MERCADO: Em dia de USDA, soja tem preços mistos no Brasil

   Porto Alegre, 11 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma terça-feira de preços mistos. As atenções estiveram voltadas para o relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Com a Bolsa de Chicago volátil para a oleaginosa e com o dólar em baixa, as cotações não tiveram um comportamento homogêneo no país.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 78,50 para R$ 77,50. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 77,50 para R$ 76,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço baixou de R$ 82,50 para R$ 81,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 75,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca caiu de R$ 81,50 para R$ 81,00.

   Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 69,50 para R$ 70,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços mais altos. Em dia volátil, a oleaginosa acompanhou o desempenho dos produtos vizinhos, principalmente do milho, após o relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Para a soja, o levantamento foi considerado entre neutro e baixista, ao indicar estoques americanos acima do esperado e mantendo a previsão de produção americana. Mas para o milho, os números foram altistas. Os ganhos chegaram a superar 3%, com estoques e produção projetados abaixo do esperado.

    O mercado iniciou o dia sob pressão. O USDA indicou plantio americano acima do esperado pelo mercado. Até 9 de junho, a área plantada estava apontada em 60%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 92%. A média é de 88%. Na semana anterior, o percentual era de 39 pontos. O mercado apostava em percentual de 56 pontos.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 0,75 centavo de dólar por libra-peso ou 0,08%, a US$ 8,59 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,66 1/4 por bushel, com ganho de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com elevação de US$ 1,00 ou 0,31%, a US$ 314,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,22 centavos de dólar, com baixa de 0,16 centavo ou 0,58%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, negociado a R$ 3,8480 para a compra e a R$ 3,8500 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8860 e a mínima de R$ 3,8440.

     Agenda de quarta

– China: O índice de preços ao consumidor de maio será publicado na noite anterior pelo departamento de estatísticas.

– China: O índice de preços ao produtor de maio será publicado na noite anterior pelo departamento de estatísticas.

– EUA: O índice de preços ao consumidor de maio será publicado às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

– A posição dos estoques de petróleo dos EUA até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

BIODIESEL: 67º leilão da ANP negocia 984,4 milhões de litros

   Porto Alegre, 11 de junho de 2019 – No 67 Leilão de Biodiesel da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), foram arrematados 984,443 milhões de litros de biodiesel (volume obrigatório e voluntário), para atendimento às misturas obrigatória e voluntária. Desse volume, 983,543 milhões de litros foram para mistura obrigatória, sendo 99,95% deste total oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social.

   O preço médio de negociação foi de R$ 2,329/L, sem considerar a margem da Adquirente, e o valor total negociado atingiu o patamar de R$ 2,29 bilhões, refletindo um deságio médio de 23,64% quando comparado com a média ponderada dos “Preços Máximos de Referência” regionais (R$ 3,050/L).

    A apresentação das ofertas de biodiesel ocorreu em um único dia (03/06),com 39 produtores disponibilizando um volume total de 1,124 bilhão de litros, sendo 99,64% de produtores detentores do selo Combustível Social.

    Em continuidade ao processo do Leilão de Biodiesel, foram arrematados 920,49 milhões de litros de biodiesel no primeiro dia de seleção das ofertas (05/06) pelos distribuidores de combustíveis. Esse volume foi oriundo exclusivamente de produtores detentores de selo Combustível Social e representou 81,93% do total ofertado no leilão.        

    No segundo dia de seleção das ofertas (06/06), foram arrematados 63,05 milhões de litros de biodiesel de produtores detentores ou não de selo Combustível Social, em torno de 5,61% do total ofertado no leilão.

O processo de apresentação de ofertas de biodiesel pelas usinas e de seleção pelos distribuidores para mistura voluntária ocorreu no dia 10/06.

    Foram disponibilizados 30,38 mil litros, sendo 93,42% de produtores detentores do selo Combustível Social, volume que representou 21,69% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. Foram negociados 0,9 milhão de litros de biodiesel, representando 2,96% do total ofertado no leilão autorizativo.  

   Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender o disposto na Lei n 13.263, publicada no DOU em 24/03/16, que estabelece em 10% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B10), em até trinta e seis meses após a data de promulgação da Lei.

    Ressalta-se que o 67 Leilão (L67) visa a garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional durante o período de 01 de julho a 31 de agosto de 2019, conforme os critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público n 003/19-ANP, e que os volumes comercializados no leilão somente serão validados após homologação pela Diretoria Colegiada da ANP.

     As informações partem da assessoria de imprensa da ANP.

Soja inicia a semana com poucos negócios e preços estáveis

    Porto Alegre, 10 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios e de preços praticamente inalterados. Chicago teve um dia volátil, fechando com ganhos moderados. O dólar permaneceu de lado.

Esperando o USDA, a cautela deu as cartas nesta segunda.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 78,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 77,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço permaneceu em R$ 82,50.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 75,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 81,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 70,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais altos. O bom resultado das inspeções de exportação dos Estados Unidos e o posicionamento das carteiras visando o relatório de amanhã do USDA garantiram a alta.

    As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 714.627 toneladas na semana encerrada no dia 6 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 550 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 510.482 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 675.621 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 34.949.342 toneladas, contra 47.489.177 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    O Departamento deverá indicar redução na estimativa para a safra americana de soja em 2019/20. O relatório de junho do Departamento será divulgado nesta terça, 11, às 13hs.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 4,092 bilhões de bushels, contra 4,150 bilhões indicadas em maio e 4,544 bilhões do ano anterior.

    Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá elevar a sua estimativa para 2018/19 de 995 milhões para 1,01 bilhão de bushels. Para a temporada 2019/20, o carryover deve subir de 970 milhões de bushels para 987 milhões.

   Os estoques globais da oleaginosa deverão ser reduzidos de 113,2 milhões de toneladas para 113,1 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 114,7 milhões, contra 113,1 milhões projetados em maio.

    O mercado também deverá prestar atenção aos dados de produção na América do Sul em 2018/19. A safra brasileira deverá ficar praticamente inalterada, na casa de 117 milhões de toneladas. O USDA, no entanto, poderá elevar sua previsão para a Argentina, passando de 56 milhões para 56,1 milhões de toneladas.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 2,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,26%, a US$ 8,58 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,65 1/4 por bushel, com perda de 2,25 centavos de dólar por libra-peso ou 0,26%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com elevação de US$ 1,10 ou 0,35%, a US$ 313,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,38 centavos de dólar, inalterado na comparação com o fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,18%, negociado a R$ 3,8830 para a compra e a R$ 3,8850 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9000 e a mínima de R$ 3,8680.

     Agenda de terça

– Reino Unido:  A taxa de desemprego do trimestre até abril será publicada às 5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Estimativa para a safra brasileira de grãos em 2018/19 – Conab, 9hs.

– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de maio – IBGE, 9hs.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

– Relatório de junho de oferta e demanda mundial e norte-americana para grãos

– USDA, 13hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Comercialização da safra 2018/19 do Brasil atinge 63,4% – SAFRAS

   Porto Alegre, 7 de junho de 2019 – A comercialização da safra 2018/19 de soja do Brasil envolve 63,4% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de junho. No relatório anterior, com dados de 10 de maio, o número era de 55,4%.

   Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 71,3% e a média para o período é de 69,1%. Levando-se em conta uma safra estimada em 117,925 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 74,796 milhões de toneladas.

SOJA: Venda antecipada 2018/19 do Brasil chega a 11,9% – SAFRAS

    Porto Alegre, 7 de junho de 2019 – A comercialização antecipada da safra 2019/20 de soja do Brasil envolve 11,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado, com dados recolhidos até 7 de junho. Em igual período do ano passado, o número era de 8,5% e a média histórica é de 6,3%.

Soja tem dia de movimentação moderada e preços estáveis

   Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de negociação moderada e de preços praticamente inalterados. O dia foi de volatilidade em Chicago e de queda do dólar. Mesmo assim, houve registro de negócios envolvendo 50 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 30 mil no Paraná e outras 20 mil no Mato Grosso.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 78,50. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 77,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço permaneceu em R$ 82,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 76,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 82,00 para R$ 82,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca ficou em R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,00.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira com preços mais baixos. Em dia volátil, a previsão de clima seco e favorável ao plantio nos Estados Unidos e as exportações semanais dentro do esperado pressionaram o mercado.

   As perdas só não foram maiores devido ao desempenho de outros mercados, principalmente o trigo, e também em função do posicionamento de carteiras por parte dos agentes, aguardando o relatório de junho do Departamento de

Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os dados serão divulgados dia 11.

    As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2018/19, com início em 1 de outubro, ficaram em 510.000 toneladas na semana encerrada em 30 de maio. Representa uma elevação de 28% frente à semana anterior e é 86% superior à média das últimas quatro semanas.

Destinos desconhecidos lideraram as importações, com 214.000 toneladas.

    Para a temporada 2019/20, ficaram em 73.700 toneladas. Os analistas

esperavam exportações entre 250 mil a 550 mil toneladas. As informações foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%, a US$ 8,68 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,75 1/4 por bushel, com perda de 1,00 centavo de dólar por libra-peso ou 0,11%.

   Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com retração de US$ 1,80, ou 0,56%, a US$ 315,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,76 centavos de dólar, com alta de 0,54 centavo ou 1,98%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 3,8830 para venda e a R$ 3,8810 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8580 e a máxima de R$ 3,8870.

     Agenda de sexta

– China: A bolsa de Hong Kong permanece fechada em função de um feriado.

– China: A bolsa de Xangai permanece fechada em função de um feriado.

– Alemanha: O resultado da balança comercial de abril será publicado às 3h pelo Destatis.

– Alemanha:  A produção industrial de abril será publicada às 3h pelo Ministério de Economia e Tecnologia.

– A FGV divulga às 8h os dados do Indice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referentes a maio.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) referentes a maio.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a maio serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Produtores negociam safra armazenada no Rio Grande do Sul – Emater

Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – Com a safra da cultura da soja encerrada a campo, os agricultores se concentram nos negócios ainda não realizados do produto armazenado.

Mercado (saca de 60 quilos)

    Durante a semana, a cotação da soja teve alta significativa de 2,68% em relação à anterior, motivando aumento na comercialização do produto.

Segundo o acompanhamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o valor médio da saca foi de R$ 72,75. Em meados da semana passada, propostas de contratos futuros na região do entorno do município de Ijuí atingiram valores superiores a R$ 80,00/sc. e na região Noroeste de até R$ 83,00/sc. para maio de 2020. Produto disponível em Cruz Alta comercializado a R$ 79,50/sc.

     As informações são do boletim semanal divulgado pela Emater/RS.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: USDA deve reduzir previsão de safra dos EUA em 2019

    Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá indicar redução na estimativa para a safra americana de soja em 2019/20. O relatório de junho do Departamento, que trará os primeiros números de oferta e demanda para 2019/20, será divulgado nesta terça, 11, às 13hs.

    Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA indicará produção americana em 2019 de 4,092 bilhões de bushels, contra 4,150 bilhões indicadas em maio e 4,544 bilhões do ano anterior.

    Em relação aos estoques de passagem, o USDA deverá elevar a sua estimativa para 2018/19 de 995 milhões para 1,01 bilhão de bushels. Para a 2019/20, o carryover dever subir para 970 milhões de bushels para 987 bilhões.

Mundo

   Os estoques globais da oleaginosa deverão ser reduzidos de 113,2 milhões de toneladas para 113,1 milhões de toneladas em 2018/19. Para a próxima temporada, a expectativa é de estoques de 114,7 milhões, contra 113,1 milhões projetados em maio.

    O mercado também deverá prestar atenção aos dados de produção na América do Sul em 2018/19. A safra brasileira deverá ficar praticamente inalterada, na casa de 117 milhões de toneladas. O USDA, no entanto, poderá elevar sua previsão para a Argentina, passando de 56 milhões para 56,1 milhões de toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: IMEA estima área do MT em 9,72 milhões de ha para 2019/20

    Porto Alegre, 4 de junho de 2019 – Em maio de 2019 o Imea realizou o seu primeiro levantamento para a safra 2019/20 da soja mato-grossense, com os dados apontando um menor avanço na área de soja no Estado, mas com expectativa inicial de uma evolução produtiva. Para a estimativa inicial de área de soja da próxima safra foi utilizado como base de cálculo a expectativa dos agentes do mercado e os dados levantados em maio deste ano junto a produtores de soja e demais agentes de mercados em Mato Grosso.

    Inicialmente a expectativa para a área semeada com a oleaginosa na safra 2019/20 em Mato Grosso é de 9,72 milhões de hectares, representando o menor aumento anual da série histórica do Imea, de 0,59%, o equivalente a 56,70 mil hectares.

    Isso pode ser pautado em uma posição mais cautelosa dos produtores neste momento, visto que o cenário atual da soja matogrossense está em movimento de recuperação dos preços após forte queda em abril e início de maio, em conjunto com as incertezas da guerra comercial sino-americana.

   Dentre as regiões que apresentaram incremento de área, destaca-se a região norte com aumento de 6,5%, ou 24,24 mil hectares, que avançam sobre pastagem degradada. Em relação à produtividade, a primeira estimativa projeta a média de 56,28 sacas por hectare na safra 2019/20 indicando uma evolução de 0,43% em relação à produtividade consolidada na safra 2018/19, apontando assim para ser a segunda melhor produtividade de soja em Mato Grosso.

   Cabe salientar, que, as projeções dos rendimentos a campo neste momento apontam o sentimento inicial do produtor, já que ainda restam ser adquiridos grande parte dos insumos da nova temporada. De qualquer forma, a expectativa dos agentes de mercado é de que haja a manutenção do investimento em tecnologia no campo. Desta maneira, a produção aguardada para a safra 2019/20 é de 32,83 milhões de toneladas, representando um acréscimo de 1,02% ou 330,43 mil toneladas em relação à safra 2018/19.

   As informações constam na Estimativa de Safra do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

SOJA: Clima segue no foco, mas mercado aguarda notícias de EUA-China-SAFRAS

    Porto Alegre, 31 de maio de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– O mercado permanece em compasso de espera por novidades relacionadas à guerra comercial entre Estados Unidos e China. Enquanto isso, os players centralizam as atenções na situação climática sobre o cinturão produtor norte-americano para a reta final dos trabalhos de semeadura da nova safra

– Nesta última semana, o governo chinês anunciou a proibição da compra de novas cargas de soja norte-americana por importadores do país. Apesar da proibição, o governo não indicou que irá solicitar o cancelamento das compras já registradas para embarque nos EUA, o que ameniza um pouco o sentimento negativo. A notícia, embora importante, não chegou a surpreender o mercado, que desde a última elevação de tarifas por parte dos EUA não esperava por novas compras com volumes relevantes de soja norte-americana por parte dos chineses

– O panorama climático sobre o cinturão produtor dos EUA centraliza as atenções do mercado. O momento traz muitas incertezas com relação à qual será o verdadeiro tamanho da área semeada com soja nesta temporada. O fechamento da janela ideal para a semeadura do milho, que ocorre nesta sexta-feira (31), indica que boa parte da área destinada ao cereal não foi semeada, o que abre espaço para transferências de áreas para a soja. Apesar disso, os mapas continuam indicando que o clima deverá permanecer úmido na primeira quinzena de junho, o que também pode impedir que toda a área destinada à oleaginosa seja semeada

– As especulações crescem. O momento indica que ambas as áreas, de soja e de milho, serão menores que as estimadas inicialmente. Chicago busca amparo fundamental neste ponto para a busca de patamares mais elevados. O mercado demonstra fôlego, mas o rompimento da linha de US$ 9,00 na posição spot não é tarefa fácil. Há espaço para correções técnicas negativas.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Sem Chicago, soja tem dia travado no Brasil

Porto Alegre, 27 de maio de 2019 – Com o feriado nos Estados Unidos, o mercado brasileiro de soja travou e os preços, sem o referencial de Chicago, pouco oscilaram. O dólar subiu, mas sem impactar na disposição dos negociadores.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos recuou de R$ 77,00 para R$ 76,50. Na região das Missões, a cotação passou de R$ 76,50 para R$ 76,00 a saca. No porto de Rio Grande, preço caiu de R$ 82,00 para R$ 81,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço se manteve em R$ 75,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca estabilizou em R$ 82,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 70,00. Em Dourados (MS), a cotação ficou em R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca estabilizou em R$ 69,00.

     Exportações

    As exportações de soja em grão do Brasil renderam US$ 2,861 bilhões em maio (17 dias úteis), com média diária de US$ 168,3 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 8,24 milhões de toneladas, com média diária de 484,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 347,20.

    Na comparação entre a média diária de maio e abril, houve uma baixa de 1,9% no valor médio diário exportado e alta de 1,1% no volume embarcado. O preço médio teve baixa de 2,9%. Na comparação com maio de 2018, houve baixa de 29,3% na receita média diária e de 17,6% no volume. O preço caiu 14,2%.

     Chicago

    Não houve sessão em na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nessa segunda, devido ao Memorial Day, feriado nos Estados Unidos. Para amanhã, as atenções devem se voltar para o desdobramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos e dados a serem divulgados pelo USDA – Departamento de Agricultura americano.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, negociado a R$ 4,0360 para venda e a R$ 4,0340 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0060 e a máxima de R$ 4,0420.

     Agenda de terça

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Dados semanais sobre a safra de grãos e café do Paraná (Deral), na parte da manhã.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago realiza lucros e opera no território negativo

    Porto Alegre, 23 de maio de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado é pressionado por um movimento de realização de lucros frente aos ganhos obtidos na última sessão, em meio a fatores técnicos e ao recuo nos preços do petróleo.

    Os contratos com vencimento em julho de 2019 operam cotados a US$ 8,26 3/4 por bushel, baixa de 1,75 centavo de dólar por bushel ou 0,21%.

    Ontem (22), após a queda de terça-feira, o mercado teve um dia de recuperação com base em fatores técnicos.

   Na terça, a notícia de que o governo Trump estaria para anunciar um plano de auxílio aos produtores para enfrentar as perdas provenientes da guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou o mercado. Na avaliação dos participantes, a ajuda determinaria um aumento na oferta americana, em meio a uma ampla disponibilidade mundial da oleaginosa.

  Mas o anúncio de uma nova venda de 131 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e o atraso no plantio americano, com a previsão de chuvas podendo retardar ainda mais os trabalhos, ajudaram na correção técnica.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,79%, a US$ 8,28 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,35 1/2 por bushel, com ganho de 6,75 centavos de dólar por libra-peso ou 0,81%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem quarta-feira de preços mistos no Brasil e poucos negócios

    Porto Alegre, 22 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira de poucos negócios e de cotações mistas. Com a Bolsa de Chicago tendo ganhos para a oleaginosa, mas com o dólar e os prêmios recuando, o mercado não teve um direcionamento mais claro.

   Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 76,00. Na região das Missões, a cotação seguiu em R$ 75,00 a saca. No porto de Rio Grande, preço se manteve em R$ 80,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 73,50 para R$ 74,50. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 79,50 para R$ 81,00.

    Em Rondonópolis (MT), a saca recuou de R$ 70,50 para R$ 69,50. Em Dourados(MS), a cotação baixou de R$ 70,00 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca permaneceu em R$ 69,50.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. Após a queda de ontem, o mercado teve um dia de recuperação com base em fatores técnicos.

   Na terça, a notícia de que o governo Trump estaria para anunciar um plano de auxílio aos produtores para enfrentar as perdas provenientes da guerra comercial entre Estados Unidos e China pressionou o mercado. Na avaliação dos participantes, a ajuda determinaria um aumento na oferta americana, em meio a uma ampla disponibilidade mundial da oleaginosa.

   Mas o anúncio de uma nova vende de 131 mil toneladas de soja americana para destinos não revelados e o atraso no plantio americano, com a previsão de chuvas podendo retardar ainda mais os trabalhos, ajudaram na correção técnica.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 6,50 centavos de dólar por libra-peso ou 0,79%, a US$ 8,28 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,35 1/2 por bushel, com ganho de 6,75 centavos de dólar por libra-peso ou 0,81%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 3,00, ou 1,01%, a US$ 298,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,31 centavos de dólar, com ganho de 0,17 centavo ou 0,62%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,17%, negociado a R$ 4,0420 para venda e a R$ 4,0400 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0090 e a máxima de R$ 4,0530.

     Agenda de quinta

– Alemanha: A leitura revisada do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2019 será publicada às 3h pelo Destatis.

– Eurozona: A ata de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) será publicada às 8h30.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

EUA: Trump prepara nova rodada de ajuda aos agricultores – Bloomberg

    Porto Alegre, 21 de maio de 2019 – A administração Trump está se preparando para anunciar outra rodada de ajuda aos agricultores prejudicados pela guerra comercial com a China. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, o pacote de assistência pode ultrapassar US$ 15 bilhões.

    O plano de ajuda é baseado no programa que a administração implementou no ano passado depois que a China aplicou tarifas de retaliação aos produtos agrícolas dos EUA, embora os pagamentos sejam mais generosos.

    A administração está considerando pagamentos de cerca de US$ 2 por bushel para produtores de soja, 63 centavos por bushel para produtores de trigo e 4 centavos por bushel para produtores de milho para compensar as perdas da guerra comercial.

    No ano passado, a administração pagou US $ 1,65 por bushel pela soja, 14 centavos por bushel pelo trigo e 1 centavo por bushel pelo milho.

SOJA: Atraso no plantio nos Estados Unidos garante suporte em Chicago

Porto Alegre, 21 de maio de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado busca suporte no desenvolvimento lento do plantio nos Estados Unidos, abaixo da expectativa dos analistas, por conta das condições de clima desfavoráveis no cinturão produtor. Chuvas adicionais previstas para a região no curto prazo devem seguir atrapalhando as atividades de cultivo.

   O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução de plantio das lavouras de soja. Até 19 de maio, a área plantada estava apontada em 19%. Em igual período do ano passado, a semeadura era de 53%. A média é de 47%. Na semana anterior, o percentual era de 9 pontos.

    Os contratos com vencimento em julho de 2019 operam cotados a US$ 8,41 por bushel, alta de 9,25 centavos de dólar por bushel ou 1,11%.

    Ontem (20), apesar de um acordo comercial entre China e Estados Unidos parecer distante, o atraso no plantio americano sustentou as cotações.

    As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 497.070 toneladas na semana encerrada no dia 16 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 550 mil toneladas.

    Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 513.986 toneladas. No ano passado, em igual período, o total fora de 907.202 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 33.153.354 toneladas, contra 45.658.840 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 10,00 centavos de dólar por libra-peso ou 1,21%, a US$ 8,31 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,38 1/2 por bushel, com ganho de 10,25 centavos de dólar por libra-peso ou 1,23%.

MERCADO: Soja negocia menos, mas dólar sustenta preços

Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mistos e de movimentação menos, mas ainda assim cerca de 300 mil toneladas trocaram de mãos. A alta do dólar garantiu a continuidade dos negócios, apesar da baixa acentuada de Chicago.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 75,00 a saca. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 73,50 para R$ 74,00 a saca. No porto de Rio Grande, preço avançou de R$ 79,00 para R$ 80,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 73,00 para R$ 74,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 79,50 para R$ 80,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 70,00 para R$ 69,50. Em Dourados(MS), a cotação avançou de R$ 68,50 para R$ 69,50. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 69,00 para R$ 69,50.

     Chicago

    Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros acumulados na semana, fechando perto das mínimas do dia. Na semana, julho ainda acumulou uma valorização de 1,64%.

    O mercado iniciou a semana atingindo os menores níveis em mais de 10 anos,em meio às tensões em torno da guerra comercial entre China e Estados Unidos.

A partir da terça, um movimento de cobertura de posições vendidas garantiu a recuperação em três sessões. O atraso no plantio da safra americana também ajudou na recuperação.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 18,00 centavos de dólar por libra-peso ou 2,14%, a US$ 8,21 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,28 1/2 por bushel, com perda de 18,25 centavos de dólar por libra-peso ou 2,15%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com baixa de US$ 7,60, ou 2,51%, a US$ 294,30 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,22 centavos de dólar, com perda de 0,50 centavo ou 1,8%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,58%, negociado a R$ 4,100 para a compra e a R$ 4,1020 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1140 e a mínima de R$ 4,0490.

     Agenda de segunda

– Japão: O Produto Interno Bruto do mês de março será publicado durante a noite.

– Japão: A leitura revisada da produção industrial de março será publicada durante a noite pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Boletim Focus, com projeções do mercado financeiro para a economia brasileira – Banco Central (BC), a partir das 8hs.

– Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA, 12hs.

– Balança comercial das 1as semanas de maio – Ministério da Economia, 15hs.

– Condições das lavouras nos Estados Unidos – USDA, 17hs.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Mercado observa clima nos EUA, China e prêmios no Brasil – SAFRAS

    Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na próxima semana. As dicas são do analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque:

– Os novos capítulos da guerra comercial entre Estados Unidos e China permanecem no centro das atenções do mercado. Além disso, o clima no cinturão produtor norte-americano para a evolução do plantio da nova safra e sinais de demanda pela soja dos EUA também devem chamar a atenção. No mercado interno, a alta dos prêmios é o destaque.

– Os players aguardam por novas indicações de avanço, ou não, nas negociações entre os governos dos EUA e da China em relação à guerra comercial. Uma nova rodada de reuniões entre os representantes de ambos os governos ainda não foi marcada, o que mantém o mercado bastante pessimista. A falta de acordo e o retrocesso nas negociações continuam como o principal fator de pressão negativa sobre os contratos futuros em Chicago.

– Os trabalhos de plantio da nova safra norte-americana continuam evoluindo um ritmo muito lento. O excesso de umidade na maior parte dos estados produtores impede um melhor avanço das máquinas, preocupando os produtores. Se o clima continuar atrapalhando, é possível que a área destinada à soja não seja semeada por completo, o que irá reduzir o potencial produtivo inicial da safra dos EUA. As previsões continuam apontando para uma umidade acima da média no Meio-Oeste nos próximos 14 dias. A janela para o plantio de soja se encerra no dia 15 de junho. Este fator deve continuar trazendo algum suporte para os contratos futuros.

– No Brasil, a forte elevação dos prêmios de exportação chamam a atenção.

O mercado já precifica o provável aumento da demanda chinesa pela soja brasileira com a manutenção da guerra comercial. Tal fato, aliado à um câmbio em elevação, traz preços mais altos para o mercado doméstico. A briga entre exportação e demanda interna promete se acirrar nas próximas semanas.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Colheita no Rio Grande do Sul atinge 99% da área – Emater

   Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – A finalização da colheita da soja no Rio Grande do Sul deverá ser complementada nessa semana, pois resta somente 1% da área inicialmente estimada de 5.803.588 hectares para o estado.

    Nas regiões da Produção e Nordeste do RS, a colheita já está encerrada, com produtividade média na faixa de 3,8 toneladas por hectare. Nas áreas do Alto da Serra do Botucaraí, a colheita da soja está praticamente encerrada, restando apenas lavouras tardias implantadas em restevas de fumo e milho silagem. Em algumas áreas já colhidas, se realiza o manejo do solo no outono-inverno com a implantação de plantas de cobertura (nabo forrageiro e aveia). Porém, em muitas delas, a forma de manejo é o pousio temporário, com o crescimento de ervas espontâneas.

    Nas regiões do Alto Jacuí, Celeiro e Noroeste Colonial, já foi finalizada a colheita das áreas implantadas no período previsto no zoneamento agroclimático, restando as áreas semeadas após o período recomendado. As chuvas fortes da semana provocaram estragos nas áreas já colhidas, com escorrimento superficial da água que não infiltrou no solo, determinando assim carreamento de solo, de matéria orgânica e formação de sulcos.

   Lavouras a serem colhidas apresentam perda de qualidade dos grãos devido ao excesso de umidade. A cultura permanece com 1% em enchimento de grãos, 4% maduros e por colher e 95% já com a colheita finalizada nas Missões e Fronteira Noroeste. A produtividade mantém tendência de superação da projetada inicialmente, de 3,1 toneladas por hectare, e tem atingido 3,3 toneladas por hectare. O tempo instável predominante nas últimas semanas dificultou e paralisou a colheita destas últimas áreas e da safrinha, e o solo não apresenta capacidade de suporte para o trânsito de máquinas para a atividade.

   A soja cultivada na Zona Sul do Estado prossegue em colheita (restando apenas 8%) e se encaminha para conclusão. Nas áreas de coxilha, os rendimentos são de até 75 sacos por hectare, mas a produtividade de referência média da região fica em torno de 55 sacos por hectare.

    Com as precipitações dos últimos dias, a colheita avançou pouco, mas já atinge 97% da área na região Central do RS, mantendo produtividade média de três toneladas por hectare.

   No Médio Alto Uruguai e Rio da Várzea, está colhida a maior parte das lavouras da safra normal. No cultivo da soja de segundo plantio (safrinha), as lavouras estão em sua grande maioria em maturação fisiológica; a soja dessas lavouras sentiu a falta de umidade do solo, fato que diminuiu o potencial produtivo. Na última semana as colheitas não evoluíram em função da alta precipitação. Aguarda-se o tempo dar condições para a colheita e restabelecer.

    Restando apenas 1% da área a ser colhida no Alto Uruguai, a soja tem apresentado um rendimento de lavoura de aproximadamente 63,2 sacas por hectare.

Se essa produtividade for mantida até o balanço final, esta deverá ser a maior média regional já obtida.

   Na Campanha e Fronteira Oeste, a colheita evoluiu, restando poucas áreas a serem finalizadas. Em algumas áreas de produção, os agricultores estão preocupados com a queda de produtividade, fato registrado em decorrência do excesso de chuva e, posteriormente, pela falta da mesma, principalmente na região Campanha, onde se registra entre 30 e 40 sacas por hectare. Mercado (saca de 60 quilos)

    Após várias reduções no preço da saca dessa commodity no estado, o preço médio voltou a registrar um pequeno aumento de 0,47% em relação à semana passada, chegando aos R$ 64,76. Mesmo assim, esse valor encontra-se 20,86% abaixo do preço no mesmo período de 2018 e 5,78% menor que a cotação de um mês atrás. A variação foi entre R$ 60,50 e R$ 69,50.

     As informações são do boletim semanal divulgado pela Emater/RS.

    Revisão: Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Em meio à tensão EUA-China, negócios com soja aquecem no Brasil

Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – O recrudescimento da tensão comercial entre Estados Unidos e China neste mês de maio resultou em uma melhora consistente na comercialização de soja no mercado brasileiro. Nas últimas duas semanas, consultas feitas por SAFRAS & Mercado indicam que mais de 2 milhões de toneladas trocaram de mãos.

    Em um primeiro momento, as preocupações com o arrefecimento da demanda chinesa pelo produto americano colocaram os contratos futuros em Chicago no menor nível em mais de uma década. Mas os prêmios de exportação começaram uma escalada nos portos brasileiros e, juntamente com a alta do dólar, contribuíram para a melhora no ritmo dos negócios.

   Após bater em níveis abaixo de US$ 8,00 na posição julho, fatores técnicos e o atraso no plantio dos Estados Unidos deflagraram uma recuperação. A posição acumulou valorização de 3,77% até quinta, passando para US$ 8,39  por bushel.

    Com o dólar subindo 2,36% no período e superando a casa de R$ 4,00 e os prêmios de exportação para junho/julho rompendo os 100 pontos acima de Chicago, o volume negociado no Brasil se intensificou e os preços melhoraram nas principais praças do país.

   A saca de 60 quilos subiu de R$ 70,00 para R$ 75,00 em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 69,50 para R$ 73,00. No Porto de Paranaguá, o preço aumentou de R$ 75,00 para R$ 79,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 64,50 para R$ 70,00. Em Dourados (MS), o preço avançou de R$ 64,00 para R$ 68,50. Em Rio Verde (GO), o preço subiu de R$ 66,00 para R$ 69,00.

     Oferta e demanda

    As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 72,5 milhões de toneladas em 2019, recuando 14% sobre o volume de 2018, de 83,864 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado. Em março, a estimativa era de 70 milhões de toneladas.

    SAFRAS indica esmagamento de 42,5 milhões de toneladas em 2019 e de 42,2 milhões de toneladas em 2018, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2019, a oferta total de soja deverá cair 9%, passando para 118,312 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 118,15 milhões de toneladas, com queda de 9%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 13%, passando de 187 mil para 162 mil toneladas.

   SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,375 milhões de toneladas, subindo 1%. As exportações deverão cair 17% para 14 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17 milhões, aumento de 2%. Os estoques deverão subir 140%, para 2,362 milhões de toneladas.

    A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,46 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 48% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,6 milhões para 7,8 milhões de toneladas. A previsão é de aumento de 22% nos estoques para 168 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Soja tem dia movimentado e de preços subindo no Brasil

    Porto Alegre, 15 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços em elevação e bom volume de negócios, acompanhando a combinação de alta de Chicago e do dólar. Levantamento de SAFRAS & Mercado indica que cerca de 500 mil toneladas trocaram de mãos.

   Houve registro de negócios de 150 mil toneladas no Rio Grande do Sul, de 100 mil toneladas no Mato Grosso e de 130 mil toneladas nos últimos dias na região do Mapito. Em Goiás e em Minas Gerais, aproximadamente 50 mil toneladas foram operacionalizadas em cada um dos estados.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 71,50 para R$ 75,00 a saca. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 71,00 para R$ 73,50 a saca. No porto de Rio Grande, preço passou de R$ 76,00 para R$ 79,00.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 70,00 para R$ 71,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca subiu de R$ 76,50 para R$ 78,50.

    Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 67,00 para R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 66,50 para R$ 67,00. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu em R$ 68,50.

     Chicago

   Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais altos. Um movimento de cobertura de posições vendidas voltou a garantir os ganhos, mas o fraco resultado do esmagamento mensal americano reduziu a alta, com os contratos fechado abaixo das máximas do dia.

   A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 159,99 milhões de bushels em março, ante 170,11 milhões em março. A expectativa do mercado era de 161,6 milhões.

    A guerra comercial entre Estados Unidos e China segue no fgoco do mercado.

Apesar de poucos avanços, o mercado identificou traços de otimismo nas últimas declarações oficiais. O atraso no plantio nos Estados Unidos também ajudou a sustentar o mercado.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 4,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,48%, a US$ 8,35 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,42 por bushel, com ganho de 4,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,47%.

    Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,80, ou 0,6%, a US$ 299,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 27,24 centavos de dólar, com ganho de 0,24 centavo ou 0,88%.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 3,9980 para venda e a R$ 3,9960 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,9760 e a máxima de R$ 4,0230.

     Agenda de quinta

– Eurozona: A balança comercial de março será publicada às 6h pela Eurostat

– A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga às 8h os dados do Indice Geral de

Preços – 10 (IGP-10) referentes a maio.

– Levantamento para safra de café 2019 do Brasil – Conab, 9hs.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA:Chicago mantém tom positivo, com atrasos no cultivo por chuvas nos EUA

    Porto Alegre, 16 de maio de 2019 – Os contratos da soja em grão registram preços mais altos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado segue acompanhando a disputa comercial entre Estados Unidos e China e busca suporte nas preocupações com chuvas adicionais previstas para o cinturão produtor estadunidense, que deve seguir atrapalhando o cultivo da soja.

    Os contratos com vencimento em julho de 2019 operam cotados a US$ 8,40 3/4 por bushel, alta de 5,25 centavos de dólar por bushel ou 0,62%.

    Ontem (15), um movimento de cobertura de posições vendidas voltou a garantir os ganhos, mas o fraco resultado do esmagamento mensal americano reduziu a alta, com os contratos fechado abaixo das máximas do dia.

   A Associação Norte-Americana dos Processadores de Óleos Vegetais (NOPA) informou que o esmagamento de soja atingiu 159,99 milhões de bushels em março, ante 170,11 milhões em março. A expectativa do mercado era de 161,6 milhões.

    A guerra comercial entre Estados Unidos e China segue no fgoco do mercado.

Apesar de poucos avanços, o mercado identificou traços de otimismo nas últimas declarações oficiais. O atraso no plantio nos Estados Unidos também ajudou a sustentar o mercado.

    Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 4,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,48%, a US$ 8,35 1/2 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 8,42 por bushel, com ganho de 4,00 centavos de dólar por libra-peso ou 0,47%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS