MERCADO: Milho tem quinta de melhor ritmo de negócios, mas com pouco volume

Porto Alegre, 28 de julho de 2016 – O mercado brasileiro de milho
apresentou melhor fluidez nos negócios no dia. Mas, o que foi concretizado não
envolveu grandes volumes. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando
Henrique Iglesias, as vendas ocorreram de acordo com a necessidade, tanto da
parte de vendedores quanto de compradores. “O fato é que as estratégias de
compra e de venda tem se tornado mais complexas devido a limitação de
oferta”, diz o analista.

Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 35,00 a saca, estável.
Enquanto isso, em Paranaguá, o preço médio esteve em R$ 34,00 a saca,
inalterado. No Paraná, a cotação ficou em R$ 44,00/45,00 em Cascavel,
inalterado. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 45,50 a saca na Mogiana,
estável. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 48,50, contra R$ 48,00 de
ontem.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 52,00/54,00 a saca em Erechim. Em
Minas Gerais, preço em R$ 48,00 em Uberlândia, estável. Em Goiás, preço
esteve em R$ 44,00/46,00 em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço ficou entre R$
32,50/36,00.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O cereal cosolidou as perdas em meio ao fraco
desempenho das vendas líquidas semanais de milho, que ficaram abaixo do
esperado pelo mercado. O bom quadro de desenvolvimento das lavouras no
cinturão produtor também atuou como um fator negativo aos preços.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as
vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial 2015/16,
que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 438.800 toneladas na semana
encerrada em 21 de julho. O número ficou 27% acima da semana anterior e 5%
inferior a média das últimas quatro semanas.

Japão liderou as compras com 96.200 toneladas. Para 2016/17, as vendas
ficaram em 476.500 toneladas. O mercado estimava número entre 800 mil e 1,5
milhão de toneladas.

Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam cotados a US$ 3,31
1/4, baixa de 4,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição dezembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,38 3/4 por bushel, recuo de
4,25 centavos em relação ao fechamento anterior.

Câmbio

O déficit primário de R$ 8,801 bilhões registrado pelo governo central
em junho e os rumores sobre um mal estar entre os ministros da Fazenda e do
Planejamento ajudaram o dólar comercial a encerrar em alta de 0,70%, cotado a
R$ 3,2960 para a venda, na contramão do mercado internacional. A véspera da
formação da PTax também ajudou na alta.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS