Porto Alegre, 18 de dezembro de 2020 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari:
– O mercado externo segue com atenção ao potencial fluxo de compras pela China. Contudo, há 60 dias a China não faz novas compras de milho norte-americano.
– A grande surpresa da semana foi a estimativa do rebanho e matrizes suínas na China, ou seja 41 milhões de cabeças contra uma previsão do USDA de 31 milhões. Isto começa a gerar um forte conflito de informações no mercado mundial, o que afeta o preço da carne suína nos exportadores mundiais e começa a gerar um novo tom especulativo para soja, milho e trigo. Isto em função de que se o milagre da recuperação do rebanho em tempo recorde é verdadeiro, a sua demanda por ingredientes para ração irá disparar.
– Os preços na CBOT tentam romper a resistência de US$ 4.30/bushel e depende ainda deste fluxo de exportações para novos níveis.
– A Argentina tem plantio atrasado. A Bolsa de Buenos Aires aponta 55% e o governo 68%. Nos dois casos há atrasos devido às chuvas irregulares.
– Mercado interno brasileiro tem um mês de acomodação de preços devido ao maior interesse de venda pelos produtores.
– Muito pouco a ver com câmbio e basicamente centrado neste quadro já esperado de maior fixação e vendas por parte do produtor neste período do ano.
– Agora, a expectativa é a retomada dos negócios em janeiro e o início da colheita da soja em fevereiro, a qual deverá dificultar bastante o fluxo de milho a partir de meados de janeiro.
– As perdas no Sul do Brasil estão concretizadas apesar do lado Leste da região mostrar uma boa condição das lavouras neste momento.
– Preços podem voltar a subir razoavelmente no primeiro trimestre e sem espaço nos portos para realizar importações.
– Demanda interna não oferece qualquer sinal de acomodação além da sua sazonalidade normal do primeiro trimestre.
Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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