SOJA: Colheita da safra brasileira 2020/21 atinge 22,5% – SAFRAS

    Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021 – A colheita da safra nova de soja 2020/21 do Brasil está em 22,5% da área total esperada até o dia 26 de fevereiro. A estimativa parte de levantamento de SAFRAS & Mercado. Na semana anterior o índice estava em 12,4%.

   Os trabalhos estão atrasados em relação ao ano passado, quando 39,6% da safra já estava colhida, e também atrás da média normal para o período, que é de 35,3%.

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EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE SOJA – BRASIL

– em % da área plantada

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Estados            2021        2021        2020       Média

                  26/fev      19/fev             Normal (x)

RS                     0           0           2           2

PR                    11           5          45          39

MT                    52          34          80        65,7

MS                    15         5,0          47        44,2

GO                    35          14          35          43

SP                    25         5,0          22        29,4

MG                    23         9,0          21        24,8

BA                     4           0          11           8

SC                     0           0           0         3,6

MA                     6           4          30          –

PI                     0           0           2          –

TO                     7           5          30          –

Outros                 0           0           9          10

BRASIL (*)          22,5        12,4        39,6        35,3

obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média po

Fonte: SAFRAS & MercadoCopyright 2021 – Grupo CMA

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     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO SOJA: Preços sobem, mas negócios travam no Brasil

    Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021 – O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios e preços mais firmes na maioria das regiões produtoras nesta sexta. A alta do dólar sustentou as cotações em níveis nominais.

    O produtor segue atento à evolução da colheita, que segue arrastada, devido ao excesso de chuva. Em alguns estados, a situação preocupa, caso de Tocantins.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 166,00. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 165,00. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 171,00 para R$ 173,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 157,50 para R$ 159,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca aumentou de R$ 167,50 para R$ 171,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 157,50 para R$ 158,00. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 153,00 para R$ 152,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 156,00 para R$ 155,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. O mercado deu continuidade ao movimento de realização de lucros deflagrado ontem, reduzindo a valorização semanal para 1,61% e mensal para 2,73% na posição maio, que chegou a atingir os maiores patamares em mais de seis anos na semana.

   A falta de novas vendas de soja americana, principalmente para a China, colocou em xeque o sentimento de forte demanda pela oleaginosa americana. Com isso, especuladores e fundos optaram por liquidar posições. O fraco desempenho do milho e do trigo e cenário negativo no financeiro contribuíram para a correção.

    Março teve um balanço positivo, se consolidando como o nono mês seguido de valorização para a soja. O atraso na colheita e nos embarques do Brasil, o clima seco na Argentina e a perspectiva de manutenção de estoques apertados nos Estados Unidos garantiram a sustentação fundamental.

    Os contratos da soja em grão com entrega em maio fecharam com baixa de 3,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,23% a US$ 14,04  por bushel. A posição julho teve cotação de US$ 13,91 1/2 por bushel, com perda de 5,75 centavos ou 0,41%.

    Nos subprodutos, a posição maio do farelo recuou US$ 1,60 ou 0,37% a US$ 421,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em maio fecharam a 49,94 centavos de dólar, com ganho de 0,27 centavo ou 0,54%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,65%, sendo negociado a R$ 5,6020 para venda e a R$ 5,6000 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4920 e a máxima de R$ 5,6090.

Na semana, o dólar subiu 4,05%, enquanto, no mês, avançou 2,30%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Ceifa no Brasil deve contribuir para enfraquecimento na CBOT – SAFRAS

   Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Gil Barabach.

– A soja dá sinais de enfraquecimento na CBOT. A posição Maio/21 já testa a linha de US$ 14 bu e se afasta das máximas. Além da expectativa com a entrada da safra da América do Sul e de uma guinada compradora da China, esvaziando o mercado norte-americano, outro fator que pesou contra Chicago foi a queda no índice de commodities CRB.

– A soja só rompeu a linha de US$ 14,00 embalada pelo fluxo financeiro de fundos, orientados, justamente, pela leitura positiva no mercado de commodities. Uma acomodação na curva de preço ascendente de commodities, naturalmente, interfere negativamente também sobre a soja, tirando um pouco do excesso de ganhos. E o mercado de soja ainda deve seguir vulnerável a essa referência, que tem como guia o preço do petróleo

– A expectativa é que com a chegada de a março ocorra uma melhora mais significativa na oferta brasileira de soja. E isso deve aumentar a pressão fundamental sobre os preços tanto em Chicago, como principalmente, no mercado físico interno. Demanda chinesa já reduziu presença nos EUA e deve aparecer com mais força na América do Sul, começando pelo Brasil. A queda no prêmio deixa o Brasil bastante competitivo no mercado externo;

– Interessante também destacar o spread entre a posição Mai/21 e Nov/21 na CBOT. A diferença a favor do contrato mais próximo, que era de 70 cents em novembro, chegou a 237 cents no início de janeiro e agora, mesmo depois da acomodação, gira em torno de 179 cents/bu. Ainda muito distorcido. É natural que o avanço da colheita no Brasil eleve a pressão contra os preços, tendendo a uma aproximação entre os vencimentos, com tombo maior na posição mais curta. Atenção a famosa operação de spread;

– No físico interno, o avanço da safra deve continuar pesando contra os prêmios. Tradings empurraram embarques para frente, para evitar pagar multas diante do atraso da safra brasileira. Isso explica o prêmio negativo no disponível. A posição para embarques em maio gira em torno de +12 cents/bu, já dentro de um intervalo normal para entrada de safra, embora bem mais fraco que o observado em anos anteriores. 

– Chicago próxima das máximas e dólar bem acima do patamar de R$ 5,50 mantém os preços extremamente favoráveis aos vendedores de soja do Brasil. E não só no disponível. É interessante também sondar posições mais longas (fixação de safras futuras) aproveitando CBOT e dólar inflados e, com isso, gerir oportunidades.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Atraso na colheita prejudica mercado em fevereiro

   Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2021 – O mercado brasileiro de soja apresentou escassos negócios e preços com comportamento regionalizado, sem uma tendência consensual, em fevereiro. O atraso na colheita no Brasil prejudicou os negócios, tanto no mercado físico, como na exportação, que segue em ritmo bem abaixo do registrado em igual período do ano passado.

   Em Passo Fundo (RS), o preço subiu de R$ 164,00 para R$ 166 entre o início e o final do mês. No mesmo período, a cotação passou de R$ 168,00 para R$ 157,50 em Cascavel (PR). Em Paranaguá, o a saca oscilou entre R$ 167,50 e R$ 168,00.

    Em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 153,00 para R$ 157,00. Em Dourados (MS), a cotação caiu de R$ 155,00 para R$ 153,00. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 160,00 para R$ 156,00.

    A dificuldade em avançar nos trabalhos de colheita foi predominante no período. O excesso de chuvas prejudica a colheita e atrasa os embarques. Muita soja está úmida e os caminhões formam filas nos portos, devido ao atraso nos procedimentos.

   Este atraso foi responsável por boa parte da alta de quase 3% nos contratos futuros da oleaginosa em Chicago. A cotação atingiu os melhores patamares em mais de seis anos ao final do mês e recuou nas últimas duas sessões por realização de lucros. O fato é que há pouca oferta no mercado e a demanda chinesa tende a permanecer fixa nos Estados Unidos.

   Outros dois fatores que ajudaram na elevação dos preços externos foram a estiagem na Argentina, que pode prejudicar o potencial produtivo daquele país, e as indicações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), durante o seu Fórum Anual. O USDA confirmou aumento de área, produção e estoques. Mas o carryover ficou abaixo da expectativa do mercado.

   O mês de fevereiro foi marcado ainda pelo forte recuo nos prêmios de exportação e pela firmeza do dólar frente ao real. A moeda americana vai encerrando fevereiro acima de R$ 5,50, em meio às desconfianças do mercado com a política econômico do governo Bolsonaro.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA MILHO: Oferta escassa prejudica negócios no Brasil

   Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2021 – O mercado brasileiro de milho teve uma semana de poucos negócios. Boa parte dos agentes estendeu o feriado de Carnaval. Muitos consumidores ainda sinalizam para algum conforto em seus estoques, no entanto as ofertas começam a rarear em alguns estados.

   “O aumento do custo de frete já é perceptível, situação que deve se manter, na medida que avança a colheita da soja”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

     Segundo ele, é importante reforçar que as dificuldades de abastecimento serão recorrentes no primeiro semestre, com o problema resolvido com a entrada da safrinha, a partir de julho. “Outro aspecto que precisa ser considerado é o atraso do plantio da safrinha, aumentando o risco climático”, completa o analista.

    Os preços seguem firmes. Em Campinas (SP), a saca de 60 quilos está cotada a R$ 86,00, com aumento de 1,16% no comparativo com a semana passada. Na Mogiana Paulista, o preço subiu 3,61% no período, atingindo R$ 84,00.

    No Porto de Santos, a cotação avançou de R$ 81,50 para R$ 82,00. Em Cascavel (PR), o preço subiu 1,25% para R$ 79,00. Em Erechim (RS), a saca permaneceu em R$ 84,00 no período. Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu estabilizada na casa de R$ 73,00.

   No mercado internacional, o destaque foi a confirmação na projeção de aumento na área a ser plantada nos Estados Unidos em 2021. A área deverá ocupar 92 milhões de acres em 2021. A previsão foi feita pelo economista-chefe do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Seth Meyer, durante a abertura do Fórum Anual do Departamento.

   O mercado projetava plantio 92,9 milhões de acres. No ano passado, a área totalizou 90,8 milhões de acres.

     Exportações

   As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 101,372 milhões em fevereiro (10 dias úteis), com média diária de US$ 10,137 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 504,944 mil toneladas, com média de 50,944 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 200,80.

   Em relação a fevereiro de 2020, houve alta de 161,10% no valor médio diário da exportação, ganho de 167,12% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 2,25% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: América do Sul e demanda chinesa centralizam atenções-SAFRAS

   Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Gil Barabach.

– A soja em Chicago segue de lado, esperando o avanço da colheita brasileira, a definição da safra na Argentina e os próximos movimentos da China no mercado. Enquanto isso, embora volátil, continua respeitando um intervalo estreito de atuação. O avanço da colheita no Brasil deve servir de gatilho para uma movimentação mais intensa da China em direção a América do Sul. E isso deve favorecer uma acomodação negativa nos preços da soja na bolsa norte-americana

– A soja na CBOT sustenta um bom aspecto técnico, em típico movimento de consolidação lateral. A posição Maio/21 encontra 1 suporte em US$ 13,33 e o 2o em 12,97 bu. E deve enfrentar 1a resistência em US$ 14,06 e a 2a em 14,44 bu.

– O Fórum do USDA confirmou as expectativas e indicou aumento forte na área plantada de soja nos EUA em 2021 (+8,3%). No combo, indica não só o aumento na área como também a elevação na produção e recuperação dos estoques. Os estoques não subiram tanto como esperado, por conta da maior demanda. Tudo isso precisa ser confirmado, o que depende, entre outras coisas, do clima, mas sem dúvida, traz um viés negativo aos preços. Muito embora os baixos estoques atuais nos EUA devem servir como contraponto, suavizando a pressão sobre as cotações

– Mas o foco atual do mercado é a América do Sul, iniciando pela safra brasileira. O prêmio pago pela soja brasileira em Paranaguá recuou significativamente, girando entre +16 a +24 cents para embarque maio. Um patamar bem inferior aos +52 cents do final de janeiro. Para posições imediatas a soja brasileira é bidada a -5 enquanto a oferta pede +15 cents/bu.

– O tombo no prêmio forja um realinhamento negativo nos preços físicos internos. E assim, a soja em Rondonópolis caiu a R$ 153 a saca no disponível, contra R$ 158 na semana passada. A falta de direção na CBOT e a volatilidade cambial servem como contraponto aliviando a pressão sobre o mercado, que deve aumentar com a melhora na oferta disponível

– O dólar segue em crise de direção, atento à cena externa e preocupado com o risco fiscal interno. E deve seguir volátil, pelo menos no curto prazo, o que pode ser bom para o preço da soja. Já a leitura mais longa aponta para um dólar mais fraco

SEMANA SOJA: USDA sinaliza maiores área, produção e estoques nos EUA

   Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2021 – A produção de soja norte-americana em 2021/22 deverá totalizar 4,525 bilhões de bushels ou 123,15 milhões de toneladas. A estimativa faz parte do quadro de oferta e demanda, divulgado na sexta, 19, durante o Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    No ano passado, a safra americana somou 4,135 bilhões de bushels ou 112,5 milhões de toneladas. O mercado projetava produção de 4,505 bilhões ou 122,6 milhões de toneladas. Confirmando o que foi antecipado ontem, o plantio deverá ocupar 90 milhões de acres, subindo consistentemente sobre o total cultivado no ano passado, de 83,1 milhões de acres.

    Os estoques finais deverão subir 120 milhões de bushels para 145 milhões. O mercado apostava em número de 185 milhões de bushels. O esmagamento deverá passar de 2,2 bilhões de bushels para 2,21 bilhões. As exportações deverão cair de 2,25 bilhões para 2,2 bilhões de bushels.

   As primeiras sinalizações do USDA levam em conta clima favorável e são reflexo de um ano de ótimos preços no mercado internacional da oleaginosa. As atenções do mercado se voltam agora para o relatório de intenção de plantio do Departamento, que será divulgado no final de março.

     Mercado

   No Brasil, a semana pós Carnaval foi marcado por lentidão e preços regionalizados e nominais. Praticamente não houve negócios, com falta de interesse dos compradores e com produtores atentos à evolução lenta da colheita no Brasil. Com Chicago e dólar em direções opostas, as bases seguiram afastadas.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos está cotada a R$ 162,00. Na região das Missões, a cotação ficou em R$ 161,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou para R$ 164,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 157,50 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca se manteve em R$ 165,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca tem preço de R$ 153,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 153,50. Em Rio Verde (GO), a saca baixou para R$ 151,00.

MERCADO SOJA: Cotações pouco alteradas no Brasil nesta sexta-feira

   Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2021 – O mercado brasileiro de soja registrou preços pouco alterados nesta sexta-feira. O mercado nacional lidou no dia com a volatilidade na Bolsa de Chicago para a oleaginosa e com a queda forte do dólar. Houve mais negócios pontuais no dia, com destaque para 20 mil toneladas negociadas em Minas Gerais e 40 mil toneladas no total do país reportadas.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 168,00 para R$ 167,00. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 167,00 para R$ 166,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 170,00 para R$ 169,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 169,00 para R$ 168,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 165,00 para R$ 164,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 155,00. Em Dourados (MS), a cotação se manteve em R$ 160,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$ 160,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços predominantemente mais altos para o grão e mais baixos para o farelo ao óleo. Em sessão bastante volátil, a maior parte dos contratos encontrou suporte na boa demanda pela soja norte-americana, na alta do petróleo em Nova York, de mais de 1% e no ritmo ainda lento de colheita no Brasil.

  As primeiras posições caíram. Os agentes esperam o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima terça-feira.

    Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 5,75 centavos de dólar, ou 0,41% a US$ 13,66 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,65 3/4 por bushel, com recuo de 3,50 centavos ou 0,25%.

   Nos subprodutos, a posição março do farelo caiu US$ 2,60 ou 0,6% a US$ 430,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,66 centavos de dólar, alta de 0,28 centavo ou 0,62%.

     Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,19%, sendo negociado a R$ 5,3840 para venda e a R$ 5,3820 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3440 e a máxima de R$ 5,4570. Na semana, o dólar acumulou perda de 1,68% contra o real.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Mercado acompanha colheita no Brasil e demanda chinesa – SAFRAS

   Porto Alegre, 5 de fevereiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– É natural que Chicago se volte cada vez mais para o que acontece na América do Sul. O foco inicial é a colheita no Brasil, que segue em ritmo lento – atraso no plantio e chuvas. Sem a disponibilidade física brasileira a oferta segue muito curta e, com isso, a demanda chinesa ativa nos EUA, o que garante firmeza aos preços da soja em CBOT

– O fluxo brasileiro deve dar o tom do mercado ao longo dos próximos meses. Um melhor andamento nos trabalhos de colheita por aqui tende a forjar algum ajuste negativo na curva de preços em Chicago. Sem isso, o mercado deve continuar encontrando suporte na pouca oferta disponível e seguir vulnerável a volatilidade financeira (petróleo e CRB)

– A posição Mai/21 anda de lado, em típica acomodação técnica. Encontra suporte acima de US$ 13,33 bu, mas enfrenta resistência em 13,93 bu na CBOT

– A ideia é que os trabalhos de colheita por aqui só acelerem ao final de fevereiro e início de março. Estendendo um pouco mais o cenário de aperto. O line ups dos portos brasileiros apontam embarques de 8,29 milhões de toneladas para fevereiro. Pode haver um descasamento

– No radar também o relatório do USDA. Expectativa de queda tanto nos estoques dos EUA como mundiais. Isso reforça o cenário de aperto global e mantém a ideia de preços firmes para a temporada

– Os mapas indicam chuvas para boa parte do Brasil ao longo da próxima semana. Exceção é o Sul do país e a Argentina, com retorno do tempo seco. Um quadro que preocupa para as lavouras em desenvolvimento, especialmente na Argentina. Chicago deve manter o “prêmio de risco climático” alto

– Dólar deve seguir firme e volátil no curto prazo, seguindo a cena externa e as dúvidas fiscais internas. Já a leitura de médio e longo prazo abre mais espaço para a queda da moeda norte-americana

– O preço físico interno deve ficar mais vulnerável a Chicago e dólar, com prêmio convergindo para a região de normalidade. O avanço da colheita tende a exercer pressão negativa sobre as cotações físicas internas. Já o elevado percentual de venda antecipada (59,8%) segura a onda vendedora e alivia a pressão sazonal.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Comercialização tem leve melhora no Brasil com colheita tímida

    Porto Alegre, 5 de fevereiro de 2021 – As oscilações dos preços no mercado brasileiro de soja nessa semana aproveitaram os picos da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e do dólar. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, com o tímido avanço da colheita nacional no período, os produtores ficaram com receio de negociar e não poder cumprir os contratos em caso de problemas futuros. Ainda assim, a comercialização teve leve melhora em relação a semanas anteriores.

    O mercado começou a semana com preços mais baixos, acompanhando a volatilidade na CBOT e a queda do dólar. A comercialização estava travada. A colheita, até segunda-feira, estava atrasada no Mato Grosso do Sul e em Goiás, entre outras regiões, devido ao excesso de chuvas. OS produtores estão preocupados, sem poder colher, e reduzem as negociações.

    O viés baixista permaneceu na terça-feira, também acompanhando a CBOT e o dólar. O mercado físico nacional esteve travado, ainda levando em conta as precipitações prejudiciais ao avanço da ceifa.

   Na quarta-feira, os preços nas principais praças de comercialização estiveram predominantemente mais altos. A alta em Chicago e do dólar favoreceram essa valorização. Ainda assim, a comercialização seguiu em ritmo lento, com negociações pontuais, em torno de 20 mil toneladas no dia.

   Na última quinta-feira, mais uma vez, os preços subiram no Brasil favorecidos pela CBOT e pelo dólar. A comercialização interna registrou maior atividade, com 20 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 20 mil em Minas Gerais e um total nacional de ao menos 50 mil toneladas no dia.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Preços voltam a subir no Brasil com dólar e CBOT em alta

   Porto Alegre, 04 de fevereiro de 2021 – O mercado brasileiro de soja registrou preços mais altos nesta quinta-feira mais uma vez. O dólar subiu e a soja em grão também avançou na Bolsa de Chicago (CBOT), dando suporte às cotações no país.

    Houve mais atividade na comercialização no dia, com reporte de 20 mil toneladas negociadas no Rio Grande do Sul, 20 mil toneladas também em Minas Gerais, com o total reportado no país de pelo menos 50 mil toneladas.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 165,00 para R$ 168,00. Na região das Missões, a cotação subiu de 164,00 para R$ 167,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 166,00 para R$ 170,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 168,00 para R$ 169,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 165,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 154,00 para R$ 155,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 154,00 a saca para R$ 160,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$ 160,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais altos para o grão e o óleo e mais baixos para o farelo. O mercado digeriu os números consistentes das vendas líquidas semanais norte-americanas de soja.

   As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 824.000 toneladas na semana encerrada em 28 de janeiro. Representa uma elevação de 77% frente a semana anterior e um avanço de 4% sobre a média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 598.900 toneladas. Para 2021/22, foram mais 633.400 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 600 mil e 2 milhões de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 1,25 centavo de dólar, ou 0,09% a US$ 13,72 1/2 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,69 1/4 por bushel, com ganho de 1,75 centavos ou 0,12%.

   Nos subprodutos, a posição março do farelo caiu US$ 2,40 ou 0,55% a US$ 433,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,94 centavos de dólar, alta de 0,46 centavo ou 1,03%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,49%, sendo negociado a R$ 5,4490 para venda e a R$ 5,4470 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3570 e a máxima de R$ 5,4570.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Chuva favorece desenvolvimento no RS e tranquiliza produtores – Emater

   Porto Alegre, 4 de fevereiro de 2021 – A regularidade das precipitações que vêm ocorrendo tem favorecido a cultura da soja no Rio Grande do Sul. O bom desenvolvimento vegetativo, florescimento e enchimento de grãos no atual período trazem tranquilidade aos agricultores que haviam atrasado o início do plantio em função da baixa umidade do solo.

   No geral, as condições fitossanitárias das lavouras estão boas, e vêm diminuindo os relatos da ocorrência de tripes em várias regiões do estado em função do aumento da umidade. As lavouras em estágio de floração apresentam um bom índice de flores e vagens, sendo beneficiadas pela umidade e temperaturas favoráveis à cultura.

Comercialização (saca de 60 quilos)

   No levantamento semanal de preços realizado pela Emater/RS-Ascar no Rio Grande do Sul, o preço médio da soja aumentou 1,67%, de R$ 155,04 para R$ 157,63/sc. Na regional de Ijuí, o preço médio ficou em R$ 156,20/sc. O preço para o produto disponível em Cruz Alta é de R$ 165,00. Na de Erechim, chegou a R$ 161,00; na de Passo Fundo, R$ 153,00; em Caxias do Sul R$ 156,00 e em Santa Maria, a R$ 156,15; na de Porto Alegre, R$ 162,00; em Soledade, chegou a R$ 155,50. Em Pelotas, o preço varia entre R$ 154,00 e R$ 165,00; em Frederico Westphalen, R$ 156,00. Na de Bagé, os preços oscilam entre R$ 132,00 e R$ 162,00. Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, o preço se mantém atrativo, em R$ 154,51/sc.

     As informações são do boletim semanal da Emater/RS.

SOJA: Demanda chinesa e safra na América do Sul centram atenções – SAFRAS

   Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– Os players do mercado de soja permanecem com as atenções voltadas para fatores fundamentais ligados à oferta e à demanda. O clima para a consolidação da safra da América do Sul, o movimento da demanda chinesa no mercado internacional e as especulações relacionadas ao tamanho da nova área dos EUA são fatores centrais. No lado financeiro, o mercado mantém o foco na evolução da pandemia e em possíveis novos estímulos econômicos ao redor do mundo.

– As condições climáticas para o desenvolvimento da safra da Argentina melhoraram bastante nas últimas semanas. O retorno da umidade para a chamada “zona núcleo” é muito bem-vindo neste período, trazendo grande recuperação para os solos que vinham sofrendo com a falta de chuvas. Além disso, o Rio Grande do Sul também tem recebido uma boa umidade, o que também é fator positivo para as lavouras.

– Já no Paraná e nos estados das regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil, grandes precipitações, a partir de agora, começam a ser consideradas desfavoráveis, visto que os trabalhos de colheita estão começando e a maior parte das lavouras já está pronta para ser colhida. As previsões apontam para grandes acumulados de chuvas em toda a região Sul nos próximos dias, o que pode ser ruim para o Paraná. Já nos estados da faixa central, a baixa umidade deve permitir o início e/ou avanço da colheita na maioria dos estados, com chuvas mais regionalizadas em partes do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. Chicago deve permanecer volátil diante do clima sul-americano.

– No lado da demanda, o mercado continua encontrando algum suporte nos números de registros de exportação norte-americanos e no atraso na colheita no Brasil. Novas vendas de soja dos EUA para a China foram anunciadas nesta última semana, o que mostra que a demanda chinesa ainda não voltou completamente suas atenções para o mercado brasileiro.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO SOJA: Preços sobem no Brasil, seguindo dólar e Chicago

   Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nessa sexta nas principais praças do país, acompanhando a combinação de valorização do dólar e de Chicago. O mercado seguiu lento, com cerca de 30 mil toneladas trocando de mãos.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 166,00 para R$ 167,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 165,00 para R$ 166,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 166,00 para R$ 167,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 172,00 para R$ 174,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 165,00 para R$ 167,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 155,00 para R$ 156,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 158,00 para R$ 159,00 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 160,00 para R$ 165,00.

     Produção

   A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá totalizar 133,104 milhões de toneladas, com elevação de 4,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 127,178 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por SAFRAS & Mercado. No dia 11 de dezembro, data do relatório anterior, a projeção era de 132,498milhões de toneladas.

    Com a colheita em fase inicial, SAFRAS indica aumento de 3,2% na área, estimada em 38,61 milhões de hectares. Em 2019/20, o plantio ocupou 37,43 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.415 quilos por hectare para 3.465 quilos.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais altos, ampliando a valorização acumulada na semana e no mês. Sinais de demanda aquecida nos Estados Unidos – tanto na exportação como no esmagamento – e a preocupação com o clima no Brasil sustentaram as cotações.

    Com a alta de hoje, a posição março, a mais negociada, encerrou a semana com alta de 4,39% e o mês com valorização de 4,45%.

    O mercado se mostra em dúvida quanto ao verdadeiro tamanho da safra sul-americana. O atraso na entrada da safra brasileira, devido ao atraso na colheita com o excesso de chuvas, foi fator fundamental para a elevação semanal.

   A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá totalizar 133,104 milhões de toneladas, com elevação de 4,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 127,178 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por SAFRAS & Mercado. No dia 11 de dezembro, data do relatório anterior, a projeção era de 132,498milhões de toneladas.

    Com a colheita em fase inicial, SAFRAS indica aumento de 3,2% na área, estimada em 38,61 milhões de hectares. Em 2019/20, o plantio ocupou 37,43 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.415 quilos por hectare para 3.465 quilos.

    Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com alta de 16,75 centavos de dólar por libra-peso ou 1,23% a US$ 13,70 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 13,67 por bushel, com ganho de 15,50 centavos ou 1,14%.

   Nos subprodutos, a posição março do farelo subiu US$ 3,90 ou 0,91% a US$ 431,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,62 centavos de dólar, com perda de 0,03 centavo ou 0,06%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,73%, sendo negociado a R$ 5,4760 para venda e a R$ 5,4740 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4240 e a máxima de R$ 5,5080. Na semana, o dólar teve ligeira queda de 0,02%, enquanto no mês, a divisa estrangeira avançou 5,53%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Preços sobem em janeiro, mas negócios seguem escassos

    Porto Alegre, 29 de janeiro de 2021 – Os preços da soja subiram em janeiro no mercado doméstico brasileiro, acompanhando a valorização dos contratos futuros em Chicago e a alta do dólar. Mas o ritmo dos negócios seguiu lento, com os produtores atentos aos problemas com o clima e seu impacto sobre o desenvolvimento das lavouras.

   Durante o mês, a saca de 60 quilos subiu de R$ 145,00 para R$ 166 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 145,00 para R$ 172,00. No Porto de Paranaguá, a cotação avançou de R$ 151,00 para R$ 168,00 no período.

   Boa parte dos ganhos no Brasil foram consequência do desempenho dos contratos futuros em Chicago. A posição março subiu 3,22% no mês, saltando de US$ 13,11 para US$ 13,53 por bushel. Na máxima do mês, o contrato encerrou na casa de US$ 14,30 no dia 14, refletindo o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou um cenário de aperto na oferta mundial e norte-americana da oleaginosa.

   A alta no balanço do mês foi garantida pela demanda firme pela soja americana e pelo sentimento de que a procura, principalmente por parte da China, deve permanecer por mais um tempo voltada aos Estados Unidos. Tudo por conta do atraso no plantio e na colheita da soja brasileira, reflexo do clima irregular.

   O dólar comercial subiu 1,65% no mês, contribuindo para a elevação das cotações domésticas. A moeda americana encerrou o dia 28 a R$ 5,436. Do exterior, o quadro de aversão ao risco com as dúvidas sobre a recuperação da economia mundial devido ao coronavírus ajudou a dar sustentação à moeda americana. No Brasil, há a preocupação com a política fiscal do governo Bolsonaro.

     Produção

   A produção brasileira de soja em 2020/21 deverá totalizar 133,104 milhões de toneladas, com elevação de 4,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 127,178 milhões de toneladas. A estimativa foi divulgada por SAFRAS & Mercado. No dia 11 de dezembro, data do relatório anterior, a projeção era de 132,498milhões de toneladas.

    Com a colheita em fase inicial, SAFRAS indica aumento de 3,2% na área, estimada em 38,61 milhões de hectares. Em 2019/20, o plantio ocupou 37,43 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.415 quilos por hectare para 3.465 quilos.

   O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, lembra que a irregularidade climática tem marcado esta temporada. “Dentro de um mesmo estado existem microrregiões com lavouras em condições distintas. Tal fato deve impedir que atinjamos novos recordes de produtividades médias estaduais na maioria dos estados”, ressalva Roque.

   Apesar disso, de uma forma geral, as condições das lavouras nacionais são consideradas bastante satisfatórias, sem perdas produtivas amplas, mas sim pontuais. “De qualquer forma, devido às irregularidades, apenas o avanço da colheita revelará a verdadeira situação das produtividades de cada estado”, afirma o analista.

   O clima ainda é importante para a consolidação da produção brasileira. No Paraná e nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste, a partir do início de fevereiro não pode haver grandes excessos de umidade para que os trabalhos de colheita comecem e avancem em ritmo satisfatório e a qualidade dos grãos não seja prejudicada. “Já para o Rio Grande do Sul e para os estados do Norte e do Nordeste, uma umidade razoável ainda será bem vinda ao longo de fevereiro”, completa.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO SOJA: Sexta de preços nominais e poucos negócios no Brasil

    Porto Alegre, 15 de janeiro de 2021 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços entre estáveis e mais altos, mas em patamares nominais. Chicago caiu e o dólar subiu, o que afastou os negociadores do mercado. Na semana, cerca de 150 mil toneladas trocaram de mãos.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 167,00 para R$ 168,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 165,00 a saca para R$ 166,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 169,00 para R$ 171,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 165,00 para R$ 166,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 170,00 para R$ 171,00 a saca.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 155,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 160,00 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 165,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. Um movimento de realização de lucros reduziu a alta semanal para 3,13%.

   A previsão de chuvas para as regiões produtoras da América do Sul serviu de pretexto para o movimento de correção com base em fatores técnicos. Em termos fundamentais o cenário ainda é positivo, com o quadro de aperto na oferta mundial e boa demanda pela oleaginosa americana.

    Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 318 mil toneladas de soja em grão para destinos não revelados. A entrega está programada para a temporada 2020/21.

    A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 183,159 milhões de bushels em dezembro, ante 181,02 milhões no mês anterior. A expectativa do mercado era de 185,18 milhões.

   A Associação indicou ainda que os estoques de óleo de soja americanos em dezembro somaram 1,699 bilhão de libras, ante o esperado – 1,712 bilhão. No mês anterior, foram 1,558 bilhão de libras.     As exportações de farelo de soja pelos Estados Unidos totalizaram 1.037.303 toneladas em dezembro. No mês anterior, foram 1.081.653 toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 13,75 centavos de dólar por libra-peso ou 0,96% a US$ 14,16 3/4 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 14,14 3/4 por bushel, com perda de 13,00 centavos ou 0,91%.

    Nos subprodutos, a posição março do farelo recuou US$ 1,70 ou 0,36% a US$ 463,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 41,85 centavos de dólar, com perda de 1,26 centavo ou 2,92%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,80%, sendo negociado a R$ 5,3010 para venda e a R$ 5,2990 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2250 e a máxima de R$ 5,3030. Na semana, o dólar acumulou baixa de 2,12%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Mercado acompanha clima para início da colheita no Brasil – SAFRAS

   Porto Alegre, 15 de janeiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado de soja mantém as atenções voltadas para o clima para o desenvolvimento da safra da América do Sul e início dos trabalhos de colheita no Brasil. Os players também digerem o último relatório do USDA, além de acompanhar os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional. No lado financeiro, o avanço da vacinação e ao mesmo tempo o avanço de casos do novo coronavírus ao redor do mundo permanecem em foco.

– Os últimos dias trouxeram o retorno da umidade para boa parte das principais províncias produtoras da Argentina e também para alguns estados brasileiros. As preocupações permanecem centralizadas sobre a chamada “zona núcleo” argentina e para o Sul do Brasil. Na Argentina, os trabalhos de plantio avançam para a reta final em um panorama climático mais favorável.

– As previsões climáticas apontam para um período de boa umidade sobre as principais províncias da Argentina e também para boa parte dos estados principais estados produtores no Brasil neste início da segunda quinzena de janeiro. Tal fato deve impedir maiores valorizações em Chicago nos próximos dias. De qualquer maneira, o mercado mantém um alerta relacionado ao La Niña, fenômeno que pode atingir seu auge entre os meses de fevereiro e março.

– O relatório de janeiro do USDA trouxe novo fôlego aos contratos em Chicago ao trazer um corte nos estoques norte-americanos de soja na temporada 2020/21. Com redução na estimativa de produção e aumento nas estimativas para esmagamento e exportação dos EUA, os estoques finais norte-americanos devem atingir o menor patamar desde a safra 2013/14, o que é algo muito relevante. Chicago deve continuar encontrando um suporte importante sobre este fator. Além disso, houve novas compras chinesas de soja norte-americana nos últimos dias, o que também é fator positivo. O atraso na colheita no Brasil favorece as vendas dos EUA neste início de ano.

– No lado financeiro, apesar de a vacinação avançar em diversos países, o aumento de casos do novo coronavírus ao redor do mundo volta a preocupar, trazendo maior nervosismo para os investidores. O mercado também espera pela confirmação de um novo pacote de estímulos nos EUA para trabalhar com uma menor aversão ao risco nos próximos dias.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: USDA confirma aperto na oferta e preços sobem

   Porto Alegre, 15 de janeiro de 2021 – Os preços da soja tiveram mais uma semana de firmeza no Brasil e de ganhos consistentes para os contratos futuros negociados em Chicago. A confirmação de um quadro de aperto na oferta global da oleaginosa sustenta as cotações.

     O relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,135 bilhões de bushels em 2020/21, o equivalente a 112,53 milhões de toneladas, abaixo do esperado no relatório anterior: 4,170 bilhões de bushels ou 113,5 milhões de toneladas. O mercado apostava em 4,155 bilhões ou 113,07 milhões.

   Os estoques finais estão estimados em 140 milhões de bushels ou 3,81 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 135 milhões ou 3,67 milhões de toneladas. No relatório anterior, os estoques estavam projetados em 175 milhões de bushels – 4,76 milhões de toneladas.

    O USDA indicou esmagamento em 2,2 bilhões de bushels e exportação de 2,230 bilhões, contra 2,195 e 2,2 bilhões projetados em dezembro, respectivamente.

   O relatório USDA projetou safra mundial de soja em 2020/21 de 361 milhões de toneladas. Em dezembro, o número era de 362,05 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão estimados em 84,31 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 83 milhões de toneladas. Em dezembro, a previsão era de 85,64 milhões de toneladas.

    A projeção do USDA aposta em safra americana de 112,53 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 133 milhões de toneladas, repetindo o número de dezembro. A Argentina deverá produzir 48 milhões de toneladas. A previsão anterior era de 50 milhões de toneladas.

    A estimativa para as importações chinesas em 2020/21 é de 100 milhões de toneladas, mantendo a previsão do mês anterior.

    Os estoques trimestrais de soja em grão dos Estados Unidos, na posição 1o de dezembro, totalizaram 2,93 bilhões de bushels. O volume estocado recuou 10% na comparação com igual período de 2019. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 2,904 bilhões de bushels.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Preços iniciam 2021 em forte alta no Brasil e em Chicago

   Porto Alegre, 8 de janeiro de 2021 – Na primeira semana do ano, os preços da soja reagiram no mercado físico brasileiro, acompanhando a forte valorização dos contratos futuros em Chicago e do câmbio favorável. A movimentação melhorou, mas seguiu moderada, com os produtores atentos ao desenvolvimento das lavouras e o início da colheita, em meio às preocupações com a falta de chuvas.

   A saca de 60 quilos em Cascavel, no Paraná, subiu de R$ 145,00 no final do ano passado para R$ 159,00 na quinta, dia 7. Na máxima do período chegou a atingir R$ 160,00.

   A elevação acompanhou a forte valorização dos contratos em Chicago, que atingiu o maior patamar em seis anos e meio. Na manhã da sexta, a posição março era cotada a US$ 13,72, acumulando uma valorização de 4,61% neste início de ano.

   O bom desempenho de Chicago é reflexo do clima seco na América do Sul, da boa demanda pela soja americana e pela expectativa de corte na oferta global. A alta do petróleo ajudou ainda mais aos fundos e especuladores a adotarem uma postura agressiva.

     Comercialização

    A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 57,7% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 8 de janeiro. No relatório anterior, com dados de 4 de dezembro, o número era de 56,5%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 43,1% e a média para o período é de 38,6%. Levando-se em conta uma safra estimada em 132,498 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 76,381 milhões de toneladas.

    As negociações pouco evoluíram em dezembro, mas seguem bem acima da média. Os produtores aproveitaram os bons preços praticados ao longo do ano passado e adiantaram as vendas antecipadas.

    A venda para 2019/20 subiu de 98,9% no início de novembro para 99,9%. A comercialização está acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 98,5%, e também supera a média normal para o período, de 97,3%.

    Com a safra projetada em 125,619 milhões de toneladas, o total já negociado por parte dos produtores chega a 125,433 milhões de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Preços devem subir no Brasil, acompanhando Chicago

   Porto Alegre, 6 de janeiro de 2021 – Com Chicago subindo, o mercado brasileiro de soja deve ter mais um dia de preços firmes. Mas os negócios são moderados. Produtores aguardam por ganhos mais consistentes e concentram atenções no fator clima.

    O mercado teve mais um dia de fortes avanços nas cotações na terça. Os valores acompanharam a subida acentuada da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Porém, o dia foi de movimentação moderada. Os produtores estão atentos às altas e aguardando por maiores reações ainda nos preços.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 146,00 para R$ 155,00 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 145,00 para R$ 154,00 a saca. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 153,00 para R$ 163,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou de R$ 145,00 para R$ 158,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 151,00 para R$ 162,00 a saca.

   Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 153,00 a saca. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 150,00 para R$ 152,00 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 150,00 para R$ 156,00 a saca.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em março operam com alta de 1,87%, cotados a US$ 13,72 1/4 por bushel.

* O mercado volta a buscar suporte no clima adverso às lavouras no Brasil e na Argentina, que geram o temor de oferta mundial menor.

* Os agentes começam também a se posicionar frente ao relatório de janeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12.

* O sentimento é de um aperto ainda maior nas previsões para os estoques de passagem, tanto dos EUA como mundiais.

PREMIOS

* O prêmio em Paranaguá para janeiro ficou em 45 a 145 pontos acima de Chicago. Para fevereiro, o prêmio é de 60 a 72 pontos acima.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra desvalorização de 0,45% a R$ 5,240.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia encerraram mistas. Xangai, +0,63%. Tóquio, -0,38%.

* As principais bolsas na Europa operam em alta. Paris, +0,76%; e Londres, +2,49%.

* O petróleo opera em baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 49,89 o barril (-0,08%).

* O Dollar Index registra baixa de 0,27%, a 89,63 pontos

Agência SAFRAS

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