Porto Alegre, 08 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
poucos negócios e focou nas flutuações cambiais. Com a valorização do real
ao longo do dia, diversos compradores optaram por recuar seus preços. Segundo
o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a crise política
ainda provoca instabilidade no câmbio. Portanto, essa tendência ainda não
está consolidada, e depende diretamente do câmbio.
O mercado segue imprevisível, com grande dependência do câmbio. “Com
isso, fica complicado traçar uma tendência para o curto prazo”, concluiu o
analista.
Em Santos, a máxima do dia ficou em recuo, a R$ 35,50/36,50 contra R$
36/37,00 de ontem, para o disponível. Enquanto isso, em Paranaguá o preço
médio foi fixado em desvalorização, a R$ 34/35,50 contra R$ 34,50/36,00 de
ontem. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em leve
queda, a R$ 29/30,00 contra R$ 29,50/30,00 de ontem. Em São Paulo, o preço
ficou em desvalorização, a R$ 29,50/30,00 contra R$ 30/30,50 de ontem, na
Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou com recuo, a R$ 33,50/34,50 contra
R$ 34/34,50 de ontem.
No Rio Grande do Sul, preço ficou inalterado, a R$ 32,50/33,00, em
Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia se manteve em R$ 30/32,00.
Em Goiás, preço ficou em estabilidade, a R$ 26,50/27,00, em Rio Verde. Em
Mato Grosso, preço esteve em leve alta, a R$ 23,50/24,50 contra R$ 23,50/24,00
de ontem, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as
operações de hoje com preços mais baixos. À espera do relatório de oferta e
demanda de outubro, a ser divulgado amanhã pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA), o mercado foi pressionado pela fraca demanda
registrada para o cereal estadunidense. O clima favorável ao avanço da
colheita no cinturão produtor nesta semana também atuou como um fator baixista
aos preços.
As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 519.700 toneladas
na semana encerrada em 01 de outubro. O número ficou 31% abaixo do
registrado na semana passada. O principal comprador foi o México, com 338.300
toneladas. Para a temporada 2016/17, as vendas ficaram negativas em 53.100
toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA).
Segundo analistas e traders consultados por agências internacionais, a
safra estadunidense 2015/16 deve ser apontada em 13,461 bilhões de bushels,
abaixo dos 13,585 bilhões de bushels indicados em setembro. A produtividade
média deve recuar de 167,5 bushels por acre para 166,4 bushels por acre e a
área a ser colhida de 81,1 milhões de acres para 80,9 milhões de acres.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 3,91
1/4, com baixa de 4,50 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição
março de 2015 finalizou cotada a US$ 4,01 3/4 por bushel, recuo de 4,50
centavos em relação ao último fechamento.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações de hoje em queda de 2,14%,
cotado a R$ 3,7920 para compra e a R$ 3,7940 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,7920 e a máxima de R$ 3,9100.
