MERCADO: Milho teve poucos negócios à espera de aumento de ofertas

Porto Alegre, 18 de junho de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
poucos negócios diante de compradores recuados. Eles aguardam a
intensificação da colheita da safrinha para a conseqüente diminuição de
preços pelo aumento de ofertas disponível. Já os vendedores também não
demonstram muito interesse em negociar, com esperança de preços melhores.

Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em
alta ,a R$ 28,00 contra R$ 27,50/28,00 de ontem. No Porto de Santos, preço
ficou em desvalorização, a R$ 29,00 contra R$ 29,50/30,50 de ontem. Já no
Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em valorização, a R$
22/23,00 contra R$ 21,50/22,50 de ontem. Em São Paulo, o preço ficou com
avanço, a R$ 22/22,50 contra R$ 21,50/22,50 de ontem, na Mogiana. Em
Campinas CIF, cotação ficou em alta, a R$ 25/25,50 contra R$ 24,50/25,00 de ontem.

No Rio Grande do Sul, preço ficou com ganhos, a R$ 25/26,00 contra R$
25/25,50 de ontem, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou
com perdas, a R$ 22,00 contra R$ 24/24,50 de ontem. Em Goiás, preço em
queda, a R$ 20/21,00 contra R$ 20/21,50 de ontem, em Rio Verde. Em Mato
Grosso, preço em baixa, a R$ 13/17,00 contra R$ 16/17,00 de ontem, em Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. O mercado foi pressionado por um
movimento de realização de lucros frente aos recentes ganhos, avaliando a
menor demanda pelo cereal voltada a produção de etanol. Sinais de melhores
condições de clima para as lavouras também ajudam a manter os preços em
queda.

A produção dos Estados Unidos atingiu média de 980 mil barris por dia
na última semana, contra 992 mil barris na semana imediatamente anterior.

As perdas, entretanto, foram limitadas pelo bom desempenho das vendas
líquidas norte-americanas de milho. Segundo o Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas norte-americanas de milho para a
temporada comercial 2014/15, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em
627.200 toneladas na semana encerrada 11 de junho. O número ficou 27% acima
do registrado na semana passada e 3% maior que a média de quatro semanas.
O principal comprador do cereal americano no período foi o Japão, com 182.300
toneladas. Para a temporada 2015/16, as vendas líquidas ficaram em 200.400
toneladas.

Os contratos milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,58, com
baixa de 1,25 centavo em relação ao fechamento anterior. A posição julho
finalizou cotada a US$ 3,63 1/2 por bushel, recuo de 1,75 centavo de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,03%,
cotado a R$ 3,0570 na compra e a R$ 3,0590 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,0320 e a máxima de R$ 3,0630.