Porto Alegre, 11 de setembro de 2015 – De uma maneira geral, a semana do
milho pode ser caracterizada em poucas palavras. O mercado esteve travado, com
inexpressiva fluidez dos negócios. Essa situação é um desdobramento da
instabilidade cambial das últimas semanas, segundo o analista de SAFRAS &
Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
O produtor ainda dispõe de um significativo estoque. Mesmo assim, a
opção no momento é por reter a oferta. O fato de o produtor estar
capitalizado no decorrer do ano também contribui para essa decisão, sem
necessidade de fazer caixa, a opção mais viável é de reter a oferta
aguardando por novos reajustes dos preços no porto e no mercado interno.
As exportações de milho do Brasil renderam US$ 114 milhões em
setembro (quatro dias úteis), com média diária de US$ 28,5 milhões. A
quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 666 mil toneladas, com
média diária de 166,5 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$
171,1.
Entre agosto e setembro, houve uma alta de 53,8% no valor médio
exportado, uma valorização de 53,1% na quantidade e um acréscimo de 0,5% no
preço médio. Na relação entre setembro de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 26,7% no valor total exportado, avanço de 36,5% na quantidade total e
desvalorização de 7,2% no preço médio.
Nesta quinta-feira (10), em Santos a máxima do dia ficou entre R$
35/35,50 para o disponível. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio foi
fixado entre R$ 33/33,50. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel
subiu de R$ 25,50/26,50 para R$ 26/27,00. Em São Paulo, o preço esteve em
estabilidade, a R$ 27/28,50 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação
ficou em R$ 32/32,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 30/31,00, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia esteve em R$ 26/26,50. Em Goiás, preço esteve em
R$ 23/24,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 20/22,00, em
Rondonópolis.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência Safras
