Porto Alegre, 29 de setembro de 2017 – O mercado brasileiro de milho teve
um mês de setembro marcado por preços mais altos, com as cotações
sustentadas pela oferta limitada por parte dos vendedores. As preocupações com
o clima para o plantio da safra de verão contribuíram para o avanço nas
cotações ao longo do mês nas principais praças de comercialização.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado teve a
finalização da colheita da safrinha e os produtores equacionaram as questões
relativas ao “acondicionamento” dessa segunda safra. Assim, adotaram a
postura de segurar o milho à espera de preços melhores. A falta de chuvas em
setembro prejudicou o plantio e deu ainda maiores motivos para os vendedores se
retraírem, o que deu suporte aos preços.
Com os preços externos (Bolsa de Chicago) sem grandes alterações e com o
câmbio estável, o clima foi importante para o mercado interno em setembro,
trazendo tensão. Molinari indica que, se as previsões de volta das chuvas e
regularização da umidade nas áreas produtoras se confirmar em outubro, a
tendência é de acomodação dos preços do milho.
Além disso, as cotações do milho no mercado físico estão acima dos
valores do Porto (Paranaguá e Santos) para as exportações. Isso pode reduzir
o ritmo dos embarques e, sem um melhor escoamento da oferta, acaba havendo
outro fator baixista para recuo nos preços no físico em outubro.
No balanço mensal, as cotações em Rondonópolis, Mato Grosso, subiram de
R$ 18,60 para R$ 21,00 a saca de 60 quilos no mês de setembro (base venda).
Em Campinas/SP CIF, o preço avançou de R$ 28,50 para R$ 30,00 a saca. Já
em Cascavel/Paraná, o valor passou de R$ 24,00 para R$ 27,00 a saca. Em
Erechim/Rio Grande do Sul, avanço de R$ 29,00 para R$ 31,00 a saca. Já no
Porto de Paranaguá/PR, a cotação subiu menos, de R$ 27,80 para R$ 28,40 a
saca, na base de compra.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
