MONITOR MILHO:Mercado lento,com problemas de logística e atento aos leilões

Porto Alegre, 17 de agosto de 2017 – O mercado brasileiro de milho deve
manter o ritmo lento dos negócios, ainda em meio aos problemas de logística.
Atenção voltadas para os leilões. A operação de PEP encerrou há pouco e
negociou todas as 248 mil toneladas. A operação de Pepro teve início com
demanda total do primeiro lote.

CHICAGO

* A Bolsa de Chicago opera com perda de 0,42% na posição setembro/17, cotado
a US$ 3,51 por bushel.

* Na quarta, setembro fechou a US$ 3,52 1/2, com alta de 0,77% em relação ao
fechamento anterior.

* O mercado tentou uma recuperação técnica, mas sentiu o impacto do clima
favorável ao desenvolvimento das lavouras.

* As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2016/17, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 62.400 toneladas na
semana encerrada em 10 de agosto. O número ficou 20% acima da semana
anterior e 61% abaixo da média das últimas quatro semanas. A Coreia do Sul foi
o principal comprador, com 71.900 toneladas.

* Para a temporada 2017/18, o número ficou em 671.800 toneladas. A estimativa
dos analistas oscilava de 400 mil a 800 mil toneladas, somando as duas
temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados
Unidos (USDA).

CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,41% neste momento, cotado a R$ 3,160.

* A moeda iniciou a sessão no campo positivo em linha com um movimento de
correção da divisa em âmbito global.

* No Brasil, o mercado segue atento às questões fiscais e pode assumir
posições de defesa diante da incerteza sobre a aprovação da reforma da
Previdência no Congresso, fundamental para o ajuste nas contas do governo.

INDICADORES FINANCEIROS

* As bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai, +0,68%. Tóquio, -0,14%.

* As bolsas na Europa operam em alta. Paris,-0,32%; Frankfurt, -0,25%; Londres,
-0,34%.

* O petróleo opera em alta. Setembro do WTI em NY: US$ 46,86 barril (+0,17%).

* O dólar opera misto. Euro,+0,31%; iene, -0,27%; e libra-esterlina, +0,05%.

MERCADO INTERNO

* O mercado brasileiro de milho teve uma quarta-feira de preços pouco
alterados. Persiste o problema de fretes escassos e logística difícil no
mercado, como aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

* O produtor tem fixado pouco milho, com isso há o sentimento de pouca oferta e
de mercado ajustado, enquanto os armazéns estão lotados. Segundo Molinari, o
“mercado interno descolando do porto passa a ser um problema futuro para as
exportações”.

* No porto de Paranaguá, a cotação ficou em R$ 27,00/27,50 a saca. Em Santos,
preço de R$ 28,50 a saca. No Paraná, a cotação ficou em R$ 21,00/23,00 a
saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 23,00/24,00 a saca na
Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 27,50/28,00 a saca.

* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 28,00 em Erechim. Em Minas Gerais,
preço em R$ 23,00/24,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
19,00/20,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 13,00/17,00 a
saca em Rondonópolis.

AGENDA

– Desenvolvimento das lavouras da Argentina – Bolsa de Cereais de Buenos
Aires, às 15hs.

– Dados das lavouras no Rio Grande do Sul – Emater, na parte da tarde.

Sexta-feira (18/08)

– Alemanha: o índice de preços ao produtor de julho será publicado às 3h
pelo departamento oficial de estatísticas do país.

– Avanço da colheita de milho no MT – IMEA, no início do dia.

– Desenvolvimento das lavouras na Argentina – Ministério da Agricultura, na
parte da manhã.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS