Porto Alegre, 16 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
apresentou inexpressivo volume de negócios durante a semana. Fato que decorre
do foco na volatilidade cambial, o que ocasionou postura cautelosa de
compradores e vendedores.
Os agentes resolveram se distanciar dos negócios. Segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, no curto prazo não há sinais de
alteração desse perfil, uma vez que a volatilidade cambial é recorrente no
cotidiano do mercado. Com isso, os preços no porto tem enfrentado grande
oscilação entre um dia e outro. Os preços internos são menos mutáveis.
Entretanto também acabam afetados por essa situação.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 233,4 milhões em outubro
(sete dias úteis), com média diária de US$ 33,3 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 1,402,8 milhão de toneladas,
com média diária de 200,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em
US$ 166,4.
Entre agosto e setembro, houve uma alta de 20,7% no valor médio
exportado, uma valorização de 21,8% na quantidade e um decréscimo de 0,9% no
preço médio. Na relação entre outubro de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 36,2% no valor total exportado, avanço de 45% na quantidade total e
desvalorização de 6,1% no preço médio.
A média semanal de preços (de 13 a 15 de outubro) em Santos foi de R$
35,50 para o disponível. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou em
R$ 34,75. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em R$
30,00. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 30,00, na Mogiana. Em Campinas
CIF, a cotação a R$ 34,00.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 33,50, em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em Uberlândia ficou a R$ 31,25. Em Goiás, preço ficou em R$ 27,00, em
Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve a R$ 24,00, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
