Porto Alegre, 21 de agosto de 2015 – O milho brasileiro teve uma
semana de poucos negócios e preços firmes. As dificuldades de logística
mantêm o mercado lento na comercialização no auge da colheita da safrinha.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o mercado
internacional aguarda os resultados do croptour nos Estados Unidos.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 153,2 milhões em
agosto (dez dias úteis), com média diária de US$ 15,3 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 906,2 mil toneladas, com média
diária de 90,6 mil toneladas. O preço médio
da tonelada ficou em US$ 169,1.
Entre julho e agosto, houve uma alta de 61,6% no valor médio
exportado, uma valorização de 62,8% na quantidade e um decréscimo de 0,7% no
preço médio. Na relação entre agosto de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
baixa de 32,2% no valor total exportado, recuo de 22,6% na quantidade total e
desvalorização de 12,5% no preço médio. Os dados são do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela
Secretaria de Comércio Exterior.
Nesta quinta-feira (20) para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá esteve em R$ 31,40. No Porto de Santos, preço esteve a R$ 32,00.
No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 24/25,00. Em
São Paulo, o preço esteve em R$ 25,00 a saca na Mogiana. Em Campinas CIF,
a cotação ficou em R$ 27,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 28,50/29,00, em Erechim, estável.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia esteve a R$ 25,00 a saca. Em Goiás,
preço esteve a R$ 21,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 16/20,00,
em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
