Milho tem poucos negócios no Brasil nesta sexta-feira

   Porto Alegre, 21 de junho de 2019 – O mercado brasileiro de milho apresentou poucos negócios nesta sexta-feira. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, além de toda a volatilidade apresentada na Bolsa de Chicago (CBOT) e no cenário cambial ao longo da semana, o feriado prolongado também contribuiu para a queda do ritmo dos negócios. “A tendência de curto prazo segue correlacionada à paridade de exportação.

Nesse sentido, acompanhar os eventos no Meio Oeste norte-americano segue primordial para a tomada de decisão de venda ou de compra”, apontou.

    No Porto de Paranaguá, o preço ficou em R$ 40,00/42,00 a saca. Em Santos,o preço girou em torno de R$ 40,50/42,50 a saca.

   No Paraná, a cotação ficou em R$ 33,00/34,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 37,40/38,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 39,00/40,00 a saca.

    No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 39,00/40,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 34,00/35,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 31,50/32,50 a saca em Rio Verde, no disponível. Em Mato Grosso, preço ficou a R$ 27,50/28,50 a saca em Rondonópolis, para o disponível.

     Chicago

    A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou com preços acentuadamente mais baixos. Mais cedo, o mercado chegou a registrar ganhos, em meio a chuvas em importantes regiões produtoras dos Estados Unidos, que aumentam os temores de queda no potencial produtivo das lavouras devido ao atraso no plantio. Porém, reverteu para o território negativo, embolsando os lucros acumulados na última sessão, quando atingiu o melhor patamar em cinco anos. O fraco desempenho das vendas líquidas norte-americanas de milho também abriu espaço para a correção.

    As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2018/19, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 38.400 toneladas na semana encerrada em 13 de junho. Representa uma queda de 77% frente à semana anterior e é 90% inferior à média das últimas quatro semanas. O maior importador foi o Japão, com 107.500 toneladas. Para a temporada 2019/20, ficaram em 360.800 toneladas. Os analistas esperavam exportações entre 400 mile 800 mil toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

    Os contratos de milho com entrega em julho de 2019 fecharam a US$ 4,42 1/4,baixa de 7,75 centavos de dólar, ou 1,72%, em relação ao fechamento anterior. A posição setembro de 2019 fechou a US$ 4,47 1/3 por bushel, recuo de 7,25 centavos de dólar, ou 1,59%, em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

    O dólar comercial encerrou a sessão de hoje com queda de 0,67%, sendo negociado a R$ 3,8250 para venda e a R$ 3,8230 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,8150 e a máxima de R$ 3,8470. Na semana, o dólar registrou queda de 1,92%.

      Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS