MERCADO: Milho travado espera intensificação da colheita da safrinha

Porto Alegre, 15 de junho de 2015 – O mercado de milho brasileiro esteve
travado. Ainda se espera a intensificação da colheita da safrinha para
alterar a dinâmica dos negócios. O que se sabe é que quando essa oferta
entrar no mercado, os preços tendem a desabar, segundo o analista de
SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Nos portos, as indicações perderam força em linha com a queda da
Bolsa de Mercadorias de Chicago e da valorização do real. Para o milho
safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em queda, a R$ 27/27,50
contra R$ 27,50/28,50 de ontem. No Porto de Santos, preço ficou em leve
decréscimo, a R$ 28,30/29,50 contra R$ 29,50/30,50 de ontem. Já no Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em estabilidade, a R$ 22/22,50.
Em São Paulo, o preço ficou com perdas, a R$ 21,50/22,50 contra
R$ 22/23,00 de ontem, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação fico em queda,
a R$ 24,50/25,00 contra R$ 25/25,50 de ontem.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em alta, a R$ 25/25,50 contra R$
24,50/25,50 de ontem, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou
em valorização, a R$ 24/24,50 contra R$ 23/23,50 de ontem. Em Goiás, preço
com decréscimo, a R$ 20/21,50 contra R$ 20/22,00 de ontem, em Rio Verde. Em
Mato Grosso, preço em R$ 16/17,00, em Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O cereal foi
pressionado pelas condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras no
cinturão produtor, apesar das precipitações registradas nos últimos dias e
das previsões de curto prazo apontando para um clima chuvoso.

Os investidores acreditam que o percentual de lavouras e condições
boas a excelentes possa ter melhorado na última semana frente aos 74%
apontados no levantamento divulgado até o dia 7 de junho.

As preocupações em torno da demanda por milho tanto nos Estados
Unidos quanto no cenário global, em meio a elevados estoques do cereal,
também ajudaram a manter os preços em queda.

Como fator de suporte, os exportadores privados reportaram ao
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 120 mil
toneladas de milho ao México, com entrega na temporada 2014/15. Além disso,
houve avanço nas inspeções de exportação de milho.

De acordo com o USDA, as inspeções de exportação norte-americana de

milho chegaram a 1.100.455 toneladas na semana encerrada no dia 11 de junho,
conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 749.995 toneladas.
Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 1.151.654 toneladas.

Os contratos milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,48 1/4,
com baixa de 4,75 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição
julho finalizou cotada a US$ 3,52 3/4 por bushel, recuo de 6,00 centavos de
dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,28%,
cotado a R$ 3,1260 na compra e a R$ 3,1280 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,0960 e a máxima de R$ 3,1390.