Porto Alegre, 28 de julho de 2017 – O mercado brasileiro de milho teve um
mês de julho de preços fracos, com baixas nos portos e tensão com a safra
norte-americana, com indicação de clima desfavorável à produção. A
colheita de uma safrinha recorde no Brasil foi fator de pressão, com o dólar
fraco sendo outro aspecto negativo, além de dificuldades com oferta de fretes,
com custos elevados.
As indicações de problemas com o clima seco no Meio Oeste americano
elevaram os preços na Bolsa de Chicago e geraram tensão também no Brasil.
Mas, segundo o consultor de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, não houve
indicadores consistentes para reverter os preços em plena colheita de uma
safrinha recorde.
Por outro lado, Molinari indicou que as cotações só não caíram mais
justamente porque a colheita da safrinha ainda não teve todo o ritmo no
interior dos estados. Além disso, essa expectativa em torno da safra dos EUA
reduziu o movimento de venda dos produtores, que aguardaram por uma
recuperação nos preços internacionais.
No balanço mensal, em Campinas (CIF) o preço do milho passou de R$ 26,50
para R$ 25,50 a saca de 60 quilos. Na região Mogiana paulista, o preço caiu de
R$ 24,00 para R$ 22,00. Em Cascavel, no Paraná, a cotação até avançou um
pouco, de R$ 21,00 para R$ 22,00 a saca.
No Porto de Paranaguá, a cotação passou de R$ 27,00 para R$ 26,70. Já
no Porto de Santos, o preço baixou de R$ 28,00 para R$ 27,00.
Exportações
As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 226,7
milhões em julho (15 dias úteis), com média diária de US$ 15,1 milhões. A
quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,468 milhão de
toneladas, com média de 97,9 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou
em US$ 154,30. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços
e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.
Na comparação com a média diária de junho, houve uma elevação de
249,5% no valor médio exportado, uma alta de 265,1% na quantidade média
diária e perda de 4,3% no preço médio. Na comparação com julho de 2016,
houve ganho de 72,2% no valor médio diário exportado, elevação de 96,7% na
quantidade média diária e desvalorização de 12,4% no preço médio.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
