Porto Alegre, 28 de janeiro de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que
deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Preços bastante firmes na CBOT
– Tensão no mercado de trigo devido à crise na Ucrânia
– Maior demanda para milho norte-americano frente à quebra na Argentina
– Petróleo acima de US$ 85 adicionando demanda para etanol nos EUA
– Novas altas na soja deixando-a competitiva para ganhar acres para o plantio da safra 2022 nos EUA. As chances de perdas de área no milho são crescentes
– Agora, o fluxo de exportações semanais pode acelerar este corte de estoques
– Relatório do USDA do próximo dia 09 terá que cortar produção da América do Sul
– Mercado interno tem preços na região Sul se balizando em R$ 100, com exceção do Norte do PR
– Safra de verão vai sendo colhida, mas procura é acelerada pelo produto disponível. Não há pânico, mas a disputa no balcão é agressiva. Produtores esperam R$ 100 no balcão
– No Sudeste, apesar da forte alta dos fretes e chegada da colheita da soja, consumidores desejam comprar a preços baixos
– Preços baixos em praças como SP, MG e GO devem facilitar as compras por parte dos consumidores da região Sul e esvaziar a oferta nestas localidades mais a frente
– Situação adicional de risco está na liquidez de parte do setor consumidor, devido à queda de preços do suíno principalmente
– Não há alternativas de importação neste momento. O custo atual é R$ 104/105 mais ICMS/PIS/COFINS e frete interno
– O milho prossegue em uma situação problemática de abastecimento no primeiro semestre
– Plantio de safrinha avançando forte no MT e ainda com lentidão no PR, PY e MS.
Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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