MERCADO: Sem oferta, preços do milho sobem e mercado trava

Porto Alegre, 11 de março de 2016 – O mercado brasileiro de milho não
registrou negócios nesta sexta-feira. Os compradores ainda apresentam grandes
dificuldades na composição de seus estoques, essa situação leva a preços
mais altos em diversas regiões do país.

Em Santos, o preço subiu de R$ 34,50 para R$ 35,00 para safrinha. Enquanto
isso, em Paranaguá o preço médio avançou de R$ 33,50 para R$ 34,00, também
para safrinha. No Paraná, a cotação ficou em R$ 43,50 em Cascavel. Em São
Paulo, o preço subiu para R$ 47,50 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, a
cotação avançou para R$ 50,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 43,00 a saca em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 44,00 em Uberlândia. Em Goiás,
preço esteve em R$ 40,00 em Rio Verde. Em Sorriso (MT), o preço ficou em R$
29,50.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O cereal buscou suporte em um movimento de
cobertura de posições vendidas, levando em conta a valorização dos preços
do petróleo. Este fator encoraja as refinarias a elevar as misturas de
combustíveis alternativos à gasolina, como o etanol, o que favorece um aumento
na demanda.

O sinal de melhora na demanda para o milho também aparece com um fator de
suporte. Hoje exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento
de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 170.800 toneladas de milho
para o Japão, a serem entregues na temporada 2015/16.

Os contratos de milho com entrega em maio fecharam cotados a US$ 3,65, com
alta de 2,25 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição junho de
2016 finalizou cotada a US$ 3,69 1/2 por bushel, ganho de 2,00 centavos.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações em queda de 1,42%, cotado a R$
3,5880 para compra e a R$ 3,59 para venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5810 e a máxima de R$ 3,6690.
Na semana, o dólar registrou queda de 4,54%.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS