Porto Alegre, 21 de junho de 2023 – A quarta-feira no mercado doméstico de milho teve com principal característica uma postura retraída por parte dos produtores na ponta vendedora, avaliando a evolução do clima e a piora das condições das lavouras dos Estados Unidos. Segundo a Consultoria SAFRAS & Mercado, os contratos futuros do milho, tanto na Bolsa de Chicago como na B3, estão em forte alta e a paridade de exportação está avançando.
Os consumidores estão mais ativos na busca por lotes em alguns estados no mercado spot, como é o caso de São Paulo e Paraná. Vale pontuar que os consumidores vinham adquirindo lotes pontuais apenas, antes do estresse atual, assinalou o analista Fernando Henrique Iglesias.
No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,00 (compra) a R$ 69,00 (venda) a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 64,00/68,00 a saca. No Paraná, a cotação ficou em R$ 55,00/58,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 53,00/56,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 59,00/61,00 a saca. No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 59,00/62,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 51,00/53,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 47,00/R$ 49,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 40,00/43,00 a saca em Rondonópolis.
CHICAGO
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado recebeu suporte de múltiplos fatores durante o dia. Positivamente, pesaram a expectativa de continuidade de um clima adverso em boa parte do cinturão produtor nos próximos dias, prejudicando o desenvolvimento do milho, bem como a piora nas condições das lavouras dos Estados Unidos, em um patamar bem acima do esperado.
A forte alta nos preços do petróleo, a fraqueza do dólar frente a outras moedas correntes e a incerteza em torno da continuidade do corredor humanitário de grãos na região do Mar Negro também atuaram como fatores de suporte.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou dados sobre as condições das lavouras americanas de milho. Segundo o USDA, até 18 de junho, 55% estavam entre boas e excelentes condições (o mercado esperava 58%), 33% em situação regular e 12% em condições entre ruins e muito ruins. Na semana passada, eram 61%, 31% e 7%, respectivamente.
O Kremlin reiterou sua posição de que não há razão para estender o acordo de grãos do Mar Negro, dizendo que a mediação pela Turquia e pelas Nações Unidas não foi implementada adequadamente. As informações partem da Agência Reuters.
Os investidores ainda repercutem a definição dos mandatos de biocombustíveis nos Estados Unidos no período de 2023 a 2025. A EPA definiu os mandatos em 20,94 bilhões de galões em 2023, 21,54 bilhões de galões em 2024 e 22,33 bilhões de galões em 2025, disseram fontes.
Os volumes finalizados incluem 15 bilhões de galões de biocombustíveis convencionais, como etanol à base de milho, em 2023, 2024 e 2025, o que representa uma queda em relação à proposta de dezembro e provavelmente causará consternação entre grupos de biocombustíveis e agricultores.
Em 2023, no entanto, a EPA planeja incluir 250 milhões de galões de “padrão suplementar”.
Na sessão, os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 6,23 1/2 por bushel, alta de 30,50 centavo de dólar, ou 5,14%, em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 6,28 3/4 por bushel, avanço de 31,25 centavos de dólar, ou 5,23%.
DÓLAR
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,60%, sendo negociado a R$ 4,7680 para venda e a R$ 4,7660 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,7620 e a máxima de R$ 4,8160.
Fábio Rübenich (fabio@safras.com.br) – Agência SAFRAS
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