Porto Alegre, 24 de julho de 2023 – O mercado brasileiro de milho teve uma segunda-feira sem grandes mudanças. Segundo a SAFRAS Consultoria, consumidores e produtores estiveram cautelosos nas negociações. As atenções estão voltadas para o forte movimento dos futuros do milho na Bolsa de Chicago e para a paridade de exportação. A escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia trazem apreensão para o trigo e milho no mercado mundial. Pelo movimento da Bolsa de Chicago, o mercado esperava mais dos preços de porto.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 62,50 (compra) a R$ 65,00 (venda) a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 62,00/65,00 a saca.
No Paraná, a cotação ficou em R$ 53,00/55,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 56,00/60,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 59,00/61,00 a saca.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 61,00/63,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 47,00/50,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 44,00/R$ 50,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 43,00/47,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O cereal foi impulsionado pelos ataques realizados pela Rússia a infraestrutura portuária ucraniana, o que pode desacelerar do fluxo de embarques da região do Mar Negro e trazer interrupções ao fornecimento de grãos.
De acordo com fontes internacionais, o ataque ao Danúbio foi mais significativo do que os ataques a Odesa. Atualmente, o Danúbio representa a rota de exportação mais crucial para os grãos ucranianos. A busca por cargas no Mar Negro caiu 35% em comparação com semanas anteriores, afetada pela crescente incerteza em relação ao tráfego comercial. As informações são da Reuters.
A alta do petróleo e as preocupações com o indicativo de calor e de chuvas irregulares em parte do cinturão produtor dos Estados Unidos ao longo dessa semana também influenciaram positivamente as cotações.
O mercado digeriu ainda os números das inspeções de exportação norte-americanas de milho. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 309.981 toneladas na semana encerrada no dia 20 de julho, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado esperava 425 mil toneladas.
Na semana anterior, haviam atingido 411.430 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 753.793 toneladas. No acumulado do ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 34.232.224 toneladas, contra 51.080.547 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 5,60 1/2 por bushel, alta de 33,50 centavos de dólar, ou 6,35%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 5,68 1/4 por bushel, avanço de 32,00 centavos de dólar, ou 5,96%.
DÓLAR
O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,00%, sendo negociado a R$ 4,7330 para venda e a R$ 4,7310 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7230 e a máxima de R$ 4,7830.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
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