MERCADO SOJA: Preços recuam, acompanhando dólar e Chicago

Porto Alegre, 24 de setembro de 2020 – Em dia vazio de oferta, os preços da soja recuaram na maior parte das regiões brasileiras, acompanhando a sinalização do dólar e de Chicago. Mas a movimentação, tanto de preços como de negócios, segue muito regionalizada, reflexo da pouca disponibilidade da oleaginosa.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 151,00 para R$ 150,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 150,00 para R$ 149,00.No porto de Rio Grande, o preço passou de em R$ 145,00 para R$ 144,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 145,00 para R$ 147,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 151,00 para R$ 147,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 156,00 para R$ 153,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 151,00 para R$ 150,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 153,00 para R$ 150,00.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em forte baixa. O mercado enfileirou a quarta sessão de baixa, com fundos se desfazendo de posições e acelerando o movimento de realização com base em fatores técnicos.

   O avanço da colheita nos Estados Unidos traz pressão sazonal, com as cotações recuando no mercado físico. O aumento da oferta serve de pretexto para os fundos embolsarem lucros, após as cotações atingirem os maiores níveis em dois anos na semana passada.

    O mercado financeiro também tem contribuído para a correção. Em meio às preocupações com os novos casos de coronavírus, os investidores procuram por opções mais seguras e saem do mercado de commodities.

    Em termos fundamentais, o cenário segue positivo. Apesar do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não ter anunciado novas vendas por parte dos exportadores privados hoje – após uma longa série de operações diárias, os números para as exportações semanais americanas superaram as expectativas.

   As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 3.194.700 toneladas na semana encerrada em 17 de setembro. A China liderou as importações, com 1.879.100 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1,6 milhão e 3 milhões de toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos ou 1,42% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/4 por bushel, com perda de 15,50 centavos ou 1,52%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 8,10 ou 2,35% a US$ 336,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 32,41 centavos de dólar, baixa de 0,39 centavo ou 1,18%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,41%, sendo negociado a R$ 5,5120 para venda e a R$ 5,5100 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4930 e a máxima de R$ 5,6240.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Chicago busca consolidação, mas semana é muito negativa por colheita

Porto Alegre, 25 de setembro de 2020 – Os contratos da soja em grão registram preços próximos à estabilidade nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca uma consolidação frente às perdas acumuladas nas últimas quatro sessões. Com o avanço da colheita nos Estados Unidos, a posição novembro do grão tem retração acumulada de cerca de 4,3% neste momento. O aumento da oferta serviu de pretexto para os fundos embolsarem lucros, após as cotações atingirem os maiores níveis em dois anos na semana passada.

    Os contratos com vencimento em novembro de 2020 operam cotados a US$ 9,99 3/4 por bushel, perda de 0,25 centavo de dólar ou 0,02% em relação ao fechamento anterior.

    Ontem, o mercado enfileirou a quarta sessão de baixa, com fundos se desfazendo de posições e acelerando o movimento de realização com base em fatores técnicos.

    O mercado financeiro também tem contribuído para a correção. Em meio às preocupações com os novos casos de coronavírus, os investidores procuram por opções mais seguras e saem do mercado de commodities.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 14,50 centavos ou 1,42% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,03 1/4 por bushel, com perda de 15,50 centavos ou 1,52%.

     Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Produtor foca no plantio e trava negócios no Brasil

    Porto Alegre, 22 de setembro de 2020 – O mercado brasileiro de soja teve uma terça de preços praticamente inalterados e de escassos negócios. Sem oferta, quase não houve movimentação. Com o retorno das chuvas, a prioridade do produtor é iniciar o preparo do solo para o plantio da nova safra.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos ficou em R$ 150,00. Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 149,00. No porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 144,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 144,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca ficou em R$ 150,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 153,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 149,00 para R$ 150,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 150,00 para R$ 151,00.

     Line-up

    O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica volume de 3,931 milhões de toneladas de soja em grão para setembro, conforme levantamento realizado por SAFRAS & Mercado. Até o momento, já foram 3,068 milhões de toneladas. Em agosto, foram embarcadas 5,666 milhões de toneladas. Para outubro, programação aponta 1,7 milhão de toneladas.

   De janeiro a setembro, o line-up aponta o embarque de 79,272 milhões de toneladas. Em igual período do ano passado, foram embarcadas 60,768 milhões de toneladas. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) indica 78,032 milhões de toneladas no período.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em leve baixa. O mercado teve um dia de muita volatilidade. Ao final da sessão, o movimento de realização de lucros com base em fatores técnicos se sobressaiu e pressionou as cotações.

   O clima favorável ao início da colheita e ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos serviu de pretexto para a correção de rumo, que só não foi mais acentuada devido à firme demanda pela oleaginosa americana.

   Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita até o dia 20 estava em 6%. O mercado previsa índice de 5%. O percentual de lavouras em boas a excelentes condições seguiu em 63 pontos, enquanto o mercado apostava em queda para 62%.

    Pela manhã, o USDA anunciou novas vendas por parte dos exportadores privados. Dessa vez foram 266 mil toneladas para a China e 264 mil toneladas para destinos não revelados. Ambas operações com entrega na temporada 2020/21.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 2,75 centavos ou 0,26% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10,19 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,24 1/2 por bushel, com perda de 3,00 centavos ou 0,29%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,90 ou 0,85% a US$ 341,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,60 centavos de dólar, baixa de 0,60 centavo ou 1,75%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,29%, sendo negociado a R$ 5,4690 para venda e a R$ 5,4670 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3840 e a máxima de R$ 5,4970.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: 63% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 21 de setembro de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 20 de setembro, 63% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 62% -, 27% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 63%, 26% e 11%, respectivamente.

SOJA: Mercado observa compras chinesas e início da ceifa nos EUA – SAFRAS

Porto Alegre, 18 de setembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado da soja volta suas atenções para os fortes sinais de demanda chinesa pela soja norte-americana. Paralelamente, os players acompanham o clima para o início dos trabalhos de colheita nos Estados Unidos e plantio na América do Sul.

– A forte demanda chinesa pela soja norte-americana continua chamando a atenção do mercado internacional. Embora o aumento gradativo das compras chinesas de soja dos EUA já fosse esperado, os bons volumes que vem sendo envolvidos nas últimas semanas trouxeram um ambiente extremamente positivo para os contratos futuros em Chicago. Praticamente todos os dias temos anúncios de novas vendas, e a tendência é de continuidade desta situação à medida que a safra norte-americana começa a entrar no mercado e o Brasil não tem mais o que ofertar ao mercado chinês.

– Além disso, a diferença de prêmios entre os portos brasileiros e norte-americanos abre a possibilidade de arbitragem com cargas brasileiras já compradas pelos chineses, havendo a revenda do grão brasileiro e substituição pelo grão norte-americano. Rumores indicam que esta situação já está ocorrendo, e o mercado interno brasileiro continua com necessidade de grão para atender seus compromissos até a entrada da próxima safra.

– Também começa a pesar positivamente em Chicago o início atrasado dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira. A falta de chuvas na faixa central do país tem impedido o avanço inicial dos trabalhos no Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, estados que já encerraram o período de vazio sanitário. A confirmação de que o fenômeno La Niña estará presente na primavera e no verão da América do Sul acende um alerta ainda maior para o Sul do Brasil e para a Argentina, o que traz grandes incertezas relacionadas à produção. Embora ainda seja cedo para definições, a nova safra brasileira começa com preocupações.

– Nos EUA, a previsão de clima pouco úmido sobre a maior parte do cinturão produtor nos próximos 14 dias deve favorecer o início dos trabalhos de colheita. Apesar disso, algumas lavouras mais tardias ainda precisam de certa umidade para a finalização de seu desenvolvimento, fato que volta a trazer dúvidas com relação ao verdadeiro potencial produtivo da safra norte-americana.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SEMANA SOJA: Sem oferta, preços renovam máximas históricas no Brasil

   Porto Alegre, 18 de setembro de 2020 – Os preços da soja voltaram a atingir patamares históricos no mercado brasileiro nesta semana. Sem oferta, as cotações são, em sua maioria, nominais. O ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores.

   O produtor eleva suas pedidas, acompanhando principalmente a elevação das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dólar oscila na casa entre R$ 5,20 e R$ 5,30. Os prêmios seguem em patamares firmes.

   No interior do Rio Grande do Sul, houve indicações de preços a R$ 150,00 para entrega em dezembro e pagamento em janeiro. Em geral, a cotação em Passo Fundo ficou em torno de R$ 145,00. No Porto de Paranaguá, a saca subiu para a casa de R$ 137,00.

   Em Chicago, os contratos atingiram o maior nível desde maio de 2018 no gráfico contínuo, com a alta semanal superam 4% e novembro atingindo a casa de US$ 10,40 por bushel. O mercado segue impulsionado pela forte demanda pela soja americana, com anúncios diários de novas vendas por parte dos exportadores privados.

    O clima também não tem ajudado e a expectativa é de que a safra americana fique abaixo do esperado inicialmente, com queda no potencial produtivo e projeções de estoques dos Estados Unidos apertados.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 82,5 milhões de toneladas em 2021, repetindo o volume projetado para 2020. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    No levantamento anterior, divulgado no início de agosto, os números eram de 83 milhões de toneladas para 2021 e de 81 milhões para 2020.

    SAFRAS indica esmagamento de 45,5 milhões de toneladas em 2021 e de 44,5 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 1%, passando para 132,782 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 1% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 156%, passando de 461 mil para 1,182 milhão de toneladas.

    O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, destaca a elevação na projeção para as exportações em 2020 e a consequente queda nos estoques finais do ano, agora projetados abaixo de 500 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,98 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão subir 4% para 17,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,25 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão subir 11% para 2,249 milhões de toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,2 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 800 mil toneladas, com queda de 27% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,45 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques estabilizados em 127 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO SOJA: Preços disparam no Brasil, seguindo dólar e Chicago

Porto Alegre, 18 de setembro de 2020 – Os preços da soja dispararam nesta sexta-feira nas principais praças do Brasil, acompanhando a alta acentuada de Chicago e a forte elevação do dólar. Apenas negócios pontuais foram registrados, reflexo da pouca disponibilidade da oleaginosa.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 145,00 para R$ 147,00.

Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 144,50 para R$ 146,50. No porto de Rio Grande, o preço subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 139,00 para R$ 142,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 137,00 para R$ 141,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 140,00 para R$ 142,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 142,00 para R$ 145,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte alta. A forte demanda pela oleaginosa dos Estados Unidos, principalmente por parte da China, voltou a sustentar o mercado, que atingiu os melhores níveis desde o final de abril no gráfico contínuo.

   Na parte da manhã, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nova venda por parte dos exportadores privados para a China, envolvendo 132 mil toneladas. Também foram vendidas 100 mil toneladas de farelo para destinos não revelados.

    Na semana, a posição novembro acumulou valorização de 4,71%, enfileirando a sexta semana seguida de ganhos.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 15,00 centavos ou 1,45% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10,43 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,47 1/4 por bushel, com ganho de 16,00 centavos ou 1,55%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 6,80 ou 2,02% a US$ 342,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 35,14 centavos de dólar, alta de 0,28 centavo ou 0,8%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 2,73%, sendo negociado a R$ 5,3750 para venda e a R$ 5,3730 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2460 e a máxima de R$ 5,3770. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,73% ante o real.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Saca avança para R$ 145,00 no RS, seguindo Chicago

   Porto Alegre, 16 de setembro de 2020 – Os preços da soja oscilaram entre estáveis e mais altos nesta quarta nas principais praças do país, acompanhando a elevação consistente dos contratos futuros em Chicago. A queda do dólar amenizou o impacto positivo. Sem produto, o ritmo dos negócios seguiu bem lento.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 140,00 para R$ 145,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 139,00 para R$ 144,00. No porto de Rio Grande, o preço ficou em R$ 138,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço estabilizou em R$ 135,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 137,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 136,00 para R$ 137,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 139,00 para R$ 140,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 138,00 para R$ 140,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em forte alta. Depois da pausa de ontem, fundos e especuladores aproveitaram barganhas e colocaram os contratos nos melhores níveis desde 1 de junho de 2018 no gráfico contínuo.

    As cotações fecharam próximas das máximas do dia, impulsionadas pela forte demanda pela soja americana e pela perspectiva de safra abaixo do esperado nos Estados Unidos.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou pela manhã uma nova venda de 327 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China. Amanhã saem os números semanais para os embarques americanos e a expectativa do mercado é de vendas entre 1,5 milhão e 2,8 milhões de toneladas.

    As lavouras americanas se encaminham para o início da colheita com clima desfavorável. O potencial produtivo foi comprometido e a safra ficará abaixo do esperado inicialmente, reduzindo os estoques de passagem.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 19,75 centavos ou 1,99% em relação ao fechamento anterior, a US$ 10,11 1/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,15 1/4 por bushel, com ganho de 19,50 centavos ou 1,95%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 6,50 ou 2,03% a US$ 325,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 34,91 centavos de dólar, alta de 0,76 centavo ou 2,22%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,92%, sendo negociado a R$ 5,2400 para venda e a R$ 5,2380 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2130 e a máxima de R$ 5,2750.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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MERCADO: Chicago dispara e sustenta preços da soja no Brasil

   Porto Alegre, 11 de setembro de 2020 – A combinação de forte alta em Chicago e de valorização do dólar sustentou as cotações da soja no mercado brasileiro nesta sexta. Mas os negócios seguiram limitados. As indústrias marcaram forte presença em algumas regiões, encontrando produtor retraído, o que resultou em cenário distorcido para as cotações.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 138,00 para R$ 139,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 137,00 para R$ 138,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 132,00 para R$ 134,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 135,00 para R$ 136,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 134,00. Em Dourados (MS), a cotação subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00. Em Rio Verde (GO), a saca saltou de R$ 130,00 para R$ 140,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços em forte alta. Esta foi a décima terceira queda nas últimas quatorze sessões. Na semana, a posição novembro para o grão acumulou alta de 2,89%.

   O mercado foi sustentado pela boa demanda pela soja norte-americana, com o relatório exportações semanais bem acima do esperado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou, também, vendas para a China e destinos não revelados. O relatório mensal de oferta e demanda do USDA, apesar de altista, trouxe dados já esperados pelo mercado.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2020/21, com início em 1 de setembro, ficaram em 3.161.800 toneladas na semana encerrada em 3 de setembro. A China liderou as importações, com 1.592.900 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 2 milhões de toneladas. As informações foram divulgadas pelo USDA.

    O USDA indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,313 bilhões de bushels em 2020/21, o equivalente a 117,4 milhões de toneladas, abaixo da estimativa anterior de 4,425 bilhões ou 120,43 milhões. O mercado apostava em safra de 4,286 bilhões ou 116,64 milhões de toneladas.

   Os estoques finais estão estimados em 460 milhões de bushels ou 12,52 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 461 milhões ou 12,55 milhões de toneladas. No relatório anterior, os estoques estavam projetados em 610 milhões de bushels – 16,6 milhões de toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 18,50 centavos ou 1,89% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,96 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,99 1/4 por bushel, com ganho de 17,75 centavo ou 1,8%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 7,10 ou 2,23% a US$ 324,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,71 centavos de dólar, valorização de 0,51 centavo ou 1,53%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,30%, sendo negociado a R$ 5,3360 para venda e a R$ 5,3340 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2610 e a máxima de R$ 5,3500. Na semana, o dólar registrou alta de 0,53%.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Mercado segue otimista com demanda chinesa pelos EUA – SAFRAS

Porto Alegre, 11 de setembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado de soja continua com as atenções centralizadas no clima para o desenvolvimento final das lavouras e início da colheita nos EUA e sinais de demanda chinesa pela soja norte-americana. Paralelamente, os players continuarão digerindo os números do relatório do USDA de setembro, além de acompanhar o clima no Brasil para o início do plantio da nova safra

– As lavouras norte-americanas entram na reta final do desenvolvimento com pioras gradativas em suas condições gerais. Ao longo de agosto, as lavouras em boas ou excelentes condições recuaram de 74% para 65%, refletindo o clima adverso que atingiu alguns estados produtores ao longo do mês. Tal fato trouxe força para Chicago, com o mercado tentando antecipar os números do relatório do USDA de setembro, que certamente traria um corte na estimativa de produção dos EUA

– Além disso, Chicago também ganhou força em cima das compras crescentes de soja norte-americana por parte da China, fato que, embora já esperado, trouxe maior ânimo para a ponta compradora. As novas compras voltaram a trazer a esperança de que a China pode ainda honrar a fase 1 do acordo comercial. A tendência é vermos novos aumentos nos volumes de vendas dos EUA para a China à medida que a safra norte-americana começa a entrar no mercado

– A expectativa dos players com relação ao relatório do USDA foi confirmada. O Departamento trouxe cortes na produção e nos estoques dos EUA na temporada 2020/21, e embora os mesmos tenham ficado um pouco aquém do esperado, foram bastante relevantes. O mercado ganhou ainda mais fôlego após a divulgação do relatório, devendo agora se firmar acima da linha de US$ 9,50. De qualquer maneira, os players continuarão digerindo os números do relatório nos próximos dias, e os ganhos recentes abrem espaço para correções técnicas negativas, mesmo que pontuais

– Também começa a pesar positivamente em Chicago a confirmação de que teremos a influência do fenômeno La Niña durante a primavera/verão do hemisfério Sul, o que coloca em risco boa parte das lavouras brasileiras e argentinas da nova safra. Neste momento, os mapas climáticos apontam para pouca ou nenhuma umidade sobre o Centro-Oeste e o Sudeste do país nos próximos 14 dias, o que pode atrasar o início dos trabalhos de plantio.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Soja repete movimentação arrastada no Brasil

Porto Alegre, 10 de setembro de 2020 – A quinta-feira não reservou surpresas no mercado brasileiro de soja: os preços seguiram regionalizados, em meio a uma movimentação arrastada. Chicago realizou após 12 sessões de alta,o dólar subiu em dia volátil e os prêmios seguiram estabilizados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 140,00 para R$ 139,00. Na região das Missões, a cotação caiu de R$ 139,00 para R$ 138,00. No porto de Rio Grande, o preço recuou de R$ 137,50 para R$ 137,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 130,00 para R$ 132,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 134,50 para R$ 135,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 134,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 133,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 130,00.

     Conab

   A produção brasileira de soja deverá totalizar 124,844 milhões de toneladas na temporada 2019/20, com aumento de 4,3% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 119,718 milhões de toneladas. A projeção faz parte do décimo segundo e último levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

    Na comparação com a estimativa anterior, houve alta de 3,2%. A Conab indicava em agosto safra de 120,939 milhões de toneladas. A Conab trabalha com uma área de 36,949 milhões de hectares, com elevação de 3% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 35,874 milhões de hectares. A produtividade teve sua previsão elevada de 3.337 quilos para 3.379 quilos por hectare.

     Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços em baixa. Após 12 sessões seguidas de baixa e na véspera do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o mercado realizou lucros.

   As perdas, no entanto, foram limitadas pela demanda firme pela soja americana. Hoje, os exportadores privados americanos anunciaram mais uma venda para a China, envolvendo 195 mil toneladas para a temporada 2020/21.

    Sobre o relatório de amanhã, o Departamento deverá reduzir a sua estimativa para a safra de soja dos Estados Unidos em 2020/21.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam em safra de 4,286 bilhões de bushels. Em agosto, o número era de 4,425 bilhões. Na temporada passada, a safra ficou em 3,552 bilhões de bushels.   

  Para os estoques de passagem, a aposta é de 461 milhões de bushels para 2020/21. Em agosto, o número ficou em 610 milhões. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir sua previsão de 615 milhões para 605 milhões de bushels.

    A previsão para os estoques finais globais em 2020/21 é de 93,2 milhões de toneladas, contra 95,4 milhões projetados no mês passado. Para 2019/20, o USDA deverá reduzir a estimativa de 95,9 milhões para 95,9 milhões de toneladas.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 1,25 centavo ou 0,12% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,77 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,81 1/2 por bushel, com perda de 1,75 centavo ou 0,17%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 317,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,20 centavos de dólar, baixa de 0,01 centavo ou 0,03%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,3200 para venda e a R$ 5,3180 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2710 e a máxima de R$ 5,3260.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Soja inicia semana com poucos negócios e preços mistos

Porto Alegre, 09 de setembro de 2020 – O mercado brasileiro de soja seguiu em ritmo lento neste início de semana e com preços regionalizados.

Chicago e dólar subiram, ajudando a sustentar as cotações em algumas praças. Em outras, a postura menos incisiva dos compradores determinou recuo.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 140,00. Na região das Missões, a cotação seguiu de R$ 139,00. No porto de Rio Grande, o preço estabilizou em R$ 137,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 132,50 para R$ 131,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 136,00 para R$ 135,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 133,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 133,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 128,00 para R$ 130,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta. Após subir no início do dia e realizar lucros na manhã, o mercado se consolidou no território positivo.

    Foi a 11 sessão consecutiva de alta em Chicago, colocando a posição novembro no maior nível desde 10 de janeiro. Sinais de demanda aquecida pela soja americana asseguraram a sustentação.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou a venda de 664 mil toneladas por parte dos exportadores privados para a China, com entrega em 2020/21. Além disso, os números para as inspeções de embarque dos EUA ficaram bem acima do esperado.

   As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.295.462 toneladas na semana encerrada no dia 3 de setembro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 875 mil toneladas.

   Os analistas aguardam ainda para hoje os dados sobre as condições das lavouras americanas e apostam em queda no total de lavouras em boas a excelentes condições, passando de 66% para 64%. No final da semana, a expectativa se volta para o relatório de setembro do USDA e a perspectiva é de corte na estimativa de safra e estoques finais dos Estados Unidos.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 5,00 centavos ou 0,51% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,73 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,78 1/4 por bushel, com ganho de 4,75 centavos ou 0,48%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,60 ou 0,81% a US$ 314,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,40 centavos de dólar, alta de 0,51 centavo ou 1,55%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,18%, sendo negociado a R$ 5,3710 para venda e a R$ 5,3690 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3170 e a máxima de R$ 5,4100.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: 65% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 8 de setembro de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 6 de setembro, 65% estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 64% -, 25% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 66%, 24% e 10%, respectivamente.

SOJA: Embarques brasileiros em 2020/21 podem atingir 82 a 83 mi ton

Porto Alegre, 04 de setembro de 2020 – SAFRAS & Mercado deve revisar para cima os números de exportações de soja do Brasil, que hoje estão em torno de 81 milhões de toneladas para a temporada 2019/20. O novo número pode chegar a 82/82,5 milhões de toneladas, com o melhor desempenho que o esperado. A afirmação parte do consultor de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque.

    Ele participou de live no Instagram de SAFRAS realizada nesta sexta-feira, com apresentação do jornalista e editor chefe da Agência SAFRAS, Dylan Della Pasqua. O tema da live foi “Plantio de soja inicia no Brasil. Área recorde deve ser confirmada?”.

   Com a esperada colheita de uma safra recorde com área recorde em 2020/21, com a produção devendo chegar a 132,2 milhões de toneladas de soja, o país pode ter embarques ainda maiores na nova temporada. Gutierrez Roque espera inicialmente entre 82 e 83 milhões de toneladas. Mesmo com a demanda chinesa se deslocando mais para a soja norte-americana na nova temporada, com o Brasil perdendo uma parcela do mercado chinês, Gutierrez Roque acredita em aumento na demanda de outros países compensando, como de países da União Europeia.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Volume exportado pelo Paraná já supera o total de 2019

Porto Alegre, 4 de setembro de 2020 – O volume de soja embarcado pelo Corredor de Exportação do Porto de Paranaguá nos últimos oito meses já supera em 5,1% o total exportado no ano de 2019. De janeiro a agosto, foram quase 11,15 milhões de toneladas exportadas do grão. No ano passado inteiro, de janeiro a dezembro, foram pouco mais de 10,6 milhões de toneladas da oleaginosa embarcadas pelo complexo.

   Considerando todos os graneis movimentados, o volume chegou a cerca de 14,9 milhões de toneladas de soja, farelo e milho. Faltando ainda quatro meses para o fechamento do ano, o corredor já movimentou quase 74% do volume total registrado em 2019 – 20,2 milhões de toneladas.

   “A atividade portuária foi na contramão dos demais setores da economia mundial. Isso porque nós abastecemos outros países com alimentos. O Paraná é um grande produtor, considerado celeiro do mundo. Nós conseguimos abastecer o mercado interno e mandar o excedente para o mercado externo”, destaca o presidente da empresa pública Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Negociação

    Nos oito meses de 2019, o complexo paranaense exportou em torno de 13,9 milhões de toneladas de granéis sólidos – soja, farelo e milho. No mesmo período, em 2020, foram 14,9 milhões de toneladas. Aumento de 7%.

   O bom momento é motivado, principalmente, pelo tempo seco, câmbio favorável e a safra recorde de soja. Em agosto, os valores de comercialização do produto atingiram R$ 135,00. O recorde para a saca é de R$ 139,00, em setembro de 2012.

    A comercialização está bem adiantada no Brasil. A safra 2021 já tem quase 60 milhões de toneladas negociadas, a um preço médio de R$ 122,00 a saca. O que chama a atenção dos especialistas do setor é a antecipação da venda das próximas duas safras, com mais de 3 milhões de toneladas negociadas.

    “Essa venda antecipada é inédita. Os países querem garantir o abastecimento futuro, com um temor de falta de alimentos, devido à pandemia. Além disso, a soja está com um excelente valor para o mercado chinês, o que favorece as negociações”, explica Garcia.

Soja

    A alta registrada no volume de soja exportado pelo Porto de Paranaguá, de janeiro a agosto, na comparação de 2020 e 2019, impressiona. Este ano, com as quase 11,15 milhões de toneladas, o total de soja em grão embarcado pelo corredor é 52,63% maior que as 7,3 milhões de toneladas do ano passado.

    As exportações do farelo de soja nesses oito meses também estão maiores. Com quase 3,2 milhões de toneladas do produto movimentadas pelo corredor este ano, o volume está 10,3% superior que no ano passado, no período, com pouco mais de 2,9 milhões de toneladas.

    O principal destino da soja em grãos é a China (91%), com outros 14 países comprando 10% do produto que sai via Paranaguá. Já o farelo de soja, 23% é enviado para Holanda, 18% para França e 13% para Coreia do Sul. O restante é destinado para outros 15 países.

Milho

    O volume de milho embarcado, aos poucos, começa a crescer, principalmente pela chegada da nova safra. Porém, na comparação do acumulado de 2020 com 2019 ainda apresenta queda. Este ano, apenas 546.334 toneladas do produto foram exportadas pelo Corredor do Porto de Paranaguá. Em 2019, de janeiro a agosto, foram mais de 3,7 milhões de toneladas do produto embarcadas.

   Como explicam os operadores do complexo, a queda de mais de 85% se justifica pelo desempenho atípico do milho no mercado. Este ano, porém, a soja é que ganhou mais espaço.

    Segundo o último boletim Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aproximadamente 67% das lavouras de milho (segunda safra 19/20) já foram colhidas e 59% da produção total esperada (11,7 milhões de toneladas) já estão vendidas.

     As informações são da assessoria de imprensa da Portos do Paraná.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS Copyright 2020 – Grupo CMA

SEMANA: Safra brasileira de soja deve superar 132 milhões de toneladas

Porto Alegre, 4 de setembro de 2020 – Às vésperas do plantio, as expectativas são favoráveis para a safra 2020/21 brasileira de soja. Com boa rentabilidade, exportações elevadas e cenário positivo, os produtores deverão cultivar área recorde. Com clima favorável, a produção deverá superar 132 milhões de toneladas.

   A produção brasileira de soja em 2019/20 deverá totalizar 132,171 milhões de toneladas, com elevação de 5,5% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 125,339 milhões de toneladas. A revisão foi divulgada por SAFRAS & Mercado. No dia 17 de julho, data do relatório anterior, a projeção era de 131,691 milhões de toneladas.

    Com o plantio prestes a iniciar, SAFRAS indica aumento de 1,8% na área, estimada em 37,94 milhões de hectares. Em 2019/20, o plantio ocupou 37,272 milhões de hectares. No levantamento anterior, o plantio estava projetado em 37,804 milhões de hectares. O levantamento indica que a produtividade média deverá passar de 3.380 quilos por hectare para 3.501 quilos.

    O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, destaca a revisão para cima na estimativa para a temporada 2019/20, devido a um pequeno ajuste no tamanho da área final do Mato Grosso. Para 2020/21, a estimativa subiu um pouco por um ajuste fino na expectativa de área nos estados do Mato Grosso e de Roraima.

     Comercialização

  A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 97,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 4 de setembro. No relatório anterior, com dados de 7 de agosto, o número era de 95,7%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 85,8% e a média para o período é de 86,3%. Levando-se em conta uma safra estimada em 125,339 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 122,662 milhões de toneladas.

    A venda antecipada para 2020/21 pulou de 43,3% no início de agosto para 49,3%. A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 20,8%, e também supera a média normal para o período, de 20,9%.

    Com a próxima safra projetada em 1321,171 milhões de toneladas, o total já comprometido por parte dos produtores chega a 65,092 milhões de toneladas, antes mesmo do início do plantio.

    “Os produtores ainda estão aproveitando os bons preços para a safra nova. Apesar disso, devido ao grande volume já comprometido, daqui para frente o ritmo tende a diminuir nos estados com mais de 50% de vendas, com os produtores focando no plantio e de olho no clima”, resume o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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SOJA: Comercialização da safra nova segue bem acima da média – SAFRAS

Porto Alegre, 4 de setembro de 2020 – A comercialização da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 97,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 4 de setembro. No relatório anterior, com dados de 7 de agosto, o número era de 95,7%.

    Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 85,8% e a média para o período é de 86,3%. Levando-se em conta uma safra estimada em 125,339 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 122,662 milhões de toneladas.

    A venda antecipada para 2020/21 pulou de 43,3% no início de agosto para 49,3%. A comercialização da safra futura está bem acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 20,8%, e também supera a média normal para o período, de 20,9%.

    Com a próxima safra projetada em 1321,171 milhões de toneladas, o total já comprometido por parte dos produtores chega a 65,092 milhões de toneladas, antes mesmo do início do plantio.

   “Os produtores ainda estão aproveitando os bons preços para a safra nova. Apesar disso, devido ao grande volume já comprometido, daqui para frente o ritmo tende a diminuir nos estados com mais de 50% de vendas, com os produtores focando no plantio e de olho no clima”, resume o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Queda do dólar trava mercado doméstico de soja

Porto Alegre, 3 de setembro de 2020 – Com o dólar recuando pela terceira sessão consecutiva e encerrando abaixo de R$ 5,30, o comprador se afastou do mercado e os preços da soja caíram nas principais praças do país. A movimentação seguiu travada, mesmo com Chicago reagindo. A falta de produto paralisa os agentes.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 141,00. Na região das Missões, a cotação baixou de R$ 140,00 para R$ 139,00. No porto de Rio Grande, o preço seguiu em R$ 138,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 133,00 para R$ 132,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 137,50 para R$ 137,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00. Em Dourados (MS), a cotação recuou de R$ 137,50 para R$ 133,00. Em Rio Verde (GO), a saca baixou de R$ 128,00 para R$ 125,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços em alta. Novembro enfileirou a nona sessão consecutiva de ganhos, atingindo o maior patamar desde 14 de janeiro.

    Fundos e especuladores iniciaram a sessão tentando realizar lucros, com base em fatores técnicos. Mas ao longo do dia o cenário fundamental foi retomando seu espaço, diante da boa demanda pela soja americana e pelo clima seco sobre as regiões produtoras dos Estados Unidos.

     As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2019/20, com início em 1 de setembro, ficaram em 88.100 toneladas na semana encerrada em 27 de agosto. Representa um avanço de 75% frente à semana anterior e uma retração de 57% ante à média das últimas quatro semanas. A China liderou as importações, com 83.300 toneladas.

   Para a temporada 2020/21, foram 1.762.800 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 1 milhão a 1,8 milhão de toneladas, somando-se as duas temporadas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    O USDA anunciou ainda a venda de 450 mil toneladas por parte de exportadores privados. Foram 318 mil para destinos não revelados e 132 mil toneladas para a China.

   Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 4,00 centavos ou 0,41% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,66 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,72 1/4 por bushel, com ganho de 4,00 centavos ou 0,41%.

   Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 2,60 ou 0,83% a US$ 312,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 33,29 centavos de dólar, baixa de 0,24 centavo ou 0,71%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,25%, sendo negociado a R$ 5,2910 para venda e a R$ 5,2890 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,2740 e a máxima de R$ 5,3760.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Soja tem preços nominais e negócios travados no Brasil

Porto Alegre, 1 de setembro de 2020 – Os preços da soja oscilaram regionalmente e de forma nominal nesta terça de poucos negócios. Com a queda do dólar, os compradores saíram das negociações, tentando forçar uma queda.   

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 140,00 para R$ 145,00.Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 139,00 para R$ 140,00. No porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 137,50 para R$ 138,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 132,50 para R$ 130,00 a saca. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 138,50 para R$ 136,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 132,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 134,00 para R$ 136,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00.

     Embarques

   As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 2,2079 bilhões em agosto (21 dias úteis), com média diária de US$ 105,111 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período do chegou a 6,233 milhões de toneladas, com média diária de 296,79 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 354,20.

    Na comparação com agosto de 2019, houve alta de 31,09% na receita média diária e de 30,47% no volume. O preço subiu 0,47%. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta. Em dia volátil, o mercado encontrou sustentação na piora das lavouras americanas, enfileirando a sétima sessão seguida de ganhos.

   Mas a elevação foi mais contida, com boa parte de fundos e especuladores aproveitando para realizar lucros. Ainda assim, o mercado encontrou espaço para subir.

    Segundo o USDA, até 30 de agosto, 66% das lavouras estavam entre boas e excelentes condições – o mercado esperava 66% -, 24% em situação regular e 10% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os índices eram de 69%, 23% e 8%, respectivamente.

    Além disso, o Departamento anunciou a venda de mais 132 mil toneladas de soja em grão por parte dos exportadores privados americanos para destinos não revelados com entrega em 2020/21. A demanda aquecida é outro fator e sustentação.

    Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 1,25 centavo ou 0,13% em relação ao fechamento anterior, a US$ 9,54 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 9,61 por bushel, com ganho de 1,25 centavo ou 0,13%.

    Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,70 ou 0,54% a US$ 310,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 32,88 centavos de dólar, alta de 0,02 centavo ou 0,06%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 1,66%, sendo negociado a R$ 5,3870 para venda e a R$ 5,3850 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4550.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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Semana passada, a China fez a maior compra de milho e soja

   São Paulo, 24 de agosto de 2020 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China realizou o maior pedido já feito de soja e milho para os produtores agrícolas norte-americanos na semana passada.

    Segundo ele, apesar de ver o acordo comercial com os chineses de “outra forma” após a pandemia, ele diz ter “certeza de que eles desejam continuar fazendo negócio conosco”.

   “Eu recebi informações de que a China fez a maior compra de milho e soja na história com nossos produtores”, afirmou Trump durante seu discurso de na Convenção Republicana, que está sendo realizada na Carolina do Norte.

    “Não vamos nos esquecer de que a tinta ainda estava fresca quando os chineses permitiram que o vírus tomasse conta. Eu vejo nosso acordo de forma muito diferente agora. Mas eles querem fazer negócio conosco”, afirmou ele.

    As relações entre China e Estados Unidos têm se tornado cada vez mais frágeis desde o início da pandemia de covid-19. Trump vem acusando repetidamente o governo chinês de não ter feito o suficiente para conter o novo coronavírus dentro de suas fronteiras. Por outro lado, os dois países haviam acordado um tratado comercial de primeira fase pouco antes, que obrigava a China a comprar grande parcela de itens agropecuários dos norte-americanos.

     As informações são da agência CMA.