Milho apresenta preços estáveis nesta quinta no Brasil

    Porto Alegre, 15 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados nesta quinta-feira. A forte queda do dólar trouxe pressão as cotações nos portos e o dia foi lento na comercialização interna, como destaca o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 35,50/37,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,00/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,00/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado subiu pela primeira vez em quatro sessões, após ter atingido ontem o pior patamar desde a metade de maio, acumulando perdas de cerca de 11% nos três últimos pregões. Os ganhos só não foram maiores pela previsão de chuvas benéficas ao desenvolvimento das lavouras em importantes regiões produtoras do Meio-Oeste dos Estados Unidos e pelo fraco desempenho das exportações semanais norte-americanas. As informações são de agências internacionais.

    As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2018/19, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 42.600 toneladas na semana encerrada em 8 de agosto. Representa uma retração de 70% frente à semana anterior e queda de 82% ante à média das últimas quatro semanas. O maior importador foi a Arábia Saudita, com 59.300 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaram em 197.000 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 200 mil e 700 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,60 3/4, alta de 1,75 centavo de dólar, ou 0,48%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,71 por bushel, ganho de 0,75 centavo de dólar, ou 0,2%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,26%, sendo negociado a R$ 3,9880 para a compra e a R$ 3,9900 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0450 e a mínima de R$ 3,9810.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Milho apresenta preços fracos no Brasil nesta terça-feira

    Porto Alegre, 13 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços fracos nesta terça-feira. O mercado ainda tenta digerir o relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) na última segunda-feira. O fato é que os consumidores domésticos e tradings reduziram a intenção de compra. Por sua vez, já é observado avanço da fixação em diversos estados do país. Os preços nos portos desabaram, situação que deve refletir no comportamento dos preços domésticos.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 35,50/37,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,00/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,00/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 26,00/29,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado estendeu o tombo de ontem e despenca mais de 3%, ainda pressionado pela previsão de safra norte-americana acima do esperado.

    Ontem, o mercado repercutiu o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O documento elevou as projeções para a produção norte-americana, bem como para os estoques finais dos Estados Unidos e do mundo, todas acima do esperado pelo mercado.

    Os Estados Unidos deverão colher 13,901 bilhões de bushels do cereal na temporada 2019/20, ante os 13,875 bilhões indicados em junho, enquanto o mercado apostava em um número de 13,164 bilhões de bushels. A produtividade média foi indicada em 169,5 bushels por acre, ante os 166 bushels indicados no mês passado. A área a ser plantada foi estimada em 90,0 milhões de acres (contra 91,7 milhões de acres em julho) e a área a ser colhida em 82,0 milhões de acres (ante 83,6 milhões).

    O USDA prevê que os estoques finais da safra 2019/20 ficarão em 2,181 bilhões de bushels, ante os 2,010 bilhões de bushels apontados em junho, enquanto o mercado esperava um número de 1,603 bilhão de bushels.

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,66, baixa de 19,25 centavos de dólar, ou 4,99%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,76 1/2 por bushel, recuo de 16,25 centavos de dólar, ou 4,13%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,37%, sendo negociado a R$ 3,9680 para a compra e a R$ 3,9700 para a venda. Durante o dia, amoeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0130 e a mínima de R$ 3,9460.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Segunda-feira termina com preços mais baixos para milho

    Porto Alegre, 12 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho apresentou dois momentos nesta segunda-feira. No primeiro momento, o mercado esteve apreensivo e firme nos preços pela valorização do dólar. Mas, depois a Bolsa de Chicago teve forte desvalorização e as cotações cederam.

   Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, ao final das contas compradores e exportadores se afastaram do mercado e a expectativa agora é para ver se a Bolsa de Chicago apresenta novas perdas nesta terça-feira.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,00/39,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 37,50/40,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,00/34,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 34,00/35,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 37,50/38,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 28,00/29,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 28,00/29,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado repercutiu o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado hoje. O documento elevou as projeções para a produção norte-americana, bem como para os estoques finais dos Estados Unidos e do mundo, todas acima do esperado pelo mercado.

    Os Estados Unidos deverão colher 13,901 bilhões de bushels do cereal na temporada 2019/20, ante os 13,875 bilhões indicados em junho, enquanto o mercado apostava em um número de 13,164 bilhões de bushels. A produtividade média foi indicada em 169,5 bushels por acre, ante os 166 bushels indicados no mês passado. A área a ser plantada foi estimada em 90,0 milhões de acres (contra 91,7 milhões de acres em julho) e a área a ser colhida em 82,0 milhões de acres (ante 83,6 milhões).

    O USDA prevê que os estoques finais da safra 2019/20 ficarão em 2,181 bilhões de bushels, ante os 2,010 bilhões de bushels apontados em junho, enquanto o mercado esperava um número de 1,603 bilhão de bushels.

    A safra global 2019/20 foi estimada em 1.108,24 milhão de toneladas, contra 1.105,14 milhão de toneladas em julho. Os estoques finais da safra mundial 2019/20 foram projetados em 307,72 milhões de toneladas, contra as 298,92 milhões de toneladas apontadas em julho, enquanto mercado apostava em um número de 290,9 milhões de toneladas.

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,85 1/4, baixa de 25,00 centavos de dólar, ou 6,09%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 3,92 3/4 por bushel, recuo de 25,00 centavos de dólar, ou 5,98%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 3,9830 para a compra e a R$ 3,9850 para a venda. Durante o dia, amoeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0140 e a mínima de R$ 3,9760.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO:Preços do milho sobem nas regiões portuárias, seguindo CBOT e dólar

   Porto Alegre, 02 de julho de 2019 – O mercado interno de milho teve uma sexta-feira sem registro de negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, a movimentação no porto ainda dita o ritmo do mercado “Basicamente, a recuperação das cotações futuras em Chicago impulsionou os preços dos portos, da mesma maneira que a valorização do dólar ante ao real também contribuiu para o movimento”, disse ele.

   No entanto, o cenário ainda preocupa, com o mercado voltando suas atenções ao relatório de Oferta e Demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado no dia 12.

   Internamente, a colheita está em seu estágio final no Centro-Oeste, e os problemas de armazenamento são recorrentes.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 35,70/39,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 38,00/40,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,00/33,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 32,00/33,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,00/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,50/39,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,50/29,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

 Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi impulsionado por compras especulativas e um movimento de cobertura de posições vendidas antes do final de semana. A baixa umidade do solo em lavouras do Meio-Oeste norte-americano colaborou para os ganhos. Na semana, a posição setembro acumulou queda de 3,62%. Esta foi a terceira retração semanal consecutiva.

   Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,99 1/2, alta de 6,75 centavos de dólar, ou 1,71%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,09 1/2 por bushel, ganho de 7,00 centavos de dólar, ou 1,73%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,16%, sendo negociado a R$ 3,8910 para a compra e a R$ 3,8930 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8940 e a mínima de R$ 3,8500.

      Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercado permanece focado no clima nos Estados Unidos – SAFRAS

   Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

– O foco permanece no clima para o Meio Oeste norte-americano, com as lavouras de milho em etapas-chave de seu desenvolvimento, o pendoamento e a floração;

– A previsão ainda é de clima ameno no Corn Belt, com chuvas regulares. Com isso a tendência é que as lavouras encontrem boas condições de desenvolvimento;

– Nesse sentido o relatório de condições das lavouras segue imprescindível para nortear o mercado, com expectativa de manutenção ou mesmo de melhora de 1% nas lavouras em boas ou excelentes condições no relatório que será divulgado ao longo do dia;

– O relatório de Oferta e Demanda também ocupa um papel central na formação de tendência de curto prazo;

– A movimentação no porto ainda dita o ritmo do mercado interno. Nos momentos de intensa queda da CBOT, as indicações chegaram a recuar ao patamar de R$ 36,70. No entanto com a recuperação da CBOT e a movimentação cambial permitiram que as indicações retornassem ao patamar de R$ 38;

– A colheita alcançou 84,5% da área estimada no Centro-Sul de acordo com levantamento da Safras & Mercado. No Mato Grosso, a ceifa está quase concluída, com um patamar de 95% da área estimada. Em Goiás, a colheita alcançou o patamar de 79% da área estimada;

– Nos dois estados, os problemas de armazenamento são recorrentes, em meio a um quadro logístico bastante complicado, resultando em atrasos no cumprimento de contratos;

– Nessas condições, o quadro da CBOT e a movimentação cambial seguem determinantes, ditando o ritmo do mercado.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Milho teve quedas em julho com safrinha e paridade de exportação

    Porto Alegre, 02 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de milho teve um mês de julho de baixas nos preços. A entrada de uma safrinha recorde pesou sobre as cotações, que também foram pressionadas pela paridade de exportações. A recente queda nos preços do milho na Bolsa de Chicago (CBOT) determinou quedas nas cotações nos portos e afetou também o mercado doméstico ao produtor.

   Na Bolsa de Chicago, entre outros fatores, o milho foi pressionado pelas indicações de uma demanda menor. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a paridade de exportação ditou o ritmo do mercado ao longo das últimas semanas. “A queda da CBOT levou a um quadro de redução sistemática dos preços nos portos, que chegaram a recuar ao patamar de R$ 36,00. Esse tipo de indicação tende a pressionar o mercado doméstico”, avalia.

    Já a colheita da safrinha está em sua fase final no Centro-Oeste do país, e os problemas de armazenamento são bastante comuns, principalmente no Mato Grosso. Com uma safrinha recorde, há falta de espaço para a armazenagem do milho, o que pressiona ainda mais o mercado, à medida que mais do cereal acaba ficando à disposição dos compradores.

    No balanço mensal, o milho no Porto de Santos, na base de compra, caiu de R$ 41,50 para R$ 36,00 a saca em julho. Em Campinas/CIF, a cotação na base de venda caiu no mês de R$ 40,00 para R$ 38,50 a saca. Na região Mogiana paulista, as cotações baixaram no comparativo mensal de R$ 38,50 para R$ 34,00.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço caiu de R$ 35,00 para R$ 34,00 a saca na base de venda. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação se manteve estável em R$ 28,50. Já em Rio Verde, Goiás, o mercado caiu de R$ 33,00 para R$ 30,00 a saca. Em Uberlândia, Minas Gerais, cotação recuando de R$ 36,00 para R$ 34,50.

Exportações

    As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,126 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 49 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 6,316 milhões de toneladas, com média de 274,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 178,40.

    Na comparação com a média diária de junho, houve uma elevação de 242,1% no valor médio exportado, uma alta de 281,2% na quantidade média diária e perda de 10,3% no preço médio. Na comparação com julho de 2018, houve ganho de 426,5% no valor médio diário exportado, elevação de 416,4% na quantidade média diária de volume e valorização de 2% no preço médio.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Chicago e dólar recuam e soja tem julho arrastado

    Porto Alegre, 2 de agosto de 2019 – O mercado brasileiro de soja teve um mês de julho marcado por escassos negócios e por preços recuando na maior parte das praças do país. A desvalorização dos contratos futuros em Chicago e a queda do dólar prejudicaram a comercialização.

    Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 77,50 para R$ 73,00 em julho. Em Cascavel (PR), o preço baixou de R$ 74,00 para R$ 71,50. Em Paranaguá, a cotação recuou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Em Rondonópolis (MT), a saca passou de R$ 70,00 para R$ 67,50. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou na casa de R$ 70,00. Em Rio Verde (GO), o preço baixou de R$ 81,00 para R$ 78,50.

   Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro acumularam desvalorização de 4,5% em julho, encerrando o mês a US$ 8,81 . A intensificação da guerra comercial entre China e Estados Unidos e a melhora do clima no cinturão produtor americano determinaram as perdas.

    O câmbio também não ajudou na comercialização. O dólar comercial acumulou queda de 0,6% no período, encerrando o mês a R$ 3,818. Na maior parte do mês, a moeda ficou abaixo de R$ 3,80.

     Oferta e Demanda

   As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 77 milhões de toneladas em 2020, subindo 7% sobre o volume de 2019, projetado em 72,1 milhões de toneladas. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

    “A manutenção da guerra comercial entre EUA e China deverá levar novamente a uma forte demanda chinesa pela soja brasileira, enxugando nossos estoques”, destaca o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque.

   O esmagamento também deve crescer frente a uma maior demanda por exportação de carnes. SAFRAS indica esmagamento de 43,75 milhões de toneladas em 2020 e de 43,2 milhões de toneladas em 2019, representando um aumento de 1% entre uma temporada e outra.

   Em relação à temporada 2020, a oferta total de soja deverá subir 5%, passando para 124,067 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 123,95 milhões de toneladas, com ganho de 5%. Desta forma, os estoques finais deverão cair 9%, passando de 129 mil para 117 mil toneladas.

    SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 32,95 milhões de toneladas, inalterada. As exportações deverão cair 3% para 15,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,5 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão cair 6%, para 838 mil toneladas.

   A produção de óleo de soja deverá ficar em 8,685 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 700 mil toneladas, com queda de 24% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 7,9 milhões para 8,05 milhões de toneladas. A previsão é de recuo de 14% nos estoques para 93 mil toneladas.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Milho tem perdas no Brasil com forte baixa na CBOT

    Porto Alegre, 01 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços mais baixos nesta quinta-feira, refletindo as fortes perdas na Bolsa de Chicago (CBOT). Novamente, a paridade de exportação ditou o ritmo do mercado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a forte queda da CBOT levou a um quadro de redução sistemática dos preços nos portos. “Esse tipo de indicação tende a pressionar o mercado doméstico”, comenta. “Por sua vez, a colheita está em sua fase final no Centro-Oeste do país, e os problemas de armazenamento são bastante comuns, principalmente no Mato Grosso”, destaca, como outro fator baixista que traz mais oferta ao mercado.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 35,70/38,00 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 36,00/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,00/33,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 32,00/33,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,00/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,50/39,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,00/34,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 27,50/29,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado não consolidou a recuperação esboçada no início do dia, pelo contrário, estendeu as perdas de ontem, quando atingiu o pior nível em sete semanas, desde 11 de junho. A previsão de clima benéfico ao cinturão produtor norte-americano e a fraca demanda pelo grão estadunidense pesaram negativamente.

   As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2018/19, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 143.100 toneladas na semana encerrada em 25 de julho. Representa uma elevação de 18% frente à semana anterior e queda de 43% ante à média das últimas quatro semanas. O maior importador foi o México, com 145.000 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaram em 129.600 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mil e 900 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 3,92 3/4, baixa de 7,50 centavos de dólar, ou 1,87%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,02 por bushel, recuo de 7,50 centavos de dólar, ou 1,82%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,78%, sendo negociado a R$ 3,8460 para a compra e a R$ 3,8480 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8610 e a mínima de R$ 3,8120.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Exportações somam 6,316 mi de toneladas em julho – Secex

    Porto Alegre, 1 de agosto de 2019 – As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,126 bilhão em julho (23 dias úteis), com média diária de US$ 49 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 6,316 milhões de toneladas, com média de 274,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 178,40.

   Na comparação com a média diária de junho, houve uma elevação de 242,1% no valor médio exportado, uma alta de 281,2% na quantidade média diária e perda de 10,3% no preço médio. Na comparação com julho de 2018, houve ganho de 426,5% no valor médio diário exportado, elevação de 416,4% na quantidade média diária de volume e valorização de 2% no preço médio.

    Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Milho mantém estabilidade no Brasil nesta quarta-feira

   Porto Alegre, 31 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de milho manteve preços pouco alterados nesta quarta-feira, com poucos negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, O ritmo das negociações permanece vinculado à paridade de exportação. Ao longo do dia o cenário foi de retração, uma vez que a CBOT (Bolsa de Chicago) apresentou queda com melhora do clima no Meio Oeste norte-americano.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,00/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 36,00/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 33,00/34,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,00/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 37,00/39,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,50/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 28,00/30,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,50 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de boas condições para o desenvolvimento das lavouras norte-americanas de milho. A expectativa para o curto prazo é de um clima mais seco no cinturão produtor, com temperaturas amenas, favorecendo o cereal. O avanço pouco expressivo das negociações comerciais entre Estados Unidos e China no encontro encerrado hoje também contribuiu para a forte queda nos preços. No acumulado de julho, a posição setembro caiu 5,77%.

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 4,00 1/4, baixa de 11,00 centavos de dólar, ou 2,67%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,10 por bushel, recuo de 11,00 centavos de dólar, ou 2,61%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,71%, sendo negociado a R$ 3,8160 para a compra e a R$ 3,8180 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8240 e a mínima de R$ 3,7500.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Chicago fecha em baixa com melhores lavouras dos EUA

 Porto Alegre, 30 de julho de 2019 – A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado foi pressionado pelo indicativo de melhores condições para as lavouras norte-americanas de milho.

    O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 28 de julho, 58% estavam entre boas e excelentes condições, 30% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 57%, 30% e 13%, respectivamente. O mercado apostava em percentual de 57% de lavouras entre boas e excelentes condições.

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 4,11 1/4, baixa de 5,75 centavos de dólar, ou 1,37%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,21 por bushel, recuo de 6,00 centavos de dólar, ou 1,4%, em relação ao fechamento anterior.

MERCADO: Milho abre semana com preços firmes buscando paridade de exportação

  Porto Alegre, 29 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de milho ainda opera em função da paridade de exportação. Neste começo de semana, o processo de valorização do dólar ao longo do dia, além da alta na Bolsa de Chicago, ofereceu reajustes nos preços dos portos, refletindo nas cotações domésticas do cereal, como aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 38,50/40,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 38,00/39,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,50/33,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,50/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 37,00/39,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,50/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,50/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 28,00/30,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,50 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos. O mercado buscou suporte nos sinais de melhora na demanda para o cereal norte-americano. O indicativo de clima quente e seco adverso ao desenvolvimento das lavouras do Meio-Oeste dos EUA também aparece com um fator positivo aos preços.

    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 645.367 toneladas na semana encerrada no dia 25 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam o número em 600 mil toneladas.

   Na semana anterior, haviam atingido 438.544 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.661.593 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 44.255.547 toneladas, contra 51.486.785 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 4,17, alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,6%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,27 por bushel, ganho de 2,50 centavos de dólar, ou 0,58%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7820 para a compra e a R$ 3,7840 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8010 e a mínima de R$ 3,7780.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Milho apresenta lentidão nesta sexta-feira no Brasil

   Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de milho teve um dia de lentidão, com inexpressivo fluxo de negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a paridade de exportação ainda dita o ritmo do mercado. “Por sua vez, o clima seco favorece a evolução da colheita, e problemas de armazenagem tornam-se comuns no Centro-Oeste”, observa, outro fator de pressão, podendo levar mais milho ao mercado.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,50/39,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 38,00/39,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,50/33,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,50/34,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/37,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,50/39,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 33,50/34,50 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 28,00/29,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,50 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. Em sessão volátil, os preços chegaram a estar mistos, mas caíram com a fraca demanda pelo grão dos Estados Unidos. A previsão de tempo quente e seco para o Meio-Oeste norte-americano aparece como fator de suporte.

    As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2018/19, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 121.200 toneladas na semana encerrada em 18 de julho. Representa uma retração de 39% frente à semana anterior e de 59% ante à média das últimas quatro semanas. O maior importador foi o Japão, com 65.200 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaramem 386.600 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 300 mil e 700 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos de milho com entrega em setembro de 2019 fecharam a US$ 4,18 1/2, baixa de 5,50 centavos de dólar, ou 1,29%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro de 2019 fechou a US$ 4,27 1/2 por bushel, recuo de 3,25 centavos de dólar, ou 0,75%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 0,29%, sendo negociado a R$ 3,7710 para a compra e a R$ 3,7730 para a venda. Durante o dia, amoeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,7960 e a mínima de R$ 3,7610.

     Na semana, a divisa norte-americana acumulou alta de 0,72% contra o real.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercado observa demanda e clima nos Estados Unidos – SAFRAS

    Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

– O dólar fortalecido ao longo da semana é um importante fator de enfraquecimento das commodities norte-americanas no mercado internacional

– Da mesma maneira que o fraco resultado das vendas líquidas semanais aumentou o tom negativo do mercado

– No entanto, o Weather Market segue em curso, com as lavouras de milho em etapas-chave em seu desenvolvimento, a floração e o pendoamento

– O mercado aguarda o relatório de condições das lavouras divulgado pelo USDA para definir uma tendência para o restante da semana

– O relatório de Oferta e Demanda divulgado no próximo dia 12 também é imprescindível para nortear o mercado.

– No mercado doméstico, a paridade de exportação ainda dita o ritmo das negociações. Com os preços enfraquecidos nos portos ao longo da semana

– Nos portos de Santos e de Paranaguá a referência de compra cedeu para R$ 37,50/38 ao longo da semana, preço que não motiva as negociações

– Por sua vez, a colheita avança rapidamente no Centro-Oeste do país, sem previsão de chuvas em grande parte da região

– Problemas de armazenamento já são relatados na região

– Em relação ao câmbio, a reunião do Fed no final de julho e a votação do segundo turno da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados podem redundar no fortalecimento do real.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Line-up estima embarques de 7,276 milhões de t em julho

    Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – O line-up, a programação de embarques nos portos brasileiros, indica um volume de 7,276 milhões de toneladas de milho em julho, conforme levantamento realizado por SAFRAS & Mercado. Os volumes já embarcados superam 5,082 milhões de toneladas.

    Para agosto estão programados embarques de 4,856 milhões de toneladas. Para setembro, o line-up prevê embarques de 66 mil toneladas.

    De fevereiro a setembro de 2019, o line-up indica embarques de 17,186 milhões de toneladas.

SEMANA: Paridade de exportação e safrinha pressionaram preços do milho

    Porto Alegre, 26 de julho de 2019 – O mercado brasileiro de milho teve uma semana de cotações mais baixas. O mercado foi pressionado pela paridade de exportação e pela safrinha “gigante” que vai trazendo efeito sobre as cotações, como destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

    Com as recentes quedas do milho na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os preços nos portos para a exportação recuam e afetam toda a formação de cotações interna. Em Chicago, a fraca demanda tem sido um fator baixista para o milho. “Os preços internos seguem fracos buscando a paridade de exportação”, aponta Iglesias.

    Os problemas de armazenamento no Mato Grosso e Goiás pesam também sobre os preços, com falta de espaço nos armazéns. Isso traz mais milho para o mercado, sem lugar para estocar o cereal. O viés segue baixista, ressalta Iglesias, com o mercado interno dependendo da paridade de exportação e com a safrinha pesando sobre os preços.

    No balanço semanal, as cotações caíram em Campinas/CIF de R$ 38,50 a saca de 60 quilos para R$ 37,00  na base de venda. Já na mogiana paulista, o preço caiu de R$ 36,50 para R$ 34,50. Em Minas Gerais, em Uberlândia, o valor seguiu em R$ 34,00 a saca.

   Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou no comparativo semanal de R$ 34,00 para R$ 33,00 a saca na venda. Já no Rio Grande do Sul, o preço caiu em Erechim de R$ 39,50 a saca para R$ 39,00.

   Em Rio Verde, Goiás, a cotação na venda para o milho caiu de R$ 30,50 para R$ 28,00 a saca. E, em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço baixou de R$ 29,00 para R$ 28,50 a saca na venda.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

AGRICULTURA: Em dez anos, área será ampliada em 10,3 mi de ha no Brasil

   Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O estudo Projeções do Agronegócio, Brasil 2018/19 a 2028/29 prevê que a área total plantada com lavouras no país passará de 75,4 milhões de hectares para 85,68 milhões, um acréscimo de 10,3 milhões de hectares em dez anos. A expansão se dará, principalmente, sobre pastagens naturais e áreas degradadas. O grupo reúne os cultivos de algodão, arroz, feijão, milho, soja (grão), trigo, café, mandioca, batata inglesa, laranja, fumo, cana-de-açúcar, cacau, mandioca, uva, maçã, banana, manga, melão e mamão.

    Produzido pela Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pela Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, o estudo traz as perspectivas para produção, consumo, exportação, importação e área plantada no Brasil.

   De acordo com o levantamento, a área cultivada de grãos (algodão, amendoim, arroz, aveia, canola, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, sorgo, trigo e triticale) saltará de 62,9 milhões de hectares para 72,4 milhões de hectares, o que corresponde a um acréscimo anual de 1,4%, ou 15,3% no período de 10 anos.

    Na próxima década, o Brasil vai produzir 300 milhões de toneladas de grãos, ou seja, mais 62,8 milhões de toneladas (27%). O crescimento será principalmente com o aumento da produtividade das culturas.

     Crescimento e retração

    As projeções apontam para o crescimento das seguintes lavouras: soja  (+ 9,54 milhões de hectares), milho segunda safra (+ 4 milhões de hectares) e cana-de-açúcar (+ 1,64 milhão de hectares). Haverá retração nas lavouras de arroz (-1 milhão de hectares), laranja (-100 mil hectares) e mandioca (-180 mil de hectares).

    Conforme o estudo, as lavouras que irão perder área, como mandioca, café, arroz, laranja e feijão, serão compensadas por ganhos de produtividade.

A expansão de soja e cana-de-açúcar ocorrerá “pela incorporação de áreas novas, áreas de pastagens naturais e também pela substituição de outras lavouras que deverão ceder área. A área de milho deve expandir-se sobre áreas liberadas pela soja, no sistema de plantio direto”.

    “Algumas incertezas são inerentes às características da agricultura e outras, como tensões nas relações comerciais e doenças, que podem afetar as lavouras e as criações, e eventos climáticos extremos, como chuvas, geadas e secas”, explica José Garcia Gasques, coordenador-geral de Avaliação de Políticas e Informação do ministério e um dos pesquisadores.

   Entre as regiões do país, o Centro-Oeste terá a maior ampliação da área plantada no período, com crescimento de 26,5 milhões de hectares para 34 milhões de hectares, alta de 28,5%.

No Sul, o incremento será de 8%, de 19,5 milhões de hectares para 21 milhões de hectares. No Norte, o crescimento será de 19%, de 3 milhões de hectares para 3,6 milhões de hectares.

   A região denominada Matopiba (formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e pela Bahia) “deverá apresentar aumento elevado da produção de grãos assim como sua área deve apresentar também aumento expressivo. As projeções indicam que essa região deverá produzir cerca de 28,7 milhões de toneladas de grãos em 2028/29 numa área plantada de grãos de 8,8 milhões de hectares ao final do período das projeções”, aponta o estudo.

GRÃOS: CIG corta safra global em 2019/20 para 2,148 bi de toneladas

    Porto Alegre, 25 de julho de 2019 – O Conselho Internacional de Grãos (CIG) cortou sua projeção para a safra global de grãos em 2019/20 de 2,156 para 2,148 bilhões de toneladas. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o Conselho também manteve a safra 2018/19 em 2,142 bilhões de toneladas.

   Conforme o CIG, a safra mundial de milho em 2019/20 deve totalizar 1,092 bilhão de toneladas, abaixo das 1,095 bilhão estimadas em junho. Em 2018/19, a safra global do cereal fica em 1,13 bilhão de toneladas.

   A produção de trigo é estimada em 763 milhões de toneladas, acima das 769 milhões de toneladas de junho, superando, também, as 733 milhões de toneladas de 2018/19. Para a soja, o CIG estima a safra 19/20 em 348 milhões de toneladas, contra 349 milhões de toneladas do mês passado e 363 milhões da safra passada. A safra de arroz foi mantida em 503 milhões de toneladas, mês a mês, superando as 499 milhões de toneladas da temporada 2018/19.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Área da safra verão 2019/20 no Centro-Sul deve recuar 2,5% – SAFRAS

    Porto Alegre, 19 de julho de 2019 – A área plantada com milho na safra de verão 2018/19 deverá recuar 2,5%, ocupando 3,957 milhões de hectares no Centro-Sul. No ano anterior, o plantio totalizou 4,057 milhões de hectares, conforme o levantamento de intenção de plantio, divulgado por SAFRAS & Mercado.

   De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, os preços do milho estão em patamares normais e a queda na intenção de plantio se deve ao tradicional binômio com o cultivo da soja no verão e do cereal na safrinha.

“Os preços mais altos dos fertilizantes também favorecem com que os produtores optem por um cultivo mais expressivo da oleaginosa no verão”, explica.

   Com a perspectiva de uma queda na produtividade média, passando de 6.125 quilos por hectare para 6.093 quilos por hectare, a produção da primeira safra do Centro-Sul do cereal poderá atingir 24,110 milhões de toneladas. No ano passado, a safra de verão ficou em 24,846 milhões de toneladas.

    Inicialmente, SAFRAS indica uma retração de 1,3% na área a ser plantada com a safrinha em 2019/20, ocupando 12,103 milhões de hectares, ante os 12,258 milhões de hectares da segunda safra 2018/19. Com a produtividade média passando de 6.081 quilos por hectare para 5.965 quilos por hectare, Molinari estima que a produção da segunda safra poderá chegar a 72,194 milhões de toneladas, contra 74,541 milhões projetados para 2018/19.

   A área total com o milho deverá ocupar 17,682 milhões de hectares, com recuo de 1,8% frente aos 18,003 milhões de hectares cultivados em 2018/19. A produção poderá atingir 103,970 milhões de toneladas na safra 2019/20, contra 107,492 milhões do ano anterior. O rendimento médio das lavouras é estimado em 5.880 quilos por hectare, inferior aos 5.971 quilos obtidos na safra 2018/19.     Veja o quadro completo abaixo:

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MILHO – INTENÇÃO DE PLANTIO SAFRA 2019/20 – BRASIL

——————————————————————-

Estados                      Área (ha)                Variações – %

                    17/18 (1)   18/19 (2)   19/20 (3)    2/1    3/2

PR                    479.746     507.550     482.340    5,8   -5,0

RS                  1.144.550   1.117.846   1.112.846   -2,3   -0,4

SC                    640.979     668.996     659.116    4,4   -1,5

SP                    414.352     362.232     356.800  -12,6   -1,5

MS                     29.209      31.802      30.015    8,9   -5,6

GO/DF                 307.962     323.160     304.245    4,9   -5,9

MT                     88.264      88.299      80.800    0,0   -8,5

MG                  1.035.625     932.353     904.500  -10,0   -3,0

ES                     24.144      19.686      20.200  -18,5    2,6

RJ                     18.681       4.859       6.300  -74,0   29,7

C-Sul – subtotal    4.183.512   4.056.783   3.957.162   -3,0   -2,5

SAFRINHA

PR 2a safra         1.911.810   2.209.125   2.183.600   15,6   -1,2

SP 2a safra           422.280     478.142     457.400   13,2   -4,3

MS 2a safra         1.676.590   1.912.118   1.888.500   14,0   -1,2

GO 2a safra         1.624.603   2.036.601   1.987.600   25,4   -2,4

MT 2a safra         4.278.760   5.015.049   4.987.200   17,2   -0,6

MG 2a safra           543.582     606.812     598.700   11,6   -1,3

C-Sul – subtotal   10.457.625  12.257.847  12.103.000   17,2   -1,3

Centro-Sul         14.641.137  16.314.630  16.060.162   11,4   -1,6

N/Nordeste          1.594.943   1.688.638   1.622.350    5,9   -3,9

BRASIL             16.236.080  18.003.268  17.682.512   10,9   -1,8

Estados                      Produção (tons)

                        17/18       18/19       19/20

PR                  3.406.197   3.518.847   3.328.146

RS                  6.123.343   6.684.719   6.565.791

SC                  3.813.825   4.248.123   4.152.430

SP                  2.610.418   2.318.283   2.283.520

MS                    169.412     179.204     168.084

GO/DF               1.860.090   1.910.522   1.795.046

MT                    361.882     362.202     347.440

MG                  6.006.625   5.500.883   5.336.550

ES                    115.891      99.414     102.010

RJ                     89.669      24.392      31.626

C-Sul – subtotal   24.557.352  24.846.591  24.110.642

SAFRINHA

PR 2a safra         7.397.928  13.521.521  13.210.780

SP 2a safra         1.443.095   2.981.945   2.790.140

MS 2a safra         5.256.110  11.702.162  11.331.000

GO 2a safra         9.023.045  12.586.194  12.024.980

MT 2a safra        23.777.069  30.290.896  29.424.480

MG 2a safra         1.758.488   3.458.828   3.412.590

C-Sul – subtotal   48.655.735  74.541.547  72.193.970

Centro-Sul         73.213.086  99.388.138  96.304.612

N/Nordeste          6.851.824   8.103.882   7.665.560

BRASIL             80.064.911 107.492.020 103.970.172

Estados                  Produtividade (kg/Ha)

                        17/18       18/19       19/20

PR                      7.100       6.933       6.900

RS                      5.350       5.980       5.900

SC                      5.950       6.350       6.300

SP                      6.300       6.400       6.400

MS                      5.800       5.635       5.600

GO/DF                 6.040       5.912       5.900

MT                      4.100       4.102       4.300

MG                      5.800       5.900       5.900

ES                      4.800       5.050       5.050

RJ                      4.800       5.020       5.020

C-Sul – subtotal        5.870       6.125       6.093

SAFRINHA

PR 2a safra             3.870       6.121       6.050

SP 2a safra             3.417       6.237       6.100

MS 2a safra             3.135       6.120       6.000

GO 2a safra             5.554       6.180       6.050

MT 2a safra             5.557       6.040       5.900

MG 2a safra             3.235       5.700       5.700

C-Sul – subtotal        4.653       6.081       5.965

Centro-Sul              5.001       6.092       5.996

N/Nordeste              4.296       4.799       4.725

BRASIL                  4.931       5.971       5.880

Fonte: Safras & Mercado, Cooperativas, Produtores e Indústrias

MILHO: 57% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

    Porto Alegre, 22 de julho de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 21 de julho, 57% estavam entre boas e excelentes condições, 30% em situação regular e 13% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 58%, 30% e 12%, respectivamente. O mercado apostava em percentual de 58% de lavouras entre boas e excelentes condições.