Porto Alegre, 30 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
altas de preços devido à desvalorização do real e forte embarque nas
exportações em outubro. Diante das exportações, o ambiente doméstico se
manteve enxuto de ofertas, e os preços subiram, conforme o analista de SAFRAS
& Mercado, Paulo Molinari.
Os preços acompanharam o porto. Já no mercado internacional, os preços
ficaram em baixa, frente à colheita dos Estados Unidos. Já os negócios
ficaram acomodados com o maior volume de ofertas.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 668,5 milhões em
outubro (16 dias úteis), com média diária de US$ 41,8 milhões. A quantidade
total de milho exportada pelo país chegou a 4,032,9 milhões de toneladas, com
média diária de 252,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$
165,8.
Entre setembro e outubro, houve uma alta de 51,2% no valor médio
exportado, uma valorização de 53,2% na quantidade e um decréscimo de 1,3% no
preço médio. Na relação entre outubro de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 70,7% no valor total exportado, avanço de 82,4% na quantidade total e
desvalorização de 6,4% no preço médio.
A média mensal dos preços em milho em outubro em Santos foi de R$ 36,92 a
saca. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou em R$ 35,55. No
Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 30,11. Em São
Paulo, o preço ficou a R$ 30,63, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou
em R$ 34,32.
No Rio Grande do Sul, preço ficou R$ 34,05, em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em Uberlândia em R$ 31,55. Em Goiás, preço a R$ 27,08, em Rio Verde.
Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 24,00, em Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
