Porto Alegre, 06 de novembro de 2020 – O mercado brasileiro de milho encerrou a semana sem apresentar grandes novidades. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a lentidão foi dominante no decorrer da sexta-feira. “Tanto consumidores quanto produtores estiveram retraídos, avaliando as melhores estratégias a serem adotadas no curto prazo. A movimentação cambial e o risco climático seguem como fatores preponderantes para a decisão de venda do produtor”, comentou. Houve acomodação dos preços em algumas regiões, com destaque para São Paulo.
No Porto de Santos, o preço ficou em R$ 75,00/80,00 a saca. No Porto de Paranaguá (PR), preço em R$ 74,00/80,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 78,00/80,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 80,00/82,50 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 82,00/83,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 84,00/87,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 75,00/76,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 72,50 – R$ 75,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 76,00/78,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com preços predominantemente mais baixos. O cereal chegou a registrar bons ganhos mais cedo, mas perdeu força e passou a embolsar parte dos lucros acumulados nas últimas cinco sessões consecutivas de alta. Na semana, a alta acumulada nos contratos com entrega em dezembro é de 2,07%.
O mercado aguarda os resultados das eleições presidenciais norte-americanas e entra em compasso de espera para o relatório de oferta e demanda de novembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que será divulgado na terça-feira (10).
A produção de milho dos Estados Unidos para a temporada 2020/21 deve ser apontada em 14,645 milhões de bushels, abaixo dos 14,722 bilhões previstos em outubro, segundo adidos e traders consultados por agências internacionais. Os estoques de passagem da safra 2020/21 dos Estados Unidos devem ser apontados em 2,048 bilhões de bushels, ante os 2,167 bilhões estimados no mês passado.
A previsão é de que os estoques finais de passagem da safra mundial 2019/20 sejam apontados em 300,9 milhões de toneladas, abaixo dos 304,2 milhões indicados no mês passado. Para a safra 2020/21 a estimativa é de que os estoques finais globais fiquem em 297,8 milhões de toneladas, abaixo das 300,5 milhões de toneladas indicadas em outubro.
Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 4,06 3/4, alta de 2,50 centavos de dólar, ou 0,61%, em relação ao fechamento anterior. A posição março de 2021 fechou a sessão a US$ 4,13 3/4 por bushel, recuo de 1,00 centavo de dólar, ou 0,24%, em relação ao fechamento anterior.
CÂMBIO
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 2,84%, sendo negociado a R$ 5,3880 para venda e a R$ 5,3860 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3860 e a máxima de R$ 5,750. Na semana, o dólar caiu 6,11%, a maior queda semanal desde junho.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) – Agência SAFRAS
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