Mercado brasileiro de milho não teve negócios reportados diante do feriado em São Paulo. Em decorrência disso, não houve pregão na BM&F e não teve o dólar futuro como eferência.
Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação permanece bastante complicada. “Os negócios ainda acontecem de maneira esporádica”, comentou.
Em Santos, o preço foi nominal e subiu de R$ 43/44,00 para R$ 44/45.00. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio também cresceu, de R$ 43/44,00 para R$ 43/46. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel esteve em queda, a R$ 39/40 contra R$ 40,00 de sexta (22). Em São Paulo, o preço teve estabilidade e encerrou a R$ 41/42,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação encerrou em leve baixa, a R$ 44,50/45,00 contra R$ 45,00 de sexta (22).
No Rio Grande do Sul, preço ficou em leve alta, a R$ 37,50/38,00 contra R$ 37/38,00 de sexta (22), em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou com decréscimo, em R$ 41/42,00 contra R$ 42/43,00 de sexta (22). Em Goiás, preço aumentou de R$ 38,00 para R$ 38/39,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em avanço de R$ 25/30,00 para R$ 28,50/30,00, em Rondonópolis.
CBOT
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações de hoje com preços predominantemente mais altos. O mercado abriu em baixa, realizando parte dos lucros obtidos na última sessão. A fraqueza nos preços do petróleo em Nova York e Londres, bem como as notícias indicando boas condições climáticas para áreas produtoras do Brasil nas próximas semanas, o que deve favorecer a colheita, pressionaram as cotações.
Segundo previsões da meteorologia, deve haver um retorno das precipitações em áreas produtoras do Sul do Brasil e uma paralisação das chuvas no Nordeste, beneficiando as lavouras.
A boa demanda pelo grão sustentou as cotações, que fecharam em predominantemente em leve alta. As inspeções de exportação norte-americana de milho chegaram a 599.765 toneladas na semana encerrada no dia 21 de janeiro, conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana anterior, haviam atingido 581.479 toneladas. Em igual período do ano passado, o total inspecionado foi de 907.881 toneladas.
Os contratos de milho com entrega em março fecharam cotados a US$ 3,69 3/4, com baixa de 0,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior. A posição maio de 2016 finalizou cotada a US$ 3,74 3/4 por bushel, estável em relação ao último fechamento.
Câmbio
O dólar comercial encerrou as negociações em baixa de 0,32%, cotado a R$ 4,0948 para compra e a R$ 4,0968 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,0968 e a máxima de R$ 4,1043.
Carine Lopes (carine@safras.com.br) / Agência SAFRAS
