MILHO: Preços na CBOT e no mercado interno são muito altos – SAFRAS

    Porto Alegre, 23 de outubro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.

– O mercado internacional segue acompanhando a fase final de colheita nos Estados Unidos

– O milho acima dos US$ 4,00 por bushel continua sendo um preço muito alto para a atual composição de estoques

– China ainda não chegou a comprar 7 milhões de toneladas dos EUA neste ano. O total fica em 6,67 milhões de toneladas

– Portanto, não há fator China nos preços da CBOT

– O trigo com suporte devido aos riscos de clima na Europa, Austrália e Argentina vem colaborando para sustentar os preços do milho

– Exportações semanais dos EUA apenas dentro do normal, ou já esperado, nada de novo no ambiente externo do milho

– Preços são altos neste momento na CBOT

– O mercado interno segue com preços muito firmes

– O Mato Grosso tem preços acima de R$ 65,00 a saca, além do recorde demonstra o longo caminho do mercado local até julho de 2021

– Nas demais praças, a grande preocupação é o plantio de verão. Com as chuvas retornando em várias localidades, o plantio foi retomado na última semana

– Contudo, já há perdas de produção no Sul do Brasil e a dependência é de chuvas neste fechamento de outubro para amenizar a situação

– A tensão climática deverá seguir ainda até fevereiro e depois com a safrinha 2021 plantada mais tardiamente

– As exportações do Brasil estão dentro do normal: até agora 25,8 milhões de toneladas comprometidas, com meta de 34 milhões no ano

– Não há nenhuma importação de milho programada a chegar ao Brasil nos próximos 90 dias pelo menos, de qualquer origem

– Lembrando que milho norte-americano tem dificuldades de entrada no Brasil devido à transgenia

– As fixações nas cooperativas e cerealistas continuam baixas, assim como as vendas diretas de produtores, fator que vai sustentando preços regionais

– No momento em que os produtores voltarem a vender mais agressivamente, os preços podem se acomodar.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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