MERCADO: Milho tem terça-feira de cotações fracas com pressão da colheita

Porto Alegre, 21 de fevereiro de 2017 – O mercado brasileiro de milho
teve uma terça-feira de preços pressionados com a evolução da colheita em
algumas regiões. Entreatnto, segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo
Molinari, há a sustentação por conta do avanço da colheita da soja, que
concentra as atenções, e pela elevação de fretes.

No porto de Santos, a referência ficou em R$ 31,50 a saca para o
disponível, mesmo preço em Paranaguá. No Paraná, a cotação ficou em R$
28,00 a R$ 30,00 em Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em
R$ 33,00/34,00 a saca na Mogiana. Em Campinas, preço de R$ 37,50 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 28,00/29,00 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 34,00/35,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
29,00/30,00. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 24,00/28,00 a saca.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
hoje com preços mais altos. A boa demanda pelo milho americano e compras
induzidas por fatores técnicos sustentaram o mercado.

As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a
1.152.233 toneladas na semana encerrada no dia 16 de fevereiro, conforme
relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
(USDA).

Na semana anterior, haviam atingido 1.255.893 toneladas. Em igual período
do ano passado, o total inspecionado foi de 908.810 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 24.422.897
toneladas, contra 14.027.258 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.

O USDA anunciou ainda novas vendas por parte dos exportadores privados.
Dessa vez, foram 138.650 toneladas para destinos não revelados e outras 269.269
toneladas para o Japão.

O mercado começa também a especular sobre a área a ser plantada nos
Estados Unidos. A primeira sinalização mais concreta sobre a tendência do
produtor americano será conhecida nesta semana, durante o Fórum Anual do
Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quinta e sexta.

Diante da relação de troca favorável, a aposta do mercado é de aumento
no plantio da oleaginosa e de diminuição no cultivo do milho. Esta perspectiva
ajudou a sustentar as cotações hoje.

Os contratos de milho com entrega em março de 2017 fecharam cotados a US$
3,69 1/4, com alta de 1,00 centavo de dólar, ou 0,27%, em relação ao
fechamento anterior. A posição maio de 2017 finalizou cotada a US$ 3,76 1/2
por bushel, ganho de 1,00 centavos, ou 0,26%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sessão em alta de 0,06%, cotado a R$ 3,090
para compra e a R$ 3,092 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,089 e a máxima de R$ 3,110.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS