Soja tem segunda de preços mais altos no Brasil, seguindo CBOT

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve
uma segunda-feira de preços mais altos. As cotações subiram acompanhando a
valorização da soja na Bolsa de Chicago, mesmo em dia de queda do dólar.
Apesar da melhora nas cotações, não houve grandes volumes negociados, com
destaque apenas no Rio Grande do Sul.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 86,00 para R$ 88,00.
Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 85,50 para R$ 87,50. No porto
de Rio Grande, os preços passaram de R$ 91,50 para R$ 93,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 85,50 para R$ 86,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu R$ 92,00 para R$ 93,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 77,00 para R$ 78,00. Em
Dourados (MS), a cotação seguiu em R$ 81,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou
estável em R$ 81,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços acentuadamente mais altos. O
mercado foi impulsionado pelos possíveis efeitos do furacão Michael sobre as
lavouras norte-americanas ainda não colhidas, principalmente no sudeste do país.
Na sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos já cortou a
estimativa da safra do país. As informações são da Dow Jones.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 1.157.787
toneladas na semana encerrada no dia 11 de outubro, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na
semana anterior, as inspeções haviam atingido 594.363 toneladas. No ano
passado, em igual período, o total fora de 1.785.943 toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de
24,00 centavos de dólar a US$ 8,91 1/2 por bushel, com valorização de 2,76%.
A posição janeiro teve cotação de US$ 9,05 3/4 por bushel, ganho de 24,00
centavos de dólar (2,72%) em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$
10,1 (3,18%), sendo negociada a US$ 327,00 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em dezembro fecharam a 29,76 centavos de dólar, com alta de
0,37 centavo ou 1,25%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 1,16%, cotado a R$
3,7330 para a compra e a R$ 3,7350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7150 e a máxima de R$ 3,7660.

Agenda

—–Terça-feira (16/10)

– China: O índice de preços ao consumidor de setembro será publicado durante
a noite pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de setembro será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: A taxa de desemprego do trimestre até agosto será publicada
às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Eurozona: A balança comercial de agosto será publicada às 6h pela
Eurostat.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

– EUA: os dados sobre a produção industrial em setembro serão publicados às
10h15 pelo Federal Reserve.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Exportações do grão somam 2,612 mi de toneladas em outubro – Secex

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – As exportações de soja em grão do
Brasil renderam US$ 1,014 bilhão em outubro (9 dias úteis), com média diária
de US$ 112,7 milhão. A quantidade total exportada pelo país no período
chegou a 2,612 milhões de toneladas, com média diária de 290,3 mil toneladas.
O preço médio da tonelada ficou em US$ 388,10.

Na comparação entre a média diária de outubro e setembro, houve uma
alta de 16,9% no valor médio diário exportado e de 19,6% no volume embarcado.
O preço médio caiu 2,3% no comparativo. Na comparação com outubro de 2017,
houve alta de 151,8% na receita média diária, de 145,1% no volume e de 2,7%
no preço.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram
divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

SOJA: USDA aponta colheita em 38% nos Estados Unidos, abaixo da média

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das
lavouras de soja. Até 14 de outubro, a área colhida estava apontada em 38%. Em
igual período do ano passado, a colheita era de 47%. A média é de 53%. Na
semana passada, o percentual era de 32 pontos.

SOJA: 66% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 15 de outubro de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras
americanas de soja. Segundo o USDA, até 14 de outubro, 66% estavam entre
boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 11% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 68%, 22% e 10%,
respectivamente.

SOJA: USDA indica safra dos EUA abaixo do esperado

Porto Alegre, 11 de outubro de 2018 – O relatório de outubro do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de
produção de soja norte-americana. O número também ficou abaixo do esperado
pelo mercado.

A produção 2018/19 foi reduzida de 4,693 bilhões de bushels, o
equivalente a 127,7 milhões de toneladas, para 4,690 bilhões ou 127,6 milhões
de toneladas. O mercado apostava em 4,733 bilhões de bushels, ou 128,8
milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2018/19 estão projetados em 885 milhões de bushels,
ou 24,08 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 860
milhões de bushels, ou 23,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa
era de 845 milhões de bushels ou 22,99 milhões de toneladas.

O USDA indica estimativa de exportação para 2017/18 de 2,06 bilhões de
bushels, repetindo o número de setembro. O esmagamento está estimado em
2,07 bilhões de bushels, também inalterado.

Volatilidade na CBOT e câmbio trava negócios com soja no Brasil

Porto Alegre, 10 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve
uma quarta-feira de preços pouco alterados. A volatilidade para a oleaginosa no
mercado futuro na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e no câmbio travou
as negociações no dia no Brasil e trouxe dificuldades para um melhor
direcionamento.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 86,50. Na região das
Missões, a cotação permaneceu em R$ 85,50. No porto de Rio Grande, os
preços estabilizaram em R$ 91,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 83,50 para R$ 85,00 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu R$ 90,50 para R$ 91,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 76,00. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 81,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou estável em R$
82,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. A expectativa em torno
do relatório de amanhã do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA) e a preocupação com a guerra comercial entre China e Estados Unidos
pressionaram o mercado.

O presidente Donald Trump reiterou que os Estados Unidos podem impor novas
tarifas em mais US$ 267 bilhões de importações chinesas, caso Pequim retalie
a recente tarifação norte-americana.

O mercado também é pressionado pela expectativa de ampla safra
norte-americana, que deve ser confirmada no relatório de outubro de oferta e
demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será
divulgado nesta quinta-feira, às 13 horas. Estoques elevados da oleaginosa são
esperados, dando pressão extra.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA
indicará safra de 128,8 milhões de toneladas. No relatório anterior, a
estimativa era de 127,7 milhões de toneladas. Em 2017/18, a produção
americana ficou em 119,5 milhões de toneladas.

Para os estoques finais americanos em 2018/19, o mercado aposta em número
de 23,4 milhões de toneladas, contra 22,99 milhões projetados no relatório de
setembro.

Os estoques globais para 2017/18 deverão ser cortados de 94,7 milhões
para 95,4 milhões de toneladas. Para 2018/19, a aposta é de um número
próximo a 109,4 milhões, contra 108,3 milhões de toneladas do relatório de
agosto.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de
10,75 centavos de dólar a US$ 8,52 1/4 por bushel, com desvalorização de
1,24%. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,66 por bushel, perda de 10,75
centavos de dólar (1,22%) em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com perda de US$
2,10 (0,66%), sendo negociada a US$ 315,70 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em dezembro fecharam a 28,93 centavos de dólar, com baixa de
0,33 centavo ou 1,12%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em alta de 1,40%, cotado a R$
3,7620 para a compra e a R$ 3,7640 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7260 e a máxima de R$ 3,7680.

Agenda

– Eurozona: A ata da última decisão de política monetária será publicada
às 8h30 pelo Banco Central Europeu (BCE).

– Primeiro levantamento para a safra brasileira de grãos em 2018/19 – Conab,
9hs.

– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de setembro – IBGE, 9hs.

– EUA: o índice de preços ao consumidor de setembro será publicado às 9h30
pelo Departamento do Trabalho.

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 12h15 pelo Departamento de Energia (DoE).

– Relatório de oferta e demanda mundial e norte-americana de grãos de outubro
– USDA, 13hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de
Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

– Dados sobre a evolução das lavouras do Mato Grosso – Imea, na parte da
tarde.

– Evolução do plantio da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da
tarde.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Copérdia prevê que Planalto Norte de SC cultive área de 150 mil ha

Porto Alegre, 10 de outubro de 2018 – O plantio de soja da safra 2018/19
no Planalto Norte de Santa Catarina deve ocupar uma área entre 140 e 150 mil
hectares, da qual cerca de 5% já foi cultivada, informa o departamento técnico
da Cooperativa de Produção e Consumo Concórdia (Coperdia), que atua em 13
municípios da região.

De acordo com o engenheiro-agrônomo Ricardo Luiz Zanchetta, os trabalhos
avançam em um ritmo bastante lento por conta do excesso de umidade registrado
no solo decorrente das chuvas dos últimos dias na região. “Assim que o tempo
firmar os produtores deverão avançar nas atividades em melhor ritmo”
sinaliza.

A expectativa é de que o rendimento médio possa ficar entre 65 e 70 sacas
de 60 quilos por hectare na região.

O mais recente levantamento de SAFRAS & Mercado estima uma área cultivada
para o estado de Santa Catarina de 720 mil hectares de soja na safra 2018/19,
alta de 1,3% ante os 711 mil hectares registrados na safra anterior (2017/18). A
produção de oleaginosa deverá atingir 2,364 milhões de toneladas, 1,3%
acima das 2,325 milhões de toneladas colhidas na safra 2017/18. A produtividade
média esperada é de 3.300 quilos por hectare, sem alterações frente à
temporada anterior.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

CBOT sobe, dólar tomba e soja fica com preços mistos no Brasil

Porto Alegre, 2 de outubro de 2018 – O mercado brasileiro de soja
registrou preços mistos nesta terça-feira. Com a soja subindo na Bolsa de
Chicago e com o dólar caindo, as referências opostas acabaram definindo o
comportamento errático nas cotações internamente. Não houve negócios de
volume relevante no dia.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 89,50 para R$ 88,50. Na
região das Missões, a cotação baixou de R$ 88,00 para R$ 87,50. No porto de
Rio Grande, os preços passaram de R$ 96,00 para R$ 94,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 90,00 para R$ 88,00 a saca. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 97,00 para R$ 95,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 81,00 para R$ 80,00. Em Dourados
(MS), a cotação avançou de R$ 84,50 para R$ 85,00. Em Rio Verde (GO), a saca
seguiu em R$ 87,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira com preços em alta. O mercado registrou ganhos
pela segunda sessão consecutivo, atingindo o maior nível desde 22 de agosto.

A previsão de chuvas para o cinturão produtor americano, podendo atrasar
o ritmo da colheita, deu sustentação ao mercado. Além disso, os negociadores
estão otimistas com os recentes acordos comerciais negociados e acertados pela
administração Trump, principalmente o acordo EUA-México-Canadá.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 30 de setembro, a área
colhida estava apontada em 23%. Em igual período do ano passado, a colheita
era de 20%. A média é de 20%. Na semana passada, o percentual era de 14 pontos.

Segundo o USDA, até 30 de setembro, 68% estavam entre boas e excelentes
condições, 22% em situação regular e 1% em condições entre ruins e muito
ruins. Na semana passada, os números eram de 68%, 22% e 10%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de
8,25 centavos de dólar a US$ 8,66 por bushel, com valorização de 0,96%. A
posição janeiro teve cotação de US$ 8,80 por bushel, ganho de 8,25 centavos
de dólar (0,94%) em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com ganho de US$
1,30 (0,41%), sendo negociada a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos
com vencimento em dezembro fecharam a 29,66 centavos de dólar, com alta de
0,35 centavo ou 1,19%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em queda de 2,09%, cotado a R$
3,9330 para a compra e a R$ 3,9350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9060 e a máxima de R$ 3,9980.

Agenda

– A bolsa de Xangai fica fechada devido ao feriado prolongado do Dia Nacional.
As bolsas de Seul e Frankfurt também não operam devido a outros feriados
locais.

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago sobe pela 4ª sessão e aguarda relatório do USDA

Porto Alegre, 28 de setembro de 2018 – Os contratos da soja em grão
registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa
de Mercadorias de Chicago (CBOT). Aguardando o relatório de estoques
trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o
mercado sobe pela quarta sessão consecutiva.

Os traders buscam uma recuperação técnica, após os contratos atingirem
o menor nível em 10 anos na semana passada. No trimestre, a desvalorização
deverá ser de 2,5%. No trimestre anterior, o mercado já havia caído 15% em
meio à guerra comercial entre China e Estados Unidos.

Os contratos com vencimento em novembro de 2018 operam cotados a US$ 8,56
1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar por bushel, ou 0,11%.

Ontem, o mercado encontrou suporte no relatório de exportações semanais
americanas para encaminha a terceira sessão consecutiva de ganhos moderados.
As vendas ficaram dentro do esperado, mas o anúncio de venda para a Argentina
e o bom resultado do farelo animaram o mercado.

Os traders também buscaram se posicionar frente ao relatório dos estoques
trimestrais do USDA, que será divulgado amanhã. Os estoques trimestrais
norte-americanos na posição 1o de setembro deverão ficar acima do número
indicado pelo Departamento em igual período do ano passado.

A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências
internacionais, que indicam estoques trimestrais de 394 milhões de bushels. O
relatório trimestral será divulgado às 13hs desta sexta-feira, 28.

Em igual período do ano anterior, o número era de 302 milhões de
bushels. Em junho, os estoques trimestrais eram de 1,222 bilhão de bushels.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de
5,00 centavos de dólar a US$ 8,55 por bushel, com valorização de 0,58%. A
posição janeiro teve cotação de US$ 8,69 por bushel, ganho de 5,25 centavos
de dólar (0,6%) em relação ao fechamento anterior.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Plantio inicia mais cedo no Brasil – SAFRAS indica trabalhos em 2,1%

Porto Alegre, 21 de setembro de 2018 – O plantio da soja começou mais cedo
este ano no Brasil. Os trabalhos iniciaram de forma precoce especialmente no
Paraná, mas já ocorrem também em áreas no Mato Grosso. SAFRAS & Mercado
divulga assim seu primeiro levantamento semanal da temporada 2018/19 com a
evolução do plantio da soja no Brasil. Na semana encerrada em 21 de setembro,
segundo SAFRAS & Mercado, o plantio chegou a 2,1%.

No Mato Grosso, a semeadura atinge 1% e no Paraná 12%. Não há
informações nos comparativos contra o ano passado e a média dos últimos anos
justamente porque os trabalhos este ano começaram mais cedo.

Veja o quadro completo abaixo:

==================================================================
EVOLUÇÃO DO PLANTIO DE SOJA - BRASIL
- em % da área esperada -
------------------------------------------------------------------
  Estados      2018        2018        2017        Média
               21/set      14/set      21/set    Normal (x)
------------------------------------------------------------------
     RS          0           -           -           -
     PR          12          -           -           -
     MT          1           -           -           -
     MS          0           -           -           -
     GO          0           -           -           -
     SP          0           -           -           -
     MG          0           -           -           -
     BA          0           -           -           -
     SC          0           -           -           -
    OUT          0           -           -           -
BRASIL (*)      2,1          -           -           -
------------------------------------------------------------------
obs: (x) Média histórica de 5 anos. (*) Média ponderada
Fonte: SAFRAS & Mercado
Copyright 2018 - Grupo CMA
------------------------------------------------------------------

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Após forte alta de ontem, Chicago volta à rotina recende de perdas

Porto Alegre, 20 de setembro de 2018 – Os contratos da soja em grão
registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa
de Mercadorias de Chicago (CBOT). Após a forte alta de ontem, o mercado volta
à tendência baixista dos últimos dias, que levou a oleaginosa a atingir o
pior patamar em uma década no início da semana. Pesa negativamente a disputa
comercial entre os Estados Unidos e a China. As informações são da Agência
Reuters.

Os contratos com vencimento em novembro de 2018 operam cotados a US$ 8,28
1/4 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar por bushel, ou 0,21%.

Ontem, após atingir as mínimas dos contratos e se aproximar do menor
patamar em 10 anos, o mercado teve um dia de recuperação técnica.

Na maior parte da sessão, a reação foi limitada pela pressão sazonal
exercida pelo início da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos
e pelos desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Mas
na parte final da sessão, os ganhos se acentuaram.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de
16,00 centavos de dólar a US$ 8,30 por bushel, com valorização de 1,96%. A
posição janeiro teve cotação de US$ 8,43 3/4 por bushel, ganho de 15,75
centavos de dólar (1,9%) em relação ao fechamento anterior.

SOJA: Produção no MS deve superar 10 milhões de toneladas na safra 2018/19

Porto Alegre, 18 de setembro de 2018 – O plantio de soja em Mato Grosso do
Sul deve resultar em um produção acima 10 milhões de toneladas na safra
2018/19. O anúncio foi feito na segunda-feira, durante a Abertura do Plantio de
Soja Brasil safra 2018/19, na fazenda Jaraguá, em Terenos. O evento contou com
a participação de mais de 600 pessoas, entre produtores rurais, profissionais
e estudantes do setor, além de lideranças rurais e políticas.

De acordo com os dados levantados pelo SIGA/MS – Sistema de Informações
Geográficas do Agronegócio, ferramenta de monitoramento da Aprosoja/MS, a
área disponível para o plantio da oleaginosa subiu 4% nas duas últimas
temporadas, saindo de 2,8 para 3 milhões de hectares, com produtividade
prevista em 59,2 sacas por hectare em 2018/19.

O presidente da Aprosoja/MS – Associação dos Produtores de Soja de MS,
Juliano Schmaedecke, destacou que a safra recorde no estado é a comprovação
da consolidação da agricultura em Mato Grosso do Sul. “Em 20 anos a
produção estadual de soja cresceu 320%. Esse resultado não seria possível
sem o trabalho do agricultor sul-mato-grossense e sem o avanço das pesquisas.
Por isso, quero agradecer o apoio da Embrapa, Fundação MS e Fundação
Chapadão, instituições que nos ajudaram a difundir as mais diversas
tecnologias – entre elas o plantio direto, que revolucionou a forma como
cultivarmos a terra”.

Segundo o presidente do Sistema Famasul, Mauricio Saito, o desenvolvimento
rural é fruto do trabalho desenvolvido pelos produtores rurais, em parceria com
a comunidade científica. “A agricultura de Mato Grosso do Sul tem um
ambiente favorável à produção de soja, que apresentará um aumento de área
inferior a 5%, mas com uma capacidade de produção elevada, com expectativa de
atingir, na temporada 2018/19, um patamar aproximado de 10 milhões de
toneladas, resultado inédito, amparado pela grande adesão de novas tecnologias
de produção por parte dos produtores rurais.

Os dois representantes agradeceram os proprietários da fazenda Jaraguá,
Márcio e Walter Duch. “É uma demonstração clara do empreendedorismo do
produtor rural brasileiro. Vocês [família Duch] fizeram a transformação e
mostraram a sociedade brasileira do que é possível ser realizado com a adesão
a tecnologia. Em um local com variados níveis de degradação de pastagens
nesse município, hoje se transformando em um potencial produtivo, com
produtividade superior a 70 sacas por hectare”, afirmou Mauricio Saito.

O presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira, parabenizou Mato
Grosso do Sul. “É muito bom ver a casa cheia, mesmo com toda a chuva, em um
evento que marca o início de uma grande safra para Mato Grosso do Sul e para
o Brasil”.

Do mesmo modo, o superintendente da Semagro, Jaime Verruck, destacou o
crescimento local associado ao agro. “É impressionante ver o desenvolvimento
de Terenos e de Mato Grosso do Sul à medida que o setor produtivo avança”.
A deputada federal, Tereza Cristina Correa Dias, salientou: “Eu sou também de
Terenos e para mim é uma alegria muito grande, começamos uma safra
abençoada com essa chuva”.

Após a abertura, a diretora do Conselho de Informações sobre
Biotecnologia (CIB), Adriana Brondani, com o painel técnico O futuro da
biotecnologia e a importância do glifosato para a agricultura brasileira. “O
Brasil adotou a biotecnologia há 20 anos e hoje temos várias culturas com
adesão à tecnologia, em taxas muito altas”.

O pesquisador da Embrapa, Dionisio Gazziero, falou da importância do
glifosato na agricultura brasileira e de técnicas de cultivo sustentáveis:
“Hoje temos em todo Brasil com 32 milhões de hectares com o plantio direto no
sistema de produção. Nesse sentido, o glifosato se faz importante.

Na sequência, o especialista em Agronegócio da MB Associados, Alexandre
Mendonça de Barros, falou sobre as Perspectivas do mercado da soja, cenário
político e macroeconômico. “Hoje uma das maiores influências do mercado
nacional é a guerra comercial entre a China e o Estados Unidos. Os chineses
têm o maior saldo comercial e a maior parte está associada a produção de
industrializados, antes produzidos pelos americanos, resultado na tarifação,
por parte do governo Trump, dos produtos do país asiático”. Barros falou
ainda dos resultados das safras anteriores e do tabelamento do frete.

As chuvas não impediram a abertura simbólica do plantio da soja que
contou com a presença do vice-presidente da Famasul, Luis Alberto Moraes
Novaes; diretor-secretário do Sistema Famasul, Frederico Stella; a
diretora-tesoureira da Federação, Thais Carbonaro Faleiros; o superintendente
do Senar/MS, Lucas Galvan, a diretora-técnica da Federação, Mariana Urt; a
deputado federal, Tereza Cristina Correa Dias; o deputado estadual, Enelvo
Felini; o vice-presidente da Aprosoja/MS, André Dolbaschi; o ex-presidente da
Aprosoja/MS; Christiano Bortolotto; presidente da Fundação MS, Luciano Mendes
o superintendente da SFA/MS, Celso Martins; o presidente da OCB/MS, Celso
Ramos Regis; o presidente do MNP, Rafael Gratão, além dos presidentes dos
sindicatos rurais: de Campo Grande, Ruy Fachini Filho; de Maracaju, Christiano
Binz; de Terenos, Joã ;o Borges e de Bandeirantes, João Lyrio, entre outros
representantes do setor. As informações partem da assessoria do Sistema
Famasul.

Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago cai mais de 1% com novas taxas dos EUA à China

Porto Alegre, 18 de setembro de 2018 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) para o complexo soja tem preços significativamente mais baixos no
meio-pregão de hoje. O mercado é pressionado pelo anúncio feito ontem por
Donald Trump, de taxar mais US$ 200 bilhões de produtos importados da China.
A ampla oferta da oleaginosa também pesa sobre as cotações, assim como o
rápido avanço da colheita nos Estados Unidos. As informações partem de
agências internacionais.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório
sobre a evolução colheita das lavouras de soja. Até 16 de setembro, a área
colhida estava apontada em 6%. Em igual período do ano passado, a colheita era
de 4%. A média é de 3%.

Os contratos com vencimento em novembro de 2018 tinham preço de US$ 8,13
por bushel, baixa de 10,50 centavos de dólar por bushel, equivalente a 1,27%. A
posição janeiro de 2019 novembro de 2018 era cotada a US$ 8,27 1/4 por
bushel, retração de 10,00 centavos de dólar por bushel, equivalente a 1,19%.

No farelo, outubro de 2018 tinha preço de US$ 299,10 por tonelada, perda
de US$ 3,80 por tonelada ou 1,25%. Já a posição novembro de 2018 do óleo era
cotada a 27,16 centavos de dólar por libra-peso, desvalorização de 0,27
centavo de dólar por libra-peso ou 0,98%.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja recua e movimentação trava por queda do dólar e de Chicago

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais baixos nesta segunda nas principais praças do país. A queda
do dólar e de Chicago travou o mercado. Não houve registro de volumes
significativos de negócios na abertura da semana.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 89,00. Na região das
Missões, a cotação se manteve em R$ 88,50. No porto de Rio Grande, os
preços baixaram de R$ 96,00 para R$ 95,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 90,50 para R$ 90,00 a saca. No
porto de Paranaguá (PR), a saca recuou de R$ 98,00 para R$ 97,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 82,00 para R$ 81,00. Em Dourados
(MS), a cotação caiu de R$ 84,00 para R$ 83,00. Em Rio Verde (GO), a saca
subiu de R$ 84,00 para R$ 85,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços em baixa. O mercado sentiu a
pressão exercida pela possibilidade da administração Trump anunciar mais
medidas protecionistas contra a China.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 784.752
toneladas na semana encerrada no dia 13 de setembro, conforme relatório
semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 926.332 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 932.628 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 1.618.397
toneladas, contra 2.039.729 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de
7,00 centavos de dólar a US$ 8,23 1/2 por bushel, com desvalorização de
0,84%. A posição janeiro teve cotação de US$ 8,37 1/4 por bushel, recuo de
7,00 centavos de dólar (0,82%) em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição outubro do farelo fechou com recuo de US$ 2,90
(0,94%), sendo negociada a US$ 302,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em outubro fecharam a 27,43 centavos de dólar, com baixa de 0,06
centavo ou 0,21%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação em baixa de 0,98%, cotado a R$
4,1240 para compra e a R$ 4,1260 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,1180 e a máxima de R$ 4,2050.

Agenda

– A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) divulga às 09h o terceiro
levantamento da safra brasileira de café 2018.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

SOJA: USDA aponta colheita em 6% nos Estados Unidos, acima da média

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução colheita das
lavouras de soja. Até 16 de setembro, a área colhida estava apontada em 6%.
Em igual período do ano passado, a colheita era de 4%. A média é de 3%.

SOJA: 67% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras
americanas de soja. Segundo o USDA, até 16 de setembro, 67% estavam entre
boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 10% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 68%, 22% e 10%,
respectivamente.

SOJA: Disputa entre EUA e China vai guiar Chicago até fim do ano – Rabobank

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – A guerra comercial entre China e
EUA somada à consolidação de safra americana recorde no ciclo 2018/19
pressionaram as cotações da soja em Chicago para valores próximos de USD
8,20/bushel ao final de agosto, os menores patamares desde dezembro/08. Ainda
podem ocorrer revisões nas estimativas da maior produção da história dos
EUA, projetada em 127,7 milhões de toneladas pelo USDA em seu relatório de
setembro. Porém, será a disputa comercial entre americanos e chineses que
seguirá ditando as cotações em Chicago no último trimestre e,
inevitavelmente, continuará resultando em intensa volatilidade de preços.

O Rabobank acredita que, em função da limitação de alternativas de
substitutos no mercado, a China deva demandar entre 15 e 20 milhões de
toneladas de soja no último trimestre de 2018. Nesse cenário, com baixo volume
disponível no Brasil, a expectativa é que os americanos forneçam a maior
parte desse volume para os chineses, o que daria suporte aos preços da soja em
Chicago. A manutenção das tarifas de importação da China, porém, colocaria
um teto no avanço das cotações na CBOT. A estimativa é que os preços da
soja retomariam para patamares entre USD 8,70 e USD 9,00/bushel.

Em caso de suspensão temporária das tarifas de importação da China no
último trimestre (ou ainda um eventual acordo comercial), Chicago pode
encontrar ainda mais suporte e se sustentar em um patamar entre USD 9,25 e
USD 9,75/bushel. Nesse cenário, porém, os prêmios portuários no Brasil para
o início de 2019, atualmente em USD 1,00/bushel, tendem a recuar. As
informações foram divulgadas no Relatório AgroInfo do Rabobank, de setembro
de 2018.

SOJA: Embarques de MT somam 18,159 mi de t no acumulado do ano – Secex

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – O Mato Grosso liderou o ranking de
estados exportadores de soja em grão do Brasil nos primeiros oito meses do ano,
com o embarque de 18,159 milhões de toneladas. O volume é 7% superior ao
exportado em igual período do ano passado. Os dados foram divulgados pela
Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio (MDIC).

Os embarques brasileiros no acumulado do ano totalizaram 64,597 milhões de
toneladas, contra 56,897 milhões no ano anterior. Veja abaixo o quadro
completo dos estados exportadores de soja:

===============================================================
EXPORTAÇÃO BRASIL - POR ESTADOS
- em mil toneladas -
---------------------------------------------------------------

                        %      Jan/Ago     Jan/Ago       2017
                       a/b     2018 (a)    2017 (b)
SOJA                    14     64597,0     56896,8    68154,6
Mato Grosso              7     18159,4     16897,2    18017,5
Rio Grande do Sul        0      8559,8      8529,5    12349,6
Paraná                   9      9302,3      8551,7    10927,9
Goiás                   24      5291,2      4252,5     4805,4
Mato Grosso do Sul      21      3966,6      3289,4     3642,2
São Paulo               25      3955,7      3171,9     3409,6
Bahia                    0      2136,7      2139,7     3096,8
Santa Catarina           8      1596,9      1485,5     1845,7
Maranhão                19      1967,4      1650,3     1888,1
Minas Gerais            58      3610,1      2278,8     2626,6
Outros (*)              30      6050,9      4650,3     5545,1

FARELO                  18     11762,3      9992,6    14177,1
Mato Grosso              5      3916,8      3741,8     5220,4
Paraná                   8      2410,9      2241,1     3211,2
Rio Grande do Sul       30      1883,7      1446,6     2048,5
Goiás                   14      1669,3      1466,9     2054,3
São Paulo               10       126,8       115,4      136,2
Bahia                   49       864,5       579,9      945,6
Mato Grosso do Sul      59       366,3       230,8      327,2
Minas Gerais            58       203,6       128,9      183,8
Santa Catarina        7202       122,4         1,7        9,5
Outros (*)             400       198,1        39,6       40,2

ÓLEO                    14      1116,6       977,8     1223,8
Paraná                   3       446,1       433,3      523,8
Mato Grosso             40       248,9       177,8      221,2
Rio Grande do Sul       -7       188,9       203,2      280,9
Santa Catarina         250        43,2        12,3       14,4
Minas Gerais           115        15,8         7,3        7,5
São Paulo              -28        10,8        15,0       15,0
Outros (*)              27       163,0       128,8      161,1

Fonte: SECEX

obs: (*) Outros estados ou sem confirmação de origem

SOJA: Porto de Santos lidera embarques brasileiros em agosto – Secex

Porto Alegre, 17 de setembro de 2018 – Os embarques brasileiros de soja em
grão pelo porto de Santos totalizaram 1,466 milhões toneladas em agosto,
representando a liderança nas exportações nacionais no período. Em igual
período de 2017, os embarques pelo porto haviam sido de 535 mil toneladas. As
informações são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). As exportações
por Rio Grande ficaram em 1,442 mil toneladas.

Veja no quadro abaixo, as vendas por portos de embarques de todo o complexo
soja:

========================================================================
EXPORTAÇÃO BRASIL - POR PORTOS DE EMBARQUE
- em mil toneladas -
------------------------------------------------------------------------

                          %      Agosto    Agosto    Fev/Ago     Fev/Ago
                         a/b      2018      2017      2018(a)    2017(b)
SOJA                      13     8127,2    5952,4    63033,4     55985,0
Santos                    18     1466,4     536,0    18816,6     16002,3
Rio Grande                 0     1442,0    1554,5     8347,9      8383,8
Paranaguá                 17     1319,1    1019,3     9850,6      8397,8
São Francisco            -11      762,7     346,4     3606,1      4059,1
Vitória                   -2      541,8     459,6     2849,1      2903,9
São Luis                  19     1033,2     799,9     6256,5      5259,5
Salvador                   0      496,4     543,0     2164,9      2156,4
Manaus                    18      241,0      73,3     2349,9      1984,2
Barcarena                -84        0,0     445,6      653,9      4006,2
Santarem                  37        0,0      31,3     2486,0      1810,9
Outros                   454      824,5     143,6     5652,0      1020,8

FARELO                    24     1461,9    1226,5    10634,5      8601,0
Paranaguá                 26      468,2     452,1     3896,8      3096,3
Santos                    16      423,8     470,4     3691,8      3194,4
Rio Grande                44      184,5     157,4     1617,6      1122,8
Salvador                  61      111,4       6,0      776,4       480,8
Vitória                  -40       72,2      73,8      217,2       363,8
Manaus                   -25        0,0      54,4      167,1       223,6
São Francisco do Sul     -86        0,5       0,0        2,6        18,2
Outros                   162      201,4      12,3      265,0       101,1

ÓLEO                      18      209,3     145,9     1066,0       906,5
Paranaguá                 22      160,7      95,7      834,2       683,6
Rio Grande                10       30,2      32,0      164,0       148,4
Manaus                    -9       18,0      18,0       66,5        73,0
Santos                   -18        0,3       0,2        1,1         1,3
Chuí                       -        0,0       0,0        0,0         0,0
Outros                   -19        0,0       0,0        0,2         0,2

T.GERAL                 14,11    9798,4    7324,9    74733,9     65492,4

Fonte: SECEX
obs: (*) Porto de Tubarão

SOJA: Mercado aguarda novidades na relação EUA-China e digere USDA – SAFRAS

Porto Alegre, 14 de setembro de 2018 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas
são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque.

– O mercado deve continuar digerindo os números do último relatório do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na
quarta-feira (12), enquanto aguarda por novidades relacionadas à guerra comercial.
Sinais de demanda pela soja dos EUA neste início de novo ano comercial
norte-americano também podem chamar a atenção

– O relatório do USDA confirmou o sentimento do mercado e elevou a estimativa
para a produção norte-americana da safra que está prestes a ser colhida. Tal
fato também culminou em uma elevação nos estoques finais norte-americanos.
Estes dois fatores trouxeram um viés extremamente baixista para o relatório,
aumentando a pressão negativa sobre os contratos futuros

– Além disso, a pressão sazonal da entrada da safra dos EUA também deve
começar a pesar a partir da última semana de setembro. Parte das atenções do
mercado irá se voltar para o clima sobre o cinturão produtor norte-americano
para a evolução dos trabalhos de colheita

– A falta de resolução da guerra comercial entre EUA e China completam o
quadro baixista. Apesar disso, a notícia que os países estão prestes a voltar
à mesa de negociações traz algum alento ao mercado, embora o ceticismo
continue grande. Atenção a novidades com relação a este fator. Um possível
avanço nas negociações pode trazer fôlego para ajustes positivos em Chicago,
mesmo que pontuais.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: USDA confirma que EUA vão colher maior safra de soja da história

Porto Alegre, 14 de setembro de 2018 – O relatório de setembro do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou suas estimativas
de safra e estoques de passagem de soja na temporada 2018/19 americana.

A produção 2018/19 foi elevada de 4,586 bilhões de bushels, o
equivalente a 124,8 milhões de toneladas, para 4,693 bilhões ou 127,7 milhões
de toneladas. O mercado apostava em 4,659 bilhões de bushels, ou 126,8
milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2018/19 estão projetados em 845 milhões de bushels,
ou 22,99 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 836
milhões de bushels, ou 22,7 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era
de 785 milhões de bushels ou 21,4 milhões de toneladas.

O USDA indica estimativa de exportação para 2018/19 de 2,06 bilhões de
bushels, inalterado. O esmagamento está estimado em 2,070 bilhões de bushels,
contra 2,060 bilhões do mês anterior.

Em relação à temporada 2017/18, os estoques finais foram indicados em
395 milhões de bushels ou 10,75 milhões de toneladas, abaixo da previsão de
418 milhões do mercado – 11,4 milhões de toneladas. No relatório anterior,
o número era de 430 milhões de bushels ou 11,7 milhões de toneladas.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2018/19 de 369,32 milhões
de toneladas. No relatório anterior, o número era de 367,1 milhões. Os
estoques finais foram elevados de 105,94 milhões de toneladas para 108,26
milhões. O mercado esperava por estoques finais de 107,5 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 127,73 milhões de
toneladas, contra 124,8 milhões de agosto. Para o Brasil, a previsão é de uma
produção de 120,5 milhões de toneladas, mesmo número do ano anterior.

A previsão para a Argentina permaneceu em 57 milhões de toneladas. Pelo
lado da demanda, destaque a redução na previsão para as importações
chinesas, de 95 milhões para 94 milhões de toneladas.

Para a temporada 2017/18, o USDA estima safra mundial de 336,82 milhões.
Os estoques finais foram indicados em 94,74 milhões de toneladas. O mercado
apostava em número de 95,2 milhões de toneladas.

A safra americana foi indicada em 119,5 milhões. Para o Brasil, a
previsão de produção ficou em 119,5 milhões de toneladas. A projeção para
a Argentina foi elevada de 37 milhões para 37,8 milhões de toneladas.

Conab

A produção brasileira de soja em 2017/18 deverá ficar em 119,281
milhões de toneladas, segundo o décimo segundo levantamento para a safra
brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), subindo
4,6% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 114,075 milhões de
toneladas. No levantamento de agosto, a Conab apontava safra de 118,985 milhões
de toneladas.

A Conab indica uma área plantada de 35,149 milhões de hectares, alta de
3,7% se comparado à última temporada, quando foram semeados 33,909 milhões
de hectares. A Conab trabalha com uma produtividade média nacional de 3.394
quilos de soja por hectare, 0,9% superior à média de 3.364 quilos por hectare
de 2016/17.

A produção do Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa,
deve ficar em 32,306 milhões de toneladas, com avanço de 5,9% sobre a safra
do ano passado, de 30,513 milhões de toneladas. No Paraná, a safra deverá
recuar 2,1% frente à temporada passada, de 19,586 milhões de toneladas para
19,170 milhões de toneladas. A safra gaúcha está estimada em 17,150 milhões
de toneladas, caindo 8,4% frente às 18,714 milhões de toneladas colhidas na
safra 2016/17.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: USDA eleva estimativas para estoques mundiais em 2018/19

Porto Alegre, 12 de setembro de 2018 – O relatório de setembro do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado há pouco,
projetou safra mundial de soja em 2018/19 de 369,32 milhões de toneladas. No
relatório anterior, o número era de 367,1 milhões. Os estoques finais foram
elevados de 105,94 milhões de toneladas para 108,26 milhões. O mercado
esperava por estoques finais de 107,5 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 127,73 milhões de
toneladas, contra 124,8 milhões de agosto. Para o Brasil, a previsão é de uma
produção de 120,5 milhões de toneladas, mesmo número do ano anterior.

A previsão para a Argentina permaneceu em 57 milhões de toneladas. Pelo
lado da demanda, destaque a redução na previsão para as importações
chinesas, de 95 milhões para 94 milhões de toneladas.

Para a temporada 2017/18, o USDA estima safra mundial de 336,82 milhões.
Os estoques finais foram indicados em 94,74 milhões de toneladas. O mercado
apostava em número de 95,2 milhões de toneladas.

A safra americana foi indicada em 119,5 milhões. Para o Brasil, a
previsão de produção ficou em 119,5 milhões de toneladas. A projeção para
a Argentina foi elevada de 37 milhões para 37,8 milhões de toneladas.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS