Porto Alegre, 24 de abril de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana de pressão nos preços diante da maior oferta disponível. Além
disso, houve boas chuvas para a safrinha nas regiões produtoras e câmbio em
valorização. De acordo com o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari,
faltam fatores para reverter tal quadro de pressão.
“A tendência para os próximos dias é de continuar com poucos
negócios e baixa de preços”, declarou, acrescentando que o comprador deve
permanecer ausente e o vendedor bem atuante em seu papel.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 16 milhões em abril (12
dias úteis), com média diária de US$ 1,3 milhões. A quantidade total de
milho exportada pelo país chegou a 79,8 mil toneladas, com média diária de
6,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 200,1.
Entre março e abril, houve uma baixa de 78% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 78,3% na quantidade e um acréscimo de 1,7%
no preço médio. Na relação entre abril de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
baixa de 78,6% no valor total exportado, recuo de 76,4% na quantidade total e
desvalorização de 9,7% no preço médio.
Nesta quinta-feira (23), para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá ficou em R$ 28,00. No Porto de Santos, preço ficou a R$ 29,00. No
estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou estável, em
R$ 23,50/24,50. Em São Paulo, o preço ficou a R$ 23/24,00, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação ficou a R$ 26,50/27,00.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 26/26,50, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia inalterado, a R$ 25,00. Em Goiás, preço a R$
23/24,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 15/19,00, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
