Porto Alegre, 19 de maio de 2017 – O mercado brasileiro de milho teve uma
sexta-feira de preços de estáveis a mais altos. O mercado teve mais um dia de
lentidão, o que é normal em função da intensa crise política que afetou
duramente a paridade cambial nos últimos dois dias. Com isso, é bastante
natural que tanto consumidores quando produtores se ausente do mercado.
Nos portos de Santos e Paranaguá, a referência ficou em R$ 30,00 a saca
para o disponível. No Paraná, a cotação ficou em R$ 25,50/27,00 a saca em
Cascavel. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 26,50 a saca na Mogiana. Em
Campinas CIF, preço de R$ 29,50 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 27,00/28,50 em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em R$ 27,00 em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$
23,50/25,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou em R$ 16,50/19,00 a saca.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
hoje com preços acentuadamente mais altos. O mercado consolidou o movimento
de correção frente à derrocada de ontem, quando a forte valorização do dólar
frente ao real com a crise política no Brasil, envolvendo o presidente Michel
Temer em denúncias de corrupção, derrubou os negócios.
A fraqueza do dólar frente a moedas correntes, como o euro e a
libra-esterlina, que torna as commodities norte-americanas mais atrativas no
cenário internacional contribuiu com os ganhos, assim como a boa alta
registrada nos preços do petróleo.
Os contratos de milho com entrega em julho de 2017 fecharam cotados a US$
3,72 1/2, com alta de 6,50 centavos de dólar, ou +1,77%, em relação ao
fechamento anterior. A posição setembro de 2017 finalizou cotada a US$ 3,79
3/4, por bushel, ganho de 6,00 centavos, ou +1,6%.
Câmbio
O dólar comercial fechou a sessão em alta baixa 3,92%, cotado a R$ 3,2550
para compra e a R$ 3,2570 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana
oscilou entre a mínima de R$ 3,2530 e a máxima de R$ 3,3460.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
