SEMANA: Milho esteve condicionado ao câmbio e às exportações em setembro

Porto Alegre, 2 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de milho
esteve condicionado ao item câmbio e ao fluxo de demanda de exportação em
setembro. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, o salto
cambial acima de R$ 4,00 continuou sustentando o ambiente doméstico, que
manteve preços firmes e em alta.

Por sua vez, a demanda de exportação deu solidez ao porto. Ademais, o
término da colheita da safrinha ajudou nas altas internas. As exportações de
milho do Brasil renderam US$ 580,2 milhões em setembro (21 dias úteis), com
média diária de US$ 27,6 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo
país chegou a 3,455,2 milhões de toneladas, com média diária de 164,5 mil
toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 167,9.

Entre agosto e setembro, houve uma alta de 49,1% no valor médio
exportado, uma valorização de 51,3% na quantidade e um decréscimo de 1,4% no
preço médio. Na relação entre setembro de 2015 e o mesmo mês de 2014, houve
alta de 22,8% no valor total exportado, avanço de 34,9% na quantidade total e
desvalorização de 8,9% no preço médio. Os dados são do Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e foram divulgados pela
Secretaria de Comércio Exterior.

A média mensal de preços em setembro em Santos foi de R$ 24,83 para o
disponível. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio foi fixado em R$
31,05. No Paraná, a cotação em Cascavel ficou a R$ 28,14. Em São Paulo, o
preço ficou a R$ 29,36, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou a R$
33,33.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 31,48, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia esteve em R$ 29,79. Em Goiás, preço ficou em R$
24,14, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 19,50, em
Rondonópolis.