MERCADO: Milho teve comprador ausente, tentando baixar preços

Porto Alegre, 13 de abril de 2015 – O mercado de milho teve um início
de semana de fracos negócios e de preços estáveis em boa parte do país. Os
compradores seguem ausentes, tentando baixar preços. Por outro lado, o
vendedor está ativo. A colheita de milho está mais intensa agora em São Paulo
e em Minas Gerais, onde tem tido maior pressão nos preços pelo maior volume
de ofertas, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari.

Para o milho safrinha, a indicação no porto em Paranaguá ficou em
alta, a R$ 29,00 contra R$ 28,50 a saca de sexta (10). No Porto de Santos,
preço em leve avanço, a R$ 30,00 contra R$ 29,70 de sexta (10). No estado do
Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou em queda, em R$
24,50/25,50 contra R$ 25/26,00 de sexta (10). Em São Paulo, o preço esteve em
R$ 24/24,50, na Mogiana. Em Campinas CIF, cotação ficou inalterada, a R$
27,50/28,00.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em leve alta, a R$ 26,50/27,50 contra R$
26,50/27,00 de sexta (10), em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia
em baixa, a R$ 26/27,00 contra R$ 27,00 de sexta (10). Em Goiás, preço com
baixa, a R$ 24,50/25,50 contra R$ 25,00 de sexta (10), em Rio Verde. Em Mato
Grosso, preço em R$ 17/20,00, estável, em Rondonópolis.

CBOT

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão
encerrou as operações da segunda-feira com preços em alta. O mercado foi
sustentado por compras de traders após os preços caírem em baixos níveis,
quando os aumentos na produção e no estoques norte-americanos pelo
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pressionaram as
cotações na semana passada. Traders aproveitaram para fazer aquisições com
os preços mais acessíveis.

O relatório de abril de oferta e demanda do Departamento de
Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produção de algodão do país
na temporada 2014/15 em 16,3 milhões de fardos, ante 16,08 milhões no mês
anterior. As exportações deverão ficar em 10,70 milhões de fardos em
2014/15, mesmo nível do relatório passado. O consumo interno foi previsto em
3,65 milhões de fardos, mesmo patamar do mês anterior.

Baseado nas estimativas de produção, exportação e consumo, os
estoques finais norte-americanos foram previstos em 4,4 milhões de fardos para
a temporada 2014/15, ante 4,2 milhões no mês passado.

A posição maio/15 fechou em 65,13 centavos de dólar por libra-peso, com
valorização de 0,07 centavo, ou de 0,10%. Julho de 2015 fechou a 65,46
centavos, com alta de 0,06 centavo, ou 0,09%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 1,72%,
cotado a R$ 3,1230 na compra e a R$ 3,1250 na venda. Durante o dia, a moeda
norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,0860 e a máxima de R$ 3,1280.

Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS