Milho tem terça-feira de preços ainda firmes e atento ao USDA

    Porto Alegre, 11 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços firmes nesta terça-feira. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado se mostra ainda firme para um período de início de colheita da safrinha. As atenções no dia estiveram voltadas para o relatório de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 39,00/40,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,50/32,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 36,00/37,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço e R$ 37,00/37,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 36,00/37,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 31,50/32,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,00/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O mercado disparou após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar menores safras e estoques de milho nos EUA e no mundo em 2019/20. A produtividade das lavouras norte-americanas foi cortada além do esperado devido ao atraso do plantio no país. Os preços atingiram os maiores níveis em uma semana.

    A safra global 2019/20 foi estimada em 1.099,19 milhão de toneladas, contra 1.133,78 milhões de toneladas em maio. Os estoques finais da safra mundial 2019/20 foram projetados em 290,52 milhões de toneladas, contra as 314,71 milhões de toneladas apontadas em maio, enquanto mercado apostava em um número de 301,6 milhões de toneladas.

   Os Estados Unidos deverão colher 13,608 bilhões de bushels do cereal na temporada 2019/20, ante os 15,030 bilhões indicados em maio, enquanto o mercado apostava em um número de 13,903 bilhões de bushels. A produtividade média foi indicada em 166 bushels por acre, contra os 176 bushels de maio, enquanto o mercado apostava em 170,3 bushels. A área a ser plantada foi estimada em 89,8 milhões de acres (contra 92,8 milhões de acres em maio) e a área a ser colhida em 82,4 milhões de acres (ante 85,4 milhões).

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 4,27 3/4,alta de 12,00 centavos de dólar, ou 2,88%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,36 1/4 por bushel, ganho de 12,25 centavo de dólar, ou 2,88%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,90%, negociado a R$ 3,8480 para a compra e a R$ 3,8500 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8860 e a mínima de R$ 3,8440.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Milho tem segunda-feira de preços pouco alterados no Brasil

   Porto Alegre, 10 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados nesta segunda-feira. O dia foi lento na comercialização, com a expectativa direcionada para o relatório de oferta e demanda de amanhã do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e os efeitos sobre a Bolsa de Chicago dos dados que serão apresentados.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 38,00/39,50 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 38,00/39,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,00/32,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 36,00/37,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço e R$ 37,00/37,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 36,00/37,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 32,00/33,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 26,50/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços predominantemente mais altos. Após reabrir em baixa, pressionado pela expectativa de avanço do plantio nos Estados Unidos nos últimos dias, em meio ao clima mais seco, os preços reverteram sustentados pela demanda acima do esperado nos EUA. No final da sessão, os preços ficaram perto da estabilidade, observando sinais de um possível corte na área e na produtividade do grão nos EUA.

    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 850.647 toneladas na semana encerrada no dia 6 de junho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 700 mil toneladas.

   Na semana anterior, haviam atingido 744.840 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.410.564 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 40.177.985 toneladas, contra 41.001.227 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 4,15 3/4,estável em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,24 por bushel, recuo de 0,25 centavo de dólar, ou 0,05%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,18%, negociado a R$ 3,8830 para a compra e a R$ 3,8850 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,9000 e a mínima de R$ 3,8680.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercado aguarda relatório de oferta e demanda do USDA – SAFRAS

   Porto Alegre, 7 de junho de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

– O foco para o curto prazo está no relatório de oferta e demanda que será divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no próximo dia 11.

– Os números podem ser conservadores nesse relatório, com uma posição mais concreta em relação a área plantada e produtividade no relatório trimestral que será divulgado no final do mês.

– A previsão de analistas e traders consultados por agências internacionais é de que a safra dos Estados Unidos em 2019/20 seja indicada em 13,903 bilhões de bushels, bem aquém dos 15,030 bilhões de bushels indicados em maio, por conta dos problemas climáticos registrados no país.

– A produtividade média deve ser reduzida de 176 para 170,3 bushels por acre.

Os estoques de passagem da safra 2019/20 dos Estados Unidos devem ser indicados em 1,731 bilhão de bushels, abaixo dos 2,485 bilhões de bushels indicados em maio.

– Para a safra 2018/19 do país os estoques finais de passagem norte-americanos devem ser apontados em 2,165 bilhões de bushels, superando os 2,095 bilhões indicados no mês passado.

– O mercado brasileiro ainda opera em função do câmbio e da movimentação na Bolsa de Chicago.

– A colheita avança em diversas regiões do país, alcançando o patamar de 5,6% no Centro-Sul do país. A previsão de clima seco leva a crer em boa evolução do trabalho de campo nos próximos dias.

– A paridade de exportação recuou ao nível de R$ 37/38 no porto de Santos entre os meses de agosto e setembro.

– O referencial Campinas cedeu e foi posicionado a R$ 38 CIF.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Milho tem quinta-feira de cotações pressionadas no Brasil

    Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de milho teve cotações pressionadas nesta quinta-feira. A Bolsa de Chicago e o dólar começaram a desenvolver outro tipo de movimentação. Basicamente, os preços nos portos cederam, reduzindo momentaneamente a competição para o consumidor local. “Ainda é preocupante a situação nos Estados Unidos restando uma análise mais detalhada em torno da produtividade da área plantada, que deve acontecer no relatório trimestral de estoques, no próximo dia 28. A colheita segue tímida em grande parte do país, no entanto o clima seco no Centro-Sul favorece o rápido avanço da colheita”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,50/39,50 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 38,00/39,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,00/34,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 36,50/37,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço e R$ 37,50/38,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 36,00/37,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 32,00/33,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 26,50/28,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços significativamente mais altos. O mercado reverteu as perdas registradas mais cedo, graças à expectativa de um corte na estimativa de produção e de rendimento médio da safra norte-americana de milho. Os ganhos só não foram maiores devido ao fraco desempenho das vendas líquidas semanais de milho norte-americano e à disputa comercial entre Estados Unidos com China e México

    Na terça-feira (11) o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga o relatório de oferta e demanda de junho e, conforme analistas consultados por agências internacionais, deve apontar a safra norte-americana em o milho em 13,903 bilhões de bushels, bem abaixo dos 15,030 bilhões indicados em maio. Há indicativo de queda também nas estimativas de estoques finais de passagem da safra norte-americana e mundial em 2019/20 frente aos números divulgados no mês passado.

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 4,20 1/2,alta de 5,75 centavos de dólar, ou 1,38%, em relação ao fechamento anterior.

A posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,29 1/2 por bushel, ganho de 5,25 centavos de dólar, ou 1,23%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,33%, negociado a R$ 3,8810 para a compra e a R$ 3,8830 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 3,8870 e a mínima de R$ 3,8580.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: MS inicia colheita da 2a safra com expectativa de produção recorde

Porto Alegre, 06 de junho de 2019 – Mato Grosso do Sul iniciou hoje a colheita de milho segunda safra (Safrinha), com expectativa de produção de 9,552 milhões de toneladas. O montante é 6% maior que a previsão inicial de 9 milhões de toneladas, o que representa a melhor safra de milho da história do Estado.

   A expectativa de produtividade saltou de 78,2 sacas por hectare para 83 sacas por hectare, e pode chegar a 85 sacas por hectare, considerando a janela de colheita para lavouras plantadas até 10 de março.

    Os números demonstram melhoria das técnicas de plantio, assim como maior comprometimento dos produtores com a qualidade de solo e das sementes usadas.

   A área plantada com milho safrinha nesta safra foi de 1,918 milhão de hectares. “Com esses números, Mato Grosso do Sul se consolida como o terceiro maior produtor de milho safrinha do Brasil, correspondendo a 10% da produção nacional de milho segunda safra”, afirma o presidente da Aprosoja/MS, Juliano Schmaedecke.

    O cultivo do milho tem importância estratégica para a indústria brasileira por ser o principal insumo para a produção de aves e suínos. O cultivo de cerais emprega mais de dois mil trabalhadores formais no Mato Grosso do Sul, e 67,41% da produção estadual de milho é destinada a atender ao mercado doméstico.

   O preço médio atual da saca de milho é de R$ 25,40, 24% menor que os R$ 33,00 por saca de maio de 2018. Porém, o preço está em alta no mercado interno devido à valorização do dólar frente ao real. Até o dia 27 de maio, 32,30% da safrinha 2019 havia sido comercializada.

   O governador Reinaldo Azambuja destacou os bons resultados do Estado na agricultura, diante da tecnologia, empenho e defesa sanitária. “Sempre falamos safrinha de milho, mas hoje temos uma safra robusta e importante. Temos crescido ano a ano em produtividade e área plantada e essa é uma equação que deve perdurar no MS por longos anos, porque ainda temos espaço de área disponível para ser incorporada à agricultura e integrado com a pecuária”.

  O presidente da Famasul, Maurício Saito ressaltou que os números são importantes e motivo de comemoração, mas sem esquecer dos desafios que o setor enfrenta. “A projeção de uma supersafra para o milho safrinha no estado traz também novos desafios para o setor agrícola”.

     As informações partem da assessoria de imprensa das entidades.   

Revisão: Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Colheita atinge 98% no RS com avanço lento na semana – Emater

    Porto Alegre, 6 de junho de 2019 – A colheita de milho avançou lentamente na última semana, devido ao predomínio de clima chuvoso em grande parte do Rio Grande do Sul. Os trabalhos foram pontuais e chegaram a 98% da área no estado.

   Durante a semana anterior, as plantas ficaram comprometidas em função do longo período com baixa insolação. A colheita das áreas para realização de silagem também não pôde ser realizada, mas espera-se que ocorra a melhoria das condições meteorológicas e os agricultores possam intensificar e encerrar essa atividade nos próximos dias.

    Na região das Missões, onde o cultivo do cereal é destinado basicamente para grãos, as atividades estão encerradas. Para o próximo ano, segundo informações obtidas na região, esse cultivo deve perder um pouco de espaço, em decorrência do alto custo de investimento inicial em adubação de base e sementes.

Mercado (saca de 60 quilos)

   O preço médio do produto manteve a fase de alta, subindo mais 1,36% nessa semana, no Estado, chegando aos R$ 30,49/sc.; tal fator ameniza a atual situação, mas ainda não chega aos patamares desejados, pois se encontra 20,08% abaixo da cotação do mesmo período do ano anterior.

     As informações são do boletim semanal divulgado pela Emater/RS.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: IMEA revisa produção do MT para 30,44 milhões de t para 2018/19

    Porto Alegre, 4 de junho de 2019 – O Imea divulgou a quarta estimativa para a safra 2018/19 de milho em Mato Grosso. O novo relatório manteve a área cultivada e apresentou reajustes positivos para a produtividade em relação ao relatório anterior, alterando, consequentemente, a produção prevista no estado.

    Dessa forma, o novo relatório manteve a estimativa de área recorde de milho no Mato Grosso, em 4,74 milhões de hectares, motivada pelo adiantamento nos trabalhos de campo em todo o período da semeadura. Em relação a produtividade média no estado, a previsão passou de 103,23 sc/ha, do último relatório, para a média de 107,03 sc/ha, passando a apresentar um aumento de 7,50% em relação à safra anterior.

   Tal incremento se deu, principalmente, pelos bons registros de chuvas em todo o período de desenvolvimento, em conjunto com o fato de que 95,80% das áreas de milho terem sido cultivadas dentro da janela ideal de semeadura no estado, possibilitando que grande parte das lavouras se desenvolvessem dentro de um regime de chuvas ideal. Com o início da colheita, os reportes de rendimentos, até o momento, têm sido satisfatórios em todas as regiões produtoras.

   Com isso, o destaque dessa nova estimativa passa a ser as regiões Nordeste e Sudeste, que apresentaram o maior reajuste de produtividade em relação ao relatório anterior e também ante à safra 2017/18, agora previstas com média de 100,63 sc/ha e 106,12 /sc/ha, respectivamente, visto que, na safra anterior ambas as regiões foram prejudicadas pelo corte de chuvas precoce.

    Apesar das produtividades das áreas colhidas em maio terem registrado médias recordes para o milho mato-grossense em grande parte do estado, é importante apontar que também houveram relatos de milho avariado no início da colheita em grande parte das regiões, em decorrência do excesso de umidade e falta de luminosidade em alguns municípios produtores, e por isso, o mês de junho – onde grande parte da safra será colhida – será determinante para a mensuração da produtividade desta safra.

    Com a manutenção da área e o aumento dos rendimentos é esperado que a produção do milho mato-grossense na safra 2018/19 atinja 30,44 milhões de toneladas, o que representa incremento de 10,38% em relação ao que foi visto na safra 2017/18, encaminhando-se, neste momento, para a segunda maior safra de milho já registrada em Mato Grosso.

   As informações constam na Estimativa de Safra do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola.

MILHO: USDA aponta plantio em 67% nos Estados Unidos, abaixo da média

    Porto Alegre, 3 de junho de 2019 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 2 de junho, a área plantada estava estimada em 67%. Em igual período do ano passado, o número era de 96%. A média para os últimos cinco anos é de 96%. Na semana passada, o percentual era de 58 pontos.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercado acompanha plantio nos EUA e safrinha no Brasil – SAFRAS

   Porto Alegre, 31 de maio de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.

– Mercado externo em compasso de espera para o relatório desta segunda-feira para o percentual de plantio e o primeiro relatório de condições das lavouras;

– Uma pequena janela de plantio se abre até o dia 05, quando voltam as chuvas para todo o Meio-Oeste;

– Plantio poderá ficar entre 75 e 80% para o milho nesta segunda feira;

– Ainda haverá plantio fora da janela na primeira semana de junho;

– Expectativa é de 6 milhões de acres de milho para o Prevent Plant e um volume ainda desconhecido que poderá passar à soja;

– O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) somente divulgará área plantada em 28 de junho;

– Condições das lavouras podem vir abaixo de 50% boas a excelentes;

– Mercado agora precisa de novas informações para novas altas;

– Estados Unidos tributam produtos do México em até 25% até outubro;

– EUA destravam E15 e deveram dar abertura a novas 40 usinas de etanol no país;

– Exportações do Brasil para junho é recorde, 2,8 milhões de toneladas;

– Brasil tem chance de atingir novo recorde de exportações, 35-40 milhões de toneladas, desde que o mercado interno aproveite os momentos de preços melhores;

– Safrinha com colheita avançando para junho, mas com forte demanda interna e externa;

– Avançam os negócios para 2020 em todo o país com a safrinha;

– Mercado interno desposicionado em estoques na pré-colheita de safrinha foi pego de surpresa pelo clima nos EUA;

– Colheita de 70 milhões de tons nos próximos 90 dias, contudo, garante abastecimento interno e exportações sem problemas;

– Porém suporte de preços ao longo do ano somente será possível com alto fluxo de embarques na exportação.    

Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Milho tem dia calmo, sem Bolsa de Chicago e com ofertas limitadas

   Porto Alegre, 27 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados nesta segunda-feira. Sem a Bolsa de Chicago, o mercado nacional teve um dia calmo na comercialização, mas houve ofertas limitadas, dando sustentação aos preços.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 38,50/39,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 31,00/32,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 34,50/35,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 38,00/38,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 35,00/36,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 32,00/34,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 31,00/32,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 24,00/25,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

     A Bolsa não operou devido ao feriado nos Estados Unidos.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,47%, negociado a R$ 4,0340 para a compra e a R$ 4,0360 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0420 e a mínima de R$ 4,0060.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRASC

Milho mantém preços firmes no Brasil, com poucos negócios

    Porto Alegre, 22 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado manteve-se bem sustentado, mas houve fraca movimentação no dia.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,50/38,50 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 37,70/38,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/32,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 34,50/35,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 37,50/38,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 34,50/36,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 31,00/33,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 31,00/32,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 24,00/25,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços levemente mais altos. O mercado chegou a operar em queda mais cedo, mas mudou de direção em meio às preocupações com a continuidade das chuvas prejudicando o plantio no cinturão produtor norte-americano. O indicativo de que houve aumento na produção de etanol no país, que faz uso do milho como matéria-prima, também favoreceu a alta os preços. Um movimento de realização de lucros e vendas técnicas limitou a valorização.

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 3,94 1/2,alta de 0,25 centavo de dólar, ou 0,06%, em relação ao fechamento anterior.

A posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,03 3/4 por bushel, ganho de 1,00 centavo de dólar, ou 0,24%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão m baixa de 0,17%, negociado a R$ 4,0400 para a compra e a R$ 4,0420 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0530 e a mínima de R$ 4,0090.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

EUA: Trump prepara nova rodada de ajuda aos agricultores – Bloomberg

    Porto Alegre, 21 de maio de 2019 – A administração Trump está se preparando para anunciar outra rodada de ajuda aos agricultores prejudicados pela guerra comercial com a China. Segundo fontes consultadas pela Bloomberg, o pacote de assistência pode ultrapassar US$ 15 bilhões.

    O plano de ajuda é baseado no programa que a administração implementou no ano passado depois que a China aplicou tarifas de retaliação aos produtos agrícolas dos EUA, embora os pagamentos sejam mais generosos.

    A administração está considerando pagamentos de cerca de US$ 2 por bushel para produtores de soja, 63 centavos por bushel para produtores de trigo e 4 centavos por bushel para produtores de milho para compensar as perdas da guerra comercial.

    No ano passado, a administração pagou US $ 1,65 por bushel pela soja, 14 centavos por bushel pelo trigo e 1 centavo por bushel pelo milho.

MERCADO: Milho registra preços firmes nesta segunda-feira no Brasil

        Porto Alegre, 20 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes nesta segunda-feira. Os melhores preços para exportação vão trazendo sustentação também no mercado doméstico, com os produtores retraídos, como destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 38,00/39,00 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 38,00/39,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,50/32,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 33,50/35,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 36,50/38,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 34,00/35,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 31,00/33,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 31,00/33,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 25,00/26,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais altos. O mercado foi sustentado pelas preocupações com as chuvas previstas para os próximos 10 dias no cinturão produtor norte-americano, que podem atrasar as atividades de cultivo do milho. Com o plantio avançando lentamente, é possível que muitos produtores acabem desistindo de cultivar o milho, optando pela soja, cuja panela de plantio é mais espaçada. Esta foi a sexta alta consecutiva e os preços atingiram a máxima em quase um ano.

    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 820.916 toneladas na semana encerrada no dia 16 de maio, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas esperavam 800 mil toneladas.

   Na semana anterior, haviam atingido 1.000.834 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.547.561 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 37.454.213 toneladas, contra 36.329.423 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

   Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 3,89, alta de 5,75 centavos de dólar, ou 1,5%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 3,96 3/4 por bushel, ganho de 6,25 centavos de dólar, ou 1,6%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,07%, negociado a R$ 4,1030 para a compra e a R$ 4,1050 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1230 e a mínima de R$ 4,0780.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Milho encerra semana com preços firmes no Brasil

    Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – O quadro deflagrado na Bolsa de Chicago e a intensa movimentação cambial ao longo da semana promoveram uma relevante alteração no mercado brasileiro de milho. Mesmo às vésperas da colheita da safrinha houve espaço para rápido movimento de alta em determinadas regiões do país, consequência da mudança na paridade de exportação, como comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

   No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 37,00/38,00 a saca. Em Santos, o preço girou em torno de R$ 37,50/38,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 30,00/31,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 32,50/33,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 35,50/36,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 33,00/34,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 31,50/33,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 30,00/32,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 25,00/26,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mistos. As primeiras posições foram sustentadas por um movimento de compras de fundos especuladores, que avaliam a perspectiva de continuidade das chuvas no cinturão produtor norte-americano na próxima semana, o que deve seguir prejudicando as atividades de cultivo do cereal. Caso o plantio siga atrasado, é possível que muitos produtores acabem desistindo de cultivar o milho, optando pela soja, cuja panela de plantio é mais espaçada.

    As posições com entrega mais distante realizaram os fortes ganhos de ontem.

     Na semana, a posição julho acumulou alta de 8,96%.

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 3,83 1/4,alta de 4,25 centavos de dólar, ou 1,12%, em relação ao fechamento anterior.

A posição setembro de 2019 fechou a US$ 3,90 1/2 por bushel, ganho de 3,50 centavos de dólar, ou 0,9%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,58%, negociado a R$ 4,100 para a compra e a R$ 4,1020 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,1140 e a mínima de R$ 4,0490.

      Na semana, a divisa acumulou valorização de 3,97%.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercado segue atento a atrasos no plantio nos EUA – SAFRAS

   Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

– A semana foi marcada por intenso movimento de alta na Bolsa de Chicago.

– O movimento de alta se tornou consistente à medida que os índices pluviométricos previstos para as próximas duas semanas tendem a prejudicar a evolução do trabalho de campo nos Estados Unidos.

– O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de situação do plantio pode apontar para avanço entre 50% e 60% na próxima segunda-feira, ainda apontando para atraso em demasia.

– Esse é o cerne do movimento deflagrado nas últimas sessões. É possível que com a continuidade dessas condições os produtores optem pelo plantio de soja.

– As negociações entre EUA e China permanecem em compasso de espera, recentemente o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou que deve retornar a Pequim para nova etapa das tratativas, entretanto ainda não a uma data concreta para isso. O quadro é preocupante à medida que ambos os países avaliam posicionar novas tarifas.

– O quadro deflagrado na Bolsa de Chicago e a intensa movimentação cambial ao longo da semana promoveram uma relevante alteração no mercado brasileiro de milho. Mesmo às vésperas da colheita da safrinha houve espaço para rápido movimento de alta em determinadas regiões do país, consequência da mudança na paridade de exportação.

– O câmbio é o outro fator que precisa ser esmiuçado para a melhor compreensão deste movimento, após meses o real voltou a flertar com a linha dos R$ 4,10/US$ 1,00, as dificuldades evidenciadas no campo da política além da recente deterioração das negociações entre EUA e China favorecem a compreensão desse quadro.

– Com este cenário delimitado houve a disparada da paridade de exportação, com as indicações voltando a superar a marca de R$ 37 nos portos de Santos e de Paranaguá. Estes dois elementos eram os únicos com capacidade de alterar a dinâmica mercadológica às vésperas da colheita de uma safrinha de grande proporção.  

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

SEMANA: Mercado de milho é sustentado por alta do dólar e preços reagem

   Porto Alegre, 17 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de milho teve uma semana de melhora nas referências de preço, interrompendo o ciclo de baixas.

O mercado vinha bem pressionado por boa oferta e expectativa com a chegada da safrinha. Segue a pressão com a colheita adiante da safrinha, mas a alta do dólar na semana, e o avanço também visto na Bolsa de Chicago para o milho, garantiram sustentação e levaram ao aumento das cotações.

   A alta do dólar e a subida em Chicago elevam as cotações nos portos para as exportações. Pouco a pouco, isso também vai passando para o mercado disponível, com produtores dosando a oferta e com os preços reagindo. Tudo isso acaba sendo limitado pela chegada da safrinha adiante, que traz um viés de baixa para as cotações.

   No balanço da semana, a cotação em Campinas/CIF subiu de R$ 33,50 para R$ 36,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Já na mogiana paulista, o preço avançou de R$ 31,50 para R$ 32,50.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço avançou no comparativo semanal de R$ 30,00 para R$ 31,00 a saca na venda. Já no Rio Grande do Sul, o preço se manteve em R$ 34,00 a saca.

EXPORTAÇÕES

   As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 44,7 milhões em maio, até o dia 12, com média diária de US$ 6,4 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 253,2 mil toneladas, com média de 36,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 176,40.

   Na comparação com a média diária de abril, houve uma elevação de 69,1% no valor médio exportado, uma alta de 78,3% na quantidade média diária e perda de 5,2% no preço médio. Na comparação com maio de 2018, houve ganho de 1.319% no valor médio diário exportado, elevação de 1.235% na quantidade média diária de volume e valorização de 6,3% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Menor interesse de venda sustenta preços do milho no Brasil

   Porto Alegre, 15 de maio de 2019 – O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes nesta quarta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a mudança da paridade de exportação é o grande fato da semana, com a subida do dólar. Com isso, é visível o menor interesse de venda no mercado regional.

    “Este é um fator preponderante no curto prazo. É importante salientar que, com o início da colheita, é possível que mesmo o salto dos preços nos portos seja insuficiente para conter a queda no mercado doméstico, dada a proporção da safrinha”, afirma.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 36,50/37,50 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 36,50/37,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 29,50/30,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 31,00/32,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 34,50/35,50 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 32,50/34,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 31,50/33,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 30,00/32,00 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 25,00/26,00 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos para as posições mais próximas e perdas nas mais distantes. Depois de ganhos na maior parte da sessão, o mercado corrigiu tecnicamente.

    O mercado encontrou sustentação no atraso no plantio nas regiões produtoras dos Estados Unidos. A previsão indica chuvas para esta semana e a próxima, o que poderá tornar ainda mais lento o trabalho de semeadura. No final do dia, houve um posicionamento técnico das carteiras.

   Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 3,69 1/2,alta de 0,75 centavo de dólar, ou 0,2%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 3,78 1/4 por bushel, ganho de 1,00 centavos de dólar, ou 0,26%, em relação ao fechamento anterior.

     Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, negociado a R$ 3,9960 para a compra e a R$ 3,9980 para a venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 4,0230 e a mínima de R$ 3,9760.     

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Atrasos no plantio nos EUA mantém Chicago em alta

    Porto Alegre, 15 de maio de 2019 – Os contratos do milho têm preços mais altos na sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado estende os ganhos da última sessão, em meio às preocupações com o clima desfavorável ao plantio nos Estados Unidos, o que abre a possibilidade dos produtores deixarem de cultivar o cereal optando pela soja. As informações partem da Agência Reuters.

   A posição julho de 2019 tem preço de US$ 3,76 3/4 por bushel, avanço de 8,00 centavos de dólar, ou 2,16%.

   Ontem (14), o atraso no plantio nos Estados Unidos e a promessa de ajuda do governo americano aos produtores do país em meio à guerra comercial travada com a China deram sustentação ao mercado.

  O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 12 de maio, a área plantada estava estimada em 30%. Em igual período do ano passado, o número era de 59%. A média para os últimos cinco anos é de 66%. Na semana passada, o percentual era de 23 pontos.

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 3,68 3/4,alta de 12,25 centavos de dólar, ou 3,43%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 3,77 1/4 por bushel, ganho de 11,50 centavos de dólar, ou 3,14%, em relação ao fechamento anterior.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Trump anuncia alta de tarifas dos EUA a produtos chineses e commodities caem

Porto Alegre, 6 de maio de 2019 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que vai aumentar de 10% para 25% as tarifas a US$ 200 bilhões em bens importados da China, e anunciou novas taxas a produtos antes isentos, citando que as negociações comerciais estão avançando muito lentamente.

“Há 10 meses, a China tem pagado tarifas para os Estados Unidos de 25% sobre US$ 50 bilhões de alta tecnologia, e de 10% sobre US$ 200 bilhões em outras mercadorias. Esses pagamentos são parcialmente responsáveis por nossos excelentes resultados econômicos. Os 10% vão até 25% na sexta-feira”, disse ele, em publicação ontem no Twitter. Com informações da Agência CMA.

PARANÁ ESPERA PRODUZIR 37,3 MILHÕES DE TON DE GRÃOS

Relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento mostra que a estimativa de produção da safra de grãos 2018/2019 deve ser de 37,3 milhões de toneladas, 5% maior do que no ano passado e também superior à estimativa anterior, de 37,1 milhões. Na safra anterior, a produção foi de 35,4 milhões.

Neste período, a colheita do milho da primeira safra e da soja está praticamente encerrada, e confirmaram-se prejuízos em algumas culturas em decorrência do clima, com redução de 15% da produção de soja em comparação com o ano passado, e perdas no feijão.

Segundo o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, no entanto, há renovação do quadro, com ampliação das áreas de cultivo de verão/outono, crescimento de área no feijão de segunda e terceira safra e, de forma muito expressiva, do milho de segunda safra, que possibilita prever um ganho de quase 4 milhões de toneladas em relação ao ano passado. “Apesar dos prejuízos no ano passado na safrinha do milho, é importante que a gente esteja reestabelecendo o nível de produção”, disse.

A produção de milho na safra 2018/2019 deve superar 16 milhões de toneladas. A segunda safra, que está no campo, deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas nesse total. Essa produção é 42% maior do que a safra anterior. “As condições climáticas atualmente encontram-se favoráveis para o desenvolvimento da cultura do milho e tudo tende a garantir boa produtividade”, diz o chefe do Deral, Salatiel Turra.

SOJA – A colheita da soja já está concluída. O relatório do Deral confirma uma queda de 17% com relação à produção estimada no início da safra, de 19,6 milhões de toneladas. Agora, a estimativa é de 16,2 milhões. Essa redução deve-se principalmente ao excesso de calor e à falta de chuva no início do ciclo. Embora o clima tenha causado impacto em todo o Estado, atingiu principalmente as regiões Oeste, Noroeste e Norte.

Quanto ao volume de produção, a cultura da soja registrou redução de 15% – de 19,2 milhões de toneladas na safra 2017/2018 para 16,2 milhões de toneladas na safra atual. A comercialização está em 44%, também inferior ao mesmo período do ano passado, quando atingiu 50%. Apesar da redução no Paraná, de maneira geral esta safra não foi significativamente afetada no Brasil, em razão dos bons resultados em outras regiões.

Nos preços, houve queda de aproximadamente 13% – o valor atual da saca de 60 kg, comercializada a R$ 66,85, cobre os custos de produção. Em 2018, o valor da saca era de R$ 76,00. Para o economista do Deral, Marcelo Garrido, o impasse comercial entre a China e os Estados Unidos, que já dura cerca de um ano, é um dos fatores de influência nos preços. “A demanda neste ano está menor, principalmente com a redução da compra da soja dos EUA pelo maior importador do mundo, a China. Isso favoreceu o Brasil”, diz. Além disso, a ocorrência da peste suína na China, que exigiu o abate de animais, diminuiu a compra de soja para produção de ração.

Com 44% da safra da soja comercializada, o cenário depende das variações do dólar, influenciadas diretamente pela política nacional; e da confirmação da safra americana, em maio. Uma possível alta do dólar pode gerar bons resultados para os exportadores, mas seu impacto no mercado interno ainda é incerto.

MILHO – O relatório do Deral mostra que a colheita da primeira safra de milho está praticamente concluída, e a segunda safra está totalmente plantada. A produção na safra 2018/2019 deve ser de 16,1 milhões de toneladas. Nesse total, a segunda safra deve contribuir com aproximadamente 13 milhões de toneladas. Isso representa uma recuperação no volume de produção após a quebra na safra 2017/2018, em decorrência dos fatores climáticos. Agora, a estimativa é 40% maior. A segunda safra de milho avança 6% em termos de área, atingindo 2,2 milhões de hectares, com o início da colheita em maio e atingindo seu ápice a partir de junho.

Os preços no mercado doméstico estão próximos de R$ 30,00, valor suficiente para remunerar o produtor e próximo aos preços praticados na safra anterior. No mercado internacional, os preços reduziram cerca de 10%, se comparados a abril de 2018.

O cenário brasileiro para a produção de milho é estável, com uma estimativa de produção superior a 90 milhões de toneladas. “Isso vai equilibrar a oferta e demanda do mercado como um todo, principalmente as cadeias de transformação e proteína, essencialmente suínos e aves. A tendência para as próximas semanas é de estabilidade no cenário”, explica o técnico do Deral, Edmar Gervásio. O milho de primeira safra está 51% comercializado.

TRIGO – O plantio do trigo começou na semana passada, e atingiu 4% nesta semana. O índice é positivo em relação ao ano passado, mas está abaixo da média, principalmente por influência do clima. Também foi registrada redução de área de 7% na comparação com a safra anterior. O recuo explica-se pelos preços, que ainda não animaram o produtor, mesmo estando acima dos custos de produção. “Outro fator de peso na decisão dos produtores é a dificuldade em conseguir sementes. Muitos terão que optar pela compra de sementes às quais não estão habituados, gerando mais um elemento de risco em uma safra com vários riscos inerentes à cultura, como o clima”, diz o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Hugo Winckler Godinho.

O plantio pode ser estendido até junho, deixando a cultura exposta às variações climáticas. Inicialmente, no entanto, a estimativa permanece em 3,3 milhões de toneladas. A comercialização atingiu 3%. “Esse índice é positivo, demonstra a agilidade dos moinhos em acertar alguns contratos antes do próprio plantio, para garantir seu abastecimento posteriormente”, acrescenta Godinho. O preço da saca de 60 kg está em R$ 46,50, superior ao mesmo período do ano passado, quando era de R$ 38,00.

Fonte: Governo do Estado do Paraná