Porto Alegre, 11 de março de 2016 – O mercado brasileiro de milho
permaneceu centrado na restrição de oferta ao longo da semana. Os compradores,
de uma maneira geral, ainda se deparam com dificuldades para compor seus
estoques de maneira satisfatória. Com isso, os preços internos permanecem em
alta, com ênfase no mercado paulista.
Em Santos, o preço estabilizou em R$ 34,50 para safrinha. Enquanto isso,
em Paranaguá o preço médio ficou em R$ 33,50, também para safrinha. No
Paraná, a cotação ficou em R$ 42,50 em Cascavel. Em São Paulo, o preço
estabilizou em R$ 46,50 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação seguiu
em R$ 49,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 43,00 a saca em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 44,00 em Uberlândia. Em Goiás,
preço esteve em R$ 40,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço oscilou entre R$
28,00 e R$ 34,00.
A segunda safra brasileira de milho em 2016 deverá totalizar 61,276
milhões de toneladas, com crescimento de 8,88% sobre o total produzido no ano
anterior, de 56,277 milhões de toneladas. A previsão faz parte do mais novo
levantamento de SAFRAS & Mercado, divulgado nesta sexta-feira.
De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, a área
plantada na segunda safra será recorde, ocupando 10,395 milhões de hectares.
“Projetamos um crescimento de 10,3% frente aos 9,427 milhões de hectares
cultivados na safrinha 2015”, comenta. O rendimento médio poderá atingir
5.895 quilos por hectare, abaixo dos 5.970 quilos por hectare registrados no ano
passado.
Molinari destaca que o estado de Mato Grosso deve liderar a produção na
safrinha, colhendo 21,952 milhões de toneladas, ante as 20,013 milhões de
toneladas registradas em 2015. O Paraná, segundo maior produtor, deverá colher
14,068 milhões de toneladas de milho, contra 12,874 milhões de toneladas do
ano anterior.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
