SEMANA: Milho teve setembro de calmaria na comercialização no Brasil

Porto Alegre, 30 de setembro de 2016 – O mercado brasileiro de milho
manteve o seu perfil durante o mês de setembro. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios realizados
serviram apenas para preencher necessidades pontuais, assim como em meses
anteriores.

Iglesias diz que alguns compradores ainda enfrentam dificuldades para
compor seus estoques de maneira adequada. A discussão sobre importação de
milho norte-americano vem perdendo força nas últimas semanas. E essa
limitação em relação a oferta traz suporte aos preços.

No balanço mensal, o preço do milho em Campinas/CIF subiu de R$ 42,50
para R$ 43,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana
paulista, as cotações avançaram R$ 39,00 para R$ 40,00. Em Cascavel, no
Paraná, o preço se elevou de R$ 38,00 a saca para R$ 38,50. Já no Rio Grande
do Sul, em Erechim, a cotação permaneceu em R$ 50,00 a saca. No Porto de
Santos, a cotação subiu de R$ 32,50 a saca para R$ 34,00 no mesmo comparativo.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 404,8
milhões em setembro (16 dias úteis), com média diária de US$ 25,3 milhões.
A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 2,387 milhões de
toneladas, com média de 149,2 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou
em US$ 169,90.

Na comparação com a média diária de agosto, houve uma elevação de
34,7% no valor médio exportado, um ganho de 33,8% na quantidade e ganho de
0,7% no preço médio. Na comparação com setembro de 2015, houve perda de
8,4% no valor total exportado, retração de 9,3% na quantidade total e valorização
de 1% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e
Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS