Porto Alegre, 12 de agosto de 2015 – O relatório de agosto de oferta e
demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, divulgado há pouco,
apontou uma redução na estimativa de produção da safra 2015/16 mundial.
Segundo o USDA, a produção global de milho em 2015/16 deve atingir 985,61
milhões de toneladas, contra as 987,11 milhões de toneladas estimadas em
julho. Os estoques de passagem devem ficar em 195,09 milhões de toneladas, bem
acima das 189,95 milhões de toneladas previstas no mês passado. Os estoques
finais ficaram bem acima da expectativa do mercado, que trabalhava com um volume
de 188,7 milhões de toneladas.
A safra americana 2015/16 está estimada em 347,64 milhões de toneladas,
ante as 343,68 milhões de toneladas indicadas no mês passado. A estimativa de
safra brasileira foi elevada de 77 para 79 milhões de toneladas. A safra da
África do Sul foi estimada em 13,5 milhões de toneladas, sem alterações. A
China deverá produzir 225 milhões de toneladas, quatro milhões de toneladas a
menos em relação ao estimado em julho. A Ucrânia teve sua projeção de
safra elevada de 26 milhões de toneladas para 27 milhões de toneladas. A safra
da Argentina, por sua vez, não sofreu alterações e foi mantida em 25
milhões de toneladas.
Para a temporada 2014/15, o USDA estimou que a produção global deverá
ficar em 1,006 bilhão de toneladas, acima das 1,001 bilhão de toneladas
previstas no mês passado. Os estoques finais de passagem foram projetados em
197,42 milhões de toneladas, ante as 193,95 milhões de toneladas previstas no
mês passado.
A safra americana 2014/15 está estimada em 361,09 milhões de toneladas, a
mesma indicada em julho. A estimativa de safra brasileira foi elevada de 82
milhões de toneladas, para 84 milhões de toneladas. A safra da África do Sul
foi mantida em 11,3 milhões de toneladas. A China deverá produzir 215,67
milhões de toneladas, mesmo volume indicado no mês passado. A Ucrânia teve
sua projeção de safra mantida em 28,45 milhões de toneladas. A safra da
Argentina foi elevada de 25 milhões de toneladas para 26,5 milhões de
toneladas.
