MILHO: Mercado aguarda relatório de oferta e demanda do USDA – SAFRAS

    Porto Alegre, 8 de julho de 2021 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Fernando Henrique Iglesias.

– O mercado financeiro na semana foi pautado por grande volatilidade em meio ao risco de recessão. As commodities foram impactadas de maneira significativa, em especial o petróleo

– A partir de quinta-feira, o quadro era mais ameno, com o mercado menos temeroso em relação à possibilidade de recessão. Com isso teve início um movimento de forte correção, a começar pela renda variável, passando pelas commodities agrícolas e não agrícolas

– Na próxima semana, o mercado acompanhará atentamente o relatório de Oferta e Demanda que será divulgado pelo USDA na próxima terça-feira

– Para a produção deste ano o mercado espera que o USDA aponte 14,520 bilhões de bushels. Em junho o USDA tinha indicado 14,460 bilhões de bushels. Para os estoques finais 21/22 dos EUA, a expectativa do mercado é de que o USDA indique 1,491 bilhão de bushels. No mês passado, o USDA divulgou 1,485 bilhão de bushels. Para os estoques finais 22/23 dos EUA, a expectativa do mercado é de que o USDA indique 1,433 bilhão de bushels. No mês passado foi apontado em 1,400 bilhão de bushels

– Por fim, o mercado também acompanhará a situação climática no Meio-Oeste norte-americano, com redução do volume de chuvas de acordo com o modelo do NOAA, com potencial elevação das temperaturas a partir da segunda quinzena do mês

– No mercado doméstico, a semana foi pautada por lento fluxo dos negócios, principalmente nos dias de forte queda da CBOT em que os preços nos portos retrocederam

– Com o movimento de correção na CBOT os preços nos portos também reagiram, com indicação de comprador entre os meses de agosto e setembro a R$ 87/88 para o porto de Santos

– Os consumidores domésticos ainda se ocupam em receber o milho que foi negociado previamente, sem urgência para trabalhar neste momento

– A percepção é que haverá bom volume de oferta de acordo com o avanço do trabalho de campo no Centro-Sul do país.

     Gabriel Nascimento (gabriel.antunes@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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