MERCADO: Soja tem dia lento e de preços perto da estabilidade

Porto Alegre, 18 de julho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de preços apresentando apenas pequenos ajustes e de poucos negócios.
Chicago teve leve alta, mas o dólar recuou. Registro de negócios envolvendo
cerca de 20 mil toneladas no Paraná e outras 30 mil no Rio Grande do Sul. Nas
demais regiões, sem negócios relevantes.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos permaneceu em R$ 82,00. Na região
das Missões, a cotação avançou de R$ 81,00 para R$ 81,50. No porto de Rio
Grande, as cotações subiram de R$ 87,00 para R$ 88,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 82,50 a saca. No porto de
Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 90,00 para R$ 89,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 77,00. Em Dourados (MS), a
cotação seguiu em R$ 78,00. Em Rio Verde (GO), a saca subiu de R$ 75,00 para
R$ 76,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quarta-feira em leve alta. Foi a terceira sessão consecutiva
de ganhos, em meio a um movimento de recuperação técnica.

A venda de cerca de 200 mil toneladas de soja em grão americana para o
Paquistão ajudou a sustentar as cotações. A sobretaxa imposta pelo governo
chinês à oleaginosa dos Estados Unidos fez a cotação cair ao menor nível em
10 anos. Com isso, o preço ficou barato, abrindo espaço para compras por
parte de outros países.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de
2,75 centavos de dólar (0,32%), a US$ 8,42 1/4 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,57 3/4 por bushel, ganho de 2,50 centavos (0,29%)
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo fechou com queda de US$ 0,90
(0,27%), sendo negociada a US$ 328,20 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto fecharam a 28,07 centavos de dólar, com alta de 0,34
centavo ou 1,22%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,15%, cotado a R$
3,8380 para a compra e a R$ 3,8400 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8200 e a máxima de R$ 3,8650.

Agenda

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos Aires,
às 15hs.

– Relatório mensal sobre lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura,
na parte da tarde.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Importações chinesas somam 8,7 milhões de toneladas em junho

Porto Alegre, 13 de julho de 2018 – As importações de soja em grão da
China totalizaram 8,7 milhões de toneladas em junho, com elevação de 13%
sobre igual mês de 2018. Os dados são da Administração Geral de Alfândegas
e Portos da China.

No acumulado de 2018, as compras chinesas somam 44,87 milhões de
toneladas, avanço de 0,1% sobre igual período do ano passado. O país
asiático é o maior comprador de soja do mundo. Os principais abastecedores dos
chineses são Estados Unidos, Brasil e Argentina.

MERCADO: Soja tem quinta-feira de preços firmes no Brasil

Porto Alegre, 12 de julho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve uma
quinta-feira de volumes razoáveis de negócios e preços firmes, de estáveis
a mais altos. Quando o dólar teve maior alta no dia, houve melhora nas
cotações em algumas regiões. Depois o dólar se acomodou e isso trouxe
estabilidade em boa parte do país, até porque Chicago fechou com uma alta
irrisória.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 80,00 para R$ 81,00.
Na região das Missões, a cotação permaneceu em R$ 80,00. No porto de Rio
Grande, as cotações subiram de R$ 87,00 para R$ 88,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço seguiu em R$ 82,00 a saca. No porto de
Paranaguá (PR), a saca permaneceu em R$ 88,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 75,00 para R$ 75,50. Em Dourados
(MS), a cotação ficou em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca ficou em R$
74,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira em alta. A sessão foi muito volátil, com os
participantes avaliando os números divulgados pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).

O mercado iniciou o dia perto da estabilidade. Parte dos agentes tentava
recuperar tecnicamente as perdas de ontem. Mas o cenário fundamental negativo
seguiu limitando qualquer reação. Antes dos dados do USDA, o mercado
registrava leve baixa.

Mesmo com números baixistas do USDA, o mercado esboçou uma recuperação,
seguindo o bom desempenho do milho e do trigo. Após uma leve correção,
refletindo o relatório, Chicago reagiu no final. A alta foi técnica e ligada
aos mercados vizinhos.

O USDA elevou suas estimativas de safra e estoques de passagem de soja na
temporada 2018/19 americana. A previsão para as exportações foi reduzida.

A produção 2018/19 foi elevada de 4,280 bilhões de bushels, o
equivalente a 116,48 milhões de toneladas, para 4,310 bilhões ou 117,3
milhões de toneladas. O mercado apostava em 4,329 bilhões de bushels, ou
117,8 milhões de toneladas.

Os estoques finais em 2018/19 estão projetados em 580 milhões de bushels,
ou 15,784 milhões de toneladas. O mercado trabalhava com um número de 491
milhões de bushels, ou 13,362 milhões de toneladas. Em junho, a estimativa era
de 385 milhões de bushels ou 10,477 milhões de toneladas.

O USDA indica estimativa de exportação para 2017/18 de 2,04 bilhões de
bushels, contra 2,29 bilhões de junho. O esmagamento está estimado em 2,045
bilhões de bushels, contra 2 bilhões do mês anterior.

Em relação à temporada 2017/18, os estoques finais foram indicados em
465 milhões de bushels ou 12,655 milhões de toneladas, abaixo da previsão de
507 milhões do mercado – 13,798 milhões de toneladas. No relatório
anterior, o número era de 505 milhões de bushels ou 13,743 milhões de
toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de
0,75 centavo de dólar (0,09%), a US$ 8,33 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,49 1/4 por bushel, ganho de 1,00 centavo (0,11%)
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo subiu US$ 0,40 (0,12%), sendo
negociada a US$ 330,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
agosto fecharam a 28,27 centavos de dólar, com baixa de 0,16 centavo ou 0,56%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,07%, cotado a R$
3,8830 para a compra e a R$ 3,8850 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8380 e a máxima de R$ 3,9040.

Agenda

– China: o saldo comercial de junho será publicado durante a madrugada pela
alfândega do país.

– Japão: a leitura revisada da produção industrial de maio será publicada à
1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Dados de evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura,
início do dia.

– Intenção de plantio de soja, milho, arroz, algodão e feijão na temporada
2018/19 – SAFRAS & Mercado, 12hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Chicago despenca quase 2% após Washington impor novas tarifas

Porto Alegre, 11 de julho de 2018 – Os contratos da soja em grão registram
preços bem mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado recua quase 2%, após Washington
decidir impor novas tarifas à importação chinesa – fato que deve ser
retaliado por Beijing, prejudicando as exportações de soja dos Estados Unidos.
As informações são da Agência Reuters.

A Casa Branca anunciou nesta terça-feira que a administração de Donald
Trump se prepara para aplicar tarifas a um pacote de até US$ 200 bilhões em
bens chineses. As informações são da Agência CMA.

Os contratos com vencimento em agosto de 2018 operam cotados a US$ 8,40 por
bushel, perda de 15,75 centavos de dólar por bushel, ou 1,84%.

Ontem, o bom desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos seguiu
pressionando o mercado na maior parte do dia, com os agentes buscando um
melhor posicionamento frente ao relatório de julho do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).

O Departamento deverá elevar, no seu relatório de julho, a sua estimativa
para a safra 2018/19 de soja dos Estados Unidos. O levantamento será divulgado
na quinta, às 13hs.

Analistas consultados pelas agências internacionais apostam que o USDA
indicará safra de 117,8 milhões de toneladas. No relatório anterior, a
estimativa era de 116,5 milhões de toneladas. Em 2017/18, a produção
americana ficou em 119,5 milhões de toneladas.

Para os estoques finais americanos em 2018/19, o mercado aposta em número
de 13,36 milhões de toneladas, contra 10,48 milhões projetados relatório de
junho. Para 2017/18, o mercado trabalha com previsão passando de 13,74
milhões para 13,8 milhões de toneladas.

Os estoques globais para 2017/18 deverão ser cortados de 92,5 milhões
para 92 milhões de toneladas. Para 2018/19, a aposta é de um número próximo
a 88,6 milhões, contra 87 milhões de toneladas da estimativa de junho.

A estimativa de safra sul-americana em 2017/18 também deverá centralizar
as atenções do mercado. A aposta é de manutenção na previsão de produção
brasileira, ficando próxima de 119 milhões de toneladas.

A projeção para a safra da Argentina, no entanto, deverá ser reduzida,
de 37 milhões para 36,7 milhões de toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
0,50 centavo de dólar (0,05%), a US$ 8,52 por bushel. A posição novembro teve
cotação de US$ 8,71 por bushel, perda de 0,50 centavo (0,05%) centavos de
dólar em relação ao fechamento anterior.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem dia lento por feriado em SP e queda de Chicago

Porto Alegre, 9 de julho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve um
dia de preços entre estáveis e mais baixos nesta segunda-feira, marcada pelo
baixo volume de negócios. Com o feriado em São Paulo, não houve liquidez no
câmbio. Para completar o quadro negativo à comercialização, os preços
futuros tiveram forte queda em Chicago.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 80,00. Na região das
Missões, a cotação permaneceu em R$ 80,00. No porto de Rio Grande, as
cotações estabilizaram em R$ 87,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 82,50 para R$ 80,00 a saca. No
porto de Paranaguá (PR), a saca baixou de R$ 90,00 para R$ 88,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 77,00 para R$ 76,00. Em Dourados
(MS), a cotação caiu de R$ 76,50 para R$ 76,00. Em Rio Verde (GO), a saca
passou de R$ 76,00 para R$ 75,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira em forte baixa. Depois de subir quase 5% na
sexta, o mercado realizou lucros, diante de um cenário negativo para os
preços.

As previsões indicam chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos
próximos dias, favorecendo o desenvolvimento das lavouras americanas e
indicando um bom potencial produtivo. Além disso, o mercado segue sendo
pressionado pela tensão comercial entre China e EUA, com prejuízos às
exportações americanas.

As inspeções de exportação norte-americana de soja chegaram a 654.834
toneladas na semana encerrada no dia 5 de julho, conforme relatório semanal
divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Na semana anterior, as inspeções haviam atingido 849.374 toneladas. No
ano passado, em igual período, o total fora de 477.140 toneladas. No acumulado
do ano-safra, iniciado em 1 de setembro, as inspeções estão em 50.328.713
toneladas, contra 53.016.687 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
22,25 centavos de dólar (2,54%), a US$ 8,51 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,72 por bushel, perda de 22,50 centavos (2,51%) centavos
de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo recuou US$ 8,20 (2,42%),
sendo negociada a US$ 329,90 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto fecharam a 28,86 centavos de dólar, com baixa de 0,16
centavo ou 0,55%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,02%, cotado a R$
3,8680 para a compra e a R$ 3,8692 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8647 e a máxima de R$ 3,9264.

Agenda

– China: o índice de preços ao consumidor de junho será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– China: o índice de preços ao produtor de junho será publicado durante a
noite pelo departamento de estatísticas.

– Reino Unido: a balança comercial de maio será publicada às 5h30 pelo
departamento de estatísticas.

– Reino Unido: o índice de produção industrial de maio será publicado às
5h30 pelo departamento de estatísticas.

– Condições das lavouras dos Paraná – Deral, início do dia.

– Levantamento para a safra brasileira de grãos em 2017/18 – Conab, 9hs.

– Levantamento Sistemático de Produção Agrícola de junho – IBGE, 9hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja tem preços mais altos com avanço em Chicago

Porto Alegre, 6 de julho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve uma
sexta-feira de preços mais altos. As cotações avançaram seguindo a
valorização da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Com os ganhos, o dia
foi mais ativo na comercialização, apesar do jogo do Brasil na Copa do Mundo
de Futebol.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 78,50 para R$ 80,00.
Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 78,50 para R$ 80,00. No
porto de Rio Grande, as cotações subiram de R$ 87,00 para R$ 87,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 81,00 para R$ 82,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 88,50 para R$ 90,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 74,00 para R$ 77,00. Em
Dourados(MS), a cotação subiu de R$ 75,00 para R$ 76,50. Em Rio Verde (GO),
a saca passou de R$ 74,50 para R$ 76,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a sexta-feira em forte alta. Mesmo com a entrada em vigor da
sobretaxa de 25% imposta pelo governo chinês à soja dos Estados Unidos, o
mercado encontrou espaço para se recuperar tecnicamente das perdas
acumuladas recentemente.

A alta teve caráter técnico. O movimento de compras por parte de fundos e
especuladores ganhou força com o bom e surpreendente resultado das
exportações semanais americanas e pela previsão de clima seco para regiões
produtoras dos Estados Unidos.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 561.600 toneladas
na semana encerrada em 28 de junho. O número ficou 57% superior à semana
anterior e 78% acima da média das últimas quatro semanas.

Para a temporada 2018/19, foram mais 458.700 toneladas. As informações
foram divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O mercado apostava em número entre 400 mil e 900 mil toneladas.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
38,50 centavos de dólar (4,6%), a US$ 8,74 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,94 1/2 por bushel, ganho de 38,75 centavos (4,52%)
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 1,65%, cotado a R$
3,8680 para a compra e a R$ 3,8700 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8630 e a máxima de R$ 3,9540.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Brasil poderá ter que importar devido à disputa EUA/China, diz Anec

Porto Alegre, 05 de julho de 2018 – O Brasil, maior exportador de soja do
mundo, poderá ter de importar até 1 milhão de toneladas da oleaginosa dos
Estados Unidos até o fim deste ano para suprir a demanda de processadores
locais, disse um executivo da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais
(Anec) nesta quinta-feira.

Se a demanda da China por soja brasileira crescer em meio a uma guerra
comercial com os Estados Unidos, processadores locais poderão ter de recorrer a
importações dos EUA, disse Luis Barbieri, um membro do conselho da Anec.

“Esse é um dos momentos de maior incerteza na história recente do
comércio de grãos”, disse ele.

As informações partem da Reuters Brasil.

MERCADO: Soja tem preços firmes no Brasil seguindo dólar e prêmios

Porto Alegre, 5 de julho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve uma
quinta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. As cotações foram
sustentadas pela valorização do dólar e pela subida nos prêmios de
exportação. Com isso, a movimentação de negócios melhorou nas praças de
comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos ficou em R$ 78,50. Na região das
Missões, a cotação seguiu em R$ 78,50. No porto de Rio Grande, as cotações
avançaram de R$ 86,50 para R$ 87,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 80,00 para R$ 81,00 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 87,50 para R$ 88,50.

Em Rondonópolis (MT), a saca subiu de R$ 73,00 para R$ 74,00. Em
Dourados(MS), a cotação seguiu em R$ 75,00. Em Rio Verde (GO), a saca passou
de R$ 73,50 para R$ 74,50.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. O mercado enfileirou a oitava sessão
consecutiva de perdas, testando os menores níveis em dez anos.

A tensão comercial entre Estados Unidos e China e o bom desenvolvimento
das lavouras americanas, indicando um bom potencial produtivo, formaram o
cenário de pressão sobre as cotações.

A partir de amanhã, os Estados Unidos deverão taxar produtos chineses. Se
as medidas prometidas pelo governo Trump forem confirmadas, o país asiático
retaliará na mesma proporção. Com isso, deverá passar a valer a partir de
amanhã a sobretaxa de 25% imposta pela China às importações de soja
americana.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
8,50 centavos de dólar (1%), a US$ 8,35 1/2 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,55 3/4 por bushel, recuo de 8,50 centavos (0,98%)
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo subiu US$ 0,10 (0,03%), sendo
negociada a US$ 326,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
agosto fecharam a 28,57 centavos de dólar, com baixa de 0,17 centavo ou 0,59%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,53%, cotado a R$
3,9330 para a compra e a R$ 3,9350 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8880 e a máxima de R$ 3,9430.

Agenda de sexta

– Alemanha: a produção industrial de maio será publicada às 3h pelo
Ministério de Economia e Tecnologia.

– O IBGE divulga às 9h os dados sobre o Indice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo (IPCA) e o Indice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
referentes a junho.

– EUA: o resultado da balança comercial de maio será publicado às 9h30 pelo
Departamento do Comércio.

– EUA: o número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a
taxa de desemprego referentes a junho serão publicados às 9h30 pelo
Departamento do Trabalho.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de evolução das lavouras argentinas – Ministério da Agricultura,
início do dia.

– Dados de produção e exportação de veículos e máquinas agrícolas em
junho – Anfavea, a partir das 11hs.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Colheita 2017/18 está finalizada na Argentina

Porto Alegre, 28 de junho de 2018 – A colheita da soja na Argentina foi
finalizada.. O volume acumulado até o momento é de 36,029 milhões de
toneladas em uma área de 16,8 milhões de hectares. Esta é a menor produção
nos últimos nove anos.

Com o déficit hídrico, o número ficou 18 milhões de toneladas abaixo da
expectativa inicial para esta safra. A área plantada totaliza 18 milhões de
hectares.

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Cenário fundamental determina 7ª sessão seguida de queda em Chicago

Porto Alegre, 3 de julho de 2018 – Os contratos futuros da soja negociados
na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. O
mercado encerrou a sétima sessão consecutiva no território negativo,
pressionado pelo cenário fundamental baixista.

Apesar do índice de lavouras americanas em boas a excelentes condições
ter recuado, o percentual ainda é eleva e encaminha um bom potencial produtivo.
Além disso, a tensão comercial entre Estados Unidos e China, prejudicando o
fluxo das exportações americanas para o país asiático, segue sendo um fator
de pressão sobre os contratos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados
sobre as condições das lavouras americanas de soja. Segundo o USDA, até 1 de
julho, 71% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação
regular e 6% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, os
números eram de 73%, 22% e 5%, respectivamente.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
4,50 centavos de dólar (0,53%), a US$ 8,44 por bushel. A posição novembro
teve cotação de US$ 8,64 1/4 por bushel, recuo de 5,25 centavos (0,6%)
centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição agosto do farelo recuou US$ 1,70 (0,51%),
sendo negociada a US$ 326,30 por tonelada. No óleo, os contratos com
vencimento em agosto fecharam a 28,74 centavos de dólar, com baixa de 0,14
centavo ou 0,48%.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: 71% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 2 de julho de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras
americanas de soja. Segundo o USDA, até 1 de julho, 71% estavam entre boas e
excelentes condições, 23% em situação regular e 6% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 73%, 22% e 5%,
respectivamente.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Importações da China podem atingir 100,5 milhões de t em 2018/19

Porto Alegre, 29 de junho de 2018 – As importações de soja da China no
ano comercial 2018/19 – que inicia no dia 1o de outubro de 2018 – podem somar
de 100,5 milhões de toneladas, o que representa um aumento frente à temporada
anterior – 97 milhões de toneladas. As informações são Gain Report, do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produção de soja foi
estimada em 15,2 milhões de toneladas em 2018/19, ante 14,4 milhões na
temporada anterior.

SOJA: USDA indica área de 89,6 mi de acres em 2017, abaixo do esperado

Porto Alegre, 29 de junho de 2018 – A área a ser plantada com soja nos
Estados Unidos em 2017 deverá totalizar 89,6 milhões de acres, conforme o
relatório de área plantada do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA). Se confirmada, a área ficará 1% abaixo do total cultivado no ano
passado.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, que era de 89,789
milhões de acres, mas ficou acima do indicado no relatório de intenção de
plantio do USDA, divulgado no final de março, de 88,982 milhões de acres.

SOJA: Estoques trimestrais em 1o de junho sobem 26% – USDA

Porto Alegre, 29 de junho de 2018 – Os estoques trimestrais de soja em
grão dos Estados Unidos, na posição 1o de junho, totalizaram 1,22 bilhão de
bushels, conforme relatório divulgado há pouco pelo Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O volume estocado subiu 26% na
comparação com igual período de 2017.

O número ficou acima da expectativa do mercado, de 1,218 bilhão de
bushels. Do total, 377 milhões de bushels estão armazenados com os produtores,
com ganho de 13%. Os estoques fora das fazendas somam 845 milhões de de
bushels, com alta de 33%.

SEMANA: Impasse do frete e tensão EUA-China param mercado de soja em junho

Porto Alegre, 29 de junho de 2018 – O mercado brasileiro de soja
praticamente parou durante o mês de junho, que foi marcado também pela queda
dos preços nas principais praças do país. Ainda reflexo da greve dos
caminhoneiros no mês passado, a indefinição sobre a nova tabela de fretes
rodoviários confundiu e afastou os negociadores do mercado.

Completando o cenário desfavorável à comercialização da oleaginosa no
Brasil, os preços futuros em Chicago despencaram com a intensificação da
guerra comercial entre Estados Unidos e China. Os contratos com entrega em
dezembro despencaram quase 15%, com o pior desempenho mensal desde julho
de 2014.

A posição encerrou o dia 28 a US$ 8,83 por bushel, acumulando
desvalorização de 14,57% sobre o início do mês, quando a soja era cotada a
US$ 10,34 na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A partir de 6 de julho
passa a vigorar a sobretaxa de 25% imposta pela China à soja americana. Com a
demanda comprometida, o mercado antecipou as perdas durante o mês de junho.

Os preços domésticos seguiram a indicação de Chicago e só não caíram
mais devido a dois fatores: a elevação do dólar frente ao real – a moeda
americana subir 3,21% no período, fechando a quinta na casa de R$ 3,86 – e a
alta dos prêmios de exportação, que bateram na casa de 200 pontos acima de
Chicago para entrega em setembro.

Outro fator que merece ser levado em conta na composição dos preços
externos é o bom desenvolvimento das lavouras americanas. O plantio evoluiu
sem transtornos e as condições da planta seguem com índices acima de 70%
entre boas e excelentes, indicando uma safra cheia nos Estados Unidos.

De forma geral, junho foi de perdas para as cotações domésticas. Em
Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 82,00 para R$ 79,00 no
mês. Em Cascavel (PR), o preço caiu de R$ 70,50 para R$ 78,50. No Porto de
Paranaguá, a cotação recuou de R$ 86,50 para R$ 86,00.

Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 76,00 para R$ 69,00. A saca
também caiu em Dourado (MS), baixando de R$ 74,00 para R$ 72,50. Em Rio
Verde (GO), a cotação recuou de R$ 74,00 para R$ 69,00.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO:Soja tem preços firmes com alta dos prêmios, apesar de dólar e CBOT

Porto Alegre, 28 de junho de 2018 – O mercado brasileiro de soja teve uma
quinta-feira de preços firmes, de estáveis a mais altos. Apesar da queda na
Bolsa de Chicago e da baixa do dólar, as cotações se sustentaram no mercado
nacional diante da elevação nos prêmios de exportação. O mercado permaneceu
sem negócios, ainda com a indefinição em torno da tabela dos fretes, com a
reunião de hoje mantendo sem solução a questão.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos avançou de R$ 77,50 para R$
79,00. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 77,00 para R$ 78,00. No
porto de Rio Grande, as cotações passaram de R$ 84,50 para R$ 86,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço subiu de R$ 77,00 para R$ 78,50 a saca.
No porto de Paranaguá (PR), a saca avançou de R$ 85,00 para R$ 86,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca se manteve em R$ 69,00. Em Dourados(MS), a
cotação avançou de R$ 72,00 para R$ 72,50. Em Rio Verde (GO), a saca seguiu
em R$ 69,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. O resultado das exportações semanais
e a expectativa de aumento na área a ser plantada nos Estados Unidos
pressionaram o mercado.

Em relação às exportações, o destaque foi o cancelamento de 120 mil
toneladas de vendas à China, reforçando às preocupações em torno da guerra
comercial entre os dois países. Sobre o relatório de área plantada, que será
divulgado amanhã pelo USDA, a projeção é de uma área acima da indicada no
relatório de intenção de plantio.

As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à
temporada 2017/18, com início em 1 de setembro, ficaram em 358.500 toneladas
na semana encerrada em 21 de junho. O número ficou 19% superior à semana
anterior e 14% acima da média das últimas quatro semanas. Para a temporada
2018/19, foram mais 642.300 toneladas. As informações foram divulgadas pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O USDA deverá indicar uma área plantada norte-americana com soja de 89,8
milhões de acres, com recuo sobre o ano anterior e leve alta na comparação
com a intenção de plantio, divulgado em março. A previsão é compartilhada
por analistas e corretores consultados pelas agências internacionais. Segundo a
consulta, o Departamento deverá indicar área de 89,789 milhões de acres,
abaixo dos 90,142 milhões de acres cultivados em 2017. No final de março, o
USDA divulgou o relatório de intenção de plantio. Naquela oportunidade, o
Departamento apostava em uma área de 88,982 milhões de acres.

O Departamento vai divulgar na sexta também o relatório para os estoques
trimestrais americanos na posição 1o de junho. O mercado aponta estoques de
1,218 bilhão de bushels. Em 1o de março, o estoque ficou em 2,107 bilhões e
em junho do ano passado os produtores tinham 966 milhões de bushels
armazenados.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
6,25 centavos de dólar (-0,72%), a US$ 8,61 1/4 por bushel. A posição agosto
teve cotação de US$ 8,66 3/4 por bushel, recuo de 6,25 (-0,71%) centavos de
dólar em relação ao fechamento anterior.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo caiu US$ 2,50 (-0,74%), sendo
negociada a US$ 331,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
julho fecharam a 29,01 centavos de dólar, estável.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,49%, cotado a R$
3,8550 para a compra e a R$ 3,8570 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8360 e a máxima de R$ 3,8780.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja apresenta preços mistos e poucos negócios no Brasil

Porto Alegre, 26 de junho de 2018 – O mercado brasileiro de soja
apresentou poucos negócios e preços mistos nesta terça-feira. A queda na
Bolsa de Chicago para a soja teve impacto limitado pela valorização do dólar
e o dia foi marcado por lentidão no país.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu em R$ 76,50. Na região das
Missões, a cotação ficou em R$ 76,00. No porto de Rio Grande, as cotações
permaneceram em R$ 83,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço ficou em R$ 76,00 a saca. No porto de
Paranaguá (PR), a saca seguiu em R$ 84,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,00. Em Dourados(MS), a
cotação avançou de R$ 70,00 para R$ 71,00. Em Rio Verde (GO), a saca
permaneceu em R$ 68,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. O mercado não encontrou sustentação
para manter a recuperação técnica do início do dia.

A pressão segue sendo exercida pelo bom desenvolvimento das lavouras
americanas, pela expectativa de área plantada maior que o esperado nos Estados
Unidos e pela crescente tensão comercial entre EUA e China.

A China isentará alguns países da Ásia-Pacífico de taxas de
importação de soja, anunciou o Conselho de Estado do país, juntamente com
outros cortes tarifários em uma lista abrangente de produtos.

A partir de 1o de julho, a China reduzirá 3% para zero as tarifas sobre as
importações de soja de India, Coreia do Sul, Bangladesh, Laos e Sri Lanka. A
lista também abrange produtos químicos, agrícolas, médicos, têxteis, de
aço e alumínio, que estão sujeitos a vários níveis de cortes tarifários.

A China tem feito um esforço extra para aumentar sua produção de soja
este ano, depois que ameaçou cobrar uma tarifa retaliatória de 25% sobre as
importações de soja dos Estados Unidos. Pequim também tem tentado
diversificar suas fontes de importação de soja, de países como Brasil e
Rússia.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
7,25 centavos de dólar (0,82%), a US$ 8,67 1/4 por bushel. A posição agosto
teve cotação de US$ 8,73 por bushel, perda de 7,00 centavos de dólar, ou
0,79%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo subiu US$ 0,80 (0,24%), sendo
negociada a US$ 333,70 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
julho fecharam a 28,94 centavos de dólar, inalterado.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com alta de 0,44%, cotado a R$
3,7960 para a compra e a R$ 3,7980 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7630 e a máxima de R$ 3,7810.

Agenda de quarta

– EUA: a posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada
será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: 73% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

Porto Alegre, 25 de junho de 2018 – O Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras
americanas de soja. Segundo o USDA, até 24 de junho, 73% estavam entre boas
e excelentes condições, 22% em situação regular e 5% em condições entre
ruins e muito ruins. Na semana passada, os números eram de 73%, 22% e 5%,
respectivamente.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Soja inicia lento de negócios e espera definição para fretes

Porto Alegre, 25 de junho de 2018 – Os preços da soja oscilaram entre
estáveis e mais baixos no mercado brasileiro nesta segunda-feira de poucos
negócios. A queda é consequência das perdas de Chicago e do dólar. A
questão do frete segue prejudicando a movimentação e os agentes aguardam a
reunião da próxima quinta-feira, esperando por uma solução para o impasse.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos baixou de R$ 77,00 para R$ 76,500.
Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 76,50 para R$ 76,00. No porto
de Rio Grande, as cotações permaneceram em R$ 83,50.

Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 76,50 para R$ 76,00 a saca. No
porto de Paranaguá (PR), a saca passou de R$ 84,50 para R$ 84,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca seguiu em R$ 68,00. Em Dourados(MS), a
cotação baixou de R$ 71,00 para R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), a saca se
recuou de R$ 69,00 para R$ 68,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago
(CBOT) fecharam a segunda-feira com preços mais baixos. Os contratos fecharam
próximos das mínimas do dia, em meio ao recrudescimento da tensão comercial
entre Estados Unidos e China.

Nem mesmo a venda de 186 mil toneladas de soja americana por parte dos
exportadores privados americanos para destinos não revelados amenizou o
cenário negativo para os preços. O quadro piora em meio ao bom
desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos está esboçando restrições
que impedirão empresas com ao menos 25% de propriedade chinesa de comprarem
companhias norte-americanas com “tecnologia industrial significativa”, afirmou
no domingo uma autoridade dos EUA com conhecimento do assunto.

A autoridade, cujas declarações confirmam uma reportagem do Wall Street
Journal, enfatiza que o limite de propriedade chinesa pode mudar antes que as
restrições sejam anunciadas na sexta-feira. A medida marca novo agravamento no
conflito comercial entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e a China,
o que ameaça afetar os mercados financeiras e o crescimento global.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de
20,00 centavos de dólar (2,23%), a US$ 8,74 por bushel. A posição agosto
teve cotação de US$ 8,80 por bushel, perda de 20,00 centavos de dólar, ou
2,22%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo caiu US$ 6,20 (1,82%), sendo
negociada a US$ 332,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em
julho fecharam a 28,94 centavos de dólar, perda de 0,27 centavo ou 0,92%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a negociação com baixa de 0,07%, cotado a R$
3,7790 para a compra e a R$ 3,7810 para a venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7630 e a máxima de R$ 3,7890.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Ministério indica safra da Argentina de 37,2 mi de t em 2017/18

Porto Alegre, 22 de junho de 2018 – A área de soja da Argentina deve
atingir 16,9 milhões de hectares na safra 2017/18, recuando 6,1% frente aos 18
milhões de hectares plantados na temporada anterior (2016/17). Os números
fazem parte da estimativa de junho do Ministério da Agroindústria da
Argentina. O Ministério elevou a área em 1,8% em relação à estimativa de
maio, de 16,6 milhões de hectares.

Na produção, a estimativa oficial do Ministério indica uma safra de 37,2
milhões de toneladas, com queda de 32,4% sobre a temporada anterior, que ficou
em 55 milhões de toneladas. Em relação à estimativa divulgada em maio, de
36,6 milhões de toneladas, a alta ficou em 1,6%.

Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SOJA: Guerra comercial entre EUA e China volta a pressionar Chicago

Porto Alegre, 21 de junho de 2018 – Os contratos da soja em grão registram
preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de
Mercadorias de Chicago (CBOT). Após a leve reação de ontem, o mercado volta
à rotina de perdas – lembrando que na terça-feira a oleaginosa chegou a
atingir o pior patamar em dez anos. Segue pesando negativamente a guerra
comercial entre os Estados Unidos e a China. As informações são da Agência
Reuters.

Os contratos com vencimento em julho de 2018 operam cotados a US$ 8,82 1/4
por bushel, perda de 7,25 centavos de dólar por bushel, ou 0,81%.

Ontem, os contratos futuros fecharam perto da estabilidade, em dia de muita
volatilidade.

Após uma terça-feira de fortes perdas, em razão da intensificação da
guerra comercial entre Estados Unidos e China, o cenário financeiro mais
tranquilo fez com que alguns agentes aproveitassem a queda dos preços para
barganhar e recompor posições.

Mas os ganhos foram tímidos e limitados. O quadro de desavença entre os
dois países segue sendo motivo de preocupação. Além das medidas tarifárias
que passarão a valer a partir de 6 de julho, o mercado teme pela adoção de
taxas ainda mais rígidas e amplas.

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de
0,50 centavo de dólar (0,05%), a US$ 8,89 por bushel. A posição agosto teve
cotação de US$ 8,94 1/2 por bushel, ganho de 0,25 centavos de dólar, ou
0,02%.

Rodrigo Ramos (rodrigo@safras.com.br) / Agência SAFRAS