SOJA: Barganhas e recuperação de outros mercados sustentam Chicago

Porto Alegre, 24 de junho de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta. Após quatro sessões seguidas de perdas, os compradores aproveitaram para barganhar, com base em fatores técnicos e no dia mais tranquilo em outros mercados.

    O barril do petróleo se recuperou e subia mais de 2% no fechamento de Chicago. Em Wall Street, os índices inflacionários também marcavam ganhos na mesma proporção. Este cenário de menor aversão ao risco contribuiu para a recuperação da soja.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 29.300 toneladas na semana encerrada em 16 de junho – menor patamar da temporada. Representa um recuo de 91% frente à semana anterior e uma retração de 88% sobre a média das últimas quatro semanas.

   Para a temporada 2022/23, ficaram em 265.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 250 mil e 725 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Apesar da alta de hoje, a semana foi negativa. As perdas ficaram próximas de 5%, refletindo o temor de uma recessão mundial e o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, com clima adequado.

   Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 17,50 centavos de dólar por bushel ou 1,09% a US$ 16,10 3/4 por bushel. A posição novembro teve cotação de US$ 14,24 1/4 por bushel, com ganho de 8,75 centavos ou 0,61%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 5,90 ou 1,38% a US$ 432,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 69,75 centavos de dólar, com alta de 2,04 centavos ou 3,01%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Preços caem até R$ 10 no Brasil, seguindo Chicago

    Porto Alegre, 24 de junho de 2022 – Os preços da soja despencaram nesta semana no mercado físico brasileiro, acompanhando a forte queda dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dólar subiu, mas não o suficiente para conter o impacto negativo de Chicago. Com o recuo, os negociadores se afastaram e a comercialização praticamente travou.

    A saca de 60 quilos caiu de R$ 197,00 para R$ 188,00 no período em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 196,00 para R$ 186,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação recuou de R$ 177,50 para R$ 173,00.

    No mercado FOB, o comportamento foi semelhante. A saca despencou de R$ 201,00 para R$ 190,00 em Paranaguá. Os prêmios esboçaram uma reação no final da semana, em meio ao aperto da oferta, mas o movimento não amenizou a pressão exercida por Chicago.

   Na Bolsa de Chicago, o clima de aversão ao risco no mercado financeiro e o temor de uma recessão global, comprometendo o consumo, determinou uma forte queda. Os contratos com vencimento em julho desvalorizaram 6,4% até quinta, encerrando a US$ 15,93  por bushel. O clima favorável às lavouras americanas contribuiu para a queda, em meio ao um mercado que estava sobrevalorizado.

    O dólar comercial subiu 1,63% no período, atingindo R$ 5,230. O cenário financeiro contribuiu para a alta. Internamente, a moeda americana recebeu impulso das dúvidas em torno do cumprimento das metas fiscais por parte do governo.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Clima nos EUA é cada vez mais importante para o mercado – SAFRAS

Porto Alegre, 17 de junho de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

– O mercado da soja em nível mundial divide atenções entre o clima para a finalização do plantio e desenvolvimento inicial das lavouras da nova safra norte-americana e os movimentos da demanda chinesa no mercado internacional. Novidades envolvendo os biocombustíveis na Argentina também chamam a atenção. No lado financeiro, o mercado olha para os movimentos dos bancos centrais das principais economias, com destaque para a elevação dos juros nos EUA.

– Com os trabalhos de plantio da nova safra dos EUA entrando na reta final, o mercado especula com relação ao verdadeiro tamanho da área que será semeada com soja ao final de junho. O relatório de área plantada será divulgado no próximo dia 30, e deve trazer volatilidade ao mercado.

– Daqui pra frente, os players irão centralizar suas atenções nos mapas de previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano. O mercado climático dos EUA ganha tração, e esperamos muita volatilidade. Até o momento, podemos considerar que as condições para o desenvolvimento inicial das lavouras estão dentro da regularidade, sem grandes problemas sendo reportados. Apesar disso, a onda de calor que está chegando ao cinturão produtor já chama a atenção, embora ainda seja cedo para quaisquer definições. Devemos ficar de olho nos mapas de temperatura e precipitações pelos próximos 3/4 meses. Se o clima ajudar, veremos os EUA colhendo uma safra recorde em setembro, o que pode ajudar a aliviar os estoques, o que pode pesar sobre Chicago. Já se o clima não ajudar e houver perdas produtivas importantes, os estoques voltarão a ficar apertados, trazendo suporte para Chicago.

–  A inesperada mudança na política argentina de mistura de biodiesel pode trazer novos fatores para o mercado de soja, farelo e óleo. Embora a participação argentina no mercado internacional tenha diminuído nos últimos anos, o país continua sendo o principal exportador mundial de farelo e óleo. Dessa forma, é importante acompanharmos novidades sobre esse tema, pois a oferta argentina desses produtos tem potencial para mexer com o complexo soja em Chicago.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Posicionamento frente feriado e alta do dólar pressionam Chicago

   Porto Alegre, 17 de junho de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O mercado teve um dia volátil, com os investidores procurando posicionar suas carteira, frente ao final de semana prolongado nos Estados Unidos. Não haverá operações na segunda, feriado pelo Dia da Liberdade.

    O financeiro seguiu no centro das atenções do mercado. O petróleo despencou, ajudando a pressionar as commodities. Já o dólar subiu frente a outras moedas, tirando competitividade da soja na exportação. O aperto na política monetária americana aumenta a aversão ao risco e os investidores buscam opções mais seguras.

   Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 7,50 centavos ou 0,43% a US$ 17,02 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,22 1/4 por bushel, com perda de 8,50 centavos de dólar ou 0,52%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 8,40 ou 1,95% a US$ 438,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 73,79 centavos de dólar, com perda de 2,55 centavos ou 3,34%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Chicago recua e trava negócios no Brasil

Porto Alegre, 17 de junho de 2022 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de escassos negócios e de preços regionalizados, predominando as perdas. As cotações estiveram praticamente nominais, em meio à falta de interesse dos negociadores.

    O recuo das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) determinou a semana de fraca comercialização. O feriado da quinta ajudou na lentidão. A alta do dólar frente ao real amenizou a pressão sobre os preços domésticos.

    A saca de 60 quilos subiu de R$ 196,00 para R$ 197,00 no período em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço permaneceu em R$ 194,50. No Mato Grosso, em Rondonópolis, a cotação passou de R$ 180,50 para R$ 176.50.

    No Porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 200,00 para R$ 199,50. Os prêmios de exportação se recuperaram na segunda metade da semana, reflexo do sentimento de deslocamento da demanda chinesa dos Estados Unidos para o Brasil.

    Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho acumularam desvalorização de 2,06% até quinta. A semana foi de correção técnica após os recentes ganhos. O clima de aversão ao risco no mercado financeiro internacional contribuiu para a baixa.

    O câmbio amenizou o impacto negativo de Chicago sobre as cotações domésticas. Com os riscos fiscais no Brasil e com as preocupações com a inflação global, o dólar comercial teve alta de 0,8% até quinta, encerrando a R$ 5,029.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Preços sobem e ritmo dos negócios melhoram por Chicago e dólar

Porto Alegre, 10 de junho de 2022 – Os preços da soja apresentaram forte valorização nesta semana no mercado brasileiro. A movimentação também melhorou diante da combinação de ganhos nos contratos futuros em Chicago e do dólar frente ao real.

    A saca de 60 quilos subiu de R$ 191,00 para R$ 199,00 no período em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 187,50 para R$ 196,50. No Mato Grosso, em Rondonópolis, a cotação passou de R$ 179,00 para R$ 180,50.

    No Porto de Paranaguá (PR), a saca saltou de R$ 195,00 para R$ 202,00. Os prêmios de exportação cederam ao longo da semana, reflexo do aumento da oferta doméstica. A melhora nos preços trouxe os produtores de volta ao mercado.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho acumularam valorização de 4,2% até quinta, batendo nos melhores níveis desde setembro de 2012. A demanda aquecida pela soja americana e as preocupações com o excesso de chuvas no norte do cinturão produtor americano.

    O câmbio também favoreceu a comercialização no mercado brasileiro. Com os riscos fiscais no Brasil e com as preocupações com a inflação global, o dólar comercial teve alta de 2,93% até quinta, encerrando a R$ 4,778.

     Conab

    A produção brasileira de soja deverá totalizar 124,27 milhões de toneladas na temporada 2021/22, com recuo de 10,1% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 138,15 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 9 levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).  No relatório de maio, a previsão de safra de soja estava em 123,83 milhões de toneladas.

   A Conab trabalha com uma área de 40,99 milhões de hectares, com elevação de 4,6% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 39,2 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.032 quilos por hectare. Em 2020/21, o rendimento ficou em 3.525 quilos por hectare.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Chicago reduz perdas após dados do USDA

   Porto Alegre, 10 de junho de 2022 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços mais baixos para grão e óleo, e cotações mistas para farelo no meio-pregão de hoje. O mercado digere o relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), recém divulgado, que levou a uma redução das perdas do grão.

    O USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,640 bilhões de bushels em 2022/23, o equivalente a 126,28 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,5 bushels por acre. Foram mantidas as projeções de maio. O mercado apostava em número de 4,638 bilhões de bushels ou 126,22 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão projetados em 280 milhões de bushels ou 7,62 milhões de toneladas. Em maio, o número era de 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 295 milhões ou 8,03 milhões de toneladas. O USDA indicou esmagamento em 2,255 bilhões de bushels e exportação de 2,2 bilhões, sem alterações.

   O USDA projetou a safra mundial de soja em 2022/23 de 395,37 milhões de toneladas. Em maio, a projeção era de 394,7 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 100,46 milhões de toneladas, contra 99,6 milhões de toneladas de maio. O mercado esperava por estoques finais de 99,8 milhões de toneladas.

    A posição julho de 2022 era cotada a US$ 17,54 1/4 por bushel, perda de 15,00 centavos de dólar por bushel, ou 0,84%. A posição agosto de 2022 era cotada a US$ 16,68 por bushel, baixa de 11,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,67%.

   No farelo, agosto de 2022 tinha preço de US$ 419,60 por tonelada, elevação de US$ 2,40 por toneladas ou 0,57%. Já a posição agosto de 2022 do óleo era cotada a 78,90 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 1,35 centavo de dólar por libra-peso ou 1,68%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Apesar de USDA amigável, Chicago fecha em baixa por realização

   Porto Alegre, 10 de junho de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos, reduzindo os ganhos acumulados ao longo da semana. Após atingir ontem o patamar histórico, o dia foi de realização de lucros. O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou aperto nos estoques, mas sem impactar na correção do dia.

    Na semana, a posição julho subiu 2,88%, impulsionada pela boa demanda pela soja americana e pelas preocupações com com o excesso de chuvas no norte do cinturão produtor americano.

    Após os números do USDA, o mercado tentou reduzir as perdas, mas o movimento não se confirmou.

   O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,640 bilhões de bushels em 2022/23, o equivalente a 126,28 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 51,5 bushels por acre. Foram mantidas as projeções de maio. O mercado apostava em número de 4,638 bilhões de bushels ou 126,22 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão projetados em 280 milhões de bushels ou 7,62 milhões de toneladas. Em maio, o número era de 310 milhões de bushels ou 8,44 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 295 milhões ou 8,03 milhões de toneladas. O USDA indicou esmagamento em 2,255 bilhões de bushels e exportação de 2,2 bilhões, sem alterações.

    Em relação à temporada 2021/22, o Departamento indicou produção de 4,435 bilhões de bushels, ou 120,7 milhões de toneladas. Os estoques foram indicados em 205 milhões de bushels ou 5,58 milhões de toneladas. No mês passado, o número foi de 235 milhões ou 6,4 milhões de toneladas. O mercado apostava em número de 217 bilhões ou 5,9 milhões. 

    O relatório projetou safra mundial de soja em 2022/23 de 395,37 milhões de toneladas. Em maio, a projeção era de 394,7 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 100,46 milhões de toneladas, contra 99,6 milhões de toneladas de maio. O mercado esperava por estoques finais de 99,8 milhões de toneladas.

    A projeção do USDA aposta em safra americana de 126,3 milhões de toneladas. A safra brasileira foi indicada em 149 milhões e a argentina em 51 milhões de toneladas. A China deverá importar 99 milhões de toneladas. Não houve alterações nestas estimativas.

   Em relação à temporada 2021/22, a produção global está estimada em 351,997 milhões de toneladas, com estoques finais de 86,15 milhões. O mercado projetava carryover de 85 milhões de toneladas.

   A estimativa para a safra brasileira foi elevada de 125 milhões de toneladas para 126 milhões e a previsão para a Argentina passou de 42 milhões de toneladas para 43,4 milhões. O número para a importação chinesa ficou em92 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 23,50 centavos ou 1,32% a US$ 17,45 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,62 por bushel, com perda de 17,75 centavos de dólar ou 1,05%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,37% a US$ 429,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 80,81 centavos de dólar, com perda de 1,82 centavo ou 2,2%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Área e condições das lavouras nos EUA são foco do mercado – SAFRAS

    Porto Alegre, 10 de junho de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Gil Barabach.

– O relatório do USDA de junho elevou as exportações de soja dos EUA na temporada 2021/22 para 59,06 milhões de toneladas, ajustando sua projeção ao maior fluxo de compra por parte da China diante da quebra da safra na América do Sul. O avanço nas exportações acaba afetando negativamente tanto as projeções de estoques para o final do atual ciclo 21/22 como também da temporada 22/23. Nesse sentido, é bom ficar atento ao andamento das compras da China nos EUA, pois servirá de termômetro para determinar oferta 22/23 norte-americana (produção + estoque). E quanto mais baixos os estoques ao final do atual ciclo, mais da produção futura será usada para recompor as reservas, afetando a curva de preços da soja em Chicago ao longo do segundo semestre

– O foco fundamental do mercado é o plantio nos EUA e o número final de área do USDA, que será divulgado no próximo dia 30 de junho. Um ajuste na projeção preliminar de área plantada nos EUA servirá como referência para um realinhamento na curva de preço da soja em Chicago

– Depois da definição da área, o radar do mercado passa às condições das lavouras e as projeções de produtividade para a próxima safra norte-americana. Nesse sentido, o “mercado de clima” deve alcançar o seu auge. É bom ficar atento pois a volatilidade climática pode trazer novas oportunidades aos produtores brasileiros;

– É bom lembrar que os baixos estoques de soja, especialmente nos EUA deixam o mercado muito mais sensível às notícias de clima. Não à toa os fundos ainda carregam proteção contra algum revés produtivo. Mas superada a incerteza produtiva e confirmada uma safra cheia nos EUA é natural um desmonte desta proteção, com natural efeito negativo sobre as cotações

– Apesar da acomodação de alta, mercado de soja segue com feições técnicas positivas em Chicago. Mercado continua bem distante do parâmetro de 100 períodos. Na posição Nov/22 atenção ao suporte em 15,00 bu e a resistência em 15,60 bu. O rompimento dessas linhas tende a dar fôlego ao movimento de baixa e alta, respectivamente;

–  O dólar voltou a subir forte, com recrudescimento das incertezas fiscais por aqui e repercutindo os temores com a inflação mundial. A volatilidade da moeda norte-americana deve ser acompanhada com atenção pelo produtor, tanto para fixar custos (queda) como para receita (alta);

– Mercado físico de soja pegou carona em Chicago e no dólar e volta a testar o topo de alta, que foi alcançando anteriormente ao final de maio. A alta no preço acaba favorecendo aquele produtor mais curto de caixa

– A tomada de decisão do produtor, especialmente, no disponível, tem que necessariamente considerar a questão dos juros mais altos e a possibilidade de ganhos financeiros com a renda fixa. E a incerteza que toma conta dos mercados exige dos envolvidos uma maior atenção com a gestão financeira;

– É bom seguir atento também as oportunidades de fixação com safras futuras, buscando fazer uma gestão de margem (preço -custo). Nesse sentido, busque trabalhar dentro da curva de preços monitorando a diferença de preço (spread) entre as posições Jul/22 e Nov/22; Jul/22 e Mai/22 e Nov/22 e Mai/22 na CBOT

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Chuvas ao norte do cinturão produtor dos EUA impulsionam Chicago

Porto Alegre, 7 de junho de 2022 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços bem mais altos no meio-pregão de hoje. Após um início de dia claudicante, oscilando entre os territórios positivo e negativo, o mercado firmou a alta. Segundo a Agência Reuters, a oleaginosa busca suporte em chuvas ao norte do cinturão produtor dos Estados Unidos, que devem atrapalhar o andamento de plantio.

     Os investidores também digerem os números de evolução de plantio, divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O ritmo está um pouco mais lento que o esperado pelo mercado, o que atua como fator de suporte.

   Até 5 de junho, a área plantada estava apontada em 78%. O mercado esperava o número em 80%. Na semana passada, eram 66%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 89%. A média é de 79%.

   A posição julho de 2022 era cotada a US$ 17,27 1/4 por bushel, ganho de 27,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,63%. A posição agosto de 2022 era cotada a US$ 16,57 1/2 por bushel, baixa de 21,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,72%.

   No farelo, agosto de 2022 tinha preço de US$ 408,50 por tonelada, elevação de US$ 7,20 por toneladas ou 1,79%. Já a posição agosto de 2022 do óleo era cotada a 79,56 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,07 centavo de dólar por libra-peso ou 0,08%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Mercado volta atenções ao plantio nos Estados Unidos – SAFRAS

Porto Alegre, 6 de junho de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja nesta semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Gil Barabach.

– O foco fundamental do mercado é direcionado para os Estados Unidos, onde o relatório final do USDA com a área plantada norte-americana, que será divulgado ao final de junho, ganha cada vez mais relevância. Uma área maior que a esperada teria um peso importante nesse processo de reacomodação do mercado e evolução da oferta futura. Já uma frustração com a semeadura serviria para agitar ainda mais o mercado, com natural reflexo sobre as cotações. Nesse sentido, os próximos relatórios de plantio dos EUA ganham destaque no radar de mercado

– Tecnicamente, a soja fraquejou diante das resistências entre 15,50 a 15,60 para a posição Nov/22 na CME. E com isso, o mercado acabou cedendo e perdeu a importante linha de 15,40 bu, que passa 1a indicação de alta. Na parte de baixo atenção a linha de 15,00 bu, que perdida daria fôlego adicional ao movimento de baixa;

– Mercado físico em acomodação de alta, encontrando suporte na pouca disponibilidade e volatilidade com viés de equilíbrio entre CME e dólar. Já o avanço da entressafra serve para nortear as estratégias de vendas no mercado disponível. Porém, cuidado com as apostas pesadas demais com a entressafra. Um bom avanço da safra norte-americana pode tirar força de Chicago ao longo do longo do 2 semestre. E assim, os ganhos projetados no prêmio interno diante da pouca disponibilidade física, poderiam ser anulados ou suavizados por perdas na CME. Atualmente, a posição spot (Jul22) sustenta ganho de 1,70 bu em relação a Nov/22;

– Além disso, a tomada de decisão do produtor, especialmente, no disponível tem que levar em conta a questão dos juros mais altos e a possibilidade de ganhos com a renda fixa. A Selic perto de 12% ao ano tem que ser levada em consideração na hora de apostar em uma alta do preço (carregar a soja para frente) ou fechar uma venda. Só valerá a pena se cobrir os juros no período;

– É importante também ficar atento a gestão de margem (diferença entre custos e preço da soja), em particular com as posições com a safra BR-23. Os custos mais altos (fertilizantes) com a um potencial realinhamento negativo na curva de preços de soja podem achatar a margem e piorar a relação de troca. Nesse caso, o travamento gradual da margem parece uma alternativa interessante de gestão de oportunidade

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Fracas exportações e realização pressionam Chicago

   Porto Alegre, 3 de junho de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte baixa, acentuando a queda na semana. O mercado realizou os lucros de ontem e sentiu o impacto do fraco resultado das exportações semanais americanas.

   As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 111.600 toneladas na semana encerrada em 26 de maio – menor patamar da temporada. Representa um recuo de 60% frente à semana anterior e uma retração de 77% sobre a média das últimas quatro semanas. A Holanda liderou as importações, com 68.400 toneladas.

   Para a temporada 2022/23, ficaram em 284.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 800 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 31,50 centavos ou 1,82% a US$ 16,97 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,33 3/4 por bushel, com perda de 25,00 centavos de dólar ou 1,50%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 7,00 ou 1,68% a US$ 407,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 81,85 centavos de dólar, com ganho de 0,41 centavos ou 0,5%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Chicago mantém perdas significativas no meio-pregão

   Porto Alegre, 3 de junho de 2022 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o complexo soja opera com preços significativamente mais baixos para grão e farelo, e cotações mais altas para óleo no meio-pregão de hoje. O mercado realiza parte dos lucros acumulados nas últimas sessões. As fracas exportações semanais norte-americanas abrem espaço para a correção.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2021/22, com início em 1 de setembro, ficaram em 111.600 toneladas na semana encerrada em 26 de maio – menor patamar da temporada. Representa um recuo de 60% frente à semana anterior e uma retração de 77% sobre a média das últimas quatro semanas. A Holanda liderou as importações, com 68.400 toneladas.

   Para a temporada 2022/23, ficaram em 284.000 toneladas. Analistas esperavam exportações entre 400 mil e 800 mil toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    A posição julho de 2022 era cotada a US$ 17,05 1/4 por bushel, perda de 24,00 centavos de dólar por bushel, ou 1,38%. A posição agosto de 2022 era cotada a US$ 16,40 por bushel, baixa de 18,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,13%.

    No farelo, julho de 2022 tinha preço de US$ 409,40 por tonelada, retração de US$ 5,50 por toneladas ou 1,32%. Já a posição julho de 2022 do óleo era cotada a 82,31 centavos de dólar por libra-peso, valorização de 0,86 centavo de dólar por libra-peso ou 1,06%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA SOJA: Preços recuam em maio, seguindo sinalização do câmbio

Porto Alegre, 3 de junho de 2022 – O mês de maio foi marcado por poucos negócios e preços cedendo terreno no mercado brasileiro de soja. A queda do dólar frente ao real pressionou as cotações. Chicago ameaçou encerrar o mês no positivo, mas um movimento de realização de lucros na última sessão zerou os ganhos acumulados no período.

    A cotação da saca de 60 quilos recuou de R$ 199,00 para R$ 191,00 em Passo Fundo (RS) em maio. Em Cascavel, a cotação baixou de R$ 192,50 para R$ 187,50. Em Rondonópolis (MT), preço caiu de R$ 181,50 para R$ 179,00. Em Paranaguá, o preço passou de R$ 197,00 para R$ 195,00.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), o contrato com vencimento em julho teve pequena queda no balanço do mês, encerrando a US$ 16,83 por bushel. O dólar comercial caiu 3,82% e encerrou a R$ 4,754.

    A comercialização da safra 2021/22 de soja do Brasil envolve 65,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 3 de junho. No relatório anterior, com dados de 6 de maio, o número era de 61%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 75,6% e a média de cinco anos para o período é de 71,5%. Levando-se em conta uma safra estimada em 122,3 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 80,61 milhões de toneladas.

    As vendas antecipadas da safra 2022/23 avançaram no período. Levando-se em conta uma safra hipotética – o potencial inicial da atual temporada, sem levar em conta a quebra pela estiagem – de 144,7 milhões de toneladas, SAFRAS estima uma comercialização antecipada de 13,3%, envolvendo 19,21 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 19,2% e média para o período é de 18,8%. Em 6 de maio, o número era de 15,9%. 

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Preços caem quase 3% em Chicago, seguindo trigo e realizando lucros

   Porto Alegre, 31 de maio de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços acentuadamente mais baixos. Após atingir os melhores patamares desde fevereiro, o mercado voltou do feriado realizando lucros, na última sessão do mês.

   O fraco desempenho do trigo ajudou na queda de hoje da soja, praticamente zerando os ganhos acumulados ao longo de maio. A possibilidade de um acordo para a criação de um corredor para exportação de grãos da Ucrânia pesou sobre as cotações do cereal, determinando a baixa.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 378.262 toneladas na semana encerrada no dia 26 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava o número em 525 mil toneladas. Na semana anterior, as inspeções de exportação de soja haviam atingido 581.067 toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 49,00 centavos ou 2,82% a US$ 16,83 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,20 1/4 por bushel, com perda de 42,75 centavos de dólar ou 2,57%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 17,50 ou 4,04% a US$ 414,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 77,92 centavos de dólar, com perda de 1,65 centavo ou 2,07%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Atrasos no milho pode provocar migração de área nos EUA – SAFRAS

    Porto Alegre, 27 de maio de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

– O mercado da soja permanece dividindo suas atenções entre o clima para o avanço do plantio e desenvolvimento inicial da nova safra dos Estados Unidos, sinais de demanda pela soja norte-americana e finalização da colheita da América do Sul. No lado financeiro, a guerra entre Rússia e Ucrânia, a situação econômica global e o aparente fim do lockdowns na China adicionam volatilidade extra aos mercados.

– Os trabalhos de plantio da nova safra dos EUA voltaram a esboçar uma recuperação na semana passada, amparados por um clima menos úmidos sobre a maior parte dos principais estados do cinturão produtor. A baixa umidade permitiu um avanço mais rápido das máquinas, resultando em uma recuperação interessante de parte dos atrasos acumulados. Até o dia 15 de maio, 50% da área estava plantada, contra uma média de 55% das últimas cinco safras. Os atrasos na soja não chegam a trazer grande preocupação, visto que a janela para plantio se estende até meados de junho.

– Neste momento, o que chama mais a atenção é a situação do milho. O clima também permitiu uma boa recuperação dos atrasos acumulados, mas há dúvidas se haverá tempo para a semeadura de toda a área destinada ao cereal. Isso porque nesta semana tivemos o retorno de uma umidade elevada para boa parte do cinturão produtor, o que deve ter voltado a atrapalhar o avanço das máquinas. Se até o dia 12 de junho (já fora da janela ideal) a área de milho não tiver sido totalmente semeada, poderemos ver migrações de áreas para a soja, o que traria um potencial produtivo ainda maior para a safra da oleaginosa.

– O relatório do USDA de evolução do plantio deverá trazer um avanço mais lento para soja e milho no próximo dia 30. Apesar disso, o clima nos próximos dias será menos úmido, o que deve voltar a possibilitar um melhor avanço das máquinas. É importante destacar que o clima, até o momento, é positivo para o desenvolvimento inicial das lavouras de soja e milho já semeadas. De qualquer forma, continuamos esperando muita volatilidade para Chicago frente ao mercado climático norte-americano.

– No Brasil, os trabalhos de colheita estão virtualmente finalizados, enquanto na Argentina as máquinas começam a avançara para a reta final. A safra sul-americana já está precificada em Chicago, e não veremos novos ajustes importantes nas produções.

– A demanda chinesa pela soja dos EUA continua sendo o principal fator de sustentação para Chicago. Novas compras devem anunciadas nos próximos dias. Além disso, a demanda por esmagamento também deve continuar firme nos EUA. Esperamos que o USDA volte a trazer um corte nos estoques finais dos EUA em seu relatório de junho, mesmo que de forma pontual, o que pode manter a sustentação dos contratos mais curtos.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Previsão de chuva garante alta em Chicago, antes do feriado

    Porto Alegre, 27 de maio de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em leve alta, ampliando os ganhos semanais para o grão. O óleo caiu, seguindo seus pares, principalmente o subproduto da palma.

    Com o feriado na segunda, e sem sessão, os agentes procuraram um melhor posicionamento das carteiras. A previsão de chuvas para a parte norte do cinturão produtor americano, com atraso no plantio, ajudou a sustentar as cotações.

   No caso do óleo, a decisão do governo indonésio de liberar a exportação de um milhão de toneladas de óleo de palma pesou sobre as cotações. Até o dia 23 de maio, os embarques estavam proibidos.

   Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 5,75 centavos ou 0,33% a US$ 17,32 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,63 por bushel, com ganho de 3,50 centavos de dólar ou 0,21%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,10 ou 0,95% a US$ 432,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 79,57 centavos de dólar, com perda de 0,95 centavo ou 1,17%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Queda do dólar pressiona preços e limita negócios

Porto Alegre, 27 de maio de 2022 – O mercado brasileiro de soja apresentou poucos negócios e preços mais baixos nas principais praças do país nesta semana. Apesar da recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, o mercado foi pressionado pelo recuo do dólar sobre o real, afastando os negociadores.

    A saca de 60 quilos recuou de R$ 195,00 para R$ 191,50 em Passo Fundo (RS) ao longo da semana. Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 190,00 para R$ 186,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação caiu de R$ 177,00 para R$ 174,00. No Porto de Paranaguá, o preço baixou de R$ 196,50 para R$ 194,00.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), a semana foi positiva. Os contratos com vencimento em julho acumularam valorização de 1,25% no período, encerrando a quinta, 26, a US$ 17,26  por bushel. O mercado encontrou sustentação na demanda firme, em meio a estoques apertados, na menor aversão ao risco no financeiro e na previsão de chuvas para o norte do cinturão produtor americano, que poderia atrasar o plantio na região.

   O dólar comercial, no entanto, teve desvalorização de 2,23%, atingindo a marca de R$ 4,761. A moeda americana seguiu o fluxo no exterior. Com a piora da economia americana, os investidores tendem a migrar para os países emergentes. O fluxo de recursos no Brasil segue acelerado, fortalecendo o real frente ao dólar.

     Embarques

   As exportações brasileiras de soja somaram 7,111 milhões de toneladas até a terceira semana de maio (15 dias úteis), com média diária de 474,111 mil toneladas. A receita com as vendas ao exterior totalizou US$ 4,393 bilhões, com média diária de US$ 292,883 milhões. As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

   Em relação à igual período do ano anterior, houve recuo de 33,5% no volume diário exportado (712,676 mil toneladas diárias em maio de 2021). Já a receita diária teve decréscimo de 8,3% (US$ 319,422 milhões diários em maio de 2021).

    As exportações brasileiras de soja em grão deverão ficar em 11,278 milhões de toneladas em maio, conforme levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). Em maio do ano passado, as exportações ficaram em 14,221 milhões de toneladas. Em abril, o país embarcou 11,362 milhões de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Relatório USDA deve indicar recuperação de plantio nos EUA – SAFRAS

    Porto Alegre, 20 de maio de 2022 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

– Os players do mercado da soja permanecem com as atenções divididas entre as condições climáticas para o avanço dos trabalhos de plantio e desenvolvimento inicial da nova safra norte-americana, finalização da colheita na América do Sul e sinais de demanda chinesa pela soja dos EUA. Pelo lado financeiro, a guerra entre Rússia e Ucrânia e o os movimentos fiscais e monetários das grandes economias fecham o quadro de fatores.

– O clima menos úmido registrado na semana anterior no cinturão produtor norte-americano permitiu um melhor avanço dos trabalhos de plantio na maioria dos principais estados produtores dos EUA. Embora os trabalhos ainda estejam atrasados frente ao ano passado e à média das últimas cinco safras para este período do ano, houve certa recuperação dos atrasos acumulados inicialmente.

– Assim como na soja, no milho também houve certa recuperação, mas o ritmo continua bem abaixo da média. Lembramos que a janela ideal para o plantio do cereal se encerra no início de junho. Se os produtores não conseguirem semear toda a área até este período, cresce a possibilidade de transferências de áreas de milho para a soja, visto que a janela da oleaginosa se estende até meados de junho. Nesta última houve registro de pouca umidade sobre o cinturão, o que novamente deve ter permitido um bom avanço das máquinas. Esperamos por uma nova recuperação dos atrasos no próximo relatório do USDA de evolução do plantio. Atenção a estes dados que serão divulgados na segunda-feira (23) após o fechamento do mercado. Já a próxima semana deverá ser de clima mais úmido sobre boa parte dos estados produtores, o que pode voltar a atrapalhar.

– No Brasil, os trabalhos de colheita estão virtualmente finalizados. O Rio Grande do Sul atingiu 91% da área no final desta semana. Restam poucas áreas a serem colhidas no estado gaúcho, e as grandes perdas produtivas foram confirmadas. Alguns ajustes ainda podem acontecer, mas a produção brasileira aparenta estar se consolidando entre 122 e 123 milhões de toneladas.

– Na Argentina, os trabalhos de colheita se aproxima da reta final. Algumas fontes indicam que os trabalhos já se encerraram na Zona Núcleo, principal região produtora do país. Aparentemente, o clima mais favorável registrado desde março impediu um aumento das perdas produtivas. A produção argentina deve se consolidar em torno de 42 milhões de toneladas. A safra sul-americana já está precificada em Chicago. Não esperamos por novos impactos.

– A demanda chinesa pela soja norte-americana continua trazendo suporte para os contratos mais curtos em Chicago. Novas vendas ainda devem ser anunciadas nas próximas semanas, e é possível que o USDA traga um novo corte de estoques em seu relatório de junho, mesmo que pontual.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Demanda assegura ganhos em Chicago / Na semana, alta bate em 3,5%

Porto Alegre, 20 de maio de 2022 – Os contratos futuro da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em alta. A combinação de demanda aquecida pela soja americana e de aperto nos estoques da safra velha daquele país deram sustentação aos preços.

    Com isso, a valorização semanal da oleaginosa subiu para 3,5% na posição julho.

   As importações de soja do Brasil pela China subiram 120% em abril ante o mês anterior. A China, maior compradora mundial de soja, trouxe 6,3 milhões de toneladas da oleaginosa do Brasil em abril, ante as 2,87 milhões de toneladas no mês anterior, segundo a Administração Geral da Alfândega. Em abril do ano passado, foram 5,08 milhões de toneladas.

    Dos Estados Unidos, a China adquiriu 1,64 milhão de toneladas em abril, ante as 3,37 milhões de toneladas no mês anterior. Em abril do ano passado, foram 2,15 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 14,75 centavos ou 0,87% a US$ 17,05 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 16,41 3/4 por bushel, com ganho de 11,25 centavos de dólar ou 0,68%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 4,60 ou 1,08% a US$ 429,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 80,93 centavos de dólar, com perda de 1,40 centavo ou 1,76%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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