MILHO EUA – PLANTIO E CONDIÇÕES DAS LAVOURAS

MILHO: USDA aponta plantio em 88% nos Estados Unidos, acima da média

    Porto Alegre, 26 de maio de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 26 de maio, a área plantada estava estimada em 88%. O mercado apostava em 90% Em igual período do ano passado, o número era de 55%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 80% da área. A média para os últimos cinco anos é de 82%.

MILHO: 70% das lavouras entre boas e excelentes condições nos EUA

    Porto Alegre, 26 de maio de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 26 de maio, 70% estavam entre boas e excelentes condições, 25% em situação regular e 5% em condições entre ruins e muito ruins.

Milho tem terça de pressão com baixa do dólar e suporte com frio

   Porto Alegre, 26 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados no físico nesta terça-feira e quedas nos portos. A queda do dólar pressionou as cotações nos portos, enquanto a apreensão com o risco de geadas nessa semana em regiões produtoras deu suporte aos preços.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 47,00 e R$ 49,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 45,00 e R$ 48,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 47,00/48,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 51,50/52,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 52,50/54,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,50/49,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 46,00/47,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 42,00 – R$ 43,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 35,00/36,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelo maior otimismo em relação ao processo gradativo de retomada na economia dos Estados Unidos, o que deve fazer com que a demanda pelas commodities do país volte a melhorar.

   A expectativa sobre o andamento do plantio de milho nos Estados Unidos, cujos dados serão divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura do País e a alta do petróleo também garantiram suporte.

   Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 3,19, com alta de 1,00 centavo, ou 0,31%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 3,24 por bushel, ganho de 1,25 centavo ou 0,38% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,68%, sendo negociado a R$ 5,3650 para venda e a R$ 5,3630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4030.

   Porto Alegre, 26 de maio de 2020 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços pouco alterados no físico nesta terça-feira e quedas nos portos. A queda do dólar pressionou as cotações nos portos, enquanto a apreensão com o risco de geadas nessa semana em regiões produtoras deu suporte aos preços.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 47,00 e R$ 49,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 45,00 e R$ 48,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 47,00/48,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 51,50/52,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 52,50/54,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,50/49,50 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 46,00/47,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 42,00 – R$ 43,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 35,00/36,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços mais altos. O mercado foi sustentado pelo maior otimismo em relação ao processo gradativo de retomada na economia dos Estados Unidos, o que deve fazer com que a demanda pelas commodities do país volte a melhorar.

   A expectativa sobre o andamento do plantio de milho nos Estados Unidos, cujos dados serão divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura do País e a alta do petróleo também garantiram suporte.

   Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 3,19, com alta de 1,00 centavo, ou 0,31%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 3,24 por bushel, ganho de 1,25 centavo ou 0,38% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com baixa de 1,68%, sendo negociado a R$ 5,3650 para venda e a R$ 5,3630 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3370 e a máxima de R$ 5,4030.

Colheita de milho de verão 2019/20 atinge 93,5% no Brasil, indica SAFRAS

 Porto Alegre, 25 de maio de 2020 – A colheita da safra de verão 2019/20 no Brasil de milho atingia 93,5% da área estimada de 4,119 milhões de hectares até sexta-feira (22), segundo levantamento de SAFRAS & Mercado.

     Os trabalhos estão completos em 100% da área no Rio Grande do Sul, atingindo 100% em Santa Catarina, 100% no Paraná, 100% da área em São Paulo, 100% em Mato Grosso do Sul, 87% em Goiás/Distrito Federal, 77,9% em Minas Gerais e 100% em Mato Grosso.

     No mesmo período do ano passado, a colheita atingia 96,2% da área estimada de 4,057 milhões de hectares. A média de colheita nos últimos cinco anos para o período é de 94,9%.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: USDA aponta plantio em 80% nos Estados Unidos, acima da média

    Porto Alegre, 18 de maio de 2020 – O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou relatório sobre a evolução do plantio das lavouras de milho. Até 17 de maio, a área plantada estava estimada em 80%. O mercado apostava em 81% Em igual período do ano passado, o número era de 44%. Na semana passada, os trabalhos cobriam 67% da área. A média para os últimos cinco anos é de 71%.

SEMANA: USDA aponta estoques 2020/21 americanos de milho abaixo do esperado

   Porto Alegre, 15 de maio de 2020 – O relatório de maio de oferta e demanda de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado esta semana indicou uma produção de milho acima das expectativas, mas estoques abaixo do esperado para o cereal. Segundo o USDA, os Estados Unidos deverão colher 15,995 bilhões de bushels na temporada 2020/21, acima do volume previsto pelo mercado, de 15,609 bilhões de bushels.

   A produtividade média em 2020/21 foi indicada em 178,5 bushels por acre. A área a ser plantada foi mantida em 97 milhões de acres. A área a ser colhida deve ser de 89,6 milhões de acres.

   Os estoques finais da safra 2020/21 foram previstos em 3,318 bilhões de bushels, enquanto o mercado espera um número de 3,403 bilhões de bushels  As exportações em 2020/21 foram indicadas em 2,150 bilhões de bushels e o uso de milho para a produção de etanol de 5,2 bilhões de bushels.

    Para a temporada 2019/20, os estoques finais da safra 2019/20 ficarão em 2,098 bilhões de bushels, acima dos 2,092 bilhões de bushels indicados em abril, enquanto o mercado esperava um número de 2,225 bilhões de bushels.

   Os EUA deverão colher 13,663 bilhões de bushels na temporada 2019/20, aquém dos 13,692 bilhões de bushels previstos em abril. A produtividade média foi reduzida de 168 bushels por acre para 167,8 bushels por acre. A área a ser plantada foi mantida em 89,7 milhões de acres. A área a ser colhida recuou de 81,5 milhões de acres para 81,4 milhões de acres.

    As exportações em 2019/20 foram indicadas em 1,775 bilhão de bushels, contra 1,725 bilhão de bushels de abril. O uso de milho para a produção de etanol foi reduzido de 5,050 bilhões de bushels para 4,950 bilhões de bushels.

Mundo

    O USDA apontou a safra global 2020/21 em 1.186,86 milhão de toneladas do cereal. Os estoques finais da safra mundial 2020/21 foram projetados em 339,62 milhões de toneladas, enquanto mercado apostava em um número de 324 milhões de toneladas.

    A estimativa de safra brasileira é de 106 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 50 milhões de toneladas. A Ucrânia teve sua projeção de safra apontada em 39 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra estimada em 14 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 260 milhões de toneladas.

    Para a safra global 2019/20, a produção elevada de 1.113,02 milhão de toneladas do cereal para 1.114,75 milhão de toneladas em maio. Os estoques finais da safra mundial 2019/20 foram projetados em 314,73 milhões de toneladas, contra as 303,17 milhões de toneladas apontadas no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 307,5 milhões de toneladas.

    A estimativa de safra brasileira permaneceu em 101 milhões de toneladas, enquanto o mercado esperava 99,2 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 50 milhões de toneladas, sem alterações, enquanto o mercado aguardava safra de 49,5 milhões de toneladas. Já a Ucrânia teve sua projeção de safra mantida em 35,89 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra estimada em 16 milhões de toneladas, sem modificações. A China teve sua estimativa de produção mantida  em 260,77 milhões de toneladas.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Mercados esperam reabertura da economia dos Estados Unidos – SAFRAS

Porto Alegre, 15 de maio de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.

– USDA projeta safra recorde nos EUA para 406 milhões de toneladas, uma recuperação da demanda em 25 milhões de toneladas e um estoque recorde de 84 milhões para a safra nova

– Somente uma variável de clima poderia redefinir este quadro para preços nos próximos 90 dias na CBOT

– Argentina com a metade da safra colhida e avançando forte nas exportações

– Petróleo em leve recuperação, mas ajudando a conter as pressões nas indústrias de etanol dos EUA

– Reativação da economia nos EUA continua sendo a chave para os mercados

– Europa reabrindo em vários pontos e até com certo otimismo para a demanda

– Chuvas atingem o Paraguai, Paraná e Mato Grosso do Sul na semana e colaboram para cessar as perdas na safrinha estas localidades

– Contudo, Londrina e São Paulo receberam chuvas discretas e podem acelerar perdas ainda

– Risco continua sendo geadas em maio e junho nas localidades do Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraguai

– Câmbio fortemente desvalorizado ajusta preços a R$ 50/51 nos portos e pode sugerir um melhor avanço nas exportações

– Por enquanto, o Brasil ainda precisa se esforçar para competir com EUA e Argentina na exportação de milho para ultrapassar 30 milhões de toneladas neste ano

– Sem fortes vendas pelos produtores, as exportações não avançarão da forma necessária já que somente o câmbio não garante fluxo de embarques

– Demanda global podendo se recompor no segundo semestre podem ajudar as vendas do Brasil

– Sem grandes alterações na demanda interna brasileira até o momento, mas coma entrada da safrinha o foco é o preço de porto.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Comercialização de milho safrinha 2020 atinge 36,5% no Brasil, aponta SAFRAS

 Porto Alegre, 11 de maio de 2020 – A comercialização da safrinha 2020 de milho no Brasil atinge 36,5% da produção prevista de 69,56 milhões de toneladas, segundo levantamento de SAFRAS & Mercado. Em maio do ano passado ela estava mais lenta, atingindo 29,7%.

     A comercialização de milho safrinha atinge 26,4% no Paraná, 9,1% em São Paulo, 27,8% em Mato Grosso do Sul, 37,9% em Goiás/Distrito Federal, 10,7% em Minas Gerais e 46,3% no Mato Grosso.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Safra 19/20 do Brasil será de 250,871 milhões de toneladas – Conab

 Porto Alegre, 12 de maio de 2020 – Apesar do impacto causado pelos problemas climáticos na Região Sul sobre a produtividade de soja e milho, o volume da produção de grãos no país está estimado em 250,871 milhões de toneladas, 3,6% ou 8,8 milhões de t superior ao colhido em 2018/19.

     Em relação ao levantamento passado (abril/2020), houve uma queda de 0,4%, mas a estimativa de safra recorde para essas duas culturas se mantém. É o que aponta o 8o Levantamento da Safra 2019/2020, divulgado nesta terça-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

     As culturas de primeira safra estão com a colheita praticamente encerrada e a conclusão da produção ainda depende do comportamento climático nas culturas de segunda safra, que se encontram em estágio avançado de desenvolvimento.

     Em relação às culturas de terceira safra e de inverno, o plantio ainda está em andamento. Vale lembrar que os agricultores continuam suas atividades, tomando os cuidados necessários para o enfrentamento da pandemia de COVID-19. Com relação à área plantada, a estimativa é de um crescimento de 3,5%, ou 2,2 milhões de hectares em relação à safra passada, que significa um total de 65,5 milhões de ha.

     A produção de soja está estimada em 120,3 milhões de t, um ganho de 4,6% em relação à safra 2018/19. Com o avanço da colheita no Rio Grande do Sul, foi confirmado o menor rendimento ocasionado pelas condições climáticas desfavoráveis.

     Com o fim da colheita próximo, a produção do milho primeira safra é de 25,3 milhões de t, 1,5% inferior à safra passada. O milho segunda safra deverá ter uma produção de 75,9 milhões de t, com área total de 13,8 milhões de ha, um crescimento de 7%. Já o milho terceira safra deverá alcançar uma produção de 1,17 milhão de t, com uma área plantada de 511,2 mil ha. Para o milho total, que é o somatório dos três, a produção deverá ser de 102,3 milhões de t com área de 18,5 milhões de ha.

     A produção de feijão primeira safra ficará em 1,08 milhão de t, 8,9% superior ao volume produzido no período anterior. O feijão segunda safra deve alcançar uma produção de 1,24 milhão de t. A colheita já está iniciada. Estima-se uma redução de 0,8% na área cultivada. O feijão terceira safra está em fase de plantio. A área está estimada em 589,5 mil hectares, com um crescimento de 1,5% sobre a área da safra anterior. O feijão total apresenta uma produção de 3 milhões de toneladas e uma área de 2,9 milhões de ha. Desse total de produção, 1,9 mil t são de feijão-comum cores, 687,4 mil t de feijão-caupi e 509,5 mil t de feijão-comum preto.

     As condições climáticas vêm favorecendo o desenvolvimento do algodão. Esta cultura deverá ter uma produção de 2,88 milhões de toneladas de pluma, 3,6% superior à safra passada. A colheita do arroz está próxima de se encerrar. A produção está estimada em 10,8 milhões de toneladas, 3,9% superior ao volume produzido na safra passada. Dessas, 9,9 milhões de toneladas em áreas de cultivo irrigado e o restante em áreas de plantio de sequeiro.

Culturas de inverno

     Sobre as culturas de inverno (aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale), o plantio ainda está no início. Deve ocorrer um crescimento de 2% na área plantada, com destaque para o trigo. O plantio em andamento mostra boas perspectivas, com crescimento de 2,4% na área a ser cultivada, 2,1 milhões de hectares ao todo, e uma produção de 5,4 milhões de toneladas. Com informações da assessoria de imprensa da Conab.

     Revisão: Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Falta de chuvas compromete qualidade da safrinha em Palotina (PR)

Porto Alegre, 7 de maio de 2020 – A falta de chuvas sobre as lavouras de
milho de Palotina, no oeste do Paraná, compromete a qualidade da safrinha na região. Segundo o engenheiro agrônomo da C.Vale, André Borin, a estiagem se prolonga desde o último dia 13, quando poucos volumes foram registrados.

Ele explica que o município pode ser dividido em três zonas; uma com áreas que receberam bem as chuvas, outra com áreas que já tinham acúmulo de umidade no solo e outra onde a situação está “feia”. Borin observa que Palotina ainda tem condições melhores do que as registradas em outros municípios próximos.

A colheita ja foi iniciada nas primeiras áreas de plantio irrigado. Os trabalhos não atingem 1% da superfície estimada em 44 mil hectares. Assim como a qualidade, a produtividade foi prejudicada, sendo estimada, no máximo, em 80 sacas por hectare. A expectativa, após as chuvas de 13 de abril, ficava em 91 sacas por hectare. As lavouras se dividem entre as fases de florescimento (70%) e frutificação (30%).

 Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Preços do milho caíram em abril com pandemia afetando liquidez

    Porto Alegre, 30 de abril de 2020 – O mercado brasileiro de milho teve um mês de abril de queda nas cotações em todas as regiões. Em que pese à preocupação com o clima para a safrinha, com falta de chuvas em importantes estados, a diminuição da liquidez no mercado por conta da pandemia do coronavírus e os efeitos que o distanciamento social provoca pressionaram as cotações.

   Houve impacto na demanda por parte dos consumidores de milho, no mercado de carnes, e os produtores aumentaram a oferta temendo por mais quedas nas cotações. O analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, aponta que o momento de paralisação social no Brasil tem o mesmo efeito que foi registrado nos demais países afetados. Ou seja, contenção da demanda interna em todos os segmentos e dificuldades de liquidez das empresas e do sistema geral. “Apesar das ações do governo para contornar esta questão do crédito e do emprego, a paralisação prolongada das atividades econômicas deixa rastros negativos, desde o desemprego até a liquidez das empresas. E isto afeta preços”.

   Assim, os preços no setor de carnes caiu, com aumentos nos estoques nas câmaras frias e dificuldades no escoamento no atacado e varejo. Molinari observa que a queda nos preços das carnes não dispõe de um reflexo direto e imediato nas cotações de alguns insumos, como milho e farelo de soja. O consultor indica que a questão do momento não é apenas de demanda, mas de liquidez. “Empresas com estoques de milho passaram a consumir esses estoques e reduzir o ritmo de compras do cereal no disponível. Os produtores e vendedores, com receio de uma pressão de venda, aceitaram as baixas de forma mais rápida e intensa em busca da liquidez”, comenta.

    Os preços acabaram caindo de forma súbita, inesperada e rápida, procurando encontrar a liquidez, destaca Molinari. “Os vendedores derrubaram os preços nos últimos dias procurando essa liquidez de compra”, comenta.

   O que limitou as perdas foi a falta de chuvas em regiões produtoras, como Paraná e Mato Grosso do Sul. Há temores envolvendo a quebra significativa da safrinha nestas regiões. Porém, há maior apreensão com a safrinha chegar com o mercado vivendo essa “crise de liquidez”. O dólar em patamares elevados e um maior movimento exportador poderiam também sustentar melhor o mercado.

   No balanço de abril, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 62,00 para R$ 51,00 a saca de 60 quilos na base de venda, baixa de 17,7%. Na região Mogiana paulista, as cotações recuaram de R$ 60,00 para R$ 50,00 a saca, queda de 16,7%.

    Em Cascavel, no Paraná, o preço passou de R$ 50,00 para R$ 46,50 a saca entre o final de março e o fim de abril, acumulando, assim, queda de 7,0%  na base de venda. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação passou de R$ 48,00 para R$ 43,00 a saca (-10,4%). Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve baixa deR$ 52,50 para R$ 48,00, desvalorização de 8,6%.

MILHO: Mercados acompanham sinais de demanda e liquidez – SAFRAS

Porto Alegre, 30 de abril de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.

– Plantio em grande velocidade inicial nos EUA – 27%, contra 20% da média

– Normalmente, plantio precoce de milho gera potencial alto de produtividade

– Próximos 15 dias sem problemas de clima e plantio podendo ocorrer de forma ainda rápida chegando a 60/70% da área no dia 10/maio

– Exportações dos EUA seguem lentas enquanto a demanda interna não consegue ainda recuperação

– Frigoríficos vão ser induzidos a manter as operações e terão proteção jurídica do governo em caso de contaminação pelo covid dos funcionários

– Chicago a US$ 3.00/bushel é um ponto de sustentação importante até que a safra 2020 seja definida em agosto

– USDA dia 11 de maio como ponto importante para dados da safra nova

– Preços internos seguem tensos com liquidez

– Muitos produtores e vendedores começam a acentuar negócios para exportação para garantir liquidez

– Indústrias internas seguem fora de mercado ou procurando derrubar preços

– Discussão de queda de demanda interna, por enquanto, não é real e pode ser uma realidade apenas de segmentos como setor de alimentos. Ainda não há queda de demanda no setor de carnes e etanol

– Preços internos ainda dispõe de maio e junho para abastecimento

– Enquanto isso, perdas no Paraná, no Mato Grosso do Sul, em São Paulo e no Paraguai podem se agravar até junho. Risco de geadas e manutenção de chuvas abaixo do normal

– Preços de porto mais acomodados devido a baixas internacionais de preços, principalmente Argentina.

Produtores pedem que governo dos EUA comprem proteína

   Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – Os produtores de carne suína dos Estados Unidos estão solicitando ao governo de Donald Trump que considere a compra de grandes quantidades da proteína em meio ao fechamento de várias fábricas em todo o país devido à pandemia de coronavírus. Já os criadores de gado também esperam respostas sobre que tipo de estímulo será concedido pelo governo do país ao setor, depois que uma grande fábrica de foi fechada no Colorado.

   Com as fábricas fechando, há um temor entre especialistas de que a oferta de animais, entre suínos, bovinos e outros animais possa ser maior que a capacidade de proteínas para alimentá-los ou abrigá-los. Segundo informações divulgadas pela CNN, os preços dos suínos despencaram significativamente, o que está fazendo com que o custo de alimentação se torne maior que o valor dos animais, conforme argumentou o porta-voz do Conselho Nacional de Produtores de Carne Suína, Jim Monroe.

   O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, informou que estão sendo usados todos os recursos financeiros recebidos para desenvolver um programa que incluirá pagamentos de diretos a agricultores e pecuaristas prejudicados pelo COVID-19 e outros métodos de compras para ajudar a solidificar a cadeia de suprimentos dos produtores.

    Monroe disse o setor de carne suína está pedindo compras maciças de carne suína pelo USDA como uma solução para o problema. O fechamento da unidade de processamento de suínos da Smithfield Foods em Sioux Falls, Dakota do Sul, provocou no domingo uma nova onda de temores sobre o suprimento de alimentos, dado o crescente número de trabalhadores ausentes ou ausentes em todas as fábricas da indústria, mesmo aqueles que por enquanto permanecem operacionais.

   Além da fábrica de Smithfield, várias outras instalações fecharam suas portas recentemente. A JBS USA , uma grande produtora de carne bovina e suína, fechou duas de suas fábricas – incluindo uma grande instalação de carne bovina em Greeley, Colorado, que a empresa anunciou na segunda-feira que estava temporariamente desligada depois que dois funcionários morreram do Covid-19 e dezenas de outras testado positivo. A Tyson Foods , outra importante produtora de carne, também fechou recentemente uma fábrica de suínos em Iowa.

   Um porta voz do USDA informou que a Departamento reconhece e apoia os esforços da indústria e das empresas privadas para manter o status operacional de suas instalações, além de manter a segurança e a saúde de sua força de trabalho. “O USDA continuará apoiando uma resposta de emergência executada localmente, gerenciada pelo estado e apoiada pelo governo federal. sistema “, disse.

Mercado de milho mantém cautela, com maior pressão de venda

 Porto Alegre, 15 de abril de 2020 – O mercado brasileiro de milho deve manter um cenário de cautela nos negócios nesta quarta-feira. O produtor passa a aumentar as intenções de venda do cereal, mas os compradores agora se mostram mais retraídos nas aquisições, avaliando a demanda retraída nos segmentos demandantes de milho. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera em queda, avaliando o quadro de demanda retraída nos Estados Unidos.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em maio/20 operam com baixa de 2,00 centavos em relação ao fechamento anterior, ou 0,61%, cotada a US$ 3,24 por bushel.

* O mercado estende o tom negativo da última sessão, diante das preocupações em torno de uma queda na demanda para o cereal norte-americano, diante da pandemia de coronavírus. A queda do petróleo contribui para a desvalorização.

* Ontem (14), os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 3,31 1/2, com baixa de 0,25 centavo, ou 0,07%, em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 1,25% a R$ 5,254.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -0,57%; e Tóquio,

-0,45%.

* As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -1,01%; Frankfurt,

-2,23%; Londres, -2,45%.

* O petróleo opera em baixa. Maio do WTI em NY: US$ 19,68 o barril (-2,13%).

* O Dollar Index registra alta de 0,81%, a 99,68 pontos.

MERCADO

* O mercado brasileiro de milho registrou preços pouco alterados nesta terça-feira. Segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado está sob pressão em algumas regiões, com maior intenção de venda. “Os consumidores optam por segurar as compras neste momento de travamento da demanda interna”, comenta.

* No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 47,00 e R$ 52,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 45,00 e R$ 51,00 a saca.

* No Paraná, a cotação ficou em R$ 48,00/49,50 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 54,00/55,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 55,00/56,50 a saca.

* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 51,00/52,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 48,00/49,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 46,00 – R$ 47,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/46,00 a saca em Rondonópolis.

AGENDA

– EUA: Os dados sobre a produção industrial em março serão publicados às 10h15 pelo Federal Reserve.

– A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 11h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

– Esmagamento de soja dos Estados Unidos em março – NOPA, a partir das 12hs.

– EUA: O Livro Bege, relatório com uma avaliação da situação econômica, será publicado às 15h pelo Federal Reserve.

– Estoques de café dos EUA em março – GCA, a partir das 16hs.

—–Quinta-feira (16/04)

– Alemanha:  A versão revisada do índice de preços ao consumidor de março será publicada às 3h pelo Destatis.

– Eurozona:  A produção industrial de fevereiro será publicada às 6h pela Eurostat.

– Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30min.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

—–Sexta-feira (17/04)

– China: A produção industrial de março será na noite anterior pelo departamento de estatísticas.

– China: o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre será publicado na noite anterior pelo departamento de estatísticas.

– Japão: A leitura revisada da produção industrial de fevereiro será publicada às 1h30 pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria.

– Eurozona:  A leitura final do índice de preços ao consumidor de março será publicada às 6h pela Eurostat.

– Dados do desenvolvimento das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, no início do dia.

– Dados de desenvolvimento das lavouras do Mato Grosso – IMEA, na parte da tarde.

– Dados de colheita da soja no Brasil – SAFRAS & Mercado, na parte da tarde.

     Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MILHO: Coronavírus e aperta na oferta vão centrar atenções – SAFRAS

   Porto Alegre, 13 de março de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias:

* Os temores relacionados ao Coronavírus produziram grande impacto sobre o mercado, e limitaram eventuais avanços das commodities agrícolas

* É natural, o cenário de aversão ao risco tende a se sustentar, mantendo o dólar fortalecido o que limita a evolução dos preços das commodities agrícolas na Bolsa de Chicago

* A movimentação em torno do petróleo também é relevante no curto prazo, então as tensões entre Arábia Saudita e Rússia tem grande peso para a formação de tendência

* O mercado também aguarda pelo relatório trimestral do USDA, com os primeiros números de intenção de plantio para a safra norte-americana, com a expectativa de crescimento da área de milho.

* A dinâmica para o mercado de milho pouco mudou, com a restrição de oferta ainda dominante neste primeiro trimestre.

* As dificuldades de abastecimento são visíveis em diversos estados, principalmente em São Paulo. Nesse caso o referencial Campinas permanece posicionado entre R$ 60/61 CIF

* Além disso, toda a instabilidade no mercado financeiro mundial afasta ainda mais os produtores da venda, mantendo a retenção como estratégia recorrente

* A movimentação cambial resultou em alguma alta das indicações nos portos, em Santos a comprador posicionado a R$ 44 entre os meses de agosto e setembro, ainda sem grande interesse de venda nesse nível de preço.

     Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

MERCADO: Milho sobe com dólar em elevação e preocupações com o clima

   Porto Alegre, 11 de março de 2020 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços mais altos nesta quarta-feira. A oferta segue limitada, garantindo sustentação às cotações. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, além da variável câmbio, com o dólar subindo a patamares recordes, ainda há a questão climática.

   O produtor está retraído na comercialização, com a falta de chuvas no Paraná e Mato Grosso do Sul gerando temores de perdas na safrinha. “Se as chuvas não retornarem a paralisação de vendas pode ser ainda mais sentida”, comenta Molinari.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 44,00 e R$ 54,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,50 e R$ 53,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 50,00/51,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 56,00/57,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 59,00/60,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 49,50/51,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 53,00/54,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 49,00 – R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/46,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos, realizando lucros e seguindo o desempenho ruim do petróleo. O mercado acentuou as perdas depois que a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a considerar o surto de coronavírus como uma pandemia em função do aumento dos casos e do número de países afetados pelo surto, disse o diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma entrevista coletiva.

   “Esperamos que o número de casos, mortes e países afetados aumente ainda mais. A OMS está avaliando o surto e está profundamente preocupada pelo nível alarmante de disseminação e de inação. O Covid-19 pode ser caracterizado como pandemia”, disse ele.

   Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 3,74 1/2, com baixa de 3,00 centavos ou 0,79%. A posição julho de 2020 fechou a US$ 3,76 1/2 por bushel, queda de 3,00 centavos ou 0,79% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,57%, sendo negociado a R$ 4,7200 para venda e a R$ 4,7180 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,6560 e a máxima de R$ 4,7590.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

MERCADO: Milho abre semana mantendo cenário de preços firmes

    Porto Alegre, 09 de março de 2020 – O mercado brasileiro de milho abriu a semana mantendo o cenário de preços firmes, com avanços nas cotações graduais. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado continua com a oferta apertada em relação à demanda, com poucas indicações de venda pelo produtor. E ainda há preocupação com o clima desfavorável no Paraná e Mato Grosso do Sul.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 44,00 e R$ 55,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,50 e R$ 53,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 49,00/50,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 54,50/55,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 58,50/60,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 49,00/50,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 53,00/54,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 49,00 – R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/46,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

   A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. A exemplo da maioria das commodities, o cereal foi pressionado pela baixa de 20% nas cotações do petróleo no mercado internacional. As preocupações com o efeito do coronavírus sobre a economia global se renovaram e completaram o cenário negativo.

    As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 826.865 toneladas na semana encerrada no dia 5 de março, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado previa 950 mil toneladas.

   Na semana anterior, haviam atingido 896.221 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 793.570 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 14.947.795 toneladas, contra 26.611.680 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

    No relatório de março do USDA, que será divulgado amanhã, os estoques de passagem da safra 2019/20 dos Estados Unidos devem ser indicados em 1,885 bilhão de bushels, abaixo dos 1,892 bilhão de bushels apontados em fevereiro, segundo adidos e traders consultados por agências internacionais.

    A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2019/20 sejam apontados em 296,8 milhões de toneladas, sem alterações frente ao volume indicado no mês passado.

   Para o Brasil, a expectativa é de que a safra seja indicada em 100,9 milhões de toneladas, aquém das 101 milhões de toneladas previstas em fevereiro. A safra da Argentina deve ser apontada em 50,1 milhões de toneladas, à frente das 50 milhões de toneladas projetadas no relatório do mês passado.

   Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 3,72 3/4, com baixa de 3,25 centavos ou 0,86%. A posição julho de 2019 fechou a US$ 3,75 por bushel, perda de 4,25 centavos ou 1,12% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 2%, sendo negociado a R$ 4,7270 para venda e a R$ 4,7250 para compra, um novo recorde para o fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7100 e a máxima de R$ 4,7940.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

MERCADO: Com oferta limitada, cotações do milho seguem em elevação

    Porto Alegre, 04 de março de 2020 – O mercado brasileiro de milho teve mais um dia de elevações nos preços. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, apesar das colheitas estarem avançando no Sul e Sudeste, as ofertas são restritas e rapidamente são absorvidas pelos consumidores.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 44,00 e R$ 54,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,50 e R$ 52,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 48,00/49,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 54,00/54,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 57,00/58,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,00/50,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 52,00/53,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 49,00 – R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 46,00/47,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais altos pelo quarto dia seguido. As medidas de incentivo à economia mundial em meio ao surto de coronavírus e as preocupações com o clima seco sobre as regiões produtoras de safrinha no Brasil asseguraram a elevação.

   No início do dia, o mercado tentou consolidar e corrigir tecnicamente, com os investidores realizando lucros. Mas o movimento de alta voltou a ganhar força na parte da tarde.

    Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 3,85, com alta de 3,75 centavos ou 0,98%. A posição julho de 2019 fechou a US$ 3,86 1/4 por bushel, ganho de 2,50 centavos ou 0,65% em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,5%, sendo negociado a R$ 4,5810 para venda e a R$ 4,5790 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,5050 e a máxima de R$ 4,5840.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

MERCADO: Milho mantém preços estáveis nesta sexta-feira

Porto Alegre, 28 de fevereiro de 2020 – O mercado brasileiro de milho apresentou preços estáveis nesta sexta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a dinâmica do mercado brasileiro de milho apresentou poucas alterações no decorrer da sexta-feira, com oferta bastante restrita no disponível. “Para a safrinha, os negócios ainda não avançam de maneira satisfatória, uma vez que o plantio está atrasado em grande parte do país. Consequência das chuvas volumosas que incorreram no Centro-Norte do país durante o primeiro bimestre”, comenta.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 43,50 e R$ 52,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,00 e R$ 48,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 51,50/52,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 55,00 – R$ 56,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,00/49,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 50,00/52,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 46,00 – R$ 48,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/47,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mistos. Após operar a maior parte do dia no território negativo, o mercado reduziu as perdas e até inverteu de território em algumas posições no final do dia. Na semana, maio caiu 3,18% e no mês, 4,73%.

   As preocupações em torno do enfraquecimento da demanda por commodities agrícolas voltou a pressionar o cereal. Ao final da sessão, no entanto, fundos e especuladores aproveitaram para barganhar diante das recentes quedas. O alastramento do coronavírus segue direcionando os movimentos do mercado.

   Os contratos de milho com entrega em maio fecharam a US$ 3,68 1/4, com alta de 0,25 centavo ou 0,06%. A posição julho de 2019 fechou a US$ 3,72 1/2 por bushel, inalterado em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,15%, sendo negociado a R$ 4,4840 para venda e a R$ 4,4820 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4770 e a máxima de R$ 4,5150.

   Na semana, o dólar valorizou 2%, e no mês subiu 4,6%.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

Milho mantém preços estáveis em retorno moroso do Carnaval

   Porto Alegre, 26 de fevereiro de 2020 – O mercado brasileiro de milho retornou do “feriado” apresentando morosidade e cotações estáveis. Em grande parte do país a oferta permanece restrita, com consumidores de menor porte enfrentando alguma dificuldade de abastecimento. “Esse quadro remete a uma maior possibilidade de reajustes no curto prazo. Uma eventual intensificação da colheita da soja no decorrer de março representa a elevação do custo de frete e consequente aumento dos preços CIF”, comenta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 43,00 e R$ 52,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,00 e R$ 48,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 51,00/52,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 54,50 – R$ 55,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,00/49,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 50,00/52,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 46,00 – R$ 47,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/47,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. Apesar dos sinais de melhora na demanda para o cereal norte-americano, a preocupação com o avanço do coronavírus pressionou o mercado.

    Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 123.000 toneladas de milho de origens opcionais à Coreia do Sul. O cereal será entregue na temporada 2019/20.

   Os investidores seguem atentos ao crescimento de casos de coronavírus fora da China, especialmente na Coreia do Sul, Itália e Irã. O aumento de casos em outros países pressiona os mercados em geral, como as bolsas de valores na Ásia e na Europa. O Brasil também confirmou o primeiro caso da doença.

    Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 3,70 1/2, com baixa de 2,00 centavos ou 0,53%. A posição maio de 2019 fechou a US$ 3,74 1/2 por bushel, ganho de 2,00 centavos de dólar, ou 0,53%, em relação ao fechamento.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 1,16%, sendo negociado a R$ 4,4450 para venda e a R$ 4,4430 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,4060 e a máxima de R$ 4,4490.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS

Milho segue com graduais altas nos preços no Brasil

   Porto Alegre, 19 de fevereiro de 2020 – O mercado brasileiro de milho apresentou novamente preços de estáveis a mais altos nesta quarta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado mantém-se lento e muito firme nas cotações. “A logística da soja começa a dificultar o fluxo do milho e os preços podem subir após o Carnaval”, comenta.

    No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 43,00 e R$ 52,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço entre R$ 43,00 e R$ 48,00 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 46,00/47,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 51,00/52,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 54,50 – R$ 55,00 a saca.

   No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 48,00/49,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 50,00/52,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 46,00 – R$ 47,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 45,00/47,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços mais baixos. O mercado realizou parte dos lucros acumulados ontem, quando subiu quase 1,5%.

    Os investidores também se posicionam frente ao Fórum Outlook do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que começa nesta quinta-feira em Washington. O sentimento do mercado é dividido, com alguns operadores esperando estoques globais amplos para os grãos, enquanto outros aguardam um relatório mais positivo aos preços. Analistas esperam que a safra de milho seja estimada em 15,111 bilhões de bushels, numa área de 93,6 milhões de acres. A produtividade é esperada em 176,5 bushels por hectre.

    Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 3,80 1/2, com baixa de 2,50 centavos ou 0,65%. A posição maio de 2019 fechou a US$ 3,85 1/4 por bushel, recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,58%, em relação ao fechamento.

Câmbio

   O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com alta de 0,11%, sendo negociado a R$ 4,3650 para venda e a R$ 4,3630 para compra, um novo recorde para um fechamento. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,3780 e a máxima de R$ 4,3630.

     Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS