Porto Alegre, 22 de outubro de 2015 – O mercado brasileiro de milho teve
mais um dia lento na comercialização nesta quinta-feira, sem maior fluidez nos
negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique
Iglesias, o foco permanece na volatilidade cambial e da Bolsa de Chicago.
A postura retraída dos vendedores mantém a sustentação nas cotações.
Em Santos, o preço ficou em R$ 36,50 a saca, estável. Enquanto isso, em
Paranaguá o preço médio ficou em R$ 35,00/36,00, contra R$ 36,00 do dia
anterior. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel ficou a R$
30,00, inalterado. Em São Paulo, o preço ficou em R$ 31,00, sem mudanças, na
Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 34,50, contra R$ 34,00 ontem.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 35,00, estável, em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em Uberlândia inalterado em R$ 30,00. Em Goiás, preço em
R$ 27,00 a saca, sem mudanças, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve
em R$ 19/22,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais baixos. Mesmo com retenção da oferta dos produtores
americanos, o bom avanço da colheita pesou sobre as cotações, assim como as
fracas exportações semanais do país.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou vendas
líquidas semanais americanas de 248 mil toneladas na semana encerrada em 15
de outubro. O mercado apostava em número entre 400 mil e 800 mil toneladas.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 3,78
1/4, com baixa de 2,50 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição
março de 2015 finalizou cotada a US$ 3,88 por bushel, ganho de 2,25 centavos
em relação ao último fechamento.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações com desvalorização ante o
real após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, afirmar
que novas medidas para estimular a economia da zona do euro poderão ser
adotadas em dezembro.
“A afirmação do Draghi gerou um otimismo no mercado externo e colaborou
para alta das bolsas e das commodities e a queda do dólar, principalmente em
relação às moedas dos países emergentes”, disse o economista-chefe do Banco
ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal. A divisa encerrou as negociações em
queda de 0,96%, cotada a R$ 3,9070 para venda.
O operador de câmbio da Correparti Corretora, Ricardo Gomes Filho,
destacou que o dia foi marcado por volatilidade. “Pela manhã, a manutenção
das incertezas no mercado doméstico prevaleciam, porém, mais tarde, a
sinalização de que o BCE poderá aumentar os estímulos mudou o comportamento
da moeda aqui”, afirmou.
