SEMANA: Milho teve atenção ao mercado externo e preços ficaram mais firmes

Porto Alegre, 26 de junho de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
uma semana de muita atenção e tensão sobre a safra dos Estados Unidos devido
ao excesso de chuvas. A safrinha do Brasil ainda tem colheita lenta e pouca
pressão de entrega de produção.

Os preços ficaram mais firmes em geral, em função do mercado externo.
Houve alta nos portos. Entretanto, o comprador e o vendedor ainda mantêm uma
certa postura retraída. O consumidor, aguardando preços melhores para quando a
oferta disponível aumentar, e os preços, consequentemente, baixarem.

Já o vendedor encontra-se na retranca esperando por preços maiores
para então negociar. As exportações de milho do Brasil renderam US$ 12,1
milhões até a terceira semana de junho (14 dias úteis), com média diária de
US$ 0,9 milhão. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 72,5
mil toneladas, com média diária de 5,2 mil toneladas. O
preço médio da tonelada ficou em US$ 167,3.

Entre maio e junho, houve uma alta de 153,6% no valor médio
exportado, uma valorização de 166,9% na quantidade e um decréscimo de 5% no
preço médio. Na relação entre junho de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
baixa de 7,3% no valor total exportado, avanço de 18,3% na quantidade total e
desvalorização de 21,6% no preço médio.

Nesta quinta-feira (25), para o milho safrinha, a indicação no porto em
Paranaguá ficou em R$ 29,20. No Porto de Santos, preço ficou em R$ 30/30,50.
Já no Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$
21,50/22,50. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 23,00, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação ficou a R$ 25,50/26,00.

No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 25/26,00, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou a R$ 22/23,00. Em Goiás, preço R$
20/21,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço a R$ 13,50/17,00 em
Rondonópolis.

Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras