Porto Alegre, 4 de março de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana de preços firmes. As cotações continuam sendo sustentadas pela
oferta restrita, mesmo em período de colheita da primeira safra. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, as ofertas no interior vão
atendendo apenas a demanda pontual. “Não há folga para baixas ainda”,
comenta.
Molinari indica que a colheita é lenta em muitas regiões em razão de
chuvas, o que contribui para o suporte às cotações. Em outras, os trabalhos
deslancham melhor, mas há compradores no momento que absorvem a oferta e assim
não pressionam para baixo as cotações.
Assim, enquanto a semana passada terminou com o milho cotado a R$
42,00/43,00 a saca na Mogiana paulista, a cotação terminou esta quinta-feira a
R$ 44,00 a saca, em pleno período de colheita. Em Campinas CIF, o preço
avançou no mesmo comparativo de R$ 46,00 para R$ 47,00/48,00 a saca. Já no Rio
Grande do Sul, a cotação passou de R$ 42,00 para R$ 42,00/43,00.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 892.2 milhões em
fevereiro, com média diária de US$ 47 milhões. A quantidade total de milho
exportada pelo país chegou a 5,374 milhões de toneladas, com média diária de
282,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 166,00.
Na comparação com a média diária de janeiro, houve uma alta de 27,8% no
valor médio exportado, uma elevação de 26,9% na quantidade e alta de 0,7% no
preço médio. Na comparação com fevereiro de 2016, houve ganho de 309,5% no
valor total exportado, alta de 360,8% na quantidade total e desvalorização de
11,1% no preço médio. Os dados são do Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela Secretaria de Comércio
Exterior.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
