h pela agência federal de emprego.

– Eurozona: A taxa de desemprego de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– O BC divulga às 8h30 o Relatório Focus com as previsões do mercado para a economia. 

– Alemanha:  A leitura preliminar do índice de preços ao consumidor de setembro será publicada às 9h pelo Destatis.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Estoques trimestrais de grãos dos EUA e previsão de safra de trigo nos EUA

– USDA, 13hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Plantio começa no Brasil, chegando a 0,9% até 27/setembro

   Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – O plantio da soja da safra 2019/20 iniciou no Brasil e está em 0,9% da área total esperada até este dia 27 de setembro. É o que mostra levantamento de SAFRAS & Mercado, o primeiro de evolução do plantio da safra 2019/20. O plantio está ligeiramente à frente de igual período do ano passado, quando 0,7% da área estava semeada, mas está atrás da média normal para o período, que é de 2,7%.

     Veja o quadro completo abaixo:

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EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SOJA – BRASIL

– em % da área esperada –

Estados      2019        2019         2018         Média

27/set      20/set       27/set    Normal (x)

    RS          0           –           0            0

    PR           4            –           2            9

    MT           1             –           1            3

    MS         0,1          –           2           2

    GO        0,1          –            0            0

    SP          0           –           0            0

    MG          0,1          –           0            0

    BA           0           –           0           0

    SC           0           –           0           0

   OUT          0           –           0            0

BRASIL (*)     0,9          –          0,7         2,3

obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada

Fonte: SAFRAS & Mercado

Copyright 2019 – Grupo CMA

SOJA: Guerra comercial e clima no Brasil e EUA centram atenções – SAFRAS

    Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– Os players mantêm as atenções centralizadas na guerra comercial entre EUA e China enquanto especula sobre novas vendas de soja norte-americana para os chineses. O clima sobre o cinturão produtor norte-americano para o início da colheita e no Brasil para o avanço do plantio também chamam a atenção.

– Os últimos dias foram marcados pela continuidade dos anúncios de vendas de soja dos EUA para a China, conforme o mercado esperava, mas o acumulado não chegou a animar Chicago. No acumulado da semana, 967 mil toneladas de soja norte-americana foram compradas pelos chineses.

– Rumores indicavam que até 3 milhões de toneladas poderiam ser compradas por empresas chinesas. Tais rumores começaram após a China anunciar que estava isentando, momentaneamente, algumas empresas para compras de soja americana, “retirando” o imposto de 30%. O mercado chegou a esboçar reação, mas não conseguiu superar a importante barreira de US$ 9,00 na primeira posição. Nos próximos dias, a tendência é que novas compras sejam anunciadas, e são necessários volumes maiores para que o mercado volte a ter algum fôlego.

– O mercado renovou as esperanças sobre as negociações comerciais entre EUA e China após este “gesto de boa vontade” dos chineses. Aparentemente, as conversas estão evoluindo nos bastidores. Atenção para novas notícias sobre isso.

– O mercado também avalia o clima nos EUA para o início dos trabalhos de colheita da nova safra, calculando o risco crescente de que atrasos nos trabalhos tragam problemas com o frio para as lavouras mais tardias. A safra norte-americana ainda não está totalmente definida, e novas perdas podem ocorrer.

– No Brasil, as atenções se voltam para o clima sobre os principais estados produtores. O retorno das chuvas é fundamental para que os trabalhos de plantio evoluam na faixa central do país. A variável “clima Brasil” começa a ganhar força.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Soja tem preços firmes, mas negócios seguem lentos

   Porto Alegre, 27 de setembro de 2019 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nas principais praças do país nesta semana, acompanhando a elevação conjunta do dólar, de Chicago e dos prêmios de exportação. O ritmo dos negócios foi apenas moderado, com os produtores esperando melhores oportunidades e começando a voltar suas atenções para o início do plantio da nova safra.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 82,00 para R$ 82,50 na semana. Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 81,00 para R$ 82,50. Em Paranaguá, a cotação seguiu na casa de R$ 87,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca aumentou de R$ 77,50 para R$ 78,00. A cotação seguiu em R$ 78,00 em Rio Verde (GO). Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 77,50 para R$ 78,50.

    Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro apresentaram valorização de 0,65% no período, encerrando a quinta-feira na casa de US$ 8,88 . Sinais de demanda chinesa e a perspectiva de um acordo comercial entre as duas principais economias do mundo sustentaram as cotações.

    Seguindo a tendência externa, o dólar comercial teve valorização de 0,22% na semana, fechando a quinta a R$ 4,162. Os prêmios de exportação subiram para a casa de 80 pontos a 100 pontos acima de Chicago.

     Plantio

   O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), estimou, em seu relatório mensal, que a produção da safra de soja em 2019/20 pode chegar a 19,815 milhões de toneladas, contra 16,164 milhões de toneladas da safra anterior, com uma alta de 23%.

   A área plantada com soja na safra 2019/20 deve ficar em 5,488 milhões de hectares, contra 5,447 milhões na safra 2018/18, avanço de 1%. A produtividade média foi estimada em 3.610 quilos por hectare, 22% acima dos 2.967 quilos registrados na última safra.

   Segundo o Deral, o plantio atinge 3% da área de soja, com 60% das lavouras em boas condições e 40% em condições médias. As lavouras estão, em sua totalidade, na fase de germinação.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja apresenta cotações pouco alteradas no país nesta quinta

    Porto Alegre, 26 de setembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja registrou preços pouco alterados nesta quinta-feira. Com o dólar volátil, terminando o dia em leve alta, e com a soja na Bolsa de Chicago fechando em ligeira baixa, não houve estímulo para maiores modificações nas bases de cotações da oleaginosa no mercado doméstico. Não houve volumes relevantes negociados no país.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 82,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 82,00. No porto de Rio Grande, o preço seguiu estável em R$ 87,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 82,00 para R$ 82,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 86,50 para R$ 87,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca ficou estável em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 79,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mistos, operando perto da estabilidade. Em dia muito volátil, o mercado não conseguiu sustentar os ganhos do início da sessão, garantidos pelos sinais de boa demanda chinesa pela oleaginosa americana.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de outubro, ficaram em 1.038.000 toneladas na semana encerrada em 19 de setembro. A China liderou as importações, com 391.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 800 mil a 1,3 milhão de toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 257.000 toneladas de soja para a China, com entrega na temporada 2019/20.

    No final da sessão, no entanto, fatores técnicos diminuíram os ganhos e reverteram algumas posições. Os operadores começam a se posicionar frente ao relatório de estoques trimestrais do USDA, que serão divulgados na quinta. Além disso, se espera por novidades sobre um possível acordo entre Estados Unidos e China.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 0,75 centavo ou 0,08% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,88 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,02 3/4 por bushel, com perda de 0,50 centavo ou de 0,05%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,00 ou 0,67% a US$ 295,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,17 centavos de dólar, baixa de 0,03 centavo ou 0,1% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,16%, sendo negociado a R$ 4,1620 para venda e a R$ 4,1600 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1230 e a máxima de R$ 4,1670.

     Agenda de sexta

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) referentes a setembro.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem dia de bons negócios para safra nova na região Sul

   Porto Alegre, 24 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos, mas em patamares firmes. Houve negócio, com destaque para a safra nova. Chicago subiu e o dólar teve um dia volátil, fechando em leve baixa, mas na casa de R$ 4,17.

    Houve registro de negócios envolvendo 200 mil toneladas no Rio Grande do Sul, metade envolvendo safra nova. No Paraná, cerca de 60 mil toneladas trocaram de mãos, também com metade de forma antecipada.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 83,00 para R$ 82,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 82,00 para R$ 81,50. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 86,50 para R$ 87,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 81,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 87,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 78,50. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 79,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 79,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em elevação. A China isentou de tarifa a compra de um bom volume de soja americana por empresas do país asiático. O novo sinal de avanço nas negociações entre os dois países assegurou a elevação.

    Informações veiculadas pela agência Bloomberg dão conta que a China liberou de tarifas a importação de 2 milhões a 3 milhões de toneladas. Os chineses teriam adquirido recentemente cerca de 1,2 milhão de toneladas de soja americana.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou ontem dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 22 de setembro, 54% estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 32% e 14%, respectivamente.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,75 centavo ou 0,19% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,94 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,07 3/4 por bushel, com ganho de 1,75 centavo ou de 0,19%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,90 ou 0,3% a US$ 299,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,33 centavos de dólar, alta de 0,02 centavo ou 0,06% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,04%, sendo negociado a R$ 4,1700 para venda e a R$ 4,1680 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1530 e a máxima de R$ 4,1850.

     Agenda de quarta

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o índice de preços ao produtor referentes a agosto.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Line-up aponta embarques de 4,55 milhões de toneladas de soja em setembro

 Porto Alegre, 24 de setembro de 2019 – O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indicou volume de 4,55 milhões de toneladas de soja em grão para setembro, conforme levantamento realizado por SAFRAS & Mercado.

     O total já embarcado no mês chega a 3,34 milhões de toneladas. Para outubro, a programação indica embarques de 2,71 milhões de toneladas.

    Para o período entre fevereiro – primeiro mês do ano comercial 2019/20 – e setembro, o line-up aponta o embarque de 58,73 milhões de toneladas.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: 54% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 22 de setembro, 54% estavam entre boas e excelentes condições, 33% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 54%, 32% e 14%, respectivamente.

Soja – Preços avançam no Brasil, mas não refletem nos negócios

    Porto Alegre, 23 de setembro de 2019 – O preço da soja subiu em praticamente todas as regiões do Brasil, reflexo da elevação consistente nas cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago e de nova elevação do dólar frente ao real. Porém, poucos negócios foram reportados, pois os agentes seguem cautelosos, à espera de uma melhora mais consistente nas cotações. Jáos prêmios tiveram ligeiras perdas hoje.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 82,50 para R$ 83,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 81,00 para R$ 82,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 87,00 para R$ 86,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 81,00 para R$ 81,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca incrementou de R$ 86,50 para R$ 87,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca valorizou de R$ 77,50 para R$ 78,50. Em Dourados (MS), a cotação cresceu de R$ 78,50 para R$ 79,00. Em Rio Verde (GO),a saca avançou de R$ 78,00 para R4 79,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços bens mais altos para grão e farelo, e cotação mais baixa para óleo. O mercado buscou suporte em uma série de fatores, como o clima excessivamente úmido em regiões produtoras do Meio-Oeste norte-americano, que pode afetar a qualidade da soja. O avanço nas negociações entre os Estados Undios e a China também influenciou positivamente, assim como o tempo seco no Brasil, que atrasam o iníico do plantio. Porém, o grão fechou distante das máximas do dia, quando novembro se aproximou de US$ 9,00 por bushel. As informações partem de agências internacionais.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 922.550 toneladas na semana encerrada no dia 19 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 668.496 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 719.339 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 2.164.513 toneladas, contra 2.340.915 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 9,75 centavos ou 1,10% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,92 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,06 por bushel, com ganho de 9,50 centavos ou de 1,05%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 3,40 ou 1,16% a US$ 294,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,19 centavos de dólar, baixa de 0,09 centavo ou 0,30% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,45%, sendo negociado a R$ 4,1720 para venda e a R$ 4,1700 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1460 e a máxima de R$ 4,1860.

     Agenda de terça

– O BC divulga às 8h a ata da reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom). 

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor – 15 (IPCA 15) referentes a setembro.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

Com CBOT recuando e dólar avançando, soja permanece estável no país

    Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja manteve cotações estáveis nesta quarta-feira. A alta do dólar compensou a desvalorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT), o que determinou a estabilidade no mercado doméstico. E o dia foi calmo na comercialização, sem negociações relevantes.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 80,50. No porto de Rio Grande, preço estável em R$ 85,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou inalterado em R$ 81,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 85,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 77,00 para R$ 76,50. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa pela segunda sessão consecutiva. O mercado voltou a realizar parte dos lucros acumulados recentemente.

    A forte baixa do petróleo – que já recua cerca de 2% em Nova York – e a previsão de clima favorável em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos contribuem para a correção.

    O mercado também espera novidades sobre as negociações entre China e Estados Unidos, que marcou avanço na semana passada e garantiu os ganhos da semana anterior, com os chineses comprando 720 mil toneladas no mercado americano.

    Os agentes também avaliam a decisão do Federal Reserve que cortou a taxa básica de juros dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, confirmando a expectativa do mercado.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,00 centavos ou 0,55% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,88  por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,02 1/4 por bushel, com perda de 5,00 centavos ou de 0,55%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,50 ou 0,85% a US$ 295,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 30,00 centavos de dólar, alta de 0,01 centavo ou 0,03% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,63%, sendo negociado a R$ 4,1050 para venda e a R$ 4,1030 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0740 e a máxima de R$ 4,1150.

     Agenda de quinta

– Reino Unido: A decisão de política monetária será publicada às 8h pelo Banco da Inglaterra.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Compras chinesas no Brasil caem 16% no ano e ficam em 42,789 mi de t

Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – A China comprou 42,789 milhões de toneladas de soja em grão do Brasil de janeiro a julho. Os dados são Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Na comparação com o mesmo período do ano passado, as aquisições chinesas tiveram uma queda de 16%.

    A Espanha é o segundo maior comprador de soja em grão do Brasil, com 2,028 milhões de toneladas, contra 1,884 milhão em igual período do ano anterior. Na terceira colocação está a Holanda com 1,540 milhão de toneladas, ganho de 26%.

    Veja o quadro completo com as vendas brasileiras de grão, farelo e óleo por destinos abaixo:

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COMPLEXO SOJA – EXPORTAÇÕES BRASIL

POR PAISES DESTINO

– em mil toneladas – Janeiro/Agosto – (*)

————————————-

       SOJA

                       2019        2018      %

China            42.788,7    50.843,7    -16

  Espanha           2.028,1     1.884,7     8

  Tailândia         1.158,3     1.098,1     5

  Holanda           1.540,2     1.221,7     26

Irã               1.419,3     1.296,9     9

  Rússia              612,0       786,4    -22

  Taiwan              621,8       326,7     90

  Alemanha             58,6       237,6    -75

  Coreia do Sul       113,2       480,1    -76

Itália               234,8       229,8     2

  Paquistão           683,4       644,1     6

  Japão               400,8       502,6    -20

  Reino Unido         400,1       398,3     0

  Arábia Saudita      276,0       253,7     9

  Vietnã              597,5       323,7     85

  Outros            3.900,9     4.062,3     -4

      Total        56.833,5    64.590,3    -12,0

       FARELO

                       2019        2018      %

  Holanda           1.543,7     1.866,8    -17

  França            1.070,8     1.165,9     -8

  Tailândia         1.287,4     1.580,5    -19

  Coreia do Sul     1.072,1     1.329,4    -19

  Indonésia         1.144,4       976,1     17

  Alemanha            917,6       750,8     22

  Eslovênia           447,3       689,5    -35

Irã                 737,7       399,9     84

  Espanha             402,5       438,8     -8

  Japão               235,5       186,3     26

  Vietnã              278,8       799,0    -65

Bangladesh         30,5        38,5    -21

  Bélgica              78,3        55,9     40

Itália              183,1       149,4     23

Reino Unido       112,4         2,5      –

  Outros            1.422,7     1.326,5     7

      Total        10.965,1    11.755,6    -6,7

        ÓLEO

                       2019        2018      %

  India               348,7       644,5    -46

  China               170,5       179,5     -5

  Argélia             128,1        66,5     93

Bangladesh         93,2       130,4    -29

  Irã                   0,0        35,5      –

Moçambique          0,0         0,0      –

  Paquistão            32,1        32,1     0

  Cuba                  5,5         0,0      –

  Tunísia               0,0         0,0      –

  Malásia               1,4        11,0    -87

  Egito                 0,0         0,0      –

  Austrália             3,0         2,9     5

  África do Sul         0,0         0,0      –

Hong Kong           2,0         2,0     0

  Quênia                0,0         0,0      –

  Outros                1,5        12,1    -88

      Total           786,0     1.116,6    -29,6

SOJA: Embarques de MT somam 17,286 mi de t no acumulado do ano – Secex

    Porto Alegre, 18 de setembro de 2019 – O Mato Grosso liderou o ranking de estados exportadores de soja em grão do Brasil de janeiro a julho, com o embarque de 17,286 milhões de toneladas. O volume é 5% inferior ao exportado em igual período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC).

   Os embarques brasileiros no acumulado do ano totalizaram 56,834 milhões de toneladas, contra 64,590 milhões no ano anterior. Veja abaixo o quadro completo dos estados exportadores de soja:

EXPORTAÇÃO BRASIL – POR ESTADOS

– em mil toneladas –

—————————————————————

                     %         Jan/Ago     Jan/Ago        2018

                    a/b       2019 (a)     2018 (b)

SOJA                 -12       56833,5      64590,3      83605,2

Mato Grosso           -5        17285,5      18172,9      19752,5

Rio Grande do Sul     -30        6063,2      8682,9       12665,8

Paraná               -34        5969,2      9112,3       12971,1

Goiás                 -33        3560,6      5300,4        6118,8

Mato Grosso do Sul  -38        2591,2      4173,4        4860,1

São Paulo              -23        3030,5      3920,5        4083,8

Bahia                -15        1824,0      2134,2        3911,1

Santa Catarina        -20        1289,5      1609,6        2359,6

Maranhão              -21        1552,5      1967,4        2505,9

Minas Gerais          -36        2306,4      3612,8        4230,8

Outros (*)             –        11360,9      5903,9       10145,8

FARELO                -7        10965,1      11755,6       16862,0

Mato Grosso          -14        3389,6       3962,8       5792,8

Paraná                 3         2480,1       2410,9       3245,8

Rio Grande do Sul  -22        1464,3       1883,7       2633,3

Goiás                -14        1460,5       1689,1       2079,2

São Paulo            461        600,3        107,0         211,4

Bahia                 -39        528,4        864,5        1206,8

Mato Grosso do Sul  -19        303,3        372,6         470,0

Minas Gerais          79         373,7        208,6         267,4

Santa Catarina         –          0,1         122,4         286,4

Outros (*)             –         364,8        134,2        668,9

ÓLEO                 -30        786,0       1116,6        1342,1

Paraná                -31        309,4        447,8        550,4

Mato Grosso         -20        198,2        247,9        273,9

Rio Grande do Sul  -39        115,7        188,9        243,9

Santa Catarina        –          11,1        44,5          50,7

Minas Gerais          -8          14,5        15,8          16,7

São Paulo              –          25,3        12,6          15,1

Outros (*)           -30        111,8        159,1        191,4

Com CBOT e dólar caindo, soja tem queda predominante no Brasil

    Porto Alegre, 17 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta terça-feira. Com a combinação de perdas para a oleaginosa na Bolsa de Chicago e baixa do dólar, o mercado nacional foi pressionado. O mercado permaneceu travado, sem negociações relevantes.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 81,50. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 81,00 para R$ 80,50. No porto de Rio Grande, preço caiu de R$ 86,00 para R$ 85,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 80,00 para R$ 81,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 85,50 para R$ 85,00 a saca.

   Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 79,00 para R$ 78,00. Em Dourados (MS), a cotação baixou de R$ 78,00 para R$ 77,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em baixa. Após três sessões de alta e de atingir os melhores níveis desde julho, o mercado corrigiu tecnicamente, com os negociadores procurando realizar lucros.

    Com novembro acima de US$ 9,00 por bushel, os produtores voltaram ao mercado interno americano. O aumento da oferta contribuiu para o recuo dos preços futuros, assim como a consistente queda de cerca de 5% dos preços do petróleo, devolvendo parte dos ganhos de mais de 10% de ontem.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje venda de 260 mil toneladas para a China por parte de exportadores privados. Foi o terceiro dia consecutivo de vendas, que acumulam 720 mil toneladas nesse período.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 6,25 centavos ou 0,69% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,93  por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,07 1/4 por bushel, com perda de 6,50 centavos ou de 0,71%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,10 ou 0,36% a US$ 297,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 29,99 centavos de dólar, alta de 0,29 centavo ou 0,95% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,26%, sendo negociado a R$ 4,0770 para venda e a R$ 4,0790 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0750 e a máxima de R$ 4,1190.

     Agenda de quarta-feira

– Japão: A balança comercial de agosto será publicada durante a noite pelo Ministério de Finanças.

– Eurozona: A leitura final do índice de preços ao consumidor de agosto será publicada às 6h pela Eurostat.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).

– EUA: A decisão de política monetária de janeiro será publicada às 15h pelo Federal Reserve.

– EUA: As projeções para a economia serão publicadas às 15h pelo Federal Reserve.

– Definição da taxa Selic – Copom, a partir das 18hs.

SOJA:Plantio lento por falta de chuvas até 2ª metade de outubro-Rural Clima

Porto Alegre, 17 de setembro de 2019 – O clima seco, com altas temperaturas, preocupa para o plantio inicial da nova safra brasileira de soja em muitas regiões. A expectativa é que a semeadura comece lenta pela falta de chuvas, só devendo melhor o ritmo a partir da segunda quinzena de outubro, quando as precipitações devem ficar mais próximas de um regime regular. A previsão é do agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antônio Santos, que falou à Agência SAFRAS.

   Marco Antônio Santos indica que o cenário é melhor no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algumas áreas do Paraná. Mas, no geral, a umidade só deve voltar e beneficiar o plantio a partir de meados de outubro.

Milho

    Para o milho, Marco Antônio diz que não há maiores preocupações por enquanto para a safra de verão. O clima no Sul está mais chuvoso que no resto do país, e a volta das precipitações em melhor tom em outubro para a maior parte das áreas brasileiras deve beneficiar também as lavouras de milho.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRA

Chicago cai, ignorando evolução nas negociações entre EUA e China

Porto Alegre, 17 de setembro de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é contaminado pelas fortes quedas no milho e no trigo, que acabam sobrepujando o avanço nas negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Já as condições das lavouras norte-americanas vieram dentro do esperado e não devem influenciar nos preços.

    O vice-ministro de Finanças da China, Liao Min, vai aos Estados Unidos amanhã para preparar a próxima rodada de negociações entre as delegações comerciais dos dois países, prevista para o início de outubro, em Washington.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 15 de setembro, 54% estavam entre boas e excelentes condições, 32% em situação regular e 14% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 55%, 33% e 12%, respectivamente. O mercado apostava em 54% das lavouras em boas a excelentes condições.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2019 operam cotados a US$ 8,93 por bushel, baixa 7,00 centavos ou 0,77%.

    Ontem, mesmo com a nova compra feita pela China no mercado americano e apesar da disparada do petróleo, subindo em torno de 15%, o mercado iniciou a semana corrigindo tecnicamente os ganhos recentes.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,25 centavo de dólar por libra-peso ou 0,13%, a US$ 9,00 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,13  por bushel, com ganho de 1,50 centavo de dólar por libra-peso ou 0,16%.

MERCADO: Soja apresenta quedas no Brasil com baixas de Chicago e

    Porto Alegre, 11 de setembro de 2019 – O mercado brasileiro de soja apresentou preços mais baixos nesta quarta-feira. As cotações no mercado doméstico recuaram seguindo a desvalorização da oleaginosa na Bolsa de Chicago (CBOT) e a baixa do dólar. E, assim, não houve negócios de volume relevante no dia.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 82,50 para R$ 81,50 a saca. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 82,00 para R$ 81,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 86,50 para R$ 85,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 80,50 para R$ 78,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 86,00 para R$ 84,50 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 77,50. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 78,00 para R$ 77,50. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa. Os operadores buscaram um melhor posicionamento, na véspera do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    O fato da soja não estar presente na lista de exceção tarifária divulgada hoje pela China, a queda acentuada do petróleo e um movimento de realização de lucros contribuíram para o recuo.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 3,6 bilhões de bushels, contra 3,68 bilhões indicados em agosto e 4,544 bilhões do ano anterior.

    Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá reduzir a sua estimativa para 2018/19 de 1,07 bilhão para 1,04 bilhão de bushels. Para a temporada 2019/20, o carryover deve cair de 755 milhões para 661 milhões de bushels.

    Os estoques globais da oleaginosa deverão ser cortados de 114,5 milhões de toneladas para 114,1 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 101,6 milhões, contra 101,7 milhões projetados em agosto.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 5,50 centavos ou 0,63% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,66 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,80 1/2 por bushel, com perda de 5,25 centavos ou de 0,59%.

   Nos subprodutos, a posição outubro do farelo fechou com baixa de US$ 3,30 ou 1,12% a US$ 291,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em outubro fecharam a 28,65 centavos de dólar, alta de 0,30 centavo ou 1,05% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa 0,78%, sendo negociado a R$ 4,0650 para venda e a R$ 4,0630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0530 e a máxima de R$ 4,0940.

     Agenda de quinta

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.

– Coreia do Sul: A bolsa de Seul permanece fechada devido a um feriado.

– Eurozona: A produção industrial de julho será publicada às 6h pela Eurostat.

– Eurozona: A decisão de política monetária será publicada às 8h45 pelo Banco Central Europeu (BCE).

– EUA: O índice de preços ao consumidor de agosto será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Relatório de setembro de oferta e demanda americana e mundial – USDA, 13hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Com ganhos em Chicago, preços da soja avançam no Brasil

   Porto Alegre, 10 de setembro de 2019 – O mercado físico brasileiro de soja registrou preços firmes, de estáveis a mais altos nesta terça-feira. A alta da soja na Bolsa de Chicago deu sustentação ao mercado interno, em dia de dólar volátil. Apesar disso, houve poucos negócios, com os agentes cautelosos ante o relatório de oferta e demanda de setembro do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que será divulgado quinta-feira (12).

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 81,50 para R$ 82,50 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 81,00 para R$ 82,00. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 85,50 para R$ 86,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 79,50 para R$ 80,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,50 para R$ 86,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 77,00 para R$ 77,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 77,00 para R$ 78,00. Em Rio Verde (GO), a saca se manteve em R$ 78,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em forte alta. O mercado fechou o dia um pouco abaixo das máximas da sessão, se posicionando frente ao relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta.

    O sentimento de que o USDA irá cortar a sua estimativa para a safra americana foi reforçado após o relatório de condições das lavouras, divulgado no final da tarde de ontem.

   Mesmo que o USDA tenha mantido o índice de lavouras em boas e excelentes condições inalterado em 55% para a soja, o mercado sentiu a queda de 3 pontos percentuais para o milho, de 58% para 55%. Na avaliação dos analistas, este é um sinal de que as projeções serão revisadas para baixo, tanto para o cereal como para a oleaginosa.

    Para completar o cenário positivo para os preços, o México comprou 138 mil toneladas de grão e quase 200 mil toneladas de farelo de soja de exportadores privados.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 14,25 centavos ou 1,66% em relação ao fechamento anterior, a US$ 8,72 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,85  por bushel, com ganho de 13,75 centavos ou de 1,57%.

    Nos subprodutos, a posição outubro do farelo fechou com alta de US$ 3,90 ou 1,34% a US$ 294,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em outubro fecharam a 28,35 centavos de dólar, alta de 0,09 centavo ou 0,31% na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa 0,04%, sendo negociado a R$ 4,0970 para venda e a R$ 4,0950 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0890 e a máxima de R$ 4,1310.

     Agenda de quarta

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30min pelo Departamento de Energia (DoE).