Porto Alegre, 27 de janeiro de 2023 – Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na próxima semana. As dicas são do analista da SAFRAS Consultoria, Paulo Molinari.
– Demanda mundial agora se concentrando no milho norte-americano, com viés de elevação na exportação semanal e consequente sustentação de preços
– Algum risco de agravamento na situação do Mar Negro mantém o trigo sob expectativa de movimentos mais expressivos com reflexos no milho
– Retomada da China no mercado global, por enquanto, não é um grande fator para o mercado internacional de milho, mas pode se refletir no trigo
– Clima na Argentina melhorando sensivelmente em janeiro, com boas chuvas e melhorando as condições do milho e da soja, apesar de já existir alguma quebra
– Menor exportação da Argentina para 2023 deve carregar a demanda de milho também para os EUA
– O mercado brasileiro vê ainda atrasos nas colheitas da soja e menor pressão de logística em janeiro
– Espaço para algum fluxo de milho interno pelo produtor e da logística pelo comprador
– O mercado interno ainda vai conseguindo se abastecer em janeiro de forma tranquila e até com alguma pressão de venda regional pelo produtor
– Colheita no RS avançando, atendendo das demandas regionais e com natural acomodação de preços
– Contudo, a soja deve avançar forte em colheitas em fevereiro, assumir a posição dominante na logística e complicar o quadro de comercialização do milho
– Estranhamente, os produtores parecem preferir vender milho, em vez da soja, mesmo com o viés claramente baixista para a oleaginosa e altista para o cereal neste primeiro semestre
– Clima na Argentina ainda pesa no psicológico do mercado brasileiro enquanto o câmbio pressiona as cotações da safrinha 2023
– Exportações fechando em patamares altíssimos, estoques de passagem nos níveis mais baixos desde 2016, demanda interna forte são indicadores de alta para o milho neste semestre.
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