Porto Alegre, 12 de junho de 2015 – O mercado de milho brasileiro teve
poucos negócios e compradores recuados. A oferta do cereal é crescente diante
do início da colheita da safrinha. Em poucas semanas, os trabalhos devem se
intensificar e os preços deverão cair frente ao aumento da oferta, segundo o
analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.
“Em poucos dias, os negócios deverão aumentar, diante da queda dos
preços, que ficarão mais acessíveis ao consumidor”, afirmou. As
exportações de milho do Brasil renderam US$ 1,1 milhões na primeira semana de
junho (quatro dias úteis), com média diária de US$ 0,3 milhão. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 5,6 mil toneladas, com média
diária de 1,4 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 195,1.
Entre maio e junho, houve uma baixa de 20,5% no valor médio
exportado, uma desvalorização de 28,3% na quantidade e um acréscimo de
10,8% no preço médio. Na relação entre junho de 2015 e o mesmo mês de 2014,
houve baixa de 70,9% no valor total exportado, recuo de 68,2% na quantidade
total e desvalorização de 8,5% no preço médio.
Nesta quinta-feira (11), para o milho safrinha, a indicação no porto
em Paranaguá ficou em R$ 28/29,00. No Porto de Santos, preço ficou em R$
30/30,50. Já no Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$
22/22,50. Em São Paulo, o preço ficou a R$ 22/23,00, na Mogiana. Em Campinas
CIF, cotação ficou a R$ 25/25,50.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 24,40/25,50, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou a R$ 23/23,50. Em Goiás, preço a R$
20/22,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 16/17,00, em Rondonópolis.
