Porto Alegre, 19 de março de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
uma quinta-feira de pouca movimentação e de câmbio muito desvalorizado, o que
promoveu alta nos preços do porto. Isso alterou o comportamento de compradores
e vendedores, que passaram a atuar de maneira mais cautelosa para a safrinha,
segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.
O foco no mercado disponível permanece na soja, diante da colheita e
posterior armazenagem e logística. Dessa forma, a comercialização do milho
fica em segundo plano. “As negociações pouco fluíram na última semana em
decorrência disso. “Os negócios concretizados nesta semana foram para
preencher alguma necessidade pontual”, explicou.
Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em
avanço, a R$ 30,50/31,50 contra R$ 30/31,50 a saca de ontem. No Porto de
Santos, preço em valorização também, a R$ 31,50/32,50 contra R$ 31/32,00. No
estado do Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou inalterada,
a R$ 25,50/26,00. Em São Paulo, o preço esteve em baixa, a R$ 27/28,00 contra
R$ 27,50/28,00 de ontem, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação em baixa, a
R$ 29/29,50 contra R$ 29,50/30,00.
No Rio Grande do Sul, preço ficou inalterado, a R$ 27/28,00, em Erechim.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia com acréscimo, a R$ 28,50/29,30 contra
R$ 28,50/29,00 a saca de ontem. Em Goiás, preço estável, a R$ 25/26,00, em
Rio Verde. Em Mato Grosso, preço inalterado, a R$ 19/20,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. As preocupações em meio à perda
de competitividade do cereal norte-americano no mercado internacional, diante da
valorização do dólar frente a outras moedas correntes, seguiu pressionando
as cotações.
O resultado das exportações semanais até melhorou um pouco frente à
semana anterior, mas apontou um recuo significativo perante à média das
últimas quatro semanas, sinalizando que os estoques do cereal norte-americano
seguem menos atrativos aos compradores internacionais.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2014/15, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 502.300 toneladas na
semana encerrada 12 de março. O número ficou 20% acima do apresentado na
semana passada e registrou queda de 31% frente à média em quatro semanas. O
principal comprador do cereal americano no período foi o Japão, com 243.100
toneladas.
Para a temporada 2015/16, foram exportadas mais 64.800 toneladas. As
informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos milho com entrega em maio de 2015 fecharam cotados a US$ 3,73
1/2 com baixa de 1,25 centavo de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição junho finalizou cotada a US$ 3,81 1/2 por bushel, recuo de 1,25
centavos de dólar.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 2,58%,
cotado a R$ 3,2940 na compra e a R$ 3,2960 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,1610 e a máxima de R$ 3,3070.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS
