Porto Alegre, 14 de março de 2016 – O mercado brasileiro de milho teve um
começo de semana de fraca movimentação e sem grandes mudanças. A restrição
da oferta acabou travando os negócios no disponível, da mesma forma que a
valorização do real nos últimos dias acaba dificultando as negociações
envolvendo a safrinha. De forma geral, compradores seguem encontrando
dificuldades na recomposição de estoques.
Em Santos, o preço ficou na base de compra em R$ 34,00 para setembro.
Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve em R$ 33,00, também para
a safrinha. No Paraná, a cotação ficou em R$ 43,00 em Cascavel. Em São Paulo,
o preço esteve em R$ 47,00 a saca, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação
avançou para R$ 51,00 a saca, contra R$ 50,00 do dia anterior.
No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 42,50 a saca em Erechim. Em Minas
Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 43,00. Em Goiás, preço esteve em R$
39,00 em Rio Verde. Em Sorriso (MT), o preço ficou em R$ 28,50.
Chicago
A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou as operações
de hoje com preços mais altos. O mercado chegou ao maior nível em três
semanas, impulsionado pelos atrasos no plantio na região do Delta dos Estados
Unidos. A semeadura tardia ocorreu devido às chuvas que atingiram a região. O
atraso ameaça reduzir a área semeada com o grão.
Nesta segunda-feira, os números de inspeção de exportações dos Estados
Unidos também atuaram como fator de suporte. As exportações de milho
chegaram a 804.499 toneladas na semana encerrada no dia 10 de março,
conforme relatório semanal divulgado pelo Departamento de Agricultura
dos Estados Unidos (USDA).
Na semana anterior, haviam atingido 970.557 toneladas. Em igual período do
ano passado, o total inspecionado foi de 735.311 toneladas. No acumulado do
ano-safra, iniciado em 1o de setembro, as inspeções somam 16.543.172
toneladas, contra 20.502.713 toneladas no acumulado do ano-safra anterior.
Os contratos de milho com entrega em maio fecharam cotados a US$ 3,68 3/4,
com alta de 3,75 centavos em relação ao fechamento anterior. A posição junho
de 2016 finalizou cotada a US$ 3,73 1/2 por bushel, ganho de 4,00 centavos.
Câmbio
Após mostrar uma abertura mais fraca, o dólar se recuperou, em sintonia
ao comportamento das moedas no exterior, e fechou em alta de 1,72%, a
R$ 3,6520, apoiado na queda de aproximadamente 3% nos preços do petróleo.
Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS
