O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana atento ao avanço da colheita. Com o avanço dos trabalhos na região Sul há uma tendência de pressão nas cotações. No Sudeste, onde a colheita avança em um ritmo lento, por conta da maior atenção da soja, os preços podem subir novamente. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago registra uma leve queda, em meio a um movimento de realização de lucros frente aos ganhos da semana passada.
CHICAGO
* A Bolsa de Chicago registra perda de 0,06% para o contrato março, cotado a US$ 3,69 1/2 por bushel.
* O mercado realiza lucros frente aos ganhos registrados na sexta-feira, determinados pelo indicativo de boa demanda para o milho norte-americano.
* As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2016/17, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.367.600 toneladas na semana encerrada em 12 de janeiro. O número ficou bem acima da semana anterior e 69% superior à média das últimas quatro semanas. Japão foi o
principal comprador com 363.000 toneladas.
* Para a temporada 2017/18, o número ficou em 12.300 toneladas. A estimativa dos analistas oscilava entre 750 mil toneladas e 1,5 milhão de toneladas, somando as duas temporadas. As informações são do Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).
* Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 126.312 toneladas de milho a destinos não revelados, para entrega em 2016/17.
* Na sexta-feira (20), os contratos de milho com entrega em março de 2017 fecharam cotados a US$ 3,69 3/4, com alta de 0,95%.
CÂMBIO
* O dólar comercial opera com baixa de 0,65%, cotado a R$ 3,162.
* O dólar opera em queda seguindo a desvalorização da divisa nos mercados globais após a posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. “Os mercados reagem à falta de novas informações quanto ao pacote de estímulos fiscais e à reafirmação de que o novo governo deve implantar uma política protecionista”, explica Fernando Honorato Barbosa, economista-chefe do Bradesco.
INDICADORES FINANCEIROS
* As bolsas da Ásia fecharam mistas. Xangai subiu 0,44%; Tóquio caiu 1,29%.
* As bolsas na Europa operam em queda. Paris, -0,32%. Frankfurt,-0,40%.
Londres,-0,49%.
* O petróleo opera em baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 52,49/barril (-1,37%).
* O dólar recua frente ao euro (-0,08%), ao iene (-0,85%) e à libra esterlina
(-0,49%).
MERCADO INTERNO
* O mercado brasileiro de milho teve preços pouco alterados nesta sexta-feira. No Rio Grande do Sul, o avanço da colheita cria um cenário negativo para os preços do cereal.
* No porto de Santos, a referência ficou em R$ 31,50 a saca para o disponível. Em Paranaguá, indicação de R$ 31,50 a saca. No Paraná, a cotação ficou em R$ 32,00. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 35,00 a saca. Em Campinas, preço de R$ 37,00/37,50 a saca.
* No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 30,00. Em Minas Gerais, preço em R$ 35,00 – R$ 36,00. Em Goiás, preço esteve em R$ 32,00 – R$ 33,00. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 24,00/28,00 a saca.
Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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