Porto Alegre, 29 de maio de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
um mês de maio de poucos negócios e de preços pressionados para baixo. A
situação baixista ocorreu diante de compradores recuados e bem posicionados em
estoques, no aguardo de preços menores e mais acessíveis.
Por outro lado, o vendedor esteve bem atuante e presente, e a oferta foi
crescente proveniente da colheita da safra verão de milho 2014/15. Segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a iminente chegada
da safrinha em junho deve pressionar ainda mais os preços para baixo, e o
comprador sabe disso. Por isso, comporta-se dessa forma.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 1,4 milhão até
terceira semana de maio (15 dias úteis), com média diária de US$ 0,1 milhão.
A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 6,1 mil toneladas,
com média diária de 0,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 235,1.
Entre abril e maio, houve uma baixa de 94% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 94,9% na quantidade e um acréscimo de
16,9% no preço médio. Na relação entre maio de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve baixa de 93% no valor total exportado, recuo de 93,2% na quantidade total
e valorização de 2,7% no preço médio.
A média mensal de preços para maio no milho safrinha foi de R$ 28,81 no
porto em Paranaguá. No Porto de Santos, preço ficou a R$ 29,76. Já no
Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 23,06. Em São
Paulo, o preço ficou em R$ 23,64, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação ficou
em R$ 25,87.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 26,03 a saca, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou a R$ 23,83. Em Goiás, preço em R$ 22,36,
em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$ 18,03, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
