Porto Alegre, 29 de abril de 2016 – O mercado brasileiro de milho manteve
o quadro de preços firmes, com as cotações avançando em diversas regiões,
ao longo do mês de abril. O cenário de oferta limitada, restrita, persistiu,
com os compradores tendo dificuldades para obter seu abastecimento. A
preocupação com a safrinha adicionou um fator de sustentação às cotações,
diante da apreensão climática e o produtor segurou a oferta dentro de suas
possibilidades, acreditando num mercado mais favorável adiante.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a crise
de abastecimento que afetou duramente o mercado brasileiro se estendeu durante
todo o mês de abril. “Em diversos estados os preços dispararam, acompanhando
a necessidade de posicionar os estoques de maneira adequada em meio à
restrição de oferta. O clima atua como ator principal no andamento da safrinha
brasileiro”, indica.
Quanto ao clima, primeiro foi a estiagem prolongada em alguns estados do
país que resultou em importante quebra. O segundo ponto é a chegada das
frentes frias no final de abril, que resultam em possibilidade de geadas no Sul
do país, o que pode provocar novos prejuízos nas lavouras de milho, aponta o
analista.
No balanço do mês, o milho teve altas na maior parte das regiões. Houve
exceções, como o caso de São Paulo. Na Mogiana paulista, por exemplo, o
mercado fechou março com o milho cotado a R$ 49,50 a saca de 60 quilos,
enquanto nesta quinta-feira (28/04) o preço era de R$ 48,00, o que representa
uma queda no comparativo de 3%.
Mas, em outras regiões houve significativos avanços em abril. Em
Cascavel, no Paraná, o preço do milho fechou março a R$ 48,00 a saca, e nesta
quinta-feira estava a R$ 53,00, o que representa uma alta no período de 10,4%.
Em Erechim, no Rio Grande do Sul, no mesmo comparativo, a cotação subiu de
R$51,00 para R$ 54,00 a saca, elevação de 5,9%. Já em Rondonópolis, Mato
Grosso, o mercado saiu de R$ 38,00 a saca no fim de março para terminar esta
quinta-feira a R$ 42,00 a saca, alta de 10,5% ao longo de abril.
Para Fernando Henrique Iglesias, o mês de maio não deve dispor de grande
volume de oferta. “Portanto, a dinâmica do mercado não deve se alterar de
maneira contundente no próximo mês”, aponta.
Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
