Porto Alegre, 11 de junho de 2015 – O mercado de milho no Brasil teve
uma quinta-feira sem negócios, diante de compradores recuados. “Eles aguardam
a entrada de um maior volume da safrinha para os preços ficarem mais
acessíveis”, afirmou o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique
Iglesias.
Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em R$
28/29,00. No Porto de Santos, preço ficou em R$ 30/30,50. Já no Paraná, a
cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$ 22/22,50. Em São Paulo, o
preço ficou a R$ 22/23,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação ficou igual a
ontem, a R$ 25/25,50.
No Rio Grande do Sul, preço ficou a R$ 24,40/25,50, em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou a R$ 23/23,50. Em Goiás, preço a R$
20/22,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço em R$ 16/17,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. O mercado seguiu digerindo os
números divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
no relatório de oferta e demanda de junho, avaliando também a alta do dólar
frente a outras moedas correntes e o resultado das vendas líquidas semanais de
milho.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2014/15, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 495.600 toneladas na
semana encerrada 04 de junho. O número ficou 7% acima do registrado na
semana passada e 14% menor à média em quatro semanas. O principal
comprador do cereal americano no período foi a Coreia do Sul, com 157.500
toneladas. Para a temporada 2015/16, as vendas líquidas ficaram em 115.500
toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA).
Conforme o USDA, os Estados Unidos deverão produzir 13,630 bilhões de
bushels de milho em 2015/16 e produtividade média deve alcançar 166,8 bushels
por acre. Os estoques de passagem ao final da safra 2015/16 foram indicados em
1,771 bilhão de bushels, superando os 1,756 bilhão de bushels esperados pelo
mercado e também os 1,746 bilhão de bushels previstos em maio. A previsão do
USDA é de que os Estados Unidos exportem 1,9 bilhão de bushels e que o uso
de milho voltado à produção de etanol fique em 5,2 bilhões de bushels, mesmos
números indicados no mês passado.
Em relação à safra global, os estoques de passagem devem ficar em 195,19
milhões de toneladas, bem à frente das 191,94 milhões de toneladas previstas
no mês passado. Os estoques finais ficaram bem acima da expectativa do
mercado, que trabalhava com um volume de 191,8 milhões de toneladas.
Os contratos milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,56 1/2,
com baixa de 0,75 centavo em relação ao fechamento anterior. A posição julho
finalizou cotada a US$ 3,63 por bushel, recuo de 1,25 centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com baixa de 0,22%,
cotado a R$ 3,1060 na compra e a R$ 3,1080 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1030 e a máxima de R$ 3,1720.
