MERCADO: Milho seguiu com ritmo travado na comercialização nesta quinta

Porto Alegre, 19 de maio de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve uma
quinta-feira de preços estáveis. O dia foi de ritmo travado na
comercialização. Os compradores continuam enfrentando dificuldades no
abastecimento, para composição dos seus estoques. Os negócios envolvendo a
safrinha são graduais e as cotações não devem ceder inicialmente com a
entrada desta segunda safra.

Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 37,00 para setembro,
estável. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve em R$ 36,00,
inalterado. No Paraná, a cotação ficou em R$ 55,00 a saca em Cascavel,
estável. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 52,00 a saca na Mogiana, sem
mudanças. Em Campinas CIF, a cotação ficou em R$ 55,00 a saca, inalterado.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 59,00 a saca em Erechim, estável.
Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 49,00 a saca, inalterado. Em
Goiás, preço esteve em R$ 50,00 a saca em Rio Verde, estável. Em Mato
Grosso, o preço ficou em R$ 37,00/41,00.

Chicago

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços acentuadamente mais baixos. O mercado acentuou as perdas
iniciais, em meio ao indicativo de clima favorável ao plantio no cinturão
produtor, queda nos preços do petróleo e alta do dólar frente a outras moedas
correntes. Nem mesmo o bom desempenho das vendas líquidas semanais de
milho foi capaz de trazer sustentação aos preços.

A desvalorização do petróleo desestimula uma maior demanda por
combustíveis alternativos, como o etanol, que é produzido, nos Estados Unidos,
a partir do milho. Além disso, o mercado segue impactado pela sinalização de
uma possível elevação na taxa básica de juros dos Estados Unidos em junho,
ventilada ontem na reunião realizada pelo Federal Reserve, o banco central do
país.

As vendas líquidas norte-americanas de milho para a temporada comercial
2015/16, que tem início no dia 1o de setembro, ficaram em 1.473.100 toneladas
na semana encerrada em 12 de maio. O número ficou 33% acima da semana
anterior e foi 13% superior à média das últimas quatro semanas. O Japão
liderou as compras com 572.600 toneladas. Para 2016/17, as vendas ficaram em
540.700 toneladas. As informações são do Departamento de Agricultura dos
Estados Unidos (USDA). O mercado estimava número entre 1,1 milhão e 1,75
milhão de toneladas.

Os contratos de milho com entrega em julho fecharam cotados a US$ 3,90,
baixa de 9,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A
posição setembro de 2016 finalizou cotada a US$ 3,92 1/2 por bushel, baixa de
9,75 centavos de dólar.

Câmbio

O dólar comercial encerrou as negociações de hoje com alta de 0,16%,
cotado a R$ 3,5690 para compra e a R$ 3,5710 para venda. Durante o dia, a
moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 3,5640 e máxima de R$ 3,6200.

Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS