SEMANA: Milho tem quedas no Brasil com safrinha e baixas na CBOT

Porto Alegre, 8 de julho de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve uma
semana de quedas nas cotações novamente. Os preços refletiram no disponível
a evolução da colheita da safrinha em importantes regiões produtoras e as
baixas para o milho nos Portos.

Na medida em que o milho novo vai sendo colhido e chega para a
comercialização, naturalmente há o efeito sazonal de pressão sobre as
cotações, que varia de região para região de acordo com o fluxo de oferta.

A baixa do milho na Bolsa de Chicago e recentes quedas do dólar trouxeram
pressão sobre os preços nos Portos. Naturalmente, isso acaba aos poucos
passando para uma pressão também no mercado disponível. Com a evolução da
colheita, a tendência segue sendo negativa para as cotações internas,
dependendo muito também o mercado do comportamento na Bolsa de Chicago e
do câmbio.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 43,00
para R$ 42,50 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana
paulista, as cotações baixaram de R$ 41,00 para R$ 39,00. Em Cascavel, no
Paraná, o preço recuou de R$ 39,00 para R$ 38,00 a saca. Já no Rio Grande do
Sul, em Erechim, as cotações caíram de R$ 55,00 para R$ 51,00 a saca.

Safra mundial

A produção mundial de milho em 2016/17 deverá totalizar 1,018 bilhão de
toneladas, contra 1,004 bilhão do ano anterior. A estimativa faz parte do
relatório de julho do Sistema de Informação do Mercado Agrícola (AMIS),
órgão do G-20 para divulgar dados de oferta e demanda das principais
commodities globais. A estimativa anterior indicava safra de 1,027 bilhão.

O AMIS indica que os estoques finais deverão ficar em 207 milhões de
toneladas, contra 219 milhões do ano anterior. Na estimativa anterior, a
previsão era de 214 milhões.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica produção
global de 1,012 bilhão e estoques finais de 205 milhões de toneladas em
2016/17. O Conselho Internacional de Grãos indica safra de 1,003 bilhão de
toneladas e estoques de 205 milhões de toneladas para 2016/17.

Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS