Porto Alegre, 27 de março de 2015 – O mercado brasileiro de milho
esteve um pouco mais agitado devido à volatilidade do câmbio em março. Houve muita atenção à colheita da soja, na qual os produtores estiveram focados, assim como em sua logística, deixando de lado os negócios com o cereal. Em decorrência disso, houve poucos negócios para o setor, mas os preços subiram.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, a alta dos
fretes também deu suporte aos preços do milho, assim como a escassez de
ofertas. A expectativa para os próximos dias é, à medida que se vai colhendo o milho, de caírem os preços ou haver alguma acomodação nas cotações.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 95,8 milhões até a
terceira semana de março (15 dias úteis), com média diária de US$ 6,4
milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 477,1 mil toneladas, com média diária de 31,8 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 200,7.
Entre fevereiro e março, houve uma baixa de 44,3% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 48,2% na quantidade e um acréscimo de 7,5% no preço médio. Na relação entre março de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve baixa de 1.1% no valor total exportado, avanço de 4,6% na quantidade
total e desvalorização de 5,4% no preço médio.
A média mensal de preços em março para o milho safrinha foi de R$ 28,97 no porto em Paranaguá a saca. No Porto de Santos, preço a R$ 25,63. No estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$ 25,62. Em São Paulo, o preço esteve a R$ 27,89, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação ficou a R$ 30,23. No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 27,31, em Erechim. Em Minas Gerais, preço a R$ 31,00. Em Goiás, preço a R$ 25,06, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$ 18,00, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
