Porto Alegre, 09 de abril de 2021 – O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com poucos negócios. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a oferta permanece restrita em grande parte do país. “As dificuldades de abastecimento serão recorrentes até a entrada da safrinha, possivelmente entre os meses de julho e agosto. As negociações envolvendo a safrinha permanecem paralisadas em função das incertezas em meio a todo o atraso do plantio”, indica.
No geral, avalia Iglesias, o foco permanece na colheita e no escoamento da soja, com a comercialização do milho relegada ao segundo plano. Com isso, a oferta do cereal é restrita e as cotações pouco a pouco vão avançando.
No Porto de Santos, o preço ficou na faixa de R$ 81,00 a R$ 90,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 79,00/90,00.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 95,00/100,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 97,00/98,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 99,00/101,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 97,00/100,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 85,00/87,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 86,00/R$ 87,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 80,00/85,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais altos. O mercado repercutiu o relatório de oferta e demanda de abril do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.Na semana, a posição maio acumulou alta de 3,13%.
O relatório de abril de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado hoje, indicou que o país terá estoques finais de passagem da safra 2020/21 de 1,352 bilhão de bushels, abaixo dos 1,502 bilhão de bushels indicados no mês passado, mas acima da expectativa do mercado, que esperava um número de 1,346 bilhão de bushels.
As exportações em 2020/21 foram elevadas de 2,6 bilhões de bushels para 2,675 bilhões de bushels. O uso de milho para a produção de etanol foi alterado de 4,95 bilhões de bushels para 4,975 bilhões de bushels.
O relatório de oferta e demanda mundial de milho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) para o mês de abril estimou estoques finais da safra mundial 2020/21 em 283,85 milhões de toneladas, abaixo das 287,67 milhões de toneladas indicados no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 284,9 milhões de toneladas. A safra global 2020/21 foi projetada em 1.137,05 milhão de toneladas, acima das 1.136,31 milhão de toneladas indicadas em março.
A estimativa de safra brasileira é de 109 milhões de toneladas, sem alterações ante o mês passado, enquanto o mercado esperava safra de 108,3 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, contra 47,5 milhões de toneladas de março, enquanto o mercado previa safra de 46,8 milhões de toneladas.
Os contratos de milho com entrega em maio/21 fecharam a US$ 5,77 1/4, baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,43%, em relação ao fechamento anterior. A posição julho de 2021 fechou a sessão a US$ 5,62 3/4 por bushel, ganho de 0,75 centavo de dólar, ou 0,13%, em relação ao fechamento anterior.
DÓLAR
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 1,79%, sendo negociado a R$ 5,6740 para venda e a R$ 5,6720 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5870 e a máxima de R$ 5,6830. Na semana, o dólar acumulou queda de 0,65%.
