Porto Alegre, 19 de maio de 2017 – O mercado brasileiro de milho manteve
um ritmo de calmaria na comercialização na semana. E a lentidão foi ainda
mais marcante nesta quinta-feira, com a crise política deflagrada na noite da
quarta-feira (17) com as denúncias contra o presidente Michel Temer.
Esse quadro já era aguardado pelo setor, uma vez que as notícias
bombásticas na noite de quarta-feira alteraram sensivelmente a paridade
cambial, com a forte valorização do dólar. Com isso, tanto consumidores
quanto produtores optaram pela retração, aguardando por novidades da crise
política.
Nos portos de Santos e Paranaguá, a referência ficou em R$ 28,50/29,00 a
saca para o disponível. No Paraná, a cotação ficou em R$ 25,00/26,00 a saca
em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 26,00 a saca na Mogiana.
Em Campinas CIF, preço de R$ 29,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 26,50/27,50 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 26,50 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
21,50/22,50 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 16,50/19,00 a saca.
Leilões
O analista de SAFRAS & Mercado Paulo Molinari acredita que os leilões de
milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no próximo dia 25 de
maio, ofertando cerca de 1,2 milhão de toneladas, terão uma boa demanda.
“Agora os prazos para a confirmação dos negócios nos leilões serão para julho,
o que já atinge uma parcela maior da colheita”, ressalta.
Serão leiloados 7.400 Contratos de Opção de Venda de Milho em Grãos, de
27 toneladas cada, através do aviso 102/2017), 500 mil toneladas de Prêmio de
Escoamento (PEP), por meio do aviso 103/2017 e 500 mil toneladas de Prêmio
Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro), através do aviso 104/2017.
Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
